Resenha - Universidade Federal de Juiz de Fora Faculdade de Administrao e Cincias Contbeis Programa de Ps-Graduao em Administrao Mestrado Acadmico em

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Universidade Federal de Juiz de Fora Faculdade de Administração e Ciências Contábeis Programa de Pós-Graduação em Administração Mestrado Acadêmico em Administração Disciplina Estudos Organizacionais – Professor Ângelo Esther Ana Luíza Ribeiro da Silva Resenha Crítica – A mulher nas organizações As primeiras definições sobre gênero e as relações de desigualdade entre o feminino e o masculino se restringiam ao sexo biológico, ou seja, o órgão genital que acompanha o indivíduo desde seu nascimento. A partir da evolução do conceito de gênero, alinhado com a evolução de teorias sociológicas como a de Berger e Luckmann, a hierarquia de gênero passou a ser explicada com base na socialização, que se refere a construção social e atribuição de papeis sociais masculinos a homens e papeis sociais femininos a mulheres (CAPELLE et al. , 2004). Desde o nascimento, a mulher já inicia seu processo de socialização. São colocados adereços cor-de-rosa, brincos e laços no bebê. Seus primeiros presentes são fogões, rodos, vassouras e bonecas. Espera-se que o comportamento da menina seja delicado, meigo, gracioso, que ela tenha boas-maneiras, que seja sorridente, educada, amigável, corajosa, generosa... (ROVERI; SOARES, 2011). São expectativas incutidas no indivíduo que nasce mulher, facilmente “implementadas” com a ajuda da socialização. A busca pela fixação de uma identidade da mulher originou-se na narrativa religiosa e na tentativa do homem de transpor na sociedade, uma espécie de continuação do ideal criado na Bíblia por Deus. Nessa narrativa, cabia a mulher a multiplicação, e a ela foi atribuído o papel da maternidade. Ao homem, cabia o domínio da terra e dos seres, e, ao incluir nesse termo a mulher, tal argumento legitimou a dominação masculina sobre ela (SILVA; AMAZONAS, 2009). A separação entre homens e mulheres tornou-se polarizada e oposta a partir da tentativa de diferenciação de ambos por meio do critério biológico. Essa divisão dava a entender que existiam duas maneiras diferentes de observar o mundo, duas maneiras de pensar, duas maneiras de reagir: as masculinas e as femininas. Desta forma, a identidade feminina foi criada: não importam as singularidades e vivências do indivíduo, se ele for mulher, ele será categorizado e irá assumir o comportamento socialmente esperado, não levando em consideração os contextos culturais e sociais (SILVA; AMAZONAS, 2009). Portanto, enquanto a subordinação da mulher for um aspecto considerado característico da mentalidade social, não importa se a mulher ocupasse alguma posição tida como masculina, pois a sua (des)valorização está ligada a identidade da mulher (CHIES, 2010).
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  • Spring '17
  • Various
  • Professor Ângelo Esther, Faculdade de Administração e Ciências Contábeis, SILVA; AMAZONAS, Universidade Federal de Juiz de Fora

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