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Resumo Capítulo 11 - Economia Internacional Krugman.docx -...

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Capítulo 11 – Controvérsias em políticacomercialDois debates sobre o comércio internacional surgiram nas décadas de 1980 e 1990. Emprimeiro lugar, surgiu nos países avançados um conjunto novo de argumentos sofisticados afavor da intervenção governamental no comércio. Embora alguns desses argumentosestivessem fortemente relacionados com a análise da falha de mercado, a nova teoria dapolítica comercial estratégica se baseava em ideias diferentes.Mais tarde surgiu um debate em relação aos efeitos do comércio internacional sobre ostrabalhadores dos países em desenvolvimento – e acerca da necessidade de os acordos decomércio incluírem padrões para os salários e as condições de trabalho.Argumentos sofisticados a favor da política comercialativistaNada na estrutura analítica descarta a atratividade da intervenção governamental nocomércio. Na verdade, aquela estrutura mostra que a política governamental ativista precisa deum tipo específico de justificativa, ela deve compensar alguma falha preexistente do mercadodoméstico. O problema com muitos argumentos a favor da política comercial ativista éexatamente que eles não se relacionem a nenhuma falha.O problema com os argumentos da falha de mercado a favor da intervenção é apenas ode reconhecer esse tipo de falha. Os economistas tem identificado dois tipos que estãopresentes nesses países e são relevantes para suas políticas comerciais. Uma das falhas severifica nos setores de alta tecnologia, a outra é a presença de lucros de monopólio em setoresoligopolistas altamente concentrados.Tecnologia e externalidadeAo discutir o argumento da indústria nascente observamos que uma falha de mercadopotencial surge das dificuldades de apropriação dos conhecimentos. Se as empresas em umdeterminado setor geram conhecimento que outras também podem utilizar sem pagar porisso, esse setor está, na realidade, gerando um produto adicional que não se reflete nosincentivos comerciais. Logo, nos segmentos em que essas externalidades mostram-seimportantes, há um om argumento a favor do subsídio.Esse argumento aplica-se tanto às indústrias nascentes dos países menosdesenvolvidos quanto às sólidas dos avançados. Nesses últimos, pois há setores de altatecnologia importantes, nos quais a geração do conhecimento, é de certo modo, o aspectocentral do negócio. Nesse tipo de setor, as empresas destinam grande parte de seus recursosao aperfeiçoamento da tecnologia.O fato a favor da política comercial ativista é que, embora as empresas possam seapropriar de alguns dos benefícios de seu investimento em conhecimento, elas normalmentenão podem se apropriar da totalidade deles. Alguns dos benefícios vão parar nas mãos de
outras empresas. Como as leis de patentes não protegem de forma adequada os inovadores, asempresas de alta tecnologia não ficariam tão motivadas a inovar quanto deveriam.

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Term
Summer
Professor
Adam Smith
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