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SAÚDE DA FAMÍLIA
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SAúDE DA FAMíLIA 401 1 O processo saúde–doença e os modelos de prevenção em saúde Para pensar: Diagnosticar, manejar e tratar uma “doença”, em seu sentido mais amplo, remeterá o profissional de saúde a pen- sar em um conjunto dinâmico de alterações que modificam o status individual ou da coletividade de “saudável” para “doente”; um ponto primordial para a Medicina é explicar e organizar as relações do agente, do indivíduo sus- cetível e do meio ambiente, ou seja, entender desde as primeiras forças que criam o estímulo patológico no meio, passando pela resposta do indivíduo ao estímulo, até as alterações que levam a um defeito, invalidez, recuperação ou morte. Conheça, neste capítulo, os modelos que sintetizam o estudo do processo saúde–doença. 1. Os conceitos de saúde e de doença A conceituação de saúde proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1948, refe- re-se a esta não apenas como a ausência de doença, mas também como o completo bem-estar físico, mental e social. Embora antiga, essa definição continua a ser utilizada pelo órgão (OMS, 2011). Segre e Ferraz (1997) avaliam que essa definição, até avançada para a época em que foi realizada, é, no momento, qualificada como irreal, ultrapassada e unilateral, uma vez que atingir o “completo” refere uma utopia, assim a definição da OMS pode ser tratada mais como um símbolo ideal, um compromisso ou um horizonte “ideal” a ser buscado. O chamado conceito ampliado e positivo de saúde foi defendido e registrado na 8ª Conferência Nacional de Saúde, denominada Conferência Pré-Constituinte, realizada de 17 a 21 de março de 1986. Saúde seria a resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a ser- viços de saúde. Seria assim, antes de tudo, o resultado das formas de organização social da produ- ção, as quais podem gerar notáveis desigualdades nos níveis de vida (BRASIL, 1987). Essa definição procura resgatar a importância das dimensões econômica, social e política na produção da saúde e da doença nas coletividades. Contrapõe-se à concepção biomédica, baseada na primazia do conhe- cimento anatomopatológico e na abordagem mecanicista do corpo, cujo modelo assistencial está centrado no indivíduo, na doença, no hospital e no médico (BATISTELLA, 2007; CARNEIRO, 2010). A Constituição de 1988 expressa que “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garanti- do mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos, e ao acesso universal igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e re- cuperação” (BRASIL, 1988). O grande mérito dessa concepção reside justamente na explicitação dos determinantes sociais da saúde e da doença, muitas vezes negligenciados nas concepções que privilegiam as abordagens individual e subindividual.
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  • Spring '19
  • Médico, saúde pública, Patología, Organização Mundial da Saúde, Terapia ocupacional, Doença

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