DocGo.Net-Psican\u00e1lise Da Crian\u00e7a - Teoria e T\u00e9cnica - Aberastury, Arminda.pdf - Aviso ao leit or A capa srcinal deste livro foi substitu\u00edda por esta

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Unformatted text preview: Aviso ao leit or A capa srcinal deste livro foi substituída por esta nova versão. Alertamos para o fato de que o conteúdo é o mesmo e que esta nova versão da capa decorre da alteração da razão social desta editora e da atualização da linha de design da n ossa já consagrada qualidade editorial. artmed* EDITORA líiçao: la .& Æ .... AI43t Aberastury, Arminda Psicanálise da criança - Teoria e técnica. Tradução Ana Lúcia Leite de Campos. oPrto Alegre : Artmed, 1982. 287 p. ; 22 cm. ISBN 978-85-7307-661-5 I. Crianças-psicanálise. 2. Psicanálise. I. Campos, Ana Lúcia L. de trad. II t. CDU 159.964.2-053.2 615.851.1-053.2 CDU 618.928914 Bibliotecária responsável: Patrícia Flgutro» CRB-10/542 A R M IN D A ABERASTURY Psicanálise da Ch<3hç<5 teoria e técnica Colaboração de SUSANA L. DE FERRER ELEZABETH G. DE GARMA POLA I. DE TOMAS Material clínico de LIDIA S. DE FORTI, HECTOR GARBARINO, MER CED ES F. DE GAR BAR INO, SARA H. DE JARAST, MANUEL KIZZER, GELA H. DE ROSENTHAL, JORG E T. ROVATTI e EDU AR DO SALAS Tr a du ção: ANA LÚCIA LEITE DE CAMPOS Licenciada em Letras Sup er v i são d a t r a d u ção e a p r esen t a ção àed i ção br a sil ei ra : JÚ LIO CAMPOS Psicanalista, Membro da Associação Psicanalítica Argentina 8a EDIÇÃO Reimpressão 2008 1982 Obra publicada, srcinalmente em espanhol sob o título Teoria y Técnica del Psicoanálisis de Ninos © de Editorial Paidós, Buen os Aires, 1979 Capa: Angela Fayet Coordenação editorial: Paulo Flávio Ledur Composição, diagramação e arte: VS Digital Reservados todos os direitos de publicação, em língua portuguesa, à ARTMED® E DIT OR A S.A. Av. Jerônimo de Orneias, 670 - Santana 90040-340 Porto Alegre RS Fone (51) 3027-7000 Fax (51) 3027-7070 E proibida a duplicação ou reprodução deste volume, no todo ou em parte, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, gravação, fotocópia, distribuição na Web e outros), sem permissão expressa da Editora. SÃO PAULO Av. Angélica, 1091- Higienópolis 0 1227-100 São Paulo SP Fone (I I ) 3665-1100 Fax (I I) 3667-1333 SAC 0800 703-3444 IMPRESSO NO BRASIL PRINTED IN BRAZIL A Angel Garmo Apresentação à edição brasileira...............................................................................1 1 Nota preliminar.......................................................................................................13 Prólogo....................................................................................................................15 PARTE I - HISTÓRI A DA TÉCN ICA 1- Análise da fobia de uma criança de cinco anos..................................................2 1 .....34 2 - Nascimento de uma técnica......................................................................... .....60 3 - Duas correntes em psicanálise de crianças................................................... 4 - A psicanálise de crianças na Argentina ...............................................................70 PARTE II - TÉC NICA ATUAL 5 - A entrevista inicial com os pais.............................................................. 6 - 0 consultório, o material de jogo, a caixa individual; problemas técnicos 81 que surgem do seu uso diário................................................................ 97 7 - A primeira hora de jogo; seu significado.................................................. 8 - Entrevistas posteriores com os pais....................................................... 111 135 PARTE III - CASOS CLÍNICOS ... 151 9 - Casos clínicos............................................................................................... ... 180 10 - Conflitos na elaboração do luto.................................................................. Primeira parte - Pola I. de Tomas................................................................. 180 Segunda parte - Susana L. de Ferrer ............................................................. 188 11 Fragmentos de casos clínicos..................................................................... ... 211 12 - Surgimento de ansiedades anal-sadomasoquistas enquistadas nnr fra ra««« na brtânria - Fli7abeth G. de Ga rm a ...................................... 220 PARTE IV - PROFILAXIA DA NEUROSE INFANTIL 13 - Grupos de orientação de mães.................................................................. ...249 14 - Novas perspectivas na terapia.................................................................... ...266 Indice alfabético de casos.................................................................................. ...285 Referências ....................................................................................................... ...286 APRESENTAÇÃO A EDIÇÃO BRASILEIRA Apresentar a versão brasileira deste livro é sumamente gratificante para mim, por várias razões. Primeiramente, por tratar-se de um a obra já clássica e indispensávelpara todas as pessoas que se interessam pela saúde mental, mormente para os que dedicam seu trabalho às crianças e aos adolescentes. Este é um dos raros livros de teoria e técnica para terapeutas de crianças elaborado em nosso meio ambiente. Considero nosso meio ambiente, porque penso que a idiossincrasia e as experiências vitais de uma criança bra sileira se assemelham em muito às de uma argentina. Este livro vem, nesse sentido, com plementar as bases teórico-clínicas aportadas por outros autores, como Melanie Klein e Anna Freud, por exemplo, já que também é verdadeiro o fato de que o aparelho psíquico possui peculiaridades semelhantes em todas as latitudes. O livro apresenta, de forma direta e dinâmica, os conhecimentos de Arminda Aberastury e do grupo de trabalho a ela ligado. Tivemos por essa razão certa dificuldade na tradução, já que a linguagem empregada está formulada, muitas vezes, na forma oral de comunicação, o que, apesar de literariamente inusual, dá vigor ao texto e impacto emo cional ao el itor. Procuramos, na medidado possível, conservar esta car acterística, princi palmente quando se trata de diálogos ou de referências diretas ao material clínico das crianças. Outra satisfação que nosproporcionou está relacionada com a sua tradução. Visto que a grande maioria das pessoas envolvidas em sua elaboração foram professores nossos, ou mesmo amigos, durante a nossa estada em Buenos Aires, representa, esta tradução, para mim e para minha esposa, a possibilidade de aplicaçãodireta dos conhecimentos adquiridos. Representa também, do ponto de vista afetivo, um laço entre o Brasil e as nosI as vivências argentinas. Gostaria também de colocar algumas palavras com relação à história do movimen to psicanalítico voltado às crianças na Argentina apósa publicação deste livro . Um fato Importante foi a morte deArminda Aberastury em 1973. Já então se havia formado um número suficiente de profissionais para permitir o progresso do movimento. Uma das figu raI que adquiriu grande destaque a partir daquele momento foi Susana Ferrer, que, em lolaboraçáo com psicanalistas como Eduardo Salas, Gela Rosenthal, Sara Zusman de Arbiter, Elizabeth Goode de Garma, Maurício Knobel, Raquel Soifer, Aiban Hagelin, 12 Psicanálise da Criança Eduardo Kalina, Arnaldo Smola, Diana Inglesini e outros, realizou importantes obras na for mação e divulgação da psicanálise infantil.Foi ponto relevante a criação, na Asociación Psicoanalítica Argentina, do "Departamento de Ninos y Adolescentes Arminda Aberastury”. Esse departamento tem a função de instruir e orientar as pessoas que, estan do em formação psicanalítica, queiram também dedicar-se ao tratamento de crianças. Tive pessoalmente a honra de ser um dos primeiros diplomados do departamento e assim tes temunhar o alto valor científico desenvol vido nesse instituto. Vale a pena esclarecer que é um dos únicos lugares no mundo onde há uma formação sistemática de psicanalistas de crianças. Muito do que temos atualmente na Argentina e no Brasil nesta área da ciência, devemos aArminda Aberastury.Não tive o prazer de conhecê-la em vida , por isso quero que o meu apreço e a minha consideração a sua memória sejam transmitidos aos leitores através desta traduçãoe destas palavras de apresentação à edição brasileira. Porto Alegre, fevereiro de I982. JU LIO CAM POS NOTA PRELIMINAR Este livro, que inicia com apsicanalítica primeira intenção de Freud de curar neurose de uma criança aplicando a técnica e conclui expondo novasaperspectivas para a terapêutica, reúne a minha experiência e a de muitos analistas que trabalham comigo. E o testemunho de meu agradecimento a Freud, que deu os fundamentos teó ricos da técnica; a Melanie Klein, cujas idéias foram a minha diretriz mais valiosa; a todos os que contribuíram com seu esforço para o progresso da psicanálise de crian ças e aos que colaboraram neste livro oferecendo-me generosamente seu material clí nico. A Asociació n Psicoanalítica Argent ina foi re conhe cida em 1944 pela Psychoanalytic International Association, fruto doAngel trabalho infatigável em favor da difusão do método psicanalítico havia realizado Garma - com oque grupo que ini cialmente o acompanhou - desde 1939. Foram o seu interesse pela análise de crian ças e o apoio incondicional que recebi também de Enrique Pichon Rivière - com quem trabalhava desde 1938 no Hospicio de las Mercedes - que me permitiram empreen der a árdua tarefa de dar os passos iniciais e criar os alicerces do que hoje podemos chamar nossa técnica de psicanálise de crianças. Neste sentido quero recordar aqui, com profunda gratidão, o que para mim significou naqueles anos a frequente corres pondência com Melanie Klein, de quem recebi valiosas indicações técnicas. Embora Flora Scolni tenha iniciado também nesta época seu trabalho como psicanalista trabalhei sozinhadedicação no início.eMinha primeira foi Elizabeth de G. crianças, de Garma,euque, com grande genuíno talentocolaboradora para a aná lise de crianças, participou desde 1947 nas tarefas de formação, que já então eram intensas. Rapidamente o interesse pela psicanálise de crianças foi crescente e este fato possibilitou e fez necessário realizar seminários técnicos e teóricos na Asociación Psicoanalítica Argentina desde 1948. Este progressivo desenvolvimento culminou com a realização do Primer Symposium de Psicanálisis de Ninos, em 1957. Desde o começo foi-se formando em torno de mim um grupo especialmente Interessado nestes problemas. Com o passar dos anos, alguns abandonaram a espe- 14 Psicanálise da Criança cialidade, enquanto outros, uma vez formados, continuaram suas atividades de forma independente, criando novos grupos. Escrever este livro, no qual pretendo transmitir a minha experiência e a de meus colaboradores, não foi umaque tarefa a qualLidia seguramente teria abandonado não fosse a ajuda incondicional me fácil, prestaram Forti e Susana L. de Ferrer. se Luciana B. de Matte, Julio Ara/ e Juan F. Rodriguez foram valiosos colaborado res, aportando inegáveis melhorias com suas cuidadosas e inteligentes revisões do texto. José Alonso não se limitou a copiar o srcinal, senão que por vezes o interpre tou, sugerindo sutis modificações. Agradeço finalmente a Decio de Souza sua dedicação ao discutir comigo alguns aspectos deste livro, o que me significou um grande estímulo. A AUTORA Os trabalhos srcinais de Freud surgiram durante a análise de adultos, mas a natureza do seu descobrimento o conduziu a investigar os anos de infância, pois lhe pareceu claro que as primeiras causas do transtorno mental tinham sua fonte em fato res que atuaram durante as primeiras fases do desenvolvimento. Suas conclusões sobre a sexualidade infantil viram-se confirmadas na primeira vez que se aplicou a psicanálise ao tratamento de uma criança neurótica.' Suas idéias sobre este desenvolvimento se enriqueceram com os descobrimentos ulteriores no tratamento de adultos neuróticos, com a observação direta das crianças e com os dados que lhe eram comunicados pelos psicanalistas que se dedicaram às crianças. Foi fundamental a investigação dos mecanismos que impulsionam a criança a brincar. O jogo havia sido estudado ainda por psicólogos, e pedagogos, mantendo-se a validade destes descobrimentos hoje, mas filósofos descreviam apenas aspectos parciais do problema ou mostravam os fenômenos sem considerar seu significado inconsciente. Na teoria traumática do jogo, Freud não exclui o que se havia escrito, mas explica o fenômeno na sua totalidade e na sua essência.2Já no caso de Joãozinho havia interpretado jogos, sonhos e fantasias, mas foi ao observar uma criança de 18 meses que descobriu os significados psicológicos da atividade lúdica. Compreendeu que a criança não brincava somente com o que lhe era prazen teiro, mas também jogava repetindo situações dolorosas, elaborando assim o que era excessivo para seu ego. A teoria traumática do jogo descrita por Freud não foi modificada nas suas bases e sim utilizada para a criação de novas técnicas de aproximação ao inconscien te da criança, tanto no tratamento como no diagnóstico das neuroses infantis. Destes temas nos ocuparemos no transcorrer deste livro. 1 FREUD, Sigmund. "Análisis de la fobia de un nino de cinco anos”. Obras completas.Editorial Americana, Buenos Aires, 1943, tomo XV,Historiales clínicos. 2 FREUD, Sigmund. "Análisis de la fobia de un nifio de cinco anos", tomo XV, Historiales clínicos."MAi nll.í dei principio dei placer", tomo II,Una teoria sexual yotrosensayos, p.285. Totem y tabú,tomo VIII, p. 116.Obras completasEd. Americana, Buenos Aires, 1943. Psicanálise da Criança Em muitas das obras de Freud encontrei notas que resultaram fundamentais para a criação da técnica da psicanálise de crianças. Em “Atos sintomáticos e casuais” 3relata um ato sintomático em uma criança de treze uma anos,criança; cuja interpretação ser hoje um exemplo da forma pode analisar também empodia um pequeno artigo, “Associação decomo ideiasseem uma menina de quatro anos” ,4mostra a possibilidade de utilizar a expressão verbal infantil para a interpretação. Em “ Psicologia do colegial”5estuda as reações do rapaz frente aos professores, como repetição das relações com os pais, ideias que se desenvolveram, mais tarde, permitindo a compreensão das dificuldades de aprendizagem, da desadaptação esco lar e da avidez ou rechaço frente ao conhecimento. Em “Os sonhos infantis”6analisa sonhos de crianças, destacando que - como nos do adulto - devemos considerar um conteúdo manifesto e um latente, ao que se chega pela interpretação. Partindo destes descobrimentos, Hug Hellmuth, Anna Freud, Sophie Morgenstern e Melanie Klein buscaram a forma de aplicar a psicanálise ao tratamento de crianças. Embora todos contribuíssem à minha técnica atual, foi o pensamento de Melanie Klein que marcou uma diretriz fundamental no meu trabalho. Os descobrimentos de Freud sobre a dinâmica do inconsciente, a sexualidade infantil e a configuração e destino do complexo de Edipo obrigaram a uma reconside ração do que se conhecia das crianças. Ao mostrar Freud que o instinto de morte atua conjuntamente com o instinto de vida desde o primeiro momento, que as tendências destrutivas existem junto com a capacidade de amor, que necessita destruir e que esta necessidade deve ser respei tada - dentro de certos limites - e, mais importante ainda, que os conflitos srcinados pelas tendências em pugna são fonte contínua de dor, vimo-nos forçados a modificar nossa crença na felicidade da infância. Quando descreveu a angústia do nascimento como o arquétipo das futuras situações de ansiedade - idéia que mais tarde Rank desenvolverá com genialidade -, abriu o caminho para todos os psicanalistas que se ocuparam especialmente da vida intrauterina,7do trauma do nascimento8e das primeiras etapas do desenvolvimento. Todos eles, ao desenvolver as idéias srcinárias de Freud, contribuíram para a com preensão da mente do lactente, lançando as bases de uma possível profilaxia das neu roses infantis. d. “Asociación “Actos sintomáticos casuales”, I ,Psicopatología la vida cotidiana, 43 FREUD, FREUD, Sigmun Sigmund. de idéasy en una ninatomo de quatro anos”, tomode XIII,Psicologia dep.224. la vida erótica,p. 135. 5 FREUD, Sigmund. “ Psicologia dei colegial”, tomo XIX , Malestar en la cultura,p.283. 6 FREUD, Sigmund. “ Los suenos infantiles” , tomo IV, Introducción al psicoanálisis, p. 153. 7 Na Argentina, Arnaldo Rascovsky e os integrantes do grupo de estudos psicanalíticos sobre a orga nização fetal, constituído no ano de 1954. 8 RANK, Otto. The trauma of birth. Ed. Robert Brunner, New York, 1952. (I a edição, Viena, 1924). Tradução castelhana pelaEditorial Paidós, Buenos Aires, 1961. Arminda Aberastury 17 Todos estes descobrimentos provocaram rechaço e despertaram resistências, em especial o da sexualidade infantil e o do complexo de Edipo. O repúdio do adulto à sexualidade da criança expressou-se na necessidade de ignorá-la, no interesse por proibir suas manifestações, inventando lendas que substituíssem averdade e negandolhe todo esclarecimento. Já no caso de Joãozinho, Freud mostrou que se o adulto res ponde com mentiras às perguntas da criança a induz a mentir e cria-lhe sérios confli tos. Quando em 1900 descobriu a importância da relação inicial com os pais para o destino das futuras relações de objeto, deu às fundamentações um novo descobri mento técnico - decisivo para a eficácia de seu método -, que foi a utilização da trans ferência do tratamento analítico. Em “O delírio e os sonhos na Gradiva”9descreve com especial clareza este descobrimento: “O processo de cura é realizado numa reincidência no amor, se é que podemos chamar de amor a reunião de todos os diversificados componentes do ins tinto sexual; tal reincidência é indispensável, pois os sintomas que provocaram a pro cura de um tratamento nada mais são do que resíduos de conflitos anteriores, de repressões ou de retornos do reprimido, e só podem ser eliminados por uma nova ascensão das mesmas paixões. Todo tratamento psicanalítico é uma tentativa de liber tar amor reprimido, que na conciliação de um sintoma encontra escoamento insufi ciente.” Freud chegou ao descobrimento do complexo de Edipo através de sua autoanálise e posteriormente através da transferência. Relata em seu estudo autobiográfi co: “ Havia me deparado, efetivamente, pela primeira vez, com o complexo de Edipo” .10Marcou este como o tema central da sua autoanálise: “Também comprovei em mim - diz - o amor pela mãe e os ciúmes contra o pai, ao ponto de considerá-los um fenômeno geral da primeira infância” ." Valorizar a importância fundamental de seus descobrimentos para a criação da psicanálise de crianças foi o que me levou a iniciar este livro com o relato do primei ro caso de uma criança neurótica tratada por Freud, para em seguida descrever as téc nicas dele nascidas, bem como sua evolução até chegar à minha técnica atual. Procurei - não sem dificuldade - que fosse sempre o material clínico que conduzisse à teoria e assim transmitir a minha convicção sobre a importância da psicanálise de crianças para a investigação e metodologia psicanalíticas. 9 FREUD, Sigmund. "El delirio y los suerïos en la 'Gradiva' de W. Jensen", tomoElIII, chiste y su relación con el inconsciente,p. 275. 10 FREUD, Sigmund. "Estúdio preliminar", tomo XXII, Los or/genesdel psicoanálisis,p.53. Obras com pletas. Ed. Santiago Rueda, Buen os Aires, 1956: 11 FREUD, Sigmund. "Cartas, manuscritosy notas", tomo XXII, Los orlgeries del psicoanállsis, p. 261. Obras completas.Ed. Santiago Rueda, Buenos Aires, 1956. HISTÓRIA DA TÉCNICA Partindo dos descobrimentos de Freud e em especial do primeiro caso de uma neu rose infantil curada por ele, mostra-se como Sophie Morgenstein, AnnaeFreud Melanie Klein buscaram a orma f de aplicar a psicanális e ao tratamento das crianças. Expõem-se as dife renças técnicas que desde o começo e até a atualidade mantêm as escolas criadas por Anna Freud e Melanie Klein e a influência que tiveram no desenvolvimento da psicanálise de crian ças na Argentina. ' Com a publicação deste caso, Freud1fixou as bases para a compreensão da lin guagem pré-verbal...
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