Classificação Internacional de Cefaleias - 2014 IHS.pdf

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Unformatted text preview: CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE CEFALEIAS – 3ª Edição – Tradução Portuguesa – 2014 CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE CEFALEIAS 3ª Edição – 2014 Tradução portuguesa da: International Classification of Headache Disorders ICHD-3 beta – 2013 Apoio: CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE CEFALEIAS 3ª Edição – 2014 Tradução portuguesa da: International Classification of Headache Disorders ICHD-3 beta – 2013 3ª Edição – Tradução Portuguesa – 2014 CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE CEFALEIAS 1 Índice Índice Pág. Prefácio da edição portuguesa Introdução da edição original Subcomissões das classificações Prefácio da edição original Como usar a classificação Classificação 3 6 7 10 11 13 Parte 1: Cefaleias Primárias 1. Enxaqueca 2. Cefaleias tipo tensão 3. Cefaleias trigémino-autonómicas 4. Outras cefaleias primárias 21 23 35 40 46 Parte 2: Cefaleias Secundárias Introdução 5. Cefaleia atribuída a traumatismo da cabeça e/ou pescoço 6. Cefaleia atribuída a perturbação vascular craniana ou cervical 7. Cefaleia atribuída a perturbação intracraniana não vascular 8. Cefaleia atribuída a substâncias ou à sua privação 9. Cefaleia atribuída a infeção 10. Cefaleia atribuída a perturbação da homeostasia 11. Cefaleia ou dor facial atribuída a perturbação do crânio, pescoço, olhos, ouvidos, nariz, seios peri-nasais, dentes, boca ou outras estruturas cranianas ou faciais 12. Cefaleia atribuída a perturbação psiquiátrica 55 57 59 65 81 91 103 110 Parte 3: Neuropatias cranianas dolorosas, outras dores faciais e outras cefaleias 13. Neuropatias cranianas dolorosas e outras dores faciais 14. Outras cefaleias 131 133 143 Apêndice Definição de Termos 145 163 3ª Edição – Tradução Portuguesa – 2014 119 128 CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE CEFALEIAS 3 Prefácio da edição portuguesa Prefácio da edição portuguesa Caros Colegas Durante o Congresso da International Headache Society em Boston, nos EUA, em Julho de 2013 foi publicamente apresentada a terceira edição da Classificação das Cefaleias, publicada na revista Cephalalgia, volume 33, número 9, de julho de 2013 e designada por ICHD-3 beta. O Prof. Jes Olesen, Presidente da Subcomissão de Classificação, no final da sua alocução sobre a nova classificação justificou a designação de “beta” pelo facto de ser uma versão que carece de treino prático para consolidação e ajustamentos necessários para a articulação em curso com a componente sobre cefaleias da Classificação Internacional de Doenças (ICD-11) da OMS e posterior publicação de uma versão final. Convidou todas as Sociedades Nacionais de Cefaleias e de Neurologia a utilizarem imediatamente esta versão e a procederem à sua tradução apesar de não ser a versão definitiva porque não se esperam profundas alterações até á versão definitiva que se estima que venha a ocorrer dentro de 3 anos, no máximo. A Direção da Sociedade Portuguesa de Cefaleias mostrou-se, de imediato, interessada em promover a referida tradução e iniciou, desde logo, os preparativos para o efeito. Assim foi criada uma comissão envolvendo diversos membros da Sociedade Portuguesa de Cefaleias, a maior parte já com experiência de tradução das versões anteriores, que distribuíram entre si os diversos capítulos da classificação. Esta Comissão teve um trabalho difícil, moroso e que motivou uma ampla discussão sobre os termos mais adequados para determinadas situações clínicas em que não há uma correspondência verbal direta em português. O resultado desse trabalho que seguiu um modelo igual ao original publicado na Cephalalgia (mantendo as siglas em inglês quando amplamente usadas e as siglas portuguesas de uso corrente) surge agora à luz do dia. Dada a sua dimensão não é um instrumento de consulta fácil, mas, espera-se que possa vir a ser um instrumento útil para todos os neurologistas, em particular, para os que se dedicam preferencialmente às cefaleias. A equipa tradutora espera que este trabalho seja também útil para a comunidade médica portuguesa e que contribua para melhorar e uniformizar os conhecimentos científicos sobre este tipo de patologia e até facilitar a referenciação clínica. Esperamos também que seja possível elaborar posteriormente, uma publicação resumida, de bolso, que permita uma consulta rápida durante o ato médico, à semelhança do que já foi feito com a versão anterior da Classificação Internacional de Cefaleias (ICHD-II). José M. Pereira Monteiro (Coordenador) José Rocha Barros Paula Esperança Gabriela Fernandes Helena Gens Raquel Gil Gouveia Isabel Luzeiro Jorge Machado Isabel Pavão Martins Fernando Matias Maria Manuela Palmeira Elsa Parreira Carlos Fontes Ribeiro Alfredo Sá Lívia Sousa 3ª Edição – Tradução Portuguesa – 2014 CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE CEFALEIAS 5 Introdução da edição original ICHD-3 beta está publicada. Use-a imediatamente. Jes Olesen Após duas bem-sucedidas edições da Classificação Internacional de Cefaleias (ICHD), a terceira edição é agora publicada. Chamamos-lhe ICHD-3 beta, porque se tornou possível coordenar a nossa classificação com a futura Classificação Internacional de Doenças, edição 11 (ICD-11) da Organização Mundial de Saúde (OMS). Trabalhamos em proximidade e em paralelo com a OMS. Isto resultou numa muito boa representação da cefaleia na versão preliminar da ICD-11. Agora, a OMS quer testá-la no terreno durante um bom par de anos e a nossa classificação pode também ser testada na prática clínica em paralelo com a versão da OMS. Isto permite-nos também testar na prática clínica a ICHD-3 versão beta. Esperamos alguns refinamentos posteriores da classificação, que não serão revoluções. Esperamos, em dois ou três anos estar capazes de publicar, não só os códigos da ICHD-3, mas também os códigos da ICD-11 para todos os tipos de cefaleias. Tal tornará a nossa classificação muito mais útil, porque é a classificação da OMS que, em muitos países, é usada na codificação diagnóstica de rotina. Em muitos casos, também determina o reembolso pelo tratamento dos doentes. É, pois, da maior importância que as duas classificações sejam congruentes, embora a ICHD-3 permaneça mais detalhada do que a ICD-11. Recomendamos vivamente que cada um comece, de imediato, a usar a ICHD-3 beta. Os leitores não devem ficar confusos com o rótulo “beta”, porque este só é necessário para a ligação da ICHD-3 com a ICD-11 e acreditamos que, no futuro, haverá apenas pequenas alterações. Há aspetos novos muito importantes e muitas melhorias na ICHD-3 beta. Por exemplo, os critérios para o diagnóstico da enxaqueca crónica são agora parte integrante do corpo principal da classificação e a dupla codificação é recomendada para a enxaqueca crónica com abuso medicamentoso. Há critérios completamente revistos para as cefaleias secundárias, para que a codificação do diagnóstico se torne possível no primeiro encontro com o doente. Na edição anterior, não poderia ser feito um diagnóstico definitivo, enquanto o doente não estivesse curado ou não tivesse recuperado substancialmente da perturbação causal e da 6 CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE CEFALEIAS cefaleia secundária, o que era altamente impraticável. Foram acrescentadas algumas entidades novas, quer ao corpo principal da classificação quer ao apêndice, que também foi consideravelmente alargado. O apêndice, agora, contém critérios alternativos para importantes entidades, tais como enxaqueca com aura e enxaqueca crónica. A enxaqueca vestibular foi definida no apêndice em colaboração com a Sociedade Barany, para promover e facilitar a pesquisa nesta entidade, que muitos consideram prevalente e importante, outros não. Recomendamos também a tradução da ICHD-3 beta para publicação eletrónica, mesmo que algo possa mudar no intervalo de três anos. Se a versão beta for traduzida agora, será muito fácil fazer pequenas alterações, que tornem necessárias, após ser testada no terreno, e acrescentar os números do código da ICD-11. Também recomendamos que as sociedades nacionais de cefaleias publicitem a publicação da ICHD-3 beta nos seus jornais de língua nacional. Um comentário, um editorial ou algo semelhante terá provavelmente interesse para os leitores dos jornais nacionais. Demorou três anos e meio a desenvolver a ICHD-3 beta e os membros da comissão de classificação trabalharam arduamente para o conseguir. Tal como anteriormente, houve um encontro de trabalho para cada capítulo da classificação, para o qual muitos outros especialistas em cefaleias contribuíram significativamente. Quero exprimir a minha gratidão aos membros da comissão de classificação e a todos os numerosos especialistas em cefaleias que trabalharam como membros dos encontros de trabalho. Desde a última edição da ICHD, Marcia Wilkinson, Dietr Soyka e Frank Clifford Rose que foram membros da primeira Comissão de Classificação, estão agora falecidos. Recordaremos sempre as suas importantes contribuições para a classificação de cefaleias. Finalmente, não se esqueçam de citar a ICHD-3 beta nos vossos artigos científicos. É importante divulgar o conhecimento sobre a ICHD-3 beta e também estimular o uso desta classificação igualmente por especialistas e não especialistas em cefaleias. 3ª Edição – Tradução Portuguesa – 2014 Subcomissões das classificações Subcomissão de Classificação das Cefaleias da Sociedade Internacional de Cefaleias (IHS) CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DAS CEFALEIAS 3.ª Edição (versão beta) Direitos de autor A Classificação Internacional de Cefaleias, 3ª edição (versão beta), pode ser reproduzida livremente para uso científico, educacional ou clínico por instituições, sociedades ou indivíduos. De outra forma, os direitos de autor pertencem exclusivamente à Sociedade Internacional de Cefaleias. A reprodução de parte ou partes, sob qualquer forma, para fins comerciais, requer a permissão da Sociedade que será obtida mediante o pagamento de uma taxa. Por favor, contacte o editor para o endereço abaixo. © Sociedade Internacional de Cefaleias 2013. Os pedidos de permissão para reprodução deverão ser submetidos às Publicações Sage, Lda, I Oliver’s Yard, 55 City Road, London ECIY ISP, United Kingdom (tel:+44 (0) 20 7324 8500; fax +44 (0) 207 324 8600) ). 3ª Edição – Tradução Portuguesa – 2014 Traduções A Sociedade Internacional de Cefaleias permite, expressamente, a tradução de toda ou de partes da ICHD-3 beta, para fins de ensaio e/ou educação, mas não os autoriza. As autorizações devem ser dadas por membros das sociedades nacionais. Sempre que estas existam, tais autorizações devem-lhes ser pedidas. Todas as traduções devem ser requeridas para serem registadas na Sociedade Internacional de Cefaleias. Antes de iniciar uma tradução, quem pretende traduzir é aconselhado a inquirir se essa tradução já existe. Todos os tradutores deverão estar atentos à necessidade de seguirem rigorosos protocolos de tradução. Publicações que incluam estudos, que façam uso de traduções de toda ou de parte da ICHD-3 beta, deverão incluir uma breve descrição do processo de tradução, incluindo a identificação dos tradutores (deve sempre haver mais do que um). CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE CEFALEIAS 7 Membros da Subcomissão da Primeira Classificação das Cefaleias Jes Olesen, Dinamarca (Presidente) André Bes, França Robert Kunkel, EUA James W Lance, Austrália Giuseppe Nappi, Itália Volker Pfaffenrath, Alemanha Frank Clifford Rose, Reino Unido Bruce S Schoenberg, EUA Dieter Soyka, Alemanha Peer Tfelt-Hansen, Dinamarca (Secretário) K Michael A Welch, EUA Marcia Wilkinson, Reino Unido Membros da Subcomissão da Segunda Classificação das Cefaleias Jes Olesen, Dinamarca (Presidente) Marie-Germaine Bousser, França Hans-Christoph Diener, Alemanha David Dodick, EUA Michael First, EUA Peter J Goadsby, Reino Unido Hatmut Göbel, Alemanha Miguel J A Lainez, Espanha James W Lance, Austrália Richard B Lipton, EUA Giuseppe Nappi, Itália Fumihiko Sakai, Japão Jean Schoenen, Bélgica Stephen D Silberstein, EUA Timothy J Steiner, Reino Unido (Secretário) Membros da Subcomissão da Terceira Classificação das Cefaleias Jes Olesen, Dinamarca (Presidente) Lars Bendtsen, Dinamarca David Dodick, EUA Anne Ducros, França Stefan Evers, Alemanha Michael First, EUA Peter J Goadsby, EUA Andrew Hershey, EUA Zaza Katsarava, Alemanha Morris Levin, USA Julio Pascual, Espanha Michael B Russel, Noruega Todd Schwedt, EUA Timothy J Steiner, Reino Unido (Secretário) James W Lance, Austrália Cristina Tassorelli, Itália Gisela M Terwindt, Holanda Maurice Vincent, Brasil Shuu-Jiun Wang, Taiwan 8 CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE CEFALEIAS Membros dos grupos de trabalho da Terceira Classificação de Cefaleias Grupo de Trabalho sobre Enxaqueca: J. Olesen, Dinamarca (Presidente) ([email protected]) S. Evers, Alemanha; A. Charles, EUA; A. Hershey, EUA; R. Lipton, EUA; M. First, EUA; H. Bolay, Turquia; M. Lantéri-Minet, França; E. A. MacGregor, Reino Unido; T. Takeshima, Japão; HW Schytz, Dinamarca. Grupo de Trabalho sobre Cefaleias do Tipo Tensão: L Bendtsen, Dinamarca (Presidente) ([email protected]) S. Ashina, EUA; MT Goicochea, Argentina; K Hirata, Japão; K Holroyd, EUA; C Lampl, Austria; RB Lipton, EUA; DD Mitsikostas, Grécia; J Schoenen, Bélgica. Grupo de Trabalho sobre Cefaleias Trigémino-Autonómicas: P Goadsby, EUA (Presidente) ([email protected]) C. Boes, EUA; C. Bordini, Brasil; E Cittadini, Reino Unido; A Cohen, Reino Unido; M Leone, Itália; A May, Alemanha; L Newman, EUA; J Pareja, Espanha; J-W Park, Coreia do Sul; T Rozen, EUA; E Waldenlind, Suécia. Grupo de Trabalho sobre Outras Cefaleias Primárias: S-J Wang, Taiwan (Presidente) ([email protected]) A Ducros, França; EEvers, Alemanha; J-L Fuh, Taiwan; A Ozge, Turquia; JA Pareja, Espanha; J Pascual, Espanha; M Peres, Brasil; W Young, EUA; S-Y Yu, China. Grupo de Trabalho sobre Cefaleias atribuídas a Traumatismo da cabeça e/ou pescoço: T Schwedt, EUA (Presidente) ([email protected]) I Abu-Arafeh, Reino Unido; J Gladstone, Canada; S-J Huang, Taiwan; R Jensen, Dinamarca; JMA Lainez, Espanha; D Oblieniene, Lituania; P Sandor, Suiça; AI Scher, EUA. Grupo de Trabalho sobre Cefaleias atribuídas a Doença Vascular Craniana ou Cervical: A Ducros, França (Presidente) ([email protected]) M Arnold, Suiça; M Dichgans, Alemanha; E Houdart, França; J Ferro, Portugal; E Leroux, Canada; Y-S Li, China; A. Singhal, EUA; G Tietjen, EUA. 3ª Edição – Tradução Portuguesa – 2014 Grupo de Trabalho sobre Cefaleias atribuídas a perturbação intracraniana não-vascular: Grupo de Trabalho sobre neuropatias cranianas dolorosas e outras dores faciais: DW Dodick, EUA (Presidente) ([email protected]) S Evers, Alemanha, D Friedman, EUA; S Kirby, Canada; B Mokri, EUA; J Pascual, Espanha; M Peres, Brasil; A Purdy, Canada; K Ravishankar, India; P Sandor, Suiça; W Schievink, EUA; R Stark, Australia; F Taylor, EUA. A Katsarava, Alemanha (Presidente) ([email protected]) R Benoliel, Israel; C Sommer, Alemanha; A Woda, França; J Zakrzewska, Reino Unido; V Aggarwal, Reino Unido; L Bonamico, Argentina; D Ettlin, EUA; S Graff-Radford, EUA; J-P Goulet, Canada; S Jääskläinen, Finlandia; V Limmroth, Alemanha; A Michelotti, Itália; D Nixdorf, EUA; M Obermann, Alemanha; R Ohrbach, EUA; J Pereira-Monteiro, Portugal; P Pionchon, França; T Renton, Reino Unido; S De Siqueira, Brasil; C WöberBingol, Áustria. Grupo de Trabalho sobre Cefaleias atribuídas a uma substância ou à sua privação: MB Russell, Noruega (Presidente) ([email protected]) L Bendtsen, Dinamarca; J-L Fuh, Taiwan; Z Katsarava, Alemanha; AV Krymchantowski, Brasil; M Leone, Itália; K Ravishankar, India; A Tugrul, Turquia; NJ Wiendels, Holanda. Grupo de Trabalho sobre perturbações em apêndice e critérios: GM Terwindt, Holanda (Presidente) ([email protected],nl) Grupo de Trabalho sobre Cefaleias atribuídas a infeção: C Tassorelli, Itália (Presidente) ([email protected]) E Marchioni, Itália; V Osipova, Russia; K Ravishankar, India; L Savi, Itália; F Sakai, Japão; JR Berger, EUA. Grupo de Trabalho sobre Cefaleias atribuídas a perturbações da homeostasia: J Pascual, Espanha (Presidente) ([email protected]) M Bigal, Brasil; C. Bordini, Brasil; J González Menacho, Espanha; F Mainardi, Itália; A Ozge, Turkia; J Pereira-Monteiro, Portugal; M Serrano-Dueñas, Equador. Agradecimentos O trabalho da Comissão de Classificação de Cefaleias da Sociedade Internacional de Cefaleias é financeiramente suportado em exclusivo pela Sociedade Internacional de Cefaleias. Não houve patrocínio comercial da 3ª Edição da Classificação Internacional de Cefaleias. Agradecemos o apoio de Timothy Steiner, em primeiro lugar, pelos seus esforços como secretário honorário da Comissão de Classificação e, em segundo lugar, pelo seu trabalho de edição e preparação deste manuscrito. Grupo de Trabalho sobre Cefaleia ou Dor facial atribuída a perturbações do crânio, pescoço, olhos, orelhas, nariz, seios perinasais, dentes, boca ou outras estruturas cranianas ou faciais: M Levin, EUA (Presidente) ([email protected]) R Cady, EUA; C Fernandez de las Peñas, Espanha; D Frieman, EUA; V Guidetti, Itália; J Lance, Austrália; P Svensson, Dinamarca. Grupo de Trabalho sobre cefaleias atribuídas a perturbações psiquiátricas: M Vincent, Brasil (Presidente) ([email protected]) M First, EUA; E Loder, EUA; AE Lake III, EUA; F Radat, França; JI Escobar, EUA. 3ª Edição – Tradução Portuguesa – 2014 CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE CEFALEIAS 9 Prefácio da edição original Prefácio Depois de duas edições da Classificação Internacional de Cefaleias (CIC/ICHD) muito bem-sucedidas, a terceira está agora próxima de seu final. Os membros da Comissão de Classificação trabalharam arduamente durante três anos para executar esta versão beta. Muitos membros presidiram aos trabalhos de um capítulo específico da classificação, assistidos por um número de outros especialistas. Para esta edição, havia um substancial acervo de evidência disponível para o trabalho de classificação, em contraste com as edições anteriores que, maioritariamente, se basearam na opinião de especialistas. Tentamos ser conservadores, fazendo alterações só, onde havia clara evidência publicada para suportar a alteração ou quando a necessidade de mudança era intuitivamente óbvia. Esta é a primeira vez que publicamos uma versão beta antes da versão final. A principal razão é para sincronizar a ICHD-3 com a próxima revisão (11º edição) da Classificação Internacional de Doenças (ICD-11). Essa classificação vai já muito avançada e, assim, não só asseguraremos uma excelente boa representação da cefaleia dentro da ICD-11, mas também garantiremos a congruência entre a ICD-11 e a ICHD-3 beta. Contudo, a ICD-11 entra numa fase de ensaio e a ICHD-3 deverá fazer o mesmo. Esta fase de ensaio permitirá a identificação e correção de erros e obter uma ampla informação proveniente dos membros da Sociedade Internacional de Cefaleias. Os códigos de diagnóstico da ICD-11 não estarão concluídos, antes de dois a três anos, mas será uma grande vantagem para a ICH-3 poder incluir esses códigos a par dos seus próprios. Os códigos da ICD-11 da OMS serão usados pelas autoridades de saúde para a codificação oficial dos diagnósticos e, em muitos casos, serão utilizados para fins de reembolso, devemos tê-los corretos. Publicaremos a ICHD-3 beta, de imediato, na página da internet da Sociedade Internacional de Cefaleias e pouco 10 CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE CEFALEIAS depois num exemplar da Cephalalgia. Os testes no terreno continuarão por dois ou talvez três anos. Esperam-se pequenas emendas, quer para a ICHD-3, quer para os códigos da ICD-11, que serão incorporadas. Nessa altura, publicaremos a ICHD-3, na sua versão final na Cephalalgia. A ICHD-3 beta será publicada só em Inglês mas, todos os que em qualquer parte do mundo quiserem fazer, de forma cuidada, a sua própria classificação, de toda ou de partes, serão bem-vindos, mas sujeitos às condições acima estabelecidas. A versão final da ICHD-3 deverá ser traduzida no maior número possível de línguas e essas traduções publicadas, como aconteceu com a primeira e a segunda edição. Como esp...
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