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PobrezacomoprivacaodecapacitacoesnoRS

PobrezacomoprivacaodecapacitacoesnoRS - VIII Encontro de...

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1 Pobreza como privação de capacitações no Rio Grande do Sul Volnei da Conceição Picolotto PPGE/UFRGS Resumo O objetivo deste trabalho é analisar o desempenho da pobreza monetária e da pobreza como privação de capacitações no Rio Grande do Sul. Primeiro, mostra-se que a pobreza monetária no Estado teve uma queda moderada de 1981 a 2002, com ela apresentando certa estabilidade após a implantação do Plano Real. Depois, verifica-se que a pobreza limitada à renda atinge mais as mulheres, os negros e pardos e os mais jovens em valores relativos no Estado e ela está sujeita a grandes variações no uso alternativo de linhas de pobreza. Além disso, procurando confirmar o ponto de partida da abordagem das capacitações de que não ocorre equivalência entre insuficiência de renda e falta de bem-estar social, é acentuado que não existe correspondência perfeita entre indicadores tradicionais de pobreza e alguns funcionamentos no Rio Grande do Sul, como percentual de crianças na escola, número médio de anos de estudo, taxa de analfabetismo, percentual da população em domicílios com instalações adequadas de esgoto, esperança de vida ao nascer, taxa de fecundidade e mortalidade infantil. Palavras-chaves: Pobreza; capacitações; Rio Grande do Sul. 1. Introdução A afirmação de que “o Brasil não é um país pobre, mas um país injusto com muitos pobres” (Henriques, 2000) também vale para o Rio Grande do Sul. A proporção de pobres no Estado, medida como insuficiência de renda, caiu de 30,75% da população, em 1981, para 21,52%, em 2002. Ao mesmo tempo, a desigualdade de renda permaneceu elevada, com o coeficiente de Gini variando de 0,5443 em 1981 para 0,5479 em 2002. No Brasil, a pobreza caiu de 40,84% em 1981 para 31,27% em 2002. A desigualdade também praticamente não mudou, com o coeficiente de Gini passando de 0,5842 em 1981 para 0,5892 em 2002. Essas informações, no entanto, podem não mostrar a real fotografia da pobreza no Rio Grande do Sul e no Brasil, já que estão restritas à insuficiência de renda. Essa dimensão tradicional de pobreza é limitada porque os indicadores de renda isoladamente não mostram os aspectos sociais, culturais e políticos que influenciam a qualidade de vida das pessoas. Progressos nas áreas de educação, atendimento médico, igualdade de oportunidades, liberdades individuais e proteção ao meio ambiente, por exemplo, são muitas vezes ignorados por esta visão. Procurando entender melhor a dimensão tradicional e ir além dela, a abordagem das capacitações, desenvolvida pelo economista indiano e nobel de Economia, Amartya Sen, relaciona o combate à pobreza com a busca da qualidade de vida e das liberdades substantivas e não apenas com o crescimento da renda e da riqueza. Partindo desta perspectiva, o objetivo deste trabalho é avaliar a performance da pobreza monetária, o desempenho da pobreza como privação de capacitações e comparar as duas concepções no Rio Grande do Sul. A análise tradicional de pobreza será feita com dados temporais
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    Kiran Temple University Fox School of Business ‘17, Course Hero Intern

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