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Abphe_2003_64 - 1 POLTICA INDUSTRIAL E INTERESSES...

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POLÍTICA INDUSTRIAL E INTERESSES EMPRESARIAIS: O II PND (1974-1979) 1 Mariene Valadares da Silva 2 Resumo Parte integrante e núcleo da estratégia de desenvolvimento econômico para o período 1974-1979, a política industrial do II PND teve como diretrizes básicas o desenvolvimento dos setores de bens de capital e insumos básicos e o fortalecimento da empresa privada nacional. Baseado principalmente em documentos de arquivos de entidades de classe e jornais da época, este trabalho pretende avaliar como avançou a política industrial brasileira entre 1974-1979, enfatizando a ação dos grupos de interesse industriais e os resultados para a política industrial no período. Procura-se recuperar o processo de negociação e mediação de forças que condicionou a política industrial em relação a diretrizes, instrumentos e medidas formais, fazendo-a assumir até mesmo um caráter contraditório. A mudança de ênfase em relação às interpretações clássicas sobre o II PND, aqui centrada menos no Estado do que nos grupos de interesse industriais, indica que o empresariado industrial – ao contrário do que sustenta boa parte da historiografia - colaborou ativamente para a forma assumida pela política industrial do período 1974-1979, atuando para que suas demandas fossem atendidas pelo Estado, o que também incluiu o veto às políticas que não contemplavam seus interesses. Palavras-chave: II PND, política industrial, empresariado, grupos de interesse, Estado. Introdução A estratégia de desenvolvimento econômico adotada pelo governo Geisel em 1974 e consolidada no II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND) destaca-se como uma experiência que propunha novas ênfases ao processo de desenvolvimento da economia brasileira, através do ajuste da estrutura industrial do país. Parte integrante e núcleo da estratégia de desenvolvimento contida no II PND, a política industrial teve como diretrizes básicas o desenvolvimento dos setores de bens de capital e insumos básicos e o fortalecimento da empresa privada nacional. Justificado por seus formuladores como uma resposta à crise de energia e matérias- primas deflagrada no mercado internacional pelo choque do petróleo em fins de 1973, o II PND é tratado pela historiografia a partir das razões políticas e econômicas concebidas pelo Estado autoritário para implementação dessa estratégia e a sua coerência em relação à realidade nacional, tentando determinar dessa forma a sua racionalidade ou irracionalidade política e econômica. Assim, o Estado tem sido representado por autores como Lessa (1978), Aguirre e Saddi (1997), Carneiro (1990), Castro (1985), Bonelli e Malan (1976) e Gremaud e Pires 1 Este texto se origina de dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Economia – Área de Concentração em História Econômica da Unesp. 2
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