Cunha - Mudança no regime cambial da China

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Mudança no regime cambial da China* André Moreira Cunha** Professor do Departamento de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Pesquisador do CNPQ. Resumo Neste trabalho, analisa-se o novo regime cambial da China. Argumenta-se que a opção gradualista dos “policymakers” chineses reflete a necessidade de se lidar com as pressões contraditórias com respeito ao valor externo do yuan renminbi. Enfatiza-se o contexto internacional dos desequilíbrios de pagamentos entre a economia norte-americana e o resto do mundo, especialmente as economias asiáticas. Palavras-chave China; regime cambial; desequilíbrios externos. Abstract In this paper we analyze the new exchange rate regime in China. We argue that the gradualist option of chinese policymakers reflects the necessity of manage contradictory pressures over the external value of the yuan renminbi. We emphasize the international context of payments imbalances among U.S. economy and the rest of the world, especially the asian economies. Artigo recebido em 23 ago. 2005.
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André Moreira Cunha 1 - Introdução Há cerca de três anos, intensificaram-se as críticas à opção chinesa de manter sua moeda — o yuan renminbi 1 — atrelada ao dólar norte-americano (somente dólar, de agora em diante) através de um regime de câmbio fixo. Tal posição vinha tanto dos setores oficiais e privados dos EUA, quanto de países que estavam sofrendo com a pressão concorrencial chinesa. Argumentava-se que a rigidez daquele regime cambial estaria potencializando os desequilíbrios nos pagamentos internacionais, manifestos, especialmente, nos crescentes déficits em conta corrente dos EUA. A estratégia da China e de outras economias asiáticas de atuar de forma ativa nos mercados cambiais, com o objetivo de estabilizar o valor de suas moedas em termos do dólar e de ampliar — em um ritmo sem precedente na história recente das finanças internacionais — as reservas oficiais, passou a ser apontada, de forma depreciativa, como sendo “mercantilista” 2 . Em julho de 2005, a China surpreendeu o mundo, ao anunciar um novo regime cambial. O yuan passaria a ser administrado em função da flutuação de uma cesta composta por 11 moedas, com destaque para o dólar, o euro, o iene japonês e o won coreano. Nesse sentido, o presente artigo tem por objetivo analisar as origens de tal mudança e suas possíveis implicações. Para tanto, inicia-se analisando a natureza dos desequilíbrios recentes na economia internacional e das estratégias macroeconômicas adotadas nas regiões periféricas, especialmente na Ásia. A seguir, mostra-se o papel cada vez mais importante da China nas dinâmicas econômicas regional e mundial. A partir de tais elementos, parte-se para uma análise do novo regime cambial chinês. Mesmo sendo um fato recente, há elementos de natureza estrutural que permitem realizar uma avaliação, ainda que preliminar, daquele movimento tático da China. Seguem algumas considerações finais.
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This note was uploaded on 09/25/2010 for the course ECO IntEco taught by Professor Andre during the Spring '06 term at UFRGS.

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