Teixeira - O imperio contra-ataca

Teixeira - O imperio contra-ataca - O Imprio contra-ataca:...

Info iconThis preview shows pages 1–2. Sign up to view the full content.

View Full Document Right Arrow Icon
“O Império contra-ataca”: notas sobre os fundamentos da atual dominação norte-americana 1 Aloisio Teixeira Esse texto, 2 redigido propositadamente sob a forma ensaística, tem por objetivo submeter à discussão algumas hipóteses provocativas sobre o fundamento da dominação americana no atual quadro das relações internacionais. O autor já se defrontou com esse tema anteriormente, 3 mas as conclusões a que chegou na época revelam-se hoje pelo menos insuficientes, se não equivocadas. Rever aquelas conclusões reveste-se assim da boa norma que deve reger a conduta acadêmica. Interpretando, ali, as conseqüências da reviravolta ocorrida na economia mundial, a partir do final dos anos 70, quando os Estados Unidos inverteram a mão de sua política econômica, elevando brutalmente a taxa de juros e forçando a revalorização de sua moeda, a conclusão foi que vivíamos um período de desestruturação da ordem econômica mundial, cujo fundamento era a crise da hegemonia americana. Essa visão, apoiada em uma análise de supostos “desequilíbrios macroeconômicos” da economia norte-americana e no aparente êxito do processo de reestruturação industrial, levado a cabo pelos rivais dos Estados Unidos no mundo capitalista, ia mais além, apontando para um quadro em que não se visualizava nenhuma tendência à constituição de uma nova ordem mundial. Textualmente, ali se dizia: “Ainda que se reconheça que o Japão constitui um novo sistema fabril, mais eficiente que o norte-americano, e que é ele quem fornece o paradigma da reestruturação; ainda que se admita que o Japão talvez já seja a maior potência financeira do globo, com seus grandes bancos ocupando os primeiros lugares no ranking mundial, mesmo assim a conclusão não pode ser outra: tais fatos abalam os fundamentos da hegemonia americana, mas não permitem a constituição de uma nova hegemonia, uma vez que o Japão não pode estabelecer-se nem como centro cíclico principal nem como potência ordenadora da moeda internacional. Os Estados Unidos continuarão a ser a maior economia do (1) Texto apresentado em seminário promovido pelo Projeto Fapesp: “Liberalização, estabilidade e crescimento (Balanço e perspectivas da experiência brasileira nos anos 90)”. (2) O autor tem uma dívida de gratidão para com Maria Mello de Malta e Rômulo Tavares Ribeiro, dois dos mais brilhantes economistas da nova geração, que honraram com sua participação o curso de Experiências Industriais Comparadas, oferecido no Programa de Pós-Graduação do Instituto de Economia da UFRJ, durante o primeiro semestre de 1999; foi em um seminário desse curso que apresentaram a idéia original aqui exposta. Ver Malta & Ribeiro (1999). (3) Cf. Teixeira (1994).
Background image of page 1

Info iconThis preview has intentionally blurred sections. Sign up to view the full version.

View Full DocumentRight Arrow Icon
Image of page 2
This is the end of the preview. Sign up to access the rest of the document.

This note was uploaded on 09/25/2010 for the course ECO IntEco taught by Professor Andre during the Spring '06 term at UFRGS.

Page1 / 13

Teixeira - O imperio contra-ataca - O Imprio contra-ataca:...

This preview shows document pages 1 - 2. Sign up to view the full document.

View Full Document Right Arrow Icon
Ask a homework question - tutors are online