BrettonWoods-SessentaAnosDepois

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1 Bretton Woods Sessenta Anos Depois: Perspectivas para as Economias Periféricas 1 André Moreira Cunha 2 Abstract : After sixty years, the Bretton Woods Agreement continuous to be a reference for the debates concerning institutional organization of the international monetary system. This paper explores some features of the arrangements that have emerged in that context, with the goal to shed some light into contemporary dilemmas for periphery countries. As it seems, successful strategies for emerging economies are those associated with capital flows and exchange rate management, which are not dissimilar to the ones today’s advanced countries had used in the past. Key Words : Bretton Woods Agreement, capital controls, emerging economies. Resumo : Depois de sessenta anos, o Acordo de Bretton Woods continua como uma referência nos debates sobre a organização institucional do sistema monetário internacional. Este trabalho explora algumas características dos arranjos que emergiram naquele contexto, com o objetivo de lançar alguma luz sobre dilemas contemporâneos dos países periféricos. Aparentemente, as estratégias vencedoras das economias emergentes são aquelas associadas ao gerenciamento dos fluxos de capitais e taxas de câmbio, que são similares às utilizadas no passado por alguns dos países que hoje são avançados. Palavras-Chaves : Acordo de Bretton Woods, controles de capitais, economias emergentes. Introdução Há sessenta anos celebrou-se o Acordo de Bretton Woods, que deu vida ao que muitos consideram o mais bem-sucedido arranjo institucional das finanças internacionais dos últimos 150 anos. Em suas duas décadas e meia de funcionamento foi possível recuperar os fluxos de comércio sob bases multilaterais, reconstruir a Europa destruída pela guerra, avançar na industrialização periférica e consolidar uma nova visão de complementaridade entre as ações dos estados nacionais e dos mercados. Considerando-se o desempenho macroeconômico, a “idade de ouro” das décadas de 50 e 60 testemunhou taxas recordes de crescimento da renda, com a manutenção de uma relativa estabilidade, tanto nas economias centrais, quanto em parcela significativa da periferia. Entre 1950 e 1973, o PIB per capita mundial cresceu 2,9% ao ano, mais do que o dobro dos cerca de 1,3% ao ano de crescimento nos períodos 1870-1913 e 1973-1998. Já as exportações expandiram-se ao ritmo anual médio de 7,9%, contra os 3,4% do período do padrão ouro e os 5,1% do último quartel do século XX. 1 Versão: março de 2004. As citações em língua estrangeira são traduções livres do autor. 2 Professor do Departamento de Economia da UFRGS e Pesquisador do Núcleo de Estudos em Relações Internacionais. E- mail:amcunha@hotmail.com.
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2 Na Europa Ocidental, a taxa de desemprego média, entre 1950 e 1973, foi de 2,6% ao ano, passando para 6% nos anos 70, 9% na década de 80, atingindo 11% entre 1994 e 1998. Na América do Norte e no Japão, também houve uma aceleração do desemprego no mesmo período. A inflação
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