Carneiro - A sustentabilidade dos deficits externos

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Unformatted text preview: DEPARTAMENTO DE ECONOMIA PUC-RIO TEXTO PARA DISCUSSÃO N o . 384 A SUSTENTABILIDADE DOS DÉFICITS EXTERNOS DIONÍSIO DIAS CARNEIRO 1 DEZEMBRO 1997 1 Texto preparado para a Aula Magna proferida pelo autor na Reunião Anual da ANPEC. O autor agradece a assistência de Renata Teodoro de Assis e de André d’Almeida Monteiro na preparação deste texto, bem como a de Edmar Bacha e Rogério Werneck pelas discussões preliminares das idéias contidas nas seções 4 e 5 do trabalho, por suas críticas e sugestões. Os demais participantes do Seminário de Pesquisa do Departamento de Economia da PUC-Rio, e da sessão de abertura da Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Pesquisa Operacional de 1997, foram pacientes críticos de algumas das idéias aqui discutidas, também em versões anteriores das sessões 3 e 4. 2 Dedicação: Ao receber o honroso convite da ANPEC para proferir esta Aula Magna Jacyr Heronville da Silva - vejo, em meio à minha própria surpresa pela homenagem, que me fez refletir sobre a passagem do tempo, que o nome de Jacyr, também pelo passar dos anos desapareceu do preito. Enquanto agradeço a lembrança de meu nome, não posso deixar de fazer algumas observações acerca do desaparecimento do nome de Jacyr, que me trouxe à memória , nem sei bem por que, o hábito de apagar das fotografias oficiais as imagens de pessoas que iam caindo em desgraça no regime soviético. Talvez os mais jovens não vejam sentido em homenagear Jacyr. E tenham decidido que, afinal, não faz sentido manter tanta homenagem para um simples estudante. Vergonha de homenagear estudante não é recomendável a uma instituição que deve orgulhar-se de ser gerida por estudantes permanentes. Jacyr foi um exemplo de colega e professor dedicado, exemplo do que a inteligência e a tenacidade podem conseguir e que caiu vítima da fatalidade de uma doença no momento em que terminava sua tese em Yale, e se preparava para juntar-se a nós na fundação do mestrado da UnB, em 1972. Faço uso, portanto, de um tempo de homenagem para reavivar a memória de Jacyr 2 . A segunda parte dessa introdução é dedicada às minhas próprias homenagens aos professores, colegas e alunos que me ensinaram e me têm ensinado ao longo da vida. Mencionarei três professores já falecidos, já que os alunos e colegas estão aí muito vivos: Mário Henrique Simonsen, Oscar Ediwaldo Portocarrero e Nicholas Georgescu-Roegen. O primeiro me ensinou que a economia, por detrás dos modelos formais, fazia sentido prático e que valia a pena usá-la como instrumento para compreender as alternativas de ação do governo, e os custos dessas alternativas. Oscar Portocarrero, do alto de seu sorriso santo e sábio, me ensinou a ter coragem para enfrentar problemas difíceis, fazendo-me estudar processos estocásticos anos antes da teoria das opções torná-los parte da receita diária da formação dos economistas. Já Georgescu me ensinou a ser humilde e cauteloso diante da ignorância abissal de nossa profissão no contexto científico, e...
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This note was uploaded on 09/25/2010 for the course ECO IntEco taught by Professor Andre during the Spring '06 term at UFRGS.

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