Artigo_Energia - 72 ENGENHARIA/2006 576...

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Unformatted text preview: 72 ENGENHARIA/2006 576 WWW.BRASILENGENHARIA.COM.BR e n g e n h a r i a E N E R G I A 72 ENGENHARIA/2006 576 73 ENGENHARIA/2006 576 e n g e n h a r i a E N E R G I A WWW.BRASILENGENHARIA.COM.BR Miracyr Assis Marcato* Matriz energética e política de energia Vai faltar energia no Brasil? Como resolver a atual crise envolvendo o gás natural da Bolívia? Existem alternativas viáveis? Quais, quando e a que custo? Que medidas e políticas devem ser adotadas para minimizar os pro- blemas e garantir a suficiência energética brasileira? Essas são algumas das questões que diariamente estão presentes na imprensa e na mídia e que preocupam a todos os usuários. O artigo procura identificar soluções, fa- zendo uma análise da configuração atual da matriz energética brasileira e de suas fontes de suprimento e uma avaliação das condicionantes e premis- sas para o atendimento sustentado das demandas futuras de energia do país, oferecendo subsídios para o estabelecimento de uma política nacio- nal de longo prazo para o setor energético. PANORAMA MUNDIAL s constantes crises políticas, o agravamento das tensões internacionais em várias re- giões do globo – especial- mente no Oriente Médio e países produtores de petróleo e gás na- tural (GN) – e os desastres naturais, foram, entre outros, os fatores que, ali- ados a um prolongado ciclo de cresci- mento da economia mundial, liderado por alguns países emergentes (China) e pelos Estados Unidos, provocaram um substancial incremento do preço do barril de petróleo, hoje estabilizado num patamar superior a 70 dólares (aparentemente sem qualquer tendên- cia de baixa em futuro próximo) e uma grande volatilidade no preço do gás na- tural e dos demais energéticos concor- rentes ou substitutivos. A reação às crises, por parte dos di- versos países, foi diferenciada, de acor- do com o próprio grau de dependência energética. Mas existe consenso geral de que a segurança de abastecimento deve ser considerada como um dos parâme- tros fundamentais na formulação das políticas energéticas e se constitui mes- mo, num dos elementos chave da ga- rantia da própria soberania do país. A Os Estados Unidos, por exemplo, estabeleceram uma meta de estabiliza- ção da sua matriz energética, a médio e longo prazo (2030), limitando a de- pendência externa até um máximo de 33% da sua demanda total (10) , com o desenvolvimento das fontes internas de petróleo e gás, que respondem por 40% e 23% do consumo atual, respecti- vamente; uma relativa diminuição do uso do GN (para até 20%); o incremen- to à utilização do carvão mineral (até 26% da matriz) com as novas tecnolo- gias de “carvão limpo”, CTL (coal-to- liquids), e plantas integradas de gasei- ficação e geração de eletricidade IGCC (ciclos combinados a gás de carvão, de menor impacto ambiental); a volta da energia nuclear (7%); e, recentemente, com o apoio à utilização de energias renováveis (7%) que incluem recursos...
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