Carlos Castanheda - A Erva do Diabo

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A Erva do Diabo Carlos Castaneda
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A ERVA DO DIABO As experiências indígenas com plantas alucinógenas reveladas por Dom Juan 3ª EDIÇÃO Tradução de LUZIA MACHADO DA COSTA Título original norte-americano: THE TEACHINGS OF DON JUAN Direitos de publicação exclusiva em língua portuguesa adquiridos pela DISTRIBUIDORA ReCORD DE SERVIÇOS DE IMPRENSA S.A. Av. Erasmo Braga, 255 - 8.° andar - Rio de janeiro, que se reserva a propriedade literária desta tradução. Impresso no Brasil Para Dom Juan - e para as duas pessoas que partilharam comigo de seu sentido da mágica do tempo. Índice INTRODUÇÃO - 17 PARTE UM: OS ENSINAMENTOS - 29 PARTE DOIS: UMA ANÁLISE DE ESTRUTURA - 183 APÊNDICES - 230
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Prefácio Este livro é etnografia e alegoria. Carlos Castaneda, sob a orientação de Dom Juan, nos conduz por aquele momento no crepúsculo, por aquela fresta no universo que há entre o claro e o escuro, para um mundo que não é apenas diferente do nosso, mas também de uma ordem de realidade inteiramente diferente. A fim de alcança-lo ele teve o auxilio de mescalito, yerba del diablo e humito - peiote, datara e cogumelos. Mas esta não é uma simples narrativa de experiências alucinógenas, pois as sutis manipulações de Dom Juan conduzem o viajante enquanto suas interpretações dão significado aos fatos que nós, através do aprendiz de feiticeiro, temos a oportunidade de experimentar. Os antropólogos nos ensinam que o mundo tem definições diversas em diversos lugares. Não é só que os povos tenham costumes diferentes: não é só que os povos acreditem em deuses diferentes e esperem diferentes destinos após a morte. É, antes, que os mundos de povos diferentes têm formas diferentes. Os próprios pressupostos metafísicos variam: o espaço não se conforma com a geometria euclidiana, o tempo não constitui um fluxo contínuo de sentido único, as causas não se conformam com a lógica aristotélica, o homem não se diferencia do não-homem nem a vida da morte, como no nosso mundo. Conhecemos alguma coisa da forma desses outros mundos pela lógica dos idiomas nativos e pelos mitos e cerimônias, conforme registrados pelos antropólogos. Dom Juan nos mostrou uns vislumbres do mundo de um feiticeiro yaqui, e como o vemos sob a influência de substâncias alucinógenas, nós os captamos com uma realidade totalmente diversa daquelas outras fontes. Nisso reside a principal virtude desta obra. Castaneda afirma, com razão, que este mundo, com todas as suas diferenças de percepção, tem sua lógica interna. Ele procurou explicar isso do interior, pode-se dizer - de dentro de suai experiências ricas e intensamente pessoais, quando sob a tutela de Dom Juan - em vez de examiná-lo nos termos de nossa lógica. O fato de ele não conseguir nisso um êxito total deve-se a uma limitação que nossa cultura e nossa língua impõem sobre a percepção, e não a sua limitação pessoal; no entanto, em seus esforços ele une para nós o mundo de um feiticeiro yaqui com o nosso, o mundo da realidade não ordinária com o mundo da realidade
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