Oscar Wilde_A Esfinge Sem Segredos

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www.terra.com.br/virtualbooks www.terra.com.br/virtualbooks 2 A ESFINGE SEM SEGREDO Oscar Wilde Edição especial para distribuição gratuita pela Internet, através da Virtualbooks. A VirtualBooks gostaria também de receber suas críticas e sugestões. Sua opinião é muito importante para o aprimoramento de nossas edições: Vbooks02@terra.com.br Estamos à espera do seu e-mail. www.terra.com.br/virtualbooks
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www.terra.com.br/virtualbooks www.terra.com.br/virtualbooks 3 A ESFINGE SEM SEGREDO Achava-me numa tarde sentado no terraço do Café Paz, contemplando o fausto e a pobreza da vida parisiense, a meditar, enquanto bebericava o meu vermute, sobre o estranho panorama de orgulho e miséria que desfilava diante de mim, quando ouvi alguém pronunciar o meu nome. Voltei-me e dei com os olhos em Lord Murchison. Não nos tínhamos tornado a ver desde que estivéramos juntos no colégio, havia isto uns dez anos, de modo que encheu-me de satisfação aquele encontro e apertamos as mãos cordialmente. Tínhamos sido grandes amigos em Oxford. Gostaria dele imensamente. Era tão bonito, tão comunicativo, tão cavalheiresco. Costumávamos dizer dele que seria o melhor dos sujeitos, se não falasse sempre a verdade, mas acho que, na realidade, o admirávamos mais justamente por causa da sua franqueza. Encontrei-o muito mudado. Parecia inquieto, perturbado e em dúvida a respeito de alguma coisa. Senti que não podia ser o cepticismo moderno, pois Murchison era um dos conservadores mais inabaláveis e acreditava no Pentateuco com a mesma firmeza com que acreditava na Câmara dos Pares. De modo que conclui que havia alguma mulher naquilo e perguntei-lhe se ainda não se havia casado. - Não compreendo as mulheres bastante bem - respondeu. - Meu caro Geraldo - disse -, as mulheres estão feitas para serem amadas e não para serem compreendidas. - Não posso amar sem ter confiança absoluta - replicou. - Creio que há um mistério na sua vida, Geraldo - exclamei. - Conte-me isso. - Vamos dar um passeio de carro - respondeu. - Há gente demais aqui. Esse carro amarelo, não. Um de qualquer outra cor. .. aquele ali, verde escuro serve. Dentro de poucos minutos estávamos a descer a trote o bulevar na direcção da Madalena. - Para onde vamos? - perguntei. - Oh! para onde você quiser! - respondeu. - Para o restaurante do Bosque. Jantaremos ali e contar-me-á tudo a respeito da sua vida. - Primeiro quero que você me conte a sua. Revele-me o seu mistério. Tirou do bolso uma pequena carteira de marroquim com fecho de prata e
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www.terra.com.br/virtualbooks www.terra.com.br/virtualbooks 4 entregou-ma. Abri-a. Dentro havia a fotografia de uma mulher. Era alta e esbelta e de aspecto singular com grandes olhos misteriosos e cabelos soltos. Parecia uma clairvoyante (1) e achava-se envolta em ricas peles. - Qual é a sua opinião a respeito desse rosto - perguntou ele. - Inspira
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