O modo de produção capitalista em O Capital é o principal es

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| Introdução: O modo de produção capitalista em O Capital é o principal estudo de Marx, seja em desacordo com seus principais expoentes (como Adam Smith e David Ricardo) ou ressaltando pontos que este acredita ser relevante. Marx começa seus estudos teóricos na determinação da riqueza capitalista. Segundo Reinaldo A. Carcanholo , a produção cientifica de Marx está além de análises convencionais feitas contemporaneamente do século XIX “Em primeiro lugar, não se trata de uma teoria que se preocupe simplesmente em especificar os fatores que determinam os preços relativos ou o nível dos preços no mercado(. ..)Em segundo lugar, ela não se limita ao que se encontra desenvolvido no primeiro capítulo d'O Capital, mesmo que complementada por aqueles dedicados ao problema da transformação dos valores em preços de produção”. Mercadoria: valor de uso e de troca. Na primeira linha do capítulo “A Mercadoria”, o autor parte de uma interpretação com base na observação da realidade para concluir da onde se deriva a riqueza do capitalismo. Este, por sua vez, a define como uma “imensa coleção de mercadorias”, i.e., como uma forma de acumulação de riquezas. Isso é estabelecido como uma constatação, com sentido empírico, não teórico. Assim, de forma a estudar-se a riqueza de um mercado capitalista a mercadoria é o principal objeto e ponto de partida para o estudo do das praticas capitalistas. A partir dessas observações, o autor define dois valores intrínsecos a mercadoria, que são dadas por valor de uso e de troca, mais ainda, estes conceitos fazem parte da mercadoria ao mesmo tempo. Segundo ele “A mercadoria é, antes de tudo, um objeto externo, uma coisa, a qual pelas suas propriedades satisfaz necessidades humanas de qualquer espécie.(. ..) O valor de troca aparece, de início, como a relação quantitativa, a proporção na qual valores de uso de uma espécie se trocam contra valores de uso de outra espécie, uma relação que muda constantemente no tempo e no espaço.”. A riqueza então pode ser admitida como forma de acumulação mercantil, com base nas propriedades do produto. Com a intenção de entender melhor esses conceitos, analisaremos a importância de cada um desses (valor de uso e de troca) em momentos distintos nessa questão, em virtude da clareza. Baseando-se no que foi ressaltado no paragrafo acima, nos ateremos no conceito de valor de troca. Com base nas relações sociais dos indivíduos em um determinado
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mercado, admitindo os dois conceitos já postulados, onde a negação do valor de uso afirma o valor de troca em um tramite comercial. Isso é obvio, se analisarmos que o valor de uso se explicita na satisfação (ou o caráter útil) de uma necessidade, através do consumo da mercadoria, o que nega assim o valor de troca, ou a possibilidade da mercadoria ser trocada por outras distintas (por outro bem); enquanto que a afirmação do valor de troca prova justamente o contrário. Então, todo e qualquer valor
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This note was uploaded on 08/13/2011 for the course ECON 101 taught by Professor Milton during the Spring '11 term at UChicago.

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