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Unformatted text preview: PARTE 5 / Secção 51 GENERALIDADES Secção 11 CAMPO DE APLICAÇÃO Secção 12 OBJECTIVO Secção 13 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS Secção 14 LIMITES DAS INSTALAÇÕES ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) -1- PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE 0 PREÂMBULO 4 1 GENERALIDADES 4 [I] 11 CAMPO DE APLICAÇÃO 4 [E] 12 OBJECTIVO 6 [E] 13 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 6 [E] 131 Protecção para garantir a segurança 6 [E] 131.1 Generalidades 6 [I] 131.2 Protecção contra os choques eléctricos 6 [E] 131.2.1 Protecção contra os contactos directos 6 [E] 131.2.2 Protecção contra os contactos indirectos 7 [I] 131.3 Protecção contra os efeitos térmicos 7 [I] 131.4 Protecção contra as sobreintensidades 7 [I] 131.5 Protecção contra as correntes de defeito 7 [I] 131.6 Protecção contra as sobretensões 8 [E] 132 Concepção das instalações eléctricas 8 [E] 132.1 Generalidades 8 [E] 132.2 Características da alimentação 8 [E] 132.2.1 Natureza da corrente 8 [E] 132.2.2 Natureza e número de condutores 8 [E] 132.2.3 Valores característicos e tolerâncias 9 [E] 132.2.4 Esquemas de ligações à terra inerentes à alimentação e outras condições relativas à protecção 9 [E] 132.2.5 Exigências particulares do distribuidor de energia eléctrica 9 [E] 132.3 Natureza do fornecimento 9 [E] 132.4 Alimentação de segurança ou de substituição 9 [E] 132.5 Condições ambientais 9 [E] 132.6 Secção dos condutores 10 [E] 132.7 Modo de instalação das canalizações 10 [E] 132.8 Dispositivos de protecção 10 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) -2- PARTE 5 / Secção 51 [E] 132.9 Dispositivos para corte de emergência 11 [E] 132.10 Dispositivos de seccionamento 11 [E] 132.11 Independência da instalação eléctrica 11 [E] 132.12 Acessibilidade dos equipamentos eléctricos 11 [E] 133 Selecção dos equipamentos eléctricos 11 [E] 133.1 Generalidades 11 [E] 133.2 Características 12 [E] 133.2.1 Tensão 12 [E] 133.2.2 Corrente 12 [E] 133.2.3 Frequência 12 [E] 133.2.4 Potência 12 [E] 133.3 Condições de instalação 12 [E] 133.4 Prevenção dos efeitos prejudiciais 13 [E] 134 Execução e verificação das instalações eléctricas antes da entrada em serviço 13 [E] 134.1 Execução 13 [E] 134.2 Verificação antes da entrada em serviço 13 14 LIMITES DAS INSTALAÇÕES 14 141 Origem das instalações 14 142 Limite (a jusante) das instalações 14 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) -3- PARTE 5 / Secção 51 0 PREÂMBULO 0.1 As presentes Regras Técnicas são compostas por oito partes e destinam-se a definir as regras de instalação e de segurança das instalações eléctricas (de utilização) de energia eléctrica. 0.2 Na sua elaboração foram considerados os documentos de harmonização do TC 64 do CENELEC (Comité Europeu de Normalização Electrotécnica) bem como os do TC 64 da IEC (Comissão Electrotécnica Internacional), para além de termos de alguns dos capítulos do VEI (Vocabulário Electrotécnico Internacional), que foram considerados importantes para a compreensão daqueles textos. 0.3 Para efeitos de identificação, as secções baseadas em textos do CENELEC são referenciadas à margem com a identificação [E] e as baseadas em textos da IEC, com a indicação [I]. 0.4 De igual forma, na numeração dos diversos capítulos e secções foi respeitada a estrutura seguida pela IEC e adoptada pelo CENELEC, por forma a facilitar as futuras actualizações das presentes Regras Técnicas. 0.5 Cada uma das partes das Regras Técnicas corresponde, assim, a um capítulo sendo, por isso, as diferentes partes complementares umas das outras. Quando, numa dada parte das Regras Técnicas, se faz referência a uma dada secção, ela é feita à secção correspondente da parte aí referida (por exemplo: a secção 522.7.1 é a secção 22.7.1 da parte 5 das presentes Regras Técnicas). 0.6 A presente parte das Regras Técnicas aplica-se conjuntamente com as restantes partes às instalações (ou partes de instalação) indicadas na secção 11. 1 GENERALIDADES [I] 11 CAMPO DE APLICAÇÃO [I] 11.1 As presentes Regras Técnicas aplicam-se às instalações eléctricas de: a) edifícios de habitação; b) edifícios de usos comerciais; c) estabelecimentos recebendo público; d) estabelecimentos industriais; e) estabelecimentos agro-pecuários; f) edifícios pré-fabricados; g) caravanas, parques de campismo e instalações análogas; h) estaleiros, feiras, exposições e outras instalações temporárias; i) marinas e portos de recreio; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) -4- PARTE 5 / Secção 51 [I] 11.2 Instalações (ou partes de instalação) a que se aplicam as presentes Regras Técnicas: a) circuitos alimentados a uma tensão nominal não superior a 1000 V em corrente alternada ou a 1500 V em corrente contínua; em corrente alternada, as frequências preferenciais consideradas no âmbito das presentes Regras Técnicas são 50 Hz, 60 Hz e 400 Hz; no entanto, não são excluídas outras frequências para aplicações específicas; b) circuitos funcionando a tensões superiores a 1000 V, alimentados a partir de instalações de tensão não superior a 1000 V em corrente alternada (como por exemplo, circuitos de lâmpadas de descarga, despoeiradores electrostáticos, etc.), com excepção dos circuitos internos dos próprios aparelhos; c) canalizações que não sejam abrangidas por prescrições relativas aos aparelhos de utilização; d) instalações eléctricas (de utilização) situadas no exterior dos edifícios; e) canalizações fixas de telecomunicação, de sinalização ou de telecomando, com excepção dos circuitos internos dos aparelhos; f) ampliações ou modificações das instalações, bem como partes das instalações existentes, afectadas por essas alterações. [I] 11.3 As Regras Técnicas não se aplicam a: a) veículos de tracção eléctrica; b) instalações eléctricas de automóveis; c) instalações eléctricas a bordo de navios; d) instalações eléctricas a bordo de aeronaves; e) instalações de iluminação pública; f) instalações em minas; g) sistemas de redução das perturbações electromagnéticas, na medida em que estas não comprometam a segurança das instalações; h) cercas electrificadas; i) instalações de pára-raios de edifícios (embora tenham em conta as consequências dos fenómenos atmosféricos nas instalações eléctricas, como por exemplo, na selecção de descarregadores de sobretensões). [E] 11.4 As presentes Regras Técnicas não se aplicam igualmente às instalações de produção, de transporte e de distribuição de energia eléctrica. Nota: As instalações eléctricas (de utilização) em baixa tensão estabelecidas nos locais afectos à produção, ao transporte e à distribuição devem satisfazer ao indicado nas presentes Regras Técnicas. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) -5- PARTE 5 / Secção 51 [E] 11.5 As presentes Regras Técnicas apenas consideram os equipamentos eléctricos no que respeita à sua selecção e às suas condições de estabelecimento, incluindo o caso dos conjuntos pré-fabricados submetidos aos ensaios de tipo previstos nas prescrições que lhes são aplicáveis. 11.6 A aplicação das presentes regras não dispensa o respeito pelas regras especiais relativas a certas instalações. 11.7 A execução, a ampliação, a modificação ou a manutenção das instalações eléctricas, devem ser feitas por pessoas classificadas como BA4 ou como BA5 (veja-se 322.1) e nos termos da legislação vigente. Nota: De acordo com a regra indicada nesta secção deve ser cumprido o Estatuto do Técnico Responsável por Instalações Eléctricas de Serviço Particular, aprovado pelo Decreto Regulamentar n.º 31/83 de 18 de Abril. [E] 12 OBJECTIVO [I] 12.1 As presentes Regras Técnicas indicam as regras para o projecto e para a execução das instalações eléctricas por forma a garantir, satisfatoriamente, o seu funcionamento e a segurança tendo em conta a utilização prevista. [I] 12.2 Na secção 13 são indicados os princípios fundamentais. Dado que as regras estão, face à evolução técnica, sujeitas a modificações, não são referidas regras técnicas pormenorizadas naquela secção. [I] 12.3 Nas partes 3 a 8 das presentes Regras Técnicas são indicadas as regras técnicas que devem ser verificadas por forma a que seja garantida a conformidade das instalações eléctricas com os princípios fundamentais indicados na secção 13. [E] 13 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS [E] 131 Protecção para garantir a segurança [E] 131.1 Generalidades As regras indicadas na secção 13 destinam-se a garantir a segurança das pessoas, dos animais e dos bens contra os perigos e os danos que possam resultar da utilização das instalações eléctricas nas condições que possam ser razoavelmente previstas(1). Nota: As regras referidas são desenvolvidas na parte 4 . [I] 131.2 Protecção contra os choques eléctricos [E] 131.2.1 Protecção contra os contactos directos As pessoas e os animais devem ser protegidos contra os perigos que possam resultar de um contacto com as partes activas da instalação. Esta protecção pode ser garantida por um dos métodos seguintes: a) medidas que impeçam a corrente de percorrer o corpo humano ou o corpo de um animal; b) limitação da corrente que possa percorrer o corpo a um valor inferior ao da corrente de choque. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) -6- PARTE 5 / Secção 51 ________________________ (1) - Podem existir, essencialmente, duas espécies de perigos nas instalações eléctricas: a) correntes de choque; b) temperaturas muito elevadas susceptíveis de provocar queimaduras, incêndios ou outros efeitos perigosos. Nota: As medidas de protecção contra os contactos directos são indicadas nas secções 411 e 412 . [E] 131.2.2 Protecção contra os contactos indirectos As pessoas e os animais devem ser protegidos contra os perigos que possam resultar de um contacto com as massas, em caso de defeito(2). Esta protecção pode ser garantida por um dos métodos seguintes: a) medidas que impeçam a corrente de defeito de percorrer o corpo humano ou o corpo de um animal; b) limitação da corrente de defeito que possa percorrer o corpo a um valor inferior ao da corrente de choque; c) corte automático, num tempo determinado, após o aparecimento de um defeito susceptível de, em caso de contacto com as massas, ocasionar a passagem através do corpo de uma corrente de valor não inferior ao da corrente de choque. Nota: As medidas de protecção contra os contactos indirectos são indicadas na secção 413. Por definição, os contactos indirectos referem-se ao contacto com as massas, destinando-se as medidas de protecção contra os contactos indirectos a proteger as pessoas contra os perigos que possam resultar de um contacto não apenas com as massas propriamente ditas mas também com as partes condutoras que estejam em contacto com as massas. [I] 131.3 Protecção contra os efeitos térmicos A instalação eléctrica deve ser realizada por forma a excluir os riscos de ignição de produtos inflamáveis em consequência das temperaturas elevadas ou dos arcos eléctricos. Além disso, em serviço normal, as pessoas e os animais não devem correr riscos de queimadura. Nota: As medidas que permitem garantir a protecção contra os efeitos térmicos em serviço normal são indicadas na secção 42 . [I] 131.4 Protecção contra as sobreintensidades As pessoas, os animais e os bens devem ser protegidos contra as consequências prejudiciais das temperaturas muito elevadas ou das solicitações mecânicas devidas às sobreintensidades susceptíveis de se produzirem nos condutores activos. Esta protecção pode ser garantida por um dos métodos seguintes: a) corte automático antes que a sobreintensidade atinja um valor perigoso, tendo em conta a sua duração; b) limitação da sobreintensidade máxima a um valor seguro, tendo em conta a sua duração. Nota: As regras que permitem garantir a protecção contra as sobreintensidades são indicadas na secção 43. [I] 131.5 Protecção contra as correntes de defeito ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) -7- PARTE 5 / Secção 51 Com excepção dos condutores activos, os restantes condutores e as outras partes destinadas à passagem de correntes de defeito devem poder suportar essas correntes sem atingirem temperaturas demasiado elevadas(3). ________________________ (2) - Do ponto de vista de protecção contra os contactos indirectos, a utilização de ligações equipotenciais constitui um princípio fundamental de segurança. (3) - Deve dar-se particular atenção às correntes de defeito à terra e às correntes de fuga. Para os condutores activos, a regra indicada na secção 131.4 garante a sua protecção contra as sobreintensidades resultantes de defeitos. Nota: As regras que permitem garantir a protecção contra as correntes de defeito são indicadas na secção 54. [I] 131.6 Protecção contra as sobretensões 131.6.1 As pessoas, os animais e os bens devem ser protegidos contra as consequências prejudiciais de um defeito entre partes activas de circuitos a tensões diferentes. 131.6.2 As pessoas, os animais e os bens devem ser protegidos contra as consequências prejudiciais das sobretensões devidas a causas diferentes das indicadas na secção 131.6.1 quando essas sobretensões forem susceptíveis de se produzir (fenómenos atmosféricos, sobretensões de manobra, etc.). Nota: As regras que permitem garantir a protecção contra as sobretensões são indicadas na secção 44. [E] 132 Concepção das instalações eléctricas [E] 132.1 Generalidades As instalações eléctricas devem ser concebidas com vista a garantir: a) a protecção das pessoas, dos animais e dos bens, de acordo com o indicado na secção 131 b) o funcionamento da instalação eléctrica de acordo com a utilização prevista. As indicações necessárias para a concepção das instalações eléctricas são indicadas nas secções 132.2 a 132.5. As regras relativas à concepção das instalações eléctricas são indicadas nas secções 132.6 a 132.12 . Nota: Estas regras são desenvolvidas nas partes 3 e 5 . [E] 132.2 Características da alimentação Nota: As regras relativas à determinação das características da alimentação são indicadas na secção 31. [E] 132.2.1 Natureza da corrente: Alternada ou contínua [E] 132.2.2 Natureza e número de condutores: a) Corrente alternada: condutor(es) de fase; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) -8- PARTE 5 / Secção 51 condutor neutro; condutor de protecção; b) Corrente contínua: condutores equivalentes aos indicados na alínea anterior. [E] 132.2.3 Valores característicos e tolerâncias: a) tensões e tolerâncias; b) frequências e tolerâncias; c) corrente máxima admissível; d) corrente presumida de curto-circuito. [E] 132.2.4 Esquemas de ligações à terra inerentes à alimentação e outras condições relativas à protecção Nota: Os diferentes esquemas de ligações à terra são indicados na secção 312.2 das presentes Regras Técnicas. [E] 132.2.5 Exigências particulares do distribuidor de energia eléctrica [E] 132.3 Natureza do fornecimento O número e os tipos de circuitos necessários para a iluminação, o aquecimento, a força motriz, o comando, a sinalização, as telecomunicações, etc., são determinados com base nas indicações seguintes: a) localização dos pontos de consumo da energia eléctrica; b) carga prevista nos diferentes circuitos; c) variação diária e anual do consumo; d) condições particulares; e) instalações de comando, de sinalização, de telecomunicação, etc. [E] 132.4 Alimentação de segurança ou de substituição A alimentação de segurança ou de substituição é caracterizada por: a) Fontes (natureza e características); b) Circuitos alimentados pela fonte de segurança. Nota: As regras relativas às alimentações de segurança ou de substituição são indicadas nas secções 313.2, 35 e 56 . [E] 132.5 Condições ambientais As condições ambientais são indicadas na secção 32 e na Norma IEC 60721. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) -9- PARTE 5 / Secção 51 [E] 132.6 Secção dos condutores A secção dos condutores deve ser determinada em função(4): a) da temperatura máxima admissível nos condutores; b) da queda de tensão admissível; c) das solicitações electromecânicas susceptíveis de se produzirem em caso de curto-circuito; ___________________________ (4) - Estas condições atendem, apenas, aos aspectos de segurança das instalações eléctricas, podendo ser necessário usar secções superiores às exigidas pela segurança por outras razões (por exemplo, de natureza económica). d) de outras solicitações mecânicas às quais os condutores possam ficar submetidos; e) do valor máximo da impedância que permita garantir o funcionamento da protecção contra os curtos-circuitos. Nota: As condições para a determinação das secções dos condutores são as indicadas nas secções seguintes: - 523 (correntes admissíveis em função da temperatura máxima admissível); - 533 (solicitações em caso de curto-circuito); - 532 e 543 (solicitações devidas às correntes de defeito); - 535 (queda de tensão). [E] 132.7 Modo de instalação das canalizações A selecção do modo de instalação das canalizações depende: a) da natureza dos locais; b) da natureza das paredes e dos outros elementos da construção que suportam as canalizações; c) da acessibilidade das canalizações às pessoas e aos animais; d) da tensão; e) das solicitações electromecânicas susceptíveis de se produzirem em caso de curto-circuito; f) de outras solicitações às quais as canalizações podem ficar submetidas durante a execução da instalação eléctrica ou em serviço. Nota: As regras relativas aos modos de instalação das canalizações são indicadas na secção 52. [E] 132.8 Dispositivos de protecção As características dos dispositivos de protecção devem ser determinadas de acordo com a função a desempenhar, como por exemplo, a protecção contra os efeitos: ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 10 - PARTE 5 / Secção 51 a) das sobreintensidades (sobrecargas e curtos-circuitos); b) das correntes de defeito à terra; c) das sobretensões; d) dos abaixamentos e das faltas de tensão. Os dispositivos de protecção devem funcionar para valores de corrente, de tensão e de tempo, adaptados às características dos circuitos e aos perigos susceptíveis de ocorrerem. Nota: As regras relativas à selecção dos dispositivos de protecção são indicadas na secção 53. [E] 132.9 Dispositivos para corte de emergência Se for necessário, em caso de perigo, interromper imediatamente um circuito, deve ser instalado um dispositivo de corte facilmente reconhecível e rapidamente manobrável. Nota: As regras relativas ao corte de emergência são indicadas na secção 464 e as relativas à selecção dos dispositivos são indicadas na secção 537.4 . [E] 132.10 Dispositivos de seccionamento Com vista a possibilitar a manutenção, a verificação, a localização dos defeitos e as reparações, devem ser previstos dispositivos que permitam o seccionamento da instalação eléctrica, dos circuitos ou dos dispositivos individuais. Nota: As regras relativas ao seccionamento são indicadas na secção 462 e as relativas à selecção dos dispositivos de seccionamento são indicadas na secção 537.2 . [E] 132.11 Independência da instalação eléctrica A instalação eléctrica deve ser concebida por forma a não causar perturbações às outras instalações do edifício (eléctricas ou não), resultantes de avarias ou das suas condições normais de exploração. Nota: As regras relativas à independência da instalação eléctrica são indicadas na secção 515 e as relativas às canalizações são indicadas na secção 528 . [E] 132.12 Acessibilidade dos equipamentos eléctricos Os equipamentos eléctricos devem ser colocados por forma a permitir, na medida do possível: a) espaço suficiente para executar a instalação inicial e a posterior substituição dos seus componentes; b) acessibilidade para fins de funcionamento, de verificação, de manutenção e de reparação. Nota: As regras de acessibilidade dos equipamentos eléctricos são indicadas na secção 513 . [E] 133 Selecção dos equipamentos eléctricos [E] 133.1 Generalidades ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 11 - PARTE 5 / Secção 51 Os equipamentos eléctricos utilizados nas instalações eléctricas devem obedecer às Normas que lhes são aplicáveis. Nota: As regras relativas à selecção dos equipamentos eléctricos são indicadas nas secções 51 (regras comuns), 52 (canalizações), 53 (aparelhagem) e 55 (outros aparelhos). [E] 133.2 Características As características dos equipamentos eléctricos devem corresponder às condições e às características definidas para a instalação eléctrica (veja-se 132) e ainda às regras indicadas nas secções 133.2.1 a 133.2.4. [E] 133.2.1 Tensão Os equipamentos eléctricos devem ser compatíveis com o valor máximo da tensão (valor eficaz em corrente alternada) à qual são alimentados em regime normal, assim como às sobretensões susceptíveis de se produzir(5). Nota: Em Portugal, as tensões nominais da rede de distribuição (pública) normalizadas foram, durante muito tempo, de 220/380 V. Actualmente, estes valores são os harmonizados de 230/400 V. Para instalações alimentadas por um posto de transformação ou por uma central geradora, privativos, podem-se usar, de acordo com o HD 472 do CENELEC, os valores de tensão nominal seguintes: - 230/400 V; - 227/480 V; - 400/690 V; - 1000 V. [E] 133.2.2 Corrente Os equipamentos eléctricos devem ser seleccionados tendo em conta o valor máximo da intensidade da corrente (valor eficaz em corrente alternada) que os pode percorrer em serviço normal. Deve, ainda, considerar-se a corrente susceptível de os percorrer em condições anormais, tendo em conta a duração da sua passagem e os eventuais dispositivos de protecção. [E] 133.2.3 Frequência Caso a frequência tenha influência nas características dos equipamentos eléctricos, a frequência estipulada destes deve ser compatível com a frequência susceptível de ocorrer no circuito. Nota: Em Portugal, a frequência nominal das redes de distribuição é de 50 Hz. [E] 133.2.4 Potência Os equipamentos eléctricos, seleccionados com base nas suas características de potência, devem poder ser utilizados à potência máxima absorvida em serviço, tendo em conta os factores de utilização e as condições normais de serviço. [E] 133.3 Condições de instalação Os equipamentos eléctricos devem ser seleccionados tendo em conta as solicitações e as condições ambientais particulares do local onde forem instalados e a que possam ficar sujeitos (veja-se 132.5). Contudo, se um equipamento eléctrico não tiver, por construção, as características correspondentes ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 12 - PARTE 5 / Secção 51 ao local da sua instalação, pode ser utilizado desde que seja dotado de uma protecção complementar apropriada que faça parte integrante da instalação. [E] 133.4 Prevenção dos efeitos prejudiciais Os equipamentos eléctricos devem ser seleccionados de modo a não causarem, em serviço normal, perturbações quer aos outros equipamentos quer à rede de alimentação, incluindo as resultantes de manobras. Entre as causas possíveis de perturbação, referem-se: a) o factor de potência; b) a variação da corrente provocada pela entrada em serviço dos equipamentos; _________________________ (5) - Para certos equipamentos, pode ser necessário ter em conta a mais baixa tensão que possa ocorrer. c) o desequilíbrio das fases; d) as harmónicas. Nota: Na secção 33 são apresentadas indicações sobre a prevenção dos efeitos prejudiciais. [E] 134 Execução e verificação das instalações eléctricas antes da entrada em serviço [E] 134.1 Execução Nota: As condições de execução das instalações eléctricas são indicadas na parte 5 . [E] 134.1.1 É essencial que a execução das instalações eléctricas seja feita de forma cuidada por pessoal qualificado e utilizando equipamentos apropriados. [E] 134.1.2 As características dos equipamentos eléctricos, determinadas de acordo com o indicado na secção 133, não devem ficar comprometidas pela montagem. [E] 134.1.3 Os condutores devem ser identificados de acordo com o indicado na Norma IEC 60446. [E] 134.1.4 As ligações dos condutores entre si e a outros equipamentos eléctricos devem ser executadas de modo a garantir contactos seguros e duráveis. [E] 134.1.5 Os equipamentos eléctricos devem ser instalados de modo a garantir as condições de arrefecimento previstas. [E] 134.1.6 Os equipamentos eléctricos susceptíveis de ocasionar temperaturas elevadas ou de produzir arcos eléctricos devem ser montados ou protegidos de modo a excluir o risco da ignição dos produtos inflamáveis. As partes externas dos equipamentos eléctricos cuja temperatura seja susceptível de causar danos às pessoas devem ser montadas ou protegidas de modo a impedirem os contactos fortuitos. [E] 134.2 Verificação antes da entrada em serviço ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 13 - PARTE 5 / Secção 51 As instalações eléctricas devem ser verificadas antes da sua entrada em serviço, assim como por ocasião de modificações importantes, com vista a garantir a sua conformidade com as presentes Regras Técnicas. Nota: As condições de verificação das instalações eléctricas antes da entrada em serviço são indicadas na secção 61. Por modificação importante, entende-se uma modificação da estrutura da instalação, como por exemplo: a) modificação do esquema das ligações à terra; b) aumento da potência de curto-circuito da alimentação; c) modificação ou aumento do número de circuitos de distribuição; d) colocação de novos quadros de distribuição. 14 LIMITES DAS INSTALAÇÕES 141 Origem das instalações Considera-se que as instalações eléctricas objecto das presentes Regras Técnicas têm por origem um dos pontos indicados nas alíneas seguintes: a) nas instalações alimentadas directamente por uma rede de distribuição (pública) em baixa tensão: - os ligadores de saída da portinhola; - os ligadores de entrada do quadro de colunas, no caso de não existir portinhola; - os ligadores de entrada do equipamento de contagem ou os do aparelho de corte da entrada, quando este estiver a montante do equipamento de contagem, no caso de não existir portinhola nem quadro de colunas. Nota: Dado que as presentes Regras Técnicas englobam as instalações eléctricas (de utilização) e as instalações colectivas e entradas (veja-se 803), a origem das instalações indicadas nesta secção refere-se à globalidade das instalações eléctricas. No caso de as instalações eléctricas (de utilização) serem alimentadas por uma rede de distribuição (pública) em baixa tensão, a origem das instalações eléctricas (de utilização) encontra-se definida na secção 803.2.1. b) nas instalações alimentadas por um posto de transformação privativo, os ligadores de entrada do(s) quadro(s) de entrada (veja-se 801.1.1.4). Nas instalações alimentadas por uma fonte autónoma de energia em baixa tensão, essa fonte faz parte integrante da instalação. Nota: As instalações em baixa tensão podem ser alimentadas: a) directamente por uma rede de distribuição (pública) em baixa tensão, por intermédio de um ramal; a instalação tem origem onde termina o ramal (veja-se o Regulamento de Segurança de Redes de Distribuição de Energia Eléctrica em Baixa Tensão, aprovado pelo Decreto Regulamentar n.º 90/84 de 26 de Dezembro). b) por uma rede de distribuição (pública) de alta tensão, por intermédio de um posto de transformação privativo; à parte da instalação eléctrica compreendida entre o posto de transformação (QGBT) e o(s) quadro(s) de entrada não se aplicam as presentes regras, sendo-lhes aplicável o Regulamento de Segurança de Redes de Distribuição de Energia Eléctrica em Baixa Tensão, (aprovado pelo Decreto Regulamentar n.º 90/84 de 26 de Dezembro); c) por uma fonte autónoma de energia. 142 Limite (a jusante) das instalações ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 14 - PARTE 5 / Secção 51 Para efeitos de aplicação das presentes Regras Técnicas, as instalações eléctricas estão limitadas, a jusante, por: a) terminais de alimentação dos aparelhos de utilização ou dos equipamentos eléctricos alimentados por canalizações fixas; b) tomadas, nos outros casos. Nota: Para aplicações específicas, a alimentação dos equipamentos eléctricos é objecto de normas próprias, tais como, por exemplo : a) instalação para produção e utilização de raios X; b) equipamento eléctrico das máquinas industriais; c) queimadores de combustíveis líquidos; d) instalações de cercas electrificadas. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 15 - PARTE 5 / Secção 51 DEFINIÇÕES Secção 21 CARACTERÍSTICAS DAS INSTALAÇÕES Secção 22 TENSÕES Secção 23 PROTECÇÃO CONTRA OS CHOQUES ELÉCTRICOS Secção 24 LIGAÇÕES À TERRA Secção 25 CIRCUITOS ELÉCTRICOS Secção 26 CANALIZAÇÕES Secção 27 EQUIPAMENTOS Secção 28 SECCIONAMENTO E COMANDO Secção 29 COMPETÊNCIA DAS PESSOAS ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 16 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE [E] 2 DEFINIÇÕES 23 21 CARACTERÍSTICAS DAS INSTALAÇÕES 23 211 Características gerais 23 [E] 211.1 Instalação eléctrica (de edifícios) (826-01-01) Instalação eléctrica (de utilização) (de edifícios) 23 211.2 Rede de distribuição 23 [E] 211.3 Origem de uma instalação eléctrica (826-01-02) Origem de uma instalação eléctrica (de utilização) 23 212 Grandezas 23 [E] 212.1 Valor estipulado (151-04-03) 23 213 Instalações diversas 24 213.1 Instalações temporárias 24 213.1.1 Instalações para reparações 24 213.1.2 Instalações para trabalhos 24 213.1.3 Instalações semi-permanentes 24 213.1.4 Instalações de estaleiros 24 214 (disponível) 24 215 Alimentações 24 [E] 215.1 Alimentação (para serviços) de segurança (826-01-05) Alimentação de emergência 24 [E] 215.2 Alimentação de socorro (826-01-06) Alimentação de reserva Alimentação de substituição 24 216 Factores 25 216.1 Factor de utilização 25 216.2 Factor de simultaneidade 25 217 Influências externas 25 [E] 217.1 Temperatura ambiente (826-01-04) 25 22 TENSÕES 25 [E] 221 Tensão nominal (de uma instalação) (826-02-01) 25 [E] 222 Domínios das tensões em corrente alternada 25 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 17 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 223 Domínios das tensões em corrente contínua 26 23 PROTECÇÃO CONTRA OS CHOQUES ELÉCTRICOS 26 231 Termos gerais 26 [E] 231.1 Choque eléctrico (826-03-04) 27 [E] 231.2 Contacto directo (826-03-05) 27 [E] 231.3 Contacto indirecto (826-03-06) 27 [E] 231.4 Corrente de choque (826-03-07) 27 232 Condutores, partes activas e massas 27 232.1 Condutor activo 27 [E] 232.2 Condutor neutro (Símbolo N) (826-01-03) 27 [E] 232.3 Condutor PEN (826-04-06) 27 [E] 232.4 Parte activa (826-03-01) 28 [I] 232.5 Parte activa perigosa (826-03-15) 28 [E] 232.6 Partes simultaneamente acessíveis (826-03-10) 28 232.7 Parte intermédia 28 [E] 232.8 Massa (826-03-02) 28 [E] 232.9 Elemento condutor (estranho à instalação eléctrica) (826-03-03) 29 233 Defeitos 29 233.1 Defeito 29 233.2 Impedância da malha defeito 29 233.3 Corrente de defeito 29 233.4 Corrente de defeito à terra 29 [E] 233.5 Corrente de fuga (numa instalação) (826-03-08) 29 [E] 233.6 Corrente diferencial-residual (826-03-09) Corrente residual 30 234 Tensões 30 [I] 234.1 Tensão de defeito 30 [E] 234.2 Tensão de contacto (826-02-02) 30 [E] 234.3 Tensão de contacto presumida (826-02-03) 30 [E] 234.4 Tensão limite convencional de contacto (símbolo UL) (826-02-04) 30 [I] 234.5 Tensão de passo (símbolo Up) (195-05-12) 30 235 Diversos 30 [E] 235.1 Volume de acessibilidade (a contactos) (826-03-11) 30 235.2 Pavimentos e paredes isolantes 32 [I] 235.3 Protecção por limitação da corrente permanente ou da carga eléctrica (826-03-16) 32 [I] 235.4 Invólucro (826-03-12) 33 [E] 235.5 Barreira (826-03-13) 33 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 18 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 235.6 Obstáculo (826-03-14) 33 236 Isolamentos 33 236.1 Isolamento 33 [I] 236.2 Isolamento principal (826-03-17) 33 [I] 236.3 Isolamento suplementar (826-03-18) 33 [I] 236.4 Duplo isolamento (826-03-19) 33 [I] 236.5 Isolamento reforçado (826-03-20) 33 [I] 236.6 Impedância de protecção 34 236.7 Nível de isolamento de uma instalação 34 237 Classificação dos equipamentos relativamente à protecção contra os choques eléctricos 34 [E] 237.1 Equipamento da classe 0 34 [E] 237.2 Equipamento da classe I 34 [E] 237.3 Equipamento da classe II 35 [E] 237.4 Equipamento da classe III 35 24 LIGAÇÕES À TERRA 36 241 Termos gerais 36 [E] 241.0 Terra (826-04-01) 36 [E] 241.1 Condutor de protecção (Símbolo PE) (826-04-05) 36 241.2 Condutor principal de protecção 36 [E] 241.3 Condutor de terra (826-04-07) 36 241.4 Condutor de ligação do neutro à terra 36 242 Eléctrodos de terra 37 [E] 242.1 Eléctrodo de terra (826-04-02) 37 [E] 242.2 Eléctrodos de terra electricamente distintos (826-04-04) Eléctrodos de terra independentes 37 243 Diversos 37 243.1 Instalação de ligação à terra 37 [E] 243.2 Terminal principal de terra (826-04-08) Barra principal de terra 37 [E] 243.3 Resistência global de terra (826-04-03) 37 244 Ligações equipotenciais 37 [E] 244.1 Ligação equipotencial (826-04-09) 37 [E] 244.2 Condutor de equipotencialidade (826-04-10) 38 25 CIRCUITOS ELÉCTRICOS 38 251 Termos gerais 38 [E] 251.1 Circuito (eléctrico) (de uma instalação) (826-05-01) 38 [E] 251.2. Circuito de distribuição (de edifícios) (826-05-02) 38 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 19 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 251.3 Circuito final (de edifícios) (826-05-03) 38 251.4 Protecção eléctrica contra as sobreintensidades 38 [E] 251.5 Detecção de sobreintensidades 38 251.6 Quadro 38 252 Correntes 39 [E] 252.1 Corrente de serviço (de um circuito) (826-05-04) 39 [E] 252.2 Corrente (permanente) admissível (de um condutor) (826-05-05) 39 [E] 252.3 Sobreintensidade (826-05-06) 39 [E] 252.4 Corrente de sobrecarga (de um circuito) (826-05-07) 39 [E] 252.5 Corrente de curto-circuito (franco) (826-05-08) 39 253 Dispositivos de seccionamento, de comando e de protecção 39 253.1 Seccionador 39 [E] 253.2 Interruptor (mecânico) (441-14-10) 39 [E] 253.3 Fusível (corta-circuitos fusível) (441-18-01) 40 [E] 253.4 Disjuntor (441-14-20) 40 [E] 253.5 Contactor (mecânico) (441-14-33) 40 253.6 Dispositivo sensível à corrente diferencial-residual (abreviadamente, dispositivo diferencial) 40 253.7 Aparelho de conexão, de comando e de protecção auto-coordenados (ACCPA) 40 254 Características dos dispositivos de protecção 41 [E] 254.1. Corrente estipulada 41 [E] 254.2 Corrente convencional de não funcionamento (de um dispositivo de protecção) (Inf) (826-05-09) 41 [E] 254.2A Corrente convencional de funcionamento (de um dispositivo de protecção) 41 [E] 254.3 Poder de corte 41 26 CANALIZAÇÕES 41 261 Termos gerais 41 [E] 261.1 Condutor isolado (461-04-04) 41 [E] 261.2 Cabo (isolado) (461-06-01) 42 [E] 261.3 Cabo monocondutor (461-06-02) Cabo unipolar 42 [E] 261.4 Cabo multicondutor (461-06-03) Cabo multipolar (461-06-04) 42 261.5 Bainha (de um cabo) (461-05-03) 42 [E] 261.6 Canalização (826-06-01) 42 261.7 Ligação 42 261.8 Junção 43 261.9 Derivação 43 262 Modos de instalação 43 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 20 - PARTE 5 / Secção 51 262.1 Canalização fixa a superfícies de apoio 43 [I] 262.2 Caleira (Refª 41, 42, 43) (826-06-05) 43 [I] 262.3 Caminho de cabos (Refª 12, 13) (826-06-07) 43 262.4 (disponível) 43 [I] 262.5 Conduta (termo geral) (Refª 1, 2, 3, 4, 5, 22, 23, 24) (826-06-03) Tubo (conduta de secção circular) 43 262.6 Travessia 44 262.7 Ducto 44 [I] 262.8 Galeria (826-06-06) 44 [I] 262.9 Calha (coberta) (Refª 31 a 34) (826-02-04) 44 263 Diversos 44 [I] 263.1 Consolas (Refª 14) (826-06-09) 44 263.2 (disponível) 44 263.3 Roço 44 263.4 Vala (ou trincheira) 44 [I] 263.5 Oco da construção (Refª 21, 22, 23) (826-06-02) 44 [I] 263.6 Escada (para cabos) (Refª 16) (826-06-08) 45 [I] 263.7 Braçadeiras (Refª 15) (826-06-11) Cerra-cabos 45 [I] 263.8 Canalização pré-fabricada 45 27 EQUIPAMENTOS 45 270 Termos gerais 45 [E] 270.1 Equipamento eléctrico (826-07-01) Material eléctrico (desaconselhável, neste sentido) 45 [E] 270.2 Aparelho de utilização (826-07-02) 46 [E] 270.3 Aparelhagem (826-07-03) 46 271 Possibilidades de deslocamento 46 [E] 271.1 Aparelho de utilização móvel (826-07-04) 46 [E] 271.2 Aparelho de utilização portátil (empunhável) (826-07-05) 46 [E] 271.3 Aparelho de utilização fixo (826-07-06) 46 [E] 271.4 Aparelho de utilização inamovível (826-07-07) 46 28 SECCIONAMENTO E COMANDO 46 281 Termos gerais 46 [E] 281.1 Seccionamento (826-08-01) 46 [E] 281.2 Desconexão para manutenção mecânica (826-08-02) 47 [E] 281.3 Desconexão de emergência (826-08-03) Corte de emergência 47 [E] 281.4 Paragem de emergência (826-08-04) 47 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 21 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 281.5 Manobra funcional (826-08-05) Comando funcional 47 281.6 Circuito de comando 47 29 COMPETÊNCIA DAS PESSOAS 47 291 Termos gerais 47 [I] 291.1 Pessoa qualificada (826-09-01) 47 [I] 291.2 Pessoa instruída (826-09-02) Pessoa prevenida 47 [I] 291.3 Pessoa comum (826-09-03) Pessoa do público 48 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 22 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 2 DEFINIÇÕES A presente parte das Regras Técnicas destina-se, em complemento das restantes partes, a definir os termos relativos às instalações indicadas na Parte 1. Nota: Os números indicados entre parêntesis, a seguir a alguns dos termos abaixo definidos, correspondem às referências do VEI (vejam-se as Normas IEC 60050 - ***). Quando for indicado mais do que um termo para uma mesma definição deve ser usado o termo indicado em primeiro lugar. Os outros termos, embora ainda usados, devem ser evitados. 21 CARACTERÍSTICAS DAS INSTALAÇÕES 211 Características gerais [E] 211.1 Instalação eléctrica (de edifícios) (826-01-01) Instalação eléctrica (de utilização) (de edifícios) Conjunto de equipamentos eléctricos associados com vista a uma dada aplicação e possuindo características coordenadas. Nota: Uma instalação eléctrica pode compreender apenas a instalação eléctrica destinada a permitir aos seus utilizadores a aplicação directa da energia eléctrica ou, além daquela, compreender, ainda, postos de transformação e de corte, linhas de alta tensão, redes de distribuição em baixa tensão ou centrais geradoras. As instalações eléctricas destinadas à aplicação directa da energia eléctrica englobam, em regra, instalações de baixa tensão (para emprego de aparelhos de utilização de uso corrente), instalações de tensão reduzida (para sinalização, telefones, etc.) e instalações de alta tensão (para iluminação por lâmpadas ou tubos de descarga, para emprego de aparelhos de electromedicina, para iluminação de pistas de aeroportos, para alimentação de aparelhos de utilização de elevada potência, etc.). A designação “Instalação eléctrica (de utilização), embora não sendo a designação preferêncial, é, contudo, utilizada nlagumas secções das presentes Regras Técnicas, nomeadamente na secção 803, pra distinguir as instalções alimentadas por uma instalação colectiva e entrada das restantes instalações eléctricas. 211.2 Rede de distribuição Instalação eléctrica de baixa tensão destinada à transmissão de energia eléctrica a partir de um posto de transformação ou de uma central geradora, constituída por canalizações principais e ramais [E] 211.3 Origem de uma instalação eléctrica (826-01-02) Origem de uma instalação eléctrica (de utilização) Ponto de entrega da energia eléctrica a uma instalação eléctrica. Nota : Uma instalação eléctrica pode ter mais do que uma origem. É o caso, por exemplo, de a mesma instalação eléctrica (de utilização) ser alimentada por mais do que uma entrada (caso de haver mais do que um transformador ou um gerador, ligados ou não em paralelo), há tantas "origens" quantas as "entradas" 212 Grandezas [E] 212.1 Valor estipulado (151-04-03) Valor de uma grandeza fixado, em regra, pelo fabricante para um dado funcionamento especificado de um componente, de um dispositivo ou de um equipamento. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 23 - PARTE 5 / Secção 51 Nota: Esta definição aplica-se a uma tensão estipulada, a uma corrente estipulada, etc. e correspondia, anteriormente, ao termo "valor nominal"; Nas presentes Regras Técnicas, o termo "valor nominal" é aplicado, exclusivamente, a alimentações (redes de distribuição, fontes de alimentação, etc.) 213 Instalações diversas 213.1 Instalações temporárias Instalações de duração limitada pelas circunstâncias que as motivaram, podendo distinguir-se as definidas nas secções 213.1.1 a 213.1.4. 213.1.1 Instalações para reparações Instalações temporárias necessárias à resolução de um incidente de exploração. 213.1.2 Instalações para trabalhos Instalações temporárias realizadas com o fim de permitirem a remodelação ou a transformação de instalações sem lhes interromper a exploração. 213.1.3 Instalações semi-permanentes Instalações temporárias destinadas a utilizações de duração limitada não incluídas nas actividades habituais dos locais respectivos, ou instalações que se repitam periodicamente. Nota: São exemplos deste tipo de instalações as de feiras, as de exposições e as similares. 213.1.4 Instalações de estaleiros Instalações temporárias, destinadas à execução de trabalhos de construção de edifícios e análogos. Nota: As instalações exteriores dos grandes estaleiros ou de explorações sujeitas a condições severas podem ser objecto de regras suplementares (veja-se a Norma IEC 60621). 214 (disponível) 215 Alimentações [E] 215.1 Alimentação (para serviços) de segurança (826-01-05) Alimentação de emergência Alimentação prevista para manter em funcionamento os equipamentos essenciais à segurança das pessoas. Nota: Esta alimentação inclui a fonte e os circuitos até aos terminais dos aparelhos de utilização. Em edifícios de grande altura, em estabelecimentos recebendo público e em certos estabelecimentos industriais, entre outros, é obrigatória a existência de instalações de emergência de segurança. Certas instalações podem, igualmente, incluir os próprios aparelhos de utilização. [E] 215.2 Alimentação de socorro (826-01-06) Alimentação de reserva Alimentação de substituição ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 24 - PARTE 5 / Secção 51 Alimentação prevista para manter em funcionamento uma instalação ou partes desta em caso de falta da alimentação normal por razões que não sejam a segurança das pessoas. Nota: É necessário prever este tipo de alimentação, por exemplo, quando se pretender evitar a interrupção de processos industriais de laboração contínua ou de instalações de tratamento da informação. 216 Factores 216.1 Factor de utilização Relação entre a potência efectivamente absorvida por um dado aparelho de utilização e a sua potência estipulada. 216.2 Factor de simultaneidade Relação entre o somatório das potências estipuladas dos equipamentos susceptíveis de funcionarem simultaneamente e o somatório das potências estipuladas de todos os equipamentos alimentados pelo mesmo circuito ou pela mesma instalação. Nota: As potências utilizadas na determinação dos factores de simultaneidade podem ser afectadas pelos factores de utilização. 217 Influências externas [E] 217.1 Temperatura ambiente (826-01-04) Temperatura do ar ou do meio no local em que o equipamento deve ser utilizado. Nota: A temperatura ambiente a considerar para um dado equipamento é a temperatura na vizinhança do local onde ele vai ser instalado e resulta da influência de todos os outros equipamentos colocados nas proximidades e em funcionamento, sem considerar a contribuição térmica do equipamento em causa. 22 TENSÕES [E] 221 Tensão nominal (de uma instalação) (826-02-01) Tensão pela qual uma instalação é designada. Nota: O valor da tensão numa instalação pode diferir do valor da tensão nominal dessa instalação dentro dos limites de tolerância normais. Não são de considerar as sobretensões transitórias, devidas por exemplo a manobras, nem as variações temporárias de tensão devidas a condições anormais, como por exemplo as resultantes de um defeito na rede que alimenta a instalação. [E] 222 Domínios das tensões em corrente alternada No quadro 22A estão indicados os domínios das tensões em corrente alternada, nos quais devem ser classificadas as instalações de acordo com o valor da sua tensão nominal: a) para os sistemas ligados directamente à terra (esquemas TT e TN), os valores eficazes da tensão entre um condutor de fase e a terra e entre dois condutores de fase; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 25 - PARTE 5 / Secção 51 b) para os sistemas não ligados directamente à terra (esquema IT), os valores eficazes entre dois condutores de fase. QUADRO 22A Domínios das tensões em corrente alternada(1)(2) (valores eficazes) SISTEMAS LIGADOS DIRECTAMENTE À TERRA DOMÍNIOS SISTEMAS NÃO LIGADOS DIRECTAMENTE À TERRA(*) Entre fase e terra Entre fases Entre fases I U ≤ 50 U ≤ 50 U ≤ 50 II 50 < U ≤ 600 50 < U ≤ 1000 50 < U ≤ 1000 U - Tensão nominal da instalação, em volts. (*) - Se o neutro for distribuído, os equipamentos alimentados entre fase e neutro devem ser seleccionados por forma a que a seu isolamento corresponda à tensão entre fases (veja--se 512.1.1). [E] 223 Domínios das tensões em corrente contínua No quadro 22B estão indicados os domínios das tensões em corrente contínua, nos quais devem ser classificadas as instalações de acordo com o valor da sua tensão nominal, considerando-se: a) para os sistemas ligados directamente à terra, os valores entre um pólo e a terra e entre dois pólos; b) para os sistemas não ligados directamente à terra, os valores de tensão entre dois pólos. QUADRO 22B Domínios das tensões em corrente contínua (1)(2)(3) SISTEMAS LIGADOS DIRECTAMENTE À TERRA DOMÍNIOS SISTEMAS NÃO LIGADOS DIRECTAMENTE À TERRA(*) Entre pólo e terra Entre pólos Entre pólos I U ≤ 120 U ≤ 120 U ≤ 120 II 120 < U ≤ 900 120 < U ≤ 1500 120 < U ≤ 1500 U - Tensão nominal da instalação, em volts. (*) - Se o condutor de equilíbrio for distribuído, os equipamentos alimentados entre um pólo e aquele condutor devem ser seleccionados por forma a que a seu isolamento corresponda à tensão entre pólos. 23 PROTECÇÃO CONTRA OS CHOQUES ELÉCTRICOS 231 Termos gerais ________________________ (1) - Esta classificação não exclui a possibilidade de serem introduzidas subdivisões destes limites para certas regras de instalação. (2) - As tensões reduzidas de segurança, de protecção e funcional (abreviadamente TRS, TRP e TRF) pertencem ao domínio I. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 26 - PARTE 5 / Secção 51 (3) - Os valores deste quadro dizem respeito à corrente contínua "lisa". Por corrente contínua "lisa" entende-se uma corrente com um factor de ondulação não superior a 10%. [E] 231.1 Choque eléctrico (826-03-04) Efeito fisiopatológico resultante da passagem de uma corrente eléctrica através do corpo humano ou do corpo de um animal. Nota: Esta expressão abrange simultaneamente os conceitos de contacto directo (veja-se 231.2) e de contacto indirecto (veja-se 231.3 ). No âmbito das presentes Regras Técnicas, entende-se por "animais" os domésticos e os de criação. [E] 231.2 Contacto directo (826-03-05) Contacto de pessoas ou de animais com partes activas. Nota: No âmbito das presentes Regras Técnicas, entende-se por "animais" os domésticos e os de criação. [E] 231.3 Contacto indirecto (826-03-06) Contacto de pessoas ou de animais com massas que fiquem em tensão em consequência de um defeito de isolamento. Nota: No âmbito das presentes Regras Técnicas, entende-se por "animais" os domésticos e os de criação. [E] 231.4 Corrente de choque (826-03-07) Corrente que atravessa o corpo humano ou o corpo de um animal e que apresente características susceptíveis de provocar efeitos fisiopatológicos. Nota: A corrente que é susceptível de provocar um choque eléctrico depende das circunstâncias e dos indivíduos. 232 Condutores, partes activas e massas 232.1 Condutor activo Condutor afecto à transmissão da energia eléctrica, incluindo o condutor neutro em corrente alternada e o condutor de equilíbrio em corrente contínua. [E] 232.2 Condutor neutro (Símbolo N) (826-01-03) Condutor ligado ao ponto neutro de uma rede e podendo contribuir para o transporte da energia eléctrica. Nota: De acordo com o VEI (Capítulo 601), o "ponto neutro de um sistema polifásico" é, num posto eléctrico, o ponto comum dos enrolamentos de um transformador, utilizável para ligação à terra. [E] 232.3 Condutor PEN (826-04-06)(4) Condutor ligado à terra e que tem, simultaneamente, as funções de condutor de protecção e de condutor neutro. ________________________ ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 27 - PARTE 5 / Secção 51 (4) - A designação PEN resulta da combinação dos dois símbolos PE, relativo ao condutor de protecção, e N, relativo ao condutor neutro. Em certos casos e em condições especificadas, as funções podem estar combinadas num único condutor, designado por PEN. O condutor PEN é usado no esquema TN-C. Salvo indicação contrária nas presentes Regras Técnicas (veja-se, nomeadamente, as secções 413.1 e 543.1), o condutor PEN é considerado como sendo um condutor de protecção. [E] 232.4 Parte activa (826-03-01)(5) Condutor ou parte condutora destinada a estar em tensão em serviço normal, incluindo o condutor neutro mas excluindo, por convenção, o condutor PEN. [I] 232.5 Parte activa perigosa (826-03-15) Parte activa que pode, em certas condições de influências externas, provocar um choque eléctrico. Nota: Na secção 41 são indicadas as condições em que as partes activas podem ser consideradas perigosas. [E] 232.6 Partes simultaneamente acessíveis (826-03-10) Condutores ou partes condutoras que podem ser tocadas, simultaneamente, por uma pessoa ou por animais. Nota: No âmbito da protecção contra os contactos directos, uma parte activa pode ser simultaneamente acessível com: uma outra parte activa; uma massa; um elemento condutor; um condutor de protecção. No âmbito da protecção contra os contactos indirectos, podem-se considerar partes simultaneamente acessíveis: massas; elementos condutores; condutores de protecção; eléctrodos de terra. Por "tocar", entende-se um contacto com uma parte do corpo como, por exemplo, a mão, o pé, a cabeça e as costas. 232.7 Parte intermédia Parte condutora inacessível, que está fora de tensão em serviço normal, mas que pode ficar em tensão em caso de defeito. Nota: São partes intermédias, entre outras, as partes condutoras dos equipamentos da classe II que estejam isoladas das partes activas por meio de um isolamento principal. [E] 232.8 Massa (826-03-02) Parte condutora de um equipamento eléctrico susceptível de ser tocada, em regra, isolada das partes activas mas podendo ficar em tensão em caso de defeito (6). _________________________ (5) - O termo "parte activa" não implica necessariamente um risco de choque eléctrico. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 28 - PARTE 5 / Secção 51 (6) - Não se consideram como massas, as partes condutoras dos equipamentos que apenas possam ficar em tensão por meio de massas, em caso de defeito . Nota: Este termo abrange, essencialmente, as partes metálicas dos equipamentos eléctricos que estejam separadas das partes activas apenas por um isolamento principal (veja-se 236.2), mas que podem ficar, acidentalmente, em ligação eléctrica com partes activas em consequência de uma falha do isolamento principal ou das medidas de fixação e de protecção. Assim: a) são consideradas massas as partes metálicas acessíveis dos equipamentos eléctricos (excepto as dos da classe II - veja-se 237.3), as armaduras metálicas dos cabos e as condutas metálicas, com condutores isolados; b) não são consideradas massas todas as partes metálicas dos equipamentos eléctricos da classe II. [E] 232.9 Elemento condutor (estranho à instalação eléctrica) (826-03-03) Elemento susceptível de introduzir um potencial, em regra o da terra, e que não faz parte da instalação eléctrica. Nota: Podem ser considerados como elementos condutores: a) os elementos metálicos usados na construção dos edifícios; b) as canalizações metálicas de gás, de água, de aquecimento, etc., e os equipamentos não eléctricos que lhes estejam ligados (aquecedores, fogões, lava louças metálicos, etc.); c) os pavimentos, as paredes e os demais elementos da construção, não isolantes (veja-se 235.2). 233 Defeitos 233.1 Defeito Falha do isolamento de uma parte activa que produza uma redução do nível de isolamento e que possa provocar uma ligação acidental entre dois pontos a potenciais diferentes. Nota: Um defeito pode ser franco ou impedante. Um defeito franco entre condutores activos é um curto-circuito. 233.2 Impedância da malha defeito Impedância total que é apresentada à passagem da corrente em consequência de um defeito. Nota: Para cada caso, é necessário especificar a natureza da impedância da malha de defeito, por exemplo, a impedância da malha de defeito à terra (no caso de um defeito entre uma parte activa e a terra) ou a impedância da malha de defeito fase-neutro (no caso de um defeito entre um condutor de fase e o condutor neutro). 233.3 Corrente de defeito Corrente resultante de um defeito do isolamento ou de um contornamento do isolamento. 233.4 Corrente de defeito à terra Corrente de defeito que se escoa para a terra. [E] 233.5 Corrente de fuga (numa instalação) (826-03-08) Corrente que, na ausência de defeito, se escoa para a terra ou para elementos condutores. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 29 - PARTE 5 / Secção 51 Nota: Esta corrente pode ter uma componente capacitiva, incluindo a que resulta da utilização de condensadores. [E] 233.6 Corrente diferencial-residual (826-03-09) Corrente residual Soma algébrica dos valores instantâneos das correntes que percorrem todos os condutores activos de um circuito num dado ponto da instalação eléctrica. Nota: Nas presentes Regras Técnicas é utilizada a terminologia “corrente diferencial” em substituição do primeiro primeiro termo indicado, por ser de urilização corente nas instalações eléctricas. 234 Tensões [I] 234.1 Tensão de defeito Tensão que, em caso de defeito do isolamento, aparece entre uma massa e um eléctrodo de terra de referência (isto é, um ponto cujo potencial não é modificado pela passagem da corrente de defeito correspondente). [E] 234.2 Tensão de contacto (826-02-02) Tensão que, em caso de defeito do isolamento, aparece entre partes simultaneamente acessíveis. [E] 234.3 Tensão de contacto presumida (826-02-03) Tensão de contacto mais elevada susceptível de aparecer numa instalação eléctrica em caso de um defeito de impedância desprezável(7). [E] 234.4 Tensão limite convencional de contacto (símbolo UL) (826-02-04) Valor máximo da tensão de contacto que é admissível poder manter-se indefinidamente em condições especificadas de influências externas. Nota: Em certos textos regulamentares, esta tensão é designada por "tensão limite de segurança". [I] 234.5 Tensão de passo (símbolo Up) (195-05-12) Tensão entre dois pontos à superfície da Terra, distanciados de 1 m. Nota: A distância de 1 m é considerada como o comprimento da passada larga de uma pessoa. 235 Diversos [E] 235.1 Volume de acessibilidade (a contactos) (826-03-11) Volume situado em volta de qualquer ponto da superfície onde possam estar ou circular habitualmente pessoas e limitado pela superfície que uma pessoa pode, sem meios especiais, alcançar com a mão em todas as direcções. Nota: Por convenção, este volume está limitado pelas distâncias indicadas na Fig. 23GA. Nos locais onde se manipulam habitualmente objectos condutores de dimensões apreciáveis ou compridos e não isolados, as distâncias indicadas devem ser aumentadas em conformidade (veja--se 412.4 ). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 30 - PARTE 5 / Secção 51 ______________________ (7) - Por convenção, este termo só é usado no âmbito da protecção contra os contactos indirectos. Em certos casos, o valor da tensão de contacto pode ser influenciado, nomeadamente, pela impedância da pessoa em contacto com as partes acessíveis. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 31 - PARTE 5 / Secção 51 Figura 23GA - Volume de acessibilidade (a contactos) 235.2 Pavimentos e paredes isolantes Os pavimentos, as paredes e demais elementos da construção dos edifícios podem ser considerados isolantes quando a sua resistência eléctrica for suficientemente elevada para limitar a corrente de defeito que eles possam transmitir a um valor não perigoso. Nota: A resistência, medida nas condições indicadas na secção 612.5 , não deve ser inferior a: a) 50 000 Ω, para tensões nominais não superiores a 500 V (300 V em relação à terra); b) 100 000 Ω, para tensões nominais superiores a 500 V (300 V em relação à terra). Em regra, são considerados isolantes os pavimentos de tacos de madeira, os revestidos com alcatifas, com plástico ou com linóleo. Os pavimentos de betão ou revestidos com ladrilhos, bem como todos os revestimentos metálicos, não são considerados isolantes. Em certos locais, pode existir uma malha metálica ligada à terra e colocada sob a alcatifa, para limitar os efeitos da electricidade estática. A presença dessa malha pode reduzir a resistência eléctrica do pavimento a um valor inferior ao que permitiria considerá-lo como sendo isolante. [I] 235.3 Protecção por limitação da corrente permanente ou da carga eléctrica (826-03-16) Protecção contra os choques eléctricos garantida pela concepção dos circuitos ou dos equipamentos por forma a que a corrente e a carga sejam, em condições normais ou de defeito, limitadas a um valor não considerado perigoso. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 32 - PARTE 5 / Secção 51 Nota: Na secção 411.2 estão indicadas essas condições. [I] 235.4 Invólucro (826-03-12) Elemento que garante a protecção dos equipamentos contra certas influências externas e, em todas as direcções, a protecção contra os contactos directos. [E] 235.5 Barreira (826-03-13) Elemento que garante a protecção contra os contactos directos em todas as direcções habituais de acesso. [E] 235.6 Obstáculo (826-03-14) Elemento que impede um contacto directo fortuito mas que não se opõe a uma acção deliberada. 236 Isolamentos 236.1 Isolamento Conjunto de isolantes que entram na construção de um equipamento, destinado a isolar as partes activas ou grandeza que caracteriza um equipamento ou uma instalação quanto ao seu isolamento. Nota: O termo "isolação" designa a acção de isolar. Certos textos internacionais distinguem "isolamento" (grandeza que caracteriza um equipamento ou uma instalação quanto ao seu isolamento) de "isolação" (conjunto de isolantes que entram na construção de um equipamento, destinado a isolar as partes activas). Por ser prática corrente usa-se, nas presentes Regras Técnicas, apenas, o termo "isolamento" para designar estes dois conceitos. [I] 236.2 Isolamento principal (826-03-17) Isolamento das partes activas cuja falha pode provocar um risco de choque eléctrico(8). [I] 236.3 Isolamento suplementar (826-03-18) Isolamento independente, previsto para além do isolamento principal, com vista a garantir a protecção contra os choques eléctricos em caso de falha do isolamento principal. [I] 236.4 Duplo isolamento (826-03-19) Isolamento constituído, simultaneamente, por um isolamento principal e por um isolamento suplementar. [I] 236.5 Isolamento reforçado (826-03-20) Isolamento das partes activas que garante uma protecção contra os choques eléctricos não inferior ao conferido por um duplo isolamento(9). ________________________ (8) - O isolamento principal não deve ser confundido com o isolamento exclusivamente utilizado para fins funcionais. (9) - Esta definição não significa que este isolamento seja feito por meio de uma peça homogénea, podendo ser constituído por diversas camadas que não possam ser ensaiadas separadamente como isolamento principal ou como isolamento suplementar. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 33 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 236.6 Impedância de protecção Componente ou conjunto de componentes, de impedância, de construção e fiabilidade tais que possam ser ligados entre as partes activas (ou partes susceptíveis de ficarem em tensão em caso de defeito) e as partes condutoras acessíveis e destinados a limitar o risco de choque eléctrico a um nível pelo menos igual ao conferido por uma duplo isolamento. Nota: A utilização de uma impedância de protecção corresponde à medida de protecção por limitação da corrente e da energia de descarga e destina-se a evitar que as pessoas sejam submetidas a correntes e a quantidades de electricidade que possam ser perigosas. Esta medida de protecção aplica-se, nomeadamente, às partes acessíveis dos equipamentos eléctricos ligadas a condensadores ou separadas das partes activas por meio de uma impedância de protecção. A determinação dos diferentes níveis é baseada na Norma IEC 60479 (secções 2 e 6). 236.7 Nível de isolamento de uma instalação Tensão suportável à frequência industrial do elemento mais fraco de uma instalação. Nota: A tensão suportável à frequência industrial considera-se igual à tensão do ensaio dieléctrico fixada para os equipamentos. O nível de isolamento não deve ser confundido com a resistência de isolamento definida na secção 612.3. 237 Classificação dos equipamentos relativamente à protecção contra os choques eléctricos Nota: Os números relativos às classes a seguir definidas servem apenas para indicar como a segurança é obtida e não para caracterizar o nível de segurança dos equipamentos, sendo a respectiva classe indicada pelo fabricante. [E] 237.1 Equipamento da classe 0 Equipamento em que a protecção contra os choques eléctricos é garantida, apenas, pelo isolamento principal. Para os equipamentos da classe 0 não é prevista qualquer medida para a ligação das eventuais partes condutoras acessíveis a um condutor de protecção que faça parte das canalizações fixas da instalação. A protecção, em caso de defeito do isolamento principal, é garantida pelas características do local onde o equipamento se encontrar instalado. Nota: Os equipamentos da classe 0 ou os da classe I podem ter elementos com duplo isolamento ou com Isolamento reforçado. [E] 237.2 Equipamento da classe I Equipamento em que a protecção contra os choques eléctricos não é garantida, apenas, pelo isolamento principal. Para os equipamentos da classe I é prevista uma medida de segurança complementar, por meio da ligação das partes condutoras acessíveis a um condutor de protecção ligado à terra e que faça parte das canalizações fixas, por forma a que as partes condutoras acessíveis não possam tornar-se perigosas em caso de defeito do isolamento principal(10). Nota: As regras essenciais da classe I consistem na realização da equipotencialidade entre todas as massas e o terminal que permite ligar o equipamento ao condutor de protecção da instalação. ________________________ ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 34 - PARTE 5 / Secção 51 (10) - Nos aparelhos destinados a serem ligados por meio de um cabo flexível, os meios referidos incluem um condutor de protecção que faz parte integrante desse cabo. [E] 237.3 Equipamento da classe II Equipamento em que a protecção contra os choques eléctricos não é garantida, apenas, pelo isolamento principal. Para os equipamentos da classe II são previstas medidas complementares de segurança, tais como o duplo isolamento ou o isolamento reforçado. Estas medidas não incluem meios de ligação à terra de protecção e não dependem das condições de instalação(11). Nota: A classe II garante, por si só, a sua própria segurança e não necessita de qualquer outra medida para garantir a protecção contra os contactos indirectos, isto é, os equipamentos são concebidos por forma a que qualquer defeito entre as partes activas e as partes acessíveis seja improvável. Assim, um equipamento da classe II deve ter propriedades tais que não seja susceptível de, nas condições de utilização previstas, ocorrer um defeito nesse equipamento que possa originar a propagação de um potencial perigoso para a sua superfície exterior. Podemos distinguir os dois tipos de equipamentos da classe II a seguir indicados (que são equivalentes em termos de segurança e, consequentemente, em termos de protecção contra os contactos indirectos): a) equipamentos de duplo isolamento ou de isolamento reforçado (como é o caso de alguns aparelhos electrodomésticos, de algumas ferramentas portáteis, de pequenos transformadores, de algumas luminárias, etc.) e reconhecidos como tal nas respectivas Normas. b) equipamentos dotados de medidas construtivas que lhes garantam uma protecção equivalente, as quais devem ser definidas e explicitadas para cada um dos equipamentos nas respectivas Normas (incluemse nesta categoria os aparelhos electrónicos, os cabos, etc.). [E] 237.4 Equipamento da classe III Equipamento em que a protecção contra os choques eléctricos é garantida por meio de uma alimentação à tensão reduzida de segurança (TRS) ou à tensão reduzida de protecção (TRP) e no qual não são originadas tensões superiores às do limite do domínio I(12). ________________________ (11) - Em certos casos especiais, como por exemplo, nos terminais de entrada de sinal dos equipamentos electrónicos, pode ser usada uma impedância de protecção num equipamento da classe II (quando necessária) desde que esta não cause redução do nível de segurança. Um equipamento da classe II pode dispor de meios para garantir a continuidade dos circuitos de protecção, desde que esses meios façam parte integrante do equipamento e sejam isolados das superfícies acessíveis de acordo com as exigências da classe II. Em certos casos, pode ser necessário distinguir entre os equipamentos da classe II "totalmente isolados" e os "com invólucro metálico". Um equipamento da classe II "com invólucro metálico" só pode apresentar um dispositivo de ligação do invólucro a um condutor de equipotencialidade se essa necessidade for reconhecida na respectiva Norma. Um equipamento da classe II só pode dispor de um dispositivo de ligação à terra para fins funcionais (distinto do destinado à ligação à terra para fins de protecção) se essa necessidade for reconhecida na respectiva Norma. Uma ligação à terra para fins funcionais não é incompatível com o nível de segurança da classe II se todas as condições fixadas para essa classe forem cumpridas, como é o caso de algumas aplicações electrónicas, médicas, informáticas, descarregadores de sobretensões, etc. (12) - Um aparelho da classe III não deve possuir terminal de ligação à terra de protecção (ligador de massa). Um equipamento da classe III com invólucro metálico só pode apresentar dispositivos de ligação deste a um condutor de equipotencialidade se essa necessidade for reconhecida na respectiva Norma. Um equipamento ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 35 - PARTE 5 / Secção 51 da classe III só pode dispor de um dispositivo de ligação à terra para fins funcionais (distinto do destinado à ligação à terra para fins de protecção) se essa necessidade for reconhecida na respectiva Norma. Nota: A classe III é caracterizada pelo facto de não dever aparecer, no equipamento, qualquer tensão superior ao limite da tensão reduzida, pelo que deve ser exclusivamente alimentado por uma fonte de tensão reduzida de segurança (TRS) e não deve possuir nenhum dispositivo interno susceptível de gerar uma tensão superior. Assim, um equipamento alimentado a uma tensão reduzida e que produza, ainda que internamente, tensões superiores não pode ser considerado como sendo da classe III, devendo pertencer a uma das outras classes (0, I ou II), como é o caso de um receptor de televisão alimentado a uma tensão reduzida por meio de uma bateria. 24 LIGAÇÕES À TERRA 241 Termos gerais [E] 241.0 Terra (826-04-01) Massa condutora da Terra, cujo potencial eléctrico é, em cada ponto, considerado, por convenção, igual a zero. [E] 241.1 Condutor de protecção (Símbolo PE) (826-04-05) Condutor prescrito em certas medidas de protecção contra os choques eléctricos e destinado a ligar electricamente algumas das partes seguintes: a) massas; b) elementos condutores; c) terminal principal de terra; d) eléctrodo de terra; e) ponto de alimentação ligado à terra ou a um ponto neutro artificial. Nota: Um condutor de protecção pode ser comum a mais do que um circuito. 241.2 Condutor principal de protecção Condutor de protecção ao qual são ligados os condutores de protecção das massas, os condutores de terra e, eventualmente, os condutores das ligações equipotenciais (veja-se 244.1). Nota: A verificação se dois eléctrodos de terra são electricamente distintos por serfeita por meio da medição indicada na secção 612.6.2. [E] 241.3 Condutor de terra (826-04-07) Condutor de protecção que permite ligar o terminal principal de terra ao eléctrodo de terra. Nota: As partes não isoladas dos condutores de terra enterrados no solo são consideradas parte integrante do eléctrodo de terra. 241.4 Condutor de ligação do neutro à terra ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 36 - PARTE 5 / Secção 51 Condutor que permite ligar um ponto do condutor neutro a um eléctrodo de terra. 242 Eléctrodos de terra [E] 242.1 Eléctrodo de terra (826-04-02) Corpo condutor ou conjunto de corpos condutores em contacto íntimo com o solo, garantindo uma ligação eléctrica com este. Nota: Os eléctrodos de terra podem ser especialmente concebidos para o efeito (“Eléctrodos de terra”) ou serem formados pelas estruturas metálicas enterradas (“Eléctrodos de terra de facto”). Na vizinhança de um eléctrodo de terra, o potencial pode não ser nulo. [E] 242.2 Eléctrodos de terra electricamente distintos (826-04-04) Eléctrodos de terra independentes Eléctrodos de terra suficientemente afastados uns dos outros para que a corrente máxima susceptível de ser escoada por um deles não modifique, de forma significativa, o potencial dos outros. 243 Diversos 243.1 Instalação de ligação à terra Conjunto de um ou de vários eléctrodos de terra interligados e dos condutores de protecção e de terra correspondentes. [E] 243.2 Terminal principal de terra (826-04-08) Barra principal de terra Terminal ou barra previstos para ligação aos dispositivos de ligação à terra dos condutores de protecção, incluindo os condutores de equipotencialidade e, eventualmente, os condutores que garantem uma ligação à terra funcional. [E] 243.3 Resistência global de terra (826-04-03) Resistência entre o terminal principal de terra e a terra. 244 Ligações equipotenciais [E] 244.1 Ligação equipotencial (826-04-09) Ligação eléctrica destinada a colocar ao mesmo potencial, ou a potenciais aproximadamente iguais, massas e elementos condutores. Nota: Podem distinguir-se: a) a ligação equipotencial principal (veja-se 413.1.2.1); b) as ligações equipotenciais suplementares (veja-se 413.1.2.2); c) as ligações equipotenciais locais não ligadas à terra (veja-se 413.4). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 37 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 244.2 Condutor de equipotencialidade (826-04-10) Condutor de protecção que garante uma ligação equipotencial. 25 CIRCUITOS ELÉCTRICOS 251 Termos gerais [E] 251.1 Circuito (eléctrico) (de uma instalação) (826-05-01) Conjunto dos equipamentos eléctricos de uma instalação alimentados a partir da mesma origem e protegidos contra as sobreintensidades pelo ou pelos mesmos dispositivos de protecção. Nota: Um circuito inclui a canalização e a aparelhagem que lhe está associada. [E] 251.2. Circuito de distribuição (de edifícios) (826-05-02) Circuito que alimenta um quadro de distribuição. [E] 251.3 Circuito final (de edifícios) (826-05-03) Circuito ligado directamente a aparelhos de utilização ou a tomadas. Nota: Os limites (a jusante) dos circuitos finais são os indicados na secção 142. 251.4 Protecção eléctrica contra as sobreintensidades Protecção eléctrica destinada a evitar que os equipamentos eléctricos sejam percorridos por correntes que lhes sejam prejudiciais ou que prejudiquem o meio envolvente e que inclui: a) a detecção de sobreintensidades; b) o corte em carga do circuito. Nota: De acordo com a natureza dos dispositivos de protecção, as funções de detecção das sobreintensidades e de corte da corrente podem ser realizadas pelo mesmo dispositivo (por exemplo, disjuntores) ou por dispositivos distintos (por exemplo, relés e contactores). [E] 251.5 Detecção de sobreintensidades Função destinada a constatar que a corrente no ou nos condutores em causa ultrapassou um valor pré-determinado num tempo especificado. 251.6 Quadro Conjunto de equipamentos, convenientemente agrupados, incluindo as suas ligações, estruturas de suporte e invólucro, destinado a proteger, a comandar ou a controlar instalações eléctricas. Nota: Nas presentes Regras Técnicas é usado também o termo “conjunto de aparelhagem” com o mesmo significado que o indicado para “quadro”, por ser esse o termo usado na Norma relativa a estes equipamentos (EN 60 439). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 38 - PARTE 5 / Secção 51 Embora algumas Normas usem o termo “quadro” para designar o invólucro (quadro não equipado); para efeitos de aplicação das presentes Regras Técnicas o termo “quadro” inclui o equipamento. 252 Correntes [E] 252.1 Corrente de serviço (de um circuito) (826-05-04) Corrente destinada a ser transportada por um circuito em serviço normal. Nota: Em regime permanente, a corrente de serviço é a corrente correspondente à maior potência transportada pelo circuito em serviço normal, tendo em conta os factores de simultaneidade. Em regime variável, considera-se que a corrente de serviço é a corrente termicamente equivalente (designada simbolicamente por IB) que, em regime permanente, conduziria os elementos do circuito à mesma temperatura. [E] 252.2 Corrente (permanente) admissível (de um condutor) (826-05-05) Valor máximo da corrente que pode percorrer, em permanência, um condutor em dadas condições sem que a sua temperatura, em regime permanente, ultrapasse um valor especificado. Nota: Para os condutores, a corrente admissível (designada simbolicamente por IZ), é considerada como corrente estipulada. [E] 252.3 Sobreintensidade (826-05-06) Corrente de valor superior ao da corrente estipulada. Para os condutores, a corrente estipulada é a corrente admissível. Nota: De acordo com a sua importância e o tempo de duração, uma sobreintensidade pode ter, ou não, efeitos prejudiciais. As sobreintensidades podem resultar quer de sobrecargas devidas aos aparelhos de utilização quer de defeitos, tais como os curtos-circuitos ou os defeitos à terra. [E] 252.4 Corrente de sobrecarga (de um circuito) (826-05-07) Sobreintensidade que se produz num circuito na ausência de um defeito eléctrico. [E] 252.5 Corrente de curto-circuito (franco) (826-05-08) Sobreintensidade resultante de um defeito de impedância desprezável entre condutores activos que apresentem, em serviço normal, uma diferença de potencial. 253 Dispositivos de seccionamento, de comando e de protecção Nota: Um aparelho mecânico de conexão é um dispositivo destinado a fechar e a abrir, por meio de contactos separáveis, um ou mais circuitos eléctricos. 253.1 Seccionador Aparelho mecânico de conexão que satisfaz, na posição de aberto, às regras especificadas para a função seccionamento. [E] 253.2 Interruptor (mecânico) (441-14-10) Aparelho mecânico de conexão capaz de estabelecer, de suportar e de interromper correntes nas condições normais do circuito, incluindo, eventualmente, as condições especificadas de sobrecarga ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 39 - PARTE 5 / Secção 51 em serviço. Este aparelho é ainda capaz de suportar, num tempo especificado, correntes nas condições anormais especificadas para o circuito, tais como as resultantes de um curto-circuito(13). ________________________ (13) - Um interruptor pode ser capaz de estabelecer correntes de curto-circuito mas não de as interromper. [E] 253.3 Fusível (corta-circuitos fusível) (441-18-01) Aparelho cuja função é a de interromper, por fusão de um ou mais dos seus elementos concebidos e calibrados para esse efeito, o circuito no qual está inserido, cortando a corrente quando esta ultrapassar, num tempo suficiente, um dado valor. O fusível é composto por todas as partes que constituem um aparelho completo. Nota: O fusível é composto, nomeadamente, pela base e pelo elemento de substituição. [E] 253.4 Disjuntor (441-14-20) Aparelho mecânico de conexão capaz de estabelecer, de suportar e de interromper correntes nas condições normais do circuito. Este aparelho é ainda capaz de estabelecer, de suportar num tempo especificado, e de interromper correntes em condições anormais especificadas para o circuito, tais como as correntes de curto-circuito. Nota: Um disjuntor é, em regra, previsto para funcionar pouco frequentemente, embora certos tipos de disjuntores sejam capazes de manobras frequentes. [E] 253.5 Contactor (mecânico) (441-14-33) Aparelho mecânico de ligação com uma única posição de repouso, comandado por um processo que não seja o manual, capaz de estabelecer, de suportar e de interromper correntes nas condições normais do circuito, incluindo as condições de sobrecarga em serviço(14). Nota: Um contactor é um aparelho previsto, em regra, para funcionar frequentemente, podendo ser igualmente capaz de estabelecer e de interromper correntes de curto-circuito. Um contactor tem, na posição de repouso, os contactos principais abertos. Designa-se por discontactor uma combinação, num único aparelho, realizada pelo fabricante ou segundo as suas instruções, de um contactor e de um relé de protecção destinado a provocar a abertura automática do contactor em condições pré-determinadas (por exemplo, um discontactor, composto por um contactor e por um relé de protecção contra sobrecargas, constitui um arrancador directo de um motor). 253.6 Dispositivo sensível à corrente diferencial-residual (abreviadamente, dispositivo diferencial) Aparelho mecânico, ou associação de aparelhos, destinados a provocar a abertura dos contactos quando a corrente diferencial-residual atingir, em condições especificadas, um dado valor. Nota: Os dispositivos diferenciais podem ser interruptores diferenciais ou disjuntores diferenciais, consoante correspondam às definições 253.2 ou 253.4, ou uma combinação de diversos elementos separados, concebidos para detectar e medir a corrente diferencial-residual e para estabelecer ou interromper a corrente. 253.7 Aparelho de conexão, de comando e de protecção auto-coordenados (ACCPA) Aparelho de conexão que possui, integrados, todos os dispositivos necessários para garantir, de uma forma coordenada: a) o comando; b) a protecção contra as sobrecargas; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 40 - PARTE 5 / Secção 51 c) a protecção contra os curtos-circuitos. ________________________ (14) - Os contactores podem ser designados de acordo com a forma como é fornecido o esforço necessário ao fecho dos contactos principais. Nota: O ACCPA é capaz de estabelecer, de suportar e de interromper correntes em condições normais do circuito, incluindo condições de sobrecarga em serviço. Este aparelho é ainda capaz de estabelecer, de suportar, num tempo especificado, e de interromper correntes em condições anormais especificadas do circuito, tais como as de um curto-circuito, e satisfaz a ensaios que incluem sequências mistas destas funções. Este aparelho pode ser de comando automático ou de comando automático e manual, com abertura automática em caso de sobreintensidade. 254 Características dos dispositivos de protecção [E] 254.1. Corrente estipulada Valor da corrente a partir do qual são determinadas as condições de funcionamento do dispositivo de protecção. Nota: Para efeito da aplicação das regras de protecção contra as sobreintensidades, a "corrente de regulação" é considerada como sendo a corrente estipulada dos dispositivos de protecção reguláveis. Os dispositivos diferenciais apresentam duas correntes estipuladas, designadas por In e I∆n. [E] 254.2 Corrente convencional de não funcionamento (de um dispositivo de protecção) (Inf) (826-05-09) Valor especificado da corrente que pode ser suportada por um dispositivo de protecção num tempo especificado (denominado tempo convencional) sem provocar o seu funcionamento. [E] 254.2A Corrente convencional de funcionamento (de um dispositivo de protecção) Valor especificado da corrente que provoca o funcionamento do dispositivo de protecção antes do final de um tempo especificado, denominado tempo convencional. Nota: Para os fusíveis, esta corrente designa-se por "corrente convencional de fusão" e, para os disjuntores, por "corrente convencional de disparo". A corrente convencional de funcionamento, designada por I2, é superior à corrente estipulada (ou à de regulação) e o tempo convencional varia de acordo com o tipo e a corrente estipulada do dispositivo de protecção. [E] 254.3 Poder de corte Valor da corrente que o dispositivo de protecção é capaz de cortar a uma dada tensão especificada e em condições prescritas de emprego e de funcionamento. 26 CANALIZAÇÕES 261 Termos gerais [E] 261.1 Condutor isolado (461-04-04) Conjunto constituído pela alma condutora, pelo invólucro isolante e pelos eventuais ecrãs (blindagens). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 41 - PARTE 5 / Secção 51 Nota: Por convenção, sempre que nas presentes Regras Técnicas se faça referência a um condutor, este termo designa um condutor isolado, sendo a referência a condutores nus feita de forma explícita. Este termo tanto se aplica aos condutores constituintes de um cabo como aos condutores utilizados separadamente. [E] 261.2 Cabo (isolado) (461-06-01) Conjunto constituído por: a) um ou mais condutores isolados; b) o seu eventual revestimento individual; c) o ou os eventuais revestimentos de protecção; d) eventualmente, um ou mais condutores não isolados. [E] 261.3 Cabo monocondutor (461-06-02) Cabo unipolar Cabo com um único condutor isolado(15). [E] 261.4 Cabo multicondutor (461-06-03) Cabo multipolar (461-06-04) Cabo com mais do que uma alma condutora, algumas das quais eventualmente não isoladas(16). 261.5 Bainha (de um cabo) (461-05-03) Revestimento tubular contínuo e uniforme, em material metálico ou não e, em regra, exturdido. [E] 261.6 Canalização (826-06-01) Conjunto constituído por um ou mais condutores eléctricos e pelos elementos que garantem a sua fixação e, em regra, a sua protecção mecânica. 261.7 Ligação Termo geral que designa todas as ligações eléctricas destinadas a garantir a continuidade entre dois ou mais sistemas condutores (condutores, elementos condutores, equipamento eléctrico, aparelhagem, etc.). Nota: Certos textos internacionais utilizam o termo "conexão" também com este significado. Exemplos de ligações: . Junção (261.8) .Derivação simples (261.9) . Derivações múltiplas (261.9) O ponto de derivação D pode ser um ponto intermédio do condutor principal ou uma das suas extremidades, no caso de vários condutores derivados. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 42 - PARTE 5 / Secção 51 __________________________ (15) - O termo cabo unipolar é habitualmente usado para designar o cabo de uma das fase de um sistema polifásico. (16) - O termo cabo multipolar é habitualmente usado para designar o cabo contendo as fases de um sistema polifásico (por exemplo, cabo tripolar). 261.8 Junção Ligação entre duas extremidades de condutores. 261.9 Derivação Ligação entre um ou mais condutores, designados por "condutores derivados", e um ponto de um outro condutor, designado por "condutor principal". 262 Modos de instalação Nota: Os números indicados entre parêntesis nas definições 262.1 a 263.8 (Refª **) correspondem aos dos modos de instalação indicados na parte 5 das presentes Regras Técnicas. 262.1 Canalização fixa a superfícies de apoio Canalização instalada sobre uma superfície de apoio (parede, tecto, divisória, pavimento, etc.), ou na sua proximidade imediata, constituindo, essa superfície, um meio de fixação e, eventualmente, de protecção. [I] 262.2 Caleira (Refª 41, 42, 43) (826-06-05) Espaço para alojamento de canalizações, localizado no pavimento ou no solo, aberto, ventilado ou fechado, com dimensões que não permitam a circulação de pessoas mas no qual as canalizações instaladas sejam acessíveis em todo o seu percurso durante e após a instalação(17). Nota: Os valores das correntes admissíveis nos condutores dependem do modo como as caleiras estejam instaladas, isto é, sejam abertas ou fechadas (veja-se 523). [I] 262.3 Caminho de cabos (Refª 12, 13) (826-06-07) Suporte constituído por uma base contínua, dotada de abas e sem tampa(18). Nota: Para efeitos de determinação da corrente admissível, um caminho de cabos munido de uma tampa na altura da sua instalação é considerado como sendo uma conduta (veja-se a definição 262.5). 262.4 (disponível) [I] 262.5 Conduta (termo geral) (Refª 1, 2, 3, 4, 5, 22, 23, 24) (826-06-03) Tubo (conduta de secção circular) Invólucro fechado, de secção recta circular ou não, destinado à instalação ou à substituição de condutores isolados ou de cabos por enfiamento nas instalações eléctricas. Nota: Quando, nas presentes Regras Técnicas, se fizer referência a condutas, este conceito inclui os tubos, isto é, as condutas de secção circular. As condições de utilização das condutas não circulares são análogas às dos tubos , podendo aquelas ser compartimentadas. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 43 - PARTE 5 / Secção 51 262.6 Travessia ________________________ (17) - Uma caleira pode estar, ou não, integrada na construção do edifício. (18) - Um caminho de cabos pode ser, ou não, perfurado. Elemento que envolve uma canalização e lhe confere uma protecção complementar na passagem de canalizações através de elementos de construção (paredes, tectos, divisórias, pavimentos, etc.). 262.7 Ducto Espaço fechado para alojamento de canalizações, não situado no pavimento ou no solo, com dimensões que não permitam a circulação de pessoas mas no qual as canalizações instaladas sejam acessíveis em todo o seu percurso. Nota: Um ducto, que pode estar, ou não, incorporado na construção do edifício, pode ser horizontal, vertical ou inclinado. [I] 262.8 Galeria (826-06-06) Compartimento ou corredor, contendo suportes ou espaços fechados apropriados para canalizações e suas ligações e cujas dimensões permitem a livre circulação de pessoas em todo o seu percurso. [I] 262.9 Calha (coberta) (Refª 31 a 34) (826-02-04) Invólucro fechado por tampa, que garante uma protecção mecânica aos condutores isolados ou aos cabos, os quais são instalados ou retirados por processo que não inclua o enfiamento, e que permite a adaptação de equipamentos eléctricos. Nota: Uma calha pode ter, ou não, separadores e designa-se, conforme as suas dimensões e instalação, por rodapé, por prumo ou por arquitrave. 263 Diversos [I] 263.1 Consolas (Refª 14) (826-06-09) Suportes horizontais para cabos, fixos numa das suas extremidades, dispostos espaçadamente e sobre os quais os cabos assentam. Nota: Em regra, este modo de instalação é usado nas caleiras, a fim de evitar o contacto dos cabos com o fundo destas. 263.2 (disponível) 263.3 Roço Abertura longa e estreita, feita num elemento da construção (parede, tecto ou pavimento) para instalação de condutas ou de certos tipos de canalizações e tapada após a instalação destes. 263.4 Vala (ou trincheira) Abertura feita no terreno para colocação de cabos e tapada após a instalação destes. [I] 263.5 Oco da construção (Refª 21, 22, 23) (826-06-02) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 44 - PARTE 5 / Secção 51 Espaço existente na estrutura ou nos elementos da construção de um edifício e acessível apenas em certas zonas(19). ___________________________ (19) - São exemplos de ocos da construção os espaços dentro de paredes, de lajes, de tectos e de certos tipos de aros de janelas ou de portas. Os ocos da construção executados para o efeito designam-se por "alvéolos". Nota: Um oco da construção só pode ser usado para a passagem de canalizações se tiver uma secção tal que os cabos ou as condutas possam penetrar livremente. A menor das dimensões transversais em todo o percurso de um oco da construção não deve ser inferior a 20 mm. Os espaços ocos, utilizáveis para passagem de canalizações eléctricas, podem ser constituídos: a) por vazios constituídos por elementos pré-fabricados, de secção recta circular, rectangular ou outra, quando a justaposição destes elementos seja feita por forma a garantir e regularidade da superfície interior dos referidos elementos (os tijolos furados constituem um exemplo de elementos da construção que não garantem, em regra, a regularidade da superfície dos vazios); b) por espaços compreendidos entre duas superfícies de paredes duplas, tectos falsos ou outros, desde que não tenham menos de 20 mm na sua menor dimensão; c) por vazios de forma, natureza e dimensões adequadas, existentes em qualquer elemento de uma construção. Os sótãos ou dependências semelhantes onde se possa circular facilmente não são considerados como ocos da construção. [I] 263.6 Escada (para cabos) (Refª 16) (826-06-08) Suporte para cabos, constituído por travessas horizontais espaçadas, fixas rigidamente a montantes principais. [I] 263.7 Braçadeiras (Refª 15) (826-06-11) Cerra-cabos Suportes dispostos espaçadamente e que fixam, mecanicamente, um cabo ou uma conduta. [I] 263.8 Canalização pré-fabricada Conjunto montado em fábrica contendo, numa conduta ou num invólucro, barras condutoras separadas e suportadas por elementos isolantes. Nota: Uma canalização pré-fabricada é composta por aparelhagem e por elementos que podem ter, ou não, dispositivos de derivação. O termo "barra condutora" aplica-se quaisquer que sejam a forma geométrica e as dimensões do condutor. 27 EQUIPAMENTOS 270 Termos gerais [E] 270.1 Equipamento eléctrico (826-07-01) Material eléctrico (desaconselhável, neste sentido) Equipamento usado na produção, na transformação, na distribuição ou na utilização da energia eléctrica, como por exemplo, motores, transformadores, aparelhagem, aparelhos de medição, dispositivos de protecção, elementos constituintes de uma canalização, aparelhos de utilização, etc. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 45 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 270.2 Aparelho de utilização (826-07-02) Equipamento usado na transformação da energia eléctrica numa outra forma de energia, como por exemplo, na luminosa, na calorífica ou na mecânica. [E] 270.3 Aparelhagem (826-07-03) Equipamentos destinados a serem ligados a um circuito eléctrico com vista a garantir uma ou mais das funções de protecção, de comando, de seccionamento ou de conexão. 271 Possibilidades de deslocamento [E] 271.1 Aparelho de utilização móvel (826-07-04) Aparelho de utilização que pode ser deslocado durante o seu funcionamento ou que, mantendo-se ligado ao circuito de alimentação, pode ser facilmente deslocado. Nota: Um aparelho de utilização móvel pode deslocar-se pelos seus próprios meios ou pode ser deslocado enquanto estiver em tensão. [E] 271.2 Aparelho de utilização portátil (empunhável) (826-07-05) Aparelho de utilização móvel previsto para ser manuseado em utilização normal e em que o eventual motor faz parte integrante do aparelho. Nota: Um aparelho de utilização portátil é um aparelho cujo funcionamento exige, em regra, a acção constante da mão como suporte ou para guiamento. [E] 271.3 Aparelho de utilização fixo (826-07-06) Aparelho de utilização instalado de forma fixa ou aparelho não dotado de pega para o transporte, com uma massa tal que não seja possível deslocá-lo facilmente. Nota: Por exemplo, as Normas relativas aos electrodomésticos fixam o valor da massa referida na definição em 18 kg. [E] 271.4 Aparelho de utilização inamovível (826-07-07) Aparelho de utilização fixo de forma permanente a uma superfície de apoio (chumbado) ou fixo de outro modo num local bem determinado. 28 SECCIONAMENTO E COMANDO 281 Termos gerais [E] 281.1 Seccionamento (826-08-01) Função destinada a garantir a colocação fora de tensão de toda ou de parte de uma instalação, separando-a, por razões de segurança, das fontes de energia eléctrica. Nota: A função seccionamento contribui para garantir a segurança das pessoas que efectuam trabalhos, reparações, pesquisas de defeitos ou substituição de equipamentos. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 46 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 281.2 Desconexão para manutenção mecânica (826-08-02) Acção destinada a cortar a alimentação de energia eléctrica a um equipamento, por forma a evitar, durante a realização de trabalhos não eléctricos, os perigos que não sejam os devidos a choques ou a arcos eléctricos. Nota: Esta função destina-se a garantir o corte da alimentação eléctrica de um equipamento durante as intervenções sobre as suas partes mecânicas. [E] 281.3 Desconexão de emergência (826-08-03) Corte de emergência Acção destinada a suprimir, tão rapidamente quanto possível, os perigos que possam ocorrer de uma forma imprevista. [E] 281.4 Paragem de emergência (826-08-04) Desconexão de emergência destinada à paragem de um movimento que se tornou perigoso. [E] 281.5 Manobra funcional (826-08-05) Comando funcional Acção destinada a garantir o fecho, a abertura ou a regulação da alimentação em energia eléctrica de toda ou de parte de uma instalação para fins de funcionamento normal. 281.6 Circuito de comando Circuito utilizado para comandar a manobra de um ou de vários equipamentos. Nota: Um circuito de comando é um circuito destinado a transmitir ordens a partir de um órgão de manobra (interruptor de chave, punho, alavanca, botão de pressão, dispositivo de comando automático, etc.) ao dispositivo que garante a abertura, o fecho ou a regulação de um outro circuito. 29 COMPETÊNCIA DAS PESSOAS 291 Termos gerais [I] 291.1 Pessoa qualificada (826-09-01) Pessoa com conhecimentos técnicos ou com experiência suficiente que lhe permitam evitar os perigos que possam advir da electricidade. Nota: Esta definição equivale à condição de influência externa BA5 (veja-se 322.1). [I] 291.2 Pessoa instruída (826-09-02) Pessoa prevenida Pessoa suficientemente informada, ou vigiada por pessoas qualificadas, com vista a evitar os perigos que possam advir da electricidade. Nota: Esta definição equivale à condição de influência externa BA4 (veja-se secção 322.1). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 47 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 291.3 Pessoa comum (826-09-03) Pessoa do público Pessoa não qualificada nem instruída. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 48 - PARTE 5 / Secção 51 DETERMINAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS INSTALAÇÕES Secção 31 ALIMENTAÇÃO E ESTRUTURA DAS INSTALAÇÕES Secção 32 INFLUÊNCIAS EXTERNAS Secção 33 COMPATIBILIDADE Secção 34 MANUTIBILIDADE Secção 35 SERVIÇOS DE SEGURANÇA Secção 36 INSTALAÇÕES TEMPORÁRIAS Anexos ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 49 - PARTE 5 / Secção 51 ALIMENTAÇÃO E ESTRUTURA DAS INSTALAÇÕES Secção 311 POTÊNCIA A ALIMENTAR E FACTOR DE SIMULTANEIDADE Secção 312 TIPOS DE SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO Secção 313 ALIMENTAÇÃO Secção 314 ESTRUTURA ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 50 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE [E] 3 DETERMINAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS INSTALAÇÕES 52 [E] 300.1 Generalidades 52 31 ALIMENTAÇÃO E ESTRUTURA DAS INSTALAÇÕES 52 311 Potência a alimentar e factor de simultaneidade 52 [E] 312 Tipos de sistemas de distribuição 52 [E] 312.1 Tipos de esquemas dos condutores activos 53 [I] 312.2 Tipos de esquemas das ligações à terra 53 [I] 312.2.1 Esquema TN em corrente alternada 54 [I] 312.2.2 Esquema TT em corrente alternada 56 [I] 312.2.3 Esquema IT em corrente alternada 56 [I] 312.2.4 Esquemas em corrente contínua 57 313 Alimentação 60 313.1 Generalidades 60 313.1.1.1 Natureza da corrente 60 313.1.1.2 Tensões 61 313.1.1.3 Frequência 61 313.1.1.4 Corrente de curto-circuito presumida 61 [I] 313.2 Alimentações para serviços de segurança e alimentações de socorro 314 Estrutura 61 62 [E] 314.1 Divisão da instalação 62 [E] 314.2 Circuitos finais 62 314.3 Alimentação de um edifício por várias fontes 62 314.4 Distribuição do condutor neutro 62 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 51 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 3 DETERMINAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS INSTALAÇÕES A presente parte das Regras Técnicas destina-se, em complemento das restantes a indicar as regras a respeitar com vista a garantir a conformidade das instalações eléctricas com os princípios fundamentais enunciados na Parte 1. [E] 300.1 Generalidades Na selecção das medidas de protecção para garantir a segurança (veja-se a parte 4) e na selecção e instalação dos equipamentos (veja-se a parte 5)(1) deve ser feita uma avaliação das características da instalação a seguir mencionadas (o número indicado entre parêntesis é o da secção correspondente da presente parte das Regras Técnicas): a) a utilização prevista para a instalação, a sua estrutura global e as suas alimentações (31); b) as influências externas a que a instalação pode ficar submetida (32); c) a compatibilidade dos seus elementos constituintes (33); d) a sua manutibilidade (34). 31 ALIMENTAÇÃO E ESTRUTURA DAS INSTALAÇÕES 311 Potência a alimentar e factor de simultaneidade [E] 311.1 Para uma concepção económica e segura de uma instalação, nos limites de temperatura e de queda de tensão, é essencial a determinação da potência a alimentar. Nota: A determinação da corrente de serviço de um circuito deve ser afectada, nomeadamente, do factor de potência e do rendimento dos equipamentos de utilização (iluminação, força motriz, aquecimento, etc.), do factor de utilização dos equipamentos e do factor de simultaneidade. [E] 311.2 Na determinação da potência a alimentar de uma instalação, ou de parte de uma instalação, pode-se considerar a não simultaneidade. Nota: Os factores de simultaneidade podem ser utilizados para a determinação das correntes de serviço que condicionam a selecção das secções dos condutores das canalizações (veja-se 523) e a selecção da aparelhagem (veja-se 512.1.2). Para a obtenção destes factores deve conhecer-se, detalhadamente, a instalação em causa, bem como as suas condições de execução. [E] 312 Tipos de sistemas de distribuição Os sistemas de distribuição devem ser determinados em função dos tipos de esquemas: a) dos condutores activos; b) das ligações à terra. ________________________ ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 52 - PARTE 5 / Secção 51 (1) - Para as instalações de telecomunicação, devem ser consideradas as normas correspondentes e as publicações da Comissão Consultiva Internacional dos Telégrafos e Telefones (CCITT) e da Comissão Consultiva Internacional das Radiocomunicações (CCIR) relativas ao tipo da instalação considerada. [E] 312.1 Tipos de esquemas dos condutores activos Os esquemas dos condutores activos considerados no âmbito das presentes Regras Técnicas, são os indicados nos quadros seguintes: Corrente alternada Corrente contínua Monofásico 2 condutores 2 condutores Monofásico 3 condutores 3 condutores Bifásico 3 condutores Trifásico 3 condutores Trifásico 4 condutores Tetrafásico 5 condutores Nota: O esquema dos condutores activos deve ser seleccionado de acordo com a natureza dos equipamentos de utilização (por exemplo, aparelhos trifásicos, com ou sem neutro) e com os limites de utilização da fonte disponível (por exemplo, equilíbrio das potências nos circuitos polifásicos, limites de potência dos equipamentos monofásicos). Há que verificar os limites fixados em cada caso pelo distribuidor de energia eléctrica (por exemplo, para a potência dos motores, veja-se a secção 552.2.2). No que respeita à natureza e ao número dos condutores activos da alimentação, indicam-se, no Anexo I, os esquemas mais utilizados. [I] 312.2 Tipos de esquemas das ligações à terra Os esquemas das ligações à terra, no âmbito das presentes Regras Técnicas, são os indicados nas secções 312.2.1 a 312.2.4(2). Nota: Quando a instalação for alimentada directamente por uma rede de distribuição de baixa tensão, o esquema utilizado é, em regra, o esquema TT. ________________________ (2) - Nas figuras 31A a 31E são indicados exemplos dos esquemas mais utilizados em corrente trifásica. Nas figuras 31F a 31K são indicados exemplos dos esquemas mais utilizados em corrente contínua. Os símbolos utilizados na designação dos esquemas têm o significado seguinte: Primeira letra - Situação da alimentação em relação à terra: T - ligação directa de um ponto à terra; I - isolamento de todas as partes activas em relação à terra ou ligação de um ponto à terra por meio de uma impedância. Segunda letra - Situação das massas da instalação eléctrica em relação à terra: T - massas ligadas directamente à terra, independentemente da eventual ligação à terra de um ponto da alimentação; N - ligação eléctrica directa das massas ao ponto de alimentação ligado à terra (em corrente alternada, o ponto ligado à terra é, em regra, o ponto neutro ou, se este não for acessível, um condutor de fase). Outras letras (eventuais) - Disposição do condutor neutro e do condutor de protecção: ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 53 - PARTE 5 / Secção 51 S - função de neutro e de protecção garantidas por condutores distintos (condutor N e condutor PE); C - função de neutro e de protecção combinadas num único condutor (condutor PEN). [I] 312.2.1 Esquema TN em corrente alternada O esquema TN tem um ponto ligado directamente à terra, sendo as massas da instalação ligadas a esse ponto por meio de condutores de protecção. De acordo com a disposição do condutor neutro e do condutor de protecção, consideram-se os três tipos de esquemas TN seguintes: a) esquema TN-S - onde um condutor de protecção (distinto do condutor neutro) é utilizado na totalidade do esquema (veja-se a figura 31A); b) esquema TN-C-S - onde as funções de neutro e de protecção estão combinadas num único condutor numa parte do esquema (veja-se a figura 31B); c) esquema TN-C - onde as funções de neutro e de protecção estão combinadas num único condutor na totalidade do esquema (veja-se a figura 31C). Nota: Num esquema TN, qualquer corrente de defeito franco fase-massa origina uma corrente de curto-circuito. Neste esquema, a malha de defeito é constituída exclusivamente por elementos ligados galvanicamente entre si, visto que esta é formada por condutores activos e por condutores de protecção. Um ponto da alimentação em regra o neutro - é ligado directamente à terra e as massas da instalação são ligadas a esse ponto por meio de condutores de protecção. As legendas das figuras 31A, 31B e 31C correspondem ao esquema da distribuição principal (horizontal), sendo todas as derivações feitas em esquema TN-S. A derivação da direita da figura 31C não inclui o neutro. L1 L2 L3 N Condutores neutro e de protecção separados em todo o esquema PE Eléctrodo de terra da alimentação Massas L1 L2 L3 PE Eléctrodo de terra da alimentação Condutor activo ligado à terra e condutor de protecção separado em todo o esquema Massa ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 54 - PARTE 5 / Secção 51 Figura 31A - Esquema TN-S em corrente alternada (ac)(3) ________________________ (3) - Os símbolos utilizados na figura são os indicados na Norma EN 60617-11 L1 L2 L3 PEN N PE Eléctrodo de terra da alimentação Massas Funções de neutro e de protecção combinadas num único condutor (PEN) numa parte do esquema. Figura 31B - Esquema TN-C-S em corrente alternada (ac)(3) L1 L2 L3 PEN Eléctrodo de terra da alimentação Massas Funções de neutro e de protecção combinadas num único condutor (PEN) em todo o esquema. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 55 - PARTE 5 / Secção 51 Figura 31C - Esquema TN-C em corrente alternada (ac)(3) [I] 312.2.2 Esquema TT em corrente alternada O esquema TT tem um ponto da alimentação ligado directamente à terra, sendo as massas da instalação eléctrica ligadas a eléctrodos de terra electricamente distintos do eléctrodo de terra da alimentação (veja-se a figura 31D). L1 L1 L2 L2 L3 L3 N PE Eléctrodo de terra da alimentação Massa Eléctrodo de terra das massas PE Eléctrodo de terra da alimentação Massa Eléctrodo de terra das massas O neutro pode ser ou não distribuído Figura 31D - Esquema TT em corrente alternada (ac)(3) Nota: Num esquema TT, a corrente de defeito fase-massa tem uma intensidade inferior à de uma corrente de curtocircuito, podendo, no entanto, ser suficiente para provocar o aparecimento de tensões perigosas. A malha de defeito inclui, em regra, a terra em parte do seu percurso, o que não excluiu a possibilidade de ligações eléctricas, voluntárias ou de facto, entre o eléctrodo de terra das massas da instalação e o da alimentação. Um ponto da alimentação, em regra o neutro, é ligado directamente à terra, sendo as massas ligadas a eléctrodos de terra distintos do da alimentação. Mesmo que os eléctrodos de terra do neutro e das massas se encontrem confundidos, o esquema permanece TT se não forem cumpridas todas as regras do esquema TN. Neste caso, não se devem ter em conta as influências mútuas entre os eléctrodos de terra para a determinação das condições de protecção. Estas condições encontram-se, por exemplo, nos edifícios em que a instalação eléctrica é alimentada a partir de postos de transformação estabelecidos no seu interior. Neste caso, não há distinção entre os eléctrodos de terra e não foi tomada qualquer medida especial para reduzir a impedância da malha de defeito. Nestes edifícios, nomeadamente se forem de grande altura, as condições impostas para o esquema TN são susceptíveis de não serem respeitadas para os circuitos terminais, situados nas partes do edifício afastadas do posto de transformação. Os eléctrodos de terra do neutro e das massas podem ainda encontrar-se ligados de facto por meio das canalizações metálicas enterradas, situadas na proximidade imediata de cada um dos eléctrodos de terra. [I] 312.2.3 Esquema IT em corrente alternada ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 56 - PARTE 5 / Secção 51 No esquema IT, todas as partes activas estão isoladas da terra ou um ponto destas está ligado à terra por meio de uma impedância, sendo as massas da instalação eléctrica ligadas à terra (veja-se a figura 31E). Nota: Num esquema IT, a corrente resultante de um único defeito fase-massa tem uma intensidade suficientemente pequena para não originar o aparecimento de qualquer tensão de contacto perigosa (1º defeito). A corrente do primeiro defeito fecha-se pelas capacidades de fuga da instalação e, eventualmente, pela impedância inserida entre um ponto da alimentação, em regra o neutro, e a terra. A limitação da corrente é conseguida pela ausência de uma ligação à terra da alimentação ou pelo valor da impedância inserida entre o neutro e a terra. L1 L1 L2 L2 L3 L3 N Eléctrodo de terra da alimentação Impedância (*) PE Impedância (*) Massa Eléctrodo de terra das massas O neutro pode ser ou não distribuído Eléctrodo de terra da alimentação PE Massa Eléctrodo de terra das massas (*) - O esquema pode ser isolado da terra Figura 31E - Esquema IT em corrente alternada (ac)(3) [I] 312.2.4 Esquemas em corrente contínua Os esquemas das ligações à terra em corrente contínua(4) no âmbito das presentes Regras Técnicas, são os indicados nas figuras 31F a 31K. Quando, nestas figuras, se indicar uma ligação à terra de uma determinada polaridade num esquema de corrente contínua a dois condutores, a decisão de ligar à terra a polaridade positiva ou a polaridade negativa deve ter em conta as condições de funcionamento ou outras considerações. L+ PEN(dc) LPE (esquema a) Eléctrodo de terra da alimentação Massas (esquema b) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 57 - PARTE 5 / Secção 51 L+ PEN(dc) M LPE Eléctrodo de terra da alimentação Massas O condutor activo ligado à terra (por exemplo L−) do esquema a) ou o condutor médio (M) ligado à terra do esquema b) está separado do condutor de protecção em todo o esquema. Figura 31F - Esquema TN-S em corrente contínua (dc)(3) ________________________ (4) - Nos esquemas de ligação à terra em corrente contínua deve-se ter em conta a corrosão electroquímica. L+ PEN(dc) (esquema a) Eléctrodo de terra da alimentação Massa L+ PEN(dc) L- (esquema b) Eléctrodo de terra da alimentação Massas As funções de condutor activo ligado à terra (por exemplo L−) do esquema a) ou do condutor médio ligado à terra (M) do esquema b) e a do condutor de protecção estão combinadas num único condutor PEN(dc) em todo o esquema. Figura 31G - Esquema TN-C em corrente contínua (dc)(3) L+ PEN(dc) LPE (esquema a) Eléctrodo de terra da alimentação Esquema TN-C Massas Esquema TN-S Esquema TN-C-S ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 58 - PARTE 5 / Secção 51 L+ PE PEN(dc) LM (esquema b) Eléctrodo de terra da alimentação Esquema TN-C Massas Esquema TN-S Esquema TN-C-S As funções de condutor activo ligado à terra (por exemplo L−) do esquema a) ou do condutor médio ligado à terra (M) do esquema b) e a do condutor de protecção estão combinadas num único condutor PEN(dc) numa parte do esquema. Figura 31H - Esquema TN-C-S em corrente contínua (dc)(3) L+ L- (esquema a) PE Eléctrodo de terra da alimentação Massa Eléctrodo de terra das massas L+ M L- (esquema b) PE Eléctrodo de terra da alimentação Massa Eléctrodo de terra das massas Figura 31 J - Esquema TT em corrente contínua (dc)(3) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 59 - PARTE 5 / Secção 51 L+ L- (esquema a) PE Massa Eléctrodo de terra das massas L+ M L- (esquema b) PE Massa Eléctrodo de terra das massas Figura 31 K - Esquema IT em corrente contínua (dc)(3) 313 Alimentação Nota: Quando a instalação for alimentada a partir de uma rede de distribuição exterior, deve ser consultado o distribuidor de energia eléctrica para a definição das características dessa alimentação. Quando a instalação for alimentada a partir de uma fonte de energia autónoma, as características dessa alimentação devem ser determinadas em função das características dessa fonte. Para outras características da alimentação em baixa tensão não indicadas na presente secção veja-se a Norma NP EN 50160. 313.1 Generalidades [E] 313.1.1 Na alimentação devem ser consideradas as características seguintes: a) a natureza da corrente e a frequência; b) o valor da tensão nominal; c) o valor da corrente de curto-circuito presumida, na origem da instalação; d) a possibilidade de satisfazer às necessidades da instalação, incluindo a potência a alimentar. 313.1.1.1 Natureza da corrente Nota: Em caso de necessidade de uma fonte de corrente contínua e se a fonte disponível for de corrente alternada, ou vice-versa, há que prever os equipamentos de conversão necessários e a sua localização. Igual ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 60 - PARTE 5 / Secção 51 procedimento deve ser seguido quando se pretender uma alimentação em corrente alternada de frequência diferente da frequência da fonte. Para a determinação da potência da instalação (veja-se 311), as potências dos equipamentos alimentados em corrente contínua ou a uma frequência diferente, devem ser aumentadas de acordo com o rendimento dos equipamentos de conversão. 313.1.1.2 Tensões Nota: Em Portugal, a tensão nominal das redes de distribuição (públicas) foi de 220/380 V, com as tolerâncias de ± 8 % tendo, actualmente, essa tensão o valor harmonizado de 230/400 V, com as tolerâncias de + 6 % e - 10 %). Quando a instalação for alimentada por um posto de transformação ou por uma fonte de energia autónoma, a tensão nominal deve ser seleccionada, de preferência, entre os valores nominais seguintes: - 230/400 V; - 227/480 V; - 400/690 V; - 1 000 V. Sempre que as tolerâncias sejam superiores aos limites admissíveis para o equipamento a alimentar, devemse usar reguladores de tensão. Na determinação da potência da instalação, é necessário aumentar a potência dos equipamentos ligados de acordo com o rendimento dos reguladores. Em alternativa, podem ser usados os comutadores de tomadas dos transformadores da instalação para essa função. Quando a instalação tiver uma potência que necessite de alimentação em alta tensão, devem ser consideradas as prescrições do distribuidor de energia eléctrica para o posto de transformação, o qual deve ser localizado próximo do centro de cargas. Nesse caso, as presentes Regras Técnicas só são aplicadas às partes da instalação alimentadas a uma tensão não superior a 1 000 V em corrente alternada ou a 1 500 V em corrente contínua. 313.1.1.3 Frequência Nota: Em Portugal, a frequência nominal das redes de distribuição (públicas) é de 50 Hz, com as tolerâncias de, em regra, ± 1 %. Quando for necessário usar outras frequências para aplicações específicas, devem ser utilizados equipamentos apropriados de mudança de frequência. 313.1.1.4 Corrente de curto-circuito presumida Nota: A corrente de curto-circuito presumida na origem da instalação deve ser determinada e considerada para efeitos de concepção da protecção da instalação contra os curtos-circuitos (veja-se 434). Quando a potência de curto-circuito for muito elevada, pode ser necessário limitá-la, escolhendo transformadores apropriados ou inserindo impedâncias. Em alternativa, pode-se subdividir a instalação por vários transformadores não ligados em paralelo. Quando a instalação for alimentada por meio de uma fonte de energia autónoma (por exemplo, por meio de um grupo gerador accionado por motor de combustão), a corrente de curto-circuito é menor do que se a instalação for alimentada por um transformador AT/BT com a mesma potência (em particular, a corrente de curto-circuito mínima pode ser pouco superior à corrente admissível no circuito ou mesmo inferior, pelo que os dispositivos de protecção devem ser seleccionados por forma a actuarem com essas correntes). [E] 313.1.2 As características da alimentação (veja-se 313.1.1), aplicáveis tanto à alimentação principal como às alimentações de segurança e de socorro, devem ser estimadas no caso de uma fonte de energia externa e calculadas no caso de uma fonte de energia autónoma. [I] 313.2 Alimentações para serviços de segurança e alimentações de socorro As características das alimentações para serviços de segurança ou de socorro devem ser definidas separadamente sempre que se verifique uma das condições seguintes: ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 61 - PARTE 5 / Secção 51 a) a necessidade de serviços de segurança seja imposta pelas autoridades responsáveis pela protecção contra incêndios; b) outras condições relativas à evacuação dos locais em caso de emergência; c) as alimentações de socorro forem exigidas pelo dono da instalação. Estas alimentações devem ter capacidade, fiabilidade e disponibilidade apropriadas ao funcionamento especificado. Nas secções 35 e 56 indicam-se as regras suplementares relativas às alimentações para serviços de segurança. As regras particulares relativas às alimentações de socorro não estão incluídas nas presentes Regras Técnicas. 314 Estrutura [E] 314.1 Divisão da instalação A instalação deve ser dividida em vários circuitos de acordo com as necessidades, por forma a: a) evitar qualquer perigo e a limitar as consequências de um defeito; b) facilitar as verificações, os ensaios e a manutenção (veja-se 46); c) limitar os perigos que poderiam resultar de um defeito se a instalação tivesse um único circuito, por exemplo de iluminação. [E] 314.2 Circuitos finais Devem ser previstos circuitos distintos para as partes da instalação que seja necessário comandar separadamente, por forma a que esses circuitos não sejam afectados pela falha dos outros. Nota: Os circuitos finais são, em regra, caracterizados pela função dos equipamentos que alimentam, prevendo-se circuitos finais para iluminação, para tomadas, para força motriz, etc. As condições descritas anteriormente obrigam a que, nalguns casos, deva ser garantida uma selectividade entre os diferentes dispositivos de protecção (veja-se 536). 314.3 Alimentação de um edifício por várias fontes Quando, num edifício, existirem várias instalações, os circuitos de cada uma delas devem ser bem diferenciados. Nota: Um mesmo edifício pode ter várias alimentações (posto de transformação, rede de distribuição, fonte de energia autónoma, etc.). Constitui uma instalação o conjunto dos circuitos alimentados a partir de um ponto de alimentação, devendo os circuitos de outras instalações serem bem diferenciados (com excepção dos circuitos de sinalização e de comando, num quadro de distribuição, numa caixa de distribuição ou numa caixa de derivação, apenas devem existir os elementos pertencentes a uma mesma instalação). 314.4 Distribuição do condutor neutro ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 62 - PARTE 5 / Secção 51 Quando as instalações forem alimentadas por um posto de transformação ou por uma fonte de energia autónoma, o condutor neutro pode não ser distribuído por razões de ordem técnica, como é o caso do esquema IT (onde se recomenda a não distribuição deste condutor). Nota: Se o condutor neutro for distribuído numa instalação em esquema IT, quando houver um defeito à terra que afecte o neutro, deixam de se verificar as vantagens das instalações de neutro isolado. Por outro lado, quando o neutro for distribuído e não for ligado directamente à terra, deve-se evitar que: a) o condutor neutro de menor secção seja percorrido por corrente superior à sua corrente máxima admissível, no caso de dois defeitos que ocorram numa mesma instalação em dois circuitos de secções diferentes; b) os equipamentos de utilização fiquem submetidos a tensões superiores à sua tensão estipulada. Estas medidas (indicadas na secção 473.3.2.2) devem ser estudadas pormenorizadamente na concepção da instalação. A selecção dos dispositivos de protecção e a pesquisa de defeitos ficam simplificadas se não se distribuir o condutor neutro. Por estes motivos, recomenda-se que, nas instalações novas em esquema IT, não se distribua o condutor neutro. A alimentação de equipamentos previstos para funcionarem a uma tensão simples (entre fase e neutro) deve ser feita a partir de geradores ou de transformadores. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 63 - PARTE 5 / Secção 51 INFLUÊNCIAS EXTERNAS Secção 320 GENERALIDADES Secção 321 AMBIENTES Secção 322 UTILIZAÇÕES Secção 323 CONSTRUÇÃO DOS EDIFÍCIOS ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 64 - PARTE 5 / Secço 51 ÍNDICE 32 INFLUÊNCIAS EXTERNAS 67 320 Generalidades 67 [I] 320.1 Introdução 67 [I] 320.2 Codificação 67 321 Ambientes 67 [I] 321.1 Temperatura ambiente 67 [I] 321.2 Condições climáticas (influências combinadas da temperatura e da humidade) 68 [I] 321.3 Altitude 68 [I] 321.4 Presença da água 69 [I] 321.5 Presença de corpos sólidos estranhos 70 [I] 321.6 Presença de substâncias corrosivas ou poluentes 70 [I] 321.7 Acções mecânicas 71 [I] 321.7.1 Impactos 71 [I] 321.7.2 Vibrações 71 321.7.3 Outras acções mecânicas 71 [I] 321.8 Presença de flora ou de bolores 72 [I] 321.9 Presença de fauna 72 [I] 321.10 Influências electromagnéticas, electrostáticas ou ionizantes 72 [I] 321.11 Radiações solares 72 [I] 321.12 Efeitos sísmicos 73 [I] 321.13 Descargas atmosféricas, nível cerâunico (N) 73 [I] 321.14 Movimentos do ar 73 [I] 321.15 Vento 74 322 Utilizações 74 [I] 322.1 Competência das pessoas 74 [I] 322.2 Resistência eléctrica do corpo humano 74 [I] 322.3 Contactos das pessoas com o potencial da terra 75 [I] 322.4 Evacuação das pessoas em caso de emergência 75 [I] 322.5 Natureza dos produtos tratados ou armazenados 76 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 65 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 323 Construção dos edifícios 76 [I] 323.1 Materiais de construção 76 [I] 323.2 Estrutura dos edifícios 76 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 66 - PARTE 5 / Secção 51 32 INFLUÊNCIAS EXTERNAS 320 Generalidades [I] 320.1 Introdução No projecto e na execução de uma instalação eléctrica devem ser consideradas a codificação e a classificação das influências externas indicadas nas secções 320.2 a 323.2. Nota: Nas secções 512 e 522 indica-se como deve ser feita a selecção dos equipamentos em função das influências externas. A ordem de numeração das diferentes classes em relação a cada um dos parâmetros não corresponde, necessariamente, a uma ordem crescente de severidade. [I] 320.2 Codificação Cada condição de influência externa é designada por um código constituído sempre por um grupo de duas letras maiúsculas e de um algarismo, colocado pela ordem seguinte: a primeira letra caracteriza a categoria geral das influências externas: A - Ambientes B - Utilizações C - Construção dos edifícios a segunda letra caracteriza a natureza da influência externa: A ... B ... C ... ... o algarismo caracteriza a classe de cada uma das influências externas: 123... Nota: Por exemplo, o código AC2 (veja-se 321.3) significa: AC2 - Ambientes em altitude superior a 2000 m. A codificação indicada nesta secção não se destina à marcação dos equipamentos. 321 Ambientes [I] 321.1 Temperatura ambiente Código AA1 AA2 AA3 AA4 AA5 AA6 AA7 Classificação frígido muito frio frio temperado quente muito quente exterior abrigado Características Referência (secções) -60°C a + 5°C -40°C a + 5°C -25°C a + 5°C - 5°C a +40°C + 5°C a +40°C + 5°C a +60°C -25°C a +55°C 512.2 e 522.1 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 67 - PARTE 5 / Secção 51 AA8 exterior não protegido -50°C a +40°C Nota: Na secção 217.1. define-se o conceito de "temperatura ambiente". O valor médio por um período de 24 h não deve ser maior que o limite superior indicado no quadro, diminuído de 5°C. Para certos ambientes, pode ser necessário combinar duas das gamas de temperatura indicadas no quadro (por exemplo, entre -25°C e +40°C, isto é, AA3 + AA5). As instalações submetidas a temperaturas diferentes das das gamas indicadas devem ser objecto de regras particulares. Em regra, as instalações situadas no interior dos edifícios são incluídas na classe AA4 (temperatura ambiente compreendida entre -5°C e +40°C). As classes AA1 e AA2 correspondem a condições especiais tais como câmaras frigoríficas de congelação. [I] 321.2 Condições climáticas (influências combinadas da temperatura e da humidade) Temperatura do ar inferior superior [a] [b] (°C) (°C) Código AB1 AB2 AB3 AB4 AB5 AB6 AB7 AB8 -60 -40 -25 -5 +5 +5 -25 -50 +5 +5 +5 +40 +40 +60 +55 +40 Humidade relativa inferior superior [c] [d] (%) (%) 3 10 10 5 5 10 10 15 100 100 100 95 85 100 100 100 Humidade absoluta inferior superior [e] [f] 3) (g/m (g/m3) 0,003 7 0,1 7 0,5 7 1 29 1 25 1 35 0,5 29 0,04 36 Nota: A classe AB1 diz respeito a locais interiores ou exteriores com temperaturas ambientes frígidas. A classe AB2 diz respeito a locais interiores ou exteriores com temperaturas ambientes muito frias. A classe AB3 diz respeito a locais interiores ou exteriores com temperaturas ambientes frias. A classe AB4 diz respeito a locais abrigados sem controlo da temperatura e da humidade, podendo ser usado um aquecimento para aumentar a temperatura ambiente. A classe AB5 diz respeito a locais abrigados em que a temperatura é controlada. A classe AB6 diz respeito a locais interiores ou exteriores com a temperatura ambiente extremamente quente e em que não há influência de temperaturas frias, podendo esses locais estar sujeitos a radiações solares. A classe AB7 diz respeito a locais exteriores abrigados, sem controlo da temperatura e da humidade, podendo possuir aberturas para o exterior e estarem submetidos a radiações solares. A classe AB8 diz respeito a locais exteriores não protegidos, com temperaturas frias e quentes. Todos os valores indicados são valores limites que têm uma reduzida probabilidade de serem ultrapassados. As humidades relativas, inferiores e superiores, são limitadas pelas humidades absolutas, inferiores e superiores, por forma a que, por exemplo, para os parâmetros a e c ou b e d, os valores limites indicados não se verifiquem simultaneamente. No anexo II apresentam-se climatogramas que indicam a relação entre a temperatura do ar, a humidade relativa e a humidade absoluta para as diferentes condições climáticas. [I] 321.3 Altitude Código AC1 AC2 Classificação baixa alta Características ≤ 2 000 m > 2 000 m Referência (secção) 512.2 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 68 - PARTE 5 / Secção 51 Nota: Para certas categorias de equipamentos, pode ser necessário tomar medidas especiais a partir dos 1 000 m de altitude. [I] 321.4 Presença da água Código Classificação AD1 Desprezável AD2 Gotas de água AD3 Chuva AD4 Projecção de água AD5 Jactos de água AD6 Jactos de água fortes ou massas de água AD7 Imersão temporária AD8 Imersão prolongada Referência (secções) Características Locais em que a presença da água é desprezável. Locais que podem estar submetidos à queda de gotas de água na vertical Locais que podem estar submetidos à água caindo sob a forma de chuva numa direcção que faça um ângulo com a vertical não superior a 60° Locais que podem estar submetidos a projecção de água em todas as direcções. Locais que podem estar submetidos a jactos de água sob pressão em todas as direcções Locais que podem estar submetidos a vagas (de água) Locais que podem ser parcialmente ou totalmente cobertos de água. Locais que podem ser totalmente cobertos de água de forma permanente. 512.2 e 522.3 709 701 e 702 Nota: A condição AD1 encontra-se, nomeadamente, nos locais em que as paredes não apresentam, em regra, vestígios de humidade mas que podem apresentá-los durante curtos períodos (por exemplo sob a forma de vapor húmido) e que secam rapidamente devido a boa ventilação. A condição AD2 encontra-se, nomeadamente, nos locais em que a humidade se condensa ocasionalmente sob a forma de gotas de água ou que são ocasionalmente cheios de vapor de água. A condição AD3 encontra-se, nomeadamente, nos locais em que a água escorre pelas paredes ou surge do solo. A condição AD4 encontra-se, nomeadamente, nos locais em que a água escorre pelas paredes ou em que os equipamentos nele situados possam estar sujeitos a projecções de água, como é o caso, por exemplo, de certos equipamentos de iluminação, de certos quadros de estaleiros, etc. A condição AD5 encontra-se, nomeadamente, nos locais que são correntemente lavados por meio de agulhetas, como por exemplo, os pátios e os locais de lavagem de veículos. A condição AD6 encontra-se, nomeadamente, nos locais situados à beira mar, como, por exemplo, os quebramares, as praias ou os cais. A condição AD7 encontra-se, nomeadamente, nos locais susceptíveis de serem inundados e em que a água se possa elevar, no mínimo, a 150 mm acima do ponto mais alto dos equipamentos, ficando o ponto mais baixo destes, no máximo, a 1 m abaixo da superfície da água. A condição AD8 encontra-se, nomeadamente, nos tanques de água (tais como as piscinas), em que os equipamentos eléctricos estejam cobertos por água de forma permanente e a uma pressão superior a 10 kPa (aproximadamente um metro de água). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 69 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 321.5 Presença de corpos sólidos estranhos Código Classificação Referência (secções) Características Ausência de quantidades apreciáveis de poeiras ou de corpos sólidos estranhos. Presença de corpos sólidos estranhos cuja menor dimensão seja não inferior a AE2 Objectos pequenos 2,5 mm. Presença de corpos sólidos estranhos Objectos muito cuja menor dimensão seja não inferior a AE3 pequenos 1 mm. Presença de depósitos de poeiras em quantidades diárias (q): AE4 Poeiras ligeiras 10 < q ≤ 35 mg/m2 AE1 Desprezável AE5 Poeiras médias AE6 Poeiras abundantes 512.2 e 522.4 35 < q ≤ 350 mg/m2 350 < q ≤ 1000 mg/m2 Nota: A classe AE1 encontra-se nas instalações domésticas ou naquelas em que não são manipulados objectos pequenos. As classes AE2 e AE3 dizem respeito a aplicações industriais, onde existem, corpos sólidos cuja menor dimensão é inferior a: 2,5 mm, como por exemplo, as ferramentas e os pequenos objectos, 1 mm, como por exemplo, os fios e os arames condutores, podendo existir poeiras desde que estas não influenciem os equipamentos eléctricos. As classes AE4, AE5 e AE6 dizem respeito a depósitos de poeiras que podem influenciar o funcionamento de certos equipamentos eléctricos. Quando as poeiras forem inflamáveis, corrosivas ou abrasivas, devem-se considerar, simultaneamente, outras classes de influências externas, nomeadamente: BE2 ou BE3, se as poeiras forem inflamáveis ou explosivas; AF2, AF3 ou AF4, se as poeiras forem corrosivas; AJ, se as poeiras forem abrasivas. [I] 321.6 Presença de substâncias corrosivas ou poluentes Código Classificação AF1 Desprezável AF2 Atmosférica AF3 Intermitente ou acidental AF4 Permanente Referência (secções) Características Quantidade ou natureza dos agentes corrosivos ou poluentes não significativa. Presença apreciável de agentes corrosivos ou poluentes de origem atmosférica Acções intermitentes ou acidentais de certos produtos químicos corrosivos ou poluentes de uso corrente Acção permanente de produtos químicos corrosivos ou poluentes em quantidade apreciável. 512.2 e 522.5 Nota: A introdução de uma classificação mais completa, feita de acordo com a natureza das substâncias poluentes ou corrosivas, seria demasiado complexa, pelo que foi limitada aos casos correntes, para os quais a natureza daquelas substâncias seja conhecida com precisão suficiente para que se possa definir uma protecção aplicável a uma dada categoria de equipamentos eléctricos. A condição AF2 diz respeito a instalações situadas à beira-mar ou na proximidade de indústrias que produzam importante poluição atmosférica (como por exemplo, industrias químicas, cimenteiras, etc.), com produção, nomeadamente, de poeiras abrasivas, isolantes ou condutoras. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 70 - PARTE 5 / Secção 51 A condição AF3 permite prever uma classe de protecção comum a certos agentes corrosivos definidos e identificados e aplica-se, por exemplo, aos equipamentos usados nos locais em que sejam manipulados certos produtos químicos em pequenas quantidades e em que os próprios produtos só possam entrar em contacto com os equipamentos eléctricos em caso de acidente, como é o caso dos laboratórios das fábricas e outros de ensaio, ou de locais onde se utilizem hidrocarbonetos (caldeiras de aquecimento, garagens, etc.). A condição AF4, aplicável, por exemplo, na indústria química, necessita que seja especificada a natureza dos agentes químicos, a fim de permitir ao fabricante dos equipamentos eléctricos a definição do tipo de protecção a utilizar. [I] 321.7 Acções mecânicas [I] 321.7.1 Impactos Código AG1 AG2 AG3 Classificação Fracos Médios Fortes Características (veja-se o anexo III) Referência (secções) 512.2 e 522.6 Nota: Os impactos correspondentes à classe AG1 (fracos) são os que se encontram, por exemplo, nos locais de habitação e análogos. Os impactos correspondentes à classe AG2 (médios) são os que se encontram, por exemplo, nos estabelecimentos industriais correntes. Os impactos correspondentes à classe AG3 (fortes) são os que se encontram, por exemplo, em estabelecimentos industriais submetidos a condições severas. [I] 321.7.2 Vibrações Código AH1 AH2 AH3 Classificação Fracas Médias Fortes Características (veja-se anexo III) Referência (secções) 512.2 e 522.7 Nota: As vibrações correspondentes à classe AH1 (fracas) encontram-se, por exemplo, nos locais de habitação e análogos, podendo os seus efeitos ser desprezáveis, na maior parte dos casos. As vibrações correspondentes à classe AH2 (médias) encontram-se, por exemplo, nos estabelecimentos industriais correntes. As vibrações correspondentes à classe AH3 (fortes) encontram-se, por exemplo, nos estabelecimentos industriais submetidos a condições severas. As vibrações referidas podem ser de curta ou de longa duração. 321.7.3 Outras acções mecânicas Código Classificação Características AJ (em estudo) --- Referência (secção) --- Nota: Pode ser necessário ter em conta acções de compressão, de tracção, de torção, de flexão, de corte, de abrasão, etc. Em casos especiais deve-se ter em conta as acções mecânicas complexas resultantes de movimentos diferenciais entre partes de um edifício ou de uma estrutura, as quais podem ser devidas aos métodos de construção, às juntas da construção, aos efeitos térmicos ou a aluimentos (veja-se 323.2). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 71 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 321.8 Presença de flora ou de bolores Código Classificação AK1 Desprezável AK2 Riscos Referência (secções) Características Ausência de efeitos prejudiciais devidos à flora ou a bolores Existência de efeitos prejudiciais devidos à flora ou a bolores 512.2 e 522.9 Nota: Os riscos dependem das condições locais e da natureza da flora, podendo-se distinguir os riscos devidos ao desenvolvimento prejudicial da vegetação ou os devidos à abundância desta. [I] 321.9 Presença de fauna Código Características Referência (secções) Ausência de efeitos prejudiciais devidos à fauna. Existência de efeitos prejudiciais devidos à fauna (insectos, pássaros e outros pequenos animais). 512.2 e 522.10 Classificação AL1 Desprezável AL2 Riscos Nota: Os riscos dependem da natureza da fauna, podendo-se distinguir: a) os perigos devidos a insectos em quantidades prejudiciais ou de natureza agressiva para a instalação; b) a presença de pequenos animais (incluindo os pássaros) em quantidades prejudiciais ou de natureza agressiva para a instalação. [I] 321.10 Influências electromagnéticas, electrostáticas ou ionizantes Código Classificação AM1 Desprezáveis AM2 Correntes vagabundas AM3 Electromagnéticas AM4 Ionizantes AM5 Electrostáticas AM6 Indução Referência (secção) Características Ausência de efeitos prejudiciais devidos a correntes vagabundas, a radiações electromagnéticas ou ionizantes, a campos electrostáticos ou a correntes induzidas. Efeitos prejudiciais de correntes vagabundas. Efeitos prejudiciais de radiações electromagnéticas. Efeitos prejudiciais de radiações ionizantes. Efeitos prejudiciais de campos electrostáticos Efeitos prejudiciais de correntes induzidas. 512.2 Nota: Estas influências encontram-se, nomeadamente, na proximidade das centrais e dos postos eléctricos, dos emissores de corrente de alta frequência, dos equipamentos contendo substâncias radioactivas, de linhas de alta tensão e de linhas de tracção eléctrica. [I] 321.11 Radiações solares Código Classificação Características Referência (secções) radiação solar de intensidade (r): AN1 Fracas Médias r ≤ 500 W/m2 500< r ≤ 700 W/m2 512.2 AN2 AN3 Fortes 700< r ≤ 1 120 W/m2 522.11 e ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 72 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 321.12 Efeitos sísmicos Código AP1 AP2 AP3 AP4 Classificação Desprezáveis Fracos Médios Fortes Referência (secções) Características aceleração (a): a ≤ 30 gal 30 < a ≤ 300 gal 300 < a ≤ 600 gal a > 600 gal. 512.2 e 522.12 (1 gal = 1 cm/s²) Nota: O valor característico (a) dos efeitos sísmicos, expresso em gal, obtém-se multiplicando a aceleração sísmica g por um factor dependente da altura acima do solo do edifício, de valor igual a: a) 2,0 até ao 3º andar; b) 3,0 do 4º andar até ao 8º andar; c) 4,0 acima do 8º andar. Não foram consideradas, nesta classificação, as frequências das vibrações nem as vibrações que podem provocar a destruição dos edifícios. Quando o edifício puder entrar em ressonância com as ondas sísmicas, os efeitos correspondentes devem ser considerados de uma forma especial. Em regra, as frequências da aceleração sísmica estão compreendidas entre 0 Hz e 10 Hz. [I] 321.13 Descargas atmosféricas, nível cerâunico (N) Código Classificação AQ1 Desprezável AQ2 Exposição indirecta AQ3 Exposição directa Referência (secções) Características Riscos provenientes da rede de alimentação: N ≤ 25 dias/ano Riscos provenientes da rede de alimentação: N > 25 dias/ano Riscos provenientes da exposição dos equipamentos 443 e 512.2 Nota: As classes AQ1 e AQ2 dizem respeito a instalações sujeitas a sobretensões de origem atmosférica propagadas pela rede de alimentação (descargas indirectas), dizendo a classe AQ2 respeito a instalações alimentadas por linhas aéreas. A classe AQ3 diz respeito às partes da instalação situadas no exterior dos edifícios e sujeitas a descargas directas. O nível cerâunico é o número de dias por ano em que se ouve trovejar, existindo, a nível nacional, mapas do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG), que apresentam esses valores sob a forma de curvas isocerâunicas. [I] 321.14 Movimentos do ar Código AR1 AR2 AR3 Classificação Fracos Médios Fortes Características velocidade (v): v ≤ 1 m/s 1 m/s < v ≤ 5 m/s 5 m/s < v ≤ 10 m/s Referência (secções) 512.2 e 522.13 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 73 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 321.15 Vento Código AS1 AS2 AS3 Classificação Características velocidade (v): v ≤ 20 m/s 20 m/s < v ≤ 30 m/s 30 m/s < v ≤ 50 m/s Fraco Médio Forte 322 Utilizações [I] 322.1 Competência das pessoas Código Classificação BA1 BA2 Comuns Crianças BA3 Incapacitadas BA4 Instruídas BA5 Qualificadas Referência (secção) Características Pessoas não instruídas. Crianças em locais que lhes são destinados. Pessoas que não disponham de todas as suas capacidades físicas ou intelectuais . Pessoas suficientemente informadas ou supervisionadas por pessoas qualificadas para lhes permitir evitar os perigos que possam advir da electricidade Pessoas possuindo conhecimentos técnicos ou experiência suficiente que lhes permita evitar os perigos que possam advir da electricidade. 512.2 Nota: A condição BA2 (crianças) encontra-se nos locais onde possam permanecer crianças de pouca idade em grupo, como por exemplo, creches e jardins escola e não se aplica aos locais de habitação. A condição BA3 (incapacitadas) encontra-se, por exemplo, nos asilos e nos hospícios, considerando-se, para este efeito, como incapacitados, por exemplo, os enfermos e os idosos. Nas condições BA2 e BA3, os equipamentos eléctricos devem ficar inacessíveis e a temperatura das suas superfícies acessíveis deve ser limitada. As condições BA4 (instruídas) e BA5 (qualificadas) encontram-se nos locais afectos a serviços eléctricos, nos quais só podem intervir as pessoas qualificadas (Técnicos Responsáveis - Estatuto aprovado pelo DecretoRegulamentar 31/83 de 18 de Abril) ou as pessoas instruídas, supervisionadas por aquelas. [I] 322.2 Resistência eléctrica do corpo humano Código BB1 BB2 BB3 Classificação Normal Baixa Muito baixa Características Corpo humano seco ou húmido Corpo humano molhado Corpo humano imerso Referência (secções) 413.1 481.3 701, 702, 704 e 705 Nota: A condição BB1 aplica-se aos casos em que a pele esteja seca ou húmida, o solo apresente uma resistência elevada (incluindo o caso de uso de calçado), encontrando-se as pessoas em locais secos ou húmidos (vejase 413.1.1.1). A condição BB2 aplica-se aos casos em que a pele esteja molhada, o solo apresente uma resistência baixa, encontrando-se as pessoas em locais molhados sem que se considere a utilização de calçado (veja-se 481.3.1.1). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 74 - PARTE 5 / Secção 51 Nas condições BB1 e BB2, considera-se que a passagem da corrente no corpo humano se efectua entre as duas mãos e os dois pés. A condição BB3 aplica-se aos casos em que as pessoas estejam imersas em água (onde a resistência da pele e a resistência das paredes do local são nulas). [I] 322.3 Contactos das pessoas com o potencial da terra Código Classificação BC1 Nulos BC2 Reduzidos BC3 Frequentes BC4 Contínuos Referência (secções) Características Pessoas em locais não condutores Pessoas que, nas condições habituais, não entram em contacto com elementos condutores ou que não permanecem sobre superfícies condutoras Pessoas em contacto frequente com elementos condutores ou em permanência sobre superfícies condutoras. Pessoas em contacto permanente com elementos da construção metálicos e com possibilidades limitadas de interromper esse contacto. 512.2 e 512.16 706 Nota: A condição BC1 aplica-se aos locais não condutores, isto é, cujo pavimento e paredes sejam isolantes (veja-se 235.2) e que não possuam qualquer elemento condutor. Na prática, estas condições só existem excepcionalmente. A condição BC2 aplica-se aos locais não condutores, isto é, cujo pavimento e paredes sejam isolantes (vejase 235.2) e que possuam elementos condutores em pequena quantidade ou de reduzidas dimensões, sendo desprezável a probabilidade de contacto de pessoas com eles, como é o caso das salas de estar e dos quartos das habitações. A condição BC3 aplica-se aos locais com pavimento e paredes não isolantes e que possuam elementos condutores em grande quantidade ou de dimensões apreciáveis. A condição BC4 aplica-se aos locais condutores exíguos, como por exemplo, as caldeiras, as cubas ou os outros recipientes metálicos, de dimensões tais que as pessoas que neles penetrem fiquem em permanente contacto com as suas paredes. A redução da liberdade de movimentos pode, por um lado, impedir as pessoas de interromperem voluntariamente o contacto e, por outro, aumentar os riscos de contactos involuntários. [I] 322.4 Evacuação das pessoas em caso de emergência Código BD1 BD2 Classificação Normal Longa BD3 Atravancada BD4 Longa e atravancada Referência (secções) Características Baixa densidade de ocupação e evacuação fáceis. Baixa densidade de ocupação e evacuação difíceis Grande densidade de ocupação e evacuação fáceis. Grande densidade de ocupação e evacuação difíceis condições de 482, condições de condições de 512.2 e 522.18 condições de Nota: A condição BD1 aplica-se aos edifícios de altura inferior a 60 m, quando destinados a habitação, ou a 28 m, quando destinados a outros usos. A condição BD2 aplica-se aos edifícios de grande altura (alturas superiores às indicadas para a condição BD1). A condição BD3 aplica-se aos estabelecimentos recebendo público, como por exemplo, teatros, cinemas e grandes armazéns; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 75 - PARTE 5 / Secção 51 A condição BD4 aplica-se aos edifícios em que se devem combinar as condições BD2 e BD3, como por exemplo, estabelecimentos recebendo público em edifícios de grande altura (hotéis, hospitais, etc.). [I] 322.5 Natureza dos produtos tratados ou armazenados Código BE1 BE2 Classificação Riscos desprezáveis Riscos de incêndio BE3 Riscos de explosão BE4 Riscos de contaminação Características ⎯ Tratamento, fabricação ou armazenamento de produtos inflamáveis. Tratamento ou armazenamento de produtos explosivos ou com ponto de ignição baixo (incluindo a presença de poeiras explosivas). Presença de alimentos, produtos farmacêuticos e análogos sem protecção. Referência (secções) 42, 512.2 e 522.18 512.2 e 522.18 Nota: A condição BE2 aplica-se aos locais com riscos de incêndio definidos como tal na legislação em vigor, como por exemplo, os celeiros, as marcenarias, os locais de arquivo e de armazenamento de papel, os locais de reprografia, de impressão e de encadernações (na secção 801 são indicados casos específicos de locais com risco de incêndio - BE2). A condição BE3 aplica-se às zonas dos edifícios onde possam existir atmosferas explosivas gasosas, como por exemplo, as refinarias e o armazenamento de hidrocarbonetos. A condição BE4 aplica-se, por exemplo, às industrias alimentares e às cozinhas industriais, devendo ser tomadas as precauções necessárias para evitar que, em caso de defeito ou de acidente, os produtos tratados nesses locais possam ser contaminados pelos equipamentos eléctricos (por exemplo, fragmentos de lâmpadas). [I] 323 Construção dos edifícios [I] 323.1 Materiais de construção Código CA1 CA2 Classificação Não combustíveis Combustíveis Características Riscos desprezáveis Edifícios construídos principalmente com materiais combustíveis. Referência (secções) 482, 512.2 e 522.19 Nota: A condição CA2 aplica-se aos edifícios construídos principalmente em madeira ou com outros materiais combustíveis definidos como tal na legislação em vigor (materiais não classificados como M0 - veja-se o anexo II da parte 4). [I] 323.2 Estrutura dos edifícios Código CB1 CB2 Classificação Riscos desprezáveis Propagação de incêndio Referência (secções) Características ⎯ Edifícios cuja forma e dimensões facilitam a propagação de um incêndio (por exemplo, efeito de chaminé). 482, 512.2 e 522.14 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 76 - PARTE 5 / Secção 51 CB3 Movimentos CB4 Flexíveis ou instáveis Riscos devidos a movimentos da estrutura (por exemplo, deslocação entre partes diferentes de um edifício ou entre um edifício e o solo e abatimentos do terreno ou das fundações dos edifícios). Construções frágeis ou que possam ser submetidas a movimentos (por exemplo, oscilações). 512.2 e 522.14 Nota: A condição CB2 aplica-se, por exemplo, a edifícios de grande altura (BD2) ou a sistemas de ventilação forçada. A condição CB3 aplica-se a edifícios de grande comprimento ou construídos em terrenos instáveis. A condição CB4 aplica-se a instalações em tendas, estruturas insufláveis ou fixadas a elementos da construção (tectos falsos, divisórias amovíveis, etc.) desmontáveis. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 77 - PARTE 5 / Secção 51 COMPATIBILIDADE Secção 331 PERTURBAÇÕES DE BAIXA FREQUÊNCIA Secção 332 PERTURBAÇÕES DE ALTA FREQUÊNCIA Secção 333 OUTRAS CAUSAS DE PERTURBAÇÕES ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 78 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE [I] 33 COMPATIBILIDADE 80 331 Perturbações de baixa frequência 80 331.1 Flutuações da frequência 80 331.2 Variações de tensão 81 331.3 Correntes de arranque 81 331.4 Correntes harmónicas 81 331.5 Sobretensões à frequência industrial 81 331.6 Desequilíbrios de tensão 81 332 Perturbações de alta frequência 81 332.1 Sobretensões transitórias com a forma de impulso 81 332.2 Oscilações de alta frequência 82 332.3 Outras perturbações de alta frequência 82 333 Outras causas de perturbações 82 333.1 Componentes contínuas 82 333.2 Correntes de fuga 82 333.3 Equipamentos susceptíveis de fornecer corrente à rede de alimentação 82 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 79 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 33 COMPATIBILIDADE Sempre que os equipamentos eléctricos possuam características susceptíveis de provocar efeitos prejudiciais sobre outros equipamentos eléctricos ou sobre outros serviços ou de perturbar o funcionamento da fonte de alimentação devem ser tomadas medidas adequadas. Estas características de influência dizem respeito, por exemplo: a) às sobretensões transitórias; b) às variações rápidas de potência; c) às correntes de arranque; d) às correntes harmónicas; e) às componentes contínuas; f) às oscilações de alta frequência; g) às correntes de fuga; h) à necessidade de ligações complementares à terra. Nota: Os "outros serviços" referidos são as diversas instalações distribuídas nos edifícios, tais como, as instalações de rádio e televisão, as redes de informática, as teletransmissões e, de um modo geral, as instalações de informação, como, por exemplo, a domótica. A regra indicada nesta secção aplica-se, nomeadamente, à compatibilidade electromagnética (que é definida como a aptidão de um equipamento ou sistema de funcionar de modo satisfatório no seu meio electromagnético sem que produza perturbações electromagnéticas intoleráveis para tudo o que se encontre nesse ambiente) As principais perturbações electromagnéticas podem ser classificadas nas duas famílias seguintes: a) as perturbações de baixa frequência, inferiores a algumas dezenas de kHz, que englobam: - as flutuações da frequência; - as variações de tensão (cava de tensão, "fliker", etc.); - as correntes de arranque; - as correntes harmónicas; - as sobretensões transitórias à frequência industrial; - os desequilíbrios de tensão. b) as perturbações de alta frequência, superiores a algumas dezenas de kHz, que englobam: - as sobretensões transitórias com a forma de impulso; - as oscilações de alta frequência; - outras perturbações (os campos electromagnéticos radiantes e as descargas de natureza electrostática). A realização de ligações complementares à terra é uma medida que contribui para a limitação de algumas destas perturbações. 331 Perturbações de baixa frequência 331.1 Flutuações da frequência ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 80 - PARTE 5 / Secção 51 Nota: Este tipo de flutuações é praticamente inexistente nas redes de distribuição. Porém, nas instalações alimentadas por fontes de energia autónomas, são necessários equipamentos de regulação para manter a frequência nos limites de tolerância admissíveis. 331.2 Variações de tensão Nota: As variações rápidas de tensão são devidas essencialmente ao funcionamento de certos equipamentos, tais como, fornos de arco, aparelhos de soldadura, motores de elevada potência (no arranque). A protecção consiste em aumentar a potência de curto-circuito da fonte ou em diminuir a amplitude das oscilações da potência reactiva absorvida pelo equipamento perturbador (por exemplo, utilizando compensadores estáticos). Os microcortes devidos a defeitos na rede de alimentação ou ao funcionamento de máquinas com correntes de arranque elevadas são um caso particular de cavas de tensão. A protecção consiste em tornar os receptores insensíveis às cavas de tensão ou em alimentá-los por meio de equipamentos que compensem a falta de energia durante o tempo em que a cava de tensão se verifique (por exemplo, alimentações em corrente contínua equipadas com rectificadores associados a condensadores, grupos geradores accionados por motores de combustão com volante de inércia ou equivalente, unidades compostas de rectificadores, de baterias e de onduladores). 331.3 Correntes de arranque Nota: As intensidades das correntes de arranque dos equipamentos devem ser consideradas na determinação das secções dos condutores e na selecção dos dispositivos de protecção contra as sobreintensidades, por forma a evitar quedas de tensão excessivas durante o período de arranque e funcionamentos intempestivos dos dispositivos de protecção. Na secção 552.2.2 são fixados os limites de potência dos motores em instalações alimentadas directamente por uma rede de distribuição. 331.4 Correntes harmónicas Nota: Quando os equipamentos forem susceptíveis de originar correntes harmónicas significativas, na concepção dos respectivos circuitos devem ser consideradas as correntes das diferentes frequências. É o caso, nomeadamente, das harmónicas ímpares nos circuitos polifásicos. Como exemplos de tais equipamentos indicam-se as luminárias com lâmpadas fluorescentes, as pontes rectificadoras e os onduladores. As correntes harmónicas podem, inclusivamente, originar sobreintensidades no condutor neutro, mesmo em regime equilibrado, pelo que há que considerá-las na determinação das secções dos condutores (veja-se 524). No caso de circuitos de iluminação polifásicos que alimentem lâmpadas fluorescentes, o teor da harmónica 3 no condutor neutro pode atingir 72% da corrente de fase, quando os balastros forem de fraca distorção, e 95%, quando os balastros não apresentem esta característica. A protecção consiste na alimentação a partir de pontes dodecafásicas para as harmónicas 5 e 7, na utilização de filtros, na selecção dos tipos de ligação adequados dos enrolamentos dos transformadores, etc. 331.5 Sobretensões à frequência industrial Nota: As sobretensões à frequência industrial são devidas a defeitos entre instalações de alta tensão e instalações de baixa tensão. A protecção é garantida limitando a resistência do eléctrodo de terra das massas, como se indica na secção 442 e, em certos casos, utilizando limitadores de sobretensão. 331.6 Desequilíbrios de tensão Nota: Os desequilíbrios de tensão são devidos, essencialmente, a cargas mal distribuídas ou a defeitos assimétricos. A protecção consiste em reequilibrar as fases, em aumentar a potência de curto-circuito da fonte ou em utilizar montagens compensadoras apropriadas. 332 Perturbações de alta frequência 332.1 Sobretensões transitórias com a forma de impulso Nota: As sobretensões transitórias podem ser: ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 81 - PARTE 5 / Secção 51 a) devidas às sobretensões de origem atmosférica, transmitidas pela rede de alimentação; b) produzidas na ligação ou no corte de certos equipamentos (designadas por "sobretensões de manobra"). A protecção contra estas sobretensões é indicada na secção 443 . A colocação em tensão de certos equipamentos pode originar sobretensões transitórias susceptíveis de provocar funcionamentos intempestivos dos equipamentos de protecção dos respectivos circuitos. 332.2 Oscilações de alta frequência Nota: Quando o funcionamento dos equipamentos for susceptível de originar oscilações de alta frequência no circuito de alimentação ou induzi-las noutros circuitos, é necessário verificar se essas oscilações não provocam mau funcionamento ou outros efeitos prejudiciais nos restantes equipamentos. Caso contrário, devem ser tomadas medidas adequadas por forma a reduzir estas oscilações a um nível não prejudicial. 332.3 Outras perturbações de alta frequência Nota: A protecção contra estas perturbações (por exemplo, campos electromagnéticos e descargas electrostáticas) consiste em utilizar filtros ou blindagens adequadas aos equipamentos a proteger. 333 Outras causas de perturbações 333.1 Componentes contínuas Nota: Quando os equipamentos forem susceptíveis de originar, em funcionamento, a circulação de corrente contínua na instalação de corrente alternada que os alimenta, é necessário verificar se essa corrente não provoca mau funcionamento ou outros efeitos prejudiciais nos restantes equipamentos da instalação. Caso contrário, devem ser tomadas medidas adequadas por forma a separar o equipamento perturbador da fonte. As componentes contínuas podem, em certas condições, afectar o funcionamento dos dispositivos diferenciais, excepto se esses dispositivos forem equipados de dispositivos que limitem os seus efeitos (vejase 532.1.4 ). 333.2 Correntes de fuga Nota: Quando os equipamentos forem susceptíveis de originar, em funcionamento normal, correntes de fuga significativas, estas devem ser consideradas na selecção das medidas de protecção para garantir a segurança (veja-se a parte 4 e as secções 532.2.1.3, 544.4 e 555.5.2). É o caso, por exemplo, dos equipamentos de tratamento de informação ou de comando automático que possuam elevado número de filtros para redução das perturbações radioeléctricas ou dos equipamentos de aquecimento de elevada potência (veja-se 707). É possível limitar as consequências da circulação dessas correntes de fuga, alimentando os equipamentos por um transformador de dois enrolamentos com esquema TN no secundário. 333.3 Equipamentos susceptíveis de fornecer corrente à rede de alimentação Nota: Os equipamentos alimentados por uma instalação ligada directamente à rede de distribuição de energia eléctrica e que possam ser realimentados por uma fonte de energia autónoma, devem conter dispositivos que se oponham à realimentação da rede de distribuição. Exceptua-se o caso das instalações de produção independente cujas regras são objecto de guia técnico específico (Guia Técnico das Instalações de Produção Independente de Energia Eléctrica). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 82 - PARTE 5 / Secção 51 MANUTIBILIDADE Secção 341 GENERALIDADES Secção 342 SELECÇÃO E INSTALAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS EM FUNÇÃO DA MANUTENÇÃO ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 83 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE 34 MANUTIBILIDADE 85 341 Generalidades 85 342 Selecção e instalação dos equipamentos em função da manutenção 85 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 84 - PARTE 5 / Secção 51 34 MANUTIBILIDADE Nota: Manutibilidade é a aptidão de uma instalação eléctrica para ser mantida ou restabelecida no estado de disponibilidade, sendo a manutenção realizada nas devidas condições, com os procedimentos e com os meios previstos. 341 Generalidades [E] 341.1 É necessário estimar a periodicidade e a qualidade da manutenção da instalação que se possa, razoavelmente, esperar durante a sua vida útil, para o que deve ser consultado o responsável pela exploração da instalação. A frequência e a qualidade da manutenção devem satisfazer às regras indicadas nas partes 4 a 6 por forma a serem verificadas, durante a vida útil, as condições seguintes: a) as verificações periódicas, os ensaios e a manutenção, sejam efectuadas de modo fácil e seguro; b) a eficácia das medidas de protecção para garantir a segurança; c) a adequada fiabilidade dos equipamentos que permitam o seccionamento correcto da instalação. Nota: Os anteriores conceitos de “conservação” e de “reparação” são, actualmente, designados por “manutenção preventiva” e por “manutenção correctiva”, respectivamente. Ao longo das presentes Regras Técnicas aparece ainda, nalgumas secções, os anteriores conceitos dada serem frequentemente utilizados na prática, no entanto devem ser evitados. As características indicadas nesta secção podem variar de uma parte para outra da instalação e dependem, por exemplo, da presença de pessoas qualificadas para utilizarem o equipamento em serviço normal. O acesso a certas partes da instalação pode ser limitado a essas pessoas, devendo esse facto ser tomado em consideração na selecção das medidas de protecção para garantir a segurança dessas partes (veja-se a parte 4). A presença permanente de pessoas instruídas para a manutenção pode ter influência na selecção das medidas de protecção para garantir a segurança (veja-se, nomeadamente, a secção 481.2). (estão em estudo regras complementares) 342 Selecção e instalação dos equipamentos em função da manutenção [I] 342.1 A experiência e os conhecimentos das pessoas que garantem a manutenção devem ser considerados na selecção e na instalação dos equipamentos. [I] 342.2 Quando for necessário suprimir uma medida de protecção para efectuar operações de manutenção, devem ser adoptadas disposições adequadas por forma a que essa medida seja restabelecida após a execução das operações sem que o nível de protecção seja reduzido. [I] 342.3 Devem ser adoptadas as disposições adequadas por forma a garantir um acesso seguro e apropriado aos equipamentos que necessitem de manutenção. Em certos casos, pode ser necessário prever meios de acesso permanentes tais como escadas e passagens. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 85 - PARTE 5 / Secção 51 SERVIÇOS DE SEGURANÇA Secção 351 GENERALIDADES Secção 352 CLASSIFICAÇÃO Secção 353 FONTES DE SEGURANÇA E FONTES DE SOCORRO ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 86 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE [I] 35 SERVIÇOS DE SEGURANÇA 88 [I] 351 Generalidades 88 [I] 352 Classificação 88 353 Fontes de segurança e fontes de socorro 88 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 87 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 35 SERVIÇOS DE SEGURANÇA [I] 351 Generalidades Nas instalações afectas a serviços de segurança(1) podem ser utilizadas as fontes seguintes: a) baterias de acumuladores; b) pilhas; c) geradores independentes da alimentação normal; d) alimentações distintas a partir da rede de distribuição efectivamente independentes da alimentação normal (veja-se 562.4). Nota: As regras relativas às instalações para serviços de segurança são indicadas na secção 56 . [I] 352 Classificação Para serviços de segurança, uma alimentação pode ser não automática ou automática, consoante a entrada em serviço da alimentação dependa ou não da intervenção de um operador. Uma alimentação automática classifica-se, em função da sua duração de comutação, em: a) sem interrupção de fornecimento: alimentação automática que é garantida de modo contínuo nas condições especificadas durante o período de transição, por exemplo, no que se refere a variações de tensão e de frequência; b) com interrupção de fornecimento muito curta: alimentação automática que fica disponível num tempo não superior a 0,15 s; c) com interrupção de fornecimento curta: alimentação automática que fica disponível num tempo não superior a 0,5 s; d) com interrupção de fornecimento médio: alimentação automática que fica disponível num tempo não superior a 15 s; e) com interrupção de fornecimento longa: alimentação automática que fica disponível num tempo superior a 15 s. Nota: Aos estabelecimentos recebendo público aplica-se a regulamentação de segurança específica em vigor. 353 Fontes de segurança e fontes de socorro Para alimentação dos equipamentos de segurança ou como fontes de socorro podem ser utilizadas as fontes seguintes: a) baterias de acumuladores; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 88 - PARTE 5 / Secção 51 _________________________ (1) - A necessidade de existência de serviços de segurança e a sua natureza são, em regra, definidas pelos organismos competentes, devendo ser respeitadas as prescrições respectivas. b) grupos geradores accionados por motores de combustão, independentes da alimentação normal que tenham características adequadas para arrancarem num tempo especificado; c) fonte exterior efectivamente independente da alimentação normal, desde que esteja garantido que as duas alimentações não são susceptíveis de falharem simultaneamente. Nota: Quando as fontes e os equipamentos de segurança apresentarem grande fiabilidade, podem ser usadas as fontes de segurança também como fontes de socorro. Tal situação aplica-se ao caso em que se verifiquem, simultaneamente, as condições seguintes: a) a potência necessária seja fornecida por mais do que uma fonte, por forma a que, em caso de falha de uma delas, a potência então disponível seja suficiente para garantir o arranque e o funcionamento de todos os equipamentos de segurança; essa falha deve provocar, automaticamente, o deslastre (interrupção) dos circuitos que não sejam de segurança; b) qualquer equipamento de segurança possa ser alimentado por qualquer uma das fontes; c) qualquer falha de uma fonte ou de um equipamento de segurança não afecte o funcionamento das outras fontes ou dos outros equipamentos de segurança. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 89 - PARTE 5 / Secção 51 INSTALAÇÕES TEMPORÁRIAS Secção 361 GENERALIDADES Secção 362 INSTALAÇÕES PARA REPARAÇÕES Secção 363 INSTALAÇÕES PARA TRABALHOS Secção 364 INSTALAÇÕES SEMI-PERMANENTES ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 90 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE 36 INSTALAÇÕES TEMPORÁRIAS 92 361 Generalidades 92 362 Instalações para reparações 92 363 Instalações para trabalhos 92 364 Instalações semi-permanentes 93 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 91 - PARTE 5 / Secção 51 36 INSTALAÇÕES TEMPORÁRIAS 361 Generalidades 361.1 Às instalações para reparação, para trabalhos ou semi-permanentes podem ser aplicadas as derrogações às regras indicadas, respectivamente, nas secções 362, 363 e 364. Não são admitidas derrogações nos locais que apresentem: a) riscos de incêndio (BE2); b) riscos de explosão (BE3). 361.2 Não são admitidas derrogações às regras da parte 4, com excepção das instalações para reparação e desde que sejam respeitadas as condições indicadas na secção 362. As instalações para reparação, para trabalhos ou semi-permanentes devem ser protegidas, na sua origem, contra as sobreintensidades nas condições indicadas na secção 43. 361.3 As instalações temporárias não devem dificultar nem impedir a circulação das pessoas. 361.4 Quando se utilizarem cabos prolongadores, devem ser tomadas as precauções adequadas por forma a evitar que os seus elementos possam separar-se acidentalmente. Nota: Esta regra não obriga, necessariamente, ao uso de dispositivos de encravamento. É essencial que os elementos agrupados dos cabos prolongadores (fichas e tomadas móveis) tenham as mesmas características eléctricas e dimensões que permitam a intermutabilidade. 362 Instalações para reparações Nas instalações para reparações podem não ser aplicadas as presentes Regras Técnicas, desde que a duração dessas instalações seja reduzida ao mínimo indispensável e que se tomem medidas compensatórias ou precauções apropriadas às regras não cumpridas. 363 Instalações para trabalhos Às instalações para trabalhos podem ser aplicadas derrogações às regras seguintes: a) fixação dos equipamentos (veja-se 531.4); b) limites das quedas de tensão (veja-se 525); c) vizinhança de canalizações eléctricas e não eléctricas (veja-se 528); d) condições de instalação das canalizações; e) instalação de cabos flexíveis fixados aos elementos da construção. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 92 - PARTE 5 / Secção 51 Nota: Para garantir a protecção contra os contactos indirectos recomenda-se a utilização de dispositivos diferenciais associados a ligações à terra, devendo a acessibilidade desses dispositivos satisfazer às condições indicadas nas secções 413 e 531.2 . As instalações para trabalhos podem ser objecto de medidas de protecção contra contactos indirectos diferentes das utilizadas nas instalações onde se realizem esses trabalhos. É o caso, por exemplo, de se utilizar, nas instalações para trabalhos, uma das medidas de protecção indicadas nas secções 413.2 ou 413.5 enquanto que nas restantes instalações se aplicam as medidas indicadas na secção 413.1 . • Fixação de equipamentos: As condições de fixação dos equipamentos podem não ser cumpridas desde que estejam colocados em suportes estáveis. • Quedas de tensão: Os limites de quedas de tensão podem não ser aplicados desde que os equipamentos funcionem correctamente. • Vizinhança de canalizações eléctricas e não eléctricas: A separação entre canalizações (eléctricas ou não) pode ser obtida por qualquer meio apropriado. • Canalizações fixas: Para alguns tipos de canalização (indicados na secção 52) podem ser utilizados cabos flexíveis, tais como, os dos tipos H07RN-F, H05VV-F ou H05RR-F, fixados aos elementos da construção por qualquer meio que não danifique o invólucro isolante ou a bainha dos cabos. Contudo, se os locais onde forem instalados estes condutores e cabos apresentarem riscos correspondentes às solicitações mecânicas da classe AG3 é necessário protegê-los convenientemente, por exemplo, por meio de condutas. • Cabos instalados ao ar livre: As condições de fixação não devem danificar a bainha exterior dos cabos. • Cabos flexíveis fixados aos elementos da construção: Os cabos flexíveis, tais como, os do tipo H05VV-F podem ser fixados aos elementos da construção nas condições AD1, AD2, AD3, AD4, AD5, AF1 e AF3. • Canalizações enterradas: Os cabos sem armadura tais como os dos tipos VV(0,6/1 kV) e H07RN-F podem ser instalados sem protecção mecânica desde que sejam tomadas as precauções necessárias para que não sejam danificados. • Linhas aéreas: As linhas aéreas podem ser fixadas por qualquer meio apropriado mas as distâncias regulamentares devem ser sempre respeitadas. 364 Instalações semi-permanentes 364.1 Às instalações semi-permanentes podem ser aplicadas as derrogações indicadas na secção 363. 364.2 Se as instalações semi-permanentes se repetirem periodicamente, devem ser integralmente desmontadas entre cada período de utilização. Os dispositivos de protecção dessas instalações devem ser colocados em quadros estáveis. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 93 - PARTE 5 / Secção 51 ANEXOS Anexo I TIPOS DE ESQUEMAS DOS CONDUTORES ACTIVOS Anexo II RELAÇÕES ENTRE A TEMPERATURA DO AR, A HUMIDADE RELATIVA E A HUMIDADE ABSOLUTA Anexo III CLASSIFICAÇÃO DAS CONDIÇÕES MECÂNICAS ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edião de 2000) - 94 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE Anexo I Tipos de esquemas dos condutores activos 96 Anexo II Relações entre a temperatura do ar, a humidade relativa e a humidade absoluta 97 Anexo III Classificação das condições mecânicas 105 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 95 - PARTE 5 / Secção 51 Anexo I Tipos de esquemas dos condutores activos CORRENTE ALTERNADA Monofásico 2 condutores Trifásico 3 condutores (triângulo ou estrela sem neutro) Monofásico 2 condutores Trifásico 4 condutores (estrela com neutro) Monofásico 3 condutores Bifásico 3 condutores Tetrafásico 5 condutores CORRENTE CONTÍNUA 2 condutores 3 condutores ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 96 - PARTE 5 / Secção 51 Anexo II Relações entre a temperatura do ar, a humidade relativa e a humidade absoluta Classe AB1 Humidade absoluta do ar (g/m3) Temperatura do ar (°C) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 97 - PARTE 5 / Secção 51 Classe AB2 Humidade absoluta do ar (g/m3) Temperatura do ar (°C) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 98 - PARTE 5 / Secção 51 Classe AB3 Humidade absoluta do ar (g/m3) Temperatura do ar (°C) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 99 - PARTE 5 / Secção 51 Classe AB4 Humidade absoluta do ar (g/m3) Temperatura do ar (°C) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 100 - PARTE 5 / Secção 51 Classe AB5 Humidade absoluta do ar (g/m3) Temperatura do ar (°C) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 101 - PARTE 5 / Secção 51 Classe AB6 Humidade absoluta do ar (g/m3) Temperatura do ar (°C) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 102 - PARTE 5 / Secção 51 Classe AB7 Humidade absoluta do ar (g/m3) Temperatura do ar (°C) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 103 - PARTE 5 / Secção 51 Classe AB8 Humidade absoluta do ar (g/m3) Temperatura do ar (°C) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 104 - PARTE 5 / Secção 51 Anexo III Classificação das condições mecânicas Classes Agente ambiental Uni dades 3M1(*) 4M1(**) AG1/AH1 3M2(*) 3M3(*) 4M2(**) 4M3(**) AG2/AH2 3M4(*) 3M5(*) 4M4(**) 4M5(**) 3M6(*) 4M6(**) AG3/AH3 3M7(*) 4M7(**) 3M8(*) 4M8(**) Vibrações estacionárias sinusoidais Amplitude da deslocação Amplitude da aceleração Gama da frequência mm 0,3 1,5 m/s2 Hz 1,5 1 3,0 5 3,0 5 7,0 10 10 10 15 20 30 50 2-9 9-200 2-9 9-200 2-9 9-200 2-9 9-200 2-9 9-200 2-9 9-200 2-9 9-200 2-9 9-200 Vibrações não estacionárias, incluindo as ondas de choque Espectro de resposta m/s2 ao choque tipo L (â) Espectro de resposta m/s2 ao choque tipo I (â) Espectro de resposta m/s2 ao choque tipo II (â) â- aceleração máxima 40 40 70 - - - - - - - - 100 - - - - - - - - 250 250 250 250 (*) - Veja-se a IEC 60721-3-3 (**) - Veja-se a IEC 60721-3-4 Frequência Espectro tipo L ⇒ Duração 22 ms Espectro tipo I ⇒ Duração 11 ms Espectro tipo II ⇒ Duração 6 ms Figura C1 - Espectro de resposta aos choques típicos (espectros de resposta máxima ao choque de primeira ordem) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 105 - PARTE 5 / Secção 51 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 106 - PARTE 5 / Secção 51 PROTECÇÃO PARA GARANTIR A SEGURANÇA Secção 41 PROTECÇÃO CONTRA OS CHOQUES ELÉCTRICOS Secção 42 PROTECÇÃO CONTRA OS EFEITOS TÉRMICOS EM SERVIÇO NORMAL Secção 43 PROTECÇÃO CONTRA AS SOBREINTENSIDADES Secção 44 PROTECÇÃO CONTRA AS SOBRETENSÕES Secção 45 PROTECÇÃO CONTRA OS ABAIXAMENTOS DE TENSÃO Secção 46 SECCIONAMENTO E COMANDO Secção 47 APLICAÇÃO DAS MEDIDAS DE PROTECÇÃO PARA GARANTIR A SEGURANÇA Secção 48 SELECÇÃO DAS MEDIDAS DE PROTECÇÃO EM FUNÇÃO DAS INFLUÊNCIAS EXTERNAS Anexos ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 107 - PARTE 5 / Secção 51 PROTECÇÃO CONTRA OS CHOQUES ELÉCTRICOS Secção 410 GENERALIDADES Secção 411 PROTECÇÃO CONTRA OS CONTACTOS DIRECTOS E CONTRA OS CONTACTOS INDIRECTOS Secção 412 PROTECÇÃO CONTRA OS CONTACTOS DIRECTOS Secção 413 PROTECÇÃO CONTRA OS CONTACTOS INDIRECTOS ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 108 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE [E] 4 PROTECÇÂO PARA GARANTIR A SEGURANÇA 111 [I] 400.1 Generalidades 111 [I] 41 PROTECÇÃO CONTRA OS CHOQUES ELÉCTRICOS 111 [I] 410 Generalidades 111 [I] 411 Protecção contra os contactos directos e contra os contactos indirectos 111 [I] 411.1 Protecção por tensão reduzida TRS ou TRP 111 [I] 411.1.1 Regras gerais 112 [I] 411.1.2 Fontes de alimentação para TRS e TRP 112 [I] 411.1.3 Condições de instalação dos circuitos 113 [I] 411.1.4 Regras (complementares) para circuitos não ligados à terra (TRS) 114 [I] 411.1.5 Regras (complementares) para circuitos ligados à terra (TRP) 115 [H] 411.2 Protecção por limitação da energia de descarga (em estudo) 115 [I] 411.3 Protecção por tensão reduzida funcional (TRF) 115 [I] 411.3.1 Generalidades 115 [I] 411.3.2 Protecção contra os contactos directos 116 [I] 411.3.3 Protecção contra os contactos indirectos 116 [I] 411.3.4 Fichas e tomadas 116 [I] 412 Protecção contra os contactos directos 117 [I] 412.1 Protecção por isolamento das partes activas 117 [E] 412.2 Protecção por meio de barreiras ou de invólucros 117 [E] 412.3 Protecção por meio de obstáculos 119 [E] 412.4 Protecção por colocação fora de alcance 119 [E] 412.5 Protecção complementar por dispositivos de protecção sensíveis à corrente diferencial-residual (abreviadamente dispositivos diferenciais) 120 [I] 413 Protecção contra os contactos indirectos 120 [I] 413.1 Protecção por corte automático da alimentação 120 [I] 413.1.1 Generalidades 120 [I] 413.1.1.1 Corte da alimentação 121 [I] 413.1.1.2 Ligações à terra 122 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 109 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 413.1.2 Ligações equipotenciais 122 [I] 413.1.2.1 Ligação equipotencial principal 122 [I] 413.1.2.2 Ligação equipotencial suplementar 123 [I] 413.1.3 Esquema TN 123 [I] 413.1.4 Esquema TT 129 [I] 413.1.5 Esquema IT 131 [I] 413.1.6 Ligação equipotencial suplementar 136 [I] 413.2 Protecção por utilização de equipamentos da classe II ou por isolamento equivalente 137 [I] 413.3 Protecção por recurso a locais não condutores 139 [I] 413.4 Protecção por ligações equipotenciais locais não ligadas à terra 141 [E] 413.5 Protecção por separação eléctrica 141 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 110 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 4 PROTECÇÂO PARA GARANTIR A SEGURANÇA A presente parte das Regras Técnicas destina-se, em complemento das restantes, a indicar as regras a respeitar com vista a garantir a conformidade das instalações eléctricas com os princípios fundamentais enunciados na Parte 1. [I] 400.1 Generalidades [I] 400.1.1 Nas secções 41 a 46 são indicadas as regras essenciais para garantir a protecção de pessoas, de animais e de bens. Na secção 47 são indicadas as prescrições para a aplicação e para a coordenação dessas regras. Na secção 48 são indicadas as regras particulares em função de certas condições de influências externas. Nota: Na Parte 5 são indicadas as regras para a selecção e para a instalação dos equipamentos enquanto que na Parte 6 são indicadas as regras relativas aos ensaios das instalações eléctricas; nas partes 7 e 8 são, ainda, indicadas regras para instalações e locais especiais e regras complementares, respectivamente. [I] 400.1.2 As medidas de protecção podem ser aplicadas a toda a instalação, apenas a uma parte da instalação ou apenas a um equipamento. Quando não forem verificadas algumas das condições de uma dada medida de protecção, devem ser tomadas medidas complementares por forma a garantir, pela sua combinação, o mesmo nível de segurança que seria garantido pela medida de protecção prevista (veja-se 411.3). [I] 400.1.3 A ordem pela qual as medidas de protecção são apresentadas não implica qualquer noção de importância relativa. [I] 41 PROTECÇÃO CONTRA OS CHOQUES ELÉCTRICOS [I] 410 Generalidades De acordo com o indicado na secção 471 e na secção 48, a protecção contra os choques eléctricos deve ser garantida pela aplicação das medidas apropriadas, indicadas nas secções seguintes : a) 411, para a protecção contra os contactos directos e contra os contactos indirectos (regras comuns); b) 412, apenas para a protecção contra os contactos directos; c) 413, apenas para a protecção contra os contactos indirectos. [I] 411 Protecção contra os contactos directos e contra os contactos indirectos [I] 411.1 Protecção por tensão reduzida TRS ou TRP Nota: As diferentes tensões reduzidas são designadas pelas abreviaturas seguintes: ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 111 - PARTE 5 / Secção 51 a) TRS (em inglês SELV, em francês TBTS) - tensão reduzida de segurança; b) TRP (em inglês PELV, em francês TBTP) - tensão reduzida de protecção, isto é, tensão reduzida de segurança, com um ponto do circuito secundário ligado à terra (e satisfazendo todas as outras condições da TRS); c) TRF (em inglês FELV, em francês TBTF) - tensão reduzida funcional, isto é, tensão reduzida que não obedece nem às regras da TRS nem às regras da TRP. [I] 411.1.1 Regras gerais A protecção contra os choques eléctricos considera-se garantida quando, forem verificadas, simultaneamente, as condições seguintes(1): a) a tensão nominal não for superior ao limite superior do domínio I (vejam-se 222 e 223); b) a fonte de alimentação satisfizer às condições indicadas na secção 411.1.2; c) forem verificadas as condições indicadas na secção 411.1.3 e se se verificar ainda uma das condições seguintes: as medidas indicadas na secção 411.1.4, para os circuitos não ligados à terra (TRS); as medidas indicadas na secção 411.1.5, para os circuitos ligados à terra (TRP). [I] 411.1.2 Fontes de alimentação para TRS e TRP Como fontes de alimentação para TRS ou TRP podem ser utilizadas as indicadas nas secções 411.1.2.1 a 411.1.2.5. Nota: O limite superior do domínio I é de 50 V em corrente alternada (valor eficaz) e de 120 V em corrente contínua (veja-se 22). O valor real da tensão pode diferir do valor nominal dentro dos limites de tolerância admitidos, que são, em regra, de ± 10%. Para certas influências externas podem ser especificados limites mais baixos (veja-se a Parte 7). Quando os circuitos de tensão reduzida forem alimentados em corrente alternada por meio de um transformador de segurança, a tensão no secundário em vazio não deve ser superior a 50 V quando a tensão no primário estiver no seu valor nominal. Quando não puderem ser verificadas todas as condições indicadas na secção 411.1.3, devem ser tomadas medidas complementares para garantir a protecção (veja-se 411.3). Os equipamentos utilizados nos circuitos de TRS e de TRP podem ser da classe III. [I] 411.1.2.1 Um transformador de segurança que satisfaça a Norma EN 60742 Nota: Quando se utilizarem transformadores cujas características (potência e tensão primária) estejam fora do domínio de aplicação da Norma referida, esses transformadores devem apresentar uma segurança equivalente. Esta segurança equivalente pode ser obtida ou por aplicação de regras de fabrico análogas às dos transformadores de segurança, ou pela existência de um écran de separação entre os circuitos primário e secundário, ligado à terra. _________________________ (1) - Quando o circuito for alimentado a uma tensão mais elevada por intermédio de outros equipamentos (tais como, autotransformadores, potenciómetros, dispositivos com semicondutores, etc.) o circuito secundário ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 112 - PARTE 5 / Secção 51 deve ser considerado como fazendo parte do circuito primário e ser abrangido pela medida de protecção deste circuito. [E] 411.1.2.2 Uma fonte de corrente que garanta um grau de segurança equivalente ao de um transformador de segurança, indicado na secção 411.1.2.1 (por exemplo, um motor-gerador, cujos enrolamentos apresentem uma separação equivalente). [E] 411.1.2.3 Uma fonte electroquímica (pilhas ou acumuladores) ou qualquer outra fonte que não dependa de circuitos com tensão mais elevada (por exemplo, um grupo gerador accionado por motor de combustão). [E] 411.1.2.4 Dispositivos electrónicos que satisfaçam às regras indicadas nas respectivas Normas e, em relação aos quais, tenham sido tomadas medidas para garantir que, mesmo em caso de defeito interno, a tensão aos terminais de saída não possa ser superior aos limites indicados na secção 411.1.1. Podem ser admitidos valores mais elevados se, em caso de contacto directo ou indirecto, a tensão aos terminais de saída for imediatamente reduzida a estes limites ou a limites inferiores(2). Nota: Esta redução da tensão em caso de contacto directo, pode ser obtida através da impedância interna dos dispositivos electrónicos. [I] 411.1.2.5 Fontes móveis, tais como transformadores de segurança ou grupos motor - gerador, seleccionadas ou instaladas de acordo com as regras inerentes à medida de protecção por utilização de equipamentos da classe II ou por isolamento equivalente (veja-se 413.2). [I] 411.1.3 Condições de instalação dos circuitos [I] 411.1.3.1 As partes activas dos circuitos TRS e TRP devem ser separadas, electricamente, de qualquer outro circuito, devendo ser tomadas medidas adequadas para garantir uma separação, pelo menos, equivalente à que existe entre os circuitos primário e secundário de um transformador de segurança(3). [I] 411.1.3.2 Os condutores de todos os circuitos TRS e TRP devem ser separados fisicamente dos condutores de todos os outros circuitos, devendo, quando tal não for possível, ser verificada uma das condições seguintes : a) os condutores dos circuitos TRS e TRP devem possuir, além do respectivo isolamento principal, uma bainha não metálica(4); b) os condutores dos circuitos com tensões diferentes devem ser separados por um écran ou por uma bainha, metálicos e ligados à terra(4); __________________________ (2) - São exemplos destes dispositivos os aparelhos para ensaios de isolamento. Quando a tensão aos terminais de saída for mais elevada, a conformidade com esta regra pode considerar-se verificada se a tensão aos terminais de saída, medida com um voltímetro de resistência interna não inferior a 3 000 Ω, estiver dentro dos limites especificados na secção 411.1.1. (3) - Esta regra não se opõe à ligação do circuito TRP à terra (veja-se 411.1.5). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 113 - PARTE 5 / Secção 51 Entre as partes activas do circuito secundário e qualquer outra parte de um circuito com tensão mais elevada, é necessária uma separação eléctrica, pelo menos, equivalente à prevista entre os enrolamentos primário e secundário de um transformador de segurança em todos os equipamentos eléctricos (tais como, relés, contactores e interruptores auxiliares). (4) - Nestes casos, o isolamento principal de cada um dos condutores pode ser, apenas, o correspondente à tensão do circuito de tensão reduzida em causa. c) os condutores de cabos multicondutores ou de agrupamentos de condutores podem pertencer a circuitos com tensões diferentes, desde que os condutores dos circuitos TRS e TRP sejam isolados, individual ou colectivamente, para a tensão mais elevada que possa surgir. Nota: As diferentes medidas indicadas nesta secção são ilustradas pelos esquemas seguintes : Circuito TRS ou TRP, separado fisicamente de todos os outros circuitos, Condutores do circuito TRS ou TRP munidos, para além do respectivo isolamento principal, de uma bainha não metálica, Écran ou bainha, metálicos ligados à terra, separando os circuitos TRS ou TRP de todos os outros circuitos, Circuito TRS ou TRP fazendo parte de um cabo multicondutor que contenha outros circuitos, sendo o isolamento dos condutores do circuito TRS ou TRP previsto para a tensão mais elevada que possa surgir nos condutores dos diferentes circuitos do cabo, Onde: designa o circuito TRS ou TRP; designa um outro circuito. [I] 411.1.3.3 As fichas e tomadas para circuitos TRS e TRP devem satisfazer às regras seguintes: a) as fichas não devem poder entrar em tomadas alimentadas a tensões diferentes; b) as tomadas devem impedir a introdução de fichas concebidas para tensões diferentes; c) as tomadas dos circuitos TRS não devem possuir contactos de terra. [I] 411.1.4 Regras (complementares) para circuitos não ligados à terra (TRS) [I] 411.1.4.1 As partes activas dos circuitos TRS não devem ser ligadas electricamente à terra, nem a partes activas, nem a condutores de protecção que pertençam a outros circuitos. [I] 411.1.4.2 As massas dos equipamentos eléctricos não devem ser ligadas intencionalmente(5): a) à terra; b) a condutores de protecção ou a massas de outras instalações; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 114 - PARTE 5 / Secção 51 c) a elementos condutores (para aparelhos que, em virtude da sua instalação, estejam ligados a elementos condutores, esta medida continua válida se houver a garantia que esses elementos condutores não podem atingir um potencial superior à tensão nominal indicada na secção 411.1.1). _________________________ (5) - Se houver massas de circuitos TRS susceptíveis de se encontrarem em contacto fortuito com massas de outros circuitos, a protecção contra os choques eléctricos não deve ser considerada garantida apenas pela medida de protecção por TRS, devendo aplicar-se-lhes também as medidas de protecção relativas às outras massas. [I] 411.1.4.3 Quando a tensão nominal do circuito for superior a 25 V em corrente alternada (valor eficaz) ou a 60 V em corrente contínua "lisa"(6), a protecção contra os contactos directos deve ser garantida por um dos meios seguintes: a) barreiras ou invólucros que tenham um código IP não inferior a IPXXB; b) isolamento que possa suportar uma tensão alternada de 500 V (valor eficaz) durante 1 min. Em regra, quando a tensão nominal não for superior a 25 V em corrente alternada (valor eficaz) ou a 60 V em corrente contínua "lisa", não é necessária qualquer protecção contra os contactos directos, podendo, no entanto, ser necessária essa protecção para algumas condições de influências externas (em estudo). Nota: Os códigos IP são os constantes da Norma NP EN 60529. [I] 411.1.5 Regras (complementares) para circuitos ligados à terra (TRP) Quando os circuitos forem ligados à terra(7) e não for exigido que a TRS satisfaça ao indicado na secção 411.1.4, devem ser verificadas as regras indicadas nas secções 411.1.5.1 e 411.1.5.2. [I] 411.1.5.1 A protecção contra os contactos directos deve ser garantida por um dos meios seguintes: a) barreiras ou invólucros que tenham um código IP não inferior a IPXXB; b) isolamento que possa suportar uma tensão alternada de 500 V (valor eficaz) durante 1 min. [I] 411.1.5.2 A regra indicada na secção 411.1.5.1 pode ser dispensada se os equipamentos estiverem situados na zona de influência de um uma ligação equipotencial e se a tensão nominal não for superior a : a) 25 V em corrente alternada (valor eficaz) ou 60 V em corrente contínua "lisa", se os equipamentos forem, em regra, apenas utilizados em locais secos e se não apresentarem grandes superfícies de partes activas susceptíveis de contacto com o corpo humano; b) 6 V em corrente alternada (valor eficaz) ou 15 V em corrente contínua "lisa" nos outros casos. [E] 411.2 Protecção por limitação da energia de descarga (em estudo) [I] 411.3 Protecção por tensão reduzida funcional (TRF) [I] 411.3.1 Generalidades Devem ser usadas como medidas de protecção complementar contra os contactos directos e indirectos as indicadas nas secções 411.3.2 e 411.3.3, quando(8): _________________________ ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 115 - PARTE 5 / Secção 51 (6) - A corrente contínua "lisa" é definida, convencionalmente, por um factor de ondulação não superior a 10%; o valor máximo de crista não é superior a 140 V, para tensões nominais de 120 V em corrente contínua "lisa" e a 70 V para tensões nominais de 60 V em corrente contínua "lisa". (7) - A ligação à terra dos circuitos pode ser realizada por uma ligação apropriada à terra no interior da fonte de alimentação. (8) - Este tipo de condições pode surgir quando, por exemplo, o circuito incluir equipamentos que não tenham isolamento suficiente para uma separação de protecção (transformadores, relés, telerruptores, contactores). a) se utilizar, por questões de funcionalidade, uma tensão do domínio I; b) não puderem ser verificadas todas as prescrições indicadas na secção 411.1 relativas à TRS ou à TRP; c) não for necessária uma TRS ou uma TRP. A combinação destas medidas de protecção(8) designa-se por tensão reduzida funcional (TRF). [I] 411.3.2 Protecção contra os contactos directos Na medida de protecção por TRF deve ser garantida uma protecção contra os contactos directos por um dos meios seguintes: a) barreiras ou invólucros que satisfaçam às regras indicadas na secção 412.2; b) isolamento correspondente à tensão mínima exigida para o circuito primário. É permitido alimentar pelo circuito TRF equipamentos cujo isolamento corresponda, por fabrico, a uma tensão de ensaio inferior à tensão mínima exigida para o circuito primário, desde que o isolamento das partes acessíveis não condutoras seja reforçado, aquando da instalação, de modo a poder suportar uma tensão de ensaio de 1 500 V em corrente alternada (valor eficaz) durante 1 min. [I] 411.3.3 Protecção contra os contactos indirectos Na medida de protecção por TRF deve ser garantida uma protecção contra os contactos indirectos por um dos meios seguintes: a) ligação das massas dos equipamentos do circuito TRF ao condutor de protecção do circuito primário, desde que este circuito satisfaça a uma das medidas de protecção por corte automático da alimentação indicadas na secção 413.1 (o que não impede que um condutor activo do circuito TRF seja ligado ao condutor de protecção do circuito primário); b) ligação das massas dos equipamentos do circuito TRF ao condutor de equipotencialidade, não ligado à terra, do circuito primário quando, neste último, for aplicada a medida de protecção por separação eléctrica, de acordo com o indicado na secção 413.5. [I] 411.3.4 Fichas e tomadas As fichas e as tomadas para circuitos TRF devem satisfazer, simultaneamente, às regras seguintes: a) as fichas não devem poder entrar em tomadas alimentadas a tensões diferentes; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 116 - PARTE 5 / Secção 51 b) as tomadas devem impedir a introdução de fichas concebidas para tensões diferentes. [I] 412 Protecção contra os contactos directos [I] 412.1 Protecção por isolamento das partes activas As partes activas da instalação devem ser completamente revestidas por um isolamento que apenas possa ser retirado por destruição. Para os equipamentos montados em fábrica, o isolamento deve satisfazer às regras correspondentes relativas a estes equipamentos. Para os outros equipamentos, a protecção deve ser garantida por um isolamento capaz de suportar, de forma durável, as solicitações a que possa vir a ser submetido (tais como, as influências mecânicas, químicas, eléctricas e térmicas). De um modo geral, não se considera que as tintas, os vernizes, as lacas e os produtos análogos constituam isolamento suficiente no âmbito da protecção contra os contactos directos. Nota: O isolamento destina-se a impedir qualquer contacto com partes activas da instalação eléctrica, pelo que: a) quando o isolamento for feito durante a instalação, a sua qualidade deve ser verificada através de ensaios análogos aos que se destinam a verificar, durante o fabrico, a qualidade do isolamento de equipamentos semelhantes; b) quando os equipamentos forem fabricados segundo normas que contenham regras relativas à protecção contra os contactos directos, esta verificação é dispensável. [E] 412.2 Protecção por meio de barreiras ou de invólucros Nota: As barreiras ou os invólucros destinam-se a impedir contactos com as partes activas da instalação eléctrica. A protecção contra os contactos directos pode ser designada no código IP por uma letra adicional que tem o significado indicado na Norma NP EN 60529. [I] 412.2.1 As partes activas devem ser colocadas dentro de invólucros ou por detrás de barreiras que tenham, pelo menos, um código IP2X; no entanto, se durante a substituição de certas partes (tais como, suportes de lâmpadas, fichas, tomadas e fusíveis) ou para permitir o bom funcionamento dos equipamentos de acordo com as regras que lhes são aplicáveis, resultarem aberturas superiores às correspondentes a este código, deve verificar-se, simultaneamente, o seguinte: a) serem tomadas as precauções apropriadas para impedir que as pessoas ou os animais possam tocar acidentalmente nas partes activas; b) ser, sempre, garantido que as pessoas estejam conscientes do facto de as partes que fiquem acessíveis pela abertura são partes activas e que não devem ser tocadas voluntariamente. Nota: Os equipamentos que, por construção, tenham um código IP não inferior a IP2X satisfazem a esta medida de protecção. As aberturas com dimensões inferiores a 12,5 mm de diâmetro conferem ao equipamento um código IP2X. As aberturas superiores a 12,5 mm podem conferir o mesmo código IP 2X se as partes activas não puderem ser atingidas pelo dedo de prova. Os equipamentos que não satisfaçam a estas regras devem ser protegidos por meio de barreiras ou de invólucros complementares. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 117 - PARTE 5 / Secção 51 Podem-se admitir aberturas maiores para a utilização de certos equipamentos que delas necessitem, tais como: a) certos suportes de lâmpadas, quando as lâmpadas não estiverem colocadas; b) certas tomadas; c) certos fusíveis, quando os elementos de substituição não estiverem colocados. [I] 412.2.2 As superfícies superiores das barreiras ou dos invólucros horizontais que sejam facilmente acessíveis devem ter um código IP não inferior a IP4X. Nota: Por superfícies superiores entendem-se as superfícies sobre as quais circulam normalmente pessoas, tais como pisos e passadeiras colocados por cima de partes activas (por exemplo, barramentos). Para as portas e para os painéis dos quadros, ainda que acessíveis a pessoas não qualificadas, não é obrigatório o código IP4X, mas apenas o código IP2X, dado que as pessoas não podem permanecer sobre aquelas superfícies. Esta regra destina-se a evitar os perigos que possam resultar da queda fortuita de uma ferramenta (por exemplo, chave de parafusos) cuja parte metálica pudesse penetrar nas aberturas de um piso perfurado (rede). [E] 412.2.3 As barreiras e os invólucros devem ser fixados de forma segura e terem robustez e durabilidade suficientes para manter os códigos IP exigidos e permitirem uma separação suficiente das partes activas nas condições conhecidas de serviço normal, tendo em conta as condições de influências externas. Nota: Esta medida de protecção não impede a utilização de barreiras dotadas de aberturas, desde que as barreiras sejam mantidas por forma a serem verificadas as regras indicadas na secção 412.2.4. [I] 412.2.4. Quando for necessário suprimir as barreiras, abrir os invólucros ou retirar partes desses invólucros, tal só deve ser possível numa das situações seguintes : a) com a ajuda de uma chave ou de uma ferramenta; b) depois de se terem colocado sem tensão as partes activas assim protegidas, só podendo restabelecer-se a tensão depois de as barreiras ou de os invólucros terem sido recolocados; c) se for interposta uma segunda barreira com um código IP não inferior a IP2X, que apenas possa ser retirada com a ajuda de uma chave ou de uma ferramenta e que impeça qualquer contacto com as partes activas. Nota: Constituem exemplos do indicado na alínea a): um écran que apenas possa ser retirado com a ajuda de uma chave; um encaixe que exija a utilização de uma chave de parafusos para fazer de alavanca de abertura. Contudo, não é necessária a ajuda de chaves ou de ferramentas se forem utilizados dispositivos de fecho rápido, em que o esforço manual necessário à respectiva abertura seja considerável. Constitui exemplo do indicado na alínea b) um encravamento das portas de um invólucro com o dispositivo de seccionamento da alimentação, por forma a que só se possam abrir as portas quando o dispositivo de seccionamento estiver aberto e que este não possa voltar a ser fechado enquanto as portas estiverem abertas. Quando na instalação existirem condensadores de grande capacidade, deve ser garantida a respectiva descarga antes de se poder penetrar para o lado das barreiras ou dos invólucros. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 118 - PARTE 5 / Secção 51 Constitui exemplo do indicado na alínea c) um obturador que impeça o acesso aos contactos em tensão de um conjunto extraível. [E] 412.3 Protecção por meio de obstáculos Nota: Os obstáculos destinam-se a impedir os contactos fortuitos com as partes activas, mas não os contactos voluntários em caso de tentativa deliberada para contornar os obstáculos. Constituem exemplos de obstáculos os parapeitos e os painéis de rede. Uma vez que esta medida de protecção não garante uma protecção completa contra os contactos directos, a sua aplicação deve ser limitada às situações indicadas na secção 481.2 (caso dos locais afectos a serviços eléctricos). [E] 412.3.1 Os obstáculos devem impedir: a) a aproximação física, não intencional, às partes activas; b) os contactos não intencionais com as partes activas durante as intervenções nos equipamentos em tensão, durante a exploração. [E] 412.3.2 Os obstáculos podem ser desmontáveis sem necessidade de utilização de uma ferramenta ou de uma chave e devem ser fixados de modo a impedir a sua retirada involuntária. [E] 412.4 Protecção por colocação fora de alcance Nota: A protecção por colocação fora de alcance (por afastamento) destina-se apenas a impedir os contactos fortuitos com as partes activas. [I] 412.4.1 As partes simultaneamente acessíveis que se encontrem a potenciais diferentes não devem situar-se no interior do volume de acessibilidade. Nota: Duas partes são consideradas simultaneamente acessíveis se distarem uma da outra até 2,50 m, devendo esta distância ser aumentada em função do comprimento dos objectos condutores que possam ser manipulados ou transportados nos respectivos locais. O solo é considerado como uma das partes simultaneamente acessíveis se não for isolante (vejam-se 235.1 e 235.2). Uma vez que esta medida de protecção não garante uma protecção completa contra os contactos directos, a sua aplicação deve ser limitada às situações indicadas na secção 481.2 (caso dos locais afectos a serviços eléctricos). Na secção 529.7 são indicadas as distâncias mínimas a verificar em relação às linhas eléctricas aéreas. [E] 412.4.2 Quando o espaço no qual permaneçam ou circulem normalmente as pessoas for limitado, na horizontal, por um obstáculo (por exemplo, fita ou corrente de protecção, parapeito ou painel de rede) com um código IP inferior a IP2X, o volume de acessibilidade tem o seu início nesse obstáculo. Na vertical, o volume de acessibilidade é limitado a 2,50 m a partir da superfície S sobre a qual permaneçam ou circulem as pessoas (veja-se 235.1), sem se considerarem os obstáculos intermédios que apresentem um código IP inferior a IP2X. Nota: As distâncias indicadas para o volume de acessibilidade pressupõem que o contacto feito directamente com as mãos nuas, sem ter em conta a eventual existência de ferramentas, de escadas ou de dispositivos análogos. [E] 412.4.3 Nos locais em que objectos condutores de grande comprimento ou de grande volume sejam manipulados habitualmente, as distâncias indicadas nas secções 412.4.1 e 412.4.2 devem ser aumentadas de acordo com as dimensões desses objectos. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 119 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 412.5 Protecção complementar por dispositivos de protecção sensíveis à corrente diferencial-residual (abreviadamente dispositivos diferenciais) Nota: A experiência demonstra que as medidas clássicas de protecção contra os contactos directos, que têm carácter preventivo, podem, ocasionalmente, revelar falhas por falta de manutenção, por desgaste (normal ou anormal) do isolamento ou por imprudência. Uma forma de eliminar uma parte dos riscos de acidente consiste na utilização de um dispositivo diferencial com uma corrente diferencial estipulada não superior a 30 mA, destinado a garantir rapidamente o desligar da instalação eléctrica, ou de parte desta, em caso de aparecimento de uma corrente de defeito à terra de reduzido valor. De referir que este meio não permite evitar os acidentes (aliás muito raros) provocados por um contacto simultâneo com duas partes activas a potenciais diferentes (contacto bipolar), dado que nenhuma protecção poderia distinguir a impedância do corpo humano da impedância de aparelhos de utilização. Por este motivo, não se podem deixar de adoptar as medidas de protecção clássicas nem de informar os utilizadores do seu cumprimento. Note-se, ainda, que esta solução facilita muito a protecção contra os contactos indirectos, dado que permite a utilização de eléctrodos de terra de elevado valor de resistência de contacto (algumas centenas de ohms). Esta solução tem, ainda, a vantagem de garantir, de certo modo, a vigilância permanente do isolamento das instalações relativamente à terra pela detecção de correntes de fuga, contribuindo assim para a protecção contra os incêndios. Na secção 532.2.6 são indicadas as regras de instalação relativas aos dispositivos diferenciais de alta sensibilidade. [E] 412.5.1 O emprego de dispositivos diferenciais, de corrente diferencial estipulada não superior a 30 mA, é reconhecido como medida de protecção complementar em caso de falha de outras medidas de protecção contra os contactos directos ou em caso de imprudência dos utilizadores. [E] 412.5.2 A utilização dos dispositivos referidos na secção 412.5.1 não é reconhecida como constituindo, por si só, uma medida de protecção completa e não dispensa, de modo algum, o emprego de uma das medidas de protecção indicadas nas secções 412.1 a 412.4. [I] 413 Protecção contra os contactos indirectos [I] 413.1 Protecção por corte automático da alimentação(9) Nota: Qualquer defeito que surja num equipamento eléctrico origina a circulação de uma corrente, que deve ser interrompida num tempo compatível com a segurança das pessoas. A medida de protecção por corte automático da alimentação baseia-se na associação das condições seguintes : a) a realização ou a existência de um circuito (designado por "malha de defeito) que permita a circulação da corrente de defeito, dependendo a constituição desta malha do esquema das ligações à terra (TN, TT ou IT); b) o corte da corrente de defeito seja efectuado por um dispositivo de protecção apropriado, num tempo que depende de certos parâmetros (tais como, a tensão de contacto e a probabilidade de defeitos e de contactos com as partes afectadas), sendo esse tempo determinado a partir do conhecimento dos efeitos da corrente eléctrica no corpo humano. A condição indicada na alínea a) implica a utilização de condutores de protecção que interliguem as massas de todos os equipamentos eléctricos alimentados pela instalação, de modo a constituir uma malha de defeito, como se indica nas secções 413.1.3 a 413.1.5, para os diferentes esquemas das ligações à terra (TN, TT ou IT). A condição indicada na alínea b) implica a existência de um dispositivo de corte automático de características definidas para os diferentes esquemas das ligações à terra (TN, TT ou IT). [I] 413.1.1 Generalidades(10) ________________________ ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 120 - PARTE 5 / Secção 51 (9) - O corte automático da alimentação deve ser utilizado quando, em caso de defeito e em consequência do valor e da duração da tensão de contacto, existir o risco de se produzirem efeitos fisiopatológicos perigosos nas pessoas (veja-se a Norma IEC 60479-1). Esta medida de protecção obriga à coordenação entre os esquemas de ligação à terra e as características dos condutores de protecção e dos dispositivos de protecção. No relatório técnico da IEC "Medidas de protecção contra os contactos indirectos por corte automático da alimentação" (em estudo), são fornecidas explicações sobre as regras correspondentes a esta medida de protecção, bem como as curvas de referência extraídas da Norma IEC 60479-1. Encontram-se em estudo regras complementares para as instalações em corrente contínua. (10) - Nas secções 413.1.3 a 413.1.5 são indicados, para os diferentes esquemas das ligações à terra, meios convencionais que permitem satisfazer as regras indicadas nas secções 413.1.1.1 e 413.1.1.2. [I] 413.1.1.1 Corte da alimentação Deve existir um dispositivo de protecção que separe automaticamente da alimentação o circuito ou o equipamento quando surgir um defeito entre uma parte activa e uma massa. Esta medida de protecção contra os contactos indirectos destina-se a impedir que, entre partes condutoras simultaneamente acessíveis, possam manter-se, durante um tempo suficiente para criar riscos de efeitos fisiopatológicos perigosos para as pessoas, tensões de contacto presumidas superiores às tensões limites convencionais (UL) seguintes : a) 50 V em corrente alternada (valor eficaz); b) 120 V em corrente contínua lisa(11). Para tempos de corte não superiores a 5 s, podem-se admitir, em certas circunstâncias dependentes do esquema das ligações à terra (veja-se 413.1.3.5), outros valores para a tensão de contacto(12). Nota: Esta regra baseia-se numa curva que define o tempo de corte do dispositivo de protecção em função da tensão de contacto presumida. Esta curva foi estabelecida de acordo com estudos internacionais sobre os efeitos da corrente eléctrica no corpo humano (veja-se a Norma IEC 60479-1). Esta Norma permite determinar o tempo máximo durante o qual uma pessoa pode suportar uma dada corrente sem risco de ocorrerem efeitos fisiopatológicos perigosos. Tendo em conta a impedância do corpo humano, esta relação tempo/corrente permite determinar a relação entre o tempo de corte e a tensão de contacto presumida à qual a pessoa pode ficar submetida (indicada no quadro 41GA). As regras indicadas nesta secção são também aplicáveis às instalações alimentadas em corrente alternada, de frequências compreendidas entre 15 Hz e 1 000 Hz. QUADRO 41GA Duração máxima da tensão de contacto presumida para UL = 50 Vac ou UL = 120 Vdc. Tensão de contacto presumida Uc (V) ≤50 75 90 120 150 220 280 350 500 Tempo de corte máximo do dispositivo de protecção t (s) Corrente alternada Corrente contínua [a] [b] 5 0,60 0,45 0,34 0,27 0,17 0,12 0,08 0,04 5 5 5 5 1 0,40 0,30 0,20 0,10 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 121 - PARTE 5 / Secção 51 _________________________ (11) - O termo "lisa" é, convencionalmente, definido por um factor de ondulação não superior a 10% em valor eficaz; para a tensão contínua lisa de 120 V, o valor máximo de crista não deve ser superior a 140 V. (12) - Para instalações especiais podem ser prescritos valores inferiores de tempo de corte e de tensão de contacto de acordo com o indicado na secção 481.3 e na Parte 7. Note-se que, para as instalações de produção e distribuição de energia eléctrica, podem ser admitidos valores de tempo de corte e de tensão de contacto superiores aos indicados nesta secção. No esquema IT, o corte automático não é, em regra, obrigatório para o primeiro defeito (veja-se 413.1.5). Os valores indicados neste quadro são válidos nas condições seguintes: a) locais secos ou húmidos; b) corrente percorrendo o corpo humano entre as duas mãos e os dois pés; c) corrente limitada pela presença de calçado ou pela resistência do solo. Os valores indicados na coluna (a) aplicam-se à corrente alternada, de frequência compreendida entre 15 Hz e 1 000 Hz e à corrente contínua não lisa. Os valores indicados na coluna (b) aplicam-se à corrente contínua lisa. Para condições de humidade ou de contacto mais severas são indicadas regras na secção 481.3 e, para as instalações especiais, na Parte 7. Para os casos em que a tensão limite convencional de contacto (UL) seja limitada a 25 V em corrente alternada ou a 60 V em corrente contínua lisa (veja-se 481.3.1.1), são indicados, no quadro 48GE, tempos de corte em função da tensão de contacto (Uc). A aplicação dos tempos de corte indicados no quadro 41GA pressupõe que se conhece o valor da tensão de contacto presumida, que, na prática, é de difícil avaliação na fase de projecto da instalação, uma vez que se baseia em parâmetros cujo valor exacto depende da configuração da instalação. Por este motivo e para facilitar o estabelecimento das condições de aplicação das regras de protecção, o método convencional permite determinar os tempos de corte não em função da tensão de contacto presumida mas sim em função da tensão nominal da instalação. A determinação de um tempo único de corte para uma dada tensão nominal de alimentação não considera, na prática, a influência da situação do circuito em causa em relação à ligação equipotencial principal, nem a relação entre as secções do condutor de protecção e as dos condutores activos. As variações da tensão de contacto que daí resultam não comprometem a segurança garantida pelo método convencional. Devido a estas considerações, determinaram-se os tempos de corte indicados no quadro 41A, para o esquema TN (veja-se 413.1.3.3) e no quadro 41B para o esquema IT (veja-se 413.1.5.6). Na prática, os tempos de corte dos dispositivos de protecção só devem ser considerados se estes dispositivos forem disjuntores com disparo retardado ou fusíveis. Quando a protecção for garantida por outros tipos de disjuntores, é suficiente verificar se a corrente de defeito é não inferior ao menor valor de corrente que provoca o funcionamento instantâneo do disjuntor. [I] 413.1.1.2 Ligações à terra As massas devem ser ligadas a condutores de protecção nas condições especificadas para cada um dos esquemas de ligações à terra (veja-se 413.1.3 a 413.1.5). As massas simultaneamente acessíveis devem ser ligadas, individualmente, por grupos ou em conjunto, ao mesmo sistema de ligação à terra(13). [I] 413.1.2 Ligações equipotenciais [I] 413.1.2.1 Ligação equipotencial principal ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 122 - PARTE 5 / Secção 51 Em cada edifício devem ser ligados à ligação equipotencial principal os elementos condutores seguintes: a) o condutor principal de protecção; b) o condutor principal de terra ou o terminal principal de terra; _________________________ (13) - Na secção 54 são indicadas as regras relativas às ligações à terra e aos condutores de protecção. c) as canalizações metálicas de alimentação do edifício e situadas no interior (por exemplo, de água e gás); d) os elementos metálicos da construção e as canalizações metálicas de aquecimento central e de ar condicionado (sempre que possível). Quando estes elementos condutores tiverem a sua origem no exterior do edifício, esta ligação deve ser feita tão perto quanto possível do seu ponto de entrada no edifício. Os condutores da ligação equipotencial principal devem satisfazer às regras indicadas na secção 54. Devem, também, ser ligadas à ligação equipotencial principal as bainhas metálicas dos cabos de telecomunicações, desde que os proprietários e os utilizadores destes cabos o autorizem. Nota: A ligação equipotencial principal permite, nomeadamente, evitar que, em consequência de um defeito com origem no exterior do edifício, possa surgir uma diferença de potencial entre os elementos condutores do edifício. Os elementos da construção são ligados à ligação equipotencial principal sempre que estejam acessíveis. Os sistemas de terra dos pára-raios de edifícios devem ser ligados à ligação equipotencial principal, de acordo com o indicado na Norma EN 61 024 - 1 e no Guia Técnico de Pára-raios. Não é necessário ligar à ligação equipotencial principal os elementos condutores que não sejam susceptíveis de transportar um potencial exterior, como é o caso, por exemplo, das mangas de ventilação mecânica. A zona de influência da ligação equipotencial principal abrange a superfície interior do edifício apenas quando o eléctrodo de terra das massas for constituído por um anel nas fundações ou quando a estrutura metálica do edifício (nomeadamente os pilares das paredes exteriores) constituir um eléctrodo de terra de facto. [I] 413.1.2.2 Ligação equipotencial suplementar Se as condições de protecção indicadas na secção 413.1.1.1 não puderem ser verificadas numa instalação ou numa parte da instalação, deve-se fazer uma ligação local designada por ligação equipotencial suplementar (veja-se 413.1.6)(14). Nota: A ligação equipotencial suplementar não é o único meio de realizar as condições de protecção (por exemplo, no esquema TN, pode ser necessário o emprego de dispositivos diferenciais). [I] 413.1.3 Esquema TN ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 123 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 413.1.3.1 Todas as massas da instalação devem ser ligadas ao ponto da alimentação ligado à terra, próximo do transformador ou do gerador da alimentação da instalação, por meio de condutores de protecção O ponto de alimentação ligado à terra é, em regra, o ponto neutro. Se não existir um neutro ou se este não estiver acessível, deve ser ligado à terra um condutor de fase, não podendo, em _________________________ (14) - A utilização de ligações equipotenciais suplementares não dispensa a necessidade de corte da alimentação por outros motivos, tais como, a protecção contra incêndio, as solicitações térmicas dos materiais, etc. A ligação equipotencial suplementar pode abranger toda a instalação, uma parte desta, um aparelho ou um local. Para locais especiais podem ser necessárias regras suplementares (veja-se a Parte 7). caso algum, este condutor ser utilizado como condutor PEN(15). Nota: A medida de protecção por ligação das massas ao neutro - esquema TN (veja-se 312.2.1) pode ser realizada com os esquemas seguintes: TN-C - as funções do condutor neutro e do condutor de protecção estão combinadas num único condutor (condutor PEN) na totalidade do esquema; TN-S - as funções do condutor neutro (condutor N) e do condutor de protecção (condutor PE) são distintas na totalidade do esquema. TN-C-S - as funções do condutor neutro e do condutor de protecção estão combinadas num único condutor (condutor PEN) numa parte da instalação e são distintas na restante instalação (condutor N e condutor PE); Os esquemas TN-C e TN-S podem ser utilizados numa mesma instalação desde que o esquema TN-C esteja a montante do esquema TN-S (caso em que constituem, obviamente, o esquema TN-C-S). A figura 41GB ilustra como é constituída a malha percorrida pela corrente de defeito quando se produzir um defeito entre uma fase e a massa de um aparelho alimentado por uma rede trifásica. L1 L2 L3 PEN L1 L2 L3 N PE Defeito Defeito Esquema TN-C-S Esquema TN-S As ligações à terra locais do condutor ao qual estão ligadas as massas (PEN no esquema TN-C e PE no esquema TN-S) não estão representadas. As setas indicam o percurso da corrente de defeito. Figura 41GB - Malha de defeito no esquema TN Certas condições de alimentação podem originar valores de impedância da malha de defeito fase-neutro demasiado elevados para serem compatíveis com a aplicação da medida de protecção por ligação das massas ao neutro (como é o caso, por exemplo, de se utilizarem transformadores estrela-estrela, devido ao valor elevado da respectiva impedância homopolar). A aplicação desta medida de protecção nas instalações ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 124 - PARTE 5 / Secção 51 alimentadas directamente por uma rede de distribuição em baixa tensão está sujeita ao acordo prévio do distribuidor de energia eléctrica, dado que a eficácia desta medida de protecção pode não ser compatível com as condições de exploração da rede. Esta solução só deve, no entanto, ser considerada em situações de novas redes e em áreas bem delimitadas de um ou de mais postos de transformação. [I] 413.1.3.2 Nas instalações fixas, pode-se utilizar um só condutor com as funções de condutor de protecção e de condutor neutro (condutor PEN) desde que sejam verificadas simultaneamente as condições indicadas na secção 546.2. ________________________ (15) - Recomenda-se que o condutor de protecção seja ligado à terra no maior número de pontos possível, por forma a garantir que o seu potencial permaneça, em caso de defeito, tão próximo quanto possível do da terra. Em grandes edifícios , tais como os de grande altura, não é possível, por razões práticas, fazer ligações à terra adicionais dos condutores de protecção. Contudo, as ligações equipotenciais têm, nestes casos, uma função similar. Pela mesma razão, recomenda-se a ligação dos condutores de protecção à terra no ponto em que penetram no edifício. Nota: A ligação das massas ao condutor neutro depende do esquema utilizado: a) no esquema TN-C (em que um mesmo condutor desempenha as funções de condutor neutro e de condutor de protecção), a ligação das massas ao condutor PEN deve ser feita em pontos facilmente acessíveis, a qual deve permitir, por simples desligação, fazer as medições de isolamento. A instalação deve ser feita de modo a evitar qualquer risco de interrupção do condutor PEN, devendo este condutor ter uma secção suficiente, do ponto de vista da resistência mecânica, e ser de material resistente à corrosão. Sempre que se utilize um condutor PEN, devem ser evitadas as linhas aéreas expostas a riscos mecânicos. Pelo facto de as tomadas terem, para além dos contactos de fase, um contacto para o condutor neutro e um contacto para o condutor de protecção, a ligação entre os contactos de terra e de neutro da tomada deve ser feita na própria tomada; b) no esquema TN-S, o condutor de protecção deve ser ligado ao condutor neutro na origem da instalação. c) em regra, no esquema TN os circuitos terminais são realizados segundo o esquema TN-S; d) nas instalações fixas realizadas segundo os esquemas TN-C ou TN-S, os cabos flexíveis utilizados como canalizações móveis devem ter um condutor de protecção distinto do condutor neutro, sendo o condutor de protecção ligado ao contacto de terra da tomada. [I] 413.1.3.3 As características dos dispositivos de protecção (veja-se 413.1.3.8) e as impedâncias dos circuitos devem ser tais que, se se produzir, em qualquer ponto, um defeito de impedância desprezável entre um condutor de fase e o condutor de protecção ou uma massa, o corte automático seja efectuado num tempo não inferior ao valor especificado, por forma a que se verifique a condição seguinte: Z xI ≤ U sa o em que: Zs é a impedância da malha de defeito (incluindo a fonte de alimentação, o condutor activo até ao ponto do defeito e o condutor de protecção entre o ponto de defeito e a fonte de alimentação), em ohms; Ia é a corrente que garante o funcionamento do dispositivo de corte automático no tempo indicado no Quadro 41A ou nas condições indicadas na secção 413.1.3.5 num tempo não superior a 5 s, em amperes (quando se utilizarem dispositivos diferenciais, Ia é a corrente diferencial-residual estipulada I∆n); Uo é a tensão nominal entre fase e terra (valor eficaz em corrente alternada), em volts. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 125 - PARTE 5 / Secção 51 QUADRO 41A Tempos de corte máximos no esquema TN (16) Tensão nominal Uo (V) Tempos de corte t (s) 120 230 277 400 >400 0,8 0,4 0,4 0,2 0,1 _________________________ (16) - Estes tempos de corte são aplicáveis para tensões nominais que estejam dentro dos limites de tolerância definidos na Norma HD 472. Para valores de tensão intermédios, os tempos a considerar devem ser os correspondentes ao valor imediatamente superior ao indicado no quadro. Nota: A determinação das condições de protecção pode ser feita por cálculo ou por medição. O cálculo só é de facto possível durante a concepção da instalação se o condutor de protecção (PEN no esquema TN-C e PE no esquema TN-S) estiver, em toda a instalação, situado nas proximidade imediata dos condutores activos do circuito correspondente, sem interposição de elementos ferromagnéticos. Pelo contrário, se o condutor de protecção não estiver nas proximidades imediatas dos condutores activos do circuito correspondente, é praticamente impossível determinar a impedância da malha de defeito e apenas se pode conhecer o seu valor fazendo medições após a execução da instalação. Com efeito, o afastamento do condutor de protecção ou a interposição de elementos metálicos no interior dessa malha (como é o caso de a corrente de defeito percorrer apenas estruturas metálicas), aumenta sensivelmente o valor da impedância da malha de defeito. Os tempos de corte indicados no Quadro 41A são válidos nas condições de humidade e de contacto definidas na secção 413.1.1.1. Para condições de humidade e de contacto mais severas, veja-se a secção 481.3.1. [I] 413.1.3.4 Para os circuitos terminais que alimentem aparelhos móveis ou portáteis da classe I, directamente ou por meio de tomadas, considera-se que os tempos de corte máximos indicados no Quadro 41A satisfazem as regras indicadas na secção 413.1.1.1. [I] 413.1.3.5 Para os circuitos terminais que alimentem apenas aparelhos fixos, são admissíveis tempos de corte superiores aos indicados no quadro 41A, mas não superiores a 5 s, desde que, aos restantes circuitos terminais (ligados ao quadro de distribuição ou ao circuito de distribuição que alimenta aqueles circuitos terminais) sejam aplicados os tempos de corte indicados no quadro 41A e seja satisfeita uma das condições seguintes : a) a impedância do condutor de protecção (ZPE ≅ RPE) entre o quadro de distribuição e o ponto de ligação do condutor de protecção à ligação equipotencial principal verifique a condição seguinte : R PE ≤ 50 Uo Zs em que: Uo e Zs têm o significado indicado na secção 413.1.3.3. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 126 - PARTE 5 / Secção 51 b) uma ligação equipotencial suplementar interligue ao quadro de distribuição os mesmos tipos de elementos condutores que a ligação equipotencial principal e satisfaça as regras indicadas na secção 413.1.2.1(17). Para os circuitos de distribuição é admissível um tempo de corte convencional não superior a 5 s. Nota: A possibilidade de se admitirem tempos de corte superiores aos valores indicados no Quadro 41 A mas não superiores a 5 s, só é aplicável a circuitos que não alimentem quaisquer aparelhos móveis ou portáteis, que não incluam tomadas e estejam localizados na zona de influência da ligação equipotencial principal. A ligação equipotencial referida na alínea b) é uma ligação equipotencial suplementar tal como é indicada na secção 547.1.2. _________________________ (17) - Fora da zona de influência da ligação equipotencial principal podem ser utilizadas outras medidas de protecção como, por exemplo: - alimentação por meio de um transformador de separação; - aplicação de um isolamento suplementar (veja-se 413.2). 1 2 M M 3 M M T 4 I T M I T T2 T3 T4 D D D S T1 O C - Circuito em que o tempo de corte deve ter os valores indicados no quadro 41A - Circuito em que o tempo de corte pode ser superior aos valores indicados no quadro 41A (mas deve ser inferior a 5 s) I - Equipamento de iluminação fixo M - Equipamento fixo (motor) - Tomada de corrente C - Elemento condutor D - Circuito de distribuição (os circuitos a jusante são terminais) T ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 127 - PARTE 5 / Secção 51 O - Alimentação S - Ligação equipotencial suplementar (esta ligação não é necessária se a tensão de contacto que possa surgir no quadro T4 não for superior à tensão limite convencional UL = 50 V) T1 - Quadro principal ou quadro parcial T2, T3, T4 - Quadros terminais Figura 41GC - Condições de protecção para os diferentes circuitos de uma instalação [I] 413.1.3.6 Se as condições indicadas nas secções 413.1.3.3 a 413.1.3.5 não puderem ser verificadas com dispositivos de protecção contra as sobreintensidades, deve ser feita uma ligação equipotencial suplementar nas condições indicadas na secção 413.1.2.2. Em alternativa, a protecção pode ser garantida por meio de dispositivos diferenciais. [I] 413.1.3.7 Nos casos excepcionais, em que possa ocorrer um defeito entre um condutor de fase e a terra (por exemplo, em linhas aéreas), para que o condutor de protecção e as massas que a ele estão ligadas não possam apresentar, relativamente à terra, uma tensão superior à tensão convencional (UL) de 50 V, deve ser verificada a condição seguinte : 50 RB ≤ RE Uo − 50 em que: RB é a resistência global de todos os eléctrodos de terra em paralelo (incluindo o da rede de alimentação), em ohms; RE é a resistência mínima de contacto com a terra dos elementos condutores não ligados ao condutor de protecção, através dos quais se pode produzir um defeito entre uma fase e a terra, em ohms; Uo é a tensão nominal em relação à terra (valor eficaz em corrente alternada), em volts. Nota: Esta regra destina-se a evitar que, em caso de defeito entre fase e terra, o condutor de protecção e as massas que lhe estão ligadas atinjam um potencial em relação à terra superior ao valor limite convencional UL. Podem, por exemplo, ocorrer defeitos entre fase e terra nas linhas aéreas e nos cabos enterrados directamente, sem bainha metálica ou armadura. Na ausência de indicações mais precisas para o valor da resistência RE, pode-se adoptar um valor igual a 10 Ω, resultando, pela aplicação da expressão indicada nesta secção, um valor máximo de RB igual a 2,7 Ω para Uo = 230 V. [I] 413.1.3.8 No esquema TN, podem ser utilizados os dispositivos de protecção seguintes: a) dispositivos de protecção contra sobreintensidades; b) dispositivos diferenciais. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 128 - PARTE 5 / Secção 51 Devem ser, no entanto, consideradas as limitações seguintes: - no esquema TN-C, não devem ser utilizados dispositivos diferenciais; - no esquema TN-C-S, quando se utilizarem dispositivos diferenciais não deve existir condutor PEN a jusante destes dispositivos. A ligação do condutor de protecção ao condutor PEN deve ser feita a montante do dispositivo diferencial. Para garantir a selectividade podem-se ligar, em série, dispositivos diferenciais do tipo S com dispositivos diferenciais do tipo geral. Nota: Na secção 413.1.2.1 indicam-se as condições que devem ser verificadas para a zona de influência da ligação equipotencial principal. Por exemplo, uma luminária da classe I de isolamento que esteja situada num jardim ou num pátio, por estar fora da zona de influência da ligação equipotencial principal, deve ser protegida por um dispositivo diferencial. Um esquema TN sem condutor neutro distribuído deve ser considerado como um esquema TN-S. [I] 413.1.3.9 Quando for utilizado um dispositivo diferencial para fazer o corte automático de um circuito fora da zona de influência da ligação equipotencial principal, as massas não devem ser ligadas aos condutores de protecção do esquema TN mas sim a um eléctrodo de terra que tenha uma resistência apropriada à corrente de funcionamento do dispositivo diferencial. O circuito assim protegido deve, então, ser considerado como sendo em esquema TT e devem ser-lhe aplicadas as condições indicadas na secção 413.1.4(17). [I] 413.1.4 Esquema TT [I] 413.1.4.1 Todas as massas dos equipamentos eléctricos protegidos por um mesmo dispositivo de protecção devem ser interligadas por meio de condutores de protecção e ligadas ao mesmo eléctrodo de terra. Quando existir mais do que um dispositivo de protecção (em série) esta regra aplica-se, separadamente, a todas as massas protegidas pelo mesmo dispositivo. O ponto neutro ou, se este não existir, uma fase de cada transformador ou de cada gerador deve ser ligado à terra. Nota: No esquema TT, os defeitos entre fase e massa originam a circulação de uma corrente de defeito na malha, que se fecha pela terra. A impedância desta malha de defeito, constituída essencialmente pelas resistências dos eléctrodos de terra das massas e do neutro, limita o valor da corrente de defeito. As instalações alimentadas directamente por uma rede de distribuição em baixa tensão, cujo neutro esteja directamente ligado à terra, são realizadas segundo o esquema TT. A impedância da malha de defeito é a impedância da malha constituída pelo condutor de fase, pelo condutor de protecção (que garante a ligação da massa ao eléctrodo de terra das massas), pelo solo, pelo eléctrodo de terra do neutro, pelo ponto neutro e enrolamento secundário, do transformador de alimentação. Quando os eléctrodos de terra do neutro e das massas estiverem confundidos, o esquema continua a ser um esquema TT se não forem verificadas todas as condições relativas ao esquema TN (veja-se 312.2.2). A figura 41GD ilustra como é constituída a malha percorrida pela corrente de defeito quando se produzir um defeito entre uma fase e a massa de um aparelho monofásico alimentado por uma rede trifásica. Em regra, a soma das resistências dos eléctrodos de terra das massas e do neutro (RA + RB) é muito superior à impedância dos outros elementos da malha, pelo que a impedância total da malha é, praticamente, igual a (RA + RB). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 129 - PARTE 5 / Secção 51 L1 L2 L3 N PE Z Massa Defeito RB RA Figura 41GD - Malha de defeito no esquema TT [I] 413.1.4.2 No esquema TT, deve verificar-se a condição seguinte: R xI ≤ 50 Aa em que: RA é a soma das resistências do eléctrodo de terra e dos condutores de protecção das massas, em ohms; Ia é a corrente que garante o funcionamento automático do dispositivo de protecção, em amperes. Quando este dispositivo for diferencial, Ia é a corrente diferencial-residual estipulada I∆n. Quando este dispositivo for um dispositivo de protecção contra sobreintensidades, Ia é a corrente que : a) garante o funcionamento automático num tempo não superior a 5 s, quando o dispositivo tiver uma característica de tempo inverso; b) garante o funcionamento instantâneo, quando o dispositivo tiver uma característica de funcionamento instantâneo. Quando for necessário garantir a selectividade, podem-se utilizar dispositivos diferenciais do tipo S em série com dispositivos diferenciais do tipo geral. Nos circuitos de distribuição, a selectividade é garantida com os dispositivos diferenciais do tipo S para tempos de funcionamento não superiores a 1 s. Nota: Esta regra é válida nas condições gerais de humidade e de contacto indicadas na secção 413.1.1.1. Para condições de humidade e de contacto mais severas, veja-se a secção 481.3.1. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 130 - PARTE 5 / Secção 51 Quando as massas protegidas por mais do que um dispositivo diferencial estiverem ligadas a um mesmo eléctrodo de terra, o valor de Ia a considerar é o valor da maior corrente diferencial-residual estipulada dos dispositivos considerados. O condutor neutro não deve estar ligado à terra a jusante dos dispositivos de protecção. Pela aplicação desta regra obtém-se o valor máximo da resistência do eléctrodo de terra das massas em função das características de funcionamento dos dispositivos de corte automático, recomendando-se a utilização da impedância da malha de defeito em vez da resistência do eléctrodo. Com efeito, o aumento de segurança que daí resulta permite reduzir os riscos de perigo que podem resultar de um defeito já existente no neutro de uma outra massa protegida pelo mesmo dispositivo de protecção. Caso contrário, a presença simultânea destes dois defeitos poderia originar a circulação de uma corrente susceptível de colocar as massas a uma tensão superior ao limite admissível. Esta prática implica exigências pouco diferentes das que se baseiam na resistência do eléctrodo de terra das massas, dado que esta resistência constitui, em regra, a parte mais significativa da impedância da malha de defeito. Por outro lado, na maior parte dos casos é esta a condição que se verifica, efectivamente, dado que, na prática, a medição da resistência do eléctrodo de terra das massas é de difícil concretização, sendo a medição da impedância da malha de defeito obtida facilmente (método simples), em regra, por meio de aparelhos especialmente concebidos para o efeito. Desta regra resulta que os dispositivos de protecção de máximo de corrente não são, em regra, os mais adequados para garantir a protecção das pessoas contra os contactos indirectos no esquema TT. Com efeito, quando a protecção contra as sobreintensidades for garantida, por exemplo, por um fusível de corrente estipulada de 32 A, o valor da resistência do eléctrodo de terra das massas não deve ser superior a 0,5 Ω o que, embora teoricamente possível, conduziria a despesas elevadas, mesmo em terrenos de fraca resistividade e a sua medição seria dificilmente realizável. Quando se utilizarem disjuntores de máximo de corrente, as limitações referidas são idênticas. Em contrapartida, os dispositivos diferenciais (quer do tipo geral quer do tipo S) permitem garantir esta protecção, sendo as condições de utilização destes dispositivos as indicadas na secção 531.2. O tempo de funcionamento de 5 s só é admissível quando a instalação (ou parte desta) satisfizer às condições indicadas na secção 413.1.3.5. Para as condições de selectividade, veja-se a secção 539.3. [I] 413.1.4.3 Quando a regra indicada na secção 413.1.4.2 não puder ser respeitada, deve ser feita uma ligação equipotencial suplementar nas condições indicadas na secção 413.1.2.2. [I] 413.1.4.4 No esquema TT, devem ser utilizados os dispositivos de protecção seguintes(18): a) dispositivos de corrente diferenciais (preferencialmente); b) dispositivos de protecção contra as sobreintensidades. [I] 413.1.5 Esquema IT [I] 413.1.5.1 No esquema IT, as partes activas devem ser isoladas da terra ou ligadas a esta através de uma impedância de valor suficientemente elevado; esta ligação deve ser feita no ponto neutro da instalação ou num ponto neutro artificial, que pode ser ligado directamente à terra se a impedância homopolar correspondente tiver um valor adequado. Quando não existir ponto neutro, pode ser ligada uma fase através de uma impedância(19). Desde que se verifique a condição indicada na secção 413.1.5.3, o corte não é obrigatório quando ocorrer um único defeito (à massa ou à terra), dado que a corrente de defeito resultante é de reduzido valor. No entanto, no caso de ocorrer um segundo defeito, devem ser tomadas as medidas adequadas por forma a evitar riscos de efeitos fisiopatológicos perigosos para as pessoas que possam ficar em contacto com partes condutoras simultaneamente acessíveis. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 131 - PARTE 5 / Secção 51 Nota: Quando a instalação estiver isolada da terra (veja-se a fig. 41GE) a corrente resultante do primeiro defeito (que afecta a fase L3) fecha-se pelas capacidades das duas outras fases (L1 e L2) relativamente à terra, o que pode limitar os comprimentos máximos de todos os circuitos da instalação. L1 L2 L3 C3 C2 C1 Massa Defeito RA Id Figura 41GE - Esquema IT isolado da terra _________________________ (18) - No esquema TT, só podem ser utilizados dispositivos de protecção contra as sobreintensidades para a protecção contra os contactos indirectos quando as resistências dos eléctrodos de terra tiverem valores muito baixos. Quando não puderem ser utilizados os dispositivos de protecção indicados podem usar-se dispositivos de protecção sensíveis à tensão de defeito. (19) - Para reduzir as sobretensões e amortecer as oscilações do potencial da instalação, pode ser necessário fazer a ligação à terra por meio de impedâncias ou de pontos neutros artificiais, devendo as respectivas características ser adequadas às da instalação. O valor da impedância Z deve ser seleccionado por forma a evitar oscilações do potencial da instalação, devidas a fenómenos de ressonância e a não provocar a circulação de correntes de defeito de valor tão elevado que possa ser detectado pelos dispositivos de protecção (ausência de corte ao primeiro defeito). Além disso estas correntes não devem ser demasiado elevadas para que a sua circulação permanente nos condutores de protecção e, eventualmente, nos eléctrodos de terra não provoquem aquecimentos exagerados. Na prática, para as instalações de 230/400 V, recomenda-se, para a impedância Z, a utilização de uma resistência de 1 000 Ω. Quando a instalação estiver ligada à terra por meio de uma impedância (veja-se a fig. 41GF), a corrente resultante do primeiro defeito fica, na prática, limitada pelo valor desta impedância, uma vez que as capacidades das duas outras fases relativamente à terra apresentam, em regra, uma impedância bastante mais elevada, excepto se a instalação tiver cabos de grande comprimento ou com revestimento metálico. A corrente resultante do primeiro defeito (defeito D na massa M) é limitada pela soma das resistências dos dois eléctrodos de terra e da impedância Z. Nesta situação, a dispensa do corte é justificada pela limitação da tensão de contacto na massa M, (de valor igual a RA x Id), que não deve ser superior ao limite convencional UL. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 132 - PARTE 5 / Secção 51 L1 L2 L3 PE Defeito Defeito Massa 1 Massa 2 Figura 41GF - Esquema IT com o neutro ligado à terra por meio de uma impedância Z e em que os eléctrodos de terra da alimentação (RB) e das massas (RA) estão separados [I] 413.1.5.2 (disponível). [I] 413.1.5.3 As massas devem ser ligadas à terra, individualmente, por grupos ou por conjuntos(20), devendo verificar-se a condição seguinte : R A × Id ≤ 50 em que: RA é a soma das resistências do eléctrodo de terra e dos condutores de protecção das massas, em ohms; Id é a corrente de defeito no caso de um primeiro defeito franco entre um condutor de fase e uma massa, em amperes (no valor de Id, há que ter em conta as correntes de fuga e a impedância global de ligação à terra da instalação eléctrica). Nota: Esta regra é válida para as condições gerais de humidade ou de contacto indicadas na secção 413.1.1. Para condições de humidade ou de contacto mais severas, veja-se a secção 481.3. No esquema IT, quando ocorrer um primeiro defeito de isolamento, a corrente de defeito tem um valor tão reduzido que a tensão de contacto daí resultante não é perigosa (de valor inferior à tensão limite convencional UL). Isto permite evitar o corte ao primeiro defeito e manter a exploração da instalação. Para tal, é importante que o defeito seja rapidamente procurado e eliminado, pois, caso contrário, a instalação passaria a funcionar em esquema TN ou em esquema TT. Se surgisse um segundo defeito antes que o primeiro tivesse sido eliminado perder-se-iam as vantagens do esquema IT, dado que , nesta situação, o corte é obrigatório. _________________________ (20) - Em grandes edifícios (tais como os de grande altura), pode não ser possível, na prática, fazer ligações directas das massas, quer individualmente quer por grupos, a um eléctrodo de terra, podendo a ligação à terra destas massas ser feita através de ligações entre os condutores de protecção, as massas e os elementos condutores. [I] 413.1.5.4 Deve ser previsto um controlador permanente de isolamento para sinalizar o aparecimento de um primeiro defeito entre uma parte activa e a massa ou a terra, que accione um sinal sonoro ou um sinal visual(21). Nota: Na secção 531.3 são indicadas as condições de selecção e de aplicação dos controladores permanentes de isolamento. Se a instalação tiver um limitador de sobretensões, este fica curto-circuitado se aparecer um primeiro defeito de isolamento na instalação e a corrente resultante de um defeito de isolamento entre os circuitos de alta tensão e a instalação de baixa tensão escoa-se para a terra através da massa com defeito, podendo comprometer a segurança das pessoas e danificar os equipamentos. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 133 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 413.1.5.5 Quando ocorrer um segundo defeito e o primeiro defeito ainda não tiver sido eliminado, a alimentação deve, consoante o modo de ligação das massas à terra, ser interrompida nas condições seguintes: a) quando as massas estiverem ligadas à terra, individualmente ou por grupos, o esquema da instalação (IT) transforma-se num esquema TT, sendo-lhe aplicáveis as regras de protecção indicadas na secção 413.1.4 (exceptuando-se o segundo parágrafo da secção 413.1.4.1, que não é aplicável); b) quando as massas estiverem interligadas, o esquema da instalação (IT) transforma-se num esquema TN, sendo-lhe aplicáveis as condições indicadas nas secções 413.1.5.6 e 413.1.5.7. Nota: Se o primeiro defeito não for eliminado e se ocorrer um segundo defeito de isolamento que afecte uma outra fase, estabelece-se uma corrente de duplo defeito (que é uma corrente de curto-circuito entre fases ou entre fase e neutro) mas cuja intensidade é inferior à de uma corrente de curto-circuito pois afecta dois circuitos (veja-se a fig. 41GG). L1 L2 L3 PE Defeito Defeito Massa 1 Massa 2 Figura 41GG - Corrente de duplo defeito no esquema IT quando as massas estiverem ligadas ao mesmo eléctrodo de terra Este esquema não depende da forma de ligação à terra da instalação (isolada ou ligada à terra por meio de uma impedância). Contudo, as condições de eliminação da corrente de duplo defeito dependem do modo de ligação das massas à terra. Quando, numa mesma instalação todas as massas, incluindo as da fonte, estiverem ligadas a um mesmo eléctrodo de terra, se se produzirem dois defeitos na instalação, a protecção é garantida nas condições indicadas na alínea b). Estas regras não consideram o risco de contacto simultâneo com duas massas, nas quais ocorram dois defeitos de isolamento afectando fases diferentes, devidos à reduzida probabilidade de tais circunstâncias se virem a verificar. ________________________ (21) - Recomenda-se que a eliminação do primeiro defeito seja feita tão rapidamente quanto possível. O controlador permanente de isolamento pode ser necessário por outros motivos que não os inerentes à protecção contra os contactos indirectos. [I] 413.1.5.6 Deve ser verificada a condição seguinte: a) instalação com o neutro não distribuído: Zs ≤ 3 × Uo 2 × Ia ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 134 - PARTE 5 / Secção 51 b) instalação com o neutro distribuído: Zs' ≤ Uo 2 × Ia em que: Zs é a impedância da malha de defeito, constituída pelo condutor de fase e pelo condutor de protecção do circuito, em ohms; Zs' é a impedância da malha de defeito, constituída pelo condutor neutro e pelo condutor de protecção do circuito, em ohms; Ia é a corrente que garante o funcionamento do dispositivo de protecção no tempo "t" indicado no Quadro 41B ou no máximo de 5 s quando este tempo for admissível (veja-se 413.1.3.5), em amperes; Uo é a tensão entre fase e neutro (valor eficaz em corrente alternada), em volts; U é a tensão entre fases (valor eficaz em corrente alternada), em volts; QUADRO 41B Tempos máximos de corte no esquema IT (segundo defeito)(18) Tensão nominal Uo / U (V) 120-240 230/400 400/690 580/1000 Tempos de corte t (s) Neutro não distribuído 0,8 0,4 0,2 0,1 Neutro distribuído 5 0,8 0,4 0,2 Nota: As condições de protecção ao segundo defeito fazem intervir a corrente de duplo defeito (veja-se a fig. 41GG); contudo, na prática, as condições de protecção de cada circuito devem ser determinadas sem se ter em conta as características dos outros circuitos da instalação. É por isso que as condições de protecção do esquema IT são verificadas se o dispositivo de protecção de cada circuito garantir o corte, num tempo não superior ao que é indicado no quadro 41B, de uma corrente (Idf) não inferior a metade da corrente de defeito franco que circularia se a instalação estivesse em esquema TN, ou seja : U' Idf = 0 ,5 Zs ' em que: U' é a tensão entre fases ( 3 ×U o ), se o condutor neutro não for distribuído na instalação, ou é a tensão entre fase e neutro (Uo), se o condutor neutro for distribuído, em volts; Zs' é a impedância da malha de defeito no esquema TN, em ohms, tal como é definida na secção 413.1.3.3. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 135 - PARTE 5 / Secção 51 A determinação das condições de protecção pode ser feita por cálculo ou por medições. Na prática, o cálculo só é possível se os condutores de protecção estiverem situados na proximidade imediata dos condutores activos do circuito correspondente, sem interposição de elementos ferromagnéticos. Os tempos de corte indicados no Quadro 41B são válidos nas condições de humidade e de contacto indicadas na secção 413.1.1. Para condições de humidade ou de contacto mais severas, veja-se a secção 481.3. [E] 413.1.5.7 Se as condições indicadas na secção 413.1.5.6 não puderem ser verificadas com dispositivos de protecção contra sobreintensidades, deve ser feita uma ligação equipotencial suplementar nas condições indicadas na secção 413.1.2.2. Em alternativa, a protecção pode ser garantida por meio de dispositivos diferenciais. [E] 413.1.5.8 No esquema IT, podem ser utilizados os dispositivos de vigilância e de protecção seguintes: a) controladores permanentes de isolamento; b) dispositivos de protecção contra as sobreintensidades; c) dispositivos diferenciais. Nota: Os controladores permanentes de isolamento podem ser utilizados como dispositivos de protecção se provocarem o corte ao primeiro defeito. Na secção 531 são indicadas as regras a que devem satisfazer os dispositivos de protecção. [I] 413.1.6 Ligação equipotencial suplementar [I] 413.1.6.1 A ligação equipotencial suplementar deve interligar todas as partes condutoras simultaneamente acessíveis, quer se trate das massas dos equipamentos fixos quer dos elementos condutores quer, ainda, sempre que possível, das armaduras principais do betão armado utilizadas na construção dos edifícios. Todos os condutores de protecção de todos os equipamentos, incluindo os das fichas e os das tomadas, devem ser ligados a este sistema equipotencial. Nota: Quando os pavimentos forem não isolantes e não for possível ligá-los à ligação equipotencial suplementar, esta medida de protecção não deve ser utilizada. As ligações equipotenciais suplementares permitem evitar os perigos do ponto de vista da protecção contra os contactos indirectos se, em caso de defeito, o corte não ocorrer com a rapidez suficiente. No entanto, podem manifestar-se outros fenómenos prejudiciais, tais como o aquecimento do condutor de equipotencialidade, o aumento da resistência do eléctrodo de terra resultante da secagem do solo, etc. Isto aplica-se tanto no caso de um primeiro defeito que ocorra nas instalações realizadas segundo os esquemas TT e TN como no caso de aparecimento de um segundo defeito que ocorra nas instalações realizadas segundo o esquema IT. A ligação das armaduras principais do betão armado pode ser feita nas que estejam facilmente acessíveis ou, de preferência, durante a construção do edifício. É necessário verificar se a ligação entre duas massas pertencentes a circuitos com secções muito diferentes não irá provocar, no condutor de protecção de menor secção, a passagem de uma corrente de defeito da qual resulte uma solicitação térmica superior à admissível para esse condutor (veja - se 547.1.2). [I] 413.1.6.2 Em caso de dúvida, a eficácia da ligação equipotencial suplementar pode ser verificada se houver garantia de que a resistência R entre todas as massas consideradas e todos os elementos condutores simultaneamente acessíveis satisfaz a condição seguinte: ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 136 - PARTE 5 / Secção 51 R≤ 50 Ia em que: Ia é a corrente de funcionamento do dispositivo de protecção, em amperes, de valor igual: - a I∆n, para os dispositivos diferenciais; - à corrente de funcionamento em 5 s para os dispositivos de protecção contra as sobreintensidades. [I] 413.2 Protecção por utilização de equipamentos da classe II ou por isolamento equivalente(22) [I] 413.2.1 A protecção deve ser garantida pela utilização de um dos meios indicados nas secções 413.2.1.1 a 413.2.1.3. [E] 413.2.1.1 A protecção deve ser garantida pela utilização de equipamentos eléctricos que tenham sido submetidos a ensaios de tipo, que tenham sido marcados de acordo com as regras que lhes são aplicáveis e que sejam de um dos tipos seguintes(23) : a) equipamentos com duplo isolamento ou com isolamento reforçado (equipamentos da classe II); b) conjuntos de equipamentos eléctricos montados em fábrica, com isolamento total. Nota: A Norma EN 60439-1 caracteriza os "equipamentos com isolamento total", que apresentam uma segurança equivalente aos da classe II. Nas secções 413.2.2 a 413.2.7 são indicadas as regras a considerar relativamente à utilização de equipamentos por forma a garantir uma protecção equivalente à dos equipamentos da classe II. No Anexo I são indicadas medidas práticas para satisfazer estas condições. [E] 413.2.1.2 Utilização de um isolamento suplementar, que recubra, durante a realização da instalação eléctrica, os equipamentos eléctricos dotados apenas de um isolamento principal, que garanta uma segurança equivalente à dos equipamentos indicados na secção 413.2.1.1 e que satisfaça às regras indicadas nas secções 413.2.2 a 413.2.6(24). Nota: Por exemplo, uma canalização constituída por condutores isolados colocados em condutas isolantes pode ser considerada como satisfazendo a esta medida de protecção. [E] 413.2.1.3 Utilização de um isolamento reforçado que recubra as partes activas nuas e que seja montado durante a realização da instalação eléctrica, que garanta uma segurança equivalente à dos equipamentos eléctricos indicados na secção 413.2.1.1 e que satisfaça às regras indicadas nas secções 413.2.3 a 413.2.6. Este isolamento apenas é admissível quando, por razões construtivas, não for possível a realização do duplo isolamento(24). _________________________ (22) - Esta medida destina-se a impedir o aparecimento de tensões perigosas nas partes acessíveis dos equipamentos eléctricos, em caso de defeito no isolamento principal. (23) - Estes equipamentos são identificados pelo símbolo : ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 137 - PARTE 5 / Secção 51 (24) - O símbolo deve ser colocado de modo visível no exterior e no interior do invólucro [E] 413.2.2 Com o equipamento eléctrico em funcionamento, todas as partes condutoras que estejam apenas separadas das partes activas por um isolamento principal devem ser colocadas no interior de um invólucro isolante que possua um código IP não inferior a IP2X. [I] 413.2.3 O invólucro isolante deve ser capaz de suportar as solicitações mecânicas, eléctricas e térmicas susceptíveis de se produzirem. Os revestimentos por pintura, verniz e produtos similares não são, em regra, considerados como satisfazendo a estas condições. No entanto, isto não impede a utilização de invólucros que tenham sido submetidos a ensaios de tipo e que sejam recobertos por esses revestimentos, desde que a sua utilização seja admitida pelas normas correspondentes e os revestimentos tenham sido ensaiados nas condições de ensaio correspondentes. Nota: Na Norma IEC 60664 são indicadas as regras relativas às linhas de fuga e às distâncias no ar. [I] 413.2.4 Quando o invólucro isolante não tiver sido ensaiado previamente, deve, em caso de dúvida, ser realizado um ensaio dieléctrico de acordo com o indicado na secção 612.8. [E] 413.2.5 O invólucro isolante não deve ser atravessado por partes condutoras susceptíveis de propagarem potenciais, nem ter parafusos de material isolante cuja substituição por parafusos metálicos possa comprometer o isolamento garantido pelo invólucro(25). [E] 413.2.6 Quando o invólucro tiver portas ou tampas que possam ser abertas sem a ajuda de uma ferramenta ou de uma chave, todas as partes condutoras que ficarem acessíveis quando a porta ou a tampa estiverem abertas devem ser protegidas por uma barreira isolante que tenha um código IP não inferior a IP2X. Esta barreira isolante, destinada a impedir que as pessoas possam tocar acidentalmente nessas partes condutoras, só deve poder ser retirada com a ajuda de uma ferramenta. Nota: A barreira de protecção contra os contactos acidentais deve garantir um isolamento equivalente ao do duplo isolamento. [E] 413.2.7 As partes condutoras protegidas por um invólucro isolante não devem estar ligadas a qualquer condutor de protecção. No entanto, podem ser tomadas medidas para a ligação de condutores de protecção que tenham que passar necessariamente através do invólucro. No interior desse invólucro, estes condutores, bem como os respectivos terminais, devem ser isolados como partes activas, e os terminais devem ser marcados de modo adequado. As partes condutoras acessíveis e as partes intermédias não devem ser ligadas a qualquer condutor de protecção, excepto se as regras de fabrico do equipamento correspondente o previrem. [E] 413.2.8 O invólucro não deve prejudicar as condições de funcionamento do equipamento por ele protegido. [E] 413.2.9 A instalação dos equipamentos indicados na secção 413.2.1.1 (fixação, ligação dos condutores, etc.) deve ser feita por forma a não prejudicar a protecção garantida por fabricação daqueles equipamentos. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 138 - PARTE 5 / Secção 51 _________________________ (25) - Quando o invólucro isolante tiver que ser, obrigatoriamente, atravessado por elementos de ligação mecânica (como, por exemplo, órgãos de comando dos equipamentos incorporados), estes devem ser dispostos por forma a que a protecção contra os choques eléctricos não seja comprometida. [I] 413.3 Protecção por recurso a locais não condutores(26) [E] 413.3.1 As massas devem ser dispostas por forma a que, nas condições normais, as pessoas não possam contactar, simultaneamente, com: a) duas massas, b) uma massa e qualquer elemento condutor, se estes elementos forem susceptíveis de se encontrarem a potenciais diferentes no caso de um defeito do isolamento principal das partes activas. Nota: Na prática, existem poucos locais que satisfaçam às condições exigidas para a aplicação desta medida de protecção, pelas razões seguintes: a) existência de um número cada vez mais elevado de elementos condutores; b) possibilidade de modificação dos revestimentos dos elementos da construção que possam transformar um local não condutor num local condutor. [E] 413.3.2 Nos locais não condutores não deve ser previsto qualquer condutor de protecção. Nota: As tomadas instaladas nestes locais não necessitam de contacto de terra. Nos locais não condutores recomenda-se a afixação de avisos que indiquem a adopção deste tipo de medida de protecção e que interditem a utilização de condutores de protecção. [E] 413.3.3 Consideram-se como cumpridas as regras indicadas na secção 413.3.1 se o local possuir paredes e pavimentos isolantes e se for verificada, pelo menos, uma das condições seguintes: a) afastamento das massas e dos elementos condutores, bem como das massas entre si (este afastamento é considerado suficiente se a distância entre dois elementos for não inferior a 2 m, podendo, fora do volume de acessibilidade, esta distância ser reduzida a 1,25 m ); b) interposição de obstáculos eficazes entre as massas e os elementos condutores (estes obstáculos são considerados suficientemente eficazes se, pela sua colocação, a distância entre dois elementos for não inferior aos valores indicados na alínea a), não devendo, esses obstáculos, serem ligados nem à terra nem às massas e, sempre que possível, serem de material isolante); c) isolamento dos elementos condutores ou de agrupamento desses elementos (o isolamento deve ter uma rigidez mecânica suficiente, suportar uma tensão de ensaio não inferior a 2 000 V e ter uma corrente de fuga não superior a 1 mA nas condições normais de utilização). Nota: Nas figuras 41GH, 41GJ, 41GK e 41GL ilustram-se as regras indicadas nesta secção. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 139 - PARTE 5 / Secção 51 ________________________ (26) - Esta medida de protecção destina-se a impedir, em caso de defeito do isolamento principal das partes activas, o contacto simultâneo com partes susceptíveis de ficar a potenciais diferentes. A utilização de equipamentos de classe 0 só é permitida se for respeitada a totalidade das regras indicadas nas secções 413.3.1 a 413.3.6. ≥ 1,25 m 2,5 m 2,5 m Elemento Condutor ≥2m ≥2m Pavimento isolante Pavimento isolante Parede não isolante mas isolada Figura 41GH Figura 41GJ 2,5 m Peça isolante Elemento Condutor Pavimento isolante ≥2m ≥2m obstáculo (isolante ou isolado) Figura 41GK Figura 41GL [E] 413.3.4 Os elementos da construção (paredes, pavimentos e tectos) isolantes devem apresentar, em todos os pontos de medição e nas condições indicadas na secção 612.5, uma resistência não inferior a(27): a) 50 kΩ, para instalações de tensão nominal não superior a 500 V; b)100 kΩ, para instalações de tensão nominal superior a 500 V. [E] 413.3.5 As medidas que forem adoptadas devem ser duráveis (no tempo), não devem poder ser tornadas ineficazes e devem garantir a protecção dos aparelhos móveis quando necessário(28). [E] 413.3.6 Devem ser tomadas as medidas adequadas para evitar que os elementos condutores possam propagar potenciais perigosos para fora do local considerado. _________________________ (27) - Se a resistência for inferior, em todos os pontos, ao valor indicado, os elementos da construção devem ser considerados, do ponto de vista da protecção contra os choques eléctricos, como elementos condutores. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 140 - PARTE 5 / Secção 51 (28) - Chama-se a atenção para o risco da introdução posterior, nas instalações eléctricas que não estejam sob vigilância rigorosa, de outros elementos (como, por exemplo, dos equipamentos móveis da classe I e das canalizações metálicas de água) susceptíveis de anularem estas medidas de protecção. Devem ser tomadas as medidas adequadas, por forma a que a humidade não venha a comprometer o isolamento dos elementos da construção. [I] 413.4 Protecção por ligações equipotenciais locais não ligadas à terra(29) [E] 413.4.1 Todas as massas e todos os elementos condutores simultaneamente acessíveis devem ser ligados a condutores de equipotencialidade. Nota: Esta medida de protecção não deve ser confundida com a medida de protecção por ligação equipotencial suplementar (veja-se 413.1.6), pois não é exigido qualquer corte da alimentação. A aplicação desta medida de protecção é limitada, na prática, a certos postos de trabalho onde o espaço envolvente é reduzido e onde não podem ser utilizadas outras medidas de protecção. Estas ligações são feitas com condutores de protecção nas mesmas condições que as indicadas para as ligações equipotenciais suplementares (veja-se 547). [E] 413.4.2 A ligação equipotencial local não deve ser ligada à terra, nem directamente nem através de massas ou de elementos condutores(30). [E] 413.4.3 Devem ser tomadas as medidas adequadas para garantir o acesso de pessoas ao local considerado sem que possam ficar sujeitas a uma diferença de potencial perigosa (como é o caso, nomeadamente, de pavimentos condutores, isolados do solo e ligados à ligação equipotencial local). [E] 413.5 Protecção por separação eléctrica(31) [E] 413.5.1 A protecção por separação eléctrica deve ser garantida para todas as regras indicadas nas secções 413.5.1.1 a 413.5.1.5, e ainda as indicadas(32): a) na secção 413.5.2, se o circuito separado alimentar um único equipamento; b) na secção 413.5.3, se o circuito separado alimentar mais do que um equipamento. Nota: Esta medida de protecção não deve ser utilizada para proteger equipamentos que tenham um nível de isolamento reduzido. A segurança resultante desta medida baseia-se no bom isolamento dos circuitos, devendo o estado do isolamento poder ser verificado por um simples exame visual. Assim, a aplicação desta medida é limitada, na prática, à protecção de um único equipamento, sendo possível alimentar mais do que um equipamento pelo mesmo transformador se forem verificadas as regras indicadas na secção 413.5.3. Caso contrário, sobretudo se o circuito secundário for muito extenso, as condições de protecção a aplicar são as relativas ao esquema IT (veja-se 413.1.5). [E] 413.5.1.1 O circuito deve ser alimentado por uma das fontes de alimentação de separação seguintes : a) transformador de separação; ________________________ (29) - As ligações equipotenciais locais destinam-se a impedir o aparecimento de tensões de contacto perigosas. (30) - Se esta regra não puder ser cumprida, devem-se aplicar as medidas de protecção por corte automático da alimentação (veja-se 413.1). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 141 - PARTE 5 / Secção 51 (31) - Esta medida de protecção aplica-se a um único circuito da instalação e destina-se a evitar o aparecimento de correntes de choque resultantes de um contacto com massas susceptíveis de ficarem em tensão em consequência de um defeito no isolamento principal das partes activas desse circuito. (32) - Recomenda-se que o produto da tensão nominal do circuito, expressa em volts, pelo comprimento da canalização, expresso em metros, não seja superior a 100 000; recomenda-se ainda que o comprimento da canalização não seja superior a 500 m. b) fonte de alimentação que garanta uma segurança equivalente à do transformador de separação, (como, por exemplo, um grupo gerador com enrolamentos que confiram uma separação equivalente)(33). As fontes de separação móveis ligadas a uma rede de alimentação devem ser seleccionadas e instaladas de acordo com as regras indicadas na secção 413.2. As fontes de separação fixas devem satisfazer a uma das condições seguintes : serem seleccionadas e instaladas de acordo com as regras indicadas na secção 413.2; serem realizadas por forma a que o circuito secundário seja separado do circuito primário e do invólucro por um isolamento que satisfaça às regras indicadas na secção 413.2; se essa fonte alimentar mais do que um equipamento, as massas desses equipamentos não devem ser ligadas ao invólucro metálico da fonte. Nota: Para efeitos de aplicação das regras indicadas na secção 511, os transformadores de separação devem satisfazer à Norma EN 60742 (veja-se 411.1.2.1). As condições relativas aos grupos geradores (equipados com motor eléctrico) encontram-se em estudo. [E] 413.5.1.2 A tensão nominal do circuito separado não deve ser superior a 500 V. [E] 413.5.1.3 As partes activas do circuito separado não devem ter pontos comuns a outros circuitos nem pontos ligados à terra. A fim de evitar os riscos de defeito à terra, deve ser dada especial atenção ao isolamento destas partes em relação à terra, nomeadamente, no que se refere aos cabos flexíveis. As medidas que forem tomadas devem garantir uma separação pelo menos equivalente à que existe entre os circuitos primário e secundário de um transformador de separação(34). [E] 413.5.1.4 Os cabos flexíveis susceptíveis de sofrerem danos mecânicos devem ser visíveis ao longo do seu percurso e devem ser de tipo adequado(35). Nota: Os cabos flexíveis devem ser seleccionados em função das influências externas a que possam estar sujeitos (veja-se 522). [E] 413.5.1.5 Recomenda-se a utilização, para os circuitos separados, de canalizações distintas das de outros circuitos. Quando tal não for possível, devem empregar-se cabos multicondutores sem revestimentos metálicos ou condutores isolados montados em calhas ou em condutas, isolantes, desde que, simultaneamente: a) estes cabos e condutores sejam especificados para uma tensão não inferior à tensão mais elevada que possa surgir; _________________________ ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 142 - PARTE 5 / Secção 51 (33) - A segurança pode ser conferida pela rigidez dieléctrica da fonte, verificada pela aplicação de uma tensão de ensaio de valor elevado (em estudo). (34) - Esta separação eléctrica é necessária, nomeadamente, no caso de equipamentos eléctricos, entre as suas partes activas e as de outros circuitos (como, por exemplo, relés, contactores, auxiliares de comando). (35) - Estão em estudo os tipos de cabos a considerar. (36) - Se as massas do circuito separado forem susceptíveis de ficar em contacto, quer de facto, quer fortuitamente, com massas de outros circuitos, a segurança das pessoas não deve ser, apenas, garantida pela medida de protecção por separação eléctrica mas também pelas medidas de protecção aplicáveis às massas dos outros circuitos. b) todos os circuitos estejam protegidos contra as sobreintensidades. [E] 413.5.2 Quando um circuito separado alimentar um único equipamento, as massas desse circuito não devem ser ligadas a condutores de protecção ou a massas de outros circuitos(36). [E] 413.5.3 Se forem tomadas precauções para proteger o circuito secundário contra danos ou falhas do isolamento, pode ser utilizada uma fonte de alimentação que satisfaça ao indicado na secção 413.5.1.1, para alimentar mais do que um equipamento, desde que sejam cumpridas todas as regras indicadas nas secções 413.5.3.1 a 413.5.3.4. [I] 413.5.3.1 As massas do circuito separado devem ser ligadas entre si por condutores de equipotencialidade isolados e não ligados à terra. Essas massas não devem ser ligadas a condutores de protecção, a massas de outros circuitos ou a elementos condutores(36). [E] 413.5.3.2 As tomadas devem ter um contacto de terra ligado ao condutor de equipotencialidade indicado na secção anterior. Nota: Na secção 473.1.1 são indicadas as regras a observar na protecção de circuitos contra as sobreintensidades. [E] 413.5.3.3 Os cabos flexíveis que não alimentem equipamentos da classe II devem ter um condutor de protecção utilizado como condutor de equipotencialidade. [E] 413.5.3.4 No caso de surgirem dois defeitos francos que afectem duas massas, alimentadas por dois condutores de polaridade diferente, deve existir um dispositivo de protecção que garanta o corte num tempo não superior ao indicado no quadro 41A. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 143 - PARTE 5 / Secção 51 PROTECÇÃO CONTRA OS EFEITOS TÉRMICOS EM SERVIÇO NORMAL Secção 421 GENERALIDADES Secção 422 PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIOS Secção 423 PROTECÇÃO CONTRA QUEIMADURAS Secção 424 PROTECÇÃO CONTRA SOBREAQUECIMENTOS ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 144 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE [E] 42 PROTECÇÃO CONTRA OS EFEITOS TÉRMICOS EM SERVIÇO NORMAL 146 [E] 421 Generalidades 146 [E] 422 Protecção contra incêndios 146 [E] 423 Protecção contra queimaduras 148 [E] 424 Protecção contra sobreaquecimentos 148 [E] 424.1 Instalações de aquecimento por ar forçado 148 [E] 424.2 Aparelhos de produção de água quente ou de vapor 149 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 145 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 42 PROTECÇÃO CONTRA OS EFEITOS TÉRMICOS EM SERVIÇO NORMAL [E] 421 Generalidades As pessoas, os equipamentos fixos e os objectos fixos que se encontrem nas proximidades dos equipamentos eléctricos devem ser protegidos contra os efeitos térmicos perigosos resultantes do funcionamento dos equipamentos eléctricos ou contra os efeitos das radiações térmicas, nomeadamente: a) a combustão ou a degradação dos materiais; b) as queimaduras; c) a redução da segurança de funcionamento dos equipamentos eléctricos instalados. Nota: Na secção 43, indicam-se as medidas de protecção contra as sobreintensidades. [E] 422 Protecção contra incêndios Nota: No anexo II indica-se a qualificação dos materiais de construção quanto à sua reacção ao fogo. [E] 422.1 Os equipamentos eléctricos não devem constituir causa de incêndio para os materiais próximos. Para além do indicado nas presentes Regras Técnicas, devem ser respeitadas as instruções fornecidas pelo fabricante. Nota: Os aparelhos de utilização devem ser instalados por forma a não impedirem a dissipação do calor. [E] 422.2 Quando as temperaturas exteriores dos equipamentos eléctricos fixos puderem atingir valores susceptíveis de causarem incêndio nos materiais próximos, os equipamentos devem satisfazer a uma das condições seguintes: a) serem instalados sobre ou no interior de materiais de baixa condutibilidade térmica, capazes de suportar aquelas temperaturas; b) serem separados dos elementos da construção por materiais de baixa condutibilidade térmica, capazes de suportarem aquelas temperaturas; c) serem instalados a uma distância suficiente dos materiais cujas características possam ser comprometidas por aquelas temperaturas, permitindo uma dissipação eficaz do calor. Os suportes dos equipamentos devem ter baixa condutibilidade térmica. Nota: Os materiais das classes M0, M1 e M2 satisfazem às regras indicadas nesta secção e na secção 422.3 e podem suportar equipamentos eléctricos ou serem colocados na sua proximidade. No que respeita aos equipamentos eléctricos, as suas partes constituintes satisfazem, em regra, ao ensaio do fio incandescente (vejam-se as Normas NP 2873.3 - HD 444.2.1), sendo as respectivas modalidades de aplicação definidas nas normas dos equipamentos. Se os equipamentos forem colocados na proximidade de materiais M3 ou M4 (ou não classificados), devem ser tomadas medidas adequadas para limitar o aquecimento destes materiais (como, por exemplo, por ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 146 - PARTE 5 / Secção 51 afastamento, por interposição de obstáculos feitos de materiais M0, M1 ou M2, ou prevendo dispositivos limitadores de temperatura, tais como dispositivos de protecção térmica). [E] 422.3 Os equipamentos ligados de modo permanente, susceptíveis de produzirem arcos ou faíscas em serviço normal, devem satisfazer a uma das condições seguintes: a) serem completamente envolvidos por materiais resistentes aos arcos; b) serem separados dos elementos da construção sobre os quais os arcos possam ter efeitos prejudiciais por meio de écrans feitos em material resistente aos arcos; c) serem instalados a uma distância suficiente dos elementos da construção sobre os quais os arcos e as faíscas possam ter efeitos prejudiciais, permitindo a extinção segura do arco e das faíscas. Os materiais resistentes aos arcos utilizados para cumprimento desta medida de protecção devem ser incombustíveis, ter uma baixa condutibilidade térmica e apresentar uma espessura adequada, que garanta a sua estabilidade mecânica. Nota: Veja-se a nota da secção 422.2.. [E] 422.4 Os equipamentos fixos que tenham um efeito de focalização ou de concentração do calor devem estar suficientemente afastados dos objectos fixos e dos elementos da construção por forma a que estes não possam ficar submetidos, em condições normais, a temperaturas perigosas. Nota: Esta regra aplica-se, nomeadamente, a certos projectores de incandescência de feixe intensivo. [E] 422.5 Quando equipamentos eléctricos instalados no mesmo local contiverem uma quantidade importante de líquido inflamável, devem ser tomadas as medidas adequadas para impedir que o líquido inflamado e os seus produtos de combustão (chamas, fumos, gases tóxicos, etc.) se propaguem a outras partes do edifício(1). [E] 422.6 Os materiais dos invólucros colocados nos equipamentos eléctricos durante a instalação devem poder suportar as temperaturas mais elevadas que sejam susceptíveis de se produzirem nesses equipamentos. Os materiais combustíveis não devem ser utilizados no fabrico destes invólucros, excepto se forem tomadas medidas preventivas contra a inflamação (tais como revestimentos feitos em matérias incombustíveis ou dificilmente combustíveis e de baixa condutibilidade térmica). Nota: Os materiais combustíveis são os das classes M3 ou M4 (ou não classificados) e os incombustíveis ou dificilmente combustíveis os das classes M0, M1 ou M2. Esta regra aplica-se aos invólucros de conjuntos de aparelhagem que não obedeçam à Norma EN 60439-1 (veja-se 558.2); não é, contudo, aplicada aos invólucros dos equipamentos que deles sejam parte integrante, quando estes obedecerem às respectivas normas. São exemplos destas medidas: - uma fossa de extinção, que recolha as fugas de líquido e garanta a extinção em caso de incêndio; - a instalação dos equipamentos num local constituído por elementos da construção resistentes ao fogo, com desníveis ou quaisquer outros meios que impeçam a propagação do líquido inflamado a outras partes do edifício e em que a ventilação desse local seja feita apenas para o exterior. Recomenda-se cortar a alimentação ao equipamento quando se declarar um incêndio. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 147 - PARTE 5 / Secção 51 ________________________ (1) - Um volume de 25 l (de líquido inflamável) é, em regra, considerado importante. Para volumes inferiores a 25 l, é suficiente impedir a fuga do líquido. [E] 423 Protecção contra queimaduras As partes acessíveis dos equipamentos eléctricos instalados no volume de acessibilidade não devem atingir temperaturas susceptíveis de provocarem queimaduras às pessoas. Os limites dessas temperaturas são os indicados no quadro 42A. devendo as partes da instalação susceptíveis de atingir, em serviço normal, mesmo durante períodos curtos, temperaturas superiores a estas serem protegidas contra os contactos acidentais. Os valores indicados no quadro 42A não são aplicáveis aos equipamentos que satisfaçam às respectivas Normas. QUADRO 42A Temperaturas máximas em serviço normal das partes acessíveis dos equipamentos eléctricos no volume de acessibilidade Partes acessíveis Materiais das partes acessíveis Temperaturas máximas (°C) Órgãos de comando Metálicas 55 manual Não metálicas 65 Previstas para serem Metálicas 70 tocadas mas não para serem empunhadas Não metálicas 80 Não destinadas a serem Metálicas 80 tocadas em serviço normal Não metálicas 90 Nota: As normas relativas aos equipamentos fixam limites de temperatura (ou de aquecimento) tais que as pessoas não corram o risco de sofrer queimaduras em condições normais. Estes limites não se aplicam às superfícies dos equipamentos previstos para atingirem temperaturas elevadas (como, por exemplo, fogões, fritadeiras, fornos e aparelhos de soldadura). Para os órgãos de comando manual que fiquem acessíveis após a abertura dos invólucros onde se encontrem instalados (como, por exemplo, os punhos de emergência ou os punhos de extracção) e que não sejam utilizados com frequência, podem ser admitidas temperaturas mais elevadas. A distinção entre superfícies metálicas e não metálicas depende da condutibilidade térmica da superfície considerada. As camadas de pintura ou de verniz não são consideradas susceptíveis de modificar a condutibilidade térmica da superfície. Contudo, certos revestimentos plásticos podem reduzir sensivelmente a condutibilidade térmica de uma superfície metálica e permitir que ela passe a ser considerada como não metálica. [E] 424 Protecção contra sobreaquecimentos Nota: As regras indicadas nesta secção aplicam-se ao fabrico dos equipamentos que devem obedecer às respectivas normas. Para os equipamentos cuja potência seja superior ao limite superior especificado na respectiva norma, as regras nela definidas podem ser aplicadas, com as necessárias adaptações. [E] 424.1 Instalações de aquecimento por ar forçado [E] 424.1.1 Com excepção das caldeiras, as instalações de aquecimento por ar forçado, devem ser concebidas por forma a que os seus blocos de aquecimento só possam ser ligados quando o débito ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 148 - PARTE 5 / Secção 51 de ar tiver atingido o valor prescrito e devem ser desligados quando o débito de ar cessar. Além disso, devem ter dois limitadores de temperatura independentes, que impeçam que seja excedida a temperatura admissível nas condutas de ar. [E] 424.1.2 Os invólucros dos blocos de aquecimento devem ser construídos em material incombustível. [E] 424.2 Aparelhos de produção de água quente ou de vapor Os aparelhos de produção de água quente ou de vapor devem ser protegidos, por construção ou por instalação, para todas as condições de serviço, contra as temperaturas excessivas. Se o aparelho, no seu todo, não obedecer às normas aplicáveis, a protecção deve ser garantida por um dispositivo sem rearme automático que funcione independentemente do termostato. Se o aparelho não for do tipo de escoamento livre, deve ser munido, ainda, de um dispositivo que limite a pressão da água. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 149 - PARTE 5 / Secção 51 PROTECÇÃO CONTRA AS SOBREINTENSIDADES Secção 431 GENERALIDADES Secção 432 NATUREZA DOS DISPOSITIVOS DE PROTECÇÃO Secção 433 PROTECÇÃO CONTRA AS SOBRECARGAS Secção 434 PROTECÇÃO CONTRA OS CURTOS-CIRCUITOS Secção 435 COORDENAÇÃO ENTRE A PROTECÇÃO CONTRA AS SOBRECARGAS E A PROTECÇÃO CONTRA OS CURTOSCIRCUITOS Secção 436 LIMITAÇÃO DAS SOBREINTENSIDADES PELAS CARACTERÍSTICAS DA ALIMENTAÇÃO ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 150 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE [E] 43 PROTECÇÃO CONTRA AS SOBREINTENSIDADES 152 [E] 431 Generalidades 152 [E] 432 Natureza dos dispositivos de protecção 152 [E] 432.1 Dispositivos que garantem, simultaneamente, a protecção contra as sobrecargas e contra os curtos-circuitos 152 [E] 432.2 Dispositivos que garantem apenas a protecção contra as sobrecargas 153 [E] 432.3 Dispositivos que garantem apenas a protecção contra os curtos-circuitos 153 [E] 432.4 Características dos dispositivos de protecção 153 [E] 433 Protecção contra as sobrecargas 153 [E] 433.1 Generalidades 153 [E] 433.2 Coordenação entre os condutores e os dispositivos de protecção 153 [E] 433.3 Protecção de condutores em paralelo 155 [E] 433.4 Protecção de circuitos terminais em anel 155 [E] 434 Protecção contra os curtos-circuitos 155 [E] 434.1 Generalidades 155 [E] 434.2 Determinação das correntes de curto-circuito presumidas 155 [E] 434.3 Características dos dispositivos de protecção contra os curtos-circuitos 156 [E] 434.4 Protecção contra os curtos-circuitos nos condutores em paralelo 158 [E] 435 Coordenação entre a protecção contra as sobrecargas e a protecção contra os curtos-circuitos 158 [E] 435.1 Protecções garantidas pelo mesmo dispositivo 158 [E] 435.2 Protecções garantidas por dispositivos distintos 158 [E] 436 Limitação das sobreintensidades pelas características da alimentação 158 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 151 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 43 PROTECÇÃO CONTRA AS SOBREINTENSIDADES [E] 431 Generalidades Nota: Os dispositivos de protecção dos circuitos da instalação não se destinam a garantir a protecção dos circuitos internos dos aparelhos de utilização. Quando um dispositivo de protecção independente for previsto para garantir a protecção dos circuitos internos de um aparelho de utilização, as suas características devem ser indicadas pelo fabricante do aparelho a proteger. [E] 431.1 Os condutores activos devem ser protegidos contra as sobrecargas (veja-se 433) e contra os curtos-circuitos (veja-se 434) por um ou mais dispositivos de corte automático, devendo a protecção contra as sobrecargas ser coordenada com a protecção contra os curtos-circuitos, de acordo com o indicado na secção 435(1). Os cabos flexíveis dos equipamentos ligados às instalações fixas através de fichas e de tomadas não estão necessariamente protegidos contra as sobrecargas, estando em estudo a protecção destes cabos contra os curtos-circuitos. [E] 432 Natureza dos dispositivos de protecção Os dispositivos de protecção devem ser seleccionados entre os indicados nas secções 432.1 a 432.3. Nota: Em alguns tipos de instalações (habitações e análogos, estabelecimentos agrícolas ou pecuários, etc.) não podem ser aplicados fusíveis na protecção de circuitos contra as sobreintensidades excepto na alimentação de quadros ou de equipamentos de elevada potência e na protecção de equipamentos de sinalização e de medição (vejam-se as Partes 7 e 8). [E] 432.1 Dispositivos que garantem, simultaneamente, a protecção contra as sobrecargas e contra os curtos-circuitos Os dispositivos de protecção devem poder interromper qualquer sobreintensidade de valor não inferior ao da corrente de curto-circuito presumida no ponto onde forem instalados. Esses dispositivos devem satisfazer às regras indicadas nas secções 433 e 434.3.1 e podem ser(2): a) disjuntores (com disparadores de sobrecarga e de máximo de corrente); b) disjuntores associados a fusíveis; c) fusíveis do tipo gG. Nota: Os fusíveis do tipo gG devem satisfazer à Norma EN 60269. Os disjuntores devem satisfazer às Normas EN 60898, EN 60947-1, EN 60947-2, EN 61009. ________________________ (1) - Os condutores activos protegidos contra as sobrecargas de acordo com o indicado na secção 433 são considerados como protegidos também contra os curtos-circuitos susceptíveis de produzirem correntes de defeito da ordem de grandeza das correntes de sobrecarga. Para as condições de aplicação, veja-se a secção 473. A protecção dos cabos flexíveis nas instalações fixas está incluída nas presentes regras. (2) - O fusível é composto por todas as partes que formam o conjunto do dispositivo de protecção, nomeadamente, a base e o elemento de substituição. A utilização de um dispositivo com um poder de corte inferior à corrente de curto-circuito presumida no ponto em que estiver instalado deve obedecer às regras indicadas na secção 434.3.1. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 152 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 432.2 Dispositivos que garantem apenas a protecção contra as sobrecargas Estes dispositivos, que, em regra, têm uma característica de funcionamento de tempo inverso e que podem ter um poder de corte inferior à corrente de curto-circuito presumida no ponto onde forem instalados, devem satisfazer às regras indicadas na secção 433. [E] 432.3 Dispositivos que garantem apenas a protecção contra os curtos-circuitos Quando a protecção contra as sobrecargas for feita por outros meios ou, quando, na secção 473, se admitir a dispensa da protecção contra as sobrecargas, devem ser utilizados dispositivos de protecção que interrompam qualquer corrente de curto-circuito de valor não superior ao da corrente de curto-circuito presumida. Esses dispositivos de protecção, que devem satisfazer às regras indicadas na secção 434, podem ser: a) disjuntores com disparador de máximo de corrente; b) fusíveis dos tipos gG ou aM. Nota: Os fusíveis do tipo aM não garantem a protecção contra as sobrecargas. [E] 432.4 Características dos dispositivos de protecção As características tempo/corrente dos dispositivos de protecção contra as sobreintensidades devem satisfazer às regras estabelecidas nas respectivas normas(3). Nota: Veja-se a Nota da secção 432.1. [E] 433 Protecção contra as sobrecargas [E] 433.1 Generalidades Devem ser previstos dispositivos de protecção que interrompam as correntes de sobrecarga dos condutores dos circuitos antes que estas possam provocar aquecimentos prejudiciais ao isolamento, às ligações, às extremidades ou aos elementos colocados nas proximidades das canalizações. Nota: Para a determinação das secções dos condutores e para a selecção dos dispositivos de protecção contra as sobrecargas, veja-se a secção 533.2. [E] 433.2 Coordenação entre os condutores e os dispositivos de protecção As características de funcionamento dos dispositivos de protecção das canalizações contra as sobrecargas devem satisfazer, simultaneamente, às duas condições seguintes(4): 1) IB ≤ In ≤ I z , 2) I2 ≤ 145 I z _________________________ (3) - Isto não impede a utilização de outros dispositivos de protecção desde que as respectivas características tempo/corrente garantam um nível de protecção equivalente. (4) - Em certos casos, esta regra não garante uma protecção completa (por exemplo, as sobreintensidades prolongadas inferiores a I2) e não conduz necessariamente à solução mais económica, pelo que se ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 153 - PARTE 5 / Secção 51 pressupõe que o circuito seja concebido de modo a que as sobrecargas de reduzido valor e de longa duração não se produzam habitualmente. em que: IB é a corrente de serviço do circuito, em amperes; Iz é a corrente admissível na canalização (veja-se 523), em amperes; In é a corrente estipulada do dispositivo de protecção, em amperes(5); I2 é a corrente convencional de funcionamento, em amperes (veja-se 254.2A). Na prática I2 é igual: - à corrente de funcionamento, no tempo convencional, para os disjuntores; - à corrente de fusão, no tempo convencional, para os fusíveis do tipo gG. Nota: A figura 43GA traduz, esquematicamente, as condições indicadas nesta regra. Canalização: Corrente admissível Corrente de serviço IZ IB In 0 Dispositivo de protecção: Corrente estipulada 1,45 I z I I 2 Corrente convencional de funcionamento Figura 43GA - Coordenação entre os condutores e os dispositivos de protecção Para que um dispositivo de protecção garanta a protecção de uma canalização contra as sobrecargas é necessário verificarem-se as condições seguintes : a) I B ≤ I n ≤ I z b) I 2 ≤ 1,45 I z k2.In ≤ 1,45 Iz k3 In ≤ Iz In ≤ Iz / k3 em que : k2 é a relação entre o valor da corrente I2 que garante o funcionamento efectivo do dispositivo de protecção e a sua corrente estipulada In (ou, para os disjuntores com regulação, o valor da corrente de regulação - Ir) k3 = k2 / 1,45 O valor de k2 depende da natureza do dispositivo de protecção, assumindo, consoante se trate de disjuntores ou de fusíveis, os valores seguintes : - para disjuntores: ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 154 - PARTE 5 / Secção 51 k2 = 1,45 para os disjuntores modulares (EN 60898) k2 = 1,30 para outros disjuntores _________________________ (5) - Para os dispositivos de protecção reguláveis, In é a corrente de regulação seleccionada. - para fusíveis: k2 = 1,6 para In ≥ 16 A k2 = 1,9 para 4 A < In < 16 A k2 = 2,1 para In ≤ 4A Na prática é necessário verificar o seguinte : - para disjuntores : I B ≤ In ≤ Iz - para fusíveis : I B ≤ In I 2 ≤ 1,45 I z ou I n ≤ I z / k 3 em que, para os fusíveis do tipo gG, k3 assume os valores seguintes: k3 = 1,10 para In ≥ 16 A k3 = 1,31 para 4 A < In < 16 A k3 = 1,45 para In ≤ 4A [E] 433.3 Protecção de condutores em paralelo Quando um dispositivo de protecção proteger vários condutores em paralelo, o valor de Iz a considerar é a soma das correntes admissíveis nos diferentes condutores, desde que a corrente transportada por cada um deles seja sensivelmente a mesma(6). [E] 433.4 Protecção de circuitos terminais em anel (Em estudo). [E] 434 Protecção contra os curtos-circuitos(7) [E] 434.1 Generalidades Devem ser previstos dispositivos de protecção que interrompam as correntes de curto-circuito antes que estas se possam tornar perigosas em virtude dos efeitos térmicos e mecânicos que se produzam nos condutores e nas ligações. [E] 434.2 Determinação das correntes de curto-circuito presumidas As correntes de curto-circuito presumidas devem ser determinadas, por cálculo ou por medição, em todos os pontos das instalações julgados necessários. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 155 - PARTE 5 / Secção 51 __________________________ (6) - Na prática, esta medida só é aceitável se as canalizações tiverem as mesmas características eléctricas (natureza, modo de colocação, comprimento e secção) e não tiverem qualquer derivação ao longo de todo o seu percurso. No entanto, pode ser conveniente fazer-se uma verificação. (7) - Consideram-se apenas os curtos-circuitos entre condutores de um mesmo circuito. Nota: As correntes de curto-circuito assumem valores diferentes consoante afectem duas fases, três fases ou uma fase e o neutro, devendo o poder de corte dos dispositivos de protecção ser garantido para cada um desses valores. Os valores das correntes de curto-circuito podem ser determinados por um dos meios seguintes: a) método de cálculo apropriado; b) estudo sobre um modelo da rede; c) medições feitas na instalação; d) informações fornecidas pelo distribuidor de energia eléctrica. [E] 434.3 Características dos dispositivos de protecção contra os curtos-circuitos Todos os dispositivos que garantam a protecção contra os curtos-circuitos devem satisfazer, simultaneamente, às condições indicadas nas secções 434.3.1 e 434.3.2. [E] 434.3.1 O poder de corte não deve ser inferior à corrente de curto-circuito presumida no ponto em que o dispositivo for instalado, excepto se existir, a montante, um dispositivo com um poder de corte apropriado. Neste caso, as características dos dois dispositivos devem ser coordenadas por forma a que a energia que o dispositivo situado a montante deixa passar não seja superior às energias suportáveis pelo dispositivo situado a jusante e pelas canalizações protegidas(8). Nota: Quando não existirem regras sobre a correspondência entre dispositivos de protecção diferentes, devem ser solicitadas aos fabricantes destes dispositivos as indicações necessárias. [E] 434.3.2 O tempo de corte da corrente resultante de um curto-circuito que se produza em qualquer ponto do circuito não deve ser superior ao tempo necessário para elevar a temperatura dos condutores até ao seu limite admissível. Para os curtos-circuitos de duração não superior a 5 s, o tempo necessário para que uma corrente de curto-circuito eleve a temperatura dos condutores da temperatura máxima admissível em serviço normal até ao valor limite pode ser calculado, numa primeira aproximação, através da fórmula seguinte(9): _________________________ (8) - Em certos casos especiais, pode ser necessário considerar outras características para os dispositivos situados a jusante (tais como os esforços electrodinâmicos e a energia do arco), para o que devem ser obtidas as informações necessárias junto dos fabricantes. (9) - Para tempos muito curtos (t < 1 s), em que a assimetria é importante, e para os dispositivos de limitação de corrente, o valor de k²S² deve ser superior ao valor da energia (I²t) que o dispositivo de protecção deixa passar (indicado pelo fabricante). Estão em estudo outros valores de k para: - condutores de pequena secção (nomeadamente, para secções inferiores a 10 mm2); - tempos de curto-circuito superiores a 5 s; - outros tipos de ligações nos condutores; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 156 - PARTE 5 / Secção 51 - condutores nus; - condutores blindados com isolamento mineral. A corrente estipulada do dispositivo de protecção contra os curtos-circuitos pode ser superior à corrente admissível nos condutores do circuito. t =k S Icc em que: t é o tempo, em segundos; S é a secção dos condutores, em milímetros quadrados; Icc é a corrente de curto-circuito efectiva (valor eficaz), em amperes, isto é, a corrente de um curto-circuito franco verificado no ponto mais afastado do circuito considerado; k é uma constante, cujo valor é igual a: 115 para os condutores de cobre isolados a policloreto de vinilo; 134 para os condutores de cobre isolados a borracha para uso geral ou a borracha butílica; 143 para os condutores de cobre isolados a polietileno reticulado ou a etilenopropileno; 76 para os condutores de alumínio isolados a policloreto de vinilo; 89 para os condutores de alumínio isolados a borracha butílica; 94 para os condutores de alumínio isolados a polietileno reticulado ou a etilenopropileno; 115 para as ligações soldadas a estanho aos condutores de cobre (correspondendo a uma temperatura de 160° C). Nota: A fórmula que relaciona o tempo de corte, a corrente de curto-circuito e a secção dos condutores pressupõe que, durante o tempo de passagem da corrente de curto-circuito, o aquecimento dos condutores é adiabático, isto é, que a energia dissipada por efeito Joule apenas aquece os condutores, não havendo dissipação de calor. Os valores da constante k são válidos para as temperaturas máximas em curto-circuito seguintes : 160° C para os isolamentos a policloreto de vinilo; 220° C para os isolamentos a borracha butílica; 250° C para os isolamentos a polietileno reticulado ou a etileno-propileno. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 157 - PARTE 5 / Secção 51 Para os condutores nus, as temperaturas máximas em curto-circuito são definidas tendo em conta as características mecânicas dos condutores (para evitar, por exemplo, o recozimento do metal) e a natureza dos isolantes próximos. Em certos casos especiais, pode ser necessário reduzir as temperaturas máximas tendo em conta as características mecânicas dos condutores e dos cabos (como, por exemplo, para os cabos auto-suportados). [E] 434.4 Protecção contra os curtos-circuitos nos condutores em paralelo Um mesmo dispositivo de protecção pode proteger contra os curtos-circuitos vários condutores em paralelo, desde que as características de funcionamento do dispositivo e o modo de colocação dos condutores em paralelo sejam coordenados(10) (para a selecção do dispositivo de protecção, veja-se a secção 53). [E] 435 Coordenação entre a protecção contra as sobrecargas e a protecção contra os curtos-circuitos [E] 435.1 Protecções garantidas pelo mesmo dispositivo Se o dispositivo de protecção contra as sobrecargas obedecer ao indicado na secção 433 e tiver um poder de corte não inferior à corrente de curto-circuito presumida no ponto de instalação, considerase que este dispositivo garante, também, a protecção contra os curtos-circuitos da canalização situada a jusante desse ponto(11). [E] 435.2 Protecções garantidas por dispositivos distintos As regras aplicáveis aos dispositivos de protecção contra sobrecargas são as indicadas na secção 433 e as relativas aos dispositivos de protecção contra os curtos-circuitos são as indicadas na secção 434. As características destes dispositivos devem ser coordenadas por forma a que a energia que o dispositivo de protecção contra os curtos-circuitos deixa passar não seja superior à que o dispositivo de protecção contra as sobrecargas pode suportar, sem se danificar(12). [E] 436 Limitação das sobreintensidades pelas características da alimentação Os condutores alimentados por uma rede de impedância tal que a corrente máxima fornecida não possa ser superior à corrente admissível nos condutores (por exemplo, de certos transformadores de campainha, de certos transformadores de soldadura e de certos geradores accionados por motor térmico) são considerados como protegidos contra qualquer sobreintensidade. Nota: Os transformadores de segurança e os transformadores de separação (que devem satisfazer à Norma EN 60742) e que sejam resistentes, por construção ou por dispositivo incorporado, aos curtos-circuitos e às sobrecargas susceptíveis de se produzirem em serviço normal, não necessitam de qualquer dispositivo de protecção contra as sobrecargas e contra os curtos-circuitos que ocorram a jusante destes transformadores (se estes transformadores não forem resistentes aos curtos-circuitos, é necessário instalar dispositivos de protecção contra as sobrecargas e contra os curtos-circuitos). O circuito de alimentação do transformador deve ser protegido contra os curtos-circuitos e, se necessário, contra as sobrecargas, de acordo com as presentes Regras Técnicas. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 158 - PARTE 5 / Secção 51 _________________________ (10) - Devem-se ter em conta as condições susceptíveis de se produzirem num curto-circuito que não afecte todos os condutores (estão em estudo regras pormenorizadas). (11) - Para certos tipos de disjuntores (nomeadamente, para os que não limitam a corrente), esta regra pode não ser aplicável em toda a gama das correntes de curto-circuito, sendo a verificação feita de acordo com o indicado na secção 434.3. (12) - Esta regra não exclui os tipos de coordenação especificados na Norma EN 60947-4-1. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 159 - PARTE 5 / Secção 51 PROTECÇÃO CONTRA AS SOBRETENSÕES Secção 441 GENERALIDADES Secção 442 PROTECÇÃO DAS INSTALAÇÕES DE BAIXA TENSÃO CONTRA OS DEFEITOS À TERRA NAS INSTALAÇÕES DE ALTA TENSÃO Secção 443 SOBRETENSÕES DE ORIGEM ATMOSFÉRICA E SOBRETENSÕES DE MANOBRA ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 160 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE 44PROTECÇÃO CONTRA AS SOBRETENSÕES 162 441 Generalidades 162 [I] 442 Protecção das instalações de baixa tensão contra os defeitos à terra nas instalações de alta tensão 162 [I] 442.1 Generalidades 162 [I] 442.1.1 Introdução 162 [I] 442.1.2 Tensão de defeito 163 [I] 442.1.3 Tensão de esforço 163 [I] 442.1.4 (disponível) 165 [I] 442.2 Ligações à terra nos postos de transformação 165 [I] 442.3 Regras aplicáveis à ligação à terra nos postos de transformação 165 [I] 442.4 Regras aplicáveis às instalações de baixa tensão de acordo com o esquema de ligações à terra 165 [I] 442.4.1 Designações simbólicas 166 [I] 442.4.2 Esquema TN 166 [I] 442.4.3 Esquema TT 166 [I] 442.4.4 Esquema IT 170 [I] 442.5 Limitação da tensão de esforço nos equipamentos de baixa tensão do posto de transformação 186 [I] 442.5.1 Esquemas TN e TT 186 [I] 442.5.2 Esquema IT 186 [I] 443 Sobretensões de origem atmosférica e sobretensões de manobra 186 [I] 443.1 Generalidades 186 [I] 443.2 Medidas a considerar na origem da instalação 187 443.3. Selecção dos equipamentos na instalação 189 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 161 - PARTE 5 / Secção 51 44 PROTECÇÃO CONTRA AS SOBRETENSÕES 441 Generalidades Nota: As instalações eléctricas podem ficar sujeitas a sobretensões devidas a : a) defeitos de isolamento com outras instalações de tensão mais elevada (veja-se 442); b) descargas atmosféricas (veja-se 443); c) manobras (veja-se 443); d) fenómenos de ressonância. 441.1 Se necessário, devem ser tomadas medidas para proteger as instalações eléctricas contra as consequências perigosas das sobretensões que as possam afectar (vejam-se 442 e 443). 441.2 Os dispositivos de protecção contra as sobretensões devem ter características que permitam o seu funcionamento apenas para tensões superiores à tensão mais elevada que possa existir na instalação eléctrica, em serviço normal. [I] 442 Protecção das instalações de baixa tensão contra os defeitos à terra nas instalações de alta tensão [I] 442.1 Generalidades [I] 442.1.1 Introdução As regras indicadas na secção 442 destinam-se a garantir a segurança das pessoas e dos equipamentos nas instalações de baixa tensão, em caso de defeito entre a instalação de alta tensão e a terra na parte de alta tensão do posto que alimenta a instalação de baixa tensão. Nota: Os defeitos em instalações de tensões diferentes estão relacionados com os defeitos que podem surgir na parte de alta tensão dos postos de transformação que alimentem instalações de baixa tensão a partir da rede de distribuição de tensão mais elevada (alta tensão). Estes defeitos provocam a circulação de uma corrente no eléctrodo de terra ao qual estão ligadas as massas do posto. O valor da corrente de defeito depende da impedância da malha de defeito, isto é, do esquema de ligação do neutro à terra da rede de alta tensão. A circulação de uma corrente de defeito no eléctrodo de terra das massas do posto origina uma elevação do potencial destas massas em relação à terra, que depende : - do valor da corrente de defeito; - do valor da resistência do eléctrodo de terra das massas do posto. A tensão de defeito pode atingir valores elevados (milhares de volts) e pode originar, de acordo com o esquema das ligações à terra da instalação de baixa tensão, a elevação geral do potencial: - da instalação de baixa tensão em relação à terra, podendo originar disrupções nos equipamentos de baixa tensão; - das massas da instalação de baixa tensão em relação à terra, podendo originar um aumento das tensões de defeito e de contacto. O tempo de eliminação dos defeitos nas instalações de alta tensão é, em regra, superior ao das instalações de baixa tensão, uma vez que a acção dos relés é retardada voluntariamente para evitar disparos intempestivos, que poderiam ser devidos a fenómenos transitórios. Os tempos de funcionamento das ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 162 - PARTE 5 / Secção 51 protecções de alta tensão são também superiores aos das protecções de baixa tensão, pelo que o tempo durante o qual a tensão de defeito (e a tensão de contacto correspondente) se mantém nas massas da instalação de baixa tensão pode ser superior ao que é imposto pelas regras das instalações de baixa tensão. Daí pode, também, advir um risco de disrupção nos equipamentos de baixa tensão do posto ou da instalação. O funcionamentos das protecções em condições anormais de tensão transitória de restabelecimento pode dar origem a dificuldades de corte ou até à impossibilidade de essas protecções interromperem o circuito. Assim, são consideradas, consoante o esquema de ligação à terra das instalações de alta tensão, as condições de defeito seguintes : a) Instalações de alta tensão ligadas directamente à terra (ou através de uma impedância de baixo valor). Os defeitos à terra são eliminados pelos dispositivos de protecção num tempo razoavelmente curto. No posto de transformação não é, em regra, feita qualquer ligação do neutro da rede de alta tensão à terra, considerandose, para efeitos desta ligação, desprezáveis as correntes capacitivas. b) Instalações de alta tensão isoladas da terra. Só são consideradas as condições de defeito resultantes de um primeiro defeito à terra entre uma parte activa da alta tensão e as massas do posto de transformação. A corrente de defeito (capacitiva) pode ser interrompida ou não, em função do seu valor e do tempo de actuação dos dispositivos de protecção utilizados. c) Instalações de alta tensão ligadas à terra por meio de bobines de extinção. Os postos de transformação não incluem, em regra, bobines de extinção. Quando se produzir um defeito à terra na instalação de alta tensão entre um condutor da alta tensão e as massas do posto de transformação, as correntes de defeito são de valor reduzido (correntes residuais da ordem de algumas dezenas de amperes) e podem circular durante tempos bastantes longos. Neste contexto, consideram-se englobados num posto de transformação os eventuais postos de seccionamento e de corte. [I] 442.1.2 Tensão de defeito O valor e a duração da tensão de defeito ou da tensão de contacto, resultantes de um defeito à terra nas instalações de alta tensão, não devem ser superiores aos valores determinados a partir das curvas F e T da figura 44A, respectivamente. [I] 442.1.3 Tensão de esforço O valor e a duração da tensão de esforço à frequência industrial nos equipamentos das instalações de baixa tensão, resultantes de um defeito à terra nas instalações de alta tensão, não devem ser superiores aos valores indicados no quadro 44A(1). QUADRO 44A Tensão de esforço admissível nos equipamentos Tensão de esforço admissível nas instalações de baixa tensão (V) Duração (s) 1,5 Un >5 1,5 Un + 750 ≤5 Un - tensão nominal entre fase e terra da rede de baixa tensão Nota: O valor 1,5 Un + 750 indicado no quadro 44A (valor igual a 0,75 vezes a menor das tensões de ensaio repetitivo dos equipamentos de baixa tensão) permite aplicar as regras indicadas nesta secção às instalações de alta tensão ligadas directamente à terra. _________________________ ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 163 - PARTE 5 / Secção 51 (1) - A tensão de esforço à frequência industrial é a tensão a que o isolamento fica submetido. São admissíveis tensões de esforço de valor superior nos equipamentos de baixa tensão do posto se o nível de isolamento destes equipamentos for compatível e se forem verificadas as condições indicadas na secção 442.3. Nota: A curva indicada na figura 44A foi tirada da curva C1 da Norma IEC 60479-1. Os valores da tensão de defeito pressupõem as situações seguintes : a) o risco de um defeito à terra numa instalação de alta tensão é reduzido; b) a tensão de contacto é sempre de valor inferior ao da tensão de defeito devido, nomeadamente, à ligação equipotencial principal (veja-se 413.1.1.2) e à presença de eléctrodos de terra suplementares, na instalação ou em qualquer outro local. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 164 - PARTE 5 / Secção 51 Figura 44A - Duração máxima da tensão de defeito F e da tensão de contacto T resultante de um defeito à terra na instalação de alta tensão [I] 442.1.4 (disponível) [I] 442.2 Ligações à terra nos postos de transformação Nos postos de transformação deve existir uma única instalação de ligação à terra das massas desse posto(2), à qual devem estar ligados : a) o eléctrodo de terra; b) a cuba do transformador; c) as armaduras, blindagens e bainhas metálicas dos cabos de alta tensão; d) as armaduras, blindagens e bainhas metálicas dos cabos de baixa tensão, excepto quando o neutro for ligado a uma terra electricamente distinta (terra da alimentação(3)); e) os condutores de terra e os condutores de protecção da instalação de alta tensão; f) as massas dos equipamentos de alta e de baixa tensão; g) os elementos condutores. [I] 442.3 Regras aplicáveis à ligação à terra nos postos de transformação As regras indicadas nas secções 442.4 e 442.5 podem ser consideradas como satisfeitas se for verificada, pelo menos, uma das regras indicadas na secção 442.3.1 ou a regra indicada na secção 442.3.2. Em caso de não serem satisfeitas estas regras mínimas, devem ser verificadas as regras indicadas nas secções 442.4 e 442.5. [I] 442.3.1 O posto de transformação deve ser ligado por um dos meios seguintes: a) cabos de alta tensão com armaduras, blindagens ou bainhas metálicas, ligadas à terra; b) cabos de baixa tensão com armaduras, blindagens ou bainhas metálicas, ligadas à terra; c) combinação de cabos de alta e de baixa tensão com armaduras, blindagens ou bainhas metálicas, ligadas à terra. O comprimento total destes cabos não deve ser inferior a 1 km. [I] 442.3.2 A resistência do eléctrodo de terra das massas do posto de transformação(2) não deve ser superior a 1Ω. [I] 442.4 Regras aplicáveis às instalações de baixa tensão de acordo com o esquema de ligações à terra ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 165 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 442.4.1 Designações simbólicas Nas secções 442.4.2 a 442.5.2 são utilizadas as designações simbólicas seguintes : _________________________ (2) - Conhecida por "terra de protecção". (3) - Conhecida por "terra de serviço". Im é a parte da corrente de defeito à terra na instalação de alta tensão, que se escoa pela ligação à terra das massas do posto de transformação; R é a resistência do eléctrodo de terra das massas do posto de transformação; Uo é a tensão entre fase e neutro da instalação de baixa tensão; U é a tensão entre fases da instalação de baixa tensão; Uf é a tensão de defeito na instalação de baixa tensão, entre as massas e a terra; U1 é a tensão de esforço nos equipamentos de baixa tensão do posto de transformação; U2 é a tensão de esforço nos equipamentos de baixa tensão da instalação; UL é a tensão limite convencional de contacto (veja-se 234.4). [I] 442.4.2 Esquema TN a) Quando a tensão de defeito, obtida por meio da expressão Uf = R x Im for eliminada num tempo não superior ao determinado a partir da curva F da figura 44A, o condutor neutro da instalação de baixa tensão pode ser ligado ao eléctrodo de terra das massas do posto de transformação (veja-se TN-a na figura 44B)(4). b) Se a regra indicada na alínea a) não for verificada, o condutor neutro da instalação de baixa tensão deve ser ligado a um eléctrodo de terra electricamente distinto (veja-se TN-b da figura 44 B), sendo aplicáveis as regras indicadas na secção 442.5.1. [I] 442.4.3 Esquema TT a) Quando, para os equipamentos de baixa tensão, for verificada a relação indicada no quadro 44A entre o tempo de corte e a tensão de esforço, obtida por meio da expressão U2 = R x Im + Uo, o condutor neutro da instalação de baixa tensão pode ser ligado ao eléctrodo de terra das massas do posto de transformação (veja-se TT-a da figura 44C). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 166 - PARTE 5 / Secção 51 b) Se a regra indicada na alínea a) não for verificada, o condutor neutro da instalação de baixa tensão deve ser ligado a um eléctrodo de terra electricamente distinto (veja-se TT-b da figura 44C), sendo aplicáveis as regras indicadas na secção 442.5.1(4). _________________________ (4) - Se as massas dos equipamentos da instalação de baixa tensão estiverem situadas na zona de influência da ligação equipotencial principal, a tensão de contacto é nula (veja-se 413). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 167 - PARTE 5 / Secção 51 U U 1 AT L1 L2 L3 PEN 2 BT U I m R f TN - a U1 = U0 U2 = U1 = U0 U I m U 1 AT L1 L2 L3 PEN R Uf = R x Im 2 BT U RB f TN - b U1 = R x Im + U0 U2 = U0 Uf = 0 Figura 44B - Esquema TN ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 168 - PARTE 5 / Secção 51 U AT I m U 1 L1 L2 L3 PEN 2 BT RA R U f TT - a U1 = U0 U2 = R x Im + U0 U I m U 1 AT L1 L2 L3 PEN R Uf = 0 2 BT RB RA U f TT - b U1 = R x Im + U0 U2 = U0 Uf = 0 Figura 44C - Esquema TT ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 169 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 442.4.4 Esquema IT a) Quando a tensão de defeito, obtida por meio da expressão: Uf = R x Im for eliminada num tempo não superior ao determinado a partir da curva F na figura 44A, as massas da instalação de baixa tensão podem ser ligadas ao eléctrodo de terra das massas do posto de transformação (vejam-se as figuras 44D, 44J e 44K). Se esta regra não for verificada, as massas da instalação de baixa tensão devem ser ligadas a um eléctrodo de terra electricamente distinto do das massas do posto (vejam-se as figuras 44E a 44H). b) Quando as massas da instalação estiverem ligadas a um eléctrodo de terra electricamente distinto do das massas do posto de transformação e quando, para os equipamentos de baixa tensão da instalação, for verificada a relação indicada no quadro 44A entre o tempo de corte e a tensão de esforço, obtida por meio da expressão U2 = R x Im + U, a impedância da ligação do neutro à terra da instalação de baixa tensão, se existir, pode ser ligada ao eléctrodo de terra das massas do posto de transformação (veja-se a figura 44E). Se esta regra não for verificada, a impedância da ligação do neutro à terra deve ser ligada a um eléctrodo de terra electricamente distinto (vejam-se as figuras 44F e 44H), sendo aplicáveis as regras indicadas na secção 442.5.2. Nota: No quadro seguinte indicam-se, resumidamente, as diferentes possibilidades do esquema IT após a ocorrência de um primeiro defeito na instalação de baixa tensão. Exemplo (1) Massas dos equipamentos BT do posto Neutro eventual da instalação BT Massas dos equipamentos U1 U2 Uf a L L L U U RxIm b L L I U RxIm+U (2) c(3) I I I RxIm+U U (2) d I RxIm+U U (2) e(3) L RxIm+U RxIm+U RxIm I L ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 170 - PARTE 5 / Secção 51 L - pontos ligados entre si I - pontos isolados (não ligados entre si) (1) - Exemplos indicados nas figuras 44D a 44K, onde são mencionadas as diferentes possibilidades de ligação à terra, com ou sem um primeiro defeito na instalação. (2) - Uf é igual ao produto da corrente do primeiro defeito pela resistência do eléctrodo de terra das massas (RAxId), que não deve ser superior a UL. Nos exemplos a, b e d, as correntes capacitivas que se fecham pelo primeiro defeito podem, em certos casos, aumentar o valor da tensão Uf, não sendo, no entanto, este assunto considerado. (3) - Nos exemplos c1 e e1, existe uma impedância entre o neutro e a terra (neutro impedante). Nos esquemas c2 e e2, não existe qualquer impedância entre o neutro e a terra (neutro isolado) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 171 - PARTE 5 / Secção 51 U U2 1 AT L1 L2 L3 BT Z I m U R U1 = U0 U2 = U1 = U0 f Uf = R x Im 1 - Ausência de defeito na BT U U2 1 AT L1 L2 L3 BT Z I m U R U1 = U U2 = U1 = U Uf = R x Im 2 - Primeiro defeito na BT Figura 44D - Esquema IT, exemplo "a" ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 172 - f PARTE 5 / Secção 51 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 173 - PARTE 5 / Secção 51 U U2 1 AT L1 L2 L3 BT Z I m U R RA U1 = U0 U2 = R x Im + U0 f Uf = 0 1 - Ausência de defeito na BT U U2 1 AT L1 L2 L3 BT Z I m U R I U1 = U U2 = R x Im + U d RA Uf = RA x Id ≤ UL 2 - Primeiro defeito na BT Figura 44E - Esquema IT, exemplo "b" ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 174 - f PARTE 5 / Secção 51 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 175 - PARTE 5 / Secção 51 U AT I U2 1 L1 L2 L3 BT U m R Z RA U1 = R x Im + U0 U2 = U0 f Uf = 0 1 - Ausência de defeito na BT U AT I m U2 1 L1 L2 L3 R BT Id Z U1 = R x Im + U U2 = U RA Uf = RA x Id ≤ UL 2 - Primeiro defeito na BT ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 176 - Uf PARTE 5 / Secção 51 Figura 44F - Esquema IT, exemplo "c1" ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 177 - PARTE 5 / Secção 51 U AT I m U2 1 L1 L2 L3 BT U R RA U1 = R x Im + U0 U2 = U0 f Uf = 0 1 - Ausência de defeito na BT U AT I m U2 1 L1 L2 L3 BT I R U1 = R x Im + U U2 = U U d RA Uf = RA x Id ≤ UL 2 - Primeiro defeito na BT Figura 44G - Esquema IT, exemplo "c2" ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 178 - f PARTE 5 / Secção 51 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 179 - PARTE 5 / Secção 51 U U2 1 AT I m L1 L2 L3 BT U R Z U1 = R x Im + U0 U2 = U0 f Uf = 0 1 - Ausência de defeito na BT U U2 1 AT I m L1 L2 L3 BT U R Z U1 = R x Im + U U2 = U Uf = 0 2 - Primeiro defeito na BT Figura 44H - Esquema IT, exemplo "d" ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 180 - f PARTE 5 / Secção 51 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 181 - PARTE 5 / Secção 51 U U2 1 AT I m L1 L2 L3 BT U R Z U1 = R x Im + U0 U2 = U1 = R x Im + U0 Uf = R x Im 1 - Ausência de defeito na BT U U2 1 AT I m L1 L2 L3 R BT U Z U1 = R x Im + U U2 = U1 = R x Im + U Uf = R x Im 2 - Primeiro defeito na BT Figura 44J - Esquema IT, exemplo "e1" ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 182 - f f PARTE 5 / Secção 51 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 183 - PARTE 5 / Secção 51 U AT I m U2 1 L1 L2 L3 BT U R U1 = R x Im + U U2 = U1 = R x Im + U f Uf = R x Im 1 - Ausência de defeito na BT U AT I m U2 1 L1 L2 L3 BT U R U1 = R x Im + U U2 = U1 = R x Im + U Uf = R x Im 2 - Primeiro defeito na BT Figura 44K - Esquema IT, exemplo "e2" ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 184 - f PARTE 5 / Secção 51 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 185 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 442.5 Limitação da tensão de esforço nos equipamentos de baixa tensão do posto de transformação [I] 442.5.1 Esquemas TN e TT Quando, nos esquemas TN e TT, o eléctrodo de terra do condutor neutro for electricamente distinto do das massas do posto de transformação (veja-se TN-b na figura 44B e TT-b na figura 44C), a relação entre a tensão de esforço, obtida por meio da expressão U1 = R x Im + Uo e o tempo de corte deve ser compatível com o nível de isolamento dos equipamentos de baixa tensão do posto de transformação(5). [I] 442.5.2 Esquema IT Quando, no esquema IT, o eléctrodo de terra das massas da instalação e a eventual impedância de ligação do neutro à terra forem electricamente distintas do das massas do posto de transformação (vejam-se as figuras 44F, 44G e 44H), a relação entre a tensão de esforço, obtida por meio da expressão U1 = R x Im + U e o tempo de corte deve ser compatível com o nível de isolamento dos equipamentos de baixa tensão do posto de transformação. [I] 443 Sobretensões de origem atmosférica e sobretensões de manobra Nota: As regras indicadas nesta secção encontram-se em revisão ao nível da IEC a fim de as adequar às novas exigências de funcionalidade dos equipamentos (nomeadamente os equipamentos electrónicos). [I] 443.1 Generalidades Nesta secção são indicadas as regras relativas à protecção das instalações eléctricas contra as sobretensões transitórias de origem atmosférica, transmitidas pelas redes de distribuição e contra as sobretensões de manobra produzidas pelos equipamentos da instalação(6). Para tal, devem ser consideradas as sobretensões que possam surgir na origem da instalação, o nível cerâunico presumido, a localização e as características dos dispositivos de protecção contra as sobretensões, por forma a que a probabilidade de incidentes devidos a sobretensões seja reduzida a um nível aceitável para a segurança das pessoas e dos bens e para a continuidade de serviço desejada. _________________________ (5) - O nível de isolamento dos equipamentos de baixa tensão do posto de transformação pode ser superior ao valor indicado no quadro 44A. (6) - No âmbito de aplicação desta secção, o termo "sobretensão transitória" é utilizado no sentido de nível estatístico de sobretensão de origem atmosférica, sendo definida como a sobretensão aplicada a um equipamento no seguimento de um dado acontecimento específico no sistema (ligação, desligação, defeito, descarga atmosférica, etc.) cujo valor de crista tenha uma probabilidade de ser superior a uma dada probabilidade de referência. No que respeita às sobretensões transitórias de origem atmosférica, não é feita qualquer distinção entre as instalações ligadas à terra (esquemas TT e TN) e as instalações não ligadas à terra (esquema IT). Estão em estudo as regras relativas às sobretensões de manobra produzidas fora da instalação e transmitidas pela rede. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 186 - PARTE 5 / Secção 51 Estas regras não se aplicam às instalações de telecomunicação. Os valores das sobretensões transitórias dependem da natureza da rede de alimentação (subterrânea ou aérea) e da presença eventual de dispositivos de protecção contra as sobretensões a montante da origem da instalação e das características da alimentação de baixa tensão. Esta secção indica ainda os casos em que a protecção contra as sobretensões é obrigatória e os casos em que é recomendada. Quando a protecção não for feita de acordo com as regras indicadas nesta secção, a coordenação do isolamento não é garantida, devendo ser avaliado o risco resultante das sobretensões. Nota: As regras indicadas nesta secção destinam-se a identificar e a descrever os locais das instalações eléctricas onde podem surgir sobretensões transitórias e descrevem os meios que permitem limitar essas sobretensões a valores não superiores às tensões suportáveis ao choque dos equipamentos alimentados. Os valores das sobretensões presumidas baseiam-se nos princípios da coordenação do isolamento definidos na Norma IEC 60664 e têm em conta, nomeadamente, os valores de sobretensão que os equipamentos podem suportar de acordo com a sua marcação ou com as informações fornecidas pelos fabricantes ou pelas respectivas normas. A protecção contra as sobretensões transitórias necessita de uma compatibilização entre as regras de coordenação do isolamento e as regras de instalação. Esta compatibilização apresenta problemas de sobreposição e permite determinar as condições de selecção dos equipamentos em função da respectiva categoria de sobretensões, de acordo com o especificado seguidamente. A categoria de sobretensões IV aplica-se às regras dos equipamentos instalados na origem da instalação (como, por exemplo, contadores e dispositivos gerais de protecção contra as sobreintensidades). A categoria de sobretensões III aplica-se às regras da instalação e aos equipamentos utilizados nas instalações fixas ou em partes das instalações que não estejam directamente expostas às sobretensões de origem atmosférica mas que o estejam às sobretensões de manobra ou às sobretensões de origem atmosférica residuais e quando a fiabilidade e a disponibilidade dos equipamentos forem objecto de regras particulares (como, por exemplo, aparelhos industriais). O dimensionamento dos isolamentos das categorias IV e III é determinado, essencialmente, pelas condições de alimentação das instalações eléctricas. A categoria de sobretensões II aplica-se aos equipamentos utilizados nas partes das instalações que não estejam directamente expostas às sobretensões de origem atmosférica mas que o estejam às sobretensões de manobra ou às sobretensões de origem atmosférica residuais (como, por exemplo, aparelhos móveis e aparelhos de uso doméstico e análogos, destinados a serem ligados à instalação). Se, no entanto, as condições de fiabilidade e de disponibilidade impuserem regras severas aos equipamentos, estes devem ser considerados da categoria III. A categoria de sobretensões I aplica-se aos equipamentos e aos elementos constituintes utilizados apenas nas partes da instalação, dos conjuntos de aparelhagem, ou dos equipamentos em que o nível das sobretensões seja controlado, nomeadamente, por dispositivos de atenuação concebidos para satisfazer as condições específicas de interface (como, por exemplo, equipamentos electrónicos). O dimensionamento dos isolamentos das categorias II e I é determinado, essencialmente, pelas características dos equipamentos indicadas nas respectivas Normas. Podem ser incorporados nos equipamentos ou colocados nas instalações meios de atenuação em função das condições de interface, que são determinadas localmente pelas condições de alimentação. [I] 443.2 Medidas a considerar na origem da instalação(7) _________________________ (7) - Não são consideradas as descargas atmosféricas que atinjam directamente as linhas da rede de alimentação. Quando o nível de sobretensões transitórias na origem da instalação não for conhecido, deve-se adoptar, como nível de referência, o valor apropriado indicado no quadro 44B. As medidas a considerar em relação às linhas aéreas aplicam-se aos condutores nus, aos condutores isolados sem écran metálico, ou aos cabos auto-suportados ou suspensos por fixadores, cujo tensor não esteja ligado à terra. Quando as linhas aéreas forem constituídas por condutores isolados com écran metálico ligado à terra ou por cabos auto-suportados ou suspensos por fixadores, cujo tensor esteja ligado à terra, estes consideram-se equivalentes a cabos subterrâneos. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 187 - PARTE 5 / Secção 51 Nota: No anexo III resumem-se as medidas indicadas nesta secção. [I] 443.2.1 Quando uma instalação for alimentada por uma rede subterrânea de baixa tensão, não é exigível, na origem da instalação, qualquer protecção suplementar contra as sobretensões dado que o nível das sobretensões transitórias é, em regra, reduzido. Nota: Entende-se por protecção suplementar as medidas complementares da protecção natural garantida pelas condições da instalação (tais como a instalação de descarregadores de sobretensões). [I] 443.2.2 Quando uma instalação for alimentada por um cabo subterrâneo de comprimento suficiente(8), ligado a uma linha aérea de baixa tensão, não é exigida, na origem da instalação, qualquer protecção suplementar, uma vez que as sobretensões transitórias são atenuadas. [I] 443.2.3 Quando uma instalação for alimentada por uma linha aérea de baixa tensão e quando as condições de influências externas forem AQ1(9), não é exigida, na origem da instalação, qualquer protecção suplementar contra as sobretensões de origem atmosférica. [I] 443.2.4 Quando uma instalação for alimentada por uma linha aérea de baixa tensão e quando as condições de influências externas forem AQ2(9), devem-se considerar, em função do nível de sobretensões transitórias presumido para a origem da instalação, os casos seguintes(10): a) se este nível de sobretensões transitórias for inferior à tensão suportável ao choque exigida para o nível indicado no quadro 44C para os circuitos de distribuição e para os circuitos finais, não é exigida, na origem da instalação, qualquer protecção suplementar contra as sobretensões de origem atmosférica; b) se este nível de sobretensões transitórias não for inferior à tensão suportável ao choque exigida para o nível indicado no quadro 44C para os circuitos de distribuição e para os circuitos finais e não for superior ao nível de referência indicado no quadro 44B, recomenda-se prever uma protecção contra as sobretensões de origem atmosférica na origem da instalação; c) se este nível de sobretensões transitórias for superior ao nível de referência indicado no quadro 44B, deve ser prevista uma protecção contra as sobretensões de origem atmosférica na origem da instalação. QUADRO 44B Níveis de referência das sobretensões transitórias na origem da instalação Tensão nominal da instalação(1) (V) Redes trifásicas Redes monofásicas 120/240 230/400 277/480(3) 400/690 1 000 - Nível de referência das sobretensões transitórias na origem da instalação (categoria de sobretensões IV) (kV) 4 6(2) 6(2) 8 12 (1) - Estes valores estão de acordo com a Norma HD 472. Para outros valores, veja-se o Anexo IV (2) - Para alimentação em triângulo com uma fase à terra veja-se o Anexo IV. (3) - Este valor de tensão não deve ser usado conjuntamente com os valores 230/400 V ou 400/690 V. _________________________ (8) - Em regra, pode-se considerar que um comprimento de 150 m de cabo subterrâneo entre a linha aérea e a origem da instalação pode garantir uma atenuação suficiente. (9) - As condições de influências externas AQ1 correspondem a um nível cerâunico não superior a 25 dias por ano. Um nível cerâunico superior a 25 dias por ano corresponde às condições de influências externas AQ2 (vejase 321.13). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 188 - PARTE 5 / Secção 51 (10) - Os descarregadores de sobretensões que tenham características adequadas e sejam instalados na origem da instalação podem permitir passar do nível de sobretensões indicado nesta secção para o nível correspondente à categoria de sobretensões II (veja-se 443.1). [I] 443.2.5 Quando as condições de influências externas presumidas forem AQ2 (veja-se 443.2.4), a protecção contra as sobretensões de origem atmosférica pode ser garantida por um dos meios seguintes: a) um ou mais descarregadores de sobretensões apropriados para a tensão nominal da rede de alimentação e obedecendo à Norma EN 60099 ou seleccionados em função do valor da respectiva tensão de ensaio indicada pelo fabricante. Os descarregadores devem ser localizados na origem da instalação e ligados entre os condutores e a terra, isto é : nos esquemas TN e TT : - entre cada condutor de fase e a terra (das massas) se, na origem da instalação, o condutor neutro estiver ligado a essa terra; - entre cada condutor activo (fases e neutro) e a terra (das massas) se, na origem da instalação, o condutor neutro não estiver ligado a essa terra; no esquema IT : - entre cada condutor de fase e a terra (das massas), se o neutro não for distribuído; - entre cada condutor activo (fases e neutro) e a terra (das massas), se o neutro for distribuído. A eventual ligação do descarregador de sobretensões à terra deve ser feita ao sistema de ligações à terra do edifício. b) Outros meios que garantam uma limitação das sobretensões equivalente. Nota: Na secção 534 são indicadas as condições de instalação dos descarregadores de sobretensões. 443.3 Selecção dos equipamentos na instalação Nota: Na secção 512.1.7 são indicadas regras relativas à selecção dos equipamentos. [I] 443.3.1 Os equipamentos devem ser seleccionados por forma a que a sua tensão suportável ao choque estipulada não seja inferior ao valor das sobretensões presumidas no ponto de instalação (veja-se o quadro 44C)(11). Nota: Os valores da coluna relativa aos equipamentos da categoria de sobretensões II foram estabelecidos admitindo-se que os equipamentos se encontram suficientemente afastados da origem da instalação para que as sobretensões sejam significativamente atenuadas. Se, pelo contrário, um equipamento se encontrar nas proximidades da origem da instalação, pode ser necessário prever dispositivos de atenuação (como, por exemplo, descarregadores de sobretensões) para limitar o nível das sobretensões ao valor apropriado, indicado na coluna correspondente à categoria de sobretensões II (por exemplo, 2,5 kV de crista, para a tensão de 230 V). _________________________ (11) - Quando o equipamento for definido pela sua categoria de sobretensões, a tensão suportável ao choque estipulada é a indicada na Norma IEC 60664. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 189 - PARTE 5 / Secção 51 O quadro 44C estabelece uma relação convencional entre a tensão nominal da instalação e o nível presumido de sobretensões transitórias. Quando necessário, pode ser utilizado um dispositivo especial de interface (como, por exemplo, um transformador de enrolamentos separados) na alimentação de um equipamento para garantir uma atenuação das sobretensões correspondente à categoria de sobretensões I. Do mesmo modo, para a categoria de sobretensões I, a limitação das sobretensões é, em regra, obtida através de dispositivos (como, por exemplo, descarregadores de sobretensões) que limitam o nível das sobretensões ao valor apropriado indicado na coluna respectiva do quadro 44C. QUADRO 44C Níveis de referência das sobretensões transitórias nos circuitos e nos equipamentos Tensão nominal da instalação(1) (V) Nível presumido das sobretensões transitórias para: (kV) Redes trifásicas Redes monofásicas Circuitos de distribuição e finais (categoria de sobretensões III) Aparelhos de utilização (categoria de sobretensões II) Equipamentos especialmente protegidos (categoria de sobretensões I) - 120 - 240 2,5 1,5 0,8 230/400 - 4(2) 2,5(2) 1,5(2) 277/480(3) 4(2) 2,5(2) 1,5(2) 400/690 6 4 2,5 1 000 8 6 4 (1) - Estes valores estão de acordo com a Norma HD 472. Para outros valores veja-se o Anexo IV. (2) - Para alimentações em triângulo com uma fase à terra veja-se o Anexo IV. (3) - Este valor de tensão não deve ser usado conjuntamente com os valores 230/400 V ou 400/690 V. [I] 443.3.2 Quando uma parte da instalação incluir linhas aéreas, devem ser utilizados equipamentos da categoria de sobretensões IV ou protecções contra as sobretensões de acordo com o nível de referência de sobretensão transitória indicado no quadro 44B. [I] 443.3.3 Podem ser utilizados equipamentos que tenham tensões suportáveis ao choque estipuladas inferiores ao nível presumido de sobretensões desde que a coordenação do isolamento não tenha que ser garantida e tenham sido avaliadas as consequências daí resultantes. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 190 - PARTE 5 / Secção 51 PROTECÇÃO CONTRA OS ABAIXAMENTOS DE TENSÃO Secção 451 REGRAS GERAIS ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 191 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE [E] 45 PROTECÇÃO CONTRA OS ABAIXAMENTOS DE TENSÃO 193 [E] 451 Regras gerais 193 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 192 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 45 PROTECÇÃO CONTRA OS ABAIXAMENTOS DE TENSÃO [E] 451 Regras gerais [E] 451.1 Quando a falta de tensão e o seu restabelecimento possam pôr em perigo as pessoas e os bens e uma parte da instalação ou um equipamento puderem sofrer avarias em consequência de um abaixamento de tensão, devem ser tomadas as precauções apropriadas . Não é obrigatório prever dispositivos de protecção contra os abaixamentos de tensão se as avarias causadas na instalação ou nos equipamentos constituírem um risco aceitável e não representarem perigo para as pessoas. Nota: Esta regra aplica-se nomeadamente aos equipamentos com motores susceptíveis de arrancar automaticamente após uma paragem resultante de um abaixamento de tensão a níveis inferiores a um determinado valor. São necessários dispositivos de protecção contra os abaixamentos de tensão nas instalações para as quais estiverem previstos equipamentos de segurança ou alimentações alternativas. Neste caso, e quando a tensão for inferior ao limite de funcionamento correcto dos equipamentos, estes dispositivos devem garantir, se necessário, a entrada em serviço das fontes de alimentação de segurança ou alternativas e a alimentação dos equipamentos correspondentes. [E] 451.2 Os dispositivos de protecção contra os abaixamentos de tensão podem ser retardados se o funcionamento dos equipamentos por eles protegidos admitir, sem perigo, uma interrupção ou um abaixamento de tensão de curta duração. [E] 451.3 Se forem utilizados contactores, o retardamento à abertura e à religação não deve impedir o corte instantâneo provocado pelos dispositivos de comando e protecção. [E] 451.4 As características dos dispositivos de protecção contra os abaixamentos de tensão devem ser compatíveis com as regras indicadas nas normas relativas à entrada em serviço e à utilização do equipamento. [E] 451.5 Quando a religação de um dispositivo de protecção for susceptível de criar uma situação de perigo, o rearme não deve ser automático. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 193 - PARTE 5 / Secção 51 SECCIONAMENTO E COMANDO Secção 460 INTRODUÇÃO Secção 461 GENERALIDADES Secção 462 SECCIONAMENTO Secção 463 CORTE PARA MANUTENÇÃO MECÂNICA Secção 464 CORTE DE EMERGÊNCIA, INCLUINDO PARAGEM DE EMERGÊNCIA Secção 465 COMANDO FUNCIONAL ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 194 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE [E] 46 SECCIONAMENTO E COMANDO 196 [E] 460 Introdução 196 [E] 461 Generalidades 196 [E] 462 Seccionamento 196 [E] 463 Corte para manutenção mecânica 197 [E] 464 Corte de emergência, incluindo paragem de emergência 197 [E] 465 Comando funcional 198 [E] 465.1 Generalidades 198 [E] 465.2 Circuitos de comando 199 [E] 465.3 Comando dos motores 199 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 195 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 46 SECCIONAMENTO E COMANDO [E] 460 Introdução Nesta secção são indicadas as medidas de seccionamento e de comando não automático, local ou à distância, utilizadas para evitar ou para suprimir os perigos resultantes das instalações eléctricas ou dos aparelhos e das máquinas alimentados pela energia eléctrica. Nota: Na secção 476 são indicadas as condições de aplicação das regras indicadas na secção 46. Na secção 536 são indicadas as condições de utilização dos dispositivos que garantem funções de comando ou de seccionamento. As regras indicadas nesta secção podem ser aplicadas às funções automáticas desde que sejam verificadas todas as medidas relativas à segurança. Por comando não automático entende-se uma acção manual. [E] 461 Generalidades [E] 461.1 Todos os dispositivos previstos para o seccionamento ou para o comando devem, de acordo com as funções pretendidas, satisfazer às regras correspondentes indicadas na secção 536. [E] 461.2. No esquema TN-C, o condutor PEN não deve ser nem seccionado nem cortado. No esquema TN-S o condutor neutro não pode ser nem seccionado nem cortado se as condições de alimentação forem tais que o condutor neutro passe a ser considerado como estando efectivamente ao potencial da terra(1). [E] 461.3 As regras indicadas na secção 46 não substituem as medidas de protecção indicadas nas secções 41 a 45. [E] 462 Seccionamento [E] 462.1 Todos os circuitos devem poder ser seccionados em cada um seus dos condutores activos, com excepção do condutor PEN, conforme o indicado na secção 461.2. Quando as condições de serviço o permitirem, pode ser usado um mesmo dispositivo para o seccionamento de um conjunto de circuitos. Nota: A expressão "quando as condições de serviço o permitirem" significa que o corte correspondente é admissível durante a exploração para trabalhos de manutenção ou de reparação, sem tensão. Com vista a aumentar a segurança das pessoas, recomenda-se que, nas instalações realizadas segundo o esquema TT, o seccionamento dos circuitos seja feito numa única manobra e afecte todos os condutores activos (incluindo o condutor neutro). No caso das instalações estabelecidas em locais de habitação e análogos (acessíveis a todo o tipo de pessoas BA1 a BA5) recomenda-se ainda fazer o seccionamento na origem dos circuitos finais. Quando houver possibilidade de alimentação de retorno de um circuito devem, por questões de segurança, ser previstos seccionamentos a montante e a jusante da parte a colocar sem tensão. _________________________ ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 196 - PARTE 5 / Secção 51 (1) - Em Portugal, o condutor neutro das instalações alimentadas directamente pela rede de distribuição (pública) em baixa tensão não é considerado como estando efectivamente ao potencial da terra. Note-se que, em todos os esquemas, o condutor de protecção não deve ser seccionado nem cortado (veja-se 543.3.3). [E] 462.2 Devem ser previstos meios adequados para impedir a colocação intempestiva de qualquer aparelho em tensão(2)(3). [E] 462.3 Quando um equipamento ou um invólucro tiverem partes activas alimentadas por mais do que uma fonte, devem ser colocados painéis de aviso por forma a que as pessoas que tenham acesso às partes activas sejam prevenidas da necessidade de as seccionar das diferentes alimentações, excepto se tiverem sido previstos dispositivos de encravamento que garantam o seccionamento de todos os circuitos afectados (antes de se poder aceder às partes activas). [E] 462.4 Se necessário, devem ser previstos meios adequados para garantir a descarga da energia eléctrica armazenada. Nota: Após o seccionamento, certos equipamentos (como, por exemplo, condensadores e cabos) podem originar, devido à energia armazenada, riscos de choque eléctrico, sendo por isso necessário garantir a respectiva descarga (como, por exemplo, através do fecho de um interruptor), que garanta a ligação à terra das partes activas. [E] 463 Corte para manutenção mecânica [E] 463.1 Quando a manutenção mecânica de equipamentos mecânicos alimentados por energia eléctrica(4) puder apresentar riscos de danos corporais, devem ser previstos meios de corte da respectiva alimentação. [E] 463.2 Devem ser previstos meios adequados para impedir o funcionamento intempestivo do equipamento durante a manutenção mecânica, excepto se os meios de corte estiverem sob vigilância contínua de todas as pessoas que efectuem essa manutenção(2). Nota: As regras indicadas nesta secção podem também ser cumpridas através de encravamentos, locais ou à distância. [E] 464 Corte de emergência, incluindo paragem de emergência [E] 464.1 Para as partes da instalação em que possa ser necessário comandar a alimentação com vista a suprimir um perigo inesperado, devem ser previstos sistemas de corte de emergência. Nota: Por sistema de corte de emergência entende-se o órgão de comando manual que actua sobre o aparelho que contém os dispositivos susceptíveis de interromper a corrente de alimentação, quer directamente quer por intermédio de sistemas de transmissão (mecânicos, eléctricos, electrónicos, pneumáticos, etc.). O dispositivo de comando utilizado para o arranque e para a paragem de um equipamento pode ser utilizado como dispositivo de corte de emergência se satisfizer a todas as condições correspondentes a esta função. _________________________ (2) - Estes meios podem incluir uma (ou mais) das medidas seguintes: a) bloqueamento; b) colocação de painéis com avisos; c) colocação do dispositivo de corte em local ou em invólucro fechado à chave. (3) - Como medida complementar, pode ser utilizada a ligação à terra e em curto-circuito. (4) - Por equipamento mecânico alimentado por energia eléctrica, entende-se tanto as máquinas rotativas como os sistemas de aquecimento e os equipamentos electromagnéticos (veja-se a secção 5.4 da Norma EN 60204-1). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 197 - PARTE 5 / Secção 51 Estas regras não se aplicam aos sistemas alimentados por outras formas de energia (como, por exemplo a pneumática, a hidráulica ou o vapor), em que o corte da alimentação eléctrica associada pode não ser suficiente. [E] 464.2 O dispositivo de corte de emergência deve cortar todos os condutores, excepto os condutores PE e PEN, que nunca devem ser cortados. [E] 464.3 Os sistemas de corte de emergência devem ainda actuar tão directamente quanto possível sobre os condutores de alimentação afectados, devendo o corte dessa alimentação ser efectuado numa única manobra. [E] 464.4 O sistema de corte de emergência deve ser tal que o seu funcionamento não provoque qualquer outro perigo nem interfira com a operação completa necessária para suprimir o perigo. [E] 464.5 O dispositivo de corte de emergência deve ser instalado no mesmo piso que os equipamentos, admitindo-se que um mesmo dispositivo possa comandar mais do que um equipamento. O órgão de manobra do dispositivo de corte de emergência deve ser facilmente identificável e rapidamente acessível. Nota: Um dispositivo de corte geral omnipolar (que corte todos os condutores activos), facilmente identificável e rapidamente acessível, pode garantir a função de corte de emergência de um conjunto de circuitos finais que alimente um grupo de locais. Considera-se rapidamente acessível um órgão de manobra para cujo accionamento seja necessário quebrar um vidro. 464.6 Quando os movimentos produzidos por equipamentos mecânicos alimentados por energia eléctrica puderem provocar perigos, devem ser previstos sistemas de paragem de emergência. Nota: É necessário prever um dispositivo de paragem de emergência, nomeadamente, quando as pessoas puderem ser postas em perigo em consequência de um incidente mecânico (como, por exemplo, arrastamento de uma peça pela ferramenta durante o fabrico). 464.7 Quando a paragem de emergência incluir o corte de emergência, os sistemas de paragem de emergência devem ser realizados nas condições indicadas nas secções 464.1 a 464.5. Nota: A paragem de emergência pode ser garantida pelo dispositivo de comando normal utilizado para o arranque e para a paragem do equipamento, desde que este dispositivo de comando corte todos os condutores activos, podendo os dispositivos de paragem de emergência ser comuns a mais do que um circuito. [E] 465 Comando funcional [E] 465.1 Generalidades Nota: Podem ser utilizados como dispositivos de comando funcional os dispositivos seguintes : a) um interruptor incorporado no aparelho; b) um interruptor colocado nas proximidades de cada aparelho; c) um interruptor que comande o conjunto da instalação e instalado num quadro ou nas proximidades imediatas, se a instalação abranger um único piso; d) um interruptor que comande o conjunto dos equipamentos de um mesmo piso, quando a instalação abranger vários pisos. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 198 - PARTE 5 / Secção 51 Quando o dispositivo comandar vários equipamentos, deve ser assinalado de modo adequado e instalado num local facilmente acessível. Um termostato apenas pode constituir um dispositivo de comando funcional se tiver uma posição "corte" e se este corte afectar todos os condutores de fase. Se o circuito alimentar um equipamento comandado automaticamente ou à distância, deve-se prever um dispositivo manobrável manualmente, que permita desligar o circuito. [E] 465.1.1 Deve-se prever um dispositivo de comando funcional para todos os elementos do circuito que necessitem de ser comandados independentemente das outras partes da instalação. [E] 465.1.2 Os dispositivos de comando funcional podem não cortar todos os condutores activos de um circuito. No condutor neutro não devem ser instalados dispositivos de comando unipolar. Esta regra pode não ser aplicada aos circuitos de comando. [E] 465.1.3 Em regra, para os equipamentos que necessitem de ser comandados devem-se utilizar dispositivos de comando funcional apropriados, podendo estes dispositivos comandar vários equipamentos que possam funcionar simultaneamente. [E] 465.1.4 As fichas e as tomadas podem garantir o comando funcional, se a respectiva corrente estipulada não for superior a 16 A. [E] 465.1.5 Os dispositivos de comando funcional que garantam a comutação das fontes de alimentação devem cortar todos os condutores activos e não devem permitir o funcionamento das fontes em paralelo, excepto se a instalação tiver sido especialmente concebida para esta situação. Em qualquer dos casos, os condutores PE e PEN não devem ser cortados. [E] 465.2 Circuitos de comando Os circuitos de comando devem ser concebidos, instalados e protegidos por forma a limitar os perigos resultantes de um defeito entre o circuito de comando e as outras partes condutoras susceptíveis de provocar um mau funcionamento do equipamento comandado (como, por exemplo, as manobras intempestivas). Nota: Os circuitos de comando devem ser concebidos por forma a garantir a segurança das pessoas e a protecção eficaz do equipamento contra as consequências de um defeito na aparelhagem. [E] 465.3 Comando dos motores Nota: Os dispositivos de arranque podem ser combinados com os dispositivos que garantem a protecção dos motores, devendo, neste caso, os dispositivos de arranque satisfazer às regras aplicáveis aos dispositivos de protecção. Os diferentes dispositivos de comando e de regulação de um motor ou de um conjunto de motores associados devem ser convenientemente agrupados (veja-se 514.1). [E] 465.3.1 Os circuitos de comando dos motores devem ser concebidos por forma a impedir um arranque automático de um motor após uma paragem em consequência de um abaixamento ou de uma falta de tensão, se esse arranque for susceptível de causar perigo. Nota: Em certos casos, esta regra pode ser dispensada (como, por exemplo, quando um dispositivo de comando automático impuser arranques frequentes do motor, ou quando o não arranque do motor, após uma breve interrupção de alimentação, for susceptível de causar perigo). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 199 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 465.3.2 Quando a travagem de um motor for feita por corrente inversa (contra-corrente), devem ser tomadas as medidas adequadas por forma a evitar a inversão do sentido de rotação no final da travagem, se essa inversão causar perigo. [E] 465.3.3 Quando a segurança depender do sentido de rotação de um motor, devem ser tomadas as medidas adequadas por forma a evitar o funcionamento em sentido inverso provocado, por exemplo, pela falta de uma fase. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 200 - PARTE 5 / Secção 51 APLICAÇÃO DAS MEDIDAS DE PROTECÇÃO PARA GARANTIR A SEGURANÇA Secção 470 GENERALIDADES Secção 471 MEDIDAS DE PROTECÇÃO CONTRA OS CHOQUES ELÉCTRICOS Secção 472 (DISPONÍVEL) Secção 473 MEDIDAS DE PROTECÇÃO CONTRA AS SOBREINTENSIDADES Secção 474 (DISPONÍVEL) Secção 475 (DISPONÍVEL) Secção 476 COMANDO E SECCIONAMENTO ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 201 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE [E] 47 APLICAÇÃO DAS MEDIDAS DE PROTECÇÃO PARA GARANTIR A SEGURANÇA 203 [E] 470 Generalidades 203 [E] 471 Medidas de protecção contra os choques eléctricos 203 [E] 471.1 Protecção contra os contactos directos 203 [E] 471.2 Protecção contra os contactos indirectos 203 205 472 (Disponível) [E] 473 Medidas de protecção contra as sobreintensidades 206 [E] 473.1 Protecção contra as sobrecargas 206 [E] 473.1.1 Localização dos dispositivos de protecção contra as sobrecargas 206 [E] 473.1.2 Dispensa da protecção contra as sobrecargas 207 [E] 473.1.3 Localização ou dispensa da protecção contra as sobrecargas nas instalações em esquema IT 209 [E] 473.1.4 Dispensa da protecção contra as sobrecargas por razões de segurança 209 [E] 473.2 Protecção contra os curtos-circuitos 210 [E] 473.2.1 Localização dos dispositivos que garantem a protecção contra os curtos-circuitos 210 [E] 473.2.2 Deslocação do dispositivo de protecção contra os curtos-circuitos 210 [E] 473.2.3 Dispensa da protecção contra os curtos-circuitos 211 [E] 473.3 Regras em função da natureza dos circuitos 211 [E] 473.3.1 Protecção dos condutores de fase 211 [E] 473.3.2 Protecção do condutor neutro 212 [E] 473.3.2.1 Instalações em esquemas TT ou TN 212 [E] 473.3.2.2 Instalações em esquema IT 212 [E] 473.3.3 Corte do condutor neutro 214 474 (disponível) 214 475 (disponível) 214 476 Comando e seccionamento 214 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 202 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 47 APLICAÇÃO DAS MEDIDAS DE PROTECÇÃO PARA GARANTIR A SEGURANÇA [E] 470 Generalidades [E] 470.1 As medidas de protecção indicadas na secção 47 aplicam-se a toda a instalação, a partes da instalação e aos seus equipamentos. [E] 470.2 A selecção e a aplicação das medidas de protecção devem satisfazer às regras indicadas na secção 48, de acordo com as condições de influências externas. [E] 470.3 A protecção deve ser garantida por um dos meios seguintes : a) pelo próprio equipamento; b) pela aplicação de uma medida de protecção durante a sua instalação; c) pela combinação dos meios indicados nas alíneas anteriores. [E] 470.4 Devem ser tomadas precauções para evitar que medidas de protecção diferentes adoptadas numa mesma instalação ou numa mesma parte de uma instalação possam influenciar-se ou anularse mutuamente. [E] 471 Medidas de protecção contra os choques eléctricos [E] 471.1 Protecção contra os contactos directos Aos equipamentos eléctricos deve ser aplicada uma das medidas de protecção contra os contactos directos, indicadas nas secções 411 e 412. [E] 471.2 Protecção contra os contactos indirectos [E] 471.2.1 Aos equipamentos eléctricos deve ser aplicada uma das medidas de protecção contra os contactos indirectos indicadas nas secções 411 e 413, nas condições especificadas nas secções seguintes 471.2.1.1 a 471.2.1.3, com excepção dos casos mencionados na secção 471.2.2. Nota: Para certos equipamentos, para certos locais ou para certas utilizações, devem ser tomadas medidas de protecção especiais (veja-se a Parte 7). Para os laboratórios de ensaios, as medidas de protecção devem ser seleccionadas por forma a não afectarem as manobras e os ensaios. No Anexo V indicam-se regras para a selecção das medidas de protecção relativas a equipamentos instalados nos conjuntos de aparelhagem. [E] 471.2.1.1 A medida de protecção por corte automático da alimentação (veja-se 413.1) deve ser aplicada à totalidade da instalação, com excepção das partes da instalação a que tenham sido aplicadas outras medidas de protecção. [E] 471.2.1.2 Quando as medidas indicadas na secção 413.1 forem irrealizáveis ou não forem recomendáveis, pode ser aplicada, a certas partes da instalação, uma das medidas de protecção seguintes : ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 203 - PARTE 5 / Secção 51 a) recurso a locais não condutores (veja-se 413.3); b) ligações equipotenciais locais não ligadas à terra (veja-se 413.4). [E] 471.2.1.3 As medidas de protecção a seguir indicadas podem ser aplicadas à totalidade das instalações embora, em regra, sejam aplicadas apenas a equipamentos ou a partes da instalação : a) tensão reduzida TRS ou TRP (veja-se 411.1); b) utilização de equipamentos da classe II ou com isolamento equivalente (veja-se 413.2); c) separação eléctrica (veja-se 413.5). [E] 471.2.2 As medidas de protecção contra os contactos indirectos são dispensadas nos casos seguintes: a) postaletes metálicos e partes metálicas que lhes estejam ligadas electricamente, desde que estas partes não se encontrem no volume de acessibilidade; b) postes de betão armado, cujas armaduras não sejam acessíveis; c) massas que, em virtude das suas reduzidas dimensões (cerca de 50 mm x 50 mm) ou da sua colocação, não sejam susceptíveis de serem agarradas ou de ficarem em contacto com uma superfície significativa do corpo humano, desde que a ligação a um condutor de protecção seja dificilmente realizável ou pouco fiável(1); d) condutas ou outros invólucros, metálicos de protecção de equipamentos que satisfaçam às regras indicadas na secção 413.2. Nota: As tampas de reduzidas dimensões da aparelhagem que satisfaçam às respectivas normas, não são consideradas como massas no sentido indicado na alínea c). Em regra, os suportes das canalizações eléctricas não são considerados como massas. As travessias constituem um exemplo dos casos indicados na alínea d). [I] 471.2.3 Quando a protecção for garantida por meio do corte automático da alimentação, as tomadas de corrente estipulada não superior a 20 A situadas no exterior, bem como as tomadas susceptíveis de alimentarem equipamentos móveis utilizados no exterior, devem ser protegidas por meio de dispositivos diferenciais de corrente diferencial estipulada não superior a 30 mA(2). 471.2.4 A protecção contra os contactos indirectos de instalações não vigiadas permanentemente e alimentadas pela rede de distribuição (pública) de baixa tensão deve ser garantida por uma das medidas seguintes: _________________________ (1) - São exemplos destas massas os parafusos, os rebites, as chapas de características e as braçadeiras de fixação das canalizações. (2) - Quando uma instalação alimentar equipamentos móveis utilizados no exterior, recomenda-se a colocação de uma ou mais tomadas no exterior (de acordo com as necessidades). Na Parte 7 são indicados outros exemplos de utilização de dispositivos diferenciais de corrente diferencial estipulada não superior a 30 mA. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 204 - PARTE 5 / Secção 51 No caso de tomadas de corrente estipulada não superior a 20 A, destinadas a serem utilizadas por pessoas comuns (veja-se 291.3), recomenda-se, como medida complementar de protecção contra contactos directos (veja-se 412.5) a utilização de dispositivos diferenciais de corrente diferencial estipulada não superior a 30 mA. a) alimentação da instalação (ou de parte da instalação) através de um transformador de separação (da classe II, por construção ou por instalação), ligado imediatamente a jusante do disjuntor de entrada, que não deve ter função diferencial. A parte da instalação situada a jusante do transformador de separação deve ser protegida por um dos meios seguintes : - separação eléctrica, de acordo com as regras indicadas na secção 413.5, se esta parte não for muito extensa e alimentar um número reduzido de equipamentos (de preferência, um único); - cumprimento das regras relativas aos esquemas TN ou IT. As restantes partes da instalação devem ser dotadas de protecção diferencial, que satisfaça à regra da selectividade entre dispositivos diferenciais (veja-se 539.3). O disjuntor de entrada e o transformador de separação devem estar contidos num mesmo invólucro ou serem ligados por meio de canalizações da classe II; b) protecção por meio de um disjuntor de entrada diferencial do tipo S (veja-se 531.2.4). A parte da instalação ou o equipamento cuja alimentação tenha que ser mantida devem ser ligados directamente a este disjuntor. A restante parte da instalação deve ser protegida, total ou parcialmente, por meio de um ou mais dispositivos diferenciais (sem serem do tipo S) colocados a jusante do disjuntor de entrada de acordo com as regras da selectividade entre dispositivos diferenciais (veja-se 539.3), excepto nos circuitos em que tenha sido adoptada outra medida de protecção (como, por exemplo, utilização de equipamentos da classe II); c) protecção por meio de um disjuntor de entrada diferencial com rearme automático, desde que : - a instalação não seja destinada à habitação; - o dispositivo de rearme possa ser neutralizado enquanto se encontrarem pessoas no local, por forma a serem mantidas as condições de protecção contra os contactos indirectos. Nota: A paragem de certos equipamentos pode ter consequências nocivas como é o caso de : - congeladores e frigoríficos; - equipamentos de telecomunicações em locais isolados; - retransmissores de radiodifusão ou de televisão; - passagens de nível automáticas; - alarmes contra roubo ou de detecção de incêndio; - rádio-faróis. O funcionamento do dispositivo diferencial pode ser devido a um defeito num outro equipamento protegido pelo mesmo dispositivo diferencial ou a fenómenos exteriores (como, por exemplo, sobretensões de origem atmosférica). No caso indicado na alínea c), o número e o tempo decorrido entre os rearmes dependem das condições de exploração e de instalação, devendo, no entanto, limitar-se o número de rearmes de consequências desastrosas para um equipamento com um defeito permanente. As condições para neutralizar e restabelecer o rearme devem ser indicadas num aviso colocado próximo deste dispositivo. 472 (Disponível) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 205 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 473 Medidas de protecção contra as sobreintensidades [E] 473.1 Protecção contra as sobrecargas [E] 473.1.1 Localização dos dispositivos de protecção contra as sobrecargas [E] 473.1.1.1 Nos pontos em que haja modificações da secção, da natureza, do modo de colocação ou da constituição de uma canalização, que possam originar redução do valor da corrente admissível nos condutores, deve ser instalado um dispositivo que garanta a protecção contra as sobrecargas (com excepção dos casos mencionados nas secções 473.1.1.2 e 473.1.2). [E] 473.1.1.2 O dispositivo que proteger uma canalização contra as sobrecargas pode ser colocado em qualquer ponto dessa canalização, se a parte da canalização compreendida entre a modificação (da secção, da natureza, do modo de colocação ou da constituição) e o referido dispositivo de protecção não tiver derivações nem tomadas e satisfizer a uma das condições seguintes : a) estiver protegida contra os curtos-circuitos, de acordo com as regras indicadas na secção 434; b) tiver comprimento não superior a 3 m, estiver estabelecida por forma a reduzir ao mínimo o risco de curto-circuito e não estiver situada nas proximidades de materiais combustíveis (veja-se 473.2.2.1). Nota: Na figura 47GC ilustra-se a regra de deslocamento do dispositivo de protecção contra sobrecargas indicada na alínea a). S1 O M S2 S2 < S1 PV Figura 47GC - Deslocamento do dispositivo de protecção contra sobrecargas (alínea a) O dispositivo de protecção (P) da canalização derivada (de secção S2) pode ser deslocado ao longo desta canalização até um ponto V tal que o dispositivo de protecção M colocado na canalização principal (de secção S1) garanta a protecção contra curtos-circuitos do troço de comprimento OV da canalização derivada (veja-se 473.2.2). Na figura 47 GD ilustra-se a regra de deslocamento do dispositivo de protecção contra sobrecargas indicada na alínea b). M S1 S2 < S1 O S2 ≤3m PV ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 206 - PARTE 5 / Secção 51 Figura 47GD - Deslocamento do dispositivo de protecção contra sobrecargas (alínea b) O dispositivo de protecção (P) da canalização derivada (de secção S2) pode ser deslocado ao longo desta canalização até 3 m (troço OV), independentemente de o dispositivo de protecção (M) colocado na canalização principal (de secção S1) proteger ou não este troço da canalização derivada (o comprimento de 3 m foi fixado por razões de comodidade prática de utilização). [E] 473.1.2 Dispensa da protecção contra as sobrecargas Com excepção das instalações estabelecidas em locais com riscos de incêndio (BE2) ou de explosão (BE3) ou quando as regras relativas às instalações especiais o não permitam, é admissível não prever dispositivo de protecção contra as sobrecargas nos casos seguintes: a) canalização situada a jusante de uma modificação da secção, da natureza, do modo de colocação ou da constituição se estiver efectivamente protegida contra as sobrecargas por um dispositivo de protecção colocado a montante; b) canalização não susceptível de ser percorrida por correntes de sobrecarga, se estiver protegida contra os curtos-circuitos de acordo com as regras indicadas na secção 434 e não tiver derivações ou tomadas. Nota: Os circuitos estabelecidos em locais com risco de incêndio ou de explosão devem ser protegidos contra as sobrecargas e contra os curtos-circuitos de acordo com as regras indicadas na secção 43, devendo os dispositivos de protecção ser instalados a montante destes locais. Desta condição resulta, nomeadamente, que os dispositivos de protecção contra as sobrecargas podem não ser montados na origem dos circuitos, devendo sim encontrar-se antes da penetração destes circuitos nos locais com risco de incêndio ou de explosão. Na figura 47GE ilustra-se a regra de dispensa da protecção contra as sobrecargas indicada na alínea a) M S1 O S2 < S1 S2 Figura 47GE - Dispensa da protecção contra as sobrecargas (alínea a) O dispositivo M protege a secção S2 contra as sobrecargas. Nas figuras 47GF a 47GH ilustra-se a regra de dispensa da protecção contra as sobrecargas indicada na alínea b), distinguindo-se os casos seguintes: Exemplo 1: canalização que alimenta um equipamento com protecção contra as sobrecargas incorporada, desde que o dispositivo de protecção do equipamento proteja a canalização (veja-se a figura 47GF). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 207 - PARTE 5 / Secção 51 S1 O M S2 S2 < S1 A Figura 47GF - Dispensa da protecção contra as sobrecargas (alínea b) - exemplo 1 Exemplo 2: canalização que alimenta um equipamento ligado permanentemente, não susceptível de produzir sobrecargas, sem estar protegido contra estas e sem que a sua corrente de utilização seja superior à corrente máxima admissível na canalização (veja-se a figura 47GG). S1 O2 O3 M S2 S3 A2 V2 S2=S3 < S1 A3 V3 Figura 47GG - Dispensa da protecção contra as sobrecargas (alínea b) - exemplo 2 Como os equipamentos A2 e A3 não são susceptíveis de originar sobrecargas, as canalizações O2V2 e O3V3 não necessitam de protecção. Os aparelhos de aquecimento (como, por exemplo, os termoacumuladores, os radiadores e os fogões) e os aparelhos de iluminação utilizados em condições de funcionamento especificadas (como, por exemplo, as luminárias em que a potência máxima das lâmpadas é indicada) são exemplos de equipamentos não susceptíveis de produzirem sobrecargas. Pelo contrário, uma tomada é um ponto de utilização susceptível de originar sobrecargas. Um motor cuja corrente com o rotor bloqueado não seja superior à corrente admissível na canalização é considerado como não susceptível de produzir sobrecargas. Quando, por razões de segurança, for necessário que um motor possa garantir o seu serviço mesmo em condições de defeito (mecânico ou outro), admite-se que a sua canalização de alimentação não seja protegida contra as sobrecargas, desde que o seja contra os curtos-circuitos e que os condutores da canalização possam suportar as correntes de sobrecarga que resultem desses defeitos. Pode-se considerar que esta última condição é satisfeita se a secção dos condutores da canalização for determinada para uma corrente admissível igual a 1,5 vezes a corrente estipulada do motor, excepto se houver indicação mais exacta, fornecida pelo fabricante. Esta medida aplica-se, nomeadamente, à alimentação dos motores dos ventiladores de desenfumagem dos locais recebendo público. Exemplo 3: canalização que alimenta várias derivações, protegidas individualmente contra as sobrecargas, desde que a soma das correntes estipuladas dos dispositivos de protecção das derivações seja inferior à corrente estipulada do dispositivo que protegeria a canalização considerada contra as sobrecargas (veja a figura 47GH). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 208 - PARTE 5 / Secção 51 O2 S1 O3 M S2 P2 S3 S2=S3 < S1 P3 Figura 47GH - Dispensa da protecção contra as sobrecargas (alínea b) - exemplo 3 As canalizações O2P2 e O3P3 não podem ser sujeitas a correntes de sobrecarga, sendo as secções S2 e S3 determinadas em função da soma das correntes absorvidas pelas derivações nos pontos P2 e P3. Exemplo 4: canalização alimentada por uma fonte cuja corrente máxima não possa ser superior à corrente admissível na canalização (como, por exemplo, certos transformadores de campainha, certos transformadores de soldadura e certos grupos geradores accionados por motores de combustão). [E] 473.1.3 Localização ou dispensa da protecção contra as sobrecargas nas instalações em esquema IT Nas instalações em esquema IT, a deslocação ou a dispensa da protecção contra as sobrecargas prevista nas secções 473.1.1.2 e 473.1.2 apenas se podem aplicar se os circuitos não protegidos contra as sobrecargas estiverem protegidos por meio de dispositivos diferenciais ou quando os equipamentos alimentados por esses circuitos (incluindo as canalizações) satisfizerem ao indicado na secção 413.2. Nota: Nas instalações em esquema IT, a corrente resultante de dois defeitos de isolamento em dois circuitos diferentes pode ter uma intensidade inferior à da corrente de curto-circuito mínima de um dos circuitos. Neste caso, a regra indicada na secção 434 não pode ser cumprida pois o tempo de corte da corrente de duplo defeito pode ser demasiado longo e os condutores de um dos circuitos poderiam ultrapassar a sua temperatura limite admissível e sofrer danos (é por esta razão que os condutores devem ser efectivamente protegidos contra as sobrecargas). No entanto, as condições indicadas nas secções 473.1.1.2 e 473.1.2 são aplicáveis se for verificada uma das condições seguintes: a) cada circuito for protegido por um dispositivo diferencial; b) o circuito estiver efectivamente protegido contra os curtos-circuitos resultantes do segundo defeito, pois as regras de protecção contra os contactos indirectos (vejam-se 413.1.5.6 e 532.1.3) são estabelecidas para garantir o corte de qualquer corrente de duplo defeito num tempo não inferior ao indicado no quadro 41B; em regra, esta condição é mais severa do que a correspondente aos esforços térmicos dos condutores resultantes da passagem da corrente de duplo defeito; c) todos os equipamentos alimentados por esses circuitos (incluindo as canalizações) forem da classe II ou forem dotados de um "isolamento suplementar durante a instalação" (veja-se 413.2); nos circuitos principais, nos de distribuição e nos finais, esta condição apenas se aplica aos equipamentos do circuito considerado (incluindo os terminais de entrada dos dispositivos de protecção dos circuitos principais e de distribuição colocados a jusante). [E] 473.1.4 Dispensa da protecção contra as sobrecargas por razões de segurança Recomenda-se a não colocação de qualquer dispositivo de protecção contra as sobrecargas nas canalizações que alimentem equipamentos cuja abertura inesperada do respectivo circuito possa originar perigos(3). Constituem exemplos desta situação os circuitos seguintes: a) de excitação de máquinas rotativas; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 209 - PARTE 5 / Secção 51 b) induzidos das máquinas de corrente alternada; c) de alimentação de electroímans de movimentação ou de elevação de cargas; d) secundários dos transformadores de corrente. [E] 473.2 Protecção contra os curtos-circuitos [E] 473.2.1 Localização dos dispositivos que garantem a protecção contra os curtoscircuitos Nos pontos em que exista redução da secção dos condutores ou qualquer outra alteração que provoque uma modificação das características indicadas na secção 473.1.1.1 deve ser _________________________ (3) - Recomenda-se a utilização de dispositivos de alarme que avisem da existência de sobrecargas. colocado um dispositivo que garanta a protecção contra os curtos-circuitos, com as excepções indicadas nas secções 473.2.2 e 473.2.3. [E] 473.2.2 Deslocação do dispositivo de protecção contra os curtos-circuitos O dispositivo de protecção contra os curtos-circuitos previsto na secção 473.2.1 pode não ser colocado no ponto aí definido desde que se verifiquem as condições indicadas nas secções 473.2.2.1 ou 473.2.2.2. [E] 473.2.2.1 O troço da canalização compreendido entre o ponto de redução da secção (ou outra alteração) e o dispositivo de protecção satisfaça, simultaneamente, às condições seguintes: a) tenha um comprimento não superior a 3 m; b) seja realizado por forma a reduzir ao mínimo os riscos de curto-circuito(4); c) seja realizado por forma a reduzir ao mínimo o risco de incêndio e o perigo para as pessoas. Nota: A condição indicada na alínea c) pode ser obtida, por exemplo, pela não colocação de canalizações nas proximidades de materiais combustíveis e pela não utilização de canalizações em polietileno. [E] 473.2.2.2 O dispositivo de protecção colocado a montante possua uma característica de funcionamento tal que proteja contra os curtos-circuitos, de acordo com as regras indicadas na secção 434.3.2, a canalização situada a jusante da redução de secção (ou de outra alteração). Nota: Na figura 47GJ indica-se um diagrama representativo da regra indicada nesta secção, onde o comprimento da canalização situada a jusante, com uma secção S2, não deve ser superior ao que é determinado pelo diagrama (regra do triângulo). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 210 - PARTE 5 / Secção 51 M L1 O S1 B Lx L2 S2 S2 V S2 < S1 C Figura 47GJ - Regra do triângulo MB = L1 é o comprimento máximo da canalização de secção S1 protegida contra os curtos-circuitos pelo dispositivo de protecção colocado em M. MC = L2 é o comprimento máximo de canalização de secção S2 protegida contra os curtos-circuitos pelo dispositivo de protecção colocado em M. O comprimento máximo da canalização derivada em O, de secção S2 e protegida contra os curtos-circuitos pelo dispositivo colocado em M, é dado pelo segmento OV. [E] 473.2.3 Dispensa da protecção contra os curtos-circuitos A protecção contra os curtos-circuitos pode ser dispensada nos casos seguintes : _________________________ (4) - Esta condição pode ser obtida, por exemplo, pelo reforço das protecções da canalização contra as solicitações externas (mecânicas, térmicas, humidade, etc.). a) canalizações que liguem geradores, transformadores, rectificadores e baterias de acumuladores aos quadros de comando, desde que os dispositivos de protecção estejam colocados nesses quadros; b) circuitos cujo corte possa originar perigo para o funcionamento das instalações (como, por exemplo, os indicados na secção 473.1.4); c) certos circuitos de medição, desde que sejam verificadas, simultaneamente, as condições seguintes : – canalização realizada por forma a reduzir ao mínimo o risco de curto-circuito (veja-se 473.2.2.1 b); – canalização não situada nas proximidades de materiais combustíveis. [E] 473.3 Regras em função da natureza dos circuitos [E] 473.3.1 Protecção dos condutores de fase [E] 473.3.1.1 A detecção das sobreintensidades deve ser feita em todos os condutores de fase e deve provocar o corte do condutor afectado mas não necessariamente o corte dos outros condutores activos(5). [E] 473.3.1.2 No esquema TT, nos circuitos alimentados entre fases e sem condutor neutro distribuído, pode não ser prevista a detecção de sobreintensidade num dos condutores de fase, desde que sejam verificadas, simultaneamente, as condições seguintes(5): ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 211 - PARTE 5 / Secção 51 a) existir, a montante ou ao mesmo nível, uma protecção diferencial que provoque o corte de todos os condutores de fase; b) não ser distribuído o condutor neutro (ainda que a partir de um ponto de neutro artificial) nos circuitos situados a jusante do dispositivo de protecção diferencial considerado na alínea a). [E] 473.3.2 Protecção do condutor neutro [E] 473.3.2.1 Instalações em esquemas TT ou TN Na protecção do condutor neutro nas instalações em esquemas TT ou TN devem ser verificadas as condições seguintes: a) quando a secção do condutor neutro não for inferior (ou for equivalente) à dos condutores de fase, não é necessário prever detecção de sobreintensidades nem dispositivo de corte no condutor neutro; b) quando a secção do condutor neutro for inferior à dos condutores de fase, é necessário prever uma detecção de sobreintensidades no condutor neutro adequada à sua secção, devendo esta detecção provocar o corte dos condutores de fase mas não, necessariamente, o do condutor neutro(6). No entanto, esta detecção pode ser dispensada se forem verificadas, simultaneamente, as condições seguintes: __________________________ (5) - Se o corte de uma só fase puder causar perigo (como, por exemplo, no caso dos motores trifásicos), devem ser tomadas medidas apropriadas. (6) - No esquema TN-C, o condutor PEN nunca deve ser interrompido. - o condutor neutro estiver protegido contra os curtos-circuitos pelo dispositivo de protecção dos condutores de fase dos circuitos; - a corrente máxima susceptível de percorrer o condutor neutro for, em serviço normal, nitidamente inferior ao valor da corrente admissível neste condutor(7). Nota: Quando se recear a ruptura do condutor neutro a montante do circuito considerado e quando a instalação não tiver protecção diferencial nesse circuito (ou a montante), pode ser necessário prever uma detecção de sobreintensidades no condutor neutro, que provoque o corte de todos os condutores activos (incluindo o neutro), seja qual for a secção deste condutor. No esquema TN-C, a secção do condutor PEN só pode ser inferior à do condutor de fase se forem verificadas as condições indicadas na alínea b). Esta situação não exclui a existência de um dispositivo de detecção de sobreintensidades no condutor PEN, que provoque o corte dos condutores de fase e não o corte do condutor PEN (isto pode ser útil, por exemplo, se as condições de protecção contra os contactos indirectos não puderem ser verificadas e se houver ligações equipotenciais suplementares). [E] 473.3.2.2 Instalações em esquema IT Quando, numa instalação em esquema IT, for necessário distribuir o condutor neutro, deve ser prevista uma detecção de sobreintensidades neste condutor em todos os circuitos, devendo essa detecção provocar o corte de todos os condutores activos do circuito considerado (incluindo o condutor neutro). Esta medida não é necessária se se verificar um dos casos seguintes : ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 212 - PARTE 5 / Secção 51 a) o condutor neutro considerado estiver efectivamente protegido contra os curtos-circuitos por meio de um dispositivo de protecção colocado a montante (por exemplo, na origem da instalação) que satisfaça ao indicado na secção 434.3.2; b) o circuito considerado estiver protegido por um dispositivo diferencial com uma corrente diferencial-residual estipulada não superior a 15% da corrente admissível no condutor neutro considerado, devendo este dispositivo cortar todos os condutores activos desse circuito, incluindo o condutor neutro. Nota: Recomenda-se que nas instalações em esquema IT não se distribua o condutor neutro (veja-se 314.4). Quando o condutor neutro for distribuído, a sua protecção fica garantida se o circuito considerado fizer parte de um conjunto de circuitos finais constituídos por canalizações da mesma natureza (ou que tenham as mesmas correntes admissíveis) e cujos condutores tenham a mesma secção ou até duas secções contíguas e se este conjunto se encontrar protegido a montante por um dispositivo diferencial de corrente diferencialresidual estipulada não superior a 15% da corrente admissível no circuito de menor secção. Quando as secções dos condutores forem diferentes, esta medida pode ser aplicada desde que a relação entre as correntes estipuladas dos dispositivos de protecção contra as sobrecargas de cada circuito final não seja superior a dois. No quadro 47GK é resumida a aplicação das regras indicadas na secção 473.3 aos diferentes tipos de esquemas e de circuitos. ________________________ (7) - Esta condição é verificada se a potência transportada for uniformemente distribuída pelas diferentes fases (por exemplo, se a soma das potências absorvidas pelos equipamentos alimentados entre cada fase e o neutro iluminação, tomadas, etc., for muito inferior à potência total transportada pelo circuito considerado). A secção do condutor neutro deve cumprir as regras indicadas na secção 524. QUADRO 47GK Regras a aplicar em função da natureza dos circuitos Circuitos ⇒ Trifásico com neutro SN ≥ SF Esquemas ⇓ Trifásico sem neutro SN < SF L1 L2 L3 N L1 TN-C (PEN) P P P - P P TN-S (PE-N) P P P - P TT P P P - IT P P P P(3)(6) L2 L3 N L1 L2 P - P P P P P(3)(5) P P P P P(3)(5) P P P P(3)(6) Mono fásico L3 Bi fásico L N L L P(2) P - P P(2) P P(2) P - P P(2) P P P(2)(4) P - P P(2) P P P P(3)(6) P P(2) P - dispositivo de protecção previsto no condutor considerado SN - secção do condutor neutro SF - secção do condutor de fase (1) - pressupõem-se verificadas as condições indicadas na secção 473.3.2.1; (2) - excepto se houver protecção diferencial; (3) - aplica-se a secção 473.3.3; (4) - excepto no caso indicado na secção 473.3.1.2; (5) - excepto no caso indicado na alínea b) da secção 473.3.2.1; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 213 - PARTE 5 / Secção 51 (6) - excepto se o condutor neutro estiver efectivamente protegido de acordo com as regras indicadas nesta secção. [E] 473.3.3 Corte do condutor neutro Quando for obrigatório o corte do condutor neutro, este nunca deve ser desligado antes dos condutores de fase e deve ser ligado em simultâneo com estes ou antes destes. 474 (disponível) 475 (disponível) 476 Comando e seccionamento Na origem das instalações, deve ser colocado um dispositivo de comando e um dispositivo de seccionamento que corte todos os condutores activos do conjunto da instalação. Nas instalações realizadas segundo o esquema TN-C, estes dispositivos não devem cortar o condutor PEN. Nota: O dispositivo de comando e o dispositivo de seccionamento podem ser combinados num único (veja-se 536). Nas instalações alimentadas directamente por uma rede de distribuição (pública) de baixa tensão, este dispositivo pode ser o aparelho geral de comando e protecção (disjuntor de entrada). Nas instalações mais complexas, recomenda-se a colocação de um dispositivo na origem de cada um dos circuitos principais ou por grupo de circuitos que alimentem locais com as mesmas características (de preferência, num mesmo piso). Nas instalações alimentadas a partir de um posto de transformação, pode ser prevista a alimentação de um certo número de circuitos entre os terminais de baixa tensão do transformador e o aparelho geral de comando e protecção da instalação de baixa tensão (estes circuitos são, essencialmente, destinados a alimentar a iluminação do posto, as tomadas, os relés de protecção dos transformadores, a bobina de disparo do eventual disjuntor de alta tensão, outros relés, etc.). A protecção destes circuitos é garantida por dispositivos de protecção contra as sobreintensidades, que devem ter um poder de corte não inferior à corrente de curtocircuito previsível nos terminais de baixa tensão do transformador. Por outro lado, estes circuitos devem ser dotados, na sua origem, de um dispositivo de seccionamento. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 214 - PARTE 5 / Secção 51 SELECÇÃO DAS MEDIDAS DE PROTECÇÃO EM FUNÇÃO DAS INFLUÊNCIAS EXTERNAS Secção 481 PROTECÇÃO CONTRA OS CHOQUES ELÉCTRICOS Secção 482 PROTECÇÃO CONTRA O INCÊNDIO ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 215 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE [I] 48 SELECÇÃO DAS MEDIDAS DE PROTECÇÃO EM FUNÇÃO DAS INFLUÊNCIAS EXTERNAS 217 [I] 481 Protecção contra os choques eléctricos 217 [I] 481.1 Generalidades 217 [I] 481.2 Medidas de protecção contra os contactos directos 217 [I] 481.3 Selecção das medidas de protecção contra os contactos indirectos 220 [I] 482 Protecção contra o incêndio 223 [I] 482.0 Generalidades 223 [I] 482.1 Condições de evacuação em caso de emergência 223 [I] 482.2 Natureza dos produtos tratados ou armazenados que apresentem riscos de incêndio 224 [I] 482.3 Construções combustíveis 227 [I] 482.4 Estruturas propagadoras de incêndio 227 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 216 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 48 SELECÇÃO DAS MEDIDAS DE PROTECÇÃO EM FUNÇÃO DAS INFLUÊNCIAS EXTERNAS [I] 481 Protecção contra os choques eléctricos [I] 481.1 Generalidades [I] 481.1.1 Na secção 481.2 indicam-se as medidas de protecção contra os choques eléctricos (definidas na secção 41) que devem ser aplicadas em função das condições de influências externas mais significativas(1). [I] 481.1.2 Quando, para uma dada combinação de influências externas, forem admitidas várias medidas de protecção, a selecção da medida adequada deve ter em conta as condições locais e a natureza dos equipamentos alimentados(2). [I] 481.2 Medidas de protecção contra os contactos directos [I] 481.2.1 As medidas de protecção por isolamento das partes activas (veja-se 412.1) e por meio de barreiras ou de invólucros (veja-se 412.2) são aplicáveis em todas as condições de influências externas. [I] 481.2.2 As medidas de protecção por meio de obstáculos (veja-se 412.3) ou por colocação fora do alcance (veja-se 412.4) só são admitidas nos locais acessíveis apenas a pessoas instruídas (BA 4) ou a pessoas qualificadas (BA 5) e se forem, simultaneamente, verificadas as condições seguintes: a) a tensão nominal nestes locais não for superior ao limite do domínio II das tensões (veja-se 222 e 223); b) as regras indicadas nas secções 481.2.4.1 e 481.2.4.3 forem verificadas; c) os locais forem assinalados claramente e de forma modo visível por meio de sinalização adequada. [I] 481.2.3 Nos locais apenas acessíveis a pessoas instruídas (BA 4) ou a pessoas qualificadas (BA 5), devidamente instruídas para o efeito, não é exigida a protecção contra os contactos directos se forem verificadas, simultaneamente, as condições seguintes: a) os locais forem sinalizados claramente e de modo visível por meio de sinalização adequada e o acesso a estes locais apenas for possível com o auxílio de meios especiais; ________________________ (1) - Na prática, as condições de influências externas mais significativas para a selecção das medidas de protecção contra os choques eléctricos são as seguintes: BA - Qualificação das pessoas, BB - Resistência eléctrica do corpo humano, BC - Contactos das pessoas com o potencial da terra. As outras condições de influências externas não têm praticamente influência na selecção e na aplicação das medidas de protecção contra os choques eléctricos, devendo contudo ser consideradas para a selecção dos equipamentos (veja-se o quadro 51A da secção 512). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 217 - PARTE 5 / Secção 51 (2) - Na Parte 7 são indicadas regras para instalações ou para locais especiais. b) as portas de entrada nestes locais permitirem uma saída fácil para o exterior e poderem ser abertas sem chave do interior (mesmo quando estiverem fechadas à chave do exterior); c) as zonas de passagem tiverem as cotas mínimas indicadas nas secões 481.2.4.2 e 481.2.4.3. [I] 481.2.4 Nas passagens para serviço ou para manutenção(3) devem ser respeitadas as distâncias mínimas indicadas nas secções 481.2.4.1 a 481.2.4.3. [I] 481.2.4.1 Quando a protecção for garantida por meio de uma das medidas indicadas na secção 412.3, devem ser respeitadas as distâncias seguintes (veja-se a figura 48A)(4): a) largura da passagem entre obstáculos (ou órgãos de comando) ou entre obstáculos (ou órgãos de comando) e os elementos da construção:...............................700 mm b) altura de passagem sob os painéis :..................................………............................ 2 000 mm Partes activas Painel (481.2.4.2 c) 2 300 mm (481.2.4.1 b) 2 000 mm Obstáculos 700 mm 700 mm 700 mm 700 mm (481.2.4.1 a) (481.2.4.1 a) (481.2.4.1 a) (481.2.4.1 a) Figura 48A - Passagem para serviço ou para manutenção nas instalações com protecção por meio de obstáculos ________________________ (3) - Em casos especiais (determinadas posições de trabalho, facilidades de evacuação, etc.), pode ser necessário utilizar distâncias superiores. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 218 - PARTE 5 / Secção 51 (4) - As cotas indicadas devem ser verificadas com todas as partes dos painéis montadas e fechadas. [I] 481.2.4.2 Nas passagens para serviço ou para manutenção onde não tenha sido prevista qualquer medida de protecção, devem ser respeitadas as distâncias seguintes: a) Passagem com partes activas não protegidas de um só lado (veja-se a figura 48B): 1) largura da passagem entre a parede e as partes activas não protegidas: ...........1 000 mm 2) passagem livre na frente dos órgãos de comando (punhos, etc.): ..........................700 mm b) Passagem com partes activas não protegidas dos dois lados (veja-se a figura 48C): 1) largura da passagem entre as partes activas(5): i) passagem destinada exclusivamente à manutenção e em que são colocadas barreiras antes do início dos trabalhos de manutenção(6):................1 000 mm ii) passagem destinada exclusivamente à manutenção e em que não são colocadas barreiras antes do início dos trabalhos de manutenção:............1 500 mm iii) passagem utilizada simultaneamente para serviço e para manutenção e em que são colocadas barreiras(6):............................. ..…….………….……..1 200 mm 2) passagem livre entre os órgãos de comando (punhos, etc.) : i) passagem para manutenção: ........................……................................................900 mm ii) passagem para serviço:...............................................................……..............1 100 mm c) altura das partes activas acima do solo:....................................................……........2 300 mm (481.2.4.2 a)2) 1 000 mm (481.2.4.2 a)1) (481.2.4.2 c) 700 mm 2 300 mm Partes activas 1 000 mm (481.2.4.2 a)1) Figura 48B - Passagens para serviço ou para manutenção nas instalações com partes activas de um só lado, sem protecção _______________________ ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 219 - PARTE 5 / Secção 51 (5) - A distância mínima indicada é aplicável quando forem colocadas barreiras antes do início dos trabalhos de manutenção. Caso contrário, deve ser respeitada uma distância mínima de 1 500 mm. (6) - Quando não for prevista a colocação de barreiras, deve ser respeitada uma distância mínima de 1 500 mm. Partes activas 900 mm 1 000 mm (481.2.4.2.c) (**) 2 300 mm (*) 1 500 mm (481.2.4.2.b)2)i) (481.2.4.2.b)1)i) (481.2.4.2.b)1)i i) 1 100 mm 1 200 mm Passagem para manutenção 1 500 mm (481.2.4.2.b)2)ii) (481.2.4.2.b)1)ii) Passagem para serviço (481.2.4.2.b)1)iii) (*) - Com colocação de barreiras adicionais antes do início dos trabalhos de manutenção (**) - Sem colocação de barreiras adicionais antes do início dos trabalhos de manutenção Figura 48C - Passagens para serviço ou para manutenção nas instalações com partes activas dos dois lados, sem protecção [I] 481.2.4.3 As passagens para manutenção ou para serviço com um comprimento superior a 20 m devem ser acessíveis nas duas extremidades(7). [I] 481.3 Selecção das medidas de protecção contra os contactos indirectos [I] 481.3.1 A medida de protecção por corte automático da alimentação (veja-se 413.1) é aplicável a todas as instalações. Às instalações ou às partes das instalações para as quais a tensão limite convencional de contacto seja limitada a 25 V em corrente alternada (valor eficaz) ou a 60 V em corrente contínua "lisa" (veja-se a Parte 7), deve ser utilizada uma das regras indicadas nas secções 481.3.1.1, para a totalidade de uma instalação ou 481.3.1.2, para partes de uma instalação. [I] 481.3.1.1 Às instalações para as quais a tensão limite convencional de contacto seja limitada a 25 V em corrente alternada (valor eficaz) ou a 60 V em corrente contínua "lisa" (veja-se a Parte 7), devem ser verificadas as regras seguintes: ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 220 - PARTE 5 / Secção 51 _________________________ (7) - Esta solução é recomendada para passagens de comprimento entre 6 m e 20 m. a) os tempos de corte máximos indicados nos quadros 41A e 41B para os esquemas TN e IT, devem ser substituídos pelos tempos indicados no quadro 48A. QUADRO 48A Tempos de corte máximos para os esquemas TN e IT Esquema TN Esquema IT Tensão nominal Tempos de corte Tensão nominal Tempos de corte t(s) Uo (V) t (s) Uo/U (V) Neutro não distribuído Neutro distribuído 120 0,35 120-240 0,4 1,0 230 0,2 230/400 0,2 0,5 277 0,2 277/480 0,2 0,5 400, 480 0,05 400/690 0,06 0,2 580 0,02(1) 580/1 000 0,02(1) 0,08 Uo - Tensão entre fase e neutro U - Tensão entre fases (1) - Quando este tempo de corte não puder ser garantido, é necessário adoptar outras medidas de protecção, como por exemplo, ligações equipotenciais suplementares b) a condição indicada na secção 413.1.4.2 para o esquema TT, deve ser substituída pela condição seguinte: RA x Ia ≤ 25 c) a condição indicada na secção 413.1.5.3 para o esquema IT, deve ser substituída pela condição seguinte: RA x Id ≤ 25 Nota: Às instalações para as quais a tensão limite convencional de contacto deva ser limitada a 25 V em corrente alternada (valor eficaz) ou 60 V em corrente contínua "lisa", os valores indicados no quadro 41GA devem ser substituídos pelos indicados no quadro 48GE. QUADRO 48GE Duração máxima da tensão de contacto presumida para UL = 25 Vac ou UL = 60 Vdc Tensão de contacto presumida Uc (V) Tempo de corte máximo do dispositivo de protecção t (s) Corrente alternada [a] Corrente contínua [b] 25 5 5 50 0,48 5 75 0,30 2 90 0,25 0,80 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 221 - PARTE 5 / Secção 51 110 0,18 0,50 150 0,12 0,25 230 0,05 0,06 280 0,02 0,02 Os valores indicados neste quadro são válidos nas condições seguintes: a) locais molhados; b) corrente percorrendo o corpo humano entre as duas mãos e os dois pés; c) corrente não limitada por qualquer resistência exterior. Os valores da coluna (a) aplicam-se à corrente alternada de frequência compreendida entre 15 Hz e 1 000 Hz e à corrente contínua não "lisa". Os valores da coluna (b) aplicam-se à corrente contínua "lisa". A aplicação dos tempos de corte indicados no quadro 48GE pressupõe que se conhece o valor da tensão de contacto presumida, que, na prática, é de difícil avaliação na fase de projecto da instalação, dado que se baseia em parâmetros cujo valor exacto depende da configuração da instalação. Por este motivo, e para facilitar o estabelecimento das condições de aplicação das regras de protecção, o método convencional permite determinar os tempos de corte não em função da tensão de contacto presumida mas sim em função da tensão nominal da instalação. A determinação de um tempo único de corte para uma dada tensão nominal de alimentação não considera, na prática, a influência da situação do circuito em causa em relação à ligação equipotencial principal, nem a relação entre as secções do condutor de protecção e as secções dos condutores activos. As variações da tensão de contacto que daí resultam não comprometem a segurança garantida pelo método convencional. Devido a estas considerações, determinaram-se os tempos de corte indicados no quadro 48A para os esquemas TN e IT. Na prática, os tempos de corte dos dispositivos de protecção só devem ser considerados se estes dispositivos forem disjuntores com disparo retardado ou fusíveis. Quando a protecção for garantida por outros tipos de disjuntores, é suficiente verificar se a corrente de defeito não é inferior ao menor valor de corrente que provoca o funcionamento instantâneo do disjuntor. [I] 481.3.1.2 Às partes de uma instalação para as quais a tenção limite convencional de contacto seja limitada a 25 V em corrente alternada (valor eficaz) ou a 60 V em corrente contínua "lisa", podem ser aplicadas as regras indicadas na secção 413.1, desde que seja utilizada uma das medidas de protecção complementares seguintes(8): a) ligações equipotenciais suplementares satisfazendo às condições indicadas na secção 413.1.6.1 (sendo o valor 50 da condição indicada na secção 413.1.6.2 substituído por 25); b) dispositivos diferenciais de corrente diferencial-residual estipulada não superior a 30 mA. Nota: A protecção complementar por meio de dispositivos diferenciais apenas pode ser utilizada se todas as instalações ligadas a um mesmo eléctrodo de terra forem protegidas por meio de dispositivos diferenciais de corrente diferencial-residual estipulada apropriada ao valor da resistência desse eléctrodo de terra. Se esta regra não for verificada, existe o risco de um defeito numa instalação não protegida por um dispositivo diferencial provocar a elevação do potencial das massas das outras instalações a um valor perigoso. [I] 481.3.2 As medidas de protecção por utilização de equipamentos da classe II ou por isolamento equivalente (veja-se 413.2) podem, com excepção de algumas instalações indicadas nas Partes 7 e 8, ser aplicadas em todas as situações(9). [I] 481.3.3 A medida de protecção por locais não condutores é admitida nas condições indicadas na secção 413.3. _________________________ ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 222 - PARTE 5 / Secção 51 (8) - Estas medidas permitem prever a protecção do conjunto de uma instalação para as condições gerais indicadas na secção 413.1 (que se encontram na maior parte dos locais servidos por esta instalação) e prever uma medida de protecção complementar quando as Partes 7 e 8 impuserem uma limitação da tensão limite convencional. (9) - Recorda-se que, por razões de segurança, os equipamentos devem ser seleccionados em função das condições de influências externas. [I] 481.3.4 A medida de protecção por ligações equipotenciais locais não ligadas à terra (veja-se 413.4) apenas pode ser utilizada na condição de influências externas BC1 (veja-se 322.3). [I] 481.3.5 A medida de protecção por separação eléctrica (veja-se 413.5) pode ser utilizada em todas as situações, devendo, na condição de influências externas BC4 (veja-se 322.3), ser limitada à alimentação de um único aparelho móvel por cada transformador. [I] 481.3.6 A utilização da TRS (veja-se 411.1.4) ou da TRP (veja-se 411.1.5) é considerada como sendo uma medida de protecção contra os contactos indirectos em todas as situações(10). [I] 481.3.7 Para certas instalações (ou partes de uma instalação), tais como as situadas em locais onde as pessoas possam estar imersas na água, as Partes 7 e 8 indicam medidas de protecção particulares. [I] 482 Protecção contra o incêndio [I] 482.0 Generalidades As regras indicadas nas secções 482.1 a 482.4 (para certas condições de influências externas) devem ser aplicadas em conjunto com as indicadas na secção 42. [I] 482.1 Condições de evacuação em caso de emergência(11) Nota: De entre outra, refere-se a seguinte Regulamentação de Segurança Contra Incêndios relativa a: - edifícios do tipo administrativo (Decreto-Lei n.º 410/98, de 23 de Dezembro); - edifícios escolares (Decreto-Lei n.º 414/98, de 31 de Dezembro); - edifícios de habitação (Decreto-Lei n.º 64/90, de 21 de Fevereiro); - edifícios do tipo hospitalar (Decreto-Lei n.º 409/98, de 23 de Dezembro); - edifícios para serviços públicos (Resolução do Conselho de Ministros 31/89, de 15 de Setembro). - empreendimentos turísticos (Decreto-Lei n.º 8/89, de 21 de Março); - estabelecimentos comerciais (Decreto-Lei n.º 368/99, de 18 de Fevereiro); - estabelecimentos de restauração e de bebidas (Decreto-Lei n.º 168/97, de 4 de Julho e DecretoRegulamentar n.º 36/97, de 25 de Setembro); - estabelecimentos hoteleiros (Decreto-Lei n.º 167/97, de 4 de Julho e Decreto-Regulamentar n.º 36/97, de 25 de Setembro); - habitação social (Decreto-Lei n.º 237/85, de 5 de Julho); - meios complementares de alojamento turístico Decreto-Regulamentar n.º 34/97, de 17 de Setembro); (Decreto-Lei n.º 167/97, de 4 de Julho - parques de estacionamentos cobertos (Decreto-Lei n.º 66/95, de 8 de Abril); - recintos de espectáculos e divertimentos públicos (Decreto-Regulamentar n.º 34/95, de 16 de Dezembro). ________________________ (10) - Em certos casos, a Parte 7 limita o valor da tensão reduzida a um valor inferior a 50 V (25 V ou 12 V). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 223 - e PARTE 5 / Secção 51 A utilização da TRF (veja-se 411.3) obriga à adopção de outras medidas de protecção contra os contactos indirectos (veja-se 411.3.3). (11) - As condições de evacuação em caso de emergência (veja-se 322.4) são as definidas na regulamentação de segurança contra incêndios em vigor. [I] 482.1.1 Recomenda-se que as canalizações eléctricas estabelecidas em locais classificados quanto às influências externas como BD2, BD3 e BD4 (veja-se 322.4) não passem pelos caminhos de evacuação. Quando tal não for possível, essas canalizações devem satisfazer, simultaneamente, às condições seguintes: a) ser providas de bainhas ou de invólucros que não contribuam para o desenvolvimento ou para a propagação do incêndio, nem atinjam temperaturas suficientemente elevadas susceptíveis de inflamar os materiais vizinhos durante o tempo prescrito na regulamentação relativa aos materiais de construção utilizados nas saídas de evacuação (veja-se 422) ou durante 2 h, no caso de não estarem abrangidos por essa regulamentação(12); b) estar fora do volume de acessibilidade ou ter uma protecção contra as acções mecânicas que se possam produzir durante uma evacuação; c) ser tão curtas quanto possível. Nota: Estas regras são verificadas se as canalizações susceptíveis de propagarem o incêndio (canalizações fixas em montagem não embebida e canalizações móveis) forem realizadas por forma a não propagarem as chamas, devendo, nomeadamente, os condutores, os cabos e as condutas satisfazerem ao ensaio de retardamento da propagação da chama (categoria C2) definido na Norma NP 2362.1 (HD 405.1). [I] 482.1.2 Em locais de densidade de ocupação importante (BD3 e BD4), os dispositivos de comando e de protecção, com excepção de certos dispositivos que facilitem a evacuação, devem estar acessíveis apenas a pessoas autorizadas. Se existirem dispositivos de comando e de protecção nos caminhos de evacuação, estes devem apresentar, por construção ou por protecção complementar, pelo menos, o mesmo grau de resistência ao fogo que os outros equipamentos eléctricos situados no mesmo local. [I] 482.1.3 Em locais de densidade de ocupação importante (BD3 e BD4) e nos caminhos de evacuação, é proibida a utilização de equipamentos eléctricos que contenham líquidos inflamáveis(13). [I] 482.2 Natureza dos produtos tratados ou armazenados que apresentem riscos de incêndio(14) Nota: Os produtos tratados ou armazenados que apresentem riscos de incêndio são classificados quanto às influências externas como BE2 (veja-se 322.5). [I] 482.2.1 Os equipamentos eléctricos devem ser limitados aos estritamente necessários à exploração dos locais com risco de incêndio (BE2), exceptuando as canalizações estabelecidas nas condições indicadas na secção 482.2.6. [I] 482.2.2 Quando, sobre os invólucros que contenham aparelhagem eléctrica, for previsível a acumulação de poeiras em quantidade suficiente para reduzir a dissipação do calor e apresentar um risco de incêndio, devem ser tomadas as medidas adequadas por forma a impedir que esses invólucros atinjam temperaturas excessivas. _________________________ (12) - Estão em estudo as condições de ensaio correspondentes. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 224 - PARTE 5 / Secção 51 (13) - Esta regra não se aplica aos condensadores auxiliares individuais incorporados em aparelhos, como, por exemplo, os utilizados nas lâmpadas de descarga e no arranque de motores. (14) - As quantidades de produtos inflamáveis e as superfícies ou volumes destes locais são os indicados na regulamentação em vigor (veja-se 482.1). Para os locais com risco de explosão, encontra-se em estudo uma Norma relativa às instalações eléctricas estabelecidas em atmosferas explosivas gasosas. [I] 482.2.3 Os equipamentos eléctricos devem ser seleccionados e instalados por forma a que o seu aquecimento normal ou previsível, em caso de defeito, não possa provocar um incêndio. As medidas podem ser tomadas na fabricação dos equipamentos ou na sua instalação. Não é necessária qualquer medida especial quando a temperatura das superfícies não for susceptível de provocar a inflamação dos produtos que se encontrem nas suas proximidades. [I] 482.2.4 Os dispositivos de protecção, de comando e de seccionamento devem ser colocados fora dos locais que apresentem risco de incêndio (BE2), excepto se forem colocados em invólucros com um código IP não inferior a IP4X. Nota: Nos locais onde for previsível a existência de poeiras, o código IP deve ser aumentado em conformidade. [I] 482.2.5 Quando as canalizações não estiverem embebidas em materiais incombustíveis, devem ser tomadas as medidas adequadas para que estas canalizações não propaguem facilmente a chama(15). Para o cumprimento desta regra, os condutores e os cabos devem, nomeadamente, satisfazer ao ensaio de retardamento de propagação da chama (vejam-se as Normas HD 405-1 e HD 405-3). Nos locais a que o público tenha acesso e que sejam classificados quanto às influências externas como BE2, os condutores e os cabos devem, ainda, ao arderem, não emitir fumos densos (veja-se a Norma HD 606) nem gases tóxicos ou corrosivos que possam causar danos às pessoas, aos animais e aos bens (veja-se a Norma HD 602). Nota: Estas regras são válidas não só para as canalizações que alimentem os locais considerados, mas também para as que forem colocadas fora desses locais em paredes contíguas, se estas forem susceptíveis de transmitir facilmente o calor (como, por exemplo, as paredes metálicas). [I] 482.2.6 As canalizações eléctricas que atravessem os locais com risco de incêndio (BE2) e que não sejam necessárias à exploração dos mesmos devem satisfazer, simultaneamente, às condições seguintes: a) serem realizadas de acordo com as regras indicadas na secção 482.2.5; b) não terem qualquer ligação ao longo de todo o seu percurso no interior destes locais, excepto se essas ligações estiverem colocadas no interior de um invólucro resistente ao fogo e que apresente o mesmo grau de resistência ao fogo que os restantes equipamentos instalados no mesmo local; c) estarem protegidas contra as sobreintensidades de acordo com as regras indicadas na secção 482.2.11. Nota: Os invólucros que contenham as ligações indicadas na alínea b) devem satisfazer ao ensaio do fio incandescente (veja-se a Norma EN 60695-2-1), para a temperatura de 960°C (estão em estudo, a nível da IEC, valores inferiores para casos particulares). As canalizações eléctricas pré-fabricadas que satisfaçam à Norma EN 60439-2 e que estejam protegidas, a montante, contra as sobrecargas são consideradas como não podendo causar incêndio, dado que as uniões entre os diferentes troços feitos com acessórios das canalizações não são considerados como ligações no sentido que lhes é dado na definição indicada na secção 261.7. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 225 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 482.2.7 Para as instalações de aquecimento por ar forçado, a expiração do ar deve ser feita fora dos locais onde existam poeiras combustíveis e a temperatura de saída do ar não deve ser susceptível de provocar um incêndio no local. _________________________ (15) - Por exemplo, os cabos com bainhas de PVC satisfazem a esta regra. [I] 482.2.8 Os motores (com excepção dos servomotores de serviço reduzido) que sejam comandados automaticamente, à distância ou não vigiados em permanência, devem ser protegidos contra as temperaturas excessivas por meio de dispositivos de protecção sensíveis à temperatura. [I] 482.2.9 As luminárias devem ser adequadas aos locais com risco de incêndio (BE2) e devem ser colocadas no interior de invólucros que apresentem um código IP não inferior a IP4X. Nos locais em que as lâmpadas e os restantes elementos das luminárias sejam susceptíveis de sofrerem danos mecânicos, esses equipamentos devem ser protegidos contra as solicitações a que possam ficar submetidos. Esta protecção pode ser conseguida, por exemplo, por meio de tampas plásticas, de grelhas ou de tampas de vidro, suficientemente robustos. Estas protecções não devem ser montadas em suportes, excepto nos casos previstos durante a construção. Nota: Nos locais onde for previsível a existência de poeiras, o código IP deve ser aumentado em conformidade. [I] 482.2.10 Quando for necessário, do ponto de vista dos riscos de incêndio, limitar as consequências da circulação de correntes de defeito nas canalizações, o circuito correspondente deve satisfazer a uma das condições seguintes: a) ser protegido por meio de um dispositivo diferencial de corrente diferencial-residual estipulada não superior a 0,5 A; b) ser vigiado por meio de um controlador permanente de isolamento que accione, em caso de defeito, um sinal acústico ou um sinal luminoso. Na canalização do circuito correspondente, pode ser incorporado um condutor de vigilância não isolado. Esta função pode ser garantida por um condutor de protecção, excepto se a canalização tiver um revestimento metálico ligado a esse condutor de protecção. Nota: Na prática, esta regra é verificada se forem tomadas as medidas seguintes: a) nos esquemas TN e TT, os circuitos forem protegidos por meio de um dispositivo diferencial de corrente diferencial-residual estipulada não superior a 0,5 A; se houver um dispositivo diferencial a montante dos circuitos (por exemplo, na origem da instalação), não é necessário prever um dispositivo em cada um dos circuitos que alimentem estes locais; b) no esquema IT, o controlador permanente de isolamento (indicado na secção 413.1.5.4) accionar a sinalização prevista; neste esquema, quando forem utilizados dispositivos diferenciais, é necessário colocar um dispositivo diferencial em cada um dos circuitos que alimentem os locais com risco de incêndio. O condutor de vigilância destina-se a escoar as correntes de fuga e de defeito que se produzam na instalação, evitando que essas correntes circulem em materiais e estruturas onde poderiam produzir aquecimentos anormais. [I] 482.2.11 Os circuitos que alimentem ou atravessem locais com risco de incêndio (BE2) devem ser protegidos contra as sobrecargas e contra os curtos-circuitos por dispositivos de protecção colocados a montante desses locais. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 226 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 482.2.12 Para além das regras indicadas na secção 411.1.4.3, nos circuitos de tensão reduzida (TRS ou TRP), as partes activas devem satisfazer a uma das condições seguintes: a) estarem colocadas no interior de invólucros com um código IP não inferior a IP2X; b) serem dotadas de um isolamento que suporte uma tensão de ensaio de 500 V durante 1 min, independentemente do valor da tensão nominal do circuito. [I] 482.2.13 Os condutores PEN não são admitidos nos locais com risco de incêndio (BE2), excepto os dos circuitos que os atravessem. Nota: Nas instalações TN, os circuitos que alimentem os locais com risco de incêndio (BE2) são realizados em esquema TN-S. [I] 482.3 Construções combustíveis Nota: As construções combustíveis são classificadas como CA2 (veja-se 323.1). [I] 482.3.1 Devem ser tomadas as medidas adequadas para evitar que os equipamentos eléctricos possam originar a inflamação dos elementos da construção (paredes, tectos e pavimentos). Nota: Na condição de influência externa CA2, é suficiente utilizar uma das medidas seguintes : a) canalizações realizadas por forma a não propagarem a chama, devendo, nomeadamente, os condutores, os cabos, as condutas (à vista ou embebidos), satisfazerem ao ensaio de retardamento de propagação da chama (categoria C2) definido na Norma NP 2362-1. Deste modo, não podem ser utilizadas as calhas de madeira, as condutas em polietileno, os condutores e os cabos isolados a borracha ou a polietileno e os condutores assentes sobre isoladores; b) ligações feitas exclusivamente no interior de caixas de ligação ou nos terminais da aparelhagem, devendo, neste último caso, os terminais serem colocados no interior de caixas que satisfaçam ao ensaio do fio incandescente (vejam-se as Normas NP 2873-3 e HD-444.2.1) para a temperatura de 960°C (estão em estudo, a nível da IEC, valores inferiores para casos particulares); c) interposição de écrans de material incombustível entre os elementos da construção e os equipamentos cujas superfícies possam atingir temperaturas superiores a 90°C, excepto se for garantida uma ventilação adequada. Em regra, as instalações em locais cujos elementos da construção sejam feitos em materiais combustíveis devem ser limitadas às estritamente necessárias à exploração desses locais. [I] 482.4 Estruturas propagadoras de incêndio Nota: As estruturas propagadoras de incêndio são classificadas quanto às influências externas como CB2 (veja-se 323.2). As especificações relativas a estas estruturas são as indicadas na regulamentação em vigor (veja--se 482.1). [I] 482.4.1 Nas estruturas cuja forma e dimensões facilitem a propagação do incêndio, devem ser tomadas medidas para que as instalações eléctricas não propaguem facilmente o incêndio (por exemplo, efeito de chaminé)(16). Nota: Na condição de influência externa CB2 é suficiente utilizar uma das medidas seguintes : a) colocação de barreiras corta-fogo, de acordo com o indicado na secção 527.2, nomeadamente, entre patamares; por outro lado, as canalizações devem ser realizadas por forma a não propagarem o incêndio e, nomeadamente, os condutores e os cabos, devem satisfazer ao ensaio de retardamento de propagação do incêndio (categoria C1) definido na Norma NP 2362-1; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 227 - PARTE 5 / Secção 51 b) não colocação das canalizações em espaços que não possam ser seccionáveis por meio de barreiras corta-fogo (como, por exemplo, nas condutas de ventilação e chaminés). ________________________ (16) - Podem ser previstos detectores de incêndio que garantam o accionamento de medidas que se oponham à propagação do incêndio (como, por exemplo, o fecho de registos corta-fogo nos ductos, nas caleiras ou nas galerias). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 228 - PARTE 5 / Secção 51 ANEXOS Anexo I PROTECÇÃO POR ISOLAMENTO SUPLEMENTAR REALIZADA DURANTE A INSTALAÇÃO Anexo II QUALIFICAÇÃO DOS MATERIAIS E DOS ELEMENTOS DA CONSTRUÇÃO Anexo III PROTECÇÃO CONTRA AS SOBREINTENSIDADES DE ORIGEM ATMOSFÉRICA NA ORIGEM DA INSTALAÇÃO Anexo IV TENSÕES NOMINAIS DE ALIMENTAÇÃO Anexo V SELECÇÃO DAS MEDIDAS DE PROTECÇÃO CONTRA OS CHOQUES ELÉCTRICOS PARA OS EQUIPAMENTOS INSTALADOS NOS CONJUNTOS DE APARELHAGEM ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 229 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE ANEXO I Protecção por isolamento suplementar realizada durante a instalação 231 ANEXO II 235 Qualificação dos materiais e dos elementos da construção ANEXO III Protecção contra as sobreintensidades de origem atmosférica na origem da instalação 239 ANEXO IV 240 Tensões nominais de alimentação ANEXO V Selecção das medidas de protecção contra os choques eléctricos para os equipamentos instalados nos conjuntos de aparelhagem ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 230 - 241 PARTE 5 / Secção 51 ANEXO I Protecção por isolamento suplementar realizada durante a instalação A protecção por isolamento suplementar realizada durante a instalação e que confere um nível de segurança equivalente ao dos equipamentos da classe II, pode ser feita, na prática, por um dos processos seguintes: A. - Colocação das partes activas no interior de um invólucro por forma a obter-se um conjunto com as características definidas na Norma EN 60 439-1 para a classe II. Em regra, este invólucro só deve poder ser aberto por meio de uma chave ou de uma ferramenta. No entanto, se certas partes do invólucro puderem ser abertas sem necessidade de uma chave ou de uma ferramenta, as partes activas nuas que ficarem acessíveis após a abertura do invólucro devem estar protegidas contra qualquer contacto fortuito por meio de obstáculos que apenas possam ser desmontados por meio de uma chave ou de uma ferramenta. B. - Colocação das partes activas no interior de um invólucro de tipo diferente do indicado em A. Neste caso, há que distinguir as três situações seguintes: 1. As partes activas pertencem a equipamentos da classe II ou considerados equivalentes (como, por exemplo, aparelhagem moldada equipada com terminais dotados de tampa, e cabos considerados como sendo da classe II - veja-se 522.15), para os quais não é necessária qualquer medida suplementar. 2. As partes activas estão dotadas, apenas, de um isolamento principal (como, por exemplo, condutores isolados sem bainha e terminais de ligação isolados), as quais devem estar separadas do invólucro por um isolamento suplementar, (feito, por exemplo, com suportes isolantes com espessura não inferior a 3 mm ou por calhas ou condutas isolantes, que possam suportar uma tensão de ensaio dieléctrico de 2 500 V durante 1 min). 3. As partes activas nuas (como, por exemplo, barramentos e terminais de ligação não isolados), as quais devem satisfazer a uma das condições seguintes: a) serem revestidas por um isolamento duplo ou por um isolamento reforçado, que possa suportar uma tensão de ensaio dieléctrico de 4 000 V durante 1 min, devendo as linhas de fuga e as distâncias no ar serem não inferiores a duas vezes os valores indicados na secção 536.2.1.1; b) estarem separadas de todas as partes condutoras por uma distância não inferior a 20 mm; se o invólucro puder ser aberto sem a necessidade de uma chave ou de uma ferramenta, as partes activas nuas que ficarem acessíveis após a abertura do invólucro devem estar protegidas contra contactos fortuitos por meio de obstáculos que só possam ser desmontados por meio de uma chave ou de uma ferramenta. A figura I.3.1 ilustra a forma como estas medidas podem, na prática, ser realizadas: ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 231 - PARTE 5 / Secção 51 a ≥ 20 mm b = 2d em que: a é a menor distância no ar entre uma parte activa e qualquer condutor ou elemento condutor. b é a menor distância no ar entre uma parte intermédia e qualquer ponto de apoio condutor ou elemento condutor. d é a distância indicada na secção 536.2.1.1. Fig. I.3.1 - Medidas de protecção por isolamento suplementar em quadros com barramentos nus e dotados de invólucro condutor acessível Nota: O isolamento principal deve satisfazer às condições fixadas nas Normas relativas aos respectivos equipamentos. f + e > 2d em que: e é a espessura da anilha. f é a distância entre o perfil NP 2901 e o bordo da anilha. d é a distância indicada na secção 536.2.1.1. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 232 - PARTE 5 / Secção 51 Fig. I.3.2 - Aparelhagem modular ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 233 - PARTE 5 / Secção 51 Para qualquer dos processos de protecção por isolamento suplementar, indicados em A ou em B, a bainha exterior dos cabos não deve ser retirada até à proximidade das ligações devendo os cabos serem fixados ao longo de todo o seu percurso, por forma a evitar a sua eventual deslocação, mesmo em caso de desaperto das ligações. Exemplo de aplicação: As medidas de protecção atrás indicadas são aplicáveis, nomeadamente, aos casos em que o dispositivo de protecção colocado na origem de uma instalação realizada segundo o esquema TT não tenha a função diferencial, como são, por exemplo, as partes da instalação compreendidas entre : - o disjuntor geral e os dispositivos diferenciais (colocados na origem dos circuitos ou dos grupos de circuitos nas condições indicadas na secção 539.3); - o disjuntor geral e o transformador de separação (quando for previsto um transformador nas instalações sem vigilância, para alimentação de equipamentos cuja paragem possa ter consequências nefastas, de acordo com o indicado na secção 471.2.4). Se existir um dispositivo de comando a montante dos dispositivos diferenciais, este deve satisfazer a uma das condições seguintes: a) ser da classe II (por construção); b) não ter qualquer parte metálica acessível e possuir, pelo menos, um código IP não inferior a IP4X; c) satisfazer ao indicado em B.3. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 234 - PARTE 5 / Secção 51 ANEXO II Qualificação dos materiais e dos elementos da construção Qualificação dos materiais da construção quanto à sua reacção ao fogo A qualificação dos materiais da construção quanto à sua reacção ao fogo e os ensaios correspondentes estão em estudo conjuntamente pela IEC e pela ISO, sendo os termos utilizados neste anexo provisórios. Em Portugal, esta qualificação consta, nomeadamente, do "Regulamento de Segurança Contra Incêndio em Edifícios de Habitação" (Decreto-Lei n.º 64/90 de 21 de Fevereiro) e compreende as cinco classes indicadas no quadro I.1 Quadro I.1 Reacção ao fogo dos materiais da construção Classes M0 M1 M2 M3 M4 - Características dos materiais Não combustíveis Não inflamáveis Dificilmente inflamáveis Moderadamente inflamáveis Facilmente inflamáveis Não classificados Qualificação dos elementos da construção quanto à sua resistência ao fogo Relativamente aos elementos da construção, a sua qualificação quanto à resistência ao fogo depende da função que desempenham (suporte ou compartimentação) e do grau de exigência que têm de garantir (estabilidade, estanquidade e isolamento térmico). No quadro I.2 indica-se esta qualificação. Quadro I.2 Resistência ao fogo dos elementos da construção Função Suporte (pilares, vigas) Compartimentação (divisórias, portas) Suporte e compartimentação (pavimentos e paredes resistentes) Exigência Qualificação Estabilidade Estável ao fogo EF Estanquidade Estanquidade e isolamento térmico Pára-chamas Corta-fogo PC CF Estabilidade e estanquidade Pára-chamas PC Estabilidade, estanquidade e isolamento térmico Corta-fogo CF A classificação dos elementos da construção, do ponto de vista da sua resistência ao fogo, compreende, para ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 235 - PARTE 5 / Secção 51 cada uma das três qualificações (estável ao fogo, pára-chamas e corta-fogo), nove classes, correspondentes aos escalões de tempo (em minutos) seguintes: 15, 30, 45, 60, 90, 120, 180, 240, 360. (Exemplo, EF60, PC120, CF90) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 236 - PARTE 5 / Secção 51 Exemplos de qualificação de materiais da construção quanto à sua reacção ao fogo I - Materiais considerados à priori M0(1) Vidro, vidro celular; Betão; Tijolo; Gesso, estuque; Gesso armado com fibra de vidro ou com armações metálicas; Betão e argamassas de cimentos e cal; Vermiculite, perlite; Fibrocimento ou produtos de amianto-cimento; Produtos de silico-calcário; Pedra, ardósia; Ferro, ferro fundido, aço, alumínio, cobre, zinco, chumbo; Produtos cerâmicos. II - Materiais à base de madeira II.1 - Madeira maciça não resinosa: Espessura não inferior a 14 mm: M3; Espessura inferior a 14 mm: M4. II.2 - Madeira maciça resinosa: Espessura não inferior a 18 mm: M3; Espessura inferior a 18 mm: M4. II.3 - Painéis de derivados de madeira: (Contraplacados e aglomerados, de partículas ou de fibras) Espessura não inferior a 18 mm: M3; Espessura inferior a 18 mm: M4. II.4 - Tacos de madeira maciça colados: Espessura não inferior a 6 mm antes do afagamento: M3; Espessura inferior a 6 mm antes do afagamento: M4. As classificações convencionais M3 e M4 das madeiras e dos painéis de derivados de madeira não são modificadas pelas aplicações dos seguintes revestimentos da superfície, perfeitamente aderentes: a) Folheado de madeira, de espessura não superior a 0,5 mm; ________________________ (1) - No caso de estes materiais serem pintados, veja-se o indicado na secção III (materiais pintados). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 237 - PARTE 5 / Secção 51 b) Qualquer outro revestimento cuja densidade de carga calorífica não seja superior a 4,18 MJ/m2 (1000 kcal/m2). As placas de estratificados decorativos a alta pressão que obedeçam à Norma ISO 4586/1 e tenham uma espessura inferior a 1,5 mm são classificadas na categoria M3. III - Materiais pintados III.1 - Suportes não isolantes classificados como M0 de acordo com o indicado na secção I: a) Revestidos com pintura aplicada (sem ter em conta a aplicação do primário e o tapamento dos poros) com um rendimento inferior a 0,35 kg/m2 para as pinturas brilhantes, e inferior a 0,75 kg/m2 para as pinturas baças (mates) e acetinadas: classificação M1; b) Revestidos com induto particular de acabamento ou com pintura espessa aplicado com um rendimento compreendido entre 0,5 e 1,5 kg/m2 : classificação M2; c) Revestidos com pinturas plásticas espessas, aplicadas com um rendimento compreendido entre 0,5 e 3,5 kg/m2 : classificação M2. III.2 - Suportes não isolantes classificados M1 ou M2: Revestidos com pintura aplicada (sem ter em conta a aplicação do primário e o tapamento dos poros) com um rendimento inferior a 0,35 kg/m2 para as pinturas brilhantes, e inferior a 0,50 kg/m2 para as pinturas baças (mates) e acetinadas: classificação M2. Nota: Quando o revestimento com pintura não estiver dentro dos limites indicados, o fabricante pode demonstrar que essa pintura não desclassifica os suportes através de um ensaio de classificação por reacção ao fogo, a realizar de acordo com as especificações do LNEC (E 365/90 a E 371/91). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 238 - PARTE 5 / Secção 51 ANEXO III Protecção contra as sobretensões de origem atmosférica na origem da instalação Rede de alimentação de baixa tensão Condições de influências externas AQ1 AQ2 Subterrânea (443.2.1) 0 0 Linha aérea e cabo subterrâneo com comprimento suficiente (443.2.2) 0 0 Linha aérea U ≤ Uc 0 (443.2.3) 0 (443.2.4 a)) Linha aérea U c < U ≤ UB 0 (443.2.3) R (443.2.4 b)) Linha aérea U > UB 0 (443.2.3) X (443.2.4 c)) U - Nível de sobretensões transitórias na origem da instalação; Uc- Nível de sobretensões transitórias dos circuitos de distribuição e finais (quadro 44C) UB- Nível de referência das sobretensões transitórias (quadro 44B) 0 - Não é obrigatória protecção suplementar, excepto se a instalação alimentar equipamentos particularmente sensíveis perto da origem da instalação; R - É recomendável uma protecção suplementar, excepto se os equipamentos da instalação suportarem tensões aos choques não inferiores ao valor apropriado indicado no quadro 44B; X - É obrigatória uma protecção suplementar, (por exemplo, descarregadores de sobretensões). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 239 - PARTE 5 / Secção 51 ANEXO IV Tensões nominais de alimentação Tensões nominais de alimentação (segundo a IEC 60038) (V) Redes trifásicas 120-240 Redes trifásicas em estrela Redes trifásicas em triângulo Redes monofásicas Redes monofásicas com ponto médio 115, 120, 127 110, 120 110-120 120-240 220 220-440 480 480-960 1 000 - Redes monofásicas com ponto médio - Tensões nominais utilizadas em todo o Mundo (V) 230/400 277/480 400/690 1 000 - - - 120/208 127/220(1) 127/220 220/380 230/400 240/415 260/440 227/480 347/600, 380/660 400/690, 417/720 480/830 - 220, 230, 240, 260, 277, 347, 380, 400, 415, 440, 480 347, 380, 400(2) 415, 440, 480(2) 500, 577, 600 600, 690, 720 830, 1 000 (1) - Utilizado nos Estados Unidos da América e no Canadá. (2) - Apenas para as alimentações em triângulo com uma fase à terra. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 240 - PARTE 5 / Secção 51 ANEXO V Selecção das medidas de protecção contra os choques eléctricos para os equipamentos instalados nos conjuntos de aparelhagem No quadro 47GR são indicadas as classes de isolamento contra os choques eléctricos admitidas para os equipamentos eléctricos instalados nos conjuntos de aparelhagem (quadros de distribuição, mesas de comando, canalizações pré-fabricadas, etc.). QUADRO 47GR Classes dos equipamentos colocados Classe do Natureza do conjunto invólucro no interior do invólucro sobre o invólucro Isolante I(1), II, III II, III 413.2.1.2 a 413.2.9 Metálico não ligado à terra I(2), II, III II, III 413.2.1.3 a 413.2.9 Metálico ligado à terra I, II, III I, II, III 558.4.2 II I Condições aplicáveis (1) - Não ligado à terra, excepto por razões funcionais (2) - Apenas se for separado das partes metálicas do invólucro por um isolamento suplementar e os equipamentos não forem ligados à terra Nas figuras 47GS a 47GU são indicados exemplos de aplicação destas situações, onde, por exemplo, um quadro de distribuição metálico da classe I ligado à terra pode ter uma parte da classe II desde que sejam verificadas as medidas indicadas no anexo I (Protecção por isolamento suplementar realizada durante a instalação). . DE - Disjuntor de entrada, não diferencial; DE DR - Dispositivo diferencial (no esquema TT); DP - Dispositivo de protecção contra as sobreintensidades (fusível ou disjuntor). DR Não é necessária qualquer medida especial, pois o quadro é de invólucro isolante DP Figura 47GS - Quadro de distribuição da classe II, com invólucro isolante ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 241 - PARTE 5 / Secção 51 DE - Disjuntor de entrada, não diferencial; DR - Dispositivo diferencial (no esquema TT); DE DP - Dispositivo de protecção contra as sobreintensidades (fusível ou disjuntor). O invólucro metálico não deve ser ligado à terra. DR Os equipamentos que não tenham duplo isolamento ou isolamento reforçado devem ser separados do invólucro metálico por um isolamento suplementar. DP Para a protecção das partes activas, devem ser respeitadas as medidas indicadas no Anexo I (secções B e C). Figura 47GT - Quadro de distribuição da classe II, com invólucro metálico. DE - Disjuntor de entrada, não diferencial; DR - Dispositivo diferencial (no esquema TT); DP - Dispositivo de protecção contra as sobreintensidades (fusível ou disjuntor). DE O invólucro metálico deve ser ligado à terra. Os equipamentos colocados acima da linha tracejada (parte situada a montante dos terminais de saída dos dispositivos DR) devem satisfazer a uma das condições seguintes: a) serem da classe II; b) serem dotados de isolamento suplementar durante a instalação; c) serem separados do invólucro metálico por um isolamento suplementar. DR DP Figura 47GU - Quadro de distribuição da classe I. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 242 - PARTE 5 / Secção 51 SELECÇÃO E INSTALAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS Secção 51 REGRAS COMUNS A TODOS OS EQUIPAMENTOS Secção 52 CANALIZAÇÕES Secção 53 APARELHAGEM (PROTECÇÃO, COMANDO E SECCIONAMENTO) Secção 54 LIGAÇÕES À TERRA E CONDUTORES DE PROTECÇÃO Secção 55 OUTROS EQUIPAMENTOS Secção 56 ALIMENTAÇÕES (PARA SERVIÇOS) DE SEGURANÇA Anexos ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 243 - PARTE 5 / Secção 51 ANEXOS Anexo I MARCAÇÃO DOS CONDUTORES DE PROTECÇÃO E DE LIGAÇÃO À TERRA NAS INSTALAÇÕES FIXAS Anexo IIA SÍMBOLOS UTILIZADOS NAS DESIGNAÇÕES DE CONDUTORES E CABOS, ISOLADOS, PARA INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS, SEGUNDO A NP 2361 Anexo IIB SÍMBOLOS UTILIZADOS NAS DESIGNAÇÕES DE CONDUTORES E CABOS, ISOLADOS, PARA INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS, SEGUNDO A NP 665 Anexo III CORRENTES ADMISSÍVEIS NOS CONDUTORES E NOS CABOS Anexo IV ELÉCTRODOS DE TERRA Anexo V LIGAÇÃO À TERRA DOS DESCARREGADORES DE SOBRETENSÃO DAS INSTALAÇÕES TELEFÓNICAS Anexo VI CONDUTORES DE PROTECÇÃO - MÉTODO PARA A DETERMINAÇÃO DO FACTOR K Anexo VII LIGAÇÕES À TERRA E CONDUTORES DE PROTECÇÃO Anexo VIII INSTALAÇÃO DE BATERIAS DE ACUMULADORES ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 244 - PARTE 5 / Secção 51 REGRAS COMUNS A TODOS OS EQUIPAMENTOS Secção 510 GENERALIDADES Secção 511 QUALIDADE DO EQUIPAMENTO UTILIZADO Secção 512 SELECÇÃO DOS EQUIPAMENTOS EM FUNÇÃO DAS CONDIÇÕES DE SERVIÇO E DAS INFLUÊNCIAS EXTERNAS Secção 513 ACESSIBILIDADE DOS EQUIPAMENTOS ELÉCTRICOS Secção 514 IDENTIFICAÇÃO E MARCAÇÃO Secção 515 INDEPENDÊNCIA DOS EQUIPAMENTOS ELÉCTRICOS ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 245 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE 5 SELECÇÃO E INSTALAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS 247 51 REGRAS COMUNS A TODOS OS EQUIPAMENTOS 247 [E] 510 Generalidades 247 [E] 511 Qualidade do equipamento utilizado 247 [E] 512 Selecção dos equipamentos em função das condições de serviço e das influências externas 247 [E] 512.1 Selecção dos equipamentos em função das condições de serviço 247 [E] 512.1.1 Tensão 247 [E] 512.1.2 Corrente 248 [E] 512.1.3 Frequência 249 [E] 512.1.4 Potência 249 512.1.5 Correntes de curto-circuito 249 [E] 512.1.6 Compatibilidade dos equipamentos 249 512.1.7 Tensão suportável ao choque estipulada 249 512.1.8 Outras características 250 [E] 512.2 Selecção e instalação dos equipamentos em função das influências externas 250 [E] 513 Acessibilidade dos equipamentos eléctricos 262 [E] 513.1 Generalidades 262 513.2 Controlo e substituição dos condutores e dos cabos 262 [E] 514 Identificação e marcação 262 [E] 514.1 Generalidades 262 [E] 514.2 Identificação e marcação das canalizações 263 [I] 514.3 Identificação dos condutores neutro e de protecção 263 [E] 514.4 Dispositivos de protecção 264 [E] 514.5 Esquemas 264 [E] 515 Independência dos equipamentos eléctricos 264 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 246 - PARTE 5 / Secção 51 5 SELECÇÃO E INSTALAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS A presente parte das Regras Técnicas destina-se, em complemento das restantes a indicar as regras a respeitar com vista a garantir a conformidade das instalações eléctricas com os princípios fundamentais enunciados na Parte 1. 51 REGRAS COMUNS A TODOS OS EQUIPAMENTOS [E] 510 Generalidades [E] 510.1 A selecção e a instalação dos equipamentos devem satisfazer às medidas de protecção para garantir a segurança, às regras inerentes ao funcionamento da instalação para a utilização prevista e às regras apropriadas às condições de influências exteriores previsíveis. [E] 510.2 Os equipamentos devem ser seleccionados e instalados de modo a satisfazerem às regras enunciadas na secção 51 e, sempre que lhes sejam aplicáveis, às das restantes secções das presentes Regras Técnicas. [E] 511 Qualidade do equipamento utilizado [E] 511.1 Os equipamentos utilizados nas instalações eléctricas devem estar em conformidade com as regras da arte no que respeita à segurança. 511.2 Considera-se que as condições de aplicação da regra indicada na secção 511.1, relativamente à segurança das pessoas, dos animais e dos bens, são verificadas se os equipamentos utilizados forem fabricados segundo as normas em vigor e forem seleccionados e instalados de acordo com as presentes Regras Técnicas. 511.3 Quando um determinado método de instalação não for descrito nas presentes Regras Técnicas, deve ser solicitado um estudo à Direcção Geral de Energia que emitirá, se necessário, um parecer sobre a aplicação desse método, por forma a que sejam verificadas as presentes Regras Técnicas. Igual procedimento deve ser utilizado para os equipamentos que, embora satisfazendo às Normas, possam ser utilizados em condições diferentes das previstas nas presentes Regras Técnicas. [E] 512 Selecção dos equipamentos em função das condições de serviço e das influências externas Os equipamentos eléctricos devem ser seleccionados em função de: a) condições de serviço (512.1); b) condições de influências externas (512.2). [E] 512.1 Selecção dos equipamentos em função das condições de serviço [E] 512.1.1 Tensão Os equipamentos devem ser adequados à tensão nominal (valor eficaz em corrente alternada) da instalação(1). Numa instalação em esquema IT com condutor neutro distribuído, os equipamentos ligados entre fase e neutro devem ter isolamento para a tensão entre fases. _______________________ ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 247 - PARTE 5 / Secção 51 (1) - Para certos equipamentos, pode ser necessário considerar a tensão mais elevada ou a mais baixa susceptíveis de ocorrerem em regime nominal. Nota: A tensão estipulada de um equipamento não deve ser inferior à tensão nominal da instalação. Para tal, é necessário distinguir se o funcionamento dos equipamentos depende ou não da tensão. - Equipamentos com funcionamento dependente da tensão. Para estes equipamentos, a tensão estipulada deve ser seleccionada em função da natureza dos equipamentos e das eventuais indicações fornecidas nas respectivas normas de fabrico, bem como das variações da tensão nominal da instalação. - Equipamentos com funcionamento não dependente da tensão. a) Condutores e cabos: Para os cabos, são definidas as três tensões de referência seguintes: Uo - tensão eficaz estipulada entre fase e terra, usada, em regra, como valor de base para os ensaios; U - tensão eficaz estipulada entre fases, usada, em regra, como valor de base para os ensaios (U = 3 × Uo ); Um - máxima tensão eficaz entre fases para a qual o cabo é concebido, isto é, o valor eficaz mais elevado da tensão que, em condições normais de exploração, este pode suportar, indefinidamente, em qualquer ponto da instalação. O conjunto destes três valores define a tensão estipulada do cabo: Uo/U (Um). Os valores das tensões estipuladas existentes são os seguintes: 100/100 V; 300/300 V, 300/500 V, 450/750 V, 600/1 000 V. Os cabos flexíveis de tensão estipulada 100/100 V ou 300/300 V apenas podem ser utilizados nas partes da instalação em que a tensão nominal não seja superior a 100 V ou a 300 V (em corrente alternada ou em corrente contínua), respectivamente. Os condutores e os cabos de tensão estipulada 300/500 V ou 450/750 V apenas podem ser utilizados em instalações de tensão nominal não superior a 500 V ou a 750 V (em corrente alternada ou em corrente contínua), respectivamente. Os condutores e os cabos de tensão estipulada 600/1 000 V podem ser utilizados em qualquer instalação de baixa tensão. b) Aparelhagem As normas relativas à aparelhagem prevêem os valores de tensão estipulada seguintes: - 130 V, 250 V e 440 V, para a aparelhagem destinada a instalações domésticas e análogas; - 250 V, 440 V, 660 V, 750 V e 1 000 V, para aparelhagem destinada a outros usos. Para alguns equipamentos, são especificadas várias tensões estipuladas, caracterizando cada uma um circuito específico, pelo que deve ser aplicada, separadamente, a cada circuito, a regra apropriada. Com excepção dos dispositivos de protecção, o restante equipamento para a tensão estipulada de 250 V é, em regra, admissível nas instalações de 230/400 V, qualquer que seja o seu esquema de ligações, dado que as tensões de ensaio dieléctrico, as linhas de fuga e as distâncias no ar entre partes activas e partes acessíveis, satisfazem às especificações dessas instalações. De referir que, no esquema IT, onde o corte ao primeiro defeito não é exigível, a instalação pode funcionar com uma fase à terra enquanto esse defeito não for eliminado. A aparelhagem a utilizar nesta situação deve apresentar um isolamento fase-massa adequada à tensão entre fases da instalação. Assim, se a aparelhagem para a tensão estipulada de 250 V não satisfizer a uma norma que especifique um nível de isolamento compatível com a utilização em esquema IT nas instalações de 230/400 V, cabe ao fabricante desse equipamento indicar a possibilidade de instalá-lo nessa situação. Devem, ainda, ser respeitadas as condições de corte indicadas na secção 533.3. [E] 512.1.2 Corrente ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 248 - PARTE 5 / Secção 51 Os equipamentos devem ser seleccionados em função da corrente de serviço (valor eficaz em corrente alternada) que os possa percorrer em serviço normal, bem como da corrente susceptível de os percorrer em condições anormais num tempo especificado pelas características de funcionamento dos dispositivos de protecção. Nota: Em regra, não é necessário considerar as sobreintensidades que possam aparecer, por exemplo, aquando da ligação de um aparelho de utilização, excepto se essas sobreintensidades forem frequentes e prolongadas, caso em que pode ser necessário recorrer a um equipamento de corrente estipulada superior à que resultaria da aplicação da regra. Nas secções 331.2, 331.3 e 331.4 são indicados elementos que permitem estimar a corrente de serviço. [E] 512.1.3 Frequência Se a frequência tiver influência nas características dos equipamentos, a frequência estipulada desta deve corresponder à frequência da corrente no circuito. [E] 512.1.4 Potência A selecção dos equipamentos em função das suas características de potência deve ser apropriada às condições normais de utilização, afectadas dos factores de utilização. 512.1.5 Correntes de curto-circuito Os equipamentos devem poder suportar, sem perigo, as solicitações resultantes das correntes de curto-circuito susceptíveis de os percorrerem. Nota: O valor da corrente de curto-circuito a considerar deve ter em conta a limitação de corrente imposta por eventuais dispositivos limitadores, o que pode ser conseguido quer por construção adequada dos equipamentos quer por incorporação de dispositivos de protecção. Em certos casos, em que a corrente de curto-circuito possa assumir valores elevados (por exemplo, na proximidade de transformadores de elevada potência), podem ser instalados dispositivos limitadores destinados a reduzir os efeitos das correntes de curto-circuito. [E] 512.1.6 Compatibilidade dos equipamentos Os equipamentos devem ser seleccionados por forma a não provocarem, quer em serviço normal quer por ocasião de manobras, perturbações aos outros equipamentos ou à rede de alimentação, excepto se forem tomadas as medidas apropriadas aquando da execução das instalações. Nota: Na secção 33 são indicadas as diferentes características de influência que podem provocar perturbações. 512.1.7 Tensão suportável ao choque estipulada Os equipamentos devem ser seleccionados por forma que a sua tensão suportável ao choque estipulada não seja inferior ao valor das sobretensões presumidas no local em que forem instalados. Nota: Na secção 443 são indicados os valores das sobretensões presumidas, sendo especificados no quadro 44 C, para os equipamentos definidos pela sua categoria de sobretensões, os níveis presumidos das sobretensões transitórias. Um equipamento que apresente uma tensão suportável ao choque estipulada inferior ao nível presumido das sobretensões pode ser utilizado desde que seja admissível que a coordenação de isolamento possa não ser garantida e que tenham sido avaliadas as eventuais consequências. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 249 - PARTE 5 / Secção 51 512.1.8 Outras características Para a definição das condições de alimentação dos equipamentos pode, eventualmente, ser necessário considerar certas características particulares destes equipamentos, tais como, o seu serviço, o seu factor de potência, etc. [E] 512.2 Selecção e instalação dos equipamentos em função das influências externas [E] 512.2.1 Os equipamentos eléctricos devem ser seleccionados e instalados em conformidade com as regras indicadas no quadro 51A, onde são referidas as características dos equipamentos em função das influências externas a que possam ficar submetidos e que estão indicadas na secção 32. Nota: Dado o grande número de influências externas que condicionam a selecção dos equipamentos, o quadro 51A encontra-se subdividido em vários quadros, referindo-se cada um deles a uma condição de influências externas (por exemplo, o quadro 51A(AA) aplica-se à selecção dos equipamentos em função da influência externa “temperatura ambiente” -“AA”). As características dos equipamentos são fixadas por um código IP e por um código IK ou pela conformidade com os ensaios. Nota: Os códigos IP e IK são os indicados, respectivamente, nas Normas NP EN 60529 e EN 50102. [E] 512.2.2 Quando um equipamento não possuir, por construção, as características correspondentes às exigidas pelas condições de influências externas do local, pode, contudo, ser utilizado desde que seja dotado, durante a execução da instalação, de uma protecção complementar apropriada, que não prejudique o seu funcionamento. [E] 512.2.3 Quando diferentes influências externas puderem existir simultaneamente, os seus efeitos podem ser independentes ou influenciarem-se mutuamente e os códigos IP e IK devem ser seleccionados em conformidade. [I] 512.2.4 A selecção das características dos equipamentos em função das influências externas é necessária não apenas para o seu correcto funcionamento mas também para garantir a fiabilidade das medidas de protecção para garantir a segurança em conformidade com as regras indicadas nas secções 41 a 46. As medidas de protecção garantidas pela construção dos equipamentos são válidas também para dadas condições de influências externas dado que os ensaios correspondentes, previstos pelas especificações dos equipamentos, forem efectuados nessas condições de influências externas(2). Nota: De referir que a eficácia de certas medidas de protecção contra os contactos indirectos pode ser anulada se o equipamento não possuir, por construção ou por instalação, as características correspondentes aos riscos do local em que for utilizado. É o caso, por exemplo, dos equipamentos da classe II (marcados com o duplo quadrado) em que não é necessário tomar, em relação a eles, outras medidas de protecção contra os contactos indirectos; no entanto, pode ser necessário que os equipamentos estejam protegidos contra os jactos de água (IPX5) se forem utilizados, por exemplo, num local lavável à agulheta. ________________________ (2) - No âmbito das presentes Regras Técnicas são consideradas, convencionalmente, como normais as classes de influências externas seguintes: Temperatura ambiente (AA) AA4 Humidade atmosférica (AB) AB4 Outras condições ambientais (AC a AR) XX1 de cada parâmetro Condições de utilização e de construção dos edifícios (B e C) XX1 para todos os parâmetros, excepto para BC, que deve ser BC2 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 250 - PARTE 5 / Secção 51 A expressão "Normal" indicada nos quadros 51A(…) significa que o equipamento deve satisfazer de um modo geral às Normas que lhe são aplicáveis. QUADRO 51A(AA) Características dos equipamentos em função da temperatura ambiente a que podem ficar submetidos [I] A - Condições ambientais (321) [I] AA - Temperatura ambiente (321.1) Código Classe das influências externas AA1 -60°C a + 5°C Equipamentos especialmente concebidos para o AA2 -40°C a + 5°C efeito ou para os quais, durante a instalação, foram AA3 -25°C a + 5°C tomadas as medidas adequadas AA4 - 5°C a +40°C Normais AA5 + 5°C a +40°C AA6 + 5°C a +60°C Equipamentos especialmente concebidos para o AA7 -25°C a +55°C efeito ou para os quais, durante a instalação, foram AA8 -50°C a +40°C tomadas as medidas adequadas Características dos equipamentos e sua instalação QUADRO 51A(AB) Características dos equipamentos em função das condições climáticas a que podem ficar submetidos [I] A - Condições ambientais (321) [I] AB- Condições climáticas (321.2) Código Classe das influências externas Características dos equipamentos e sua instalação AB1 Frígido Equipamentos especialmente concebidos para o AB2 Muito frio efeito ou para os quais, durante a instalação, foram AB3 Frio tomadas as medidas adequadas AB4 Temperado Normais AB5 Quente AB6 Muito quente Equipamentos especialmente concebidos para o AB7 Exterior abrigado efeito ou para os quais, durante a instalação, foram AB8 Exterior não protegido tomadas as medidas adequadas QUADRO 51A(AC) Características dos equipamentos em função da altitude a que podem ficar submetidos [I] A - Condições ambientais (321) [I] AC- Altitude (321.3) Código Classe das influências externas AC1 ≤ 2 000 m Características dos equipamentos e sua instalação Normais ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 251 - PARTE 5 / Secção 51 > 2 000 m AC2 Se necessário, utilizar equipamentos especiais Nota: Nas condições AC2, pode ser necessário tomar algumas precauções tais como a aplicação de factores de correcção. A partir de 1000 m de altitude e para certas categorias de equipamentos, pode ser necessário tomar medidas especiais. QUADRO 51A(AD) Características dos equipamentos em função da presença de água a que podem ficar submetidos [I] A - Condições ambientais (321) [I] AD - Presença de água (321.4) Código Classe das influências externas Características dos equipamentos e sua instalação AD1 Desprezável lPX0 AD2 Gotas de água IPX1 AD3 Chuva IPX3 AD4 Projecção de água IPX4 AD5 Jactos de água IPX5 AD6 Jactos de água fortes ou massas de água IPX6 AD7 Imersão temporária IPX7 AD8 Imersão prolongada IPX8 Nota: Os diferentes graus de protecção correspondem aos dos ensaios definidos na Norma NP EN 60 529. Nas instalações domésticas com as condições AD1 e AD2 pode ser utilizada a aparelhagem para instalações domésticas e análogas, construída de acordo com as respectivas normas. QUADRO 51A(AE) Características dos equipamentos em função da presença de corpos sólidos estranhos a que podem ficar submetidos [I] A - Condições ambientais (321) [I] AE- Presença de corpos sólidos estranhos Código Classe das influências externas Características dos equipamentos e sua instalação AE1 Desprezável IP0X(1) AE2 Objectos pequenos (≤ 2,5 mm) IP3X(1) AE3 Objectos muito pequenos (≤ 1 mm) IP4X(1) AE4 Poeiras ligeiras AE5 Poeiras médias AE6 Poeiras abundantes IP5X(2) ou IP6X(3) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 252 - PARTE 5 / Secção 51 (1) - veja-se a secção 412. (2) - se a penetração de poeiras não for prejudicial ao funcionamento do equipamento. (3) - se a penetração de poeiras for prejudicial ao funcionamento do equipamento, os diferentes graus de protecção correspondem aos dos ensaios definidos na Norma NP EN 60529. Nota: Este quadro foi adaptado em função do indicado na secção 321.5. Nota: Os diferentes graus de protecção correspondem aos dos ensaios definidos na Norma NP EN 60529. Nas condições AE1, não é necessário, em princípio, a protecção contra a penetração de corpos sólidos estranhos, sendo suficiente o código IP0X; contudo, do ponto de vista da protecção contra contactos directos, o código não deve ser inferior ao IP2X (veja-se 412.2), excepto se as condições de utilização forem BA4 ou BA5 (pessoas instruídas ou qualificadas). QUADRO 51A(AF) Características dos equipamentos em função da presença de substâncias corrosivas ou poluentes a que podem ficar submetidos [I] A - Condições ambientais (321) [I] AF - Presença de substâncias corrosivas ou poluentes (321.6) Código Classe das influências externas Características dos equipamentos e sua instalação AF1 Desprezável Normais AF2 Atmosférica De acordo com a natureza dos agentes (por exemplo, a conformidade ao ensaio em nevoeiro salino) AF3 Intermitente ou acidental Protecção contra a corrosão definida nas especificações dos equipamentos AF4 Permanente Equipamentos especialmente concebidos para o efeito, (de acordo com a natureza dos agentes) Nota: Nas condições AF2, a protecção depende da natureza dos agentes atmosféricos. Assim, nas regiões junto ao mar, o equipamento exposto deve satisfazer ao ensaio em nevoeiro salino definido na Norma (HD 323.2.11). Nas condições AF3, não é conveniente a utilização de invólucros em material ferroso não protegido ou em borracha natural, podendo usar-se, em regra, invólucros em material plástico. Nas condições AF4, a protecção pode ser garantida por pinturas especiais, por revestimentos ou por tratamentos de superfície apropriados ou ainda pela selecção do equipamento. QUADRO 51A(AG) Características dos equipamentos em função dos impactos a que podem ficar submetidos [I] A - Condições ambientais (321) [I] AG - Impactos (321.7.1) Código Classe das influências externas AG1 Fracos AG2 Médios AG3 Características dos equipamentos e sua instalação Fortes (em estudo) Nota: Este quadro foi adaptado em função do indicado na secção 321.7.1. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 253 - PARTE 5 / Secção 51 Nota: Quando for usado o código IK (protecção contra os impactos mecânicos externos) obtido de acordo com o EN 50102 (simbolizado por dois dígitos colocados seguidamente a IK) deve ser considerada a correspondência entre esses dígitos característicos e as classes AG, indicada no quadro seguinte: Classes AG AG1 AG2 AG3 Código IK IK02 IK07 IK08 a IK10(1) (1) - de acordo com a severidade dos impactos previsíveis Para as canalizações, veja-se a secção 52. Para a protecção das luminárias contra os impactos mecânicos externos, nas condições de influência AG1, podem ser utilizadas lâmpadas nuas sem protecção complementar. Porém, se as presentes Regras Técnicas impuserem um código IK mais elevado (condições de influência AG2 e AG3), é necessária a protecção contra os impactos mecânicos externos de todas as partes da luminária. Refira-se que esta protecção, garantida com a luminária instalada, pode ser garantida por construção ou por meio de protecção complementar apropriada (como, por exemplo, por encastramento, por colocação de uma grelha à frente do difusor ou por afastamento). QUADRO 51A(AH) Características dos equipamentos em função das vibrações a que podem ficar submetidos [I] A - Condições ambientais (321) [I] AH - Vibrações (321.7.2) Código Classe das influências externas AH1 Fracas AH2 Médias AH3 Fortes Características dos equipamentos e sua instalação (em estudo) Nota: Este quadro foi adaptado em função do indicado na secção 321.7.2. QUADRO 51A(AJ) Características dos equipamentos em função de outras acções mecânicas a que podem ficar submetidos [I] A - Condições ambientais (321) [I] AJ - Outras acções mecânicas (321.7.3) Código Classe das influências externas Características dos equipamentos e sua instalação AJ - (em estudo) QUADRO 51A(AK) Características dos equipamentos em função da presença de flora a que podem ficar submetidos [I] A - Condições ambientais (321) [I] AK - Presença de flora (321.8) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 254 - PARTE 5 / Secção 51 Código Classe das influências externas Características dos equipamentos e sua instalação AK1 Desprezável Normais AK2 Riscos Protecções especiais Nota: Nas condições AK2, a protecção depende da natureza da flora e da sua quantidade, podendo ser usadas protecções especiais, tais como: a) aumento dos códigos IP e IK (vejam-se os quadros relativos às condições AE e AG); b) utilização de equipamentos especiais ou de revestimentos que protejam os invólucros; c) utilização de medidas que evitem a presença da flora. QUADRO 51A(AL) Características dos equipamentos em função da presença de fauna a que podem ficar submetidos [I] A - Condições ambientais (321) [I] AL - Presença de fauna (321.9) Código Classe das influências externas Características dos equipamentos e sua instalação AL1 Desprezável Normais AL2 Riscos Protecções especiais Nota: Nas condições AL2 podem ser usadas protecções especiais, tais como: a) um código IP apropriado contra a penetração de corpos sólidos estranhos (veja-se o quadro relativo às condições AE); b) uma resistência mecânica suficiente (veja-se o quadro relativo às condições AG); c) precauções para evitar a presença de determinada fauna (tais como, limpeza, uso de pesticidas, etc.); d) utilização de medidas especiais ou de revestimentos que protejam os invólucros. QUADRO 51A(AM) Características dos equipamentos em função das influências electromagnéticas, electrostáticas ou ionizantes a que podem ficar submetidos [I] A - Condições ambientais (321) [I] AM - Influências electromagnéticas, electrostáticas ou ionizantes (321.10) Código Classe das influências externas AM1 Desprezáveis AM2 Correntes vagabundas AM3 Electromagnéticas AM4 Ionizantes AM5 Electrostáticas AM6 Características dos equipamentos e sua instalação Normais Indução Medidas de protecção apropriadas ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 255 - PARTE 5 / Secção 51 Nota: As medidas de protecção a tomar dependem da natureza das influências externas, indicando-se, seguidamente, para cada condição, as medidas mais usuais: a) condição AM2: isolamento reforçado; revestimentos protectores especiais; protecção catódica; ligação equipotencial suplementar. b) condições AM3 e AM4: afastamento das fontes de radiação; interposição de écrans; invólucros de materiais especiais. Nas condições AM4, os equipamentos que contenham substâncias radioactivas devem ser munidos de sinais de aviso apropriados, devendo ser tomadas as precauções indicadas pelo fabricante aquando da sua instalação e do seu armazenamento. c) condição AM5: duplo isolamento; ligação equipotencial suplementar; colocação em locais não condutores; Nas condições AM5, pode ser necessário prever, em certos casos de pavimentos antiestáticos, a colocação de uma grelha metálica no pavimento, por forma a que a resistência do pavimento, medida nas condições indicadas na secção 612.5, seja inferior a 25 MΩ. d) condição AM6: afastamento das fontes de corrente induzida; interposição de écrans. QUADRO 51A(AN) Características dos equipamentos em função das radiações solares a que podem ficar submetidos [I] A - Condições ambientais (321) [I] AN - Radiações solares (321.11) Código Classe das influências externas AN1 Fracas AN2 Médias AN3 Fortes Características dos equipamentos e sua instalação (em estudo) Nota: Este quadro foi adaptado em função do indicado na secção 321.11. Nota: Nas condições AN2 e AN3, a protecção pode ser garantida por medidas especiais, tais como: a) materiais resistentes às radiações ultravioletas; b) revestimentos de cor especial; c) interposição de écrans. QUADRO 51A(AP) Características dos equipamentos em função dos efeitos sísmicos a que podem ficar submetidos ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 256 - PARTE 5 / Secção 51 [I] A - Condições ambientais (321) [I] AP - Efeitos sísmicos (321.12) Código Classe das influências externas AP1 Desprezáveis AP2 Fracos AP3 Médios AP4 Características dos equipamentos e sua instalação Normais Fortes Medidas de protecção apropriadas QUADRO 51A(AQ) Características dos equipamentos em função das descargas atmosféricas a que podem ficar submetidos [I] A - Condições ambientais (321) [I] AQ - Descargas atmosféricas (321.13) Código Classe das influências externas Características dos equipamentos e sua instalação AQ1 Desprezáveis Normais AQ2 Exposição indirecta Medidas de protecção AQ3 Exposição directa apropriadas Nota: Nas condições AQ2 e AQ3, a protecção depende, essencialmente, das medidas de protecção contra as sobretensões adoptadas (indicadas na secção 44). Na concepção desta protecção devem ser seguidas as regras indicadas na Norma EN 61 024 - 1 e no "Guia Técnico de Pára-raios". QUADRO 51A(AR) Características dos equipamentos em função dos movimentos do ar a que podem ficar submetidos [I] A - Condições ambientais (321) [I] AR - Movimentos do ar (321.14) Código Classe das influências externas Características dos equipamentos e sua instalação AR - (em estudo) QUADRO 51A(AS) Características dos equipamentos em função do vento a que podem ficar submetidos [I] A - Condições ambientais (321) [I] AS - Vento (321.15) Código Classe das influências externas Características dos equipamentos e sua instalação AS - (em estudo) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 257 - PARTE 5 / Secção 51 Nota: A protecção contra os efeitos do vento é obtida por meio de uma fixação apropriada do equipamento em função dos esforços a que pode ficar submetido. Estas condições têm particular interesse nas linhas aéreas (veja-se 521.9.7). QUADRO 51A(BA) Características dos equipamentos em função da competência das pessoas que os podem utilizar [I] B - Utilizações (322) [I] BA - Competência das pessoas (322.1) Código Classe das influências externas Características dos equipamentos e sua instalação BA1 Comuns Normais BA2 Crianças Equipamentos com código IP não inferior IP3X; inacessibilidade dos equipamentos cujas temperaturas das superfícies acessíveis sejam superiores a 80°C BA3 Incapacitadas Inacessibilidade dos equipamentos cujas temperaturas das superfícies acessíveis sejam superiores a 80°C BA4 Instruídas Admissível equipamento não protegido BA5 Qualificadas contra os contactos directos Nota: Nas escolas pré-primárias, nas creches e nos jardins de infância, devem ser tomadas as medidas seguintes: a) os equipamentos de aquecimento não devem ser acessíveis directamente, se a sua superfície atingir temperaturas superiores a 60 °C, em regime normal; b) as tomadas, os interruptores e a restante aparelhagem instalada em locais acessíveis às crianças devem ser colocados a, pelo menos, 1,6 m do pavimento acabado. Nas condições BA4 e BA5, o equipamento pode não apresentar qualquer protecção específica, sendo a protecção garantida pelas regras de exploração, tendo em conta as condições indicadas na secção 481.2. QUADRO 51A(BB) Características dos equipamentos em função da resistência eléctrica do corpo das pessoas que os podem utilizar [I] B - Utilizações (322) [I] BB - Resistência eléctrica do corpo humano (322.2) Código BB1 Classe das influências externas Normal Características dos equipamentos e sua instalação Normais ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 258 - PARTE 5 / Secção 51 BB2 Baixa Medidas de protecção BB3 Muito Baixa apropriadas Nota: Nas condições BB2 e BB3, a protecção é garantida pelas regras indicadas na secção 481.3 e nas partes 7 e 8. QUADRO 51A(BC) Características dos equipamentos em função dos contactos das pessoas, que os possam utilizar, com o potencial da terra [I] B - Utilizações (322) [I] BC - Contactos das pessoas com o potencial da terra (322.3) Código Classe dos contactos Classes dos equipamentos de acordo com a IEC 60536 0 e 0I I II III BC1 Nulos A Y A A BC2 Reduzidos A A A A BC3 Frequentes X A A A BC4 Contínuos (em estudo) A - permitida a instalação de equipamentos (desta classe) X - proibida a instalação de equipamentos (desta classe) Y - permitida a instalação de equipamentos se estes forem utilizados como da classe 0 Nota: A utilização de equipamentos da classe III corresponde à medida de protecção por TRS (veja-se 441.1). As classes dos equipamentos são definidas na secção 237. Para as condições BC4, veja-se a secção 706. Quando as normas dos equipamentos estabelecerem uma classificação relativa à protecção contra os contactos indirectos, a aplicação das regras indicadas na secção 41 conduz às condições de utilização seguintes: a) Na secção 413.3 é permitida a utilização de equipamentos da classe 0 desde que, nas condições normais, as pessoas não possam tocar, simultaneamente, duas massas ou uma massa e um elemento condutor, se estes elementos, em caso de defeito do isolamento principal, forem susceptíveis de se encontrarem a potenciais diferentes. Estas condições são aplicáveis nos locais de pavimento e paredes isolantes, aos equipamentos eléctricos fixos suficientemente afastados de quaisquer elementos condutores (tais como, condutas de água ou de aquecimento central, estruturas metálicas de portas, etc.). Para os equipamentos móveis, o risco eventual depende da probabilidade de uma pessoa tocar, simultaneamente, um equipamento da classe 0 que tenha um defeito no isolamento e um elemento condutor ligado, efectivamente, ao potencial da terra. Os equipamentos da classe 0 apenas são permitidos nos locais privativos dos edifícios destinados à habitação, sendo proibidos em todos os outros locais. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 259 - PARTE 5 / Secção 51 Pelas limitações de utilização que os equipamentos da classe 0 apresentam, prevê-se que, futuramente, estes equipamentos venham a ser suprimidos da normalização internacional (actualmente grande número de normas internacionais relativas aos aparelhos electrodomésticos já não a contemplam). No entanto, a classe 0 tem sido mantida provisoriamente por razões de ordem prática, nas normas relativas às luminárias (veja-se a Norma EN 60 598-1). As tomadas para usos domésticos com contactos de terra não permitem a alimentação de equipamentos da classe 0 dotados de cabo flexível e ficha (apropriados à classe 0). b) Os equipamentos da classe I podem ser usados quando as condições de utilização impuserem que seja tomada uma medida de protecção contra contactos indirectos de acordo com as condições indicadas na secção 413.1. As partes metálicas acessíveis destes equipamentos são ligadas ao condutor de protecção da instalação por um dos meios seguintes: uma tomada com contactos de terra, para os equipamentos móveis dotados de cabo flexível e ficha; directamente ao seu ligador de massa, nos restantes equipamentos. A utilização de equipamentos móveis da classe I pode apresentar alguns perigos, tais como, a rotura acidental do condutor de protecção num cabo flexível (anulando-se assim a segurança conferida pela ligação à terra), ou o risco de contacto do condutor de protecção com um terminal activo (por exemplo, em caso de desaperto das ligações ou erro de montagem). Por outro lado, a presença do potencial da terra torna perigoso qualquer contacto com um condutor desnudado num cabo flexível deteriorado. c) Os equipamentos da classe II podem ser usados quando as condições de utilização impuserem uma medida de protecção contra contactos indirectos de acordo com o indicado na secção 413.2. As tomadas para usos domésticos de 10/16 A com contactos de terra não impedem a alimentação de equipamentos da classe II, dotados de cabo flexível e munidos de ficha moldada no próprio cabo e destinada, unicamente, à alimentação destes equipamentos. QUADRO 51A(BD) Características dos equipamentos em função da evacuação das pessoas, que os possam utilizar, em caso de emergência [I] B - Utilizações (322) [I] BD - Evacuação das pessoas em caso de emergência (322.4) Código Classe das influências externas Características dos equipamentos e sua instalação BD1 Normal Normais BD2 Longa Equipamentos constituídos por materiais que retardem a BD3 Atravancada propagação da chama e o desenvolvimento dos fumos e BD4 Longa e atravancada dos vapores tóxicos (estão em estudo regras detalhadas) Nota: Nas condições BD2 e BD4, a protecção é garantida pelas medidas indicadas na secção 482.1. Recomenda-se a utilização de equipamentos que não libertem fumos tóxicos ou opacos. QUADRO 51A(BE) Características dos equipamentos em função da natureza dos produtos tratados ou armazenados a que podem ficar submetidos [I] B - Utilizações (322) [I] BE - Natureza dos produtos tratados ou armazenados (322.5) Código Classe das influências externas Características dos equipamentos e sua instalação ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 260 - PARTE 5 / Secção 51 BE1 Riscos desprezáveis Normais BE2 Riscos de incêndio Equipamentos que retardem a propagação da chama; não podem propagar o fogo ao exterior em situações como, por exemplo, a de uma grande elevação da sua temperatura BE3 Riscos de explosão Os equipamentos devem satisfazer a um dos modos de protecção indicados para este efeito nas respectivas normas de fabrico BE4 Riscos de contaminação Medidas de protecção apropriadas Nota: Nas condições BE2, a protecção é garantida pelas medidas indicadas na secção 482.2. Nas condições BE3, quando o risco de explosão for devido à presença de gás ou de vapores inflamáveis, os modos de protecção para os equipamentos eléctricos, que podem ser usados isoladamente ou em conjunto, devem ser seleccionados de entre os seguintes: a) invólucro antideflagrante; b) sobrepressão interna; c) segurança aumentada "e"; d) substância pulverulenta; e) segurança intrínseca; f) encapsulamento. Quando o risco de explosão for devido à presença de poeiras inflamáveis, as condições de influências externas são as da classe AE3 (poeiras) e os equipamentos devem possuir um código não inferior ao IP5X ou ao IP6X. Estão em estudo regras especiais para as instalações em locais com risco de explosão. Nas condições BE4, pode ser necessário tomar medidas apropriadas, tais como, a protecção que impeça a queda de estilhaços de lâmpadas (ou de outros objectos frágeis) e a colocação de écrans contra radiações prejudiciais. QUADRO 51A(CA) Características dos equipamentos em função do tipo de materiais de construção em que se encontram instalados [I] - Construção dos edifícios (323) [I] CA - Materiais de construção (323.1) Código Classe das influências externas Características dos equipamentos e sua instalação CA1 Não combustíveis Normais CA2 Combustíveis Equipamentos que retardem a propagação da chama ou do incêndio; écrans incombustíveis entre os aparelhos de utilização e as superfícies de apoio Nota: Nas condições CA2, a protecção é garantida pelas regras indicadas na secção 482.3. QUADRO 51A(CB) Características dos equipamentos em função do tipo de estrutura dos edifícios em que se encontram instalados ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 261 - PARTE 5 / Secção 51 [I] - Construção dos edifícios (323) [I] CB - Estrutura dos edifícios (323.2) Código Classe das influências externas Características dos equipamentos e sua instalação CB1 Riscos desprezáveis Normais CB2 Propagação de incêndio Equipamentos que retardem a propagação do incêndio; barreiras corta-fogo CB3 Movimentos Juntas de dilatação ou de expansão nas canalizações eléctricas CB4 Flexíveis ou instáveis (em estudo) Nota: Nas condições CB2, a protecção é garantida pelas medidas indicadas na secção 482.4. Nas condições CB3 e CB4, a protecção é garantida pela selecção das canalizações (veja-se 522) e pelas condições de construção. [E] 513 Acessibilidade dos equipamentos eléctricos [E] 513.1 Generalidades Os equipamentos eléctricos, incluindo as canalizações, devem ser colocados de modo a facilitar a sua manobra, a sua inspecção, a sua manutenção e o acesso às suas ligações. Estas possibilidades não devem ser reduzidas, nomeadamente, pela montagem de aparelhos no interior de invólucros ou de compartimentos. 513.2 Controlo e substituição dos condutores e dos cabos Os condutores e os cabos devem ser colocados de modo a que se possa, em qualquer momento, controlar o seu isolamento e localizar os defeitos. As canalizações devem ser instaladas de modo a que se possam substituir os condutores deteriorados. Esta condição não é exigida para os condutores e cabos blindados com isolamento mineral nem para as canalizações enterradas. Nota: Esta última regra implica a interdição do encastramento directo dos condutores e cabos, com excepção dos blindados com isolamento mineral, nos elementos da construção (paredes, tectos, etc.), podendo, no entanto, aí serem colocados desde que o sejam em condutas ou em ocos da construção. [E] 514 Identificação e marcação [E] 514.1 Generalidades A aparelhagem deve possuir placas identificadoras ou outros meios apropriados de identificação que permitam reconhecer a sua finalidade, excepto se não houver possibilidade de confusão. Se o funcionamento de uma dada aparelhagem não puder ser observado pelo operador e daí puder resultar perigo, deve ser colocado um dispositivo de sinalização de modo visível ao operador e que satisfaça às Normas EN 60073 e EN 60447. Nota: Estas condições são obtidas, em regra, por construção ou por instalação. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 262 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 514.2 Identificação e marcação das canalizações As canalizações eléctricas devem ser estabelecidas ou marcadas de modo a permitir a sua identificação aquando das verificações, dos ensaios, das reparações ou das alterações da instalação. Nota: Na maior parte das situações, as diferentes canalizações eléctricas são suficientemente diferenciáveis umas das outras (quer pela sua natureza, quer pelas suas dimensões quer ainda pelo seu traçado), por forma a permitir a sua identificação. Quando coexistirem, no mesmo local, instalações diferentes ou quando for necessário identificar as fases ou a polaridade dos condutores, pode-se recorrer a marcações apropriadas. Enquanto não for definido, em norma própria, a identificação dos condutores de fase (quando não constituintes de uma cabo), recomenda-se que sejam adoptadas para o isolamento desses condutores as cores de preto, castanho e cinzento; recomeda-se, ainda, que numa mesma instalação, seja uttilizada uma só cor para a mesma fase. Quando a identificação for difícil, é conveniente estabelecer uma planta e colocar, a intervalos regulares, etiquetas que indiquem a utilização dos circuitos. No caso particular das canalizações enterradas, o seu traçado deve ser registado numa planta, por forma a que se possa conhecer a sua localização sem necessidade de recorrer a escavações. [I] 514.3 Identificação dos condutores neutro e de protecção [I] 514.3.1 Os condutores neutro e de protecção, quando forem separados, devem ser identificados de acordo com o indicado na Norma IEC 60446. [I] 514.3.2 Os condutores PEN, quando forem isolados, devem ser identificados pela coloração verde amarela em todo o seu comprimento, devendo também, nas extremidades, ser colocadas marcas de cor azul clara. Nota: Estas regras aplicam-se, basicamente, na selecção dos meios para marcar os condutores neutro e de protecção, tendo as cores destes condutores sido adaptadas por forma a não suscitar confusão com as cores utilizadas nalguns países para utilizações diferentes. Assim, no esquema TN-C: - o condutor neutro, sendo utilizado, também, como condutor de protecção (condutor PEN) deve ser identificado como condutor de protecção, isto é, pela dupla coloração verde-amarela; - se o condutor neutro e o condutor de protecção forem distintos, o condutor neutro (N) deve ser identificado pela cor azul-clara (ou, para os cabos com mais de cinco condutores, pelo algarismo 1), enquanto que o condutor de protecção (PE) o deve ser pela dupla coloração verde-amarela. Os diferentes condutores constituintes dos cabos, utilizados de acordo com as funções dos condutores do respectivo circuito, devem satisfazer às regras indicadas nesta secção. Esta regra pode não ser utilizada se, para uma dada secção, for necessário um cabo com condutor de protecção e esse cabo não existir no mercado, sendo admissível utilizar como condutor de protecção: o condutor azul-claro, se o circuito não incluir condutor neutro; um condutor de coloração igual à dos condutores de fase, se o circuito incluir condutor neutro. Para qualquer uma destras situações, este condutor deve ser marcado com anéis ou com marcas de dupla coloração verde-amarela, colocadas nas extremidades e em todo o percurso à vista do condutor. Além disso, se um mesmo cabo incluir dois condutores neutros (por exemplo, dois circuitos monofásicos servidos pelo mesmo cabo), é admissível marcar um condutor de coloração igual à dos condutores de fase com anéis ou com marcas de cor azul-clara. A regra da exclusividade dos meios de marcação impõe que os condutores identificados com uma das marcações indicadas seja, exclusivamente, utilizado para a função para a qual essa marcação foi prevista, devendo ser considerada de modo diferente consoante seja aplicada ao condutor de protecção ou ao condutor neutro: a) para o condutor de protecção, em virtude da função de segurança garantida por este condutor, os seus meios de marcação devem ser exclusivos, isto é, um condutor que seja identificado pela dupla coloração ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 263 - PARTE 5 / Secção 51 verde-amarela deve ser, exclusivamente, utilizado como condutor de protecção e nunca, em caso algum, utilizado para outros fins (veja-se também o Anexo I); b) para o condutor neutro, a sua identificação é meramente indicativa pois a utilização de um condutor marcado como condutor neutro para condutor de fase não apresenta graves inconvenientes, dado que estes condutores são todos activos e são-lhes aplicadas as mesmas medidas de protecção contra os contactos directos; assim, um condutor da cor azul-clara num circuito não significa que se trata de um condutor neutro, pois, se o circuito não necessitar deste condutor, pode ser utilizado como condutor de fase; no entanto, recomenda-se a sua identificação como condutor de fase através da coloração de anéis (com a cor adequada) ou de outros meios apropriados. c) dado que a marcação dos condutores não impede que se cometam erros, é necessário verificar, sempre, as fases ou a polaridade dos condutores antes de qualquer intervenção. [E] 514.4 Dispositivos de protecção Os dispositivos de protecção, que podem ser agrupados em quadros, devem ser colocados e marcados por forma a que, facilmente, se identifiquem os circuitos por eles protegidos. [E] 514.5 Esquemas Nota: Os esquemas e os seus eventuais documentos anexos devem incluir, para cada circuito da instalação, as indicações seguintes: a) tipo e secção dos condutores; b) comprimento do circuito; c) natureza e tipo do dispositivo de protecção; d) corrente estipulada ou de regulação do dispositivo de protecção; e) correntes presumidas de curto-circuito e poderes de corte dos dispositivos. Recomenda-se que todas as modificações da instalação sejam devidamente registadas. A localização de eventuais equipamentos não visíveis deve ser indicada nestes esquemas. [E] 514.5.1 Quando for necessário, devem ser feitos esquemas, diagramas ou tabelas satisfazendo ao indicado na Norma NP 2453, onde sejam indicados, nomeadamente: a) a natureza e a constituição dos circuitos (pontos de utilização a alimentar, número e secção dos condutores, natureza das canalizações); b) as características necessárias à identificação dos dispositivos que garantem as funções de protecção, de seccionamento e de comando e a sua localização. Para as instalações simples, estas informações podem ser indicadas sob a forma de listagem. [E] 514.5.2 Os símbolos utilizados nos esquemas devem satisfazer às Normas NP 1129, NP 1849, NP 1883, NP 1850, NP 1851 e NP 1852. [E] 515 Independência dos equipamentos eléctricos [I] 515.1 Os equipamentos devem ser seleccionados e instalados por forma a que não exerçam qualquer influência prejudicial para as instalações (eléctricas e não eléctricas). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 264 - PARTE 5 / Secção 51 Os equipamentos que não tenham face posterior não devem ser instalados sobre os elementos da construção do edifício, excepto se forem verificadas, simultaneamente, as condições seguintes: a) seja impedida a propagação de potenciais aos elementos da construção; b) seja previsto, entre o equipamento e os elementos da construção, quando combustíveis, uma separação contra o fogo. Se os elementos da construção não forem metálicos ou combustíveis, não são necessárias quaisquer condições adicionais para a instalação. Caso o sejam, as condições indicadas nas alíneas anteriores, podem ser verificadas por meio de uma das medidas seguintes: ligação da superfície de montagem ao condutor de protecção (PE) ou ao condutor de equipotencialidade da instalação (veja-se 413.1.6 e 547.1.2), no caso de essa superfície ser metálica; utilização de um separador de material isolante da categoria de inflamabilidade FH1 (segundo a Norma HD 441) entre o equipamento e a sua superfície de montagem, no caso de esta superfície ser combustível. [E] 515.2 Quando os equipamentos, percorridos por correntes de natureza diferente ou alimentados a tensão diferentes, estiverem agrupados num mesmo conjunto (quadro, armário, mesa de comando, aparelho de manobra, etc.), devem ser, efectivamente, separados todos os equipamentos pertencentes ao mesmo género de corrente ou à mesma tensão, por forma a evitar, tanto quanto possível, as influências mútuas prejudiciais. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 265 - PARTE 5 / Secção 51 CANALIZAÇÕES Secção 520 GENERALIDADES Secção 521 TIPOS DE CANALIZAÇÕES Secção 522 SELECÇÃO E INSTALAÇÃO EM FUNÇÃO DAS INFLUÊNCIAS EXTERNAS Secção 523 CORRENTES ADMISSÍVEIS Secção 524 SECÇÃO DOS CONDUTORES Secção 525 QUEDAS DE TENSÃO Secção 526 LIGAÇÕES Secção 527 SELECÇÃO E INSTALAÇÃO COM VISTA A LIMITAR A PROPAGAÇÃO DO FOGO Secção 528 VIZINHANÇA COM OUTRAS CANALIZAÇÕES Secção 529 SELECÇÃO E INSTALAÇÃO EM FUNÇÃO DA MANUTENÇÃO (INCLUINDO A LIMPEZA) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 266 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE [I] 52 CANALIZAÇÕES 269 [I] 520 Generalidades 269 [I] 521 Tipos de canalizações 269 [I] 522 Selecção e instalação em função das influências externas 282 [I] 522.1 Temperatura ambiente (AA) (veja-se 321.1) 282 [I] 522.2 Fontes externas de calor 282 [I] 522.3 Presença da água (AD) (veja-se 321.4) 283 [I] 522.4. Presença de corpos sólidos (AE) (veja-se 321.5) 283 [I] 522.5 Presença de substâncias corrosivas ou poluentes (AF) (veja-se 321.6) 283 [I] 522.6 Impactos (AG) (veja-se 321.7) 284 [I] 522.7 Vibrações (AH) (veja-se 321.7.2) 284 [I] 522.8 Outras solicitações mecânicas (AJ) (veja-se 321.7.3) 284 [I] 522.9 Presença de flora ou de bolores (AK) (veja-se 321.8) 285 [I] 522.10 Presença de fauna (AL) (veja-se 321.9) 285 [I] 522.11 Radiação solar (AN) (veja-se 321.11) 285 [I] 522.12 Efeitos sísmicos (AP) (veja-se 321.12) 286 [I] 522.13 Movimentos do ar (AR) (veja-se 321.14) 286 [I] 522.14 Estrutura dos edifícios (CB) (veja-se 323.2) 286 [E] 523 Correntes admissíveis 289 [E] 523.0 Generalidades 289 [E] 523.1 Regras gerais 289 [E] 523.2 Temperatura ambiente 290 [E] 523.3 (disponível) 290 [E] 523 4 (disponível) 290 [E] 523.5 Número de condutores carregados num circuito 290 [E] 523.6. Condutores em paralelo 291 [E] 523.7 Variações das condições de instalação num dado percurso 291 [I] 524 Secção dos condutores 291 293 525 Quedas de tensão ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 267 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 526 Ligações 294 [I] 527 Selecção e instalação com vista a limitar a propagação do fogo 295 [I] 527.1 Precauções no interior de compartimentos fechados 295 [I] 527.2 Barreiras corta-fogo 296 [I] 527.3 Influências externas 297 [I] 527.4 Condições de instalação 297 [I] 527.5 Verificação e ensaios 297 [I] 528 Vizinhança com outras canalizações 298 [I] 528.1 Vizinhança com canalizações eléctricas 298 [I] 528.2 Vizinhança com canalizações não eléctricas 298 [I] 529 Selecção e instalação em função da manutenção (incluindo a limpeza) 299 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 268 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 52 CANALIZAÇÕES [I] 520 Generalidades Nota: Na numeração dos quadros da secção 52 não foi seguida a ordem alfabética por equivalência com os quadros homólogos existentes nas Normas CENELEC e IEC. A designação dos condutores isolados e dos cabos é a que consta do HD 361 e da NP 665 e que se encontra resumida no Anexo II. A designação dos tubos (condutas circulares) é a que consta da Norma NP 1070. [I] 520.1 Na selecção e na instalação das canalizações deve ter-se em conta os princípios fundamentais enunciados na secção 13, no que respeita aos condutores e aos cabos, às suas ligações, às suas extremidades, às suas fixações e aos seus invólucros ou aos métodos de protecção contra as influências externas(1). [I] 521 Tipos de canalizações [I] 521.1 No quadro 52F são indicados os modos de instalação das canalizações em função do tipo de condutor ou de cabo, devendo as influências externas estar adequadas às regras das Normas aplicáveis a esses condutores ou cabos. QUADRO 52F Selecção das canalizações Sem fixação Fixação directa Condutas circulares (tubos) Calhas Condutas não circulares Caminhos de cabos, escadas e consolas Sobre isoladores Cabos auto-suportados Modos de instalação Condutores nus - - - - - - + - Condutores isolados - - + + + - + - Cabos multicondutores(1) + + + + + + 0 + Cabos monocondutores(1) 0 + + + + + 0 + Condutores e cabos - - Interdito + - Permitido 0 - Não aplicável ou não utilizado na prática (1) - incluindo os cabos armados e os cabos com isolamento mineral ____________________________ (1) - Em geral, estas regras aplicam-se, também, aos condutores de protecção, embora na secção 54 se indiquem outras regras aplicáveis a estes condutores. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 269 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 521.2 No quadro 52G são indicados os modos de instalação das canalizações em função da sua situação particular. QUADRO 52G Instalação das canalizações Sem fixação Fixação directa Condutas circulares (tubos) Calhas Condutas não circulares Caminhos de cabos, escadas e consolas Sobre isoladores Cabos auto-suportados Modos de instalação 21,25, 73,74 0 22,73, 74 - 23 12,13,14, 15,16 - - 43 43 41,42 31,32 4,24 12,13,14, 15,16 - - Enterradas 62,63 0 61 - 61 0 - - Embebidas 52,53 51 1,2,5 33 24 0 - - À vista - 11 3 31,32, 71,72 4 12,13,14, 15,16 18 - Linhas aéreas - - 0 34 - 12,13,14, 15,16 18 17 81 81 0 0 0 - - Situação Ocos de construção Caleiras Imersas - - - Interdito 0 - Não aplicável ou não utilizado na prática A indicação de um (ou de vários) número(s) corresponde ao da referência do modo de instalação caracterizado no quadro 52H [I] 521.3 No quadro 52H são indicados exemplos de modos de instalação de canalizações(2). Nota: As figuras indicadas no quadro 51H destinam-se a exemplificar o modo de instalação e não a representá-lo de uma forma real. _________________________ ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 270 - PARTE 5 / Secção 51 (2) - Podem ser utilizados outros tipos de canalizações não indicados nesta secção, desde que sejam cumpridas as regras gerais indicadas na presente parte das Regras Técnicas. Quadro 52H Exemplos de modos de instalação Exemplo Designação Refª Método de refª(1) 1 2 3 4 1 A 2 A2 3 B Cabos mono ou multicondutores em condutas circulares (tubos) montadas à vista 3A (em estudo) Condutores isolados em condutas não circulares montadas à vista 4 B2 4A (em estudo) 5 B 5A (em estudo) Condutores isolados em condutas circulares (tubos) embebidas em elementos da construção, termicamente isolantes Cabos multicondutores em condutas circulares (tubos) embebidas em elementos da construção, termicamente isolantes Condutores isolados em condutas circulares (tubos) montadas à vista Cabos mono ou multicondutores em condutas não circulares montadas à vista Condutores isolados em condutas circulares (tubos) embebidas nos elementos da construção, em alvenaria Cabos mono ou multicondutores em condutas circulares (tubos) embebidas nos elementos da construção, em alvenaria ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 271 - PARTE 5 / Secção 51 (continua) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 272 - PARTE 5 / Secção 51 Quadro 52H Exemplos de modos de instalação (continuação) Exemplo Designação Refª Método de refª(1) 1 2 3 4 Cabos mono ou multicondutores (com ou sem armadura) fixados às paredes 11 C Cabos mono ou multicondutores (com ou sem armadura) fixados aos tectos 11A C [3] Cabos mono ou multicondutores (com ou sem armadura) em caminhos de cabos não perfurados 12 C [2](3) Cabos mono ou multicondutores (com ou sem armadura) em caminhos de cabos perfurados 13 E ou F [4](3) 14 E ou F [4] ou [5](2)(3) G 15 E ou F [4] ou [5](2)(3) G 16 E ou F [4] ou [5](2)(3) G 17 E ou G Cabos mono ou multicondutores (com ou sem armadura) em consolas Cabos mono ou multicondutores (com ou sem armadura) fixados por braçadeiras e afastados dos elementos da construção Cabos mono ou multicondutores (com ou sem armadura) em escadas (para cabos) Cabos mono ou multicondutores autosuportados ou suspensos por fiadores (continua) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 273 - PARTE 5 / Secção 51 Quadro 52H Exemplos de modos de instalação (continuação) Exemplo Designação Refª Método de refª(1) 1 2 3 4 18 G 21 B2 para: 1,5De≤V<5De B para: 5De≤V<50De Condutores nus ou isolados assentes sobre isoladores Cabos mono ou multicondutores em ocos da construção (4) Condutores isolados em condutas circulares (tubos) em ocos da construção 22 B2 para: 1,5De≤V<20De B para: 20De≤V<50De (4) Cabos mono ou multicondutores em condutas circulares (tubos) em ocos da construção Condutores isolados em condutas não circulares em ocos da construção 22A (em estudo) 23 B2 para: 1,5De≤V<20De B para: 20De≤V<50De (4) Cabos mono ou multicondutores em condutas não circulares em ocos da construção Condutores isolados em condutas não circulares embebidas durante a construção do edifício 23A 24 (em estudo) B2 para: 1,5De≤V<5De B para: 5De≤V<50De (4) Cabos mono ou multicondutores em condutas não circulares embebidas durante a construção do edifício 24A (em estudo) (continua) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 274 - PARTE 5 / Secção 51 Quadro 52H Exemplos de modos de instalação (continuação) Exemplo Designação Refª Método de refª(1) 1 2 3 4 25 B2 para: 1,5De≤V<5De B para: 5De≤V<50De Cabos mono ou multicondutores em tectos falsos ou suspensos (4) Condutores isolados ou cabos mono ou multicondutores em calhas fixadas a elementos da construção em percursos horizontais Condutores isolados ou cabos mono ou multicondutores em calhas fixadas a elementos da construção em percursos verticais Condutores isolados em calhas embebidas nos pavimentos e nas paredes Cabos mono ou multicondutores em calhas embebidas nos pavimentos e nas paredes Condutores isolados em calhas suspensas Cabos mono ou multicondutores em calhas suspensas Condutores isolados em condutas circulares (tubos) ou cabos multicondutores em caleiras fechadas, em percursos horizontais ou verticais 31 B(5)(8) 32 B(5)(8) 33 B(5) 33A B2 34 B(5) 34A B2 41 B2 para: 1,5De≤V<20De B para: 20De≤V<50De (4) (continua) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 275 - PARTE 5 / Secção 51 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 276 - PARTE 5 / Secção 51 Quadro 52H Exemplos de modos de instalação (continuação) Exemplo Designação Refª Método de refª(1) 1 2 3 4 42 B(6)(8) 43 B(6) 51 A 52 C 53 C 61 D(7) 62 D(7) Condutores isolados em condutas circulares (tubos) em caleiras ventiladas Cabos mono ou multicondutores em caleiras abertas ou ventiladas Cabos multicondutores embebidos directamente em elementos da construção, termicamente isolantes Cabos mono ou multicondutores embebidos directamente em elementos da construção, sem protecção mecânica complementar Cabos mono ou multicondutores embebidos directamente em elementos da construção, com protecção mecânica complementar Cabos mono ou multicondutores, em condutas enterradas Cabos mono ou multicondutores enterrados, sem protecção mecânica complementar (continua) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 277 - PARTE 5 / Secção 51 Quadro 52H Exemplos de modos de instalação (continuação) Exemplo Designação Refª Método de refª(1) 1 2 3 4 63 D(7) 71 A(9) 72 B(8) Condutores isolados em condutas circulares (tubos) ou cabos mono ou multicondutores, protegidos pelos aros das portas 73 A(9) Condutores isolados em condutas circulares (tubos) ou cabos mono ou multicondutores, protegidos pelos aros das janelas 74 A(9) Cabos mono ou multicondutores enterrados, com protecção mecânica complementar Condutores isolados em calhas de rodapé Condutores isolados ou cabos mono ou multicondutores em calhas de rodapé dotadas de separadores (* - compartimento para cabos de comunicações e de transmissão de dados) Nota: O algarismo indicado dentro de [ ] corresponde ao da referência do quadro 52E1 (factores de correcção). V - é a menor dimensão ou o diâmetro do oco ou a dimensão vertical do bloco alvéolar do oco do pavimento ou do tecto. De - é o diâmetro exterior dos cabos multicondutores ou o diâmetro equivalente dos cabos monocondutores ou o diâmetro exterior da conduta ou do bloco alvéolar; quando os cabos monocondutores forem colocados em triângulo De = 2,2d e quando forem colocados em linha De=3d (d - é o diâmetro exterior de um cabo monocondutor); (1) - Veja-se o Anexo III. (2) - Para certas aplicações, pode ser mais adequado utilizar factores de correcção específicos, como por exemplo, os indicados nos quadro 52E4 e 52E5. (3) - Os valores das correntes admissíveis podem também ser usados para os percursos verticais; quando as condições de ventilação forem limitadas a temperatura na parte superior do percurso vertical pode tornar-se muito elevada. (4) - Para V>50De devem ser usados os métodos de referência C, E ou F. (5) - Os valores das correntes admissíveis indicados para o método de referência B são válidos para um único circuito; quando se utilizar mais do que um circuito, devem ser aplicados os factores de correcção indicados no quadro 52E1, mesmo se houver divisórias ou separadores. (6) - Recomenda-se limitar a utilização destes modos de instalação aos locais acessíveis apenas a pessoas autorizadas. (7) - Em estudo; provisoriamente aplica-se o método D do Anexo III. (8) - Para os cabos multicondutores utilizar o método de referência B2. (9) - Quando a construção destas calhas for termicamente equivalente às utilizadas nos métodos de instalação 31 e 32, podem ser usados os métodos de referência B e B2 (veja-se a nota 7). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 278 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 521.4 As canalizações pré-fabricadas devem satisfazer à Norma EN 60439-2 e devem ser instaladas de acordo com as instruções do seu fabricante. Nessa instalação devem ser observadas as regras indicadas nas secções 522 (com excepção das secções 522.1.1, 522.3.3, 522.8.1.6, 522.8.1.7 e 522.8.1.8), 525, 526, 527 e 528. [I] 521.5 Os condutores dos circuitos em corrente alternada colocados dentro de invólucros em material ferromagnético devem ser instalados por forma a que todos os condutores de cada circuito se encontrem dentro do mesmo invólucro(3). Nota: Para evitar o aquecimento nas braçadeiras recomenda-se que estas sejam em material não magnético ou, quando forem em material ferromagnético, as braçadeiras não devem constituir um circuito fechado (espira). Recorde-se que, nos esquemas IT e TN, o condutor de protecção deve ser instalado no mesmo invólucro que os condutores activos, para evitar que o aumento da impedância da malha de defeito impeça o cumprimento das condições de protecção, situação essa que é semelhante à que ocorre quando não se cumprirem as condições indicadas nesta secção. Esta condição aplica-se, nomeadamente, aos casos de condutas metálicas e aos cabos com bainha metálica. [I] 521.6 Numa conduta ou numa calha pode ser instalado mais do que um circuito desde que todos os condutores sejam isolados para a tensão nominal mais elevada dos circuitos em causa. Nota: Numa conduta ou num compartimento de uma calha apenas devem, em regra, existir condutores de um único e mesmo circuito (esta condição não se aplica aos circuitos de telecomunicação, de transmissão de imagens e do som, de sinais ou outros de serviços análogos). Quando se pretender colocar mais do que um circuito numa mesma conduta ou num mesmo compartimento de uma calha, recomenda-se que, para esses circuitos, se verifiquem, simultaneamente, as condições seguintes: a) todos os condutores estejam isolados para a mesma tensão estipulada; b) todos os circuitos tenham, a montante, um mesmo aparelho geral de comando e de protecção; c) os condutores de fase tenham a mesma secção ou quando de secções diferentes não difiram de mais do que três valores normalizados sucessivos (por exemplo, é admissível que condutores de fase de secções de 4, 6 e 10 mm² estejam numa mesma conduta ou num mesmo compartimento de uma calha); d) cada circuito esteja protegido, separadamente, contra as sobreintensidades (veja-se 43). É admissível colocar numa mesma conduta ou num mesmo compartimento de uma calha, os circuitos diferentes que alimentem um mesmo equipamento eléctrico desde que todos esses condutores sejam isolados para a tensão nominal mais elevada desses circuitos, recomendando-se que cada circuito seja protegido separadamente contra as sobreintensidades (são exemplos destes casos os circuitos de alimentação, de telecomando, de sinalização, de controlo e de medida de um equipamento - por exemplo um motor - comandado à distância). Recomenda-se que estas condições sejam também aplicadas aos cabos multicondutores com mais do que um circuito. 521.7 A protecção contra as influências externas conferida pelo modo de instalação deve ser garantida, de forma continua, em todo o percurso da canalização, nomeadamente, nos ângulos e junto às entradas nos aparelhos. As descontinuidades devem garantir, se necessário, a estanquidade (por exemplo, por meio de bucins). Nota: Na secção 522 são indicadas as condições de protecção contra as influências externas. Quando as canalizações possuírem bainha ou invólucro que lhe confira um determinado código IP, o bucin deve ser apertado sobre essa bainha ou sobre esse invólucro. Os bucins, os obturadores, os passa-fios e outros elementos equivalentes, devem garantir a estanquidade sobre uma bainha ou sobre um invólucro e nunca sobre o isolamento dos condutores. No caso de cabos dotados de armadura (em fitas ou fios de aço ou de _________________________ ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 279 - PARTE 5 / Secção 51 (3) - Se não for cumprida esta regra, podem surgir sobreaquecimentos e quedas de tensão excessivos, devidos a fenómenos de indução. tranças metálicas), os bucins devem apertar sobre a bainha exterior dos cabos e nunca directamente sobre a armadura. Quando a bainha de estanquidade dos cabos estiver sob a armadura esta deve ser cuidadosamente cortada antes da entrada nos bucins e rematada por dispositivos apropriados (braçadeiras, soldadura, etc.) resistentes às solicitações quer internas quer externas. 521.8 Nos atravessamentos dos elementos da construção, as canalizações que possuam condutas com código IK inferior a IK07 devem ser dotadas de uma protecção mecânica suplementar (travessia). Nota: Devem tomar-se precauções especiais nos casos de atravessamentos de paredes que separem locais susceptíveis de apresentarem diferenças importantes de grau de humidificação. No caso de se usarem condutas não obturadas, estas devem ser inclinados para o local mais húmido e dispostas por forma a que os condutores sejam livremente ventilados. 521.9 Nas secções 521.9.1 a 521.9.8 são indicadas regras particulares a aplicar aos diferentes modos de instalação. 521.9.1 As condutas que sejam propagadoras das chamas (reconhecíveis pela coloração alaranjada) não podem ser instaladas à vista. 521.9.2 Nas instalações embebidas, as condutas de código IK não superior a IK07 só podem ser instaladas antes da execução dos elementos da construção se não ficarem sujeitas a acções mecânicas importantes durante os trabalhos de construção. As condutas de código IK superior a IK07 podem ser instaladas antes ou depois da execução dos elementos da construção. Nas instalações embebidas, as condutas que sejam propagadoras das chamas (reconhecíveis pela coloração alaranjada) devem ficar completamente envolvidas em materiais incombustíveis. Nota: Os tubos do tipo VD, são IK07, os tubos dos tipos VRFE, VRM, ERE e ERM são IK08 e os tubos metálicos são IK10. São exemplos de condutas propagadoras das chamas as fabricadas em polietileno. 521.9.3 As ranhuras dos rodapés em madeira devem ter dimensões suficientes para que os condutores se possam alojar livremente no seu interior. Nos rodapés em madeira, só deve ser instalado um condutor por ranhura, excepto se os diversos condutores pertencerem a um mesmo circuito. A parte inferior das calhas (incluindo os rodapés) deve ficar a, pelo menos, 10 cm acima do pavimento acabado. 521.9.4 Nas calhas em que as tampas sejam desmontáveis sem auxílio de ferramentas, não são permitidas ligações excepto se as calhas possuírem dispositivos de protecção suplementar. 521.9.5 Nos ocos da construção, as canalizações devem ser constituídas por cabos mono ou multicondutores ou por condutores isolados protegidos por condutas, os quais devem poder ser colocados ou retirados sem necessidade de intervenção sobre quaisquer elementos da construção do edifício. Os condutores, os cabos e as condutas que sejam colocados directamente nos ocos da construção devem ser não propagadores das chamas. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 280 - PARTE 5 / Secção 51 As dimensões dos ocos da construção devem ser tais que as condutas possam penetrar livremente no seu interior. No caso de serem usados cabos (mono ou multicondutores), estes podem ser colocados directamente nos espaços ocos, isto é, sem condutas, se a menor dimensão transversal desse espaço for não inferior a 20 mm em todo o seu comprimento. Além disso, a secção ocupada pelos cabos (incluindo quaisquer elementos de protecção), não deve ser superior a 1/4 da secção do oco da construção. Nota: Não são considerados como sendo ocos de construção os ductos, as galerias ou as caleiras. Os tectos suspensos (tectos falsos) não são espaços ocos se forem desmontáveis, pelo que as condições de instalação das canalizações que lhes são aplicáveis são as próprias para as montagens à vista, não devendo, ainda, as canalizações serem suportadas ou fixadas aos painéis desmontáveis. 521.9.6 Nas canalizações enterradas, apenas podem ser utilizados cabos que satisfaçam a uma das condições seguintes: a) cabos dotados de armadura em aço e de uma bainha estanque colocada sob essa armadura (que podem ser instalados directamente no solo); b) cabos sem armadura mas dotados de uma bainha de espessura adequada (que podem ser instalados directamente no solo, desde que seja colocada uma protecção mecânica independente contra os impactos mecânicos resultantes de ferramentas metálicas portáteis - código IK não inferior a IK08); c) outros cabos (que devem ser protegidos por condutas ou por outros dispositivos equivalentes contra impactos mecânicos - código IK não inferior a IK08). Nas canalizações enterradas, os cabos devem ser protegidos contra as deteriorações causados pelos abatimentos do terreno, contra o contacto de corpos duros, contra os impactos provocados pelas ferramentas portáteis em valas, assim como contra as acções químicas provocadas pelo terreno. Para fazer face aos efeitos dos abatimentos do terreno, os cabos devem ser enterrados em terreno normal a, pelo menos, 60 cm da superfície do solo. Esta distância deve ser aumentada para, pelo menos, 1 m nas travessias de vias acessíveis a veículos automóveis e numa extensão de 50 cm para cada lado dessas vias. Estas profundidades podem ser diminuídas no caso de terrenos rochosos ou quando forem tomadas medidas para evitar que os cabos suportem directamente o peso do terreno, como por exemplo, protegendo-os por meio de condutas de código IK não inferior a IK08. A distância mínima entre duas canalizações enterradas que se cruzem deve ser, em regra, de 20 cm. Igual distância deve ser respeitada entre os pontos mais próximos (paralelismo ou cruzamento) das canalizações eléctricas e das condutas de água, de gás, de hidrocarbonetos, de ar comprimido ou de vapor, quando enterradas. Esta distância pode ser reduzida desde que as canalizações sejam separadas por meio de dispositivos de protecção com segurança equivalente. As canalizações enterradas devem ser sinalizadas por meio de um dispositivo não degradável, colocado a, pelo menos, 10 cm acima destas. Nota: As canalizações enterradas na via pública ou que a atravessem devem satisfazer às condições estabelecidas no Regulamento de Segurança de Redes de Distribuição de Energia Eléctrica em Baixa Tensão, aprovado pelo Decreto-Regulamentar n.º 90/84 de 26 de Dezembro. Os cabos que podem ser instalados directamente no solo são, por exemplo, os do tipo VAV (0,6/1 kV). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 281 - PARTE 5 / Secção 51 Os cabos que necessitam de uma protecção contra as ferramentas metálicas portáteis são, por exemplo, os do tipo VV (0,6/1 kV) Os restantes cabos (indicados na alínea c), podem ser usados nas condições de influências externas AD5. Recomenda-se que o dispositivo de sinalização das canalizações enterradas seja constituído por uma rede em plástico de cor vermelha. Esse dispositivo é dispensável no caso de cabos dotados de uma protecção mecânica independente ou protegidos por meio de condutas ou de travessias. Quando os cabos enterrados forem protegidos por condutas, a capacidade de transporte desses cabos fica reduzida, pelo que se devem usar os factores de correcção adequados 521.9.7 Os invólucros das canalizações pré-fabricadas devem garantir uma protecção contra os contactos directos em serviço normal e ter um código IP não inferior a IP2X. Quando for necessário abrir esse invólucro, deve ser respeitada uma das condições indicadas na secção 412.2.4. 521.9.8 As regras indicadas nesta secção aplicam-se às linhas aéreas exteriores estabelecidas em condutores nus, às de condutores dotados de um isolamento resistente às intempéries ou às em condutores isolados em feixe (torçadas) e montadas em postes de madeira, em poste de betão armado, em postes de ferro ou em postaletes metálicos. Estas regras não se aplicam às cercas electrificadas. Os locais com riscos de explosão (BE3) não devem ser alimentados por meio de linhas aéreas. A alimentação desses locais deve ser feita por meio de canalizações enterradas numa distância não inferior a 20 m, estabelecidas nas condições indicadas na secção 521.9.6. As linhas aéreas exteriores devem, ainda, satisfazer, na parte aplicável, às regras indicadas no Regulamento de Segurança de Redes de Distribuição de Energia Eléctrica em Baixa Tensão, aprovado pelo Decreto-Regulamentar n.º 90/84 de 26 de Dezembro [I] 522 Selecção e instalação em função das influências externas(4) [I] 522.1 Temperatura ambiente (AA) (veja-se 321.1) [I] 522.1.1 As canalizações devem ser seleccionadas e instaladas por forma a estarem adaptadas à temperatura ambiente local mais elevada e a garantir que a temperatura limite indicada no Quadro 52A (veja-se 523.1.1) não seja ultrapassada. [I] 522.1.2 Os elementos das canalizações, incluindo os cabos e os seus acessórios, devem ser instalados ou manipulados dentro dos limites de temperatura fixados nas Normas correspondentes ou indicados pelos respectivos fabricantes. Nota: Para temperaturas inferiores a -10°C, as canalizações dotadas de invólucro isolante ou de bainha de policloreto de vinilo (V) não podem ser manipuladas nem submetidas a esforços mecânicos. Por outro lado, para temperaturas inferiores a -25°C devem tomar-se precauções especiais (por exemplo, fixação rígida ou protecção mecânica). [I] 522.2 Fontes externas de calor [I] 522.2.1 As canalizações devem ser protegidas contra os efeitos do calor emitido por fontes externas por meio dos métodos a seguir indicados (ou de outros igualmente eficazes)(5): _________________________ (4) - Apenas são mencionadas as influências externas a que as canalizações são sensíveis. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 282 - PARTE 5 / Secção 51 (5) - O calor emitido por fontes externas pode ser transmitido por radiação, por condução ou por convecção, proveniente de redes de distribuição de água quente, de instalações, de luminárias e de outros aparelhos, de processos de fabrico, da transmissão através de materiais condutores do calor ou da absorção, pela canalização, do calor do sol ou do meio ambiente. a) utilização de écrans de protecção; b) afastamento suficiente das fontes de calor; c) selecção da canalização tendo em conta os aquecimentos adicionais que se possam produzir; d) reforço local ou substituição do material isolante. [I] 522.3 Presença da água (AD) (veja-se 321.4) [I] 522.3.1 As canalizações devem ser seleccionadas e instaladas por forma a que não sofram danos devidos à penetração da água, devendo apresentar um código IP adequado ao local onde forem instalados(6). Nota: Devem tomar-se precauções para evitar que os condutores isolados das canalizações estejam em contacto com a água (por exemplo, no interior de condutas). Nas condições AD7, apenas podem ser usados cabos H07RN-F ou cabos com isolamento mineral, não devendo, contudo, o tempo de imersão acumulado ser superior a 2 meses por ano. Nas condições AD8, apenas podem ser usados cabos dotados de bainha de chumbo ou outros que possuam estanquidade equivalente para poderem estar imersos. [I] 522.3.2 Devem ser tomadas as medidas adequadas para garantir a evacuação da água que se possa acumular ou condensar nas canalizações. [I] 522.3.3 Para conferir uma protecção suplementar às canalizações que possam estar sujeitas à acção das vagas de água (AD6) deve-se usar um ou mais dos métodos indicados nas secções 522.6, 522.7 e 522.8. [I] 522.4 Presença de corpos sólidos (AE) (veja-se 321.5) [I] 522.4.1 As canalizações devem ser seleccionadas e instaladas por forma a limitar os perigos provenientes da penetração de corpos sólidos, devendo apresentar um código IP adequado ao local onde forem instaladas. [I] 522.4.2 Nos locais onde existam poeiras (AE4 a AE6) devem-se tomar precauções suplementares a fim de impedir a acumulação de poeiras ou de outras substâncias em quantidades tais que possam afectar a dissipação do calor das canalizações(7). Nota: Estas regras estão indicadas na secção 342. [I] 522.5 Presença de substâncias corrosivas ou poluentes (AF) (veja-se 321.6) [I] 522.5.1 Quando a presença de substâncias corrosivas ou poluentes (incluindo a água) for susceptível de provocar corrosão ou qualquer outro tipo de degradação, todas as partes das canalizações devem ser convenientemente protegidas ou fabricadas com materiais resistentes a essas substâncias(8). Nota: Nas condições AF2 e AF3, podem ser usados cabos com bainhas exteriores em policloreto de vinilo (V) ou em policloropreno (N) ou condutas não propagadoras da chama, caminhos de cabos, escadas (para cabos) e calhas, em PVC. _________________________ ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 283 - PARTE 5 / Secção 51 (6) - Em regra, as bainhas e os invólucros isolantes dos cabos para instalações fixas podem, desde que não estejam danificados, ser considerados como protegidos contra a penetração da humidade, podendo ser necessário tomar precauções especiais para os cabos sujeitos a regas frequentes ou para os imersos. (7) - Pode ser necessário usar um modo de instalação que facilite a remoção da poeira. (8) - Podem-se usar, durante a instalação, fitas apropriadas, pinturas ou massas neutras. Nas condições AF4, só podem ser usados cabos especiais cuja protecção seja estabelecida a partir da natureza dos agentes químicos. [I] 522.5.2 Não devem ser colocados em contacto metais diferentes susceptíveis de formarem pares electroquímicos, excepto se forem tomadas medidas particulares destinadas a evitar as consequências desses contactos. [I] 522.5.3 Não devem ser colocados em contacto materiais que possam provocar deteriorações mútuas ou individuais ou ainda degradações perigosas. [I] 522.6 Impactos (AG) (veja-se 321.7) [I] 522.6.1 As canalizações devem ser seleccionadas e instaladas por forma a limitar os danos provenientes das solicitações mecânicas (choque, penetração ou compressão). [I] 522.6.2 Nas instalações fixas onde se possam produzir impactos médios (AG2) ou fortes (AG3), a protecção pode ser garantida por um dos meios seguintes (ou pelas suas combinações): a) selecção das canalizações com características mecânicas adequadas; b) selecção adequada do local; c) utilização de uma protecção mecânica complementar (local ou geral). Nota: Quando um cabo não possuir, numa parte do seu percurso, as características mecânicas apropriadas à classe de impactos do local, pode ser usado nessa parte do percurso, desde que seja prevista uma protecção mecânica complementar. [I] 522.7 Vibrações (AH) (veja-se 321.7.2) [I] 522.7.1 As canalizações suportadas por estruturas ou fixadas nestas ou a equipamentos submetidos a vibrações médias (AH2) ou fortes (AH3) devem ser apropriadas para essas condições, nomeadamente, no que respeita aos cabos e às suas ligações(9). Nota: Nas condições AH2 não podem ser utilizados condutores de alma condutora maciça e nas condições AH3 só se podem usar cabos flexíveis ou condutores flexíveis protegidos por tubos flexíveis, metálicos e resistentes. [I] 522.8 Outras solicitações mecânicas (AJ) (veja-se 321.7.3) [I] 522.8.1 As canalizações devem ser seleccionadas e instaladas de forma a impedir, durante a instalação, a utilização e a manutenção, quaisquer danos nas bainhas dos seus cabos, no isolamento dos seus condutores e nas suas terminações. [I] 522.8.1.1 Os condutores e os cabos só devem ser enfiados nas condutas embebidas em roços nos elementos da construção após a colocação destas. Nota: Uma ocupação da conduta não superior a um terço da sua secção recta interna permite, nomeadamente, o fácil enfiamento (e desenfiamento) dos condutores e dos cabos. [I] 522.8.1.2 O raio de curvatura de uma canalização deve ser tal que os condutores e os cabos não possam ser danificados. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 284 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 522.8.1.3 Quando os condutores e os cabos não forem suportados, em todo o seu comprimento, por suportes ou outros meios relativos ao seu modo de instalação, devem ser suportados por meios apropriados em intervalos suficientes, por forma a que não possam ser danificados pelo seu próprio peso. _________________________ (9) - Deve-se tomar particular cuidado com as ligações a equipamentos vibráteis, podendo para tal, adoptarem-se medidas locais, como, por exemplo, o uso de cabos flexíveis. [I] 522.8.1.4 Quando as canalizações forem sujeitas a tracções permanentes (por exemplo, devidas ao seu próprio peso, em percursos verticais), deve ser usado um tipo apropriado de cabo ou de condutor com uma secção e um modo de instalação adequados por forma a evitar quaisquer danos nos cabos e nos seus elementos de fixação. [I] 522.8.1.5 As canalizações em que os condutores e os cabos tenham que ser enfiados e desenfiados devem possuir meios de acesso apropriados que permitam essas operações. [I] 522.8.1.6 As canalizações embebidas nos pavimentos devem ser devidamente protegidas contra os danos causados pela utilização prevista para o pavimento. [I] 522.8.1.7 O percurso das canalizações embebidas em roços e que sejam fixadas rigidamente aos elementos da construção deve ser vertical, horizontal ou paralelo às arestas das superfícies de apoio. No caso de canalizações embebidas no betão, pode seguir-se o percurso prático mais curto. Nota: O disposto na primeira parte desta regra não impede a utilização de percursos oblíquos se tal se tornar necessário, como, por exemplo, nos casos de mudança de plano ou de contornamento de obstáculos. [I] 522.8.1.8 Os cabos flexíveis devem ser instalados por forma a evitar os esforços de tracção excessivos sobre os condutores e sobre as ligações. [I] 522.9 Presença de flora ou de bolores (AK) (veja-se 321.8) [I] 522.9.1 Quando as condições conhecidas ou previsíveis representarem risco (AK2), as canalizações devem ser seleccionadas por forma a ter-se em conta esse risco ou devem ser tomadas medidas de protecção apropriadas(10). [I] 522.10 Presença de fauna (AL) (veja-se 321.9) [I] 522.10.1 Quando, nas condições conhecidas ou previsíveis, puder existir risco (AL2), as canalizações devem ser seleccionadas em conformidade com esse risco ou deve-se usar um dos meios seguintes (ou as suas combinações): a) selecção das canalizações com as características mecânicas adequadas; b) selecção adequada dos locais; c) utilização de protecção mecânica complementar (local ou geral). Nota: Se existir, nas condições AL2, um risco devido à presença de roedores, podem ser utilizados, por exemplo, cabos dotados de revestimento metálico ou condutas metálicas. [I] 522.11 Radiação solar (AN) (veja-se 321.11) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 285 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 522.11.1 Quando se preveja risco de radiação solar importante (AN2 ou AN3) devem ser seleccionadas e instaladas canalizações apropriadas a estas condições ou deve ser previsto um écran adequado(11). Nota: Chama-se a atenção para os riscos de envelhecimento dos materiais e para as temperaturas elevadas que podem resultar da exposição à radiação solar. _________________________ (10) - Pode ser necessário seleccionar um modo de instalação que facilite a retirada desses bolores(veja-se 529). (11) - No que respeita ao aquecimento, veja-se a secção 522.2.1. [I] 522.12 Efeitos sísmicos (AP) (veja-se 321.12) [I] 522.12.1 As canalizações devem ser seleccionadas e instaladas tendo em conta o risco sísmico do local da instalação. [I] 522.12.2 No caso de o risco sísmico conhecido não ser desprezável (AP2 ou superior) deve-se ter particular atenção: a) às fixações das canalizações à estrutura dos edifícios; b) às ligações entre as canalizações fixas e todos os equipamentos essenciais, tais como os relativos à segurança, que devem ser seleccionados de acordo com as suas características de flexibilidade. Nota: Nas condições AP2, AP3 e AP4, apenas podem ser usados cabos flexíveis ou condutores flexíveis em condutas flexíveis. [I] 522.13 Movimentos do ar (AR) (veja-se 321.14) [I] 522.13.1 Para os movimentos do ar (AR) vejam-se as secções 522.7 - vibrações (AH) e 522.8 outras solicitações mecânicas (AJ). [I] 522.14 Estrutura dos edifícios (CB) (veja-se 323.2)(12) [I] 522.14.1 Quando houver risco de movimentos da estrutura (CB3), os suportes dos cabos e os sistemas de protecção devem permitir o movimento relativo daquela, a fim de evitar que os condutores e os cabos fiquem submetidos a solicitações mecânicas excessivas. [I] 522.14.2 Nas estruturas flexíveis ou instáveis (CB4), devem ser utilizadas canalizações flexíveis. Nota: Na condição CB2, os cabos devem ser não propagadores do incêndio (categoria C2). Na condição CB3, devem-se usar: a) cabos flexíveis ou condutores flexíveis em condutas flexíveis; b) outras canalizações, desde que sejam previstas juntas de dilatação ou de expansão nos pontos do edifício onde sejam possíveis deformações; Na condição CB4, apenas se podem usar cabos flexíveis ou condutores flexíveis em condutas flexíveis. 522.15. Resistência eléctrica do corpo humano (BB) (veja-se 322.2) Códig o BB1 Classe de influências externas Normal Selecção das canalizações e instalação Sem limitações de emprego ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 286 - PARTE 5 / Secção 51 BB2 Baixa Canalizações da classe II ou cabos com bainha metálica ligada à terra. BB3 Muito baixa Canalizações da classe II Nota: Podem ser usadas, nas condições BB2 e BB3, como canalizações da classe II os cabos considerados como sendo da classe II e as condutas isolantes. São considerados da classe II os cabos que não possuam bainhas ou armaduras metálicas e que sejam usados a uma tensão não superior a metade da sua tensão estipulada. _________________________ (12) - Vejam-se as secções 522.7 - Vibrações (AH), 522.8 - Outras solicitações mecânicas (AJ) e 522.13 - Efeitos sísmicos (AP). Os cabos dotados de condutor de protecção podem ser considerados como sendo da classe II desde que o condutor de protecção seja isolado nas mesmas condições que os condutores activos. Esta regra está de acordo com a regra indicada na secção 413.2.6 relativa à protecção por meio de isolamento suplementar durante a instalação para o atravessamento de invólucros por condutores de protecção. Nas condições BB2, os cabos dotados de bainha metálica são permitidos desde que esta satisfaça a uma das condições seguintes: a) seja ligada nas duas extremidades ao condutor de protecção da instalação; b) seja isolada nas duas extremidades, por forma a evitar os riscos de contacto dessa bainha com as massas, os elementos condutores ou as partes activas. Quando a ligação à terra for obrigatória apenas numa das extremidades da bainha metálica, devem-se tomar precauções para evitar o aparecimento de tensões de contacto perigosas na extremidade não ligada à terra, usando, por exemplo, um limitador de sobretensões ou isolando essa extremidade não ligada à terra. 522.16 Contactos das pessoas com o potencial da terra (BC) (veja-se 322.3) Código Classe de influências externas Selecção das canalizações e instalação BC1 Nulos BC2 Reduzidos Sem limitações de emprego BC3 Frequentes Canalizações da classe II ou cabos com bainha metálica, ligada à terra. BC4 Contínuos Canalizações da classe II Nota: Aplica-se a nota da secção 522.15, substituindo as classes BB2 e BB3 por BC3 e BC4, respectivamente. Na prática, considera-se que um cabo da classe II permite: a) a não ligação à terra dos caminhos de cabos metálicos (e de outros acessórios metálicos de colocação) sobre os quais os cabos são montados, bem como as condutas metálicas usadas como protecção complementar desses cabos); b) a sua utilização nas circunstâncias em que sejam impostas ou recomendadas as medidas de protecção por uso de materiais da classe II ou por isolamento suplementar durante a instalação (veja-se 413.2). 522.17 Evacuação das pessoas em caso de emergência (BD) (veja-se 322.4) Código Classe de influências externas Selecção das canalizações e instalação BD1 Normal Sem limitações de emprego BD2 Longa Canalizações retardantes da propagação das BD3 Atravancada chamas, para as instalações normais e resistentes BD4 Longa e atravancada ao fogo, para as instalações de segurança Nota: Os ensaios de retardamento da chama são os indicados nas Normas NP 2362-1 e HD 405.3 e os de resistência ao fogo são os indicados na Norma IEC 60331. Os cabos sem halogénios da classe C1 são apropriados para utilização nas condições BD2, BD3 e BD4, para as instalações normais. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 287 - PARTE 5 / Secção 51 522.18 Natureza dos produtos tratados ou armazenados (BE) (veja-se 322.5) Código Classe de influências externas Selecção das canalizações e instalação BE1 Riscos desprezáveis Sem limitações de emprego BE2 Riscos de incêndio Canalizações retardantes da propagação da chama BE3 Riscos de explosão Canalizações com protecção mecânica apropriada e com correntes admissíveis reduzidas de 15% BE4 Riscos de contaminação Protecção durante a instalação Nota: Nas condições BE2 só podem ser usados cabos de bainha policloropreno (N) ou em outros materiais não propagadores chama, condutores blindados com isolamento mineral e cabos destina-se a evitar a utilização de cabos que produzam, na dificultem a evacuação das pessoas. exterior em policloreto de vinilo (V) ou em da chama, condutas não propagadoras da sem halogénios da classe C1. Esta medida sua combustão, fumos muito densos, que Nas condições BE3 podem ser usados: a) cabos de tensão estipulada 1 000 V, como, por exemplo, do tipo VV (0,6/1 kV), desde que sejam, simultaneamente, cumpridas as condições seguintes: os cabos não estejam sujeitos aos riscos de deterioração mecânica (se o seu percurso se situar em locais sujeitos a impactos, devem possuir, por construção ou por instalação, uma protecção mecânica apropriada a esses impactos). Na prática, podem-se usar cabos armados em locais sujeitos a impactos médios (AG2) ou cabos flexíveis da série 07RN-F, quando for necessário usar ligações flexíveis; em locais sujeitos a impactos fortes (AG3), é necessário prever uma protecção mecânica complementar (por exemplo, écrans, condutas ou dispositivos análogos) ou usar cabos com armaduras mais resistentes; todos os circuitos instalados nesses locais sejam protegidos contra as sobrecargas de acordo com o indicado nas secções 433.2 e 473.1.1.1, não sendo permitida a deslocação do dispositivo de protecção contra as sobrecargas nem a sua dispensa; os cabos sejam protegidos contra as outras influências externas susceptíveis de se produzirem nesses locais (nomeadamente, os cabos instalados em locais de manipulação de produtos químicos devem apresentar resistência conveniente a esses produtos). b) cabos de tensão estipulada 500 V nos circuitos de iluminação de segurança, desde que sejam resistentes ao fogo (categoria R1), que o seu isolamento seja vigiado por meio de um controlador permanente de isolamento (mesmo quando a instalação não estiver em serviço) e que sejam cumpridas as condições indicadas na alínea a). c) cabos de tensão estipulada inferior a 1 000 V mas não inferior a 250 V, desde que sejam cumpridas, simultaneamente, as condições seguintes: os cabos que façam parte de um circuito de TRS devem satisfazer às condições indicadas na secção 411.1; as intensidades máximas da corrente susceptível de os percorrer não sejam superiores a 40 mA, mesmo em caso de defeito; os cabos sejam protegidos por armaduras de duas folhas de aço com uma espessura mínima de 0,2 mm ou por forma equivalente (estas utilizações são frequentes nos circuitos de sinalização e de alarme); d) cabos de telecomunicações, os quais devem satisfazer, simultaneamente, às condições seguintes: sejam protegidos contra as influências externas, nomeadamente, contra os impactos e os riscos de origem química (veja-se a alínea a) desta nota); sejam dotados de écran ligado à terra; sejam capazes de suportar um ensaio à frequência industrial (50 Hz) com uma tensão de 3 000 V aplicada durante 5 min entre o écran e a armadura (no caso de o cabo não possuir armadura, e após imersão em água, a tensão deve ser aplicada entre o écran e a água onde estiverem imersos); sejam não propagadores da chama (categorias C1 ou C2); Estes cabos podem ser usados em circuitos de telecomunicações, desde que a corrente susceptível de os percorrer não seja superior a 200 mA; e) condutores e cabos não propagadores da chama (categorias C1 ou C2), que são usados, obrigatoriamente, nos circuitos de segurança intrínseca mas que não necessitam de cumprir os requisitos indicados nas alíneas a) e c) desta nota; f) cabos armados usados na indústria petrolífera para a transmissão de sinais (instrumentação), que podem ser utilizados sem precauções particulares; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 288 - PARTE 5 / Secção 51 522.19 Materiais de construção (CA) (veja-se 323.1) Código Classe de influências externas Selecção das canalizações e instalação CA1 Não combustíveis Sem limitações de emprego CA2 Combustíveis Canalizações retardantes da propagação da chama. Nota: Nas condições CA2, consideram-se retardantes da propagação das chamas os cabos de bainha exterior em policloreto de vinilo (V) ou em policloropreno (N) ou condutas não propagadoras da chama, os condutores blindados com isolamento mineral e os cabos sem halogénios da classe C1. [E] 523 Correntes admissíveis [E] 523.0 Generalidades As regras indicadas na secção 523 destinam-se a garantir uma vida útil satisfatória para os condutores e para os seus isolamentos quando submetidos aos efeitos térmicos do funcionamento à temperatura máxima apropriada durante tempos prolongados em serviço normal e em condições normais de utilização. Na determinação da secção dos condutores devem ainda ser consideradas, nomeadamente, as condições seguintes: a) regras para a protecção contra os choques eléctricos (veja-se 41); b) regras para a protecção contra os efeitos térmicos (veja-se 42); c) regras para a protecção contra as sobreintensidades (veja-se 43); d) quedas de tensão; e) temperaturas limite para os terminais dos equipamentos aos quais os condutores são ligados. As regras indicadas na secção 523 aplicam-se aos cabos e aos condutores isolados para utilização a tensões não superiores a 1 kV em corrente alternada ou a 1,5 kV em corrente contínua. Não são, contudo, aplicadas aos cabos enterrados nem aos cabos submersos (veja-se o Anexo III). [E] 523.1 Regras gerais [E] 523.1.1 A corrente transportada por qualquer condutor continuamente em condições especificadas deve ser tal que a sua temperatura máxima de funcionamento não seja superior ao valor indicado no Quadro 52A. O valor da corrente deve ser seleccionado de acordo com o indicado na secção 523.1.2 ou determinado conforme o indicado na secção 523.1.3. QUADRO 52A Temperaturas máximas de funcionamento para os isolamentos Tipo de isolamento Temperatura máxima de funcionamento(1) (°C) Policloreto de vinilo (PVC) Condutor: 70 Polietileno reticulado (XLPE) ou etileno-propileno (EPR) Condutor: 90 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 289 - PARTE 5 / Secção 51 Mineral (com bainha em PVC ou nu e acessível) Bainha metálica: 70 Mineral (nu, inacessível e sem estar em contacto com materiais combustíveis) Bainha metálica: 105(2) (1) - Segundo as Normas NP 2356, NP 2357 e NP 2365. (2) - Para este tipo de condutores podem ser admitidas temperaturas superiores em serviço contínuo, de acordo com a temperatura do cabo e das terminações e com as condições ambientais e outras influências externas. Nota: A temperatura máxima de funcionamento para os isolamentos a borracha é de 60°C mas considera-se que as correntes admissíveis podem ser as mesmas que para os isolamentos de PVC. [E] 523.1.2 Considera-se cumprida a regra indicada na secção 523.1.1 quando a corrente nos condutores isolados e nos cabos sem armadura não for superior aos valores correspondentes indicados nos quadros do anexo III. Para os outros tipos de cabos, as correntes admissíveis devem ser determinadas de acordo com o indicado na secção 523.1.3. [E] 523.1.3 Para cumprimento das regras indicadas na secção 523.1.1, os valores das correntes admissíveis e os factores de correcção podem ser determinados por um dos meios seguintes: a) métodos preconizados na Norma IEC 60287; b) ensaios; c) cálculos, utilizando um método reconhecido, desde que exacto. Pode ser necessário ter em conta as características da carga. [E] 523.2 Temperatura ambiente [E] 523.2.1 O valor da temperatura ambiente a usar é o da temperatura do meio que envolve o cabo ou o condutor, quando não carregados. [E] 523.2.2 (disponível) [E] 523.2.3 (disponível) [E] 523.2.4 (disponível) [E] 523.3 (disponível) [E] 523 4 (disponível) [E] 523.5 Número de condutores carregados num circuito [E] 523.5.1 O número de condutores a considerar num circuito é o correspondente ao dos efectivamente percorridos pela corrente. Nos circuitos polifásicos equilibrados, com excepção do indicado na secção 523.5.2, o neutro não deve ser considerado para este efeito. Nota: Os valores das correntes admissíveis indicados para três condutores carregados são também aplicáveis aos circuitos trifásicos com neutro equilibrados. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 290 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 523.5.2 Quando o condutor neutro transportar uma corrente sem a correspondente redução devida à carga dos condutores de fase, aquele condutor deve ser considerado para a determinação do número de condutores carregados(13). Nota: Quando o condutor neutro (activo) estiver carregado, deve-se aplicar um factor de correcção aos valores das correntes admissíveis para os cabos de 3 e 4 condutores (na falta de elementos mais concretos, pode-se usar 0,84 como factor de correcção) _________________________ (13) - Essas correntes podem ser devidas, por exemplo, à presença de correntes harmónicas importantes em circuitos trifásicos. [E] 523.5.3 Os condutores com funções exclusivamente de protecção não devem ser considerados para efeito da determinação do número de condutores carregados de um circuito. Os condutores PEN devem, quando exclusivamente utilizados para este efeito, ser considerados como condutores neutros. [E] 523.6 Condutores em paralelo Quando forem ligados em paralelo vários condutores da mesma fase ou da mesma polaridade, devem-se tomar medidas para garantir que a corrente se reparta igualmente entre eles. Considera-se que esta regra é cumprida se os condutores forem do mesmo material, tiverem a mesma secção, aproximadamente o mesmo comprimento, não tiverem qualquer derivação ao longo do seu comprimento e se verificar uma das condições seguintes: a) os condutores em paralelo pertencerem ao mesmo cabo multicondutor ou forem condutores isolados ou cabos monocondutores, agrupados em feixe (torçadas); b) os condutores e os cabos monocondutores não incluídos na alínea a), em paralelo, de secção superior a 50 mm², se de cobre, ou a 70 mm², se de alumínio, forem colocados em triângulo ou em linha e tiverem sido tomadas as medidas adequadas a cada caso. Nota: No caso descrito na alínea b), as medidas consistem, em regra, em agrupar, cuidadosamente, os condutores das diferentes fases conforme se indica na secção 521.9.6.4 e em prever dispositivos de ligação idênticos e montados da mesma forma. [E] 523.7 Variações das condições de instalação num dado percurso Quando as condições de arrefecimento dos condutores ou dos cabos variarem ao longo do percurso onde estiverem instalados, as correntes admissíveis devem ser determinadas para o troço que apresentar as condições mais desfavoráveis. Nota: Quando, por razões de protecção mecânica, um cabo estiver instalado dentro de uma conduta ou de uma calha, num comprimento não superior a 1 m, não é necessário considerar qualquer redução da sua corrente admissível desde que essa conduta, ou essa calha estejam montados no ar ou sobre uma superfície vertical. Se a canalização estiver embebida ou montada sobre um material de resistência térmica superior a 2 K.m/W, só é necessário considerar uma redução da corrente admissível se o seu comprimento for superior a 0,2 m. [I] 524 Secção dos condutores [I] 524.1 As secções dos condutores de fase nos circuitos de corrente alternada e dos condutores activos nos de corrente contínua não devem ser inferiores aos valores indicados no Quadro 52J. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 291 - PARTE 5 / Secção 51 Nota: As secções dos condutores foram determinadas com base nos princípios seguintes: a) corrente de serviço não superior à corrente admissível nos condutores indicada na secção 523, tendo em conta o indicado na secção 311.1 e os factores de simultaneidade indicados na secção 311.2; b) protecção contra sobrecargas, garantida pelas regras indicadas nas secções 433, 473 e 533; c) protecção contra curtos-circuitos e solicitações térmicas, garantidas pelas regras indicadas nas secções 434 e 533; d) protecção contra contactos indirectos nos esquemas TN e IT, garantida pelas regras indicadas nas secções 413 e 532; e) queda de tensão dentro dos limites indicados na secção 525. QUADRO 52J Secções mínimas dos condutores NATUREZA DAS CANALIZAÇÕES Cabos e UTILIZAÇÃO DO CIRCUITO Potência e iluminação CONDUTORES Material Secção (mm²) 1,5 Alumínio condutores Cobre 2,5(1) 0,5(2) Instalações isolados Sinalização e comando Cobre fixas Condutores Potência Cobre 10 Alumínio 16 nus Sinalização e comando Cobre 4 Ligações flexíveis por Para um dado aparelho Cobre (3) meio de cabos ou de Para todas as outras aplicações Cobre 0,75(4) condutores isolados Circuitos de tensão reduzida para aplicações especiais Cobre 0,75 (1) - Os ligadores usados para as ligações de condutores de alumínio devem ser ensaiados e aprovados para esse fim específico. Em Portugal, não são, na prática, utilizados condutores em alumínio de secção inferior a 16 mm2. (2) - Admite-se a secção mínima de 0,1 mm² para os circuitos de sinalização e de comando destinados a aparelhos electrónicos. (3) - De acordo com a Norma desse aparelho. (4) - Admite-se a secção mínima de 0,1 mm² nos cabos flexíveis com pelo menos 7 condutores para os circuitos de sinalização e comando destinados a aparelhos electrónicos. [I] 524.2 O eventual condutor neutro deve ter a mesma secção que os condutores de fase: a) nos circuitos monofásicos a 2 condutores, seja qual for a sua secção; b) nos circuitos monofásicos a 3 condutores e nos circuitos polifásicos cujos condutores de fase tenham secção não superior a 16 mm², se de cobre, ou a 25 mm², se de alumínio. Nota: Nos casos em que o condutor neutro tenha também funções de protecção (PEN, no esquema TN-C), as condições indicadas nesta secção só são válidas se forem compatíveis com o indicado na secção 543.1. [I] 524.3 Nos circuitos polifásicos com condutores de fase de secção superior a 16 mm², se de cobre, ou a 25 mm², se de alumínio, o condutor neutro pode ter uma secção inferior à secção dos condutores de fase se forem verificadas, simultaneamente, as condições seguintes: ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 292 - PARTE 5 / Secção 51 a) a corrente máxima susceptível de percorrer o condutor neutro em serviço normal, incluindo a das eventuais harmónicas, não for superior à corrente admissível correspondente à da secção reduzida do condutor neutro(14); b) o condutor neutro estiver protegido contra sobreintensidades de acordo com as regras indicadas na secção 473.3.2; c) a secção do condutor neutro não for inferior a 16 mm², se de cobre, ou a 25 mm², se de alumínio. Nota: Quando os equipamentos alimentados por um circuito produzirem correntes harmónicas importantes, a secção do condutor neutro não deve ser inferior à dos condutores de fase, mesmo que a potência daqueles esteja repartida regularmente pelas diferentes fases, como é o caso dos aparelhos com lâmpadas de descarga. _________________________ (14) - A carga transportada pelo circuito em serviço normal deve ser, na prática, equilibrada entre as fases. 525 Quedas de tensão A queda de tensão entre a origem da instalação e qualquer ponto de utilização, expressa em função da tensão nominal da instalação, não deve ser superior aos valores indicados no quadro 52O(15). QUADRO 52O Quedas de tensão máximas admissíveis Utilização Iluminação Outros usos A - Instalações alimentadas directamente a partir de uma rede de distribuição (pública) em baixa tensão 3% 5% B - Instalações alimentadas a partir de um Posto de Transformação MT/BT(1) 6% 8% (1) - Sempre que possível, as quedas de tensão nos circuitos finais não devem exceder os valores indicados para a situação A. As quedas de tensão devem ser determinadas a partir das potências absorvidas pelos aparelhos de utilização com os factores de simultaneidade respectivos ou, na falta destes, das correntes de serviço de cada circuito. Nota: Para canalizações em que a secção do condutor de fase seja igual à do condutor neutro, as quedas de tensão podem ser determinadas a partir da expressão seguinte: L ⎛ ⎞ u = b × ⎜ ρ1× × cosϕ + λ × L × senϕ⎟ × IB ⎝ ⎠ S ∆u = 100 u U0 em que: u é a queda de tensão, expressa em volts; ∆u é a queda de tensão relativa, expressa em percentagem; Uo é a tensão entre fase e neutro, expressa em volts; b é um coeficiente igual a 1 para os circuitos trifásicos e a 2 para os monofásicos (os circuitos trifásicos com o neutro completamente desequilibrado, isto é, com uma só fase carregada, são considerados como sendo monofásicos); ρ1 é a resistividade dos condutores à temperatura em serviço normal, isto é, 1,25 vezes a resistividade a 20°C (0,0225 Ω.mm²/m para o cobre e 0,036 Ω.mm²/m para o alumínio); L é o comprimento simples da canalização, expresso em metros; S é a secção dos condutores, expressa em milímetros quadrados; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 293 - PARTE 5 / Secção 51 cosϕ é o factor de potência (na falta de elementos mais precisos, pode ser usado o valor cosϕ=0,8 e, consequentemente, senϕ= 0,6); λ é a reactância linear dos condutores (na falta de outras indicações pode ser usado o valor 0,08 mΩ/m); IB é a corrente de serviço, expressa em amperes. Para os circuitos de tensão reduzida, os valores indicados no quadro 52O podem não ser respeitados desde que os equipamentos possam funcionar correctamente à tensão a que ficam alimentados. _________________________ (15) - Podem admitir-se quedas de tensão superiores para os casos de motores durante o período de arranque e para os de outros equipamentos com correntes elevadas desde que esteja garantido que as variações de tensão permaneçam dentro dos limites especificados pela respectiva Norma desses equipamentos. Não é necessário considerar os casos de sobretensões transitórias nem os casos das variações de tensão devidas a funcionamentos anormais. [I] 526 Ligações [I] 526.1 As ligações entre condutores e entre estes e os equipamentos devem garantir uma continuidade eléctrica durável e apresentar uma resistência mecânica adequada. Nota: As ligações devem ser adaptadas quer às correntes admissíveis em regime permanente quer às secções dos condutores especificadas pelos fabricantes, usando-se, se necessário, acessórios concebidos para o efeito. As ligações devem ser realizadas por forma a que não seja possível um desaperto ou uma rotura dos fios das almas condutoras (dos condutores), provocados por aquecimentos, variações de carga ou vibrações dos equipamentos nas condições normais de serviço. [I] 526.2 Na selecção dos meios de ligação devem ter-se em conta(16): a) o material das almas condutoras e do seu isolamento; b) o número e a forma das almas condutoras; c) a secção dos condutores; d) o número de condutores a ligar. Nota: Nas travessias de elementos da construção (paredes, tectos, telhados, pavimentos, etc.) e nos ocos da construção, os condutores não devem ter quaisquer tipos de ligação (junção ou derivação). Para as ligações dos elementos aquecedores, veja-se a secção 801.6.2. [I] 526.3 As ligações devem ser acessíveis para efeitos de verificação, ensaio e manutenção, excepto nos casos seguintes: a) junções de cabos enterrados; b) junções embebidas num composto ou encapsuladas; c) ligações entre as junções frias e os elementos aquecedores dos sistemas de aquecimento dos pavimentos e dos tectos. Nota: A acessibilidade das ligações justifica-se para permitir a sua verificação, o seu reaperto, quando necessário, a verificação do isolamento dos condutores e a detecção de defeitos. Devem, ainda, permitir a eventual substituição de um condutor e a modificação das ligações específicas (alteração de esquema). Apenas nos casos particulares das ligações moldadas ou embebidas num material isolante, limitadas a necessidades específicas (dispositivos anti-vibração, protecção contra a penetração de líquidos, limitação do atravancamento, equipamentos de segurança aumentada e inacessibilidade), essa acessibilidade pode ser dispensada. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 294 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 526.4 Se necessário, devem ser tomadas precauções para evitar que a temperatura atingida pelas ligações em serviço normal possa afectar o isolamento dos condutores que lhes estão ligados ou que as suportam. 526.5 As ligações devem ter um código IP mínimo IP2X, por construção ou por montagem. 526.6 Com excepção dos casos das linhas aéreas e das linhas de contacto que alimentam aparelhos móveis, as ligações dos condutores entre si e aos equipamentos não devem estar submetidas a esforços de tracção ou de torção. 526.7 Devem ser tomadas medidas para evitar que os condutores coloquem em tensão uma parte normalmente isolada das partes activas. _________________________ (16) - A utilização de ligações soldadas deve ser evitada nos circuitos de potência. No caso de serem usadas, devem ser concebidas por forma a terem em conta os fenómenos de fluagem e as solicitações mecânicas (vejam-se 522.6 a 522.8) 526.8 As ligações devem poder suportar as solicitações devidas às correntes admissíveis e às correntes de curto-circuito previsíveis em função dos dispositivos de protecção utilizados. Além disso, não devem sofrer modificações inadmissíveis, resultantes do aquecimento, do envelhecimento dos materiais isolantes ou das vibrações que possam ocorrer em serviço normal, com particular destaque para a influência que as temperaturas atingidas possam ter na resistência mecânica dos materiais. 526.9 A repicagem dos condutores, isto é, a ligação, aos terminais de um equipamento, de condutores destinados a alimentar outros equipamentos, só é permitida nos terminais das tomadas de corrente, das luminárias com lâmpadas fluorescentes e das calhas electrificadas para iluminação, se forem cumpridas, simultaneamente, as condições seguintes: a) os terminais forem especialmente previstos para esse fim (como é o caso de certas tomadas) ou forem dimensionados para receber a secção total dos condutores a eles ligados; b) a corrente estipulada desses terminais não for inferior à corrente de serviço do circuito a montante. Nota: Esta regra não é aplicável à cablagem interna dos aparelhos nem à dos quadros. Por outro lado, a repicagem não é permitida aos terminais dos aparelhos de utilização (com excepção das calhas electrificadas para iluminação), com particular destaque para os aparelhos de aquecimento e de cozinha. No caso das calhas electrificadas para iluminação, a repicagem pode ser feita em ligadores independentes que permitam, por um lado, a alimentação de um aparelho de iluminação próximo e, por outro, as ligações dos condutores de alimentação dos outros aparelhos. [I] 527 Selecção e instalação com vista a limitar a propagação do fogo [I] 527.1 Precauções no interior de compartimentos fechados [I] 527.1.1 O risco de propagação do fogo deve ser limitado por meio da selecção dos equipamentos apropriados e de uma instalação segundo o indicado na secção 522. [I] 527.1.2 As canalizações devem ser montadas por forma a não alterarem as características da resistência mecânica da estrutura do edifício e a segurança contra incêndios. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 295 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 527.1.3 Os cabos que satisfaçam ao ensaio de não propagação da chama e as condutas que possuam o necessário comportamento ao fogo podem ser instalados sem precauções especiais(17). Nota: O ensaio de não propagação das chamas para os condutores e para os cabos é o definido na Norma NP 2362 - 1 e HD 405.1 - categoria C2 (praticamente todos os cabos de instalação são da classe C2). Para os tubos, o ensaio é o da Norma NP 1071. [I] 527.1.4 Os cabos que não satisfaçam ao ensaio de não propagação da chama devem ser usados apenas em comprimentos curtos, em ligações dos equipamentos às canalizações fixas e, em qualquer dos casos, não devem passar de um compartimento para o outro. [I] 527.1.5 Com excepção dos cabos, as restantes partes das canalizações que não satisfaçam ao ensaio de não propagação das chamas devem ser completamente envolvidas por materiais da construção apropriados, não combustíveis. _________________________ (17) - Para os cabos instalados em locais para os quais tenha sido previsto um dado risco, pode ser necessário exigir que estes satisfaçam a ensaios mais severos. [I] 527.2 Barreiras corta-fogo [I] 527.2.1 Sempre que uma canalização atravessar elementos da construção (pavimentos, paredes, tectos, telhados, etc.), as aberturas que ficarem após a colocação da canalização devem ser obturadas de acordo com o grau de resistência ao fogo prescrito para o elemento atravessado (vejase a Norma ISO 834). [I] 527.2.2 Os elementos das canalizações, tais como, as condutas, as calhas e as canalizações préfabricadas que penetrem em elementos da construção que possuam uma resistência ao fogo especificada, devem ser obturados interiormente de acordo com o grau de resistência ao fogo do elemento correspondente antes de serem atravessados e, exteriormente, como se indica na secção anterior. [I] 527.2.3 As regras indicadas nas secções 527.2.1 e 527.2.2 consideram-se cumpridas se a obturação da canalização for de um tipo homologado. Nota: A obturação das travessias pode ser feita com materiais como o gesso, as fibras minerais, a areia ou a argamassa de cimento e deve ser feita por forma a permitir modificações na instalação sem danificar as canalizações existentes e a manter as qualidades de estanquidade e de não propagação do fogo. Nos ductos e nas galerias, a não propagação do fogo pode ser feita com recurso a portas automáticas, a dispositivos automáticos de projecção de água pulverizada ou a sistemas análogos. [I] 527.2.4 As condutas e as calhas em material que satisfaça ao ensaio de não propagação da chama definido na Norma NP 1071 e que tenham uma secção interior não superior a 710 mm2 podem não ser obturadas interiormente desde que satisfaçam, simultaneamente, às condições seguintes: a) tenham um código IP não inferior a IP33; b) tenham, nas extremidades, um código IP não inferior a IP33, quando estas terminarem num compartimento separado, por construção, do compartimento no qual penetrem as condutas ou as calhas. [I] 527.2.5 Nenhuma canalização deve penetrar nos elementos resistentes da construção, excepto quando as características desses elementos forem mantidas após a penetração (veja-se a ISO 834). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 296 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 527.2.6 As obturações indicadas nas secções 527.2.1 e 527.2.3 devem satisfazer às regras indicadas na Norma respectiva(18) e às regras indicadas na secção 527.3. ___________________________ (18) - Enquanto não for publicada esta Norma, as obturações devem ter as características seguintes: a) serem compatíveis com os materiais da canalização com os quais estiverem em contacto; b) permitirem as dilatações das canalizações sem redução da qualidade da obturação; c) apresentarem uma estabilidade mecânica apropriada, que lhes permita suportar as solicitações susceptíveis de se produzirem em consequência dos danos causados pelo fogo ao suporte da canalização. A condição indicada na alínea c) é verificada se for utilizado um dos métodos seguintes: - forem montados suportes ou braçadeiras nos cabos a, no máximo, 750 mm da obturação que suportem as solicitações mecânicas que possam surgir em consequência da rotura dos suportes de fixação dos cabos do lado da parede em que se produza o fogo, por forma a não transmitir esforços à obturação; - a obturação garantir, por si só, uma fixação equivalente. [I] 527.3 Influências externas [I] 527.3.1 As obturações previstas nas secções anteriores devem ser adequadas às influências externas a que possam estar sujeitas as canalizações correspondentes e devem, além disso: a) resistir aos produtos da combustão nas mesmas condições que os elementos da construção nos quais são colocados; b) apresentar o mesmo código IP relativamente à penetração de líquidos que o prescrito para os elementos da construção nos quais são colocados; c) estar protegidas contra as gotas de água que possam escorrer ao longo da canalização ou que se possam acumular em volta da obturação, excepto se os materiais usados forem resistentes à humidade após a sua instalação. A condição indicada na alínea c) também se aplica às canalizações. [I] 527.4 Condições de instalação [I] 527.4.1 Durante a instalação de uma canalização, pode ser necessário prever uma obturação temporária. [I] 527.4.2 Após as modificações da instalação a que eventualmente seja necessário proceder, as obturações devem ser restabelecidas tão rapidamente quanto possível. [I] 527.5 Verificação e ensaios [I] 527.5.1 As obturações devem ser verificadas por forma a garantir que satisfaçam às instruções de instalação constantes do certificado do ensaio de tipo para o produto em causa (veja-se 527.2.3). [I] 527.5.2 A verificação feita nos termos do indicado na secção 527.5.1 dispensa a realização de quaisquer ensaios. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 297 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 528 Vizinhança com outras canalizações [I] 528.1 Vizinhança com canalizações eléctricas(19) Os circuitos dos domínios de tensão I e II não devem ser incluídos nas mesmas canalizações eléctricas, excepto se cada cabo for isolado para a maior das tensões existentes na canalização ou se for adoptada uma das medidas seguintes: a) cada condutor de um cabo multicondutor for isolado para a maior das tensões existentes no cabo; b) os cabos forem isolados para a tensão do circuito respectivo e forem instalados num compartimento separado de uma calha ou de uma conduta; c) os circuitos forem colocados em condutas separadas. _________________________ (19) - Há que ter em conta a possibilidade de interferências eléctricas e electromagnéticas em circuitos de telecomunicação, de transmissão da informação e análogos. [I] 528.2 Vizinhança com canalizações não eléctricas [I] 528.2.1 As canalizações eléctricas não devem ser colocadas na vizinhança de canalizações não eléctricas que produzam calor, fumo ou vapor que possam danificar as canalizações eléctricas, excepto se forem protegidas por meio de écrans dispostos por forma a não afectarem a dissipação do calor. Nota: As canalizações eléctricas não devem ser instaladas em condutas de desenfumagem, de ventilação ou de exaustão de fumos. No caso de modificações importantes em instalações existentes, é admissível utilizar as condutas de ventilação ou de exaustão de fumos para a passagem de canalizações eléctricas destinadas a alimentar ou a controlar as instalações de ventilação ou de exaustão de fumos, desde que se usem condutores blindados com isolamento mineral convenientemente fixos e instalados. [I] 528.2.2 As canalizações eléctricas não devem ser colocadas por debaixo de outras canalizações que possam originar condensações (tais como canalizações de água, de vapor ou de gás), excepto se forem tomadas medidas para proteger as canalizações eléctricas dos efeitos nocivos dessas condensações. [I] 528.2.3 Quando houver necessidade de instalar canalizações eléctricas na vizinhança de outras não eléctricas, devem ser tomadas as necessárias precauções para evitar que qualquer intervenção previsível numa delas (eléctrica ou não) possa ocasionar danos nas outras(20). [I] 528.2.4 Quando uma canalização eléctrica estiver colocada na proximidade imediata de uma canalização não eléctrica, devem verificar-se, simultaneamente, as condições seguintes: a) as canalizações devem ser protegidas convenientemente contra os perigos que possam resultar da presença das outras canalizações em utilização normal; b) a protecção contra contactos indirectos deve ser garantida de acordo com as regras indicadas na secção 413, devendo as canalizações metálicas não eléctricas ser consideradas como elementos condutores estranhos. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 298 - PARTE 5 / Secção 51 Nota: No caso de as canalizações eléctricas possuírem exteriormente um isolamento equivalente a um isolamento suplementar, concebido para manter as suas propriedades quando as canalizações forem instaladas em ductos ou em caleiras, não é necessário tomar medidas suplementares de protecção contra os contactos indirectos, mesmo no caso de serem acrescentadas posteriormente outras canalizações metálicas. Os perigos que podem advir da presença de outras canalizações são, entre outros: a) uma elevação da temperatura em consequência da presença de canalizações de vapor, de aquecimento ou, de uma forma mais geral, de fluidos quentes; b) o aparecimento de condensações; c) a ocorrência de inundações, em caso de avaria numa conduta de líquidos, pelo que devem ser tomadas as necessárias medidas que possibilitem a evacuação desses líquidos. [I] 529 Selecção e instalação em função da manutenção (incluindo a limpeza) [I] 529.1 Na selecção e na instalação das canalizações deve-se ter em conta a experiência e os conhecimentos das pessoas susceptíveis de garantirem a manutenção. _________________________ (20) - Esta condição pode ser cumprida por meio da utilização de: a) um espaço apropriado entre canalizações, com o mínimo de 3 cm; b) interposição de écrans com funções mecânicas ou térmicas. [I] 529.2 Quando for necessário suprimir uma determinada medida de protecção para se efectuarem operações de manutenção devem-se tomar as necessárias precauções por forma a que do restabelecimento da medida de protecção suprimida não resulte uma redução do grau de protecção previsto inicialmente. [I] 529.3 Devem-se tomar medidas com vista a garantir a acessibilidade segura e adequada às canalizações que possam necessitar de operações de manutenção(21). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 299 - PARTE 5 / Secção 51 _________________________ (21) - Em certos casos, pode ser necessário prever meios de acesso permanentes, tais como escadas, passagens, etc. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 300 - PARTE 5 / Secção 51 APARELHAGEM (PROTECÇÃO, COMANDO E SECCIONAMENTO) Secção 530 GENERALIDADES E REGRAS COMUNS Secção 531 DISPOSITIVOS DE PROTECÇÃO CONTRA OS CONTACTOS INDIRECTOS POR CORTE AUTOMÁTICO DA ALIMENTAÇÃO Secção 532 DISPOSITIVOS DE PROTECÇÃO CONTRA OS EFEITOS TÉRMICOS Secção 533 DISPOSITIVOS DE PROTECÇÃO CONTRA AS SOBREINTENSIDADES Secção 534 DISPOSITIVOS DE PROTECÇÃO CONTRA AS SOBRETENSÕES Secção 535 DISPOSITIVOS DE PROTECÇÃO CONTRA ABAIXAMENTOS DE TENSÃO Secção 536 DISPOSITIVOS DE COMANDO E DE SECCIONAMENTO Secção 537 (DISPONÍVEL) Secção 538 (DISPONÍVEL) Secção 539 COORDENAÇÃO ENTRE OS DIFERENTES DISPOSITIVOS DE PROTECÇÃO ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 301 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE [I] 53 APARELHAGEM (PROTECÇÃO, COMANDO E SECCIONAMENTO) 304 [I] 530 Generalidades e regras comuns 304 [I] 531 Dispositivos de protecção contra os contactos indirectos por corte automático da alimentação 304 [I] 531.1 Dispositivos de protecção por máximo de corrente. 304 [I] 531.1.1 Esquema TN 305 531.1.2 Esquema TT 305 [I] 531.1.3 Esquema IT 306 [I] 531.2 Dispositivos de protecção sensíveis à corrente diferencial-residual (abreviadamente designados por dispositivos diferenciais ou por DR) 306 [I] 531.2.1 Condições gerais de instalação 306 [I] 531.2.2 Selecção dos dispositivos diferenciais de acordo com o seu modo de funcionamento 307 [I] 531.2.3 Esquema TN 308 [I] 531.2.4 Esquema TT 308 [I] 531.2.5 Esquema IT 310 531.2.6 Utilização de dispositivos diferenciais de alta sensibilidade (I∆n ≤ 30 mA) [I] 531.3 Controladores permanentes de isolamento (CPI) 310 311 531.4. Dispositivos de protecção sensíveis à tensão de defeito 313 [I] 532 Dispositivos de protecção contra os efeitos térmicos 314 [I] 533 Dispositivos de protecção contra as sobreintensidades 314 [I] 533.1 Generalidades 314 [I] 533.2 Selecção dos dispositivos de protecção contra as sobrecargas 315 [I] 533.3 Selecção dos dispositivos de protecção contra os curtos-circuitos 315 [I] 534 Dispositivos de protecção contra as sobretensões 317 [I] 534.1 Generalidades 317 [I] 534.2 Instalação dos descarregadores de sobretensões nos edifícios 317 [I] 535 Dispositivos de protecção contra abaixamentos de tensão 322 [I] 536 Dispositivos de comando e de seccionamento 322 [I] 536.1 Generalidades 322 [I] 536.2 Dispositivos de seccionamento 324 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 302 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 536.3 Dispositivos de corte para manutenção mecânica 326 [I] 536.4 Dispositivos de corte de emergência (incluindo a paragem de emergência) 327 [I] 536.5 Dispositivos de comando funcional 329 537 (disponível) 329 538 (disponível) 329 [I] 539 Coordenação entre os diferentes dispositivos de protecção 329 539.1 Selectividade entre dispositivos de protecção contra as sobreintensidades 330 [I] 539.2 Associação entre dispositivos diferenciais e dispositivos de protecção contra sobreintensidades 330 [I] 539.3 Selectividade entre dispositivos diferenciais 331 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 303 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 53 APARELHAGEM (PROTECÇÃO, COMANDO E SECCIONAMENTO) [I] 530 Generalidades e regras comuns As regras constantes desta secção complementam as regras comuns indicadas na secção 51. [I] 530.1 Nos aparelhos multipolares, os contactos móveis de todos os pólos devem estar ligados mecanicamente por forma a garantir a abertura e o fecho, simultâneos, dos contactos de fase do circuito, podendo os contactos destinados ao neutro fechar antes e abrir depois dos das fases. Nota: Refira-se que, quando numa instalação, o condutor neutro garantir também as funções de condutor de protecção (condutor PEN no esquema TN-C), este não deve ser seccionado. [I] 530.2 Nos circuitos polifásicos não devem ser instalados aparelhos unipolares no condutor neutro, com excepção dos casos indicados na secção 536.2.4. Nos circuitos monofásicos não devem ser instalados aparelhos unipolares no condutor neutro, com excepção dos casos de circuitos que tenham dispositivos diferenciais a montante e que satisfaçam ao indicado na secção 413.1. [I] 530.3 Quando os dispositivos garantirem mais do que uma função, cada uma delas deve satisfazer às respectivas regras indicadas nas presentes Regras Técnicas. 530.4 Na fixação da aparelhagem devem ser observadas as regras indicadas nas secções 530.4.1 a 530.4.4. 530.4.1 Com excepção da aparelhagem especialmente concebida para ser ligada a canalizações móveis, a restante aparelhagem deve ser fixa por forma a que as suas ligações às canalizações não fiquem submetidas a esforços de tracção ou de torção, ainda que decorrentes da sua utilização normal. 530.4.2 Na aparelhagem para montagem saliente, deve existir, por construção ou por instalação, entre as partes activas e os elementos da construção, uma distância no ar não inferior à que corresponde à tensão suportável ao choque, indicada no quadro 53A (veja-se 536.2.1.1). 530.4.3 A aparelhagem para montagem embebida, deve ficar alojada em caixas de aparelhagem fixas aos elementos da construção e fabricadas em materiais não propagadores da chama. 530.4.4 Quando a aparelhagem for montada numa calha (rodapé, prumo ou arquitrave), deve ficar solidária com a base desta. [I] 531 Dispositivos de protecção contra os contactos indirectos por corte automático da alimentação [I] 531.1 Dispositivos de protecção por máximo de corrente. Nota: Para aplicação das regras indicadas na secção 511 devem ser consideradas as Normas seguintes: EN 60269 - Fusíveis de baixa tensão; EN 60898 - Disjuntores para instalações domésticas e análogas; EN 60947 - Disjuntores para equipamento (DPE). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 304 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 531.1.1 Esquema TN No esquema TN, os dispositivos de protecção contra as sobreintensidades devem ser seleccionados e instalados nas condições indicadas nas secções 473.2, 473.3 e 533.3 relativas aos dispositivos de protecção contra os curtos-circuitos, devendo ainda satisfazer às regras indicadas na secção 413.1.3.3. 531.1.2 Esquema TT No esquema TT, os dispositivos de protecção contra sobreintensidades por máximo de corrente são, na prática, pouco utilizados pois é necessário que a resistência RA do eléctrodo de terra das massas satisfaça à condição seguinte: RA ≤ 50 Ia em que: Ia é a corrente de funcionamento do dispositivo de protecção para um tempo não superior a 5 s. Deve ser considerado um valor inferior ao calculado para RA, por forma a ter em conta as eventuais variações da resistência do eléctrodo de terra (veja-se 542). Nota: A utilização de dispositivos de protecção por máximo de corrente obriga a que os eléctrodos de terra das massas tenham resistências muito baixas. A título indicativo, a aplicação da regra indicada na secção 413.1.4.2 conduz, para UL = 50 V, a valores de resistência do eléctrodo de terra inferiores aos indicados no quadro 53GB. Quadro 53GB Valores máximos da resistência do eléctrodo de terra em função da corrente estipulada dos dispositivos de protecção contra sobreintensidades para UL = 50 V Corrente estipulada dos fusíveis ou dos disjuntores(*) (A) Valor máximo da resistência do eléctrodo de terra das massas (Ω) 2 2,8 4 1,4 6 1,0 10 0,6 16 0,4 20 0,3 25 0,2 (*) - Para disjuntores reguláveis, esta corrente é a de regulação. Valores de resistência do eléctrodo de terra das massas tão baixos como os indicados no quadro 53GB são, na prática, dificilmente conseguidos e, por outro lado, não é possível garanti-los ao longo do tempo, atendendo à variação destas resistências, nomeadamente, com as condições de humidade. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 305 - PARTE 5 / Secção 51 Por este facto, a protecção de pessoas contra os contactos indirectos nas instalações realizadas segundo o esquema TT, não é, em regra, garantida por dispositivos de protecção por máximo de corrente. Por simplificação, adoptaram-se, no quadro 53GB, os mesmos valores de resistência quer para fusíveis quer para disjuntores. [I] 531.1.3 Esquema IT Quando as massas estiverem interligadas, os dispositivos de protecção contra as sobreintensidades que garantem a protecção ao segundo defeito devem ser seleccionados de acordo com as condições indicadas na secção 531.1.1, atendendo ainda às regras indicadas na secção 413.1.5. [I] 531.2 Dispositivos de protecção sensíveis à corrente diferencial-residual (abreviadamente designados por dispositivos diferenciais ou por DR) Nota: Para aplicação das regras indicadas na secção 511 devem ser consideradas as Normas seguintes: IEC 60755 - Regras gerais para dispositivos de protecção diferenciais; EN 61008-1 - Interruptores diferenciais para usos domésticos; EN 61008-2-1 - Interruptores diferenciais funcionalmente independentes da tensão de alimentação; IEC 1008-2-2 - Interruptores diferenciais funcionalmente dependentes da tensão de alimentação; EN 61009-1 - Disjuntores diferenciais para instalações domésticas e análogas. Regras gerais EN 61009-2-1 - Disjuntores diferenciais para instalações domésticas e análogas. Aplicabilidade das regras gerais aos disjuntores diferenciais funcionalmente independentes da tensão de alimentação; IEC 61009-2-2 - Disjuntores diferenciais para instalações domésticas e análogas. Aplicabilidade das regras gerais aos disjuntores diferenciais funcionalmente dependentes da tensão de alimentação. [I] 531.2.1 Condições gerais de instalação Nos esquemas em corrente contínua (dc), os dispositivos diferenciais devem ser especificamente concebidos para a detecção de correntes diferenciais contínuas e para o corte das correntes do circuito nas condições normais e nas situações de defeito. [I] 531.2.1.1 Os dispositivos diferenciais devem garantir o corte de todos os condutores activos do circuito. No esquema TN-S, o condutor neutro pode não ser cortado se as condições de alimentação forem tais que este condutor possa ser considerado como estando, seguramente, ao potencial da terra(1). [I] 531.2.1.2 Pelo interior do circuito magnético de um dispositivo diferencial não deve passar qualquer condutor de protecção. [I] 531.2.1.3 A selecção dos dispositivos diferenciais e a divisão dos circuitos eléctricos devem ser feitas por forma a que qualquer corrente de fuga à terra susceptível de ocorrer durante o funcionamento normal dos equipamentos alimentados não possa provocar disparos intempestivos do dispositivo de protecção(2). _________________________ ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 306 - PARTE 5 / Secção 51 (1) - Estão em estudo as condições para verificar que o condutor neutro está, seguramente, ao potencial da terra. (2) - Os dispositivos diferenciais podem funcionar para qualquer valor de corrente diferencial-residual superior a 50% da sua corrente estipulada I∆n. Nota: Quando a soma das correntes de fuga dos equipamentos alimentados pela parte da instalação protegida pelo mesmo dispositivo diferencial for susceptível de ser superior a metade da corrente diferencial estipulada desse dispositivo, os aparelhos de utilização podem ser alimentados em esquema TN, por meio de um transformador com dois enrolamentos. As massas dos aparelhos de utilização são, nesse caso, ligadas ao ponto neutro ou médio do secundário do transformador, que deve ser ligado a um eléctrodo de terra. Neste caso, a protecção é garantida pelos dispositivos de protecção contra as sobreintensidades dos condutores activos do circuito secundário. Na alimentação de equipamentos que possuam dispositivos de antiparasitagem que originem correntes de fuga elevadas (por exemplo, computadores ou outros equipamentos electrónicos com filtragem), este tipo de alimentação (esquema TN) torna-se, em regra, necessário. 531.2.1.4 Quando os equipamentos eléctricos susceptíveis de produzirem correntes contínuas estiverem instalados a jusante de um dispositivo diferencial, devem ser tomadas precauções para que, em caso de defeito à terra, as correntes contínuas não perturbem o funcionamento dos dispositivos diferenciais nem comprometam a segurança. Nota: Alguns equipamentos eléctricos possuindo componentes semicondutores (díodos, tirístores, etc.) originam correntes contínuas que, em caso de defeito à terra a jusante desses componentes, podem perturbar o funcionamento de certos dispositivos diferenciais. Para evitar essas perturbações pode ser tomada uma das medidas seguintes: a) seleccionar um equipamento que não produza corrente contínua susceptível de perturbar o funcionamento dos dispositivos diferenciais, tais como dispositivos com comando por trem de impulsos ou por controlo de fase simétrico; b) utilizar equipamentos que, pelo menos na parte que produza ou utilize corrente contínua, satisfaçam às condições aplicáveis aos equipamentos da classe II (devido à ausência do condutor de protecção nos equipamentos desta classe de isolamento, não há circulação de corrente para a terra); c) alimentar, por meio de um transformador de separação de circuitos, o equipamento que produza corrente contínua; d) construir o dispositivo diferencial por forma a que o seu funcionamento não seja afectado pelas correntes contínuas (tipos A ou B); e) equipar ou proteger, por um dispositivo que ponha fora de serviço, o equipamento ou apenas a parte que produza corrente contínua, em caso de um defeito contendo uma componente contínua. [I] 531.2.1.5 A utilização de dispositivos diferenciais, ainda que de corrente diferencial-residual estipulada I∆n não superior a 30 mA, em circuitos que não tenham condutor de protecção não deve ser considerada como uma medida de protecção suficiente contra os contactos indirectos. Nota: Esta regra não exclui a possibilidade de se utilizarem dispositivos diferenciais de alta sensibilidade, com vista a aumentar a segurança nos casos de utilização de equipamentos (sem serem os da classe II de isolamento) não ligados à terra ou quando essa ligação for aleatória (veja-se 531.2.6). [I] 531.2.2 Selecção dos dispositivos diferenciais de acordo com o seu modo de funcionamento [I] 531.2.2.1 Os dispositivos diferenciais podem ser ou não equipados com uma fonte auxiliar(3), satisfazendo às regras indicadas na secção 531.2.2.2. [I] 531.2.2.2 A utilização de dispositivos diferenciais com fonte auxiliar sem corte automático em caso de falha dessa fonte, apenas é permitida se for verificada uma das condições seguintes: a) a protecção contra os contactos indirectos, realizada de acordo com o indicado na secção 413.1, for garantida mesmo em caso de falha da fonte auxiliar; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 307 - PARTE 5 / Secção 51 b) os dispositivos diferenciais forem instalados em instalações exploradas, ensaiadas e verificadas por pessoas instruídas (BA4) ou qualificadas (BA5). ________________________ (3) - A fonte auxiliar pode ser a própria fonte de alimentação Nota: Os aparelhos com segurança positiva, isto é, aqueles em que um defeito interno ou o corte da alimentação auxiliar os coloca, automaticamente, na posição de “aberto”, satisfazem à condição indicada na alínea a). Da aplicação desta regra resulta que dispositivos diferenciais com fonte auxiliar que não sejam de segurança positiva, não devem ser utilizados nas instalações dos locais de habitação ou de usos análogos. [I] 531.2.3 Esquema TN Se, para alguns equipamentos (ou partes da instalação), uma ou mais das condições indicadas na secção 413.1.3 não puderem ser verificadas, esses equipamentos (ou essas partes da instalação) podem ser protegidas por um dispositivo diferencial. Nesse caso, as massas podem não ser ligadas ao condutor de protecção do esquema TN desde que o sejam a um eléctrodo de terra de resistência adaptada à corrente de funcionamento do dispositivo diferencial, sendo então o circuito protegido por este dispositivo diferencial considerado como se fosse de um esquema TT (veja-se 413.1.4). Quando não for possível criar eléctrodos de terra electricamente distintos, a ligação das massas ao condutor de protecção deve ser efectuada a montante do dispositivo diferencial. Nota: As regras indicadas nesta secção dependem das possibilidades de execução de um eléctrodo de terra local, isto é: a) se for possível executar, no local da massa considerada, um eléctrodo de terra das massas electricamente distinto do da alimentação, a massa situa-se fora da zona de influência da ligação equipotencial principal e deve ser ligada a um eléctrodo de terra local, sendo as condições de protecção as indicadas para o esquema TT (veja-se 531.2.4); b) se não for possível executar, no local da massa considerada, um eléctrodo de terra das massas electricamente distinto do da alimentação, a massa situa-se no interior da zona de influência da ligação equipotencial principal e o condutor de protecção correspondente deve ser ligado a essa ligação equipotencial principal. [I] 531.2.4 Esquema TT Se uma instalação for protegida por um único dispositivo diferencial, este deve ser colocado na origem da instalação(4). Esta regra é dispensada quando a parte da instalação compreendida entre a origem e o dispositivo diferencial satisfizer à medida de protecção relativa à utilização de equipamentos da classe II ou de isolamento equivalente (veja-se 413.2). Nota: Se, na instalação, existirem partes com características e riscos distintos, pode ser necessário prever dispositivos diferenciais de sensibilidades diferentes para cada uma dessas partes. Por outro lado, pode ser desejável obter uma certa selectividade entre o funcionamento de dispositivos instalados em níveis diferentes da instalação. Quando a instalação for alimentada por meio de um transformador de potência elevada e for protegida por um dispositivo diferencial colocado na sua origem, não existe, na prática, disjuntor com dispositivo diferencial incorporado correspondente à corrente estipulada do secundário do transformador. Neste caso, a função de protecção diferencial deve ser garantida por um relé independente (que funcione por emissão de corrente ou por falta de tensão) que actue um disparador incorporado no aparelho de corte geral. Este relé, que é instalado na origem da instalação, deve ser sensível à corrente homopolar medida por um dos processos seguintes: a) um ou mais transformadores toroidais (vulgarmente designados por "toros") colocados, sempre que possível, nos condutores activos, a jusante do aparelho de corte geral, quando o número e a secção dos condutores forem compatíveis com a secção interna de passagem existente nos "toros"; b) um transformador toroidal colocado no condutor que liga o neutro do transformador ao eléctrodo de terra (seja o neutro distribuído ou não). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 308 - PARTE 5 / Secção 51 Quando for colocado um único dispositivo diferencial na origem da instalação, toda a instalação fica , em caso de defeito, fora de serviço (veja-se a figura 53GD). _________________________ (4) - Quando a instalação tiver mais do que uma origem, esta regra aplica-se a cada uma delas. O x º DR Figura 53GD - Dispositivo diferencial na origem da instalação O valor da corrente diferencial estipulada I∆n de um dispositivo diferencial não deve ser superior ao calculado para o valor máximo da resistência do eléctrodo de terra das massas da parte da instalação protegida por esse dispositivo. No quadro 53GD indica-se, para os valores normais da corrente diferencial estipulada de funcionamento dos dispositivos diferenciais, o valor máximo da resistência do eléctrodo de terra para que a tensão de contacto (Uc) não ultrapasse UL = 50 V. Estes valores devem ser reduzidos a metade quando a tensão limite convencional for UL = 25 V (veja-se 481.3). Na prática, o valor a considerar para a resistência de terra deve ter em conta as eventuais variações sazonais. Quando, na prática, não for possível medir a resistência de terra das massas, deve ser garantido que a impedância da malha de defeito não seja superior ao valor indicado no quadro 53GD. Recomenda-se não utilizar dispositivos diferenciais de sensibilidade regulável em instalações domésticas ou análogas, excepto se a corrente diferencial mais elevada satisfizer às condições da presente regra (se não fosse verificada esta condição, a protecção de pessoas não seria garantida para alguns valores de regulação do dispositivo diferencial). QUADRO 53GD Valores máximos da resistência do eléctrodo de terra em função da corrente diferencial estipulada dos dispositivos diferenciais para UL = 50 V Valor máximo da resistência do eléctrodo de terra das massas (Ω) Corrente diferencial estipulada máxima do dispositivo diferencial (I∆n) 20 A Baixa 2,5 10 A 5 5A 10 3A 16,5 1A 50 Média 500 mA 100 300 mA 166 sensibilidade 100 mA 500 Alta 30 mA 1 665 12 mA 4 165 6 mA 8 330 sensibilidade sensibilidade Considera-se como satisfazendo às regras indicadas na secção 413.1.4.2 a utilização de dispositivos diferenciais do tipo "S" (com disparo retardado), que evitam os disparos intempestivos resultantes, em regra, de fenómenos transitórios e, particularmente, os devidos ao escorvamento dos descarregadores de ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 309 - PARTE 5 / Secção 51 sobretensão (previstos na secção 443). Os dispositivos do tipo "S" apresentam as características principais seguintes: a) são "selectivos" em relação aos do tipo "G"; b) evitam os disparos intempestivos; c) seu limite superior de disparo diferencial situa-se na zona onde não existe risco de fibrilação ventricular, em instalações de tensão nominal 230/400 V (segundo a IEC 60479) nas condições normais de influências externas. [I] 531.2.5 Esquema IT Quando a protecção for garantida por um dispositivo diferencial e não se pretender um corte ao primeiro defeito, a corrente diferencial de não funcionamento desse dispositivo deve ser superior à corrente que circula num condutor de fase em consequência de um defeito à terra, de impedância desprezável. Nota: Quando todas as massas de uma instalação forem interligadas e ligadas ao eléctrodo de terra do controlador permanente de isolamento, não é necessário utilizar, na protecção contra contactos indirectos, dispositivos diferenciais desde que sejam satisfeitas as condições indicadas na secção 413.1.5.5. No entanto, a utilização de dispositivos diferenciais pode ser justificada se se previrem riscos de incêndio. Quando, numa instalação, as massas não estiverem todas interligadas, deve ser utilizado um dispositivo diferencial por cada grupo de massas interligadas. Por outro lado, a protecção contra os contactos indirectos deve ser garantida pelos dispositivos de protecção contra as sobreintensidades satisfazendo as regras indicadas nas secções 413.1.5.5 e 413.1.5.6. Para a localização de defeitos de isolamento podem ser utilizados dispositivos diferenciais que possuam apenas as funções de detecção e de medida (tais como toros instalados de forma fixa nos diferentes circuitos da instalação ou pinças móveis associadas a aparelhos de medição). 531.2.6 Utilização de dispositivos diferenciais de alta sensibilidade (I∆n ≤ 30 mA) Nota: A utilização de dispositivos diferenciais de corrente diferencial-residual não superior a 30 mA é uma medida de protecção complementar contra os contactos directos, de acordo com a regra indicada na secção 412.5, justificando-se a sua utilização, nomeadamente, nos casos seguintes: a) protecção dos cabos flexíveis que alimentem aparelhos móveis ou portáteis, onde o uso ou o envelhecimento desses cabos possam provocar a deterioração do isolamento ou a rotura do condutor de protecção sem que esses defeitos sejam detectados; b) protecção das instalações em que as condições de utilização dos equipamentos eléctricos sejam severas, por exemplo, quando os riscos de humidade prejudicarem o bom isolamento dos equipamentos ou ainda quando a ligação à terra for aleatória (veja-se 531.2.6.1). Por outro lado, os dispositivos de protecção podem garantir a protecção contra os contactos indirectos satisfazendo às regras indicadas na secção 413.1, nomeadamente nos casos seguintes: - a resistência do eléctrodo de terra das massas tenha um valor superior a 500 Ω no esquema TT (veja-se 531.2.6.2); - a construção de um eléctrodo de terra seja, na prática, de difícil realização. Esta protecção pode ser: • geral, para toda a instalação; • parcial, para um circuito ou para um grupo de circuitos; • individual, por cada tomada. Chama-se a atenção para as seguintes considerações: ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 310 - PARTE 5 / Secção 51 a instalação de dispositivos diferenciais de corrente diferencial-residual não superior a 30 mA pode ser incompatível com a alimentação de aparelhos de elevada potência, cujas correntes de fuga possam ser relativamente elevadas (veja-se, por exemplo, a secção 707); o corte da alimentação, resultante do funcionamento desses dispositivos, pode perturbar o funcionamento de certos aparelhos, tais como, os equipamentos informáticos e os congeladores, devendo ser tomadas as seguintes medidas apropriadas (veja-se 471.2.5): alimentação directa desses aparelhos, por exemplo por ligação, numa caixa de derivação, a jusante de um dispositivo diferencial de média sensibilidade (I∆n ≤ 500 mA do tipo S); alimentação directa por um transformador de separação. 531.2.6.1 A utilização de dispositivos diferenciais de alta sensibilidade é imposta nalgumas secções das partes 7 e 8, nomeadamente quando as condições de influências externas forem particularmente severas ou quando os riscos de humidade poderem prejudicar o bom isolamento dos equipamentos. Nota: Estão nesta situação, nomeadamente, os casos seguintes: a) alimentação de luminárias e de aparelhos de aquecimento em certos volumes das casas de banho e das piscinas (vejam-se 701 e 702); b) instalação de estaleiros, nomeadamente na protecção dos cabos acessíveis de alimentação dos aparelhos móveis ou portáteis (veja-se 704); c) instalações de feiras; d) alimentação de caravanas e de barcos de recreio; e) alimentação de veículos automóveis ou de reboques/caravanas contendo instalações tais como, laboratórios, centros médicos, exposições de publicidade, incluindo eventualmente uma sala de projecção cinematográfica, etc.; f) alimentação de condutores e elementos aquecedores embebidos nos elementos da construção dos edifícios (veja-se 801.2.6); g) instalações eléctricas estabelecidas em locais agrícolas ou pecuárias (veja-se 705); h) utilização da medida P4 (DR de I∆n ≤ 30 mA), em locais de uso médico (veja-se 801.2.4.2.2). 531.2.6.2 A utilização de dispositivos diferenciais de alta sensibilidade é ainda necessária para garantir a protecção contra os contactos indirectos quando a resistência do eléctrodo de terra das massas tiver um valor elevado, por exemplo superior a 500 Ω. Nota: Se, durante as medições, o valor da resistência do eléctrodo de terra, ainda que elevado, for compatível com a utilização de dispositivos diferenciais de média sensibilidade, pode contudo ser preferível prever dispositivos de alta sensibilidade por forma a garantir a segurança em caso de aumento da resistência de terra ao longo do tempo. [I] 531.3 Controladores permanentes de isolamento (CPI) Um controlador permanente de isolamento, que deve satisfazer ao indicado na secção 413.1.5.4, é um dispositivo que controla, continuamente, o isolamento de uma instalação eléctrica. Este dispositivo destina-se a sinalizar qualquer redução significativa do nível de isolamento da instalação, com a finalidade de permitir a pesquisa da avaria antes da ocorrência de um segundo defeito, evitando assim o corte da alimentação. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 311 - PARTE 5 / Secção 51 Deste modo, o CPI deve ser regulado para um valor de resistência de isolamento inferior ao especificado na secção 612.3 para a instalação considerada. Os controladores permanentes de isolamento devem ser concebidos e instalados por forma a que não seja possível modificar a sua regulação sem a utilização de uma chave ou de uma ferramenta. Nota: Os controladores permanentes de isolamento (a instalar nas instalações IT) devem satisfazer ás condições seguintes (veja-se 413.1.5.4): a) Instalação dos controladores permanentes de isolamento Quando o condutor neutro for acessível, o terminal "rede" do CPI deve ser ligado ao condutor neutro mais perto possível da origem da instalação da qual ele possa controlar o isolamento, sem interposição de qualquer dispositivo de protecção contra as sobreintensidades. Quando o condutor neutro não for acessível, o terminal "rede" do CPI pode ser ligado a um dos pontos seguintes: a um ponto neutro artificial obtido a partir de três impedâncias ligadas aos condutores de fase na proximidade da origem da instalação; a um condutor de fase. Para as instalações de corrente contínua, o terminal "rede" do CPI deve ser ligado directamente ao condutor de equilíbrio, se este existir, ou a um dos pólos da fonte. O terminal "terra" do CPI deve ser ligado ao eléctrodo de terra das massas da instalação mais próximo. O circuito de alimentação do CPI tanto pode ser ligado à instalação (no mesmo circuito onde é ligado o terminal "rede" e o mais perto possível deste), como a uma fonte auxiliar de alta fiabilidade. No primeiro caso, este circuito deve ser protegido contra as sobreintensidades por dispositivos de protecção adequados, com poder de corte não inferior à corrente de curto-circuito presumida nesse ponto da instalação. O ponto de ligação à instalação deve ser seleccionado por forma a que o CPI possa controlar o isolamento da instalação em todas as condições de exploração. Na figura 53GE1 é indicado um exemplo de ligação de um controlador permanente de isolamento numa instalação sem qualquer ponto ligado directamente à terra (neutro isolado); o CPI deve ser inserido entre o ponto neutro do transformador e o eléctrodo de terra das massas mais próximo. L1 L2 L3 CPI RA Figura 53GE1 - Exemplo de ligação de um controlador permanente de isolamento Quando o circuito de alimentação do CPI for ligado entre uma fase e o neutro, os dispositivos de protecção devem ser instalados como se indica na secção 473.3.2.2. Chama-se a atenção para o facto de que, devido à sua proximidade com a origem da instalação, pode ser necessário prever dispositivos de protecção de elevado poder de corte. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 312 - PARTE 5 / Secção 51 Quando uma instalação for alimentada por mais do que um transformador em paralelo, pode ser utilizado apenas um controlador permanente de isolamento desde que este esteja colocado por forma a permanecer ligado à instalação em caso de corte de qualquer um dos transformadores. b) Regulação dos controladores permanentes de isolamento Na prática, o limiar de funcionamento de um CPI é regulado para um valor de aproximadamente 80% da resistência de isolamento do conjunto da instalação. Contudo, se a resistência de isolamento for superior a 1,25 vezes o limite superior do domínio de regulação do limiar de funcionamento do CPI, este deve ser regulado para esse limite superior. O funcionamento da sinalização de um CPI pode, por vezes, resultar não da existência de um defeito franco de isolamento, mas de uma redução geral do isolamento de uma instalação, devida, por exemplo, à presença de humidade em consequência de uma ausência de tensão prolongada de toda ou de parte da instalação ou da redução do isolamento de um aparelho de utilização. c) Selecção dos controladores permanentes de isolamento Na selecção dos CPI devem ser consideradas as características seguintes: valor da corrente admissível nos CPI. Para certas aplicações (por exemplo, blocos operatórios), podem ser prescritos valores específicos de corrente de medição, pelo que devem ser utilizados CPI especialmente previstos para essas finalidades. natureza da corrente de medição. Relativamente à natureza da corrente, os CPI mais vulgarizados são: - os que aplicam uma tensão contínua à instalação; - os que aplicam uma tensão alternada à instalação. Os primeiros fornecem uma indicação da resistência de isolamento mas as suas indicações podem vir a ser perturbadas por um defeito de isolamento que se produza a jusante de um elemento rectificador da instalação controlada. Estes CPI podem ser utilizados em instalações sem rectificadores ou que os contenham em pequena quantidade, alimentados sem a interposição de transformadores. Os segundos, indicam o valor da impedância resultante da resistência de isolamento e das reactâncias de fuga da instalação, medida à frequência da fonte de medição; para reduzir a influência destas reactâncias, os CPI utilizam, em regra, uma frequência muito inferior à da instalação controlada. Estes dispositivos são aplicados, nomeadamente, em instalações de corrente alternada que tenham muitos elementos rectificadores e em instalações de corrente contínua. 531.4 Dispositivos de protecção sensíveis à tensão de defeito No estabelecimento de sistemas de protecção que utilizem dispositivos de protecção de corte automático sensíveis à tensão de defeito devem ser observadas, simultaneamente, as condições seguintes: a) o tempo de funcionamento do dispositivo de protecção não deve ser superior a 0,1 s; b) o elemento sensível à tensão de defeito deve ser ligado entre o condutor de protecção que liga o conjunto das massas e um condutor isolado, ligado a um eléctrodo de terra auxiliar; c) a ligação ao eléctrodo de terra auxiliar deve ser isolada, por forma a evitar qualquer contacto com o condutor de protecção, com os elementos que lhes estejam ligados ou com elementos condutores que possam estar ou estejam em contacto com eles; d) o condutor de protecção apenas deve ser ligado às massas dos equipamentos cuja alimentação deva ser interrompida em caso de defeito, em consequência do funcionamento do dispositivo de protecção; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 313 - PARTE 5 / Secção 51 e) o eléctrodo de terra auxiliar deve ser electricamente distinto de todos os elementos condutores ligados à terra e deve satisfazer às regras indicadas na secção 544.2. Nota: A utilização de dispositivos de protecção sensíveis à tensão de defeito deve ser limitada a casos muito particulares, tais como: compensar a falha eventual de um outro dispositivo de protecção; ser utilizado, quando nenhum outro dispositivo de protecção puder ser usado, por exemplo, quando o circuito a proteger apresentar um nível de isolamento muito fraco (como é o caso, por exemplo, da alimentação de fornos eléctricos) e for alimentado por meio de um transformador de enrolamentos separados. A utilização de dispositivos sensíveis à tensão de defeito é incompatível com o escoamento de uma corrente de descarga atmosférica, ainda que de intensidade moderada, para o eléctrodo de terra das massas da instalação considerada. A regra indicada na alínea c) destina-se a evitar que o elemento sensível à tensão de defeito seja, por inadvertência, curto-circuitado. A regra indicada na alínea e) considera-se verificada se o eléctrodo de terra auxiliar for instalado a distância conveniente. Quando as construções forem metálicas ou nelas abundarem elementos condutores, a distância, em relação à construção, a que pode ser necessário colocar o eléctrodo é frequentemente superior a 50 m, pelo que se recomenda, para resolver esta dificuldade, recorrer ao isolamento das massas em relação à terra. [I] 532 Dispositivos de protecção contra os efeitos térmicos (em estudo)(5) [I] 533 Dispositivos de protecção contra as sobreintensidades [I] 533.1 Generalidades Nota: Para a aplicação das regras indicadas na secção 511 devem ser considerados, nomeadamente, as Normas seguintes: EN 60269 - Fusíveis de baixa tensão. EN 60898 - Disjuntores para instalações domésticas e análogas; EN 60947 - Disjuntores para equipamento (DPE). [I] 533.1.1 As bases dos fusíveis que utilizem porta-fusíveis de rosca/rolha devem ser ligados por forma a que o contacto central se encontre do lado da origem da instalação. [I] 533.1.2 As bases dos fusíveis que utilizem porta-fusíveis ou elementos de substituição com pernos devem ser instaladas por forma a excluir a possibilidade de estabelecer, com o porta-fusíveis ou com o elemento de substituição, contactos entre peças condutoras pertencentes a bases vizinhas. [I] 533.1.3 Os fusíveis cujos elementos de substituição sejam susceptíveis de serem substituídos por pessoas que não sejam instruídas (não BA4) ou não que não sejam qualificadas (não BA5) devem ser de um modelo que satisfaça às regras de segurança indicadas na Norma EN 60269-3. Os fusíveis ou os conjuntos que contenham os elementos de substituição susceptíveis de serem substituídos apenas por pessoas instruídas (BA4) ou qualificadas (BA5) devem ser instalados por forma a que seja garantido que os elementos de substituição possam ser colocados ou retirados sem risco de contacto fortuito com as partes activas. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 314 - PARTE 5 / Secção 51 _________________________ (5) - Enquanto esta secção se encontrar em estudo, devem ser observadas as regras indicadas nas secções 482.2.10 e 705.422. [I] 533.1.4 Os disjuntores que possam ser manobrados por pessoas que não sejam instruídas (não BA4) ou não que não sejam qualificadas (não BA5) devem ser concebidos ou instalados por forma a que não seja possível modificar a regulação dos seus relés de sobreintensidade sem uma acção voluntária que necessite da utilização de uma chave ou de uma ferramenta e que deixe sinais visíveis dessa actuação. [I] 533.2 Selecção dos dispositivos de protecção contra as sobrecargas A corrente estipulada (ou de regulação) do dispositivo de protecção deve satisfazer as condições indicadas na secção 433.2(6). No caso de cargas periódicas, os valores de In (ou de Ir)e de I2 devem ser seleccionados com base nos valores de IB e de Iz para cargas permanentes termicamente equivalentes, em que: IB é a corrente de serviço da canalização; IZ é a corrente admissível na canalização; In é a corrente estipulada do dispositivo de protecção; Ir é a corrente de regulação do dispositivo de protecção; I2 é a corrente convencional de funcionamento do dispositivo de protecção. [I] 533.3 Selecção dos dispositivos de protecção contra os curtos-circuitos Na aplicação das regras indicadas na secção 43 aos curtos-circuitos de duração não superior a 5 s, devem ser consideradas as condições mínimas e máximas de curto-circuito. Quando a norma relativa a um dispositivo de protecção indicar especificamente um poder de corte estipulado de serviço e um poder de corte estipulado limite, o dispositivo de protecção pode ser seleccionado a partir do poder de corte limite para as condições de curto-circuito máximas. As condições de funcionamento podem, contudo, justificar a selecção do dispositivo de protecção a partir do poder de corte em serviço, por exemplo, quando o dispositivo de protecção estiver localizado na origem da instalação. Nota: De acordo com a Norma EN 61009-1, entende-se por: poder de corte de serviço (em curto-circuito) o poder de corte para o qual as condições prescritas de acordo com uma sequência de ensaio especificada incluem a aptidão do disjuntor para ser percorrido por uma corrente igual a 0,85 vezes a corrente convencional de não disparo durante o tempo convencional; poder de corte limite (em curto-circuito) o poder de corte para o qual as condições prescritas de acordo com uma sequência de ensaio especificada não incluem a aptidão do disjuntor para ser percorrido por uma corrente igual a 0,85 vezes a corrente convencional de não disparo durante o tempo convencional. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 315 - PARTE 5 / Secção 51 Para aplicação das regras indicadas na secção 43 aos curtos-circuitos de duração não superior a 5 s devem ser consideradas as condições seguintes: a) Utilização de fusíveis - A corrente de curto-circuito mínima não deve ser inferior a IF (veja-se a figura 53C) ou à corrente de funcionamento do fusível para t = 5 s, tomando-se o maior destes dois valores.; _________________________ (6) - Em certos casos, e para evitar disparos intempestivos, devem ser considerados os valores das correntes de crista das cargas. t t F Icc ≥ IF C - Curva I (t) correspondente à solicitação térmica admissível nos condutores protegidos F - Curva I (t) de fusão do fusível (limite superior da zona de funcionamento) C F IF I Figura 53C - Coordenação entre as características I (t) do fusível e dos condutores por ele protegidos b) Utilização de disjuntores - Para os disjuntores, devem verificar-se, simultaneamente, as condições seguintes: - corrente de curto-circuito mínima (Icc) não deve ser inferior a Ia (veja-se a figura 53D1); - corrente de curto-circuito presumida Icc no ponto de instalação do disjuntor inferior a Ib (veja-se a figura 53D2). t Icc ≥ Ia C C - Curva I (t) correspondente à solicitação térmica admissível nos condutores protegidos D1 - Curva I (t) de funcionamento do disjuntor D1 Ia I Figura 53D1 - Coordenação entre as características I (t) do disjuntor e dos condutores por ele protegidos i2 t D2 C' Icc ≤ Ib C' - Curva admissível I2 (t) dos condutores D2 - Característica I2 (t) do disjuntor Ib I Figura 53D2 - Coordenação entre as características I2 (t) do disjuntor e dos condutores por ele protegidos ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 316 - PARTE 5 / Secção 51 A corrente de curto-circuito mínima é, em regra, a que resulta de um curto-circuito franco no ponto mais afastado da canalização protegida, entre fase e neutro ou entre duas fases, se o neutro não for distribuído. Para correntes de curto-circuito com duração de alguns períodos, a energia I²t que percorre o dispositivo de protecção pode ser calculada multiplicando o quadrado do valor eficaz da corrente da característica de funcionamento I(t) do dispositivo de protecção pelo tempo de funcionamento respectivo. Para correntes de curto-circuito de menor duração, devem ser consultadas as características I²t fornecidas pelo fabricante. Quando o disjuntor garantir protecção contra as sobrecargas, não é necessário verificar a condição da corrente de curto-circuito mínima. Quando a instalação for realizada segundo o esquema IT, a regra do poder de corte deve ser aplicada tanto à corrente de curto-circuito trifásico no ponto considerado como à corrente de duplo defeito presumida. Para os disjuntores multipolares e na ausência de dados mais exactos, pode-se admitir que o poder de corte num único polo e à tensão entre fases não é inferior ao poder de corte trifásico a uma tensão igual a 3 vezes a tensão nominal da instalação. Exemplo: Para um disjuntor, numa instalação de 230/400 V, para o qual o fabricante indique os valores de poder de corte seguintes : 30 000 A à tensão trifásica de 400 V, 10 000 A à tensão trifásica de 690 V, pode-se admitir que este possui um poder de corte não inferior a 10 000 A num único polo e a uma tensão entre fases de 400 V. Para dispositivos de protecção unipolares (disjuntores modulares e fusíveis), o poder de corte a considerar é o indicado pelo fabricante para a tensão entre fases (isto é, por exemplo, o correspondente à tensão de 400 V numa instalação de 230/400 V). [I] 534 Dispositivos de protecção contra as sobretensões [I] 534.1 Generalidades Na secção 534.2 são indicadas regras relativas à limitação da tensão com vista à coordenação de isolamento, de acordo com o indicado na secção 443 das presentes Regras Técnicas e na Norma IEC 60664-1. Na secção 534.2 são ainda indicadas regras relativas à instalação e selecção dos dispositivos de protecção contra sobretensões nas instalações de edifícios, com vista a limitar as sobretensões de origem atmosférica transmitida pelas redes de distribuição e contra as sobretensões de manobra originadas pelos equipamentos da instalação. Nota: Os descarregadores de sobretensões, sendo utilizados para limitar o nível das sobretensões de origem atmosférica provenientes de uma rede de distribuição a um nível compatível com a tensão suportável ao choque dos equipamentos eléctricos da instalação, asseguram também, na prática, protecção contra as sobretensões de manobra. Os descarregadores de sobretensões protegem as instalações contra as sobretensões induzidas nas canalizações eléctricas, mas não as protegem contra as descargas atmosféricas directas, quer sobre as linhas da rede quer sobre os próprios edifícios. Para a protecção dos edifícios contra as descargas atmosféricas directas devem ser utilizadas as regras constantes do "Guia Técnico de Pára-raios". A protecção contra as sobretensões de origem atmosférica deve ser efectuada por meio de descarregadores de sobretensões, seleccionados e instalados por forma a não perturbarem o funcionamento da instalação e o dos restantes dispositivos de protecção nem apresentarem riscos para as pessoas e para os bens durante o seu funcionamento, mesmo em caso da sua eventual destruição. [I] 534.2 Instalação dos descarregadores de sobretensões nos edifícios ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 317 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 534.2.1 Quando, nos termos indicados na secção 443, for prevista a instalação de descarregadores de sobretensões, estes devem ser instalados nas proximidades da origem da instalação ou no quadro de distribuição, se este estiver localizado junto da origem da instalação(7). _________________________ (7) - Com vista à obtenção da protecção total da instalação, pode ser necessário colocar descarregadores de sobretensões suplementares, os quais não são considerados nesta secção. Os eventuais descarregadores de sobretensão colocados em qualquer outro ponto da instalação podem também garantir uma protecção suficiente. Nota: Os descarregadores de sobretensões destinados à protecção de equipamentos particularmente sensíveis às sobretensões devem ser instalados na proximidade imediata do equipamento a proteger, no seu circuito de alimentação. Esses descarregadores devem ter um nível de protecção e uma corrente de descarga coordenados com os outros dispositivos de protecção (nomeadamente com os instalados a montante) e com a tensão suportável ao choque do equipamento a proteger. [I] 534.2.2 Sempre que as regras indicadas na secção 443 conduzam à utilização de descarregadores de sobretensões, estes devem ser instalados: a) entre cada condutor de fase não ligado à terra(8) e o terminal principal de terra ou o condutor principal de protecção (se a ligação a este condutor corresponder a um caminho mais curto), no caso de o condutor neutro ser ligado à terra (das massas) na origem da instalação ou na sua proximidade ou se o condutor neutro não for distribuído; b) entre cada condutor activo (fases e neutro) e o terminal principal de terra ou o condutor principal de protecção (se a ligação a este condutor corresponder a um caminho mais curto), no caso de o condutor neutro não ser ligado à terra (das massas) na origem da instalação ou na sua proximidade. Nota: Nas figuras 53A1, 53B1, 53B2 e 53C1, são indicados exemplos de ligação dos descarregadores de sobretensões (DST) na origem da instalação, para os diferentes tipos de esquemas de ligações à terra. De referir que, se os condutores de protecção forem ligados ao condutor de terra entre o terminal principal de terra da instalação e o eléctrodo de terra, os equipamentos ligados a esses condutores de protecção podem não ficar protegidos pelo descarregador de sobretensões colocado na origem da instalação pois a impedância do condutor de terra entre o eléctrodo de terra e o ponto de ligação do condutor de protecção origina, devido à passagem da corrente de descarga, uma queda de tensão que pode ser perigosa para os equipamentos. 2 1 L1 L2 L3 PE PEN N F 5b x 4 R B 5a 6 3 1 - Origem da instalação 2 - Quadro de distribuição 3 - Terminal principal de terra 4 - Descarregadores de sobretensões (DST) 5 - Ligação à terra dos descarregadores de sobretensões (5a e 5b ligações alternativas) 6 - Equipamento a proteger F - Dispositivo de protecção indicado pelo fabricante do DST (fusível, disjuntor, DR, etc.) RA - Resistência do eléctrodo de terra das massas RB - Resistência do eléctrodo de terra da alimentação RA ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 318 - PARTE 5 / Secção 51 Fig. 53A1 - Instalação de descarregadores de sobretensões (DST) no esquema TN. Pela mesma razão, as ligações do descarregador de sobretensões aos condutores activos e ao ligador de terra devem ser o mais curtas possível para que a impedância dessas ligações não reduza a protecção garantida pelos descarregadores de sobretensões. ________________________ (8) - Um condutor de fase ligado à terra é considerado equivalente a um condutor neutro. Nos esquemas TT e TN, a regra indicada nesta secção não exclui uma protecção complementar em “modo diferencial”. 2 1 L1 L2 I ∆ L3 N PE 7F 4 x 5b RB 5a 6 3 R A 1 - Origem da instalação 2 - Quadro de distribuição 3 - Terminal principal de terra 4 - Descarregadores de sobretensões (DST) 5 - Ligação à terra dos descarregadores de sobretensões (5a e 5b ligações alternativas) 6 - Equipamento a proteger 7 - Dispositivo diferencial (DR) F - Dispositivo de protecção indicado pelo fabricante do DST (fusível, disjuntor, DR, etc.) RA - Resistência do eléctrodo de terra das massas RB - Resistência do eléctrodo de terra da alimentação Fig. 53B1 - Instalação de descarregadores de sobretensões (DST) a jusante de dispositivos diferenciais (DR) no esquema TT 2 1 L1 L2 I L3 ∆ N PE F 4 RB 7 x 5b 4a 5a 6 3 R A 1 - Origem da instalação 2 - Quadro de distribuição 3 - Terminal principal de terra 4 - Descarregadores de sobretensões (DST) 4a - DST, de acordo com o indicado na secção 534.2.3.2, ou disruptor 5 - Ligação à terra dos descarregadores de sobretensões (5a e 5b ligações alternativas) 6 - Equipamento a proteger 7 - Dispositivo diferencial (DR) F - Dispositivo de protecção indicado pelo fabricante do DST (fusível, disjuntor, DR, etc.) RA - Resistência do eléctrodo de terra das massas ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 319 - PARTE 5 / Secção 51 RB - Resistência do eléctrodo de terra da alimentação (O Dispositivo diferencial (DR) pode ser colocado antes ou depois do barramento) Fig. 53B2 - Instalação de descarregadores de sobretensões (DST) a montante de dispositivos diferenciais (DR) no esquema TT 2 1 L1 L2 I ∆ L3 PE 7 Impedância (*) RB F 5b 4 x x 5a 6 3 RA 1 - Origem da instalação 2 - Quadro de distribuição 3 - Terminal principal de terra 4 - Descarregadores de sobretensões (DST) 5 - Ligação à terra dos descarregadores de sobretensões (5a e 5b ligações alternativas) 6 - Equipamento a proteger 7 - Dispositivo diferencial (DR) F - Dispositivo de protecção indicado pelo fabricante do DST (fusível, disjuntor, DR, etc.) RA - Resistência do eléctrodo de terra das massas RB - Resistência do eléctrodo de terra da alimentação (*) o esquema pode ser isolado da terra Fig. 53C1 - Instalação de descarregadores de sobretensões (DST) no esquema IT [I] 534.2.3 Na selecção e na instalação dos descarregadores de sobretensões devem ser consideradas as regras indicadas nas secções 534.2.3.1 a 534.2.3.6. 534.2.3.1 A tensão máxima, em regime permanente (Uc), dos descarregadores de sobretensões não deve ser inferior à tensão máxima susceptível de ocorrer entre os seus terminais e deve ser seleccionada em função do esquema de distribuição, isto é: a) Uc ≥ 1,5xUo(9), para os DST ligados segundo o esquema da figura 53B1 (esquema TT); b) Uc ≥ 1,1xUo(9), para os DST ligados segundo o esquema da figura 53A1 (esquemas TN) ou o esquema da figura 53B2 (esquema TT); c) Uc ≥ 1,1x U(10), para os DST ligados segundo o esquema da figura 53C1 (esquema IT). [I] 534.2.3.2 Os descarregadores de sobretensões e os seus dispositivos em série devem suportar, sem perigo, as sobretensões temporárias susceptíveis de ocorrerem na instalação (veja-se 442). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 320 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 534.2.3.3 Na selecção e na instalação descarregadores de sobretensões devem ser verificadas as Normas da série IEC 61643. [I] 534.2.3.4 Quando os descarregadores de sobretensões forem instalados na origem da uma instalação alimentada pela rede de distribuição (pública) de baixa tensão, a sua corrente ________________________ (9) - Uo é a tensão entre fase e neutro da instalação eléctrica de baixa tensão. (10) - U é a tensão entre fases da instalação eléctrica de baixa tensão. estipulada de descarga não deve ser inferior a 5 kA(11). Nota: Recomenda-se que na selecção dos descarregadores de sobretensões se tenha em consideração a possibilidade de, na origem da instalação, ser provável o aperecimento de sobretensões com a forma de onda de corrente 10/350 µs. [I] 534.2.3.5 O nível de protecção dos descarregadores de sobretensões deve satisfazer às regras indicadas na secção 443(12). [I] 534.2.3.6 Na selecção dos descarregadores de sobretensões (DST) deve ser considerada a eventual existência de outros DST na instalação. Os fabricantes dos DST devem indicar, na documentação anexa ao equipamento, as medidas a considerar por forma a garantir uma coordenação mútua entre os vários DST existentes na instalação. È o caso, por exemplo, de existirem DST destinados a proteger equipamentos que comportem circuitos eléctricos sensíveis, que apresentam, em regra, um nível de protecção inferior ao previsto para a origem da instalação eléctrica. [I] 534.2.4 Os descarregadores de sobretensões devem ser instalados de acordo com as instruções dos fabricantes, por forma a prevenir os riscos de incêndio ou de explosão resultantes de sobrecargas (veja-se 442). Os descarregadores de sobretensões não devem ser instalados em locais classificados quanto às influências externas como BE2 ou BE3, excepto se forem utilizadas medidas de protecção adequadas. [I] 534.2.5 Por forma a evitar eventuais restrições na disponibilidade da alimentação eléctrica devidas a falhas dos descarregadores de sobretensões na instalação protegida, devem ser previstos dispositivos de protecção contra as sobreintensidades e contra os defeitos à terra. Estes dispositivos devem ser incorporados ou colocados em série com os descarregadores de sobretensões, excepto se os descarregadores forem de um tipo que, por construção, dispensem esses dispositivos. [I] 534.2.6 A protecção contra os contactos indirectos (veja-se 41) deve permanecer garantida na instalação protegida, mesmo em caso de defeito dos descarregadores de sobretensões(13). [I] 534.2.7 Se um descarregador de sobretensões for instalado a jusante de um dispositivo diferencial, este deve ser do tipo S e deve poder suportar correntes de sobrecarga não inferiores a 3 kA (8/20 µ s). ________________________ (11) - Na definição do valor da corrente de descarga estipulada, deve-se ter em conta as características do local de instalação dos descarregadores de sobretensões. Em locais sujeitos a condições de exposição mais severas pode ser necessário um valor superior a 5 kA. No caso de edifícios dotados de pára-raios, a corrente de descarga atmosférica previsível será consideravelmente mais elevada o que conduzirá, em regra, a uma corrente de descarga estipulada para os descarregadores de sobretensões superior a 5 kA. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 321 - PARTE 5 / Secção 51 (12) - Pode, ainda, ser necessário ter em conta o nível de sobretensões admissível pelos equipamentos. No caso de equipamentos sensíveis, pode ser necessário colocar, o mais perto possível desses equipamentos, descarregadores de sobretensões complementares (caso não estejam já incluídos nos próprios equipamentos). (13) - No esquema TN, esta protecção é, em regra, garantida pelos dispositivos de protecção contra as sobreintensidades, colocados a montante dos descarregadores de sobretensões. Nos esquemas TT e IT, esta regra pode ser garantida pela colocação do descarregador a jusante de um dispositivo diferencial. Estão em estudo outros dispositivos. [I] 534.2.8 No caso de descarregadores de sobretensões instalados em edifícios dotados de pára-raios devem ser verificadas as regras indicadas na Norma EN 61024-1 (IEC 61024-1). [I] 534.2.9 Os descarregadores de sobretensões devem ser dotados de dispositivos indicadores, que assinalem a existência de defeito interno(14), quer dos próprios dispositivos de protecção contra as sobretensões, quer de outros dispositivos de protecção que lhes estejam associados, nas condições indicadas na secção 534.2.5. [I] 534.2.10 Por forma a optimizar a protecção contra as sobretensões, os condutores de ligação dos descarregadores de sobretensões devem ser tão curtos quanto possível (de preferência, o comprimento total não deve exceder 0,5 m)(15). [I] 534.2.11 Os condutores que ligam os descarregadores de sobretensões ao terminal principal de terra devem ter uma secção nominal não inferior a 4 mm2. No caso descarregadores de sobretensões instalados em edifícios dotados de pára-raios, esta secção não deve ser inferior a 10 mm2. [I] 535 Dispositivos de protecção contra abaixamentos de tensão Os dispositivos de protecção contra abaixamentos de tensão devem ser seleccionados entre os seguintes: a) relés sensíveis aos abaixamentos de tensão ou disparadores que façam actuar um interruptor ou um disjuntor; b) contactores sem encravamento. Nota: Os dispositivos de protecção contra abaixamentos de tensão podem ser retardados se o funcionamento do aparelho por eles protegido permitir uma interrupção ou um abaixamento de tensão de curta duração (por exemplo: 2 s). Se forem utilizados contactores, a abertura retardada e a religação não devem, em caso algum, impedir o corte instantâneo realizado por dispositivos de comando ou por dispositivos de protecção. Os dispositivos de protecção devem permitir o arranque dos motores para uma tensão não inferior a 85% da tensão nominal da instalação e actuar quando a tensão for inferior a 80% (aproximadamente) dessa tensão à frequência nominal, se necessário, com temporização. [I] 536 Dispositivos de comando e de seccionamento [I] 536.1 Generalidades ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 322 - PARTE 5 / Secção 51 Os dispositivos de comando e de seccionamento devem satisfazer às regras correspondentes indicadas nas secções 462 a 465. Quando um mesmo dispositivo for utilizado para garantir mais do que uma função, deve satisfazer às regras relativas a cada uma delas(16). __________________________ (14) - De referir que, no caso de a protecção contra as sobretensões ter deixado de cumprir a sua função, os circuitos que alimentem equipamentos sensíveis podem necessitar de medidas de protecção suplementares. (15) - O aumento do comprimentos dos condutores de ligação dos descarregadores de sobretensões reduz a eficácia da protecção contra as sobretensões. Estes condutores de ligação incluem os que ligam o condutor activo ao descarregador de sobretensões e o que liga este ao terminal principal de terra (ou ao condutor de protecção) (vejam-se as figuras 53A1 a 53C1). (16) - Em certos casos de funções combinadas, podem ser necessárias regras complementares. Nota: Para aplicação das regras indicadas na secção 511 devem ser consideradas as Normas seguintes: NP 2899-1 - Interruptores para usos domésticos ou análogos; IEC 60669-2-1 - Interruptores electrónicos; IEC 60669-2-2 - Interruptores de comando à distância (telerruptores); IEC 60669-2-3 - Interruptores temporizados (automáticos de escada, interruptores horários); IEC 60075 - Características gerais para dispositivos diferenciais; EN 60269 - Fusíveis de baixa tensão; EN 60439 - Quadros e canalizações pré-fabricadas. EN 60898 - Disjuntores para instalações domésticas e análogas; EN 60947 - Disjuntores, interruptores, seccionadores, interruptores-seccionadores, combinados-fusíveis, contactores e arrancadores, aparelhos de ligação, auxiliares para comando e sinalização; EN 61008-1 - Interruptores diferenciais para usos domésticos e análogos; EN 61008-2-1 - Interruptores diferenciais funcionalmente independentes da tensão de alimentação; IEC 61008-2-2 - Interruptores diferenciais funcionalmente dependentes da tensão de alimentação; EN 61009 - Disjuntores diferenciais para usos domésticos e análogos; EN 61095 - Contactores electromecânicos para usos domésticos e análogos; De referir que, em certas aplicações, tais como no comando de motores, os dispositivos de comando devem poder suportar as sobreintensidades que se produzam normalmente. Os dispositivos de protecção ou de comando que satisfaçam às condições indicadas na secção 536.2 podem garantir a função de seccionamento. Apesar de algumas fichas e tomadas de corrente estipulada superior a 32 A poderem ter um poder de corte que lhes permita garantir a função de comando, é preferível utilizar outros dispositivos de comando pois, em regra, essas fichas e tomadas não são previstas para garantirem essa função. No quadro 53 GN são indicadas as correspondências entre as funções de comando e as de seccionamento (definidas nas secções 461 e 463) e as acções necessárias, bem como a natureza dos dispositivos susceptíveis de as garantir. Quadro 53GN Função e acções garantidas por dispositivos de comando e de seccionamento Função Acções Dispositivos (exemplos) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 323 - PARTE 5 / Secção 51 Comando Corte e fecho em serviço normal (em carga) Seccionamento Interruptores; Comutadores; Contactores; Disjuntores; Telerruptores; Fichas e tomadas, de corrente estipulada não superior a 32 A; ACCPA (veja-se 253.7). Seccionadores ou interruptores-seccionadores, multipolares ou unipolares; Fichas e tomadas; Elementos de substituição dos fusíveis; Ligadores ou terminais especialmente concebidos para o efeito e que não exijam o desaperto dos condutores. Alvéolos dos aparelhos extraíveis; Corte e fecho em vazio (sem carga) [I] 536.2 Dispositivos de seccionamento [I] 536.2.1 Os dispositivos de seccionamento devem cortar, efectivamente, todos os condutores activos da alimentação do respectivo circuito tendo em conta as condições indicadas na secção 461.2. Nas secções 536.2.1 a 536.2.5 são indicadas as condições a que devem satisfazer os equipamentos utilizados para o seccionamento. Nota: Para garantir a função de seccionamento, podem ser utilizados os dispositivos seguintes: a) equipamentos em que a função de seccionamento é, explicitamente, reconhecida nas respectivas normas e que satisfaçam às regras indicadas nas secções seguintes (536.2.1.1 e 536.2.1.2); b) outros equipamentos desde que satisfaçam ao conjunto das regras indicadas na secção 536.2 [I] 536.2.1.1 Os dispositivos de seccionamento devem satisfazer, simultaneamente, às condições seguintes: a) suportarem, quando novos, limpos e secos, na posição de aberto e entre os terminais de cada polo, uma tensão suportável ao choque de valor indicado no quadro 53A(17). Quadro 53A Tensão suportável ao choque dos dispositivos de seccionamento em função da tensão nominal da instalação Tensão nominal da instalação(1) (V) Tensão suportável ao choque (kV) Redes trifásicas Redes monofásicas com ponto médio Categoria de sobretensões III Categoria de sobretensões IV 230/400, 277/480 120-240 - 3 5 5(2) 400/690, 577/1 000 - 8 8(2) 10 (1) - Estes valores satisfazem a Norma IEC 60038. Para outros valores, veja-se o Anexo IV da parte 4 das presentes Regras Técnicas. (2) - Estes valores aplicam-se também às redes trifásicas em triângulo com uma fase à terra (veja-se o Anexo IV da parte 4 das presentes Regras Técnicas). b) apresentarem correntes de fuga através dos pólos, na posição de aberto, não superiores a: ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 324 - PARTE 5 / Secção 51 0,5 mA por polo, quando novos, limpos e secos, 6 mA por polo, quando no final da sua vida útil convencional (indicada na respectiva Norma), a uma tensão de ensaio igual a 110% da tensão nominal entre fase e neutro da instalaçãoaplicada entre os terminais de cada polo. Quando o ensaio for realizado em corrente _________________________ (17) - Para funções diferentes da função de seccionamento, podem ser necessárias distâncias superiores às que correspondem à tensão suportável ao choque. Do ponto de vista das sobretensões transitórias de origem atmosférica, não é feita distinção entre instalações ligadas à terra e instalações não ligadas à terra. As tensões suportáveis aos choques são as relativas a uma altitude de 2 000 m. contínua, o valor da tensão a aplicar deve ser igual ao valor eficaz da tensão de ensaio em corrente alternada. Nota: Com excepção do valor relativo à tensão nominal de instalação de 1 000 V, as restantes tensões suportáveis ao choque indicadas no quadro 53A são cerca de 25% superiores às correspondentes à categoria de sobretensões dos circuitos de distribuição e dos circuitos finais - categoria III - quadro 44C da secção 443. Os valores indicados no quadro 53A são válidos quer em corrente alternada quer em corrente contínua. Na prática, os ensaios de tensão suportável ao choque não podem ser dispensados se forem respeitadas as distâncias mínimas de abertura dos contactos seguintes: a) para os aparelhos de corte simples: 3 mm para a tensão nominal 250 V; 4 mm para a tensão nominal 230/400 V; 8 mm para a tensão nominal 400/690 V; 11 mm para a tensão nominal 1.000 V; b) para os aparelhos de corte duplo, a soma das distâncias de abertura dos contactos não deve ser inferior a 1,25 vezes os valores indicados alínea a), para os aparelhos de corte simples. [I] 536.2.1.2 A distância de abertura entre os contactos do dispositivo deve ser visível ou ser indicada de forma clara e segura por marcação correspondente à posição "Fechado" ou "Aberto". Esta indicação deve surgir, apenas, quando a distância de abertura entre os contactos for atingida em cada polo do dispositivo(18). Nota: A visibilidade ou a indicação clara e segura da posição dos contactos corresponde à regra relativa ao corte aparente citado nalguns textos. Esta condição não é aplicável aos circuitos TRS e TRP (veja-se a secção 411.1). [I] 536.2.1.3 Os dispositivos em que o corte seja efectuado por meio de semicondutores não devem ser utilizados como dispositivos de seccionamento. [I] 536.2.2 Os dispositivos de seccionamento devem ser concebidos ou instalados por forma a impedir qualquer fecho intempestivo(19). Nota: Esta condição pode ser realizada pela colocação de avisos ou, se necessário, pelo recurso a medidas especiais, tais como, o encravamento, por meio de cadeado, na posição de aberto. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 325 - PARTE 5 / Secção 51 Nos edifícios destinados á habitação, onde os riscos de fecho intempestivo são desprezáveis, não é necessária a adopção destas medidas de protecção. [I] 536.2.3 Devem ser tomadas medidas especiais que impeçam a abertura acidental ou não autorizada dos dispositivos de seccionamento(20). _________________________ (18) - Esta marcação pode ser obtida pela utilização dos símbolos gráficos "O" e "I" indicando, respectivamente, as posições de "Aberto" e de "Fechado", quando a utilização destes símbolos for admitida na Norma dos dispositivos. (19) - Os fechos intempestivos podem ser devidos, por exemplo, a vibrações ou a choques, mecânicos. (20) - Estas medidas podem ser conseguidas através de uma das condições seguintes: a) colocação do dispositivo de seccionamento num local ou num invólucro fechado à chave ou interditando a sua manobra; b) utilização de um dispositivo de corte em carga (interruptor, disjuntor, etc.), por forma a que o dispositivo de seccionamento apenas possa ser manobrado em vazio (encravamento). [I] 536.2.4 O seccionamento deve ser garantido, sempre que possível, por um dispositivo de corte multipolar, que corte todos os pólos da respectiva alimentação(21); podem, contudo, ser utilizados dispositivos de corte unipolar, desde que colocados lado a lado. Nota: De referir que, quando não for possível efectuar o corte de todos os condutores activos numa única manobra e o dispositivo de seccionamento do condutor neutro puder ser manobrado independentemente dos dispositivos de seccionamento dos condutores de fase, é necessário que o corte do condutor neutro se faça em último lugar e que a ligação deste se efectue antes da ligação dos condutores de fase. Por este facto, a melhor solução consiste em prever o corte de todos os condutores activos numa só manobra (corte simultâneo). [I] 536.2.5 Os dispositivos de seccionamento devem indicar, de forma clara, qual o circuito que seccionam, podendo ser utilizado para o efeito, por exemplo, a marcação. Nota: Quando forem utilizados dispositivos de seccionamento unipolares, deve ser deixado espaço suficiente entre os dispositivos de circuitos diferentes, por forma a evitar quaisquer erros. [I] 536.3 Dispositivos de corte para manutenção mecânica [I] 536.3.1 Os dispositivos de corte para manutenção mecânica(22) devem ser colocados, sempre que possível, no circuito principal de alimentação. Quando esta função for realizada com interruptores (que podem não cortar todos os condutores activos), estes devem poder interromper a corrente à plena carga da parte correspondente da instalação. A interrupção de circuitos de comando para garantir o corte para a manutenção mecânica apenas é permitida se for satisfeita uma das condições seguintes: a) existência de medidas complementares de segurança, como por exemplo, encravamento mecânico, b) utilização de dispositivos de comando que satisfaçam a uma norma relativa a este tipo de dispositivos. Em qualquer dos casos, deve ser garantida uma condição equivalente à do corte directo da alimentação principal. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 326 - PARTE 5 / Secção 51 Nota: Estas regras aplicam-se apenas ao corte da alimentação eléctrica, sendo a alimentação por outras formas de energia (hidráulica, pneumática, vapor, etc.) objecto de outras especificações. [I] 536.3.2 Os dispositivos de corte para manutenção mecânica, ou os seus auxiliares de comando, devem actuar apenas por acção manual. A distância entre contactos abertos do dispositivo deve ser visível ou ser indicada de forma ________________________ (21) - O seccionamento de um circuito pode ser garantido, por exemplo, por um dos meios indicados no quadro 53GN, para a função seccionamento (veja-se 536.1). (22) - O corte para manutenção mecânica pode ser efectuado, por exemplo, por um dos meios seguintes: a) interruptores multipolares; b) disjuntores; c) auxiliares de comando que accionem contactores; d) fichas e tomadas. clara e segura pela marcação "Fechado" ou "Aberto". Essa indicação deve surgir apenas quando, em todos os pólos do dispositivo, for atingida a respectiva posição final(17). [I] 536.3.3 Os dispositivos de corte para manutenção mecânica devem ser concebidos e instalados por forma a impedir qualquer fecho intempestivo(19). [I] 536.3.4 Os dispositivos de corte para manutenção mecânica devem ser adequados à utilização prevista e instalados por forma a serem facilmente identificáveis. [I] 536.4 Dispositivos de corte de emergência (incluindo a paragem de emergência) [I] 536.4.1 Os dispositivos que garantam o corte de emergência devem poder cortar a corrente à plena carga da parte da instalação respectiva, atendendo às eventuais correntes dos motores na situação de rotor bloqueado. Nota: Para as correntes dos motores na situação de rotor bloqueado, deve-se considerar os eventuais riscos inerentes ao não arranque desses motores. Na prática, a corrente a considerar deve ser a resultante da soma da corrente de arranque do motor de maior potência com as correntes à plena carga dos restantes motores . [I] 536.4.2 Para o corte de emergência(23) pode ser utilizado um dos meios seguintes: a) dispositivo de corte susceptível de cortar, directamente, a alimentação pretendida; b) combinação de dispositivos susceptíveis de cortar, por meio de uma única acção, a alimentação pretendida. Para o corte de emergência não devem ser utilizadas as fichas e as tomadas. Para a paragem de emergência pode ser necessário manter a alimentação, como é o caso, por exemplo, da travagem de peças em movimento. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 327 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 536.4.3 Os dispositivos de corte de emergência, que devem garantir o corte directo do circuito principal, podem ser de um dos tipos seguintes: a) de comando manual (preferencialmente); b) de comando eléctrico à distância, tais como, disjuntores e contactores onde a abertura é conseguida por corte da alimentação das bobinas ou por outras técnicas com segurança equivalente. Nota: O corte de emergência pode ser garantido, por exemplo, por um interruptor ou por um dispositivo de comando à distância que actue um dispositivo de corte. O comando do dispositivo destinado a garantir o corte de emergência pode ser: a) do tipo designado por "segurança positiva", em que o disparo do dispositivo de corte é efectuado por um relé de falta de tensão, sendo a bobina deste relé alimentada pela instalação ou por uma fonte de alimentação independente; _________________________ (23) - O corte de emergência pode ser realizado por um dos meios seguintes: a) interruptores no circuito principal; b) botões de pressão e análogos nos circuitos de comando. b) acompanhado de uma dupla sinalização "aberto-fechado", que caracterize a posição do dispositivo de corte e que permita comprovar o seu funcionamento. [I] 536.4.4 Os órgãos de comando (botões de pressão, punhos de manobra, etc.) dos dispositivos de corte de emergência devem ser claramente identificados, de preferência, por meio da cor vermelha, que deve contrastar com o fundo. [I] 536.4.5 Os órgãos de comando devem ser facilmente acessíveis em todos os locais em que possa haver perigo e, se necessário, também em todos os locais em que o perigo possa ser suprimido à distância. Nota: As regras indicadas na secção 464.5 são verificadas se, na proximidade de um aparelho de utilização, existir um dispositivo que coloque, rapidamente, esse aparelho sem tensão em caso de emergência na sequência de um acidente eléctrico (contacto directo ou indirecto, resultantes de falha de um dos meios de protecção previstos) ou de um incidente mecânico (por exemplo, arrastamento da peça a trabalhar pela própria ferramenta no decurso da sua fabricação). Para que a eficácia deste dispositivo seja total, o corte de todos os condutores activos deve ser efectuado por meio de uma única manobra e o dispositivo deve ser colocado em local de fácil e rápido acesso, por forma a ser facilmente identificável. [I] 536.4.6 Os órgãos de comando de um dispositivo de corte de emergência devem poder ser encravados ou imobilizados na posição de corte (ou de abertura), excepto se os órgãos de comando para o corte de emergência e para a religação forem, ambos, vigiados pela mesma pessoa. Após ter cessado a acção sobre o órgão de comando do dispositivo de corte de emergência, a religação da parte respectiva da instalação deve necessitar de uma acção intencional subsequente. Nota: Nas instalações não vigiadas, após actuação no órgão de comando à distância de um dispositivo de paragem de emergência, este apenas deve poder ser colocado na posição inicial por meio de uma chave guardada pelo responsável da exploração. O funcionamento do dispositivo de emergência deve ser prioritário sobre qualquer outra função e não deve ser inibido pelo funcionamento normal da instalação. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 328 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 536.4.7 Os dispositivos de corte de emergência (incluindo a paragem de emergência) devem ser colocados e marcados por forma a serem facilmente identificáveis para a utilização prevista. 536.4.8 Quando, para o corte de emergência, for necessário o funcionamento de um dispositivo de corte, a abertura de todos os dispositivos deve ser conseguida por actuação num único órgão de comando de um dispositivo de corte de emergência. [I] 536.5 Dispositivos de comando funcional [I] 536.5.1 Os dispositivos de comando funcional devem ser adequados às mais severas das condições em que possam ser chamados a actuar. Nota: Na prática, e desde que as regras indicadas na secção 462 sejam cumpridas, todos os dispositivos de comando indicados no quadro 53 GN, com excepção dos telerruptores e das fichas e das tomadas, podem garantir a função de corte de emergência. [I] 536.5.2 Os dispositivos de comando funcional podem interromper a corrente sem que, necessariamente, os pólos correspondentes se abram(24). [I] 536.5.3 Os seccionadores, os fusíveis e os ligadores não devem ser utilizados para realizarem o comando funcional. 537 (disponível) 538 (disponível) [I] 539 Coordenação entre os diferentes dispositivos de protecção Nota: Para a coordenação entre dispositivos de protecção contra curtos-circuitos veja-se a secção 534.3. Na figura 53GE2 indica-se um exemplo de coordenação entre dois dispositivos de protecção diferentes. Neste caso, um dos dispositivos - em regra o disjuntor (D) - possui um poder de corte limitado (de valor superior a Io), devendo o disjuntor ser associado a um fusível (F) que garanta o corte mais rápido das correntes de curto-circuito. t F - limite superior da zona de funcionamento do fusível D D - limite superior da zona de funcionamento do disjuntor F Io I Figura 53GE2 - Coordenação entre dispositivos de protecção Da análise da figura verifica-se que, para qualquer corrente inferior a Io, o disjuntor funciona primeiro, enquanto que, para correntes superiores, o tempo de funcionamento do fusível é menor que o do disjuntor. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 329 - PARTE 5 / Secção 51 539.1 Selectividade entre dispositivos de protecção contra as sobreintensidades Quando forem colocados dispositivos de protecção em série e quando a segurança ou as necessidades de exploração o justificarem, as suas características de funcionamento devem ser seleccionadas por forma a que seja colocada fora de serviço apenas a parte da instalação onde ocorrer o defeito. _________________________ (24) - Esta regra pode ser verificada, por exemplo, com dispositivos de comando por meio de semicondutores. O comando funcional pode, por exemplo, ser realizado por meio de: a) interruptores; b) dispositivos com semicondutores; c) disjuntores; d) contactores; e) telerruptores; f) fichas e tomadas, de corrente estipulada não superior a 16 A. Nota: A selectividade entre dispositivos de protecção apenas pode ser obtida por comparação das suas características de funcionamento, verificando, para qualquer corrente de defeito, que o tempo de actuação do dispositivo colocado a montante é superior ao do dispositivos colocado a jusante. Quando os dispositivos de protecção forem de natureza diferente (por exemplo, fusíveis e disjuntores) tornase sempre necessária a comparação das suas características reais de funcionamento (fornecidas pelos fabricantes). [I] 539.2 Associação entre dispositivos diferenciais e dispositivos de protecção contra sobreintensidades Nota: Os dispositivos diferenciais que não estejam incorporados nem combinados com dispositivos de protecção contra as sobreintensidades são designados por "interruptores diferenciais" e apresentam, na prática, um poder de corte, em regra, inferior à corrente de curto-circuito presumida no ponto da instalação. De referir, ainda, que um dispositivo diferencial pode funcionar, de acordo com o indicado na Norma EN 61008-1, em consequência de uma corrente de curto-circuito que o percorra, desde que de valor superior a seis vezes a sua corrente estipulada. De acordo com a referida norma, os interruptores diferenciais devem ter um poder de corte não inferior ao maior dos valores seguintes: a) dez vezes a corrente estipulada do interruptor (10In); b) 500 A. [I] 539.2.1 Quando um dispositivo diferencial estiver incorporado ou combinado com um dispositivo de protecção contra as sobreintensidades, as características desse conjunto (poder de corte e características de funcionamento em função da corrente estipulada) devem satisfazer às regras indicadas nas secções 433, 434, 533.2 e 533.3. [I] 539.2.2 Quando um dispositivo diferencial não estiver incorporado nem combinado com um dispositivo de protecção contra as sobreintensidades, devem-se verificar, simultaneamente, as condições seguintes: a) a protecção contra as sobreintensidades deve ser garantida por dispositivos de protecção adequados, satisfazendo às regras indicadas na secção 473; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 330 - PARTE 5 / Secção 51 b) o dispositivo diferencial deve poder suportar, sem danos, as solicitações térmicas e mecânicas(25) susceptíveis de ocorrerem em caso de curto-circuito a jusante do local em que estiver instalado; c) o dispositivo diferencial não deve ser danificado nas condições de curto-circuito, ainda que dispare em consequência de um desequilíbrio de correntes ou do escoamento de uma corrente para a terra. [I] 539.3 Selectividade entre dispositivos diferenciais Quando uma instalação tiver dispositivos diferenciais colocados em série, pode ser necessário, por motivos de exploração e de segurança, garantir selectividade entre esses dispositivos, por forma a manter a alimentação às partes da instalação não afectadas pelo eventual defeito. Esta selectividade pode ser obtida por selecção e por instalação dos dispositivos diferenciais, os quais, garantindo a protecção requerida às diferentes partes da instalação, desligam, apenas, a alimentação das partes da instalação a jusante do dispositivo colocado a montante do defeito e nas suas imediações. ________________________ (25) - Estas solicitações dependem da corrente de curto-circuito presumida no local da instalação do dispositivo diferencial e das características de funcionamento do dispositivo que garante a protecção contra os curtos-circuitos. Para que seja garantida a selectividade entre dois dispositivos diferenciais colocados em série, devem ser satisfeitas, simultaneamente, as condições seguintes: a) a característica de não funcionamento tempo/corrente do dispositivo colocado a montante deve situar-se acima da característica de funcionamento tempo/corrente do dispositivo colocado a jusante; b) a corrente diferencial-residual de funcionamento estipulada do dispositivo colocado a montante deve ser superior à do dispositivo colocado a jusante. Para os dispositivos diferenciais que satisfaçam às regras indicadas nas Normas EN 61008 e EN 61009, a corrente diferencial-residual de funcionamento estipulada do dispositivo colocado a montante não deve ser inferior a três vezes a do dispositivo colocado a jusante. Nota: De acordo coma Norma EN 61008-1, os valores normalizados dos tempos de funcionamento máximo e de não funcionamento em interruptores diferenciais são os indicados no quadro seguinte: Valores normalizados dos tempos de funcionamento e de não funcionamento em função da corrente diferencial I∆n. G (geral) In I∆n (A) Tipo (mA) I∆ n 2I∆n 5I∆n(*) 500 A todos os valores todos os valores 0,3 0,15 0,04 0,04 0,5 0,2 0,15 0,15 ≥25 ≥30 0,13 0,06 0,05 0,04 S (selectivo) (s) tempo de funcionamento máximo tempo de não funcionamento mínimo (*) - Para os interruptores diferenciais do tipo geral, incorporados em tomadas ou destinados apenas a serem associados a tomadas e para os de I∆n ≤ 30 mA, pode ser utilizado o valor 0,25 A, em vez de 5I∆n. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 331 - PARTE 5 / Secção 51 Nos esquemas das figuras 53GF, 53GH, 53GJ e 53GK indicam-se as diferentes possibilidades de coordenação entre dispositivos diferenciais, com as vantagens e inconvenientes de cada um. Nestes esquemas, não se encontram indicados os dispositivos de protecção contra as sobreintensidades, nem os dispositivos de comando, nem os de seccionamento. Quando, numa instalação, existir mais do que um dispositivo diferencial, a sua colocação deve satisfazer a uma das situações seguintes: os dispositivos devem ser colocados na origem de cada parte da instalação, sendo as instalações divididas em tantas partes quantas as julgadas convenientes ; os dispositivos devem ser colocados em série, devendo ser garantida a selectividade entre eles. Na selecção dos circuitos (antigamente designada por "selectividade horizontal") não deve ser colocado qualquer dispositivo diferencial na origem da instalação, devendo, no entanto, todas as saídas serem protegidas (individualmente ou por grupos) por dispositivos diferenciais, de média ou de alta sensibilidade, de acordo com os riscos considerados. Em caso de defeito, apenas deve funcionar o dispositivo de protecção do circuito correspondente. Esta regra apenas é admissível se, na parte da instalação compreendida entre o disjuntor de corte geral e os dispositivos diferenciais, forem tomadas as medidas adequadas contra os defeitos à massa, tais como, o emprego de equipamentos da classe II ou a aplicação da medida de protecção contra os contactos indirectos "por isolamento suplementar" (veja-se 413.2). Por exemplo, uma canalização realizada com cabos do tipo VV (0,6/1 kV) ou com condutores H07V protegidos por condutas isolantes satisfaz esta condição. Se a canalização for dotada de condutor de protecção, este deve ter o mesmo isolamento que os condutores activos. O x x x º DR º DR º DR Figura 53GF - Coordenação entre dispositivos diferenciais (na origem da instalação) A selectividade entre dispositivos diferenciais pode ser total ou parcial. A selectividade é total quando as condições de funcionamento forem respeitadas para qualquer valor da corrente de defeito, disparando apenas o dispositivo colocado mais próximo do defeito. A selectividade total pode ser realizada utilizando, por exemplo, um dispositivo retardado em relação ao colocado a jusante. É necessário garantir que o tempo de corte máximo de cada dispositivo satisfaz às condições de protecção indicadas na secção 413.1. Na figura 53GG as condições indicadas nas alíneas a) e b) são verificadas pois nunca há intersecção entre as características do dispositivo B (a montante) e as do dispositivo A (a jusante) e a corrente I∆n do dispositivo B é superior à do dispositivo A. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 332 - PARTE 5 / Secção 51 t B A I Figura 53GG - Selectividade total Nas figuras 53GH, 53GJ e 53GK são indicados exemplos que satisfazem às regras da selectividade total, desde que a resistência do eléctrodo de terra seja adequada ao dispositivo diferencial de maior valor de corrente diferencial estipulada ou seja, na prática, o do dispositivo colocado na origem da instalação (caso dos exemplos 1 e 2). Exemplo 1 - Dois níveis de selectividade Na figura 53GH o dispositivo colocado a jusante é um disjuntor diferencial de corrente diferencial estipulada igual a 30 mA, enquanto que o dispositivo colocado a montante é um disjuntor diferencial de 300 mA do tipo "S". x º DR x º DR Disjuntor diferencial I∆n = 300 mA Tipo S Disjuntor diferencial I∆n = 30 mA Figura 53GH - Coordenação entre dispositivos diferenciais (dois níveis de selectividade) Exemplo 2 - Três níveis de selectividade Na figura 53GJ o dispositivo colocado no nível mais a jusante é um disjuntor diferencial instantâneo, de 30 mA de corrente diferencial estipulada. No nível intermédio, o dispositivo é um disjuntor diferencial de 300 mA de corrente diferencial estipulada e com um atraso de 50 ms, enquanto que no nível mais a montante, o dispositivo é um disjuntor diferencial de 1 A de corrente diferencial estipulada e com um atraso de 200 ms. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 333 - PARTE 5 / Secção 51 x DR º x Disjuntor diferencial I∆n = 1 A t = 200 ms Disjuntor diferencial I∆n = 300 mA t = 50 ms º DR x º DR Disjuntor diferencial I∆n = 30 mA Figura 53GJ - Coordenação entre dispositivos diferenciais (três níveis de selectividade) Exemplo 3 - Quatro níveis de selectividade Na figura 53GK, estão previstos quatro níveis de selectividade, em que no nível mais a montante foi colocado um dispositivo de protecção que satisfaz a uma das condições seguintes: - o dispositivo é não diferencial, satisfazendo às regras da selecção de circuitos, indicadas na secção 539.3.2; - o dispositivo é diferencial com um atraso de valor não superior a 1 s satisfazendo às regras indicadas na secção 413.1.4.2. x Disjuntor não diferencial ou diferencial com I∆n = 1 A e t = 1 s º x º DR Disjuntor diferencial I∆n = 300 mA t = 200 ms x º DR Disjuntor diferencial I∆n = 100 mA t = 50 ms x º DR Disjuntor diferencial I∆n = 30 mA Figura 53GK - Coordenação entre dispositivos diferenciais (quatro níveis de selectividade) A selectividade é parcial se uma das condições indicadas para a selectividade total não for satisfeita. A selectividade é parcial quando as condições de funcionamento forem verificadas apenas para alguns valores da corrente de defeito, podendo disparar, simultaneamente, mais do que um dispositivo diferencial. Nas figuras 53GL e 53GM são indicados exemplos de selectividade parcial. Na figura 53GL, a instalação é protegida por um dispositivo de média sensibilidade (MS), sendo previstos dispositivos de alta sensibilidade (AS) na alimentação de grupos de circuitos ou na origem de circuitos individuais para equipamentos ou para locais de risco elevado (equipamentos utilizados em condições muito húmidas, tais como, as máquinas de lavar ou locais de pavimento condutor, como por exemplo, as casas de banho). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 334 - PARTE 5 / Secção 51 Em caso de defeito, apenas dispara o dispositivo de alta sensibilidade se a corrente de defeito for inferior a metade da corrente diferencial estipulada do dispositivo de média sensibilidade colocado a montante. Para correntes de defeito mais elevadas, o dispositivo colocado a montante pode também funcionar. O x º DR MS x º x DR º DR AS AS Figura 53GL - Selectividade parcial (coordenação entre dispositivos de média e de alta sensibilidade) Na figura 53GM, as condições de funcionamento são idênticas às indicadas para o esquema da figura 53GL, sendo um dos dispositivos diferenciais de alta sensibilidade substituído por um de média sensibilidade de corrente diferencial estipulada inferior a metade da do dispositivo colocado a montante (por exemplo, 100 mA se o dispositivo a montante for de, pelo menos, 300 mA de corrente diferencial estipulada). O x º DR MS (300 mA) x x º DR AS º DR MS (100 mA) Figura 53GM - Selectividade parcial (coordenação entre dispositivos de média/média e de média/alta sensibilidade) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 335 - PARTE 5 / Secção 51 LIGAÇÕES À TERRA E CONDUTORES DE PROTECÇÃO Secção 541 GENERALIDADES Secção 542 TERRAS Secção 543 CONDUTORES DE PROTECÇÃO Secção 544 LIGAÇÕES À TERRA POR RAZÕES DE PROTECÇÃO Secção 545 LIGAÇÕES À TERRA POR RAZÕES FUNCIONAIS Secção 546 LIGAÇÕES À TERRA POR RAZÕES COMBINADAS DE PROTECÇÃO E FUNCIONAIS Secção 547 CONDUTORES DE EQUIPOTENCIALIDADE ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 336 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE [E] 54 LIGAÇÕES À TERRA E CONDUTORES DE PROTECÇÃO 339 [E] 541 Generalidades 339 [E] 542 Terras 339 [E] 542.1 Ligações à terra 339 [E] 542.2 Eléctrodos de terra 339 [E] 542.3 Condutores de terra 341 [E] 542.4 Terminal principal de terra 342 [E] 542.5 Interligação com as ligações à terra de outras instalações 343 [E] 542.5.1 Instalações de alta tensão 343 [E] 542.5.2 Instalação de protecção contra descargas atmosféricas (pára-raios de edifícios) 343 [E] 543 Condutores de protecção 343 [E] 543.1 Secções mínimas 343 [E] 543.2 Tipos de condutores de protecção 347 [E] 543.3 Conservação e continuidade eléctrica dos condutores de protecção 349 [E] 544 Ligações à terra por razões de protecção 349 [E] 544.1 Condutores de protecção associados a dispositivos de protecção contra as sobreintensidades 349 [E] 544.2 Eléctrodos de terra e condutores de protecção para dispositivos de protecção sensíveis à tensão de defeito 349 [E] 544.3 Correntes de fuga elevadas 350 [E] 545 Ligações à terra por razões funcionais 350 [E] 545.1 Generalidades 350 [E] 545.2 Terras sem ruído 350 [E] 546 Ligações à terra por razões combinadas de protecção e funcionais 350 [E] 546.1 Generalidades 350 [E] 546.2 Condutores PEN 350 [E] 547 Condutores de equipotencialidade 351 [E] 547.1 Secções mínimas 352 [E] 547.1.1 Condutor de equipotencialidade principal 352 [E] 547.1.2 Condutores de ligação equipotencial suplementar 352 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 337 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 547.1.3 Contadores de água 353 [E] 547.2 Condutores de equipotencialidade não ligados à terra 353 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 338 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 54 LIGAÇÕES À TERRA E CONDUTORES DE PROTECÇÃO [E] 541 Generalidades [E] 541.1 O valor da resistência do eléctrodo de terra deve satisfazer às condições de protecção e de serviço da instalação eléctrica. Nota: Os valores máximos da resistência de terra dos eléctrodos são os indicados, nas secções 413.1.3.5, 413.1.3.7, 413.1.4.2, 413.1.5.3 e 531.1.2 (conforme o caso). Os valores das resistências de terra calculados segundo as fórmulas indicadas no Anexo IV são válidos para correntes à frequência industrial e não o são para as correntes resultantes das ondas de choque. Assim, os aparelhos usados na medição da resistência de terra dos eléctrodos devem utilizar correntes de frequência da ordem de grandeza da frequência industrial. [E] 542 Terras [E] 542.1 Ligações à terra [E] 542.1.1 De acordo com as regras da instalação, as medidas de ligação à terra podem, por razões de protecção ou por razões funcionais, ser utilizadas em conjunto ou separadamente. [E] 542.1.2 A selecção e a instalação dos equipamentos que garantem a ligação à terra devem ser tais que: a) o valor de resistência dessa ligação esteja de acordo com as regras de protecção e de funcionamento da instalação e que permaneça dessa forma ao longo do tempo; b) as correntes de defeito à terra e as correntes de fuga possam circular, sem perigo, nomeadamente no que respeita às solicitações térmicas, termomecânicas e electromecânicas; c) a solidez e a protecção mecânica sejam garantidas em função das condições previstas de influências externas (veja-se 32). [E] 542.1.3 Devem ser tomadas as medidas adequadas contra os riscos de danos noutras partes metálicas, em consequência de fenómenos de corrosão electrolítica. [E] 542.2 Eléctrodos de terra [E] 542.2.1 Podem ser usados como eléctrodos de terra os elementos metálicos seguintes(1): a) tubos, varetas ou perfilados; b) fitas, varões ou cabos nus; c) chapas; d) anéis (de fitas ou de cabos nus) colocados nas fundações dos edifícios; _________________________ (1) - A eficácia de um eléctrodo de terra depende das condições locais do terreno, pelo que se deve optar pela utilização de um ou de vários eléctrodos adequados às condições do terreno e ao valor de resistência a obter. O valor da resistência de terra pode ser medido ou calculado, apresentando-se no Anexo IV indicações relativas à execução de eléctrodos de terra. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 339 - PARTE 5 / Secção 51 e) armaduras do betão imerso no solo(2); f) canalizações (metálicas) de água, desde que satisfaçam ao indicado na secção 542.2.5; g) outras estruturas enterradas apropriadas (veja-se 542.2.6). Nota: Para as dimensões mínimas dos eléctrodos de terra, veja-se o Anexo IV. Em regra, a melhor solução para os eléctrodos de terra, consiste na utilização de anéis colocados na base das fundações dos edifícios, estabelecidos durante a construção destes, que têm como principais vantagens: a) não necessitarem de trabalhos suplementares de aterro; b) serem estabelecidos a uma profundidade que, em regra, permite salvaguardar as situações resultantes das variações climáticas sazonais; c) garantir um bom contacto com o solo; d) utilizar, ao máximo, a área dos edifícios e reduzir, ao mínimo, o valor da resistência de terra que pode ser obtida com essa área; e) poderem ser usados desde o início da construção como eléctrodo de terra para as instalações do estaleiro. Este anel pode ser constituído por: 1 cabo nu de cobre de 25 mm² de secção mínima, em bom contacto com o solo; 1 fita de aço galvanizado de qualidade corrente de 100 mm² de secção mínima e 3 mm de espessura mínima ou um cabo de aço galvanizado de 100 mm² de secção mínima, embebido no betão de preparação das fundações do edifício ou no próprio betão das fundações. É aconselhável ligar ao conjunto "eléctrodo de terra - condutores de equipotencialidade" os elementos condutores da construção, as armaduras do betão armado e os outros elementos metálicos, por forma a diminuir o valor global da resistência de terra das massas e a garantir uma equipotencialidade de todas as massas e de todos os elementos condutores simultaneamente acessíveis. [E] 542.2.2 O tipo e a profundidade de enterramento dos eléctrodos de terra devem ser tais que a secagem do terreno e o gelo não provoquem o aumento do valor da resistência de terra para além do valor prescrito. Nota: As chapas, as varetas, os tubos e os perfilados devem, em regra, ficar enterrados verticalmente no solo, a uma profundidade tal que entre a superfície do solo e a parte superior do eléctrodo haja uma distância não inferior a 0,80 m. Na selecção do tipo de eléctrodo (veja-se o Anexo IV) devem ter-se em conta as condições do terreno onde o mesmo vai ser implantado. Os eléctrodos devem ser enterrados em locais tão húmidos quanto possível, de preferência em terra vegetal, fora das zonas de passagem e a uma distância conveniente de depósitos de substâncias corrosivas que possam infiltrar-se no terreno. Não é permitida a utilização de quaisquer elementos metálicos simplesmente mergulhados em água. [E] 542.2.3 Os materiais usados e a execução dos eléctrodos de terra devem ser tais que estes suportem os danos mecânicos resultantes da corrosão. [E] 542.2.4 Na concepção da ligação à terra deve-se atender ao eventual aumento da resistência devido a fenómenos de corrosão. ________________________ (2) - Quando, na construção dos edifícios, forem usadas armaduras de betão pré-esforçado, devem-se tomar precauções especiais. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 340 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 542.2.5 As canalizações metálicas de distribuição de água apenas podem ser usadas como eléctrodos de terra desde que haja acordo prévio com o distribuidor de água e sejam tomadas as medidas adequadas para que o responsável pela exploração da instalação eléctrica seja informado de quaisquer modificações introduzidas nessas canalizações de água(3). Nota: Devido à actual tendência de utilização de canalizações de água em materiais isolantes, recomenda-se que estes eléctrodos de terra sejam utilizados, apenas, como eléctrodos de terra de facto e sejam ligados em paralelo com o eléctrodo de terra da instalação (veja-se 4.1 do Anexo IV). [E] 542.2.6 Não devem ser usadas como eléctrodos de terra com fins de protecção as canalizações metálicas afectas a outros usos que não o indicado na secção 542.2.5 (tais como, as canalizações afectas a líquidos ou a gases inflamáveis, ao aquecimento central, etc.)(4). [E] 542.2.7 As bainhas exteriores de chumbo e os outros revestimentos exteriores metálicos dos cabos, que não sejam susceptíveis de sofrerem deteriorações devidas à corrosão excessiva, podem ser usadas como eléctrodos de terra desde que: a) haja o acordo prévio com o proprietário desses cabos; b) sejam tomadas as medidas apropriadas para que o responsável pela exploração da instalação eléctrica seja informado de quaisquer modificações introduzidas nos cabos susceptíveis de afectarem as suas características de ligação à terra. [E] 542.3 Condutores de terra [E] 542.3.1 Os condutores de terra devem satisfazer ao indicado na secção 543.1 e, no caso de serem enterrados, a sua secção deve ter o valor mínimo indicado no Quadro 54A. Quadro 54A Secções mínimas convencionais dos condutores de terra Condutor de terra Protegido mecanicamente Não protegido mecanicamente Protegido contra a corrosão De acordo com a secção 543.1 16 mm², se de cobre nu ou de aço galvanizado Não protegido contra a corrosão 25 mm², se de cobre 50 mm², se de aço galvanizado Nota: Nos edifícios existentes que não possuam canalizações gerais de terra, o estabelecimento de novos condutores (condutor de terra e condutor principal de protecção) pode levantar dificuldades de execução e conduzir a despesas incomportáveis. Quando tal acontecer, é preferível recorrer-se às canalizações interiores de água para ligar as massas dos equipamentos eléctricos à terra, desde que sejam respeitadas, simultaneamente, as condições seguintes: a) a canalização interior de água seja ligada a um eléctrodo de terra instalado na proximidade imediata do edifício; b) a continuidade eléctrica da canalização de água esteja garantida em todo o seu percurso; ________________________ (3) - Recomenda-se que a fiabilidade dos sistemas de ligação à terra não dependa de outras entidades. (4) - Esta regra não exclui a ligação equipotencial com as referidas canalizações para cumprimento das regras indicadas na secção 41. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 341 - PARTE 5 / Secção 51 c) seja instalado, na canalização de água um troço rectilíneo de tubo isolante com pelo menos dois metros de comprimento, a jusante do ponto de entrada da água no edifício e a montante da parte ligada à terra; quando o troço referido não puder ter o comprimento indicado, deve ser completado por um dispositivo que permita evitar o contacto simultâneo do corpo humano com as duas partes da canalização separadas pelo troço); d) a canalização interior seja identificada, junto dos contadores de água e de uma forma visível, indicando a sua função de canalização de terra. Sempre que haja risco de aparecimento à superfície do terreno de tensões de passo perigosas resultantes de eventuais correntes de terra, os condutores de terra devem ser isolados desde a superfície do terreno até à profundidade de enterramento do eléctrodo. Esta precaução é particularmente importante nos estabelecimentos agrícolas ou pecuários em que os eléctrodos de terra estejam enterrados em locais acessíveis ao gado uma vez que, para este, a tensão de passo pode assumir valores elevados. [E] 542.3.2 A ligação entre o condutor de terra e o eléctrodo de terra deve ser cuidadosamente executada e deve ser electricamente adequada. Quando forem utilizados ligadores, estes não devem danificar os elementos constituintes do eléctrodo de terra (por exemplo, os tubos) nem os condutores de terra. Nota: Os eléctrodos de terra devem ser dotados de ligadores robustos, destinados a receber o condutor de terra e ligados ao eléctrodo por um processo que garanta a continuidade e a permanência da ligação. Esses ligadores devem ser soldados aos eléctrodos de terra por meio de soldadura forte ou de autogéneo ou fixados por rebitagem ou por meio de aperto mecânico de construções robusta e com dispositivo de segurança contra o desaperto acidental. Pode dispensar-se a existência desses ligadores quando a ligação puder ser feita directamente do condutor de terra ao eléctrodo de terra por meio de soldadura forte ou de autogéneo. A ligação entre o condutor de terra e o eléctrodo de terra deve ser feita por forma a que: a) seja garantido que a natureza ou o revestimento destes não dê origem a corrosão electrolítica quando estiverem em contacto metais diferentes (por exemplo, recomenda-se não ligar cobre a alumínio, cobre a zinco ou cobre a ferro); b) sempre que se receie a possibilidade de corrosão electrolítica, a zona de ligação esteja isolada da humidade por meio de uma forte camada protectora, construída por material impermeável e durável (massa isolante, tinta plástica, etc.); c) quando a ligação não estiver enterrada, deve ficar em local não directamente acessível a pessoas comuns. [E] 542.4 Terminal principal de terra [E] 542.4.1 Todas as instalações eléctricas devem ter um terminal principal de terra, ao qual devem ser ligados: a) os condutores de terra; b) os condutores de protecção; c) os condutores das ligações equipotenciais principais; d) os condutores de ligação à terra funcional, se necessário. Nota: Em edifícios de grande extensão ou com instalações complexas (em regra, com eléctrodo de terra em anel), pode ser conveniente, por questões funcionais, instalar mais do que um terminal principal de terra. [E] 542.4.2 Nos condutores de terra, deve ser previsto um dispositivo instalado em local acessível e que permita a medição do valor da resistência do eléctrodo de terra das massas, podendo esse dispositivo estar associado ao terminal principal de terra. Este dispositivo deve ser, apenas, ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 342 - PARTE 5 / Secção 51 desmontável por meio de ferramenta e deve ser mecanicamente seguro e garantir a continuidade eléctrica das ligações à terra. Nota: Não é necessário desligar sempre o terminal principal de terra para fazer as medições da resistência do eléctrodo de terra, podendo estas medições serem feitas com o terminal fechado desde que haja a garantia que: a) os valores obtidos não foram influenciados pelas ligações dos circuitos de terra a eléctrodos de terra "de facto" que possam ser suprimidas de forma não controlada (como é o caso, por exemplo, de substituições de troços de tubos metálicos das canalizações de água ou de gás por tubos isolantes; b) os condutores de ligação ao eléctrodo de terra "de facto" possuam as características exigidas para os condutores de equipotencialidade (veja-se 547). [E] 542.5 Interligação com as ligações à terra de outras instalações [E] 542.5.1 Instalações de alta tensão (em estudo) Nota: Enquanto estas regras estiverem em estudo, são aplicáveis as regras indicadas no Regulamento de Segurança de Subestações e de Postos de Transformação e de Seccionamento (aprovado pelo Decreto--Lei n.º 42895, de 31 de Março de 1960), com as alterações introduzidas pelos Decretos Regulamentares n.º 14/77, de 18 de Fevereiro e n.º 56/85, de 6 de Setembro. [E] 542.5.2 Instalação de protecção contra descargas atmosféricas (pára-raios de edifícios) (em estudo) Nota: Enquanto estas regras estiverem em estudo, são aplicáveis as regras indicadas na Norma EN 61 024-1 e no Guia Técnico de Pára-raios. [E] 543 Condutores de protecção(5) [E] 543.1 Secções mínimas(6) A secção dos condutores de protecção deve satisfazer ao indicado nas secções 543.1.1 a 543.1.3. [E] 543.1.1 A secção dos condutores de protecção não deve ser inferior à que resulta da aplicação da expressão seguinte (válida apenas para t ≤ 5 s): S= It k em que: S é a secção do condutor de protecção, em milímetros quadrados; I é o valor eficaz da corrente de defeito que pode percorrer o dispositivo de protecção ________________________ (5) - Na secção 547 indicam-se as regras relativas aos condutores de equipotencialidade. Quando o condutor de protecção tiver que suportar correntes de curto-circuito, no cálculo da secção destes condutores devem ser usadas as condições indicadas na secção 543.1.1. (6) - A instalação deve ser concebida por forma a que os terminais dos equipamentos possam receber condutores de protecção com as secções satisfazendo às regras indicadas na secção 543.1. em consequência de um defeito de impedância desprezável, em amperes(7); t é o tempo de funcionamento do dispositivo de corte, em segundos; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 343 - os PARTE 5 / Secção 51 k é um factor cujo valor depende da natureza do metal do condutor de protecção, do isolamento e de outros componentes do condutor, bem como das temperaturas inicial e final; para a determinação do valor de k, veja-se o anexo VI; nos Quadros 54B, 54C, 54D e 54E indicam-se os valores de k para os condutores de protecção nas diferentes condições. O valor a usar como secção do condutor de protecção deve ser o valor normalizado igual ou imediatamente superior ao resultante da aplicação desta expressão(8). Nota: A expressão indicada nesta secção pressupõe que, durante o tempo de passagem da corrente de defeito, o aquecimento do condutor de protecção é adiabático, isto é, que a energia dissipada por efeito de Joule aquece apenas o condutor, sem dissipação de calor. O valor do factor k depende, por um lado, das características do condutor (capacidade térmica e resistividade) e, por outro, do aquecimento admissível em relação à temperatura a que o condutor se encontrar no momento em que ocorrer o defeito. Deste modo, é necessário estabelecer valores de acordo com a natureza dos condutores e com os aquecimentos admissíveis, baseados nos princípios seguintes: a) quando o condutor de protecção não estiver incorporado num cabo, a sua temperatura, no momento do defeito, deve ser considerada igual à temperatura ambiente (30°C) (vejam-se os quadros 54B e 54E); b) quando o condutor de protecção for um dos condutores constituintes de um cabo multicondutor, este encontra-se, antes do aparecimento do defeito, à temperatura correspondente ao regime em que esse cabo se encontrar quando percorrido pela sua corrente admissível, isto é, à temperatura máxima admissível indicada no quadro 53A. Nesse caso, as condições são idênticas às relativas à protecção contra os curtoscircuitos (veja-se 434.3.2. e o quadro 54C); quando os condutores de protecção forem as próprias armaduras ou bainhas metálicas de cabos (veja-se o quadro 54D) são também aplicáveis estas condições. No caso de instalações em locais com atmosferas explosivas, os limites de temperatura devem ser os indicados na Norma EN 50 014 Devem ter-se em consideração as temperaturas máximas admissíveis para as ligações. Estão em estudo os valores admissíveis para os cabos com isolamento mineral. No caso dos condutores nus, a temperatura máxima admissível deve ser limitada em função da proximidade dos materiais colocados na sua proximidade (veja-se o quadro 54E). Quadro 54B Valores de k para condutores de protecção isolados e não incorporados em cabos e para condutores de protecção nus em contacto com a bainha exterior dos cabos Temperatura final (°C) ⇒ Material do condutor ⇓ Cobre Alumínio Aço Natureza do isolamento dos condutores de protecção ou da bainha exterior dos cabos Policloreto de vinilo Polietileno reticulado (XLPE) Borracha (PVC) ou etileno-propileno (EPR) butílica 160 250 220 Valores de k 143 176 166 95 116 110 52 64 60 Nota: A temperatura inicial do condutor foi considerada igual a 30°C ________________________ (7) - Devem ter-se em conta os efeitos da limitação da corrente devido às impedâncias do circuito e ao poder limitador (integral de Joule) do dispositivo de protecção. (8) - É necessário que o valor da secção assim calculado seja compatível com as condições impostas para a impedância da malha de defeito. Quadro 54C ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 344 - PARTE 5 / Secção 51 Valores de k para condutores de protecção constituintes de um cabo multicondutor Natureza do isolamento dos condutores de protecção ou da bainha exterior dos cabos Policloreto de vinilo (PVC) Polietileno reticulado (XLPE) ou etileno-propileno (EPR) Borracha butílica Temperatura inicial (°C) ⇒ 70 90 85 Temperatura final (°C) ⇒ 160 250 220 Material do condutor ⇓ Valores de k Cobre 115 143 134 Alumínio 76 94 89 Quadro 54 D Valores de k para condutores de protecção constituídos pelas armaduras ou pelas bainhas metálicas(1) Natureza do isolamento dos condutores de protecção ou da bainha exterior dos cabos Policloreto de vinilo (PVC) Polietileno reticulado (XLPE) etileno-propileno (EPR) Borracha butílica 65 85 80 Temperatura inicial (°C) ⇒ Temperatura final (°C)(2) ⇒ 160 170 200 160 170 Material do condutor ⇓ 200 160 170 200 Valores de k Aço 43 45 50 37 39 45 39 41 45 Cobre 118 124 138 104 110 125 107 113 128 Alumínio 78 82 91 68 72 83 71 75 85 Chumbo 21 23 26 19 20 22 19 20 23 (1) - Os valores relativos a este quadro encontram-se em estudo a nível da IEC e do CENELEC. Os valores indicados no quadro serão actualizados em conformidade com o que vier a ser publicado. (2) - Temperatura final das bainhas metálicas ou dos écrans: 200°C; PVC: écrans colados à bainha exterior: 160°C; chumbo (sem ser em liga): 170°C; liga especial de chumbo: 200°C; ligação da bainha de chumbo soldada a estanho: 160°C. Quadro 54E Valores de k para condutores nus em que não haja risco de danificar os materiais colocados na vizinhança pelas temperaturas atingidas ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 345 - PARTE 5 / Secção 51 ⇒ Visíveis e colocados em compartimentos reservados(1) Condições normais Locais com risco de incêndio Temperatura máxima (°C) 500 200 150 Valores de k 228 159 138 Alumínio Temperatura máxima (°C) 300 200 150 Valores de k 125 105 91 Aço Temperatura máxima (°C) 500 200 150 Valores de k 82 58 50 ⇓ Cobre Condições de instalação Material do condutor (1) - Os valores de temperatura indicados são válidos desde que não comprometam a qualidade das ligações Nota: A temperatura inicial do condutor foi considerada igual a 30°C. [E] 543.1.2 A secção dos condutores de protecção não deve ser inferior aos valores indicados no Quadro 54F, não sendo, neste caso, necessário verificar as condições indicadas na secção 543.1.1. Quando, pela aplicação das condições indicadas no Quadro 54F, os valores obtidos não corresponderem a valores normalizados, devem ser usados os valores normalizados mais próximos, por excesso. Os valores indicados no Quadro 54F só são válidos para condutores de protecção do mesmo metal que o dos condutores activos. Caso contrário, os condutores de protecção devem ter secção que possua uma condutibilidade equivalente à que resultaria da aplicação do referido quadro. Quadro 54F Secções mínimas dos condutores de protecção Secção dos condutores de fase da instalação SF (mm²) Secção mínima dos condutores de protecção SPE (mm²) SF≤ 16 SPE = SF 16 < SF ≤ 35 SPE = 16 SF > 35 SPE = SF/2 Nota: No esquema TT, a secção do condutor de protecção pode, na prática, ser limitada a 25 mm², se de cobre ou a 35 mm², se de alumínio, desde que os eléctrodos de terra da alimentação (terra do neutro ou terra de serviço) e das massas (terra de protecção da instalação) sejam distintos (caso em que as correntes de defeito são de reduzido valor) pois, caso contrário, seriam aplicáveis as condições do esquema TN. [E] 543.1.3 Em qualquer caso, os condutores de protecção que não façam parte da canalização de alimentação devem ter uma secção não inferior a: a) 2,5 mm², se de cobre, no caso de condutores com protecção mecânica; b) 4 mm², se de cobre, no caso contrário. Nota: Devem ter-se em conta, também, as condições de influências exteriores indicadas na secção 52. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 346 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 543.1.4 Quando o condutor de protecção for comum a mais do que um circuito, a sua secção deve ser dimensionada para a maior das secções dos condutores de fase. Nota: Quando várias canalizações tiverem o mesmo percurso (como é, por exemplo, o caso das canalizações que são colocadas num mesmo caminho de cabos), admite-se que exista apenas um condutor de protecção para o conjunto dessas canalizações no percurso comum desde que tenha uma secção não inferior à exigida para o circuito de maior secção. No caso do condutor PEN de um circuito com o esquema TN-C, esta regra não é aplicável, dado que o condutor neutro não pode ser comum a mais do que um circuito. [E] 543.2 Tipos de condutores de protecção(9) [E] 543.2.1. Podem ser usados como condutores de protecção: a) condutores pertencentes a cabos multicondutores; b) condutores isolados ou nus que tenham o mesmo invólucro (conduta, calha, etc.) que os condutores activos; c) condutores separados, nus ou isolados; d) revestimentos metálicos (armaduras, écrans, bainhas, etc.) de alguns cabos(10). e) condutas metálicas ou outros invólucros metálicos para os condutores(10); f) certos elementos condutores (veja-se 543.2.4). Nota: Quando os condutores de protecção fizerem parte da mesma canalização que os condutores activos, devem ter isolamento idêntico ao dos restantes condutores da canalização. Quando uma ou mais canalizações móveis forem ligadas, de um lado, a canalizações fixas e, do outro, a um conjunto de equipamentos por meio de caixas de ligação, pode ser usado um só condutor de protecção não integrado nos cabos flexíveis constituintes dessas canalizações móveis se esse condutor satisfizer, simultaneamente, às condições seguintes: a) o condutor de protecção for solidário com o feixe dos condutores activos; b) o condutor de protecção não for desligável antes dos condutores activos; c) a secção do condutor de protecção não for inferior à necessária para o equipamento de maior potência. [E] 543.2.2 Quando a instalação tiver conjuntos de invólucros montados em fábrica ou canalizações pré-fabricadas, com invólucros metálicos, estes invólucros podem ser usados como condutores de protecção se forem satisfeitas, simultaneamente, as condições seguintes: a) tiverem continuidade eléctrica realizada por forma a estar protegida contra as deteriorações mecânicas, químicas e electroquímicas; __________________________ (9) - Na selecção e na instalação dos condutores de protecção, devem ser respeitadas as condições indicadas nas secções 52 e 54. (10) - Estão em estudo regras complementares. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 347 - PARTE 5 / Secção 51 b) tiverem condutibilidade não inferior à que resultaria da aplicação das condições indicadas na secção 543.1; c) tiverem possibilidade de ligação de outros condutores de protecção em pontos de derivação prédeterminados(11). Nota: Os invólucros das canalizações pré-fabricadas devem satisfazer às condições seguintes: a) terem condutibilidade (definida na secção 543.1.1), em todo o seu comprimento (incluindo as junções) não inferior à de um condutor de protecção; b) terem marcação, no mínimo, em cada uma das extremidades e a uma distância não superior a 15 cm destas, que chame a atenção para o facto de o invólucro servir de condutor de protecção; esta marcação deve permanecer visível após a montagem dos elementos constituintes da canalização (esta indicação pode ser feita por meio de bandas de cor verde-amarela, de superfícies iguais para as duas cores e de comprimento entre 15 mm e 100 mm ou por meio das letras PE). As condições indicadas nesta secção aplicam-se, também, às partes dos invólucros dos conjuntos de aparelhagem montados em fábrica para a ligação à terra desses conjuntos ou dos equipamentos contidos nesses invólucros. [E] 543.2.3 As bainhas metálicas (nuas ou isoladas) de certas canalizações, nomeadamente, as bainhas exteriores dos cabos com isolamento mineral, e certas condutas ou calhas, metálicas (de tipos em estudo), podem ser usadas como condutores de protecção dos circuitos correspondentes se satisfizerem, simultaneamente, às condições indicadas nas alíneas a) e b) da secção 543.2.2. As restantes condutas não podem ser usadas como condutores de protecção. [E] 543.2.4 Podem ser usados como condutores de protecção os elementos condutores que satisfaçam, simultaneamente, às condições seguintes(12): a) terem continuidade eléctrica (garantida por construção ou por ligações apropriadas), por forma a estarem protegidos contra as deteriorações mecânicas, químicas e electroquímicas; b) terem condutibilidade não inferior à que resultaria da aplicação das condições indicadas na secção 543.1; c) serem desmontáveis apenas se estiverem previstas medidas que compensem esse facto; d) serem estudados e, se necessário, adaptados a esse fim. Não podem ser usados como condutores de protecção as condutas de gás. Nota: A ligação das massas a um vigamento metálico deve ser realizada por meio de condutores de protecção que satisfaçam ao indicado na secção 543. Os elementos metálicos aos quais sejam ligados os referidos condutores devem ter uma secção que garanta uma condutibilidade não inferior à desses condutores. Os caminhos metálicos de cabos (que são considerados como massas) devem ser ligados à terra, excepto se os equipamentos e as canalizações que eles suportarem forem da classe II. A ligação à terra pode ser feita, apenas, nas duas extremidades se estiver garantida a continuidade eléctrica entre quaisquer dois elementos adjacentes do caminho de cabos. ________________________ (11) - Esta regra aplica-se apenas às ligações de condutores externos ao invólucro (12) - As condutas metálicas de água não satisfazem, em regra, a estas condições. Os caminhos metálicos de cabos podem ser usados como condutores de protecção se satisfizerem às regras indicadas nesta secção, devendo, nesse caso, serem marcados como se indica na secção 543.2.2. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 348 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 543.2.5 Os elementos condutores não devem ser usados como condutores PEN. [E] 543.3 Conservação e continuidade eléctrica dos condutores de protecção Nota: Estas medidas aplicam-se aos condutores de protecção e aos condutores que garantam as diferentes ligações equipotenciais (principal - veja-se a secção 413.1.2.1, suplementar - veja-se a secção 413.1.2.2 e local - veja-se a secção 413.4). [E] 543.3.1 Os condutores de protecção devem ser convenientemente protegidos contra as deteriorações mecânicas e químicas e contra os esforços electrodinâmicos. [E] 543.3.2 As ligações, com excepção das realizadas em caixas cheias com materiais de enchimento ou em uniões moldadas, devem ser acessíveis para efeitos de verificação e de ensaio. Nota: As ligações devem ser realizadas nas condições indicadas na secção 526. [E] 543.3.3 Nos condutores de protecção não devem ser inseridos quaisquer aparelhos, podendo, para a realização de ensaios, serem utilizadas ligações desmontáveis por meio de ferramentas. [E] 543.3.4 Quando se utilizarem dispositivos destinados ao controlo da continuidade das ligações à terra, os eventuais enrolamentos desses dispositivos não devem ser inseridos nos condutores de protecção. [E] 543.3.5 As massas dos equipamentos a serem ligadas aos condutores de protecção não devem, com excepção do caso indicado na secção 543.2.2, ser ligadas em série num circuito de protecção. [E] 544 Ligações à terra por razões de protecção(13) [E] 544.1 Condutores de protecção associados a dispositivos de protecção contra as sobreintensidades Quando se utilizarem, na protecção contra os choques eléctricos, os dispositivos de protecção contra as sobreintensidades, os condutores de protecção devem ser incorporados na mesma canalização que os condutores activos ou colocados na sua proximidade imediata. Nota: Recomenda-se que, no caso de canalizações com condutores isolados ou com cabos monocondutores, se faça a transposição (permuta da posição) do condutor de protecção em relação aos condutores activos, no mínimo, de 25 m em 25 m, por forma a diminuir a impedância da malha de defeito, nomeadamente, nos esquemas TN e IT. [E] 544.2 Eléctrodos de terra e condutores de protecção para dispositivos de protecção sensíveis à tensão de defeito [E] 544.2.1 O eléctrodo de terra auxiliar deve ser electricamente independente de quaisquer outros elementos metálicos ligados à terra (tais como, os elementos metálicos da construção, as condutas metálicas e as bainhas metálicas de cabos), considerando-se satisfeita esta regra se a distância entre o eléctrodo de terra auxiliar e os referidos elementos não for inferior a um valor especificado (valor em estudo). ________________________ (13)- Para as medidas de protecção nos esquemas TN, TT e IT, veja-se a secção 41. [E] 544.2.2 A ligação ao eléctrodo de terra auxiliar deve ser isolada, por forma a evitar os contactos com o condutor de protecção, com os elementos que lhe estiverem ligados ou com elementos condutores que possam estar (ou estejam de facto) em contacto com aqueles(14). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 349 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 544.2.3 O condutor de protecção apenas deve ser ligado às massas dos equipamentos eléctricos cuja alimentação deva ser interrompida em consequência do funcionamento, em caso de defeito, do dispositivo de protecção. [E] 544.3 Correntes de fuga elevadas (em estudo) Nota: A parte 707 contém regras relativas aos equipamentos de tratamento da informação com correntes de fuga elevadas. [E] 545 Ligações à terra por razões funcionais [E] 545.1 Generalidades As ligações à terra por razões funcionais devem ser realizadas por forma a garantir o funcionamento correcto do equipamento e a permitir um funcionamento correcto e fiável da instalação(15). Nota: Nesta secção são indicadas as condições particulares para a ligação à terra de certos equipamentos, como por exemplo, os equipamentos de tratamento da informação, que apresentam as particularidades seguintes: a) corrente de fuga de valor eventualmente elevado, o que pode implicar a não utilização de certos esquemas de protecção (veja-se 531.2.1.3.); b) funcionamento exigindo, eventualmente, o recurso a terras "sem ruído". [E] 545.2 Terras sem ruído (Em estudo) [E] 546 Ligações à terra por razões combinadas de protecção e funcionais [E] 546.1 Generalidades Quando a ligação à terra for feita, simultaneamente, por razões de protecção e por razões funcionais, devem-se-lhe aplicar fundamentalmente as regras relativas às medidas de protecção. [E] 546.2 Condutores PEN Nota: Pode ser necessário isolar o condutor PEN por outras razões que não sejam apenas as da protecção contra os contactos indirectos, como, por exemplo, nos locais com riscos de incêndio. [E] 546.2.1 No esquema TN, quando, nas instalações fixas, o condutor de protecção tiver uma secção não inferior a 10 mm², se de cobre, ou a 16 mm², se de alumínio, as funções de condutor de protecção e de condutor de neutro podem ser combinadas desde que a parte da instalação comum não esteja localizada a jusante de um dispositivo diferencial. _______________________ (14) - Esta regra destina-se a evitar que o elemento sensível à tensão seja, inadvertidamente, curto-circuitado . (15) - Estão em estudo regras complementares. No entanto, a secção de um condutor PEN pode ser reduzida a 4 mm² desde que o cabo seja do tipo concêntrico obedecendo à respectiva Norma e que as ligações que garantem a continuidade sejam duplicadas em todos os pontos de ligação no percurso do condutor periférico. O condutor PEN concêntrico deve ser utilizado a partir do transformador e deve ser limitado às instalações que utilizem acessórios adequados a este tipo de cabo. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 350 - PARTE 5 / Secção 51 Nota: A secção do condutor PEN deve ser não inferior ao maior dos valores resultantes da aplicação das condições seguintes: 10 mm², se de cobre ou 16 mm², se de alumínio; as resultantes da aplicação das regras indicadas na secção 543.1; as resultantes da aplicação das regras indicadas na secção 524 para a secção do condutor neutro. Certos cabos possuem um condutor não isolado, cableado com o conjunto dos condutores de fase ou concêntrico, concebido, essencialmente, para as redes de distribuição (públicas) em baixa tensão (em que o neutro é ligado à terra nas canalizações principais e nas derivações - ramais dessas redes) e que pode ser usado nas instalações eléctricas de edifícios nas condições seguintes: a) condutor não isolado usado como condutor PEN Neste caso, para que estes cabos possam ser utilizados, devem ser verificadas, simultaneamente, as condições seguintes: canalização situada a jusante de um transformador cujo neutro esteja ligado directamente, à terra; cumprimento das regras relativas às ligações das massas ao neutro no esquema TN-C (indicadas na secção 413.1.3); ausência de quaisquer dispositivos diferenciais a montante do cabo. A instalação situada a jusante destes cabos pode ser realizada segundo os esquemas TN-C, TN-S ou TT. b) condutor não isolado usado apenas como condutor de protecção Neste caso, estes cabos podem ser utilizados em circuitos trifásicos sem neutro, seja qual for o esquema das ligações à terra, devendo o condutor não isolado satisfazer a todas as regras exigíveis para os condutores de protecção. Na determinação da secção do condutor de protecção (através da expressão indicada na secção 543.1.1), o valor do factor k deve ser o indicado no quadro 54C. Esta limitação é justificada pelo facto de o condutor estar termicamente isolado, encontrar-se à temperatura média do cabo antes do curto-circuito e o seu aquecimento puder comprometer a qualidade da bainha e dos isolamentos primários com os quais o condutor contacta directamente (a bainha de protecção que envolve este condutor não possui propriedades eléctricas). O condutor não isolado (indicado anteriormente) nunca deve ser usado apenas como condutor neutro. Os caminhos de cabos metálicos não podem ser usados como condutores PEN. [E] 546.2.2 O condutor PEN deve ser isolado para a tensão mais elevada susceptível de lhe ser aplicada, por forma a evitar as correntes vagabundas(16). [E] 546.2.3 Se, num ponto qualquer da instalação, for feita a separação entre o condutor neutro e o condutor de protecção, não é permitido ligá-los de novo a jusante desse ponto. No local da separação devem existir terminais ou barras separados para o condutor neutro e para o condutor de protecção. O condutor PEN deve ser ligado ao terminal ou à barra destinada ao condutor de protecção. _________________________ (16) - No interior dos conjuntos de aparelhagem, o condutor PEN não necessita de ser isolado. [E] 547 Condutores de equipotencialidade Nota: Os elementos condutores que não sejam susceptíveis de propagar um potencial exterior, como é o caso, por exemplo, dos aros de portas metálicas, das grelhas de ventilação e dos corrimãos metálicos das escadas podem não ser ligados ás ligações equipotenciais. A ligação das armaduras do betão armado pode ser realizada, apenas, no anel das fundações do edifício (estabelecido nas condições indicadas na secção 542.2.1.1), quando efectuada durante a construção do edifício. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 351 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 547.1 Secções mínimas [E] 547.1.1 Condutor de equipotencialidade principal O condutor de equipotencialidade principal deve ter uma secção não inferior a metade da secção do condutor de protecção de maior secção existente na instalação, com o mínimo de 6 mm², podendo, contudo esse valor ser limitado a 25 mm², se de cobre, ou a uma secção equivalente, se de outro metal. Nota: Para as ligações equipotenciais principais veja-se também a secção 413.1.2.1. Nos edifícios que se desenvolvam na horizontal, em que as canalizações metálicas podem penetrar em pontos relativamente afastados uns dos outros, como é o caso das naves das fábricas, é admissível fazer diversas ligações equipotenciais principais nas proximidades dos pontos de penetração das diferentes canalizações no edifício. Nos edifícios em que uma canalização metálica penetre no interior num ponto muito afastado do quadro geral da instalação, se essa canalização for ligada localmente a um condutor de protecção, não é necessário ligá-la à ligação equipotencial principal, sendo, nesse caso, aquela ligação considerada como sendo uma ligação equipotencial suplementar (veja-se 413.1.2.2). [E] 547.1.2 Condutores de ligação equipotencial suplementar Quando duas massas forem interligadas por meio de condutores de equipotencialidade suplementar, a secção desses condutores não deve ser inferior à menor das secções dos condutores de protecção ligados a essas massas. No caso de condutores de equipotencialidade suplementar que interliguem uma massa com um elemento condutor, a sua secção não deve ser inferior a metade da secção do condutor de protecção ligado a essa massa. Se necessário, estes condutores devem satisfazer ao indicado na secção 543.1.3. Pode ser realizada uma ligação equipotencial suplementar por meio de elementos condutores não desmontáveis (tais como os vigamentos metálicos), por meio de condutores suplementares ou ainda pela combinação destes dois tipos de elementos condutores. Nota: Para as ligações equipotenciais suplementares (ou locais), vejam-se, também, as secções 413.1.2.2 e 413.1.6. Nos esquemas TN e IT, a verificação do comprimento dos circuitos que estejam a montante dos circuitos terminais pode ser dispensada quando as condições indicadas nas secções 413.1.3.3 e 413.1.5.6 não puderem ser cumpridas e for feita uma ligação equipotencial local, ao nível de cada um dos quadros. Esta ligação equipotencial local constitui um ponto de referência do potencial que, em caso de defeito, pode ser considerado como aproximadamente igual ao da ligação equipotencial principal do edifício, indicada na secção 547.1.1. A figura 54GA indica a secção a adoptar para uma ligação equipotencial entre: a) Duas massas Se SPE1 ≤ SPE2 ⇒ SLS ≥ SPE1 b) Uma massa e uma estrutura metálica SLS ≥ (*) SPE 2 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 352 - PARTE 5 / Secção 51 SPE1 SPE2 S PE SLS S LS M1 M2 M Estrutura metálica (*) - Com o mínimo de 2,5 mm² para condutores mecanicamente protegidos ou 4 mm², caso contrário. Considera-se que os condutores que não fazem parte de um cabo estão mecanicamente protegidos se estiverem dentro de condutas, de calhas, ou de elementos análogos. onde: SPE é a secção do condutor de protecção, SLS é a secção do condutor da ligação equipotencial suplementar, M, M1 e M2 são massas. Figura 54GA - Secção das ligações equipotenciais suplementares entre duas massas ou entre uma massa e uma estrutura metálica [E] 547.1.3 Contadores de água Quando as canalizações de água no interior do edifício forem utilizadas para a ligação à terra ou como condutores de protecção, os contadores de água devem ser curto-circuitados por meio de um condutor de secção apropriada à sua função de condutor de protecção, de condutor de equipotencialidade ou de condutor de ligação à terra funcional, consoante o caso. [E] 547.2 Condutores de equipotencialidade não ligados à terra (Em estudo) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 353 - PARTE 5 / Secção 51 OUTROS EQUIPAMENTOS Secção 551 SISTEMAS GERADORES DE BAIXA TENSÃO Secção 552 TRANSFORMADORES Secção 553 MOTORES Secção 554 DISPOSITIVOS DE LIGAÇÃO Secção 555 FICHAS E TOMADAS Secção 556 APARELHOS DE MEDIÇÃO Secção 557 CONDENSADORES Secção 558 CONJUNTOS DE APARELHAGEM Secção 559 EQUIPAMENTOS DE UTILIZAÇÃO ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 354 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE 357 55 OUTROS EQUIPAMENTOS [I] 551 Sistemas geradores de baixa tensão 357 [I] 551.1 Generalidades 357 [I] 551.2 Regras gerais 358 [I] 551.3 Regras comuns à protecção contra os contactos directos e à protecção contra os contactos indirectos 359 [I] 551.4 Protecção contra os contactos indirectos 359 [I] 551.4.1 Protecção contra os contactos indirectos por corte automático da alimentação 359 [I] 551.4.2 Regras suplementares aplicáveis a sistemas geradores que constituam uma alimentação de substituição em relação a uma rede de distribuição TN 359 [I] 551.4.3 Regras suplementares para as instalações que possuam conversores estáticos 360 [I] 551.4.4 Regras suplementares para a protecção por corte automático da alimentação quando o sistema gerador e a instalação por este alimentada não forem montados de forma fixa 360 [I] 551.5 Protecção contra as sobreintensidades 361 [I] 551.6 Regras suplementares aplicáveis a sistemas geradores que constituam uma alimentação de socorro em relação a uma rede de distribuição. 361 [I] 551.7 Regras suplementares aplicáveis a sistemas geradores que possam funcionar em paralelo com a rede de distribuição 362 551.8 Baterias de acumuladores 363 551.8.1 Baterias móveis ou portáteis 363 551.8.2 Baterias fixas 363 552 Transformadores 364 553 Motores 364 553.1 Características estipuladas 365 553.2 Limitação das perturbações devidas ao arranque dos motores 365 553.3 Dispositivos de comando e de regulação 366 554 Dispositivos de ligação 366 555 Fichas e tomadas 367 556 Aparelhos de medição 368 556.1 Generalidades 368 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 355 - PARTE 5 / Secção 51 556.2 Transformadores de tensão 369 556.3 Transformadores de corrente 369 556.4 Transformadores combinados (tensão-corrente) 369 557 Condensadores 369 558 Conjuntos de aparelhagem 371 558.1 Generalidades 371 558.1.1 Conjuntos de aparelhagem montados em fábrica 371 558.1.2 Conjuntos de aparelhagem não montados em fábrica 372 558.2 Materiais 372 558.3 Distâncias 372 558.4 Medidas de protecção para garantir a segurança 372 558.4.1 Protecção por recurso a aparelhagem com códigos IP elevados 373 558.4.2 Protecção contra os choques eléctricos 373 558.5 Montagem 374 558.6 Marcações e indicações 374 559 Equipamentos de utilização 375 559.1 Ligação dos equipamentos às instalações 375 559.1.1 Ligação directa dos equipamentos a uma canalização fixa 375 559.1.2 Ligação de equipamentos por meio de uma canalização móvel 375 559.2 Aparelhos de iluminação (Luminárias) 376 559.2.1 Alimentação dos aparelhos de iluminação 377 559.2.2 Ligação dos aparelhos de iluminação 378 559.2.3 Fixação dos aparelhos de iluminação 379 559.2.4 Suportes dos aparelhos de iluminação 380 559.2.5 Acessórios para aparelhos de iluminação 380 559.3 Aparelhos electrodomésticos 381 559.4 Antenas de radiodifusão 381 559.5 Aparelhos industriais de aquecimento 381 559.5.1 Aparelhos de aquecimento do ambiente 382 559.5.2 Aparelhos de cozinha e fornos 382 559.5.3 Aparelhos de aquecimento de líquidos 382 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 356 - PARTE 5 / Secção 51 55 OUTROS EQUIPAMENTOS [I] 551 Sistemas geradores de baixa tensão [I] 551.1 Generalidades(1) Nota: Os sistemas geradores devem ser instalados nos locais afectos a serviços eléctricos ou em recintos protegidos contra os contactos directos pela medida de protecção indicada na secção 412.3 (protecção por meio de obstáculos). Quando não for possível o cumprimento das regras indicadas nessa secção, os órgãos de comando e de regulação apenas podem ser manobrados por pessoas qualificadas - BA5 (veja-se 322.1). Quando os sistemas geradores poderem funcionar em paralelo e se preveja a eventualidade de embalamento, como por exemplo, quando forem accionados por motores hidráulicos ou térmicos ou quando apresentarem característica série, devem ser tomadas as precauções adequadas para evitar os seus efeitos. Os sistemas geradores são, em regra, equipados com: aparelhos de medição, que permitam efectuar o controlo da tensão e da corrente durante o seu funcionamento; dispositivos de protecção contra as sobreintensidades que lhes sejam prejudiciais; dispositivos de comando (separados ou combinados com os anteriores), destinados a desligá-los do seu circuito de utilização. Quando o funcionamento dos sistemas geradores não for vigiado em permanência, devem ser tomadas as medidas adequadas por forma a evitar que o seu mau funcionamento ou as variações de carga possam originar acidentes ou danos. [I] 551.1.1 A secção 551 aplica-se às instalações eléctricas de baixa tensão que possuam sistemas geradores destinados a alimentar, de forma contínua ou ocasional, essas instalações (ou parte dessas instalações), indicando-se regras para: a) instalações não ligadas à rede de distribuição; b) instalações alimentadas por sistemas geradores, usados como fontes de substituição da rede de distribuição; c) instalações alimentadas por sistemas geradores, usados como fontes em paralelo com a rede de distribuição; d) combinações dos tipos de alimentação indicados nas alíneas anteriores. As regras indicadas na secção 551 não se aplicam aos blocos autónomos que: funcionem a uma tensão reduzida, possuam a fonte de energia e a carga, sejam objecto de Normas, que indiquem regras relativas á segurança eléctrica. Nota: Os sistemas geradores que possam funcionar em paralelo com as redes de distribuição de energia eléctrica devem também satisfazer às regras indicadas no Guia Técnico das Instalações de Produção Independente de Energia Eléctrica. _________________________ (1) - Na secção 56 indicam-se regras particulares para as alimentações relativas aos serviços de segurança. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 357 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 551.1.2 A secção 551 aplica-se aos sistemas geradores dos tipos seguintes: a) grupos geradores accionados por meio de motores de combustão; b) grupos geradores accionados por meio de turbinas; c) células fotovoltaicas; d) acumuladores electroquímicos; e) outras fontes adequadas. [I] 551.1.3 A secção 551 aplica-se aos sistemas geradores com as características seguintes: a) geradores síncronos; b) geradores assíncronos; c) conversores estáticos. [I] 551.1.4 A secção 551 aplica-se aos sistemas geradores nas utilizações seguintes: a) alimentação de instalações permanentes; b) alimentação de instalações temporárias; c) alimentação de equipamentos móveis, não ligados a uma instalação fixa permanente. [I] 551.2 Regras gerais [I] 551.2.1 Os meios usados na excitação e na comutação devem ser adequados à utilização prevista para o sistema gerador, o qual não deve comprometer o funcionamento satisfatório e a segurança das outras fontes de energia (2). [I] 551.2.2 As correntes de curto-circuito e as correntes de defeito presumidas devem ser estimadas para cada uma das fontes ou para cada combinação de fontes de alimentação que possa funcionar em conjunto. Quando a instalação estiver ligada a uma rede de distribuição, os dispositivos de protecção devem suportar os curtos-circuitos que ocorram na instalação, qualquer que seja a associação prevista para o funcionamento das fontes. [I] 551.2.3 Quando os sistemas geradores alimentarem instalações não ligadas a redes de distribuição (ou se destinarem a substituir essas redes), a potência e as características de funcionamento desses sistemas devem ser tais que não possam causar perigo ou danos para os equipamentos em caso de ligação ou de corte de quaisquer cargas, em consequência de um desvio da tensão ou da frequência fora dos limites de funcionamento previstos. Devem ser utilizados meios adequados que provoquem o deslastre automático de partes da instalação quando a potência do sistema gerador for ultrapassada(3). ________________________ (2) - Na secção 551.7 indicam-se regras particulares para os sistemas geradores que possam funcionar em paralelo com as redes de distribuição de energia eléctrica. (3) - Deve ser dada a devida atenção á potência das cargas individuais em relação á carga do sistema gerador e às correntes de arranque dos motores. Para a especificação dos dispositivos de protecção da instalação deve-se atender também ao factor de potência. A montagem de um sistema gerador no interior de um edifício existente ou de uma instalação pode modificar as condições de influências externas (veja-se 32), por ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 358 - PARTE 5 / Secção 51 exemplo, devido á introdução de peças em movimento, de partes a temperaturas elevadas ou da presença de gases nocivos. [I] 551.3 Regras comuns à protecção contra os contactos directos e à protecção contra os contactos indirectos As regras indicadas nas secções 551.3.1 e 551.3.2 são regras complementares das indicadas na secção 41 para a tensão reduzida e destinam-se a garantir, simultaneamente, a segurança contra os contactos directos e contra os contactos indirectos, nos casos em que a instalação for alimentada por mais do que uma fonte. [I] 551.3.1 Nas instalações que funcionem a uma tensão reduzida de segurança (TRS) ou a uma tensão reduzida de protecção (TRP) e que possam ser alimentadas por mais do que uma fonte, as regras indicadas na secção 411.1.2 devem ser aplicadas a cada uma dessas fontes. Quando, pelo menos, uma das fontes for ligada à terra, devem ser observadas as regras indicadas nas secções 411.1.3 e 411.1.5, para as instalações que funcionarem a uma tensão reduzida de protecção (TRP). Se, pelo menos, uma das fontes não satisfizer ao indicado na secção 411.1.2, a instalação deve ser considerada como funcionando a uma tensão reduzida funcional (TRF), sendolhe aplicável as regras indicadas na secção 411.3. [I] 551.3.2 Quando for necessário manter uma alimentação que funcione a uma tensão reduzida em caso de perda de uma ou mais fontes, cada fonte de alimentação ou cada combinação de fontes de alimentação que possam funcionar independentemente das outras deve poder alimentar as cargas destinadas a funcionarem em tensão reduzida. Devem ser tomadas medidas adequadas para que a interrupção da alimentação em baixa tensão da fonte da tensão reduzida não possa causar perigo ou danos para os outros equipamentos que funcionem à tensão reduzida(4). [I] 551.4 Protecção contra os contactos indirectos A protecção contra os contactos indirectos deve ser garantida na instalação, para cada uma das fontes ou combinação de fontes que possam funcionar independentemente das outras. [I] 551.4.1 Protecção contra os contactos indirectos por corte automático da alimentação A protecção contra os contactos indirectos por corte automático da alimentação deve ser realizada de acordo com as regras indicadas na secção 413.1, complementadas com as regras indicadas na secção 551.4.2, 551.4.3 ou 551.4.4. [I] 551.4.2 Regras suplementares aplicáveis a sistemas geradores que constituam uma alimentação de substituição em relação a uma rede de distribuição TN Nas instalações realizadas segundo o esquema TN com sistema gerador de socorro em funcionamento, a protecção contra os contactos indirectos por corte automático da alimentação não deve depender, apenas, da ligação à terra da alimentação (condutor PEN) na rede de distribuição TN. Nestas condições, um dos condutores activos do sistema gerador (em regra, o neutro) deve ser ligado ao eléctrodo de terra das massas, o qual deve ter características adequadas. _________________________ ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 359 - PARTE 5 / Secção 51 [I] (4) - Essas medidas podem ser necessárias, nomeadamente, na alimentação para os serviços de segurança (veja-se a secção 35). 551.4.3 Regras suplementares para as instalações que possuam conversores estáticos(5) Nota: Os sistemas geradores que constituam uma alimentação de substituição em relação a uma rede de distribuição são, abreviadamente, designados por geradores de socorro. [I] 551.4.3.1 Quando a protecção contra os contactos indirectos de certas partes de uma instalação alimentada por meio de um conversor estático depender do fecho automático do comutador (rede/sistema gerador) e o funcionamento dos dispositivos de protecção situados a montante do comutador não se fizer no tempo indicado na secção 413.1, deve ser realizada uma ligação equipotencial suplementar entre as massas e os elementos condutores simultaneamente acessíveis situados a jusante do conversor estático, de acordo com as regras indicadas na secção 413.1.6. A resistência dos condutores da ligação equipotencial suplementar referida deve satisfazer à condição seguinte: R≤ 50 Ia em que: Ia é a corrente máxima de defeito à terra que o conversor estático pode fornecer sozinho durante um tempo não superior a 5 s. Nota: Quando, nos conversores estáticos, forem utilizados onduladores, devem ser tomadas medidas especiais na protecção dos circuitos a jusante. Em regra, estas medidas são indicadas pelo fabricante, de acordo com as características de funcionamento dos onduladores. Para a aplicação das regras indicadas na secção 511 devem ser consideradas as Normas seguintes: IEC 60146 - Conversores utilizando semicondutores; IEC 60146-2 - Conversores autocomutados utilizando semicondutores; IEC 60478-1 a IEC 60478-4 - Alimentações estabilizadas com saída em corrente contínua; IEC 60686 - Alimentações estabilizadas com saída em corrente alternada; EN 50091-1 - Fontes de alimentação interruptível ("UPS"). A alimentação de conversores a partir de transformadores de enrolamentos separados evita a circulação de componentes contínuas que poderiam perturbar o funcionamento dos eventuais dispositivos diferenciais e dos controladores de isolamento. [I] 551.4.3.2 O funcionamento normal dos dispositivos de protecção não deve ser perturbado pelas componentes contínuas das correntes geradas pelo conversor estático ou pela presença de filtros, devendo ser tomadas medidas adequadas ou seleccionados convenientemente os equipamentos. [I] 551.4.4 Regras suplementares para a protecção por corte automático da alimentação quando o sistema gerador e a instalação por este alimentada não forem montados de forma fixa(6) _________________________ (5) - Quando os conversores estáticos funcionarem em paralelo com uma rede de distribuição, devem ser também verificadas as regras indicadas na secção 551.7. (6) - Na Norma EN 60309 indicam-se regras para as ligações por meio de tomadas e de fichas. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 360 - PARTE 5 / Secção 51 As regras indicadas nas secções 551.4.4.1 e 551.4.4.2 aplicam-se aos sistemas geradores móveis e aos destinados a serem transportados para locais não especificados, para utilização temporária ou de curta duração. Estas regras aplicam-se também às instalações alimentadas por estes sistemas geradores, desde que estas instalações não sejam fixas. [I] 551.4.4.1 Quando os elementos forem constituídos por partes distintas, as canalizações que as interligarem devem incluir um condutor de protecção. Os condutores dessas canalizações devem satisfazer às regras indicadas na secção 54, devendo, nomeadamente, a sua secção satisfazer ao indicado no quadro 54F. [I] 551.4.4.2 Nas instalações realizadas segundo os esquemas TN, TT e IT, deve ser previsto um dispositivo diferencial de corrente diferencial estipulada não superior a 30 mA (veja-se 413.1), destinado a garantir o corte automático da alimentação(7). [I] 551.5 Protecção contra as sobreintensidades [I] 551.5.1 Quando existirem sistemas de detecção das sobreintensidades do sistema gerador, estes devem estar localizados o mais próximo possível dos terminais do gerador(8). [I] 551.5.2 Quando um sistema gerador estiver previsto para funcionar em paralelo com a rede de distribuição (ou quando dois ou mais sistemas geradores puderem funcionar em paralelo), as correntes harmónicas de circulação devem ser limitadas, por forma a que a solicitação térmica dos condutores não seja ultrapassada. Como meios para limitar os efeitos das correntes harmónicas de circulação podem ser usados os seguintes: a) selecção de grupos geradores com enrolamentos de compensação; b) colocação, no ponto neutro do gerador, de uma impedância adequada(9); c) colocação de dispositivos que interrompam os circuitos de circulação, encravados por forma a que, em cada instante, não seja impedida a protecção contra os contactos indirectos; d) colocação de sistemas de filtragem; e) quaisquer outros meios apropriados. [I] 551.6 Regras suplementares aplicáveis a sistemas geradores que constituam uma alimentação de socorro em relação a uma rede de distribuição. [I] 551.6.1 Para que o sistema gerador não possa funcionar em paralelo com a rede de distribuição, devem ser tomadas medidas que satisfaçam às regras relativas ao seccionamento, indicadas na secção 46. As medidas a adoptar podem ser: a) encravamentos eléctricos, mecânicos ou electromecânicos entre os mecanismos de funcionamento ou entre os circuitos de comando dos dispositivos de inversão; _________________________ (7) - Nas instalações realizadas segundo o esquema IT, os dispositivos diferenciais podem não funcionar ao segundo defeito, excepto se um dos defeitos à terra ocorrer a montante desses dispositivos. (8) - A contribuição de um sistema gerador para a corrente de curto-circuito presumida pode depender do tempo e pode ser muito menos importante que a contribuição devida à rede de distribuição. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 361 - PARTE 5 / Secção 51 (9) - Para limitar as correntes harmónicas de circulação, é conveniente ter em conta a tensão máxima susceptível de aparecer aos terminais da impedância. b) sistemas de bloqueio, dotados de uma única chave de transferência; c) comutadores de três posições; d) dispositivos automáticos, com encravamentos apropriados; e) outros meios que forneçam um grau de segurança do funcionamento equivalente. [I] 551.6.2 Nas instalações realizadas segundo o esquema TN-S e em que o neutro não seja seccionado, os eventuais dispositivos diferenciais devem ser instalados por forma a evitar disparos intempestivos, devidos à existência de quaisquer contactos entre o neutro e a terra, que possam ocorrer a jusante desses dispositivos diferenciais(10). [I] 551.7 Regras suplementares aplicáveis a sistemas geradores que possam funcionar em paralelo com a rede de distribuição Nota: Para a ligação de sistemas geradores em paralelo com a rede de distribuição devem ser aplicadas as regras indicadas no Guia Técnico das Instalações de Produção Independente de Energia Eléctrica. [I] 551.7.1 Na selecção e na utilização de um sistema gerador que possa funcionar em paralelo com a rede de distribuição, devem ser tomadas as necessárias precauções para evitar os efeitos prejudiciais (para a rede de distribuição ou para outras instalações), relativamente ao factor de potência, às variações de tensão, às distorções harmónicas, aos desequilíbrios de cargas, a correntes de arranque e às flutuações da tensão ou do sincronismo. Deve, ainda, ser consultado o distribuidor quanto aos requisitos particulares a considerar na instalação. Quando for necessário dispor de sincronização no sistema, é recomendável a utilização de dispositivos automáticos, que controlem a frequência, o ângulo de fase e a tensão. [I] 551.7.2 Deve ser prevista uma protecção que desligue o sistema gerador da rede de distribuição em caso de falha desta ou de variações da tensão ou da frequência da rede de distribuição fora dos limites normais. O tipo e a regulação dessa protecção devem ser coordenados com as protecções existentes na rede de distribuição e devem ser acordados com o distribuidor. [I] 551.7.3 Devem ser previstos meios para evitar a ligação de um sistema gerador a uma rede de distribuição quando a tensão e a frequência desta estiverem fora dos limites indicados na secção 551.7.2. [I] 551.7.4 Devem ser previstos meios que permitam separar o sistema gerador da rede de distribuição, os quais devem ser acessíveis, permanentemente, ao pessoal do distribuidor. [I] 551.7.5 Quando o sistema gerador puder também funcionar como alimentação de socorro da instalação alimentada pela rede de distribuição, a instalação deve ainda satisfazer às regras indicadas na secção 551.6. _________________________ ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 362 - PARTE 5 / Secção 51 (10) - Nas instalações realizadas segundo o esquema TN, pode ser conveniente separar o neutro da instalação alimentada pelo sistema gerador do neutro da rede de distribuição, a fim de evitar perturbações (tais como, por exemplo, as sobretensões devidas a descargas atmosféricas provenientes da rede de distribuição). 551.8 Baterias de acumuladores Nota: Para a aplicação das regras indicadas na secção 511 devem ser consideradas as Normas seguintes: NP 1894 - Baterias de chumbo para arranque;. EN 60952 - Baterias para aeronaves;. EN 61044 e HD 465 - Baterias de chumbo para tracção; EN 61896 - Baterias de chumbo estacionárias especiais; HD 561, HD 585, EN 60285 e EN 61150 - Acumuladores de niquel-cadmio; HD 612 - Pilhas padrão; EN 61056 - Baterias e acumuladores de chumbo portáteis. No Anexo VIII são indicadas regras particulares para a instalação de baterias de acumuladores. 551.8.1 Baterias móveis ou portáteis A carga das baterias móveis ou portáteis deve ser efectuada em locais onde não exista qualquer chama nua nas suas proximidades e onde as eventuais projecções e derrames de electrolítico e seus vapores não sejam prejudiciais. Deve ser garantida uma ventilação adequada desses locais. 551.8.2 Baterias fixas 551.8.2.1 As baterias de acumuladores destinadas a serem instaladas de forma fixa devem ser colocadas em locais afectos a serviços eléctricos ou em recintos fechados de acesso condicionado ao pessoal encarregue da sua exploração e da sua manutenção. 551.8.2.2 Quando a tensão nominal das baterias for superior a 150 V, deve ser previsto um pavimento de serviço, não escorregadio, isolado do solo e com dimensões tais que não seja possível tocar, simultaneamente, o solo (ou um elemento condutor que lhe esteja ligado) e qualquer elemento da bateria. 551.8.2.3 O local de instalação das baterias de acumuladores deve ser ventilado (por ventilação natural ou mecânica), com uma taxa de renovação de ar novo não inferior à obtida pela expressão: TR = 0,05xNxI em que: TR é a taxa de renovação de ar novo, em metros cúbicos por hora; N é o número de elementos da bateria; I é a corrente máxima que a bateria pode solicitar ao dispositivo de carga, em amperes. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 363 - PARTE 5 / Secção 51 Quando a ventilação for mecânica, a sua paragem deve provocar o corte da alimentação do dispositivo de carga. A ventilação pode ser dispensada quando forem utilizados acumuladores que não libertem gases explosivos e os dispositivos de carga apresentarem características adequadas. 551.8.2.4 Quando a bateria de acumuladores e o seu dispositivo de carga forem colocados num mesmo armário, este, bem como o local onde se encontrar instalado, devem ser ventilados nas condições indicadas na secção 551.8.2.3. 551.8.2.5 As baterias de arranque dos grupos electrogéneos (grupos motores térmicos - geradores) bem como os seus dispositivos de carga podem ser instalados no mesmo local em que se encontrar o grupo desde que este seja ventilado, em permanência, nas condições indicadas na secção 551.8.2.3. 551.8.2.6 Quando o produto da capacidade, em amperes-horas, pela tensão de descarga, em volts, das baterias de acumuladores não for superior a 1000, estas podem ser instaladas num local não afecto a serviços eléctricos desde que esse local satisfaça ás condições indicadas na secção 551.8.2.3. 551.8.2.7 As ligações entre baterias podem ser realizadas com condutores nus, desde que os elementos sejam colocados por forma a não se poder tocar, simultaneamente e por inadvertência, duas peças condutoras nuas com uma diferença de potencial entre si superior a 150 V. De acordo com as regras indicadas na secção 46 deve ser utilizado um dispositivo que possibilite a separação entre todos os pólos da bateria e a instalação. 552 Transformadores Nota: Para a aplicação das regras indicadas na secção 511 devem ser consideradas as Normas seguintes: NP 2627 - Transformadores de potência; EN 60742 - Transformadores de separação de circuitos e transformadores de segurança; Na selecção dos dispositivos de protecção dos transformadores deve-se ter em conta as suas correntes de ligação (pico de ligação). 552.1 As regras indicadas na secção 552 aplicam-se apenas aos transformadores cujo enrolamento primário seja alimentado a uma tensão contida nos limites do domínio II (veja-se 222). 552.2 O circuito alimentado pelo enrolamento secundário do transformador deve ser estabelecido de acordo com as regras aplicáveis à tensão mais elevada que possa existir nesse circuito. 552.3 Os circuitos dos autotransformadores devem ser estabelecidos para a tensão mais elevada que possa existir entre condutores ou entre estes e a terra. A tensão dos circuitos secundários dos autotransformadores (entre condutores ou entre estes e a terra) não deve ser superior à do limite superior do domínio II. 553 Motores Nota: Para a aplicação das regras indicadas na secção 511 devem ser consideradas as Normas seguintes: ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 364 - PARTE 5 / Secção 51 EN 60034-1 e IEC 60279 - Regras para o estabelecimento das máquinas eléctricas rotativas; NP 2805-1- Características estipuladas e características de funcionamento de máquinas eléctricas rotativas; NP 2805-2 - Métodos para a determinação das perdas e do rendimento das máquinas eléctricas rotativas a partir de ensaios; EN 60034-5 - Classificação dos índices de protecção garantidos pelos invólucros das máquinas rotativas; EN 60034-9 - Limites do ruído; NP 2834 - Dimensões dos motores de indução trifásicos. A protecção contra os choques eléctricos e contra as sobreintensidades é garantida se forem cumpridas as regras indicadas nas secções 41 e 43, respectivamente. 553.1 Características estipuladas Os motores devem apresentar características estipuladas adequadas à utilização prevista. Nota: A potência estipulada de um motor é a potência mecânica disponível no seu veio (potência útil), que é sempre inferior à potência de alimentação (potência absorvida pelo motor). Em regra, não é recomendado prever uma potência estipulada muito superior à necessária pois o rendimento e, em corrente alternada, o factor de potência, seriam menores e a corrente de arranque mais elevada (pico de arranque). 553.2 Limitação das perturbações devidas ao arranque dos motores A corrente absorvida por um motor durante o seu arranque (ou por um conjunto de motores que possam arrancar simultaneamente) deve ser limitada a um valor que não seja prejudicial à conservação da instalação que o alimenta e não seja origem de perturbações inaceitáveis ao funcionamento dos outros equipamentos ligados à mesma fonte de energia. No caso de motores alimentados directamente por uma rede de distribuição, os seus arranques não originam, em regra, perturbações excessivas se a intensidade de arranque não ultrapassar os valores indicados no quadro 55A. QUADRO 55A Corrente de arranque de motores alimentados directamente pela rede de distribuiço (pública) Ligação do motor Utilização dos locais Intensidade máxima de arranque (A) Rede aérea Rede subterrânea em trifásico habitação 45 45 outros usos 100 200 habitação 60 60 outros usos em monofásico 125 250 Para valores de intensidades de arranque superiores aos indicados no quadro 55A, a alimentação dos motores directamente a partir da rede de distribuição (pública) carece de parecer favorável do distribuidor de energia, por forma a que sejam tomadas as medidas apropriadas para tornar a sua ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 365 - PARTE 5 / Secção 51 utilização compatível com a exploração da instalação e a não criar perturbações graves aos restantes utilizadores. Nota: Para a conservação da instalação, é conveniente que não se produzam aquecimentos exagerados nas canalizações nem se verifique a actuação dos dispositivos de protecção durante o arranque. As perturbações ao funcionamento dos outros equipamentos ligados à mesma fonte de energia são devidas à queda de tensão provocada pelo pico de corrente, durante o arranque, que pode atingir valores muito superiores aos da corrente absorvida pelo motor à plena carga. No quadro 55GA são indicadas as potências máximas dos motores mais comuns que, em regra, satisfazem às correntes de arranque indicadas no quadro 55A. Nos "outros usos" indicados no quadro 55A incluem-se os destinados ao sector terciário, à indústria, aos serviços comuns dos edifícios de habitação, aos locais agrícolas e pecuários, etc. Deve-se ter particular cuidado na ligação directa, a uma rede de distribuição (pública), de motores que estejam nos casos seguintes: a) accionem máquinas de grande inércia; b) sejam de arranque lento em carga; c) tenham arranques frequentes; d) sejam de travagem ou de inversão de marcha por contra corrente. QUADRO 55GA Potência estipulada máxima dos motores alimentados directamente por uma rede de distribuição (pública) (em kW) Tipo de Local Tipo De rede Motores monofásicos 230 V habitação qualquer 1,4 outros aérea locais subterrânea Motores trifásicos 400 V Arranque directo à plena carga Outros modos de arranque 5,5 11 3 11 22 5,5 22 45 553.3 Dispositivos de comando e de regulação Os motores devem ser equipados com dispositivos adequados ao seu arranque e, eventualmente, à sua regulação. Os dispositivos de arranque podem ser combinados com os que garantem a protecção dos motores devendo, neste caso, satisfazer ás regras aplicáveis aos dispositivos de protecção. 554 Dispositivos de ligação Os dispositivos de ligação devem ser instalados por forma a poderem ser efectuadas as ligações indicadas na secção 526. Nota: Para a aplicação das regras indicadas na secção 511, devem ser consideradas as Normas seguintes: NP EN 60998 - Dispositivos de ligação de baixa tensão para usos domésticos e análogos; As caixas de ligação (derivação, junção) são utilizadas, nomeadamente, quando se pretender garantir a ligação entre as canalizações fixas e as canalizações móveis de alimentação dos aparelhos que possam ser deslocados com frequência, se as ligações não poderem ficar submetidas a esforços de tracção ou de torção. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 366 - PARTE 5 / Secção 51 555 Fichas e tomadas As fichas e as tomadas devem satisfazer às Normas seguintes: a) NP 1260 - Fichas e tomadas para usos domésticos e análogos; b) EN 60309 - Fichas e tomadas de corrente para usos industriais. As ligações por meio de fichas e de tomadas devem ser feitas por forma a que as tomadas fiquem do lado da alimentação (evitando-se, assim, que os pernos das fichas fiquem em tensão quando acessíveis). Nota: De acordo com as presentes Regras Técnicas, as tomadas devem, em regra, ser dotadas de contactos de terra. Exceptuam-se os casos em que forem adoptadas medidas de protecção específicas, tais como, “protecção por TRS” ou “protecção por recurso a locais não condutores”, onde as tomadas não devem ter contactos de terra. As fichas e as tomadas devem ser seleccionadas por forma a que seja impossível tocar nas suas partes activas nuas (quando em tensão), quer a ficha esteja totalmente introduzida na tomada quer não. Nota: Atendendo a que, de acordo com as respectivas Normas, os ligadores das tomadas permitem a derivação de condutores (repicagem), não é necessário, nos circuitos de tomadas, utilizar dispositivos de ligação adicionais (por exemplo, dispositivos de derivação instalados em caixas fundas, nas instalações embebidas ou caixas de derivação, nas instalações à vista). 555.1 As tomadas devem ser dotadas de tantos órgãos de contacto, electricamente distintos e mecanicamente solidários, quantos os condutores que façam parte da canalização que as alimenta. Nota: De referir que, quando as canalizações tiverem condutor de protecção, devem ser utilizadas apenas tomadas que permitam, num só aparelho, fazer a ligação quer dos condutores activos quer do condutor de protecção. Nas tomadas que possuam contactos de terra, a sua ligação com os respectivos contactos das fichas deve estabelecer-se antes e interromper-se depois das ligações entre os contactos activos. Está em estudo Norma específica para fichas e tomadas para tensão reduzida. 555.2 Quando forem utilizadas tensões ou correntes de natureza diferente devem ser instaladas tomadas e fichas de modelos bem diferenciados e que não permitam a intermutabilidade entre fichas de tensões diferentes. 555.3 Devem ser utilizados fichas e tomadas denominadas "não reversíveis" sempre que haja necessidade de impedir a troca de pólos ou de fases. Nota: Entende-se por "não reversíveis" as fichas e tomadas que apenas permitam uma única posição de introdução da ficha na tomada 555.4 Nos locais que apresentem riscos de explosão (condição de influência externa BE3), as fichas e as tomadas que tenham partes condutoras não colocadas permanentemente num invólucro antideflagrante, devem ser dotadas de um dispositivo de encravamento (eléctrico ou mecânico) que coloque fora de tensão os contactos que não pertençam a circuitos de segurança intrínseca (veja-se a condição BE3 do quadro 51A) antes de se desligar a ficha da tomada. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 367 - PARTE 5 / Secção 51 555.5 As tomadas instaladas nos elementos de construção verticais dos diferentes locais devem ser fixadas a esses elementos da construção, por forma a que o eixo dos seus alvéolos se encontre a uma distância, medida em relação ao pavimento acabado, não inferior a: a) 50 mm, para as de corrente estipulada inferior a 32 A; b) 120 mm, para as de corrente estipulada não inferior a 32 A. Nota: Estas distâncias aplicam-se a quaisquer modos de instalação e a quaisquer condições de influências externas AD. 555.6 Quando os invólucros das tomadas não constituírem parte integrante destas, deve ser garantida, entre o invólucro e a tomada, uma fixação rígida, por meio de parafusos, mas que permita que a desmontagem da tomada, para fins de manutenção ou de verificação das ligações, se possa efectuar facilmente. Nota: Esta regra destina-se, essencialmente, a impedir a utilização de garras ou peças semelhantes para fixação das tomadas aos invólucros (caixas de aparelhagem, nas instalações embebidas). 555.7 As tomadas instaladas no pavimento devem ter como códigos mínimos: IP24 e IK07. 556 Aparelhos de medição 556.1 Generalidades Os aparelhos de medição devem ser seleccionados em função das características fundamentais, adequadas às condições de exploração previstas (definidas nas respectivas Normas de fabrico). Nota: Para aplicação das regras indicadas na secção 511 devem ser consideradas as Normas seguintes: NP 2837-1 - Contadores de energia activa em corrente alternada da classe 2, de ligação directa; NP 2959 - Aparelhos registadores de acção directa e seus acessórios; NP 2963 - Aparelhos indicadores e registadores e seus acessórios; NP 2982 - Contadores de energia activa em corrente alternada das classes 0,5; 1 e 2; NP 2983 - Contadores de energia eléctrica - indicadores de máximo da classe 1,0; EN 60051 - Aparelhos analógicos de acção directa e seus acessórios; EN 61143 - Aparelhos eléctricos de medição. Registadores X-t; IEC 60185 - Transformadores de corrente monofásicos; IEC 60186 - Transformadores de tensão monofásicos; IEC 60359 - Características dos equipamentos para medidas eléctricas e electrónicas. Em regra, os transformadores de medição são monofásicos e destinam-se a alimentar: aparelhos de medição e de contagem; relés de protecção. Na ausência de informações mais concretas, recomendam-se, em função da utilização prevista para os transformadores, as classes de precisão seguintes: ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 368 - PARTE 5 / Secção 51 - classe 0,1 - aparelhos destinados às medições mais precisas da potência e da energia (efectuadas em laboratórios); - classe 0,2 - aparelhos destinados às medições precisas da potência e da energia; - classe 0,5 - aparelhos destinados às medições vulgares da potência e da energia; - classes 1 e 1,5 - aparelhos destinados a alimentar aparelhagem industrial de medição da potência, da energia ou do factor de potência; - classes 2,5 e 5 - aparelhos destinados às medições industriais da corrente, da tensão e da frequência ou à alimentação de relés de corrente ou de tensão. A potência de precisão dos transformadores de medição deve ser determinada a partir dos consumos dos aparelhos e dos circuitos de utilização. 556.2 Transformadores de tensão O primário dos transformadores de tensão pode ser dotado de uma protecção a montante com poder de corte compatível com a corrente de curto-circuito no local de instalação, devendo o secundário ser, em regra, protegido contra os defeitos a jusante por meio de fusíveis. Nota: No primário dos transformadores de tensão pode ser necessário prever, de acordo com as condições de exploração, um dispositivo de seccionamento. Se essas condições o permitirem, o dispositivo de seccionamento pode ser comum a outros receptores. 556.3 Transformadores de corrente Os valores limites térmicos da corrente de curta duração de um transformador de corrente devem ser seleccionados em função do valor máximo da corrente de curto-circuito presumida no ponto onde for instalado e do seu eventual carácter limitador. Nota: Os transformadores de corrente destinados a medições (circuito de medição e circuito de contagem) devem ser seleccionados por forma a que os aparelhos de medição por eles alimentados não sejam danificados quando o primário do transformador for percorrido pela corrente de curto-circuito no ponto onde for instalado. Os transformadores de corrente destinados à protecção (circuito de relés de protecção) devem ser seleccionados por forma a que o seu factor limite de precisão seja suficientemente grande para que os erros de corrente, em caso de curto-circuito, não sejam muito elevados. A sua potência de precisão não deve ser inferior à maior carga previsível. 556.4 Transformadores combinados (tensão-corrente) Nota: Um mesmo aparelho pode englobar transformador de tensão e transformador de corrente. 557 Condensadores Nota: Para aplicação das regras indicadas na secção 511 devem ser consideradas as Normas seguintes: EN 60831 e EN 60931 - Condensadores de potência para tensões alternadas não superiores a 1 kV; Os condensadores de potência destinam-se, essencialmente, à correcção do factor de potência, à filtragem das harmónicas ou à regulação de tensão. 557.1 As regras indicadas na secção 557.2 aplicam-se aos condensadores de potência que não façam parte de um equipamento (que satisfaça a uma determinada Norma) ou que não se destinem a utilizações especiais. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 369 - PARTE 5 / Secção 51 Nota: Como utilizações especiais às quais não se aplicam as regras indicadas nesta secção citam-se, por exemplo, as seguintes: a) a realização de determinados filtros anti-harmónicas; b) as instalações de calor por indução submetidas a frequências compreendidas entre 40 Hz e 24 kHz; c) a associação com determinadas máquinas rotativas assíncronas; d) os condensadores série utilizados nas instalações de corrente alternada de frequência superior a 60 Hz. 557.2 Os condensadores devem ser seleccionados e instalados de acordo com as instruções do fabricante e com as condições técnicas gerais, indicando-se, nas secções 557.2.1 a 557.2.7, as características mais importantes a considerar. 557.2.1 Tensão estipulada - O valor da tensão estipulada dos condensadores nem sempre coincide com o da tensão nominal da rede. Nota: A tensão estipulada dos condensadores não deve ser inferior à tensão máxima de funcionamento da instalação, tendo em conta a influência dos condensadores, dos elementos indutivos que lhes podem estar associados em série, da eventual presença de correntes harmónicas e das variações de carga da instalação (colocação fora de tensão, total ou parcial, dos condensadores com carga reduzida). Recomenda-se, contudo, evitar as excessivas margens de segurança na selecção da tensão estipulada dos condensadores pois isso conduz a uma redução da potência efectiva dos condensadores. 557.2.2 Altitude - Os condensadores são concebidos para funcionarem até aos 1 000 m, devendo, para altitudes superiores, serem tomadas medidas especiais. Nota: Acima dos 1 000 m, a dissipação térmica por convecção é mais reduzida e se a temperatura ambiente não for inferior à preestabelecida para os 1 000 m, deve ser obtido o acordo do fabricante do condensador para essas condições de instalação. 557.2.3 Temperatura de serviço - Os condensadores são muito sensíveis às temperaturas muito altas ou muito baixas, pelo que devem ser seleccionados e instalados em função das condições reais de funcionamento normal. Nota: Uma temperatura muito alta exerce grande influência na vida útil dos condensadores, pelo que se recomenda instalá-los ao abrigo das radiações (solares ou outras) e por forma a possibilitar uma boa dissipação do calor (por radiação ou por convecção) produzido pelas perdas. Por vezes, pode ser necessário recorrer a condensadores de maior tensão estipulada para contrariar os efeitos prejudicais das temperaturas muito elevadas. Uma temperatura mais baixa que o limite inferior da categoria dos condensadores seleccionados pode originar descargas parciais no dieléctrico. 557.2.4 Sobretensões - A selecção e a instalação dos condensadores deve ter em conta as sobretensões susceptíveis de ocorrerem no ponto onde forem instalados. Com excepção das sobretensões transitórias, os condensadores podem funcionar durante muito tempo com tensões não superiores a 1,10 Un (em que Un é a tensão estipulada do condensador). Nota: De entre as sobretensões transitórias, assumem particular importância as resultantes do reescorvamento dos dispositivos de comutação durante a sua abertura, pelo que é necessário seleccionar os dispositivos de comando, de seccionamento e de protecção dos condensadores (interruptores, disjuntores, contactores, etc.) em função destas características. A capacidade de um condensador de potência ligado entre uma fase e um ponto neutro ligado à terra é, em regra, suficiente para reduzir consideravelmente a amplitude das sobretensões transitórias ou de manobra ainda que estas tenham origem num ponto relativamente próximo do condensador. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 370 - PARTE 5 / Secção 51 No caso de bateria de condensadores de grande capacidade, os eventuais descarregadores de sobretensões (de protecção contra as sobretensões transitórias) devem ser seleccionados tendo em conta a corrente de descarga dos condensadores. Relativamente às sobretensões temporárias à frequência industrial, é necessário limitar o valor da corrente dos condensadores a 90% do valor da corrente de magnetização dos motores a que os condensadores se encontrem directamente ligados, por forma a que não se verifique o fenómeno da auto-excitação. As sobretensões à frequência industrial podem também ocorrer em consequência das diferenças de capacidade entre unidades (ou grupos de unidades) ligadas em série durante a constituição das baterias, pelo que é necessário minimizar as diferenças de tensão ou seleccionar, em conformidade, a tensão estipulada mais adequada. 557.2.5 Sobreintensidades - Os condensadores devem, em regra, ser previstos para poderem funcionar, em permanência, com uma corrente de valor igual a 1,3 vezes o valor da corrente resultante da aplicação da tensão sinusoidal estipulada à frequência estipulada, sem transitórios, devendo ser protegidos para qualquer sobreintensidade de valor superior a este. Nota: As correntes de sobrecarga superiores aos valores admissíveis podem ser ocasionadas por uma tensão excessiva à frequência fundamental, por harmónicas ou pela combinação destas. De entre as principais fontes de harmónicas citam-se os rectificadores, os dispositivos com tirístores, os circuitos magnéticos com núcleos saturados e os fornos de indução. Estas harmónicas podem ser filtradas ou anuladas por meio de indutâncias ligadas em série com condensadores (devidamente dimensionadas). 557.2.6 Dispositivos de comando e de protecção - Com excepção de certos casos particulares (como, por exemplo, os utilizados na filtragem das harmónicas), os dispositivos de comando e de protecção dos condensadores devem poder suportar, em permanência, uma corrente de valor igual a 1,5 vezes o valor da corrente estipulada, por forma a contemplar as harmónicas e as tolerâncias das capacidades. Devem, ainda, poder suportar os esforços electrodinâmicos e térmicos resultantes das sobreintensidades devidas aos fenómenos transitórios que surjam no momento do estabelecimento da tensão. 557.2.7 Dispositivos de descarga - Para os condensadores não dotados de dispositivos de descarga, devem ser tomadas as medidas apropriadas por forma a impedir qualquer contacto directo com os condensadores que apresentem, após a interrupção do circuito, uma tensão residual perigosa para as pessoas,. 558 Conjuntos de aparelhagem 558.1 Generalidades As regras indicadas nas secções 558.1 a 558.6 aplicam-se aos conjuntos de aparelhagem que não satisfaçam a uma Norma específica e cuja tensão estipulada não seja superior ao limite superior do domínio II (vejam-se 222 e 223). Nota: Os conjuntos de aparelhagem podem ser constituídos segundo as regras: a) constantes de Norma específica; b) indicadas nas presentes Regras Técnicas. Como conjuntos de aparelhagem citam-se, nomeadamente: - os quadros de comando e de distribuição; - as calhas pré-fabricadas. 558.1.1 Conjuntos de aparelhagem montados em fábrica ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 371 - PARTE 5 / Secção 51 Os conjuntos de aparelhagem devem ser instalados de acordo com as instruções do fabricante. Nota: Para aplicação das regras indicadas na secção 511, devem ser consideradas as Normas seguintes: EN 60439 - Conjuntos de aparelhagem de baixa tensão montados em fábrica; EN 60947-4-1 - Contactores e arrancadores electromecânicos para motores de baixa tensão. 558.1.2 Conjuntos de aparelhagem não montados em fábrica A construção e a instalação de conjuntos de aparelhagem não abrangidos pelas regras indicadas na secção 558.1.1 devem satisfazer às condições indicadas nas secções 558.2 a 558.6. 558.2 Materiais Os materiais utilizados nos conjuntos de aparelhagem não montados em fábrica devem poder suportar as solicitações a que possam ficar submetidos em serviço, nomeadamente, as mecânicas, as devidas à humidade e as devidas ao calor. Nota: Os materiais dos elementos da construção que não forem susceptíveis de suportar as solicitações previstas devem receber um tratamento adequado (por exemplo, pintura ou galvanização da sua superfície). A utilização de madeira natural não tratada apenas é permitida nas condições de influências externas AD1. Não devem ser utilizados materiais facilmente inflamáveis. 558.3 Distâncias Nos conjuntos de aparelhagem não montados em fábrica devem ser respeitadas, entre partes activas nuas, as distâncias mínimas seguintes: a) entre partes activas de polaridades diferentes:.......................................................10 mm; b) entre partes activas e outras partes condutoras (massas, invólucros exteriores, etc.):..........................................................................20 mm. A distância de 20 mm indicada na alínea b) deve ser aumentada para 100 mm no caso dos invólucros exteriores apresentarem aberturas cuja menor dimensão esteja compreendida entre 12 mm e 50 mm. Nota: Estas distâncias não são aplicáveis aos componentes da aparelhagem, os quais devem satisfazer às respectivas Normas de fabrico, devendo as distâncias previstas para estes aparelhos serem mantidas nas condições habituais. 558.4 Medidas de protecção para garantir a segurança Os conjuntos de aparelhagem não montados em fábrica devem ser concebidos e executados por forma a poderem ser utilizados nas condições indicadas nas partes 4 e 5 das presentes Regras Técnicas, nomeadamente, satisfazer ao indicado nas secções seguintes: a) 412 - Protecção contra os contactos directos; b) 413 - Protecção contra os contactos indirectos (413.1 e 413.2); ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 372 - PARTE 5 / Secção 51 c) 43 - Protecção contra as sobreintensidades; d) 543 - Condutores de protecção. 558.4.1 Protecção por recurso a aparelhagem com códigos IP elevados Quando forem necessários códigos IP superiores a IP 44 para os conjuntos de aparelhagem não montados em fábrica, a protecção apenas pode ser presumida com base nas características dos invólucros utilizados e nas condições de montagem, dadas as dificuldades da sua verificação em obra. 558.4.2 Protecção contra os choques eléctricos 558.4.2.1 As barreiras ou os invólucros amovíveis, destinados a impedir o contacto directo com as partes activas, não devem poder ser retirados sem a ajuda de uma ferramenta, de uma chave ou sem o cumprimento de qualquer uma das outras condições indicadas na secção 412.2.4. 558.4.2.2 Todas as massas devem ser ligadas directamente entre si por meio de ligações apropriadas ou utilizando condutores de protecção. O circuito de protecção deve garantir uma boa condutibilidade e poder suportar a corrente máxima de defeito, tendo em conta as características dos dispositivos de protecção e de corte. 558.4.2.3 A continuidade eléctrica entre todas as massas deve ser realizada por forma a que a desmontagem, por questão de exploração ou de manutenção, de quaisquer elementos de ligação não afecte a continuidade eléctrica do circuito de protecção. 558.4.2.4 Para a ligação do condutor de protecção exterior deve ser previsto um ligador (designado por ligador de massa) que garanta um contacto eficaz e duradouro, convenientemente marcado com a dupla coloração verde-amarela ou com o símbolo 417.5019 (veja-se a Norma HD 243). Nota: Para a ligação dos condutores de protecção dos diferentes circuitos devem ser previstos ligadores nas proximidades dos condutores activos correspondentes. Recomenda-se que, quando o condutor de protecção estiver integrado no cabo, os condutores activos sejam separados dos de protecção na proximidade da entrada no invólucro, por forma a permitir a colocação de uma pinça para a medição da corrente homopolar. 558.4.2.5 Os elementos da construção dos conjuntos de aparelhagem apenas podem ser utilizados como condutores de protecção se forem cumpridas as condições indicadas nas secções 543.2.3, 558.4.2.2 e 558.4.2.3. No entanto, a utilização desses elementos de construção é sempre interdita como condutor PEN. 558.4.2.6 Quando os equipamentos eléctricos que não sejam alimentados em TRS ou em TRP (veja-se 411.1) forem instalados sobre portas ou tampas constituídas por materiais condutores devem ser observadas as condições seguintes: a) as massas dos equipamentos devem ser ligadas electricamente às portas ou às tampas; b) as portas ou as tampas devem ser ligadas electricamente, por meio de um condutor de protecção, aos elementos condutores da instalação, devendo a secção desse condutor ser a correspondente à dos condutores de alimentação do equipamento de maior corrente estipulada. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 373 - PARTE 5 / Secção 51 No caso de, nas portas ou nas tampas, não serem instalados equipamentos eléctricos (ou quando tiverem apenas equipamentos alimentados em TRS ou TRP), não é necessária a ligação eléctrica à terra, sendo considerado como ligação suficiente ao circuito de protecção a continuidade garantida pelos elementos de fixação metálicos usuais (dobradiças, trincos, fechos, etc.). Quando as portas ou as tampas forem construídas em materiais isolantes e tiverem instalados equipamentos eléctricos alimentados a uma tensão superior à do limite do domínio I (veja-se 22) com massas acessíveis, estas devem ser ligadas ao condutor de protecção. 558.4.2.7 Quando o quadro for fornecido pelo fabricante sem equipamento instalado (invólucro) e este declarar que o quadro está concebido para conferir o nível de isolamento da classe II, a colocação dos equipamentos no seu interior e a sua instalação (fixação, ligação dos condutores, etc.) devem ser efectuadas em conformidade com as regras de fabrico (veja-se 413.2.1.2), por forma a não prejudicar o duplo isolamento inicial. Nota: Esta regra aplica-se, nomeadamente aos cabos, que devem ser da classe II (veja-se 522.15) e às entradas dos condutores no quadro, que devem apresentar um código IP não inferior a IP2X, o que pressupõe que não foi efectuada qualquer modificação ou perfuração ao invólucro do quadro (caso contrário, devem ser aplicadas as medidas de protecção indicadas na secção 413.2). 558.4.2.8 Para as passagens destinadas à exploração ou à manutenção das instalações, devem ser consideradas as distâncias indicadas na secção 481.2. 558.5 Montagem 558.5.1 Nos conjuntos de aparelhagem não montados em fábrica, a aparelhagem deve ser instalada de acordo com as instruções fornecidas pelo fabricante (condições de utilização, distâncias a observar, etc.) e com as regras indicadas nas secções 513 a 515. 558.5.2 Os condutores e os cabos instalados nos conjuntos de aparelhagem devem satisfazer às regras indicadas na secção 52 (nomeadamente as suas ligações, que devem verificar as condições indicadas na secção 526 e os condutores e cabos, que devem ser protegidos contra as influências externas, nas condições indicadas na secção 522). Os condutores de alimentação dos equipamentos e dos aparelhos de medição fixados a portas ou a tampas devem ser colocados por forma a que os movimentos destes órgãos não possam danificar os condutores. Nota: Os condutores isolados e os cabos instalados nos conjuntos de aparelhagem são considerados como instalados em calha (refª 31 e 32 do quadro 52H) e devem ser protegidos contra as sobreintensidades de acordo com as regras indicadas nas secções 43 e 473. Deve-se ter particular cuidado com a instalação dos condutores isolados e dos cabos, por forma a que o seu isolamento não seja danificado, nomeadamente, pelas arestas vivas, pelo movimento das tampas ou pelas vibrações. 558.6 Marcações e indicações 558.6.1 Os conjuntos de aparelhagem devem ser dotados de etiquetas ou de placas sinaléticas, identificativas do seu fabricante, construídas e fixadas por forma a não poderem ser facilmente retiradas. 558.6.2 Nos conjuntos de aparelhagem deve existir uma correspondência clara e inequívoca entre todo o equipamento (dispositivos de protecção, aparelhagem, barramentos, réguas de terminais, etc.) e o respectivo circuito. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 374 - PARTE 5 / Secção 51 As identificações dos equipamentos devem ser legíveis, duráveis e colocadas em etiquetas ou placas sinaléticas fixadas de forma eficaz e durável, de modo a evitar quaisquer confusões e devem corresponder às dos documentos de acompanhamento (esquemas, listagem de canalizações, etc.), quando existam. 559 Equipamentos de utilização 559.1 Ligação dos equipamentos às instalações Os equipamentos podem ser ligados às instalações directamente a uma canalização fixa (veja-se 559.1.1) ou por meio de uma canalização móvel (veja-se 559.1.2). Nota: Os equipamentos alimentados por meio de uma canalização móvel incluem os aparelhos móveis e os portáteis, bem como aqueles para os quais este modo de ligação esteja previsto nas respectivas Normas. 559.1.1 Ligação directa dos equipamentos a uma canalização fixa As ligações dos condutores aos equipamentos devem ser efectuadas de acordo com as regras indicadas na secção 526 e não devem ser submetidas a esforços de tracção ou de torção. As canalizações, na sua entrada nos equipamentos, devem ser protegidas de acordo com as regras indicadas na secção 521.7, devendo, no caso das canalizações embebidas, terminarem por uma caixa de ligações. O eixo das caixas de ligação deve situar-se a uma altura não inferior a 50 mm acima do pavimento acabado, para correntes estipuladas inferiores a 32 A e a 120 mm, para correntes estipuladas não inferiores a 32 A. No caso de uma alimentação fixa, à vista, a ligação do equipamento pode ser feita directamente, sem a interposição de uma caixa de ligação, se o aparelho de utilização for dotado, por construção, de dispositivos de ligação à instalação. Nota: O sistema de ligação seleccionado não deve alterar os códigos IP e IK do equipamento. A ligação do aparelho de utilização pode ser feita por um dos meios seguintes: a) dispositivos de ligação integrados (por construção) no próprio equipamento; b) dispositivos de ligação, colocados na caixa de ligação. Às canalizações pré-fabricadas que satisfaçam à norma EN 60439-2 não são aplicáveis estas regras. 559.1.2 Ligação de equipamentos por meio de uma canalização móvel 559.1.2.1 As canalizações móveis devem possuir o número necessário de condutores, electricamente distintos e mecanicamente solidários, incluindo o condutor de protecção, se este for necessário. Nota: A secção dos condutores deve ser seleccionada em função da corrente estipulada do equipamento e das condições indicadas no Anexo III. Contudo, esta secção não deve ser inferior a 0,75 mm², excepto quando as regras particulares dos equipamentos o permitam. A selecção dos cabos flexíveis deve satisfazer às condições indicadas na secção 522, devendo-se ter em conta as solicitações mecânicas a que os cabos possam ficar submetidos, quer pela utilização do ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 375 - PARTE 5 / Secção 51 equipamento que alimente, quer pelo seu próprio comprimento. Sempre que se prevejam degradações mecânicas ou forem necessários comprimentos muito grandes, devem ser utilizados cabos dotados de bainha resistente (das séries 07RN-F, 05RR-F, 05VV-F). Contudo, nos estaleiros apenas podem ser utilizados os cabos da série 07RN-F. Quando, excepcionalmente, o cabo alimentador de um equipamento não tiver comprimento suficiente, pode ser utilizado um cabo prolongador (vulgarmente conhecido por extensão). Para a ligação de equipamentos que produzam calor e quando os cabos contactarem partes dos equipamentos susceptíveis de atingirem temperaturas superiores a 85°C, não devem ser utilizados cabos flexíveis com bainha exterior em material termoplástico. Esta condição exclui, nomeadamente, a utilização de cabos das séries 03VH-H e 05VV-F. Recomenda-se seleccionar os cabos de entre os das séries em que o seu isolamento seja em borracha vulcanizada, protegida por um revestimento têxtil (da série 03RT-F) ou por uma bainha vulcanizada (das séries 07RN-F ou 05RR-F). Quando os condutores de alimentação puderem ser submetidos a temperaturas elevadas - por exemplo, nas calhas de iluminação contínua - devem ser utilizados condutores resistentes ao calor, tais como os da série 05SJ-K, excepto se for realizada uma protecção complementar em material isolante resistente ao calor ou por anéis de material cerâmico. 559.1.2.2 As canalizações móveis devem satisfazer, na parte aplicável, às regras indicadas na secção 52. 559.1.2.3 Sempre que a canalização móvel for dotada de condutor de protecção, este deve ser identificado pela dupla coloração verde-amarela. Caso esse condutor não seja necessário para funções de protecção, não deve ser utilizado para outro fim. Sempre que a canalização móvel for dotada de condutor neutro, este deve ser identificado pela cor azul clara. Caso o condutor neutro não seja necessário, o condutor identificado pela cor azul clara pode ser utilizado para outro fim, excepto como condutor de protecção. Nota: As condições de marcação e de identificação dos cabos são as indicadas na secção 514.3. 559.1.2.4 As ligações das canalizações móveis devem ser efectuadas com aparelhagem adequada. Nota: As ligações das canalizações móveis às canalizações fixas podem ser feitas por um dos meios seguintes: a) fichas e tomadas (veja-se 555), que podem desempenhar, simultaneamente, a função de dispositivo de comando; b) caixas de ligação. As ligações das canalizações móveis aos equipamentos podem ser feitas por um dos meios seguintes: cabos flexíveis alimentadores dos equipamentos e que sejam parte integrante destes; conectores, colocados por forma que as partes activas das tomadas (móveis ou não) não fiquem acessíveis, quando em tensão. O conector e a tomada de conector é um conjunto que permite ligar e desligar, sempre que necessário, um cabo flexível a um equipamento eléctrico destinando-se: - a tomada de conector (que é dotada de alvéolos) a ligar a um cabo flexível (cabo conector), desmontável ou não; - o conector (que é dotado de pernos) a ser incorporado ou fixo a um equipamento eléctrico. 559.2 Aparelhos de iluminação (Luminárias) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 376 - PARTE 5 / Secção 51 Os aparelhos de iluminação portáteis devem ser da classe II de isolamento e apresentarem um código IK não inferior a IK07. Nas instalações em que existam aparelhos de iluminação por arco eléctrico devem ser tomadas precauções para evitar projecção de partículas incandescentes sobre os objectos colocados na sua vizinhança ou que o calor libertado seja prejudicial a esses objectos. Nota: Para aplicação das regras indicadas na secção 511, devem ser consideradas as Normas seguintes: NP EN 60598 - Aparelhos de iluminação; NP 1322 - Designação das ampolas utilizadas nas lâmpadas de incandescência; NP 1518 - Lâmpadas fluorescentes tubulares; NP 1860 - Balastros para lâmpadas tubulares fluorescentes; NP 2630 - Condensadores para lâmpadas fluorescentes tubulares e outras lâmpadas de descarga; NP 2985 - Balastros para lâmpadas de vapor de mercúrio de alta pressão; NP 3112 - Atravancamento máximo de lâmpadas de incandescência; NP 3340 - Balastros para lâmpadas de vapor de sódio de baixa pressão; NP 3519 - Lâmpadas fluorescentes tubulares sem arrancador; EN 60061-1 - Casquilhos e suportes para lâmpadas; EN 60064 - Lâmpadas de incandescência com filamento de tungsténio, para usos de iluminação doméstica e análoga; EN 60192 - Lâmpadas de vapor de sódio de baixa pressão. EN 60662 - Lâmpadas de vapor de sódio de alta pressão; A instalação de luminárias com lâmpadas incandescentes no interior de armários, de roupeiros, de caixas de cortinados ou em situações análogas não deve prejudicar o funcionamento das luminárias. Para luminárias alimentadas por meio de transformador, veja-se a secção 436. Os aparelhos de iluminação portáteis são, correntemente, designados por lâmpadas de mão ou por gambiarras. 559.2.1 Alimentação dos aparelhos de iluminação Não é permitida a utilização de aparelhos de iluminação que usem, conjuntamente, a electricidade e outro agente de iluminação. Os aparelhos de iluminação apenas devem ser alimentados em baixa tensão. Os aparelhos de iluminação com partes metálicas e orientáveis manualmente devem ser alimentados, de preferência, a tensão reduzida. Os aparelhos de iluminação apenas devem ser alimentados por um único circuito, excepto se o outro for de emergência. Nesta situação, os suportes e os condutores respectivos devem ser isolados para a maior das duas tensões e os dois circuitos devem ser convenientemente separados, por forma a que não seja possível estabelecer, entre eles, ligações eléctricas acidentais. A utilização de lâmpadas ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 377 - PARTE 5 / Secção 51 de incandescência de dois filamentos (um para a iluminação normal e outro para a iluminação de emergência) apenas é permitido em aparelhos especialmente concebidos para o efeito. Os aparelhos de iluminação móveis ou portáteis devem ser ligados à parte fixa da canalização por meio de fichas e de tomadas, devendo os dispositivos de corte incorporados nesses aparelhos ou na respectiva canalização flexível de alimentação interromper todos os condutores activos. Nota: A alimentação a tensão reduzida de aparelhos de iluminação com partes metálicas e orientáveis visa, nomeadamente, os aparelhos de iluminação instalados em máquinas ferramentas. A interdição de alimentar aparelhos de iluminação por mais do que um circuito aplica-se, nomeadamente, ao caso de aparelhos com várias lâmpadas (uma alimentada a partir do quadro dos serviços comuns do edifício e as outras pelas instalações eléctricas (de utilização) desse patamar) em edifícios de habitação. Um dos casos de utilização de aparelhos especiais de iluminação com lâmpadas de dois filamentos é o dos aparelhos de iluminação de mesas de operações cirúrgicas. A obrigatoriedade de interromper todos os condutores activos (fase e neutro) da canalização de alimentação dos aparelhos de iluminação móveis ou portáteis resulta do facto de poder haver intermutabilidade dos contactos da ficha na tomada (não haver garantia de qual dos condutores é o de fase). 559.2.2 Ligação dos aparelhos de iluminação Os condutores para electrificação de aparelhos de iluminação podem ser rígidos ou flexíveis, não podendo ser rígidos nos casos seguintes: a) quando estabelecidos no exterior dos aparelhos, servindo de pendurais não rigidamente fixados aos aparelhos ou aos dispositivos de ligação da canalização fixa que os alimenta; b) quando estabelecidos no interior dos aparelhos, estiverem ligados a peças móveis para efeitos de manutenção, de substituição ou de focagem de lâmpadas. Os condutores a utilizar na electrificação dos aparelhos de iluminação devem ser adequados às temperaturas que possam ocorrer no seu interior. Nas instalações de iluminação com lâmpadas de descarga em locais onde funcionem máquinas com peças móveis acessíveis animadas de movimentos alternados ou rotativos rápidos, devem ser tomadas medidas para evitar a possibilidade de acidentes causados por fenómenos de ilusão óptica originados pelo efeito estroboscópio. As lâmpadas relativas à iluminação de um mesmo ponto de uma máquina ou de um plano de trabalho, devem ser ligadas numa das disposições seguintes: quando à mesma fase, em conjuntos de duas e a acessórios de estabilização, por forma a que o fluxo luminoso emitido por uma delas se encontre desfasado de meio ciclo (aproximadamente) do da outra; quando a fases diferentes, de modo a que sobre cada ponto incida o fluxo luminoso de, pelo menos, duas lâmpadas. O contacto roscado dos suportes tipo rosca deve ser ligado ao condutor neutro do circuito de alimentação. A ligação dos aparelhos de iluminação fixos à parte fixa da canalização que os alimenta deve, em regra, ser feita por meio de dispositivos de ligação adequados. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 378 - PARTE 5 / Secção 51 Quando, num conjunto de aparelhos de iluminação, houver conveniência, para facilidade de manutenção, em poder desligar facilmente os aparelhos, a ligação entre estes e a parte fixa da instalação pode ser feita por meio de ficha e tomada, sendo a tomada dotada de dispositivo que impeça que a ficha se desligue por acção do peso próprio dos condutores, excepto se se tomarem medidas para que esse esforço não se transmita à ficha. As canalizações de alimentação dos aparelhos de iluminação por arco eléctrico devem ser dotadas de dispositivos de corte que interrompam todos os condutores activos. Nota: Quando não for possível, na electrificação dos aparelhos de iluminação, usar condutores adequados à temperatura existente no seu interior, devem-se isolar os condutores com porcelana, vidro, esteatite ou outro material equivalente, resistente a altas temperaturas. As máquinas com movimentos alternados ou rotativos, nomeadamente quando a frequência desses movimentos for igual ou múltipla (aproximadamente) da frequência da fonte de alimentação podem, quando iluminadas por meio de lâmpadas de descarga e se não forem tomadas precauções, dar a ilusão de estarem paradas ou de se moverem com velocidade menor que a real. Este facto constitui, evidentemente, um perigo e pode causar acidentes. Recomenda-se que, em todos os locais onde se efectuem trabalhos que requeiram esforço de aplicação da vista por períodos longos e que sejam iluminados por meio de lâmpadas de descarga, se utilizem as ligações indicadas nesta secção, dado que a correcção e a uniformização do fluxo luminoso daí resultante reduz o cansaço visual. Nas ligações a aparelhos de iluminação colocados em máquinas que funcionem com óleos ou com líquidos refrigerantes, recomenda-se a utilização de condutores adequados às condições de influências externas AF3 ou AF4 (veja-se 522.5). A não obrigatoriedade da ligação eléctrica dos aparelhos de iluminação fixos à parte fixa da canalização que os alimenta tem por objectivo considerar, por exemplo, o caso das fiadas contínuas de aparelhos de iluminação fluorescentes, em que os condutores da canalização de alimentação passam pelo interior dos aparelhos, sendo a derivação para cada aparelho feita no seu interior. 559.2.3 Fixação dos aparelhos de iluminação Os aparelhos de iluminação fixos devem possuir um sistema de fixação que impeça a sua queda e a deterioração dos condutores das canalizações que os alimentam. Os aparelhos de iluminação apenas podem ser suspensos pelos condutores de alimentação quando a sua massa não exceder 0,5 kg e forem instalados em locais com condições de influências externas AD1 ou AD2. Nos locais sujeitos a vibrações (classe de influências externas AH2 ou AH3), nomeadamente, nos estabelecimentos industriais, os aparelhos de iluminação com lâmpadas de descarga devem ser dotados de dispositivos que impeçam a queda das lâmpadas. A montagem dos suportes de lâmpadas sobre materiais combustíveis (madeira ou outro), deve, em regra, ser evitado. Quando houver necessidade de o fazer, deve-se evitar a transmissão perigosa do calor ou a queda das lâmpadas. Nota: Para lâmpadas de incandescência deve ser evitada a montagem dos seus suportes sobre materiais combustíveis (por exemplo, madeira), sendo admissível apenas para lâmpadas de potência reduzida, desde que sejam de base fechada; quando a base for aberta deve ser interposta entre os suportes e os materiais combustíveis em que se apoiam uma placa de material isolante incombustível. Para lâmpadas fluorescentes não é aceitável a montagem dos seus suportes sobre materiais combustíveis (por exemplo, madeira) pois o eventual empenamento desses materiais pode provocar o afastamento dos suportes ou o aparecimento de esforços sobre a lâmpada e sobre os suportes, o que pode ocasionar a queda da lâmpada ou a quebra dos suportes. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 379 - PARTE 5 / Secção 51 559.2.4 Suportes dos aparelhos de iluminação Os suportes das lâmpadas devem ser concebidos e instalados por forma a que: a) não haja risco de contactos acidentais com partes activas, durante a inserção ou a retirada das lâmpadas; b) não rodem em relação aos condutores de ligação, quando se coloquem ou se retirem as lâmpadas respectivas, excepto para o caso dos suportes de suspender para lâmpadas de incandescência; c) não se transmitam às ligações dos condutores os esforços de tracção ou de torção exercidos sobre as canalizações amovíveis a que estejam ligados os suportes de suspender para lâmpadas de incandescência. Os suportes dotados de interruptores comandados por meio de cordão apenas são admitidos se: o invólucro dos suportes for isolante; o cordão de comando for isolante ou, se metálico, for interposta uma parte isolante, por forma a que não haja possibilidade de contacto entre o cordão metálico e as partes activas do suporte. Os suportes dotados de interruptores de comando por pressão devem ser de invólucro isolante. Nota: Os suportes para lâmpadas incluem os destinados a lâmpadas de incandescência e de descarga e não os dos tubos de descarga (letreiros luminosos para fins publicitários). As lâmpadas de descargas funcionam em baixa tensão e os tubos de descarga funcionam em alta tensão. Os suportes de utilização corrente para lâmpadas de incandescência são, em regra, especificados para uma tensão estipulada de 250 V e para as correntes e potências indicadas no quadro 55GB. Quadro 55GB Tipos de suportes dos aparelhos de iluminação em função da potência estipulada das lâmpadas Corrente estipulada (A) Tipo Potência estipulada máxima da lâmpada (W) Suportes B 15 2 60 de baioneta B 22 4(*) 150 Suportes E 14 1 200 de rosca E 27 2 400 (Tipo Edisson) E 40 15 3 000 (*) Este valor deve ser reduzido a 2,6 A para os suportes dotados de interruptores Os valores indicados neste quadro são válidos para os suportes metálicos ou em material cerâmico, sendo, para outros tipos de materiais, mais reduzidos e fixados de acordo com a sua natureza. Estes valores não são aplicáveis aos suportes incorporados nos aparelhos de iluminação. 559.2.5 Acessórios para aparelhos de iluminação Os aparelhos de iluminação destinados a serem alimentados em série directa devem ser dotados de dispositivos que garantam a continuidade do circuito série, quando ocorrer a fusão do filamento, a quebra ou a avaria de uma lâmpada. Este dispositivo pode ser incorporado na própria lâmpada ou no respectivo suporte. Quando o acessório for instalado no suporte deve-se garantir a reposição do ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 380 - PARTE 5 / Secção 51 dispositivo de protecção quando a lâmpada avariada for substituída, não devendo, no caso do dispositivo estar incorporado na lâmpada, ser possível introduzir, no suporte, uma lâmpada que não esteja munida desse dispositivo. Os acessórios de estabilização das lâmpadas de descarga devem ser montados por forma a não ficarem em contacto com substâncias combustíveis. 559.3 Aparelhos electrodomésticos Nota: Para a aplicação das regras indicadas na secção 511, devem ser consideradas as Normas seguintes: NP 2829-2 - Segurança eléctrica para frigoríficos e congeladores; EN 60335 - Segurança em aparelhos domésticos para usos domésticos e análogos; HD 251 - Segurança em aparelhos eléctricos para usos domésticos e análogos; HD 282 - Aparelhos de aquecimento instantâneo de água. Para a instalação de termoacumuladores veja-se a Norma NP 3401. 559.4 Antenas de radiodifusão As antenas de radiodifusão (rádio, televisão, etc.), por não estarem abrangidas pelas presentes Regras Técnicas, devem ser instaladas de acordo com a legislação específica para o sector e por forma a não contrariarem as regras indicadas nas presentes Regras Técnicas. O mastro da antena e demais elementos metálicos colocados no exterior devem satisfazer a uma das condições seguintes: a) serem interligados com o sistema de protecção contra descargas atmosféricas directas, quando o edifício for dotado deste sistema de protecção; b) serem ligados ao eléctrodo de terra do edifício por meio de um ligador de terra adequado, quando não existir sistema de protecção contra as descargas atmosféricas directas. Em qualquer dos casos, a secção mínima dos condutores a utilizar não deve ser inferior a 16 mm2, se de cobre, a 25 mm2, se de alumínio ou a 50 mm2, se de ferro. Nota: De acordo com esta regras, o mastro da antena e demais elementos metálicos colocados no exterior não devem ser ligados aos condutores de protecção da respectiva instalação eléctrica (de utilização). Estas regras devem ser complementadas com as regras indicadas na secção 534. Relativamente à protecção de edifícios contra descargas atmosféricas directas, veja-se a Norma EN 61024-1 e o Guia Técnico de Pára-raios. Para as antenas, deve ser aplicado, nomeadamente, o disposto no Decreto-Lei 59/2000, de 19 de Abril e no Decreto-Lei 151-A, de 20 de Julho. 559.5 Aparelhos industriais de aquecimento Nota: Os aparelhos industriais de aquecimento, que apresentam baixo nível de isolamento, são, em regra, alimentados por meio de transformadores de dois enrolamentos ou por grupos motor - gerador com enrolamentos separados, sempre que as correntes de fuga desses aparelhos possam prejudicar o funcionamento das instalações que os alimentam. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 381 - PARTE 5 / Secção 51 559.5.1 Aparelhos de aquecimento do ambiente 559.5.1.1 Os aparelhos de aquecimento inamovíveis devem ser instalados por forma a que o fluxo de calor que fornecem se escoe nas condições previstas pelo fabricante. Nota: Nalguns aparelhos de aquecimento, onde o fluxo de calor passe por aberturas de dimensão relativamente grande, o escoamento não deve ser impedido, por exemplo, por obturação parcial dessas aberturas, sob risco de se diminuir o rendimento do aparelho e, sobretudo, de provocar, por elevação de temperatura, danos no próprio aparelho ou causar perigo de incêndio. 559.5.1.2 Os aparelhos de aquecimento com elementos incandescentes não completamente protegidos não devem ser instalados em locais que apresentem riscos de explosão (BE3). Podem, contudo, ser instalados noutros locais se forem tomadas as medidas adequadas por forma a evitar contactos de materiais inflamáveis com os elementos incandescentes. 559.5.1.3 Os aparelhos de aquecimento que, pelo seu uso, possam entrar em contacto com materiais combustíveis ou inflamáveis - BE2 (como, por exemplo, as estufas e os secadores) devem satisfazer a uma das condições seguintes: a) serem dotados de um limitador de temperatura, que interrompa ou reduza o aquecimento antes que se possam atingir temperaturas perigosas; b) serem construídos por forma a não constituírem perigo para as pessoas e a não danificarem os objectos colocados nas suas proximidades em caso de aquecimento exagerado. Nota: Estas regras não se aplicam aos aparelhos em que o seu uso normal necessite da presença de um operador que vigie o seu funcionamento. 559.5.2 Aparelhos de cozinha e fornos Os aparelhos de cozinha e os fornos com elementos incandescentes não completamente protegidos não devem ser instalados em locais que apresentem riscos de explosão (BE3). As partes acessíveis dos fornos que possam atingir temperaturas perigosas devem ser envolvidas por dispositivos de protecção ou devem ser colocados dispositivos de aviso que, em local visível, chamem a atenção das pessoas. Para os fornos que tenham correntes de fuga elevadas (tais como os fornos de resistências), recomenda-se a utilização do esquema TN na sua alimentação. Nota: Os aparelhos de cozinha não podem ser instalados no interior de armários ou de nichos feitos de materiais combustíveis, excepto se estes forem interiormente revestidos com materiais incombustíveis e termicamente isolantes; no caso de os nichos ou de os armários serem dotados de portas, estas devem possuir um dispositivo de encravamento que impeça o funcionamento dos aparelhos com elas fechadas. 559.5.3 Aparelhos de aquecimento de líquidos 559.5.3.1 Os aparelhos de aquecimento de líquidos combustíveis ou inflamáveis devem satisfazer a uma das condições seguintes: a) serem dotados de um limitador de temperatura, que interrompa ou reduza o aquecimento antes que se possam atingir temperaturas perigosas; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 382 - PARTE 5 / Secção 51 b) serem construídos por forma a não constituírem perigo para as pessoas e a não danificarem os objectos colocados nas suas proximidades em caso de aquecimento exagerado dos líquidos combustíveis ou inflamáveis que contenham. Nota: Estas regras não se aplicam aos aparelhos em que o seu uso normal necessite da presença de um operador que vigie o seu funcionamento. 559.5.3.2 Os aparelhos que tenham eléctrodos ou resistências, não isolados e mergulhados num líquido condutor não devem ser utilizados directamente nas instalações em esquema TT ou IT. Estes aparelhos apenas podem ser utilizados em instalações exploradas por pessoas instruídas (BA4) ou qualificadas (BA5). Nota: Nas instalações em esquema TT ou IT, a alimentação destes aparelhos deve ser efectuada por meio de transformadores de dois enrolamentos, devendo ser utilizado um transformador por cada aparelho. Nas instalações em esquema TN, estes aparelhos podem ser alimentados directamente. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 383 - PARTE 5 / Secção 51 ALIMENTAÇÕES (PARA SERVIÇOS) DE SEGURANÇA Secção 561 GENERALIDADES Secção 562 FONTES Secção 563 CIRCUITOS Secção 564 EQUIPAMENTOS DE UTILIZAÇÃO Secção 565 REGRAS PARTICULARES PARA OS SERVIÇOS DE SEGURANÇA COM FONTES QUE NÃO POSSAM FUNCIONAR EM PARALELO Secção 566 REGRAS PARTICULARES PARA OS SERVIÇOS DE SEGURANÇA COM FONTES QUE POSSAM FUNCIONAR EM PARALELO ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 384 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE [E] 56 ALIMENTAÇÕES (PARA SERVIÇOS) DE SEGURANÇA 386 [E] 561 Generalidades 386 561.1 Fontes e resistência ao fogo do equipamento 386 [E] 561.2 Protecção contra os contactos indirectos 386 [E] 561.3 Verificação e manutenção 386 [E] 562 Fontes 386 [E] 563 Circuitos 387 [E] 564 Equipamentos de utilização 387 [E] 565 Regras particulares para os serviços de segurança com fontes que não possam funcionar em paralelo 388 [E] 566 Regras particulares para os serviços de segurança com fontes que possam funcionar em paralelo 388 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 385 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 56 ALIMENTAÇÕES (PARA SERVIÇOS) DE SEGURANÇA [E] 561 Generalidades Nota: Em estabelecimentos recebendo público, nos edifícios de grande altura e em certos estabelecimentos industriais, entre outros, é obrigatória a existência de serviços de segurança (em Portugal, estes serviços de segurança são, em regra, conhecidos por instalações de emergência de segurança). 561.1 Fontes e resistência ao fogo do equipamento [E] 561.1.1 A fonte para os serviços de segurança deve ser seleccionada por forma a garantir o funcionamento desses serviços durante um tempo adequado. [E] 561.1.2 Os equipamentos eléctricos para serviços de segurança que devam funcionar em caso de incêndio devem possuir, por construção ou por instalação, uma resistência ao fogo com uma duração adequada. [E] 561.2 Protecção contra os contactos indirectos Na protecção contra os contactos indirectos devem ser seleccionadas, de preferência, as medidas que não imponham um corte automático ao primeiro defeito. Nota: As medidas de protecção contra os contactos indirectos que não implicam um corte ao primeiro defeito são: a) a alimentação em esquema IT (veja-se 413.1.5); b) a utilização de equipamentos da classe II ou por isolamento equivalente (veja-se 413.2); c) a protecção por separação eléctrica (veja-se 413.5). Isto não exclui a utilização dos esquemas TT ou TN, desde que as instalações estejam correctamente subdivididas, por forma a que as consequências de um defeito não afecte a segurança garantida pela instalação. [E] 561.3 Verificação e manutenção Os equipamentos devem ser instalados por forma a facilitar a verificação periódica, os ensaios e a manutenção. [E] 562 Fontes(1) [E] 562.1 As fontes (para serviços) de segurança devem ser instaladas de forma inamovível, e por forma a não poderem ser afectadas pela falha da fonte normal. [E] 562.2 As fontes (para serviços) de segurança devem ser instaladas em local apropriado e serem acessíveis apenas a pessoas qualificadas (BA5) ou instruídas (BA4). [E] 562.3 O local onde forem instaladas as fontes (para serviços) de segurança deve ser convenientemente ventilado, por forma a que os gases e os fumos que elas produzam não se possam propagar a locais acessíveis a pessoas. [E] 562.4 Não são permitidas, como fontes (para serviços) de segurança, alimentações independentes, provenientes de uma rede de distribuição (pública), excepto se puder ser garantido que essas duas alimentações não possam falhar simultaneamente. _________________________ ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 386 - PARTE 5 / Secção 51 (1) - As baterias de arranque dos veículos não satisfazem, em regra, às prescrições relativas às alimentações para serviços de segurança. [E] 562.5 Quando se usar uma única fonte para serviços de segurança, esta não deve ser usada para outros fins. Quando se usar mais de que uma fonte, estas podem ser também usadas como fontes de socorro, desde que, no caso de falhar de uma delas, a potência ainda disponível das restantes seja suficiente para garantir a entrada em serviço e o funcionamento de todos os serviços de segurança (isto implica, em regra, o deslastre automático das cargas não afectas à segurança). [E] 562.6 As regras indicadas nas secções 562.2 a 562.5 não se aplicam aos blocos autónomos. [E] 563 Circuitos [E] 563.1 Os circuitos para serviços de segurança devem ser independentes dos restantes circuitos da instalação(2). [E] 563.2 Os circuitos para serviços de segurança não devem atravessar locais com riscos de incêndio (BE2), excepto se as respectivas canalizações forem resistentes ao fogo(3), nem devem, em caso algum, atravessar locais com riscos de explosão (BE3). [E] 563.3 A protecção contra as sobrecargas (veja-se 473.1) dos circuitos para serviços de segurança pode ser dispensada. Nota: Quando uma instalação para serviços de segurança for alimentada, em serviço normal, por meio da rede (alimentação normal da instalação) e, em caso de falha desta, por meio de uma fonte de segurança, as condições de protecção dos circuitos devem ser determinadas pelas características da fonte de segurança, que apresenta, em regra, as condições mais desfavoráveis. [E] 563.4 Os dispositivos de protecção contra as sobreintensidades devem ser seleccionados e instalados por forma a evitar que uma sobreintensidade num circuito possa afectar o correcto funcionamento dos outros circuitos para serviços de segurança. Nota: Esta regra implica que cada circuito deve possuir dispositivos individualizados de protecção (o mesmo dispositivo de protecção não deve ser comum a mais do que um circuito). [E] 563.5 Os dispositivos de protecção e de comando devem ser claramente identificados e agrupados em locais apenas acessíveis a pessoas qualificadas (BA5) ou instruídas (BA4). [E] 563.6 Os dispositivos de alarme devem ser claramente identificados. [E] 564 Equipamentos de utilização [E] 564.1 Nas instalações de iluminação, os tipos de lâmpadas devem ser compatíveis com o tempo da comutação, por forma a manter o nível de iluminação especificado. Nota: Esta regra impede a utilização de lâmpadas de descarga com tempos de arranque superior a 15 s, na iluminação de segurança. [E] 564.2 Nos equipamentos alimentados por meio de dois circuitos diferentes, um defeito que ocorra num dos circuitos não deve afectar a protecção contra os choques eléctricos nem o correcto funcionamento do outro circuito. Estes equipamentos devem ser ligados aos condutores de protecção de cada um desses circuitos. _______________________ (2) - Isto significa que um defeito eléctrico, uma intervenção sobre um circuito ou uma modificação deste, não devem afectar o funcionamento correcto de qualquer um dos outros circuitos da instalação, o que pode obrigar a uma ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 387 - PARTE 5 / Secção 51 separação destes por meio de materiais resistentes ao fogo, por meio invólucros ou a uma selecção de percursos diferentes. (3) - Recomenda-se que, sempre que possível, estas canalizações não atravessem locais com riscos de incêndio. [E] 565 Regras particulares para os serviços de segurança com fontes que não possam funcionar em paralelo Nota: As regras relativas a estas fontes são as indicadas na secção 551.6. [E] 566 Regras particulares para os serviços de segurança com fontes que possam funcionar em paralelo Nota: As regras relativas a estas fontes são as indicadas na secção 551.6. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 388 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE ANEXO I Marcação dos condutores de protecção e de ligação à terra nas instalações fixas 390 ANEXO IIA Símbolos utilizados nas designações de condutores e cabos, isolados, para instalações eléctricas, segundo o HD 361 391 ANEXO IIB Símbolos utilizados nas designações de condutores e cabos, isolados, para instalações eléctricas, segundo a NP 665 392 ANEXO III Correntes admissíveis nos condutores e nos cabos 393 ANEXO IV Eléctrodos de terra 425 ANEXO V Ligação à terra dos descarregadores de sobretensão das instalações telefónicas 432 ANEXO VI Condutores de protecção - método para a determinação do factor k 433 ANEXO VII Ligações à terra e condutores de protecção 434 ANEXO VIII Instalação de baterias de acumuladores 435 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 389 - PARTE 5 / Secção 51 ANEXO I Marcação dos condutores de protecção e de ligação à terra nas instalações fixas 1 - A dupla coloração verde-amarela é destinada à marcação do condutor de protecção garantindo uma função de segurança (veja-se 241.1). 2 - Denomina-se, também, condutor de protecção um condutor utilizado para a ligação à terra de alguns equipamentos para fins funcionais ou outros, mas que, por não desempenharem funções de segurança, não devem ser identificados pela dupla coloração verde-amarela. 3 - A dupla coloração verde-amarela foi adoptada para identificar uma função de segurança e os condutores que garantem uma ligação à terra para fins funcionais ou para evitar perturbações (terra sem ruído) não têm essa função. A dupla coloração verde-amarela deve, por isso, ser interdita para esses condutores, por forma a que, posteriormente, não venha a ser ligada uma massa para fins de segurança a um desses condutores, o que poderia originar situações perigosas ou perturbações para os equipamentos que tivessem sido ligados a esses condutores. Na prática, há que distinguir os casos indicados no Quadro 51GE QUADRO 51 GE - Aplicação prática Condutor de protecção Identificação Marcação dos terminais A - Garantindo uma função de segurança a) ligando uma massa a um eléctrodo de terra no âmbito das medidas de protecção contra os contactos indirectos por corte automático da alimentação (413.1) verde-amarela E b) ligando duas massas entre si, de equipamentos alimentados pelo secundário de um transformador de separação (413.5.3) verde-amarela E principal geral verde-amarela E principal local verde-amarela E suplementar verde-amarela E local, não ligada à terra verde-amarela E c) garantindo uma ligação equipotencial: B - Não garantindo uma função de segurança e ligando à terra uma parte condutora de um equipamento a) por motivos funcionais (1)(2) TE b) por motivos de perturbações (1)(3) TE (1) - A dupla coloração verde-amarela não deve ser utilizada. Não é definida qualquer cor, mas os terminais correspondentes devem ser marcados com os símbolos indicados no quadro. (2) - Em alternativa, os terminais podem incluir o símbolo (equipotencialidade) (3) - Em alternativa, os terminais podem incluir o símbolo (terra sem ruído) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 390 - PARTE 5 / Secção 51 ANEXO IIA Símbolos utilizados nas designações de condutores e cabos, isolados, para instalações eléctricas, segundo o HD 361 EXEMPLO(1) ⇒ H 05 V V - F 3 G 2,5 SÍMBOLO NORMALIZAÇÃO Harmonizado Tipo nacional reconhecido Tipo nacional não reconhecido < 100 / 100 V ≥ 100 / 100 V; < 300 / 300 V 300 / 300 V 300 / 500 V 450 / 750 V 00 01 03 05 07 Borracha de etileno-propileno Etileno acetato de vinilo Borracha Borracha de silicone Policloreto de vinilo Polietileno reticulado B G R S V X Bainha lisa de alumínio, extrudida ou soldada Condutor concêntrico de alumínio Blindagem de alumínio Armadura em fita de aço, galvanizado ou não A2 A A7 Z4 Bainha Etileno acetato de vinilo Trança de fibra de vidro Policloropreno Borracha Trança têxtil Policloreto de vinilo G J N R T V Sem letra Forma Cabo circular Cabo plano: - condutores separáveis - condutores não separáveis Cobre Alumínio Sem letra -A TENSÃO C O N S T I T U I N T E S C O N S T R U Ç Ã O H A PT-N Isolamento Revestimento metálico / / armaduras Natureza Flexibilidade Condutor flexível da classe 5 Condutor flexível da classe 6 Condutor ou cabo flexível para instalação fixa Condutor rígido circular cableado Condutor rígido sectorial cableado Condutor rígido maciço circular Condutor rígido maciço sectorial Condutor tinsel H H2 -F -H -K -R -S -U -W -Y Número de condutores Composição(2) Ausência de condutor verde/amarelo Existência de condutor verde/amarelo x G Secção do condutor (mm2) Identificação por coloração Identificação por algarismo Sem letra N (1) - Cabo harmonizado, para a tensão de 300 / 500 V, com isolamento em policloreto de vinilo, com condutores de cobre flexíveis da classe 5, constituído por três condutores de 2,5 mm2, sendo um deles o de protecção (H05VV-F3G2,5). (2) - Quando as secções dos condutores neutro e de protecção forem diferentes das secções dos condutores de fase, a composição deve caracterizar essa alteração. Por exemplo, para um cabo com condutores de fase a 35 mm2e condutores neutro e protecção a 16 mm2, a composição deve ser representada por 3X35+2G16. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 391 - PARTE 5 / Secção 51 ANEXO IIB Símbolos utilizados nas designações de condutores e cabos, isolados, para instalações eléctricas, segundo a NP 665 EXEMPLO(1) ⇒ V V (frt) 5 G 6 0,6/1 kV SÍMBOLO Material dos condutores Grau de flexibilidade Material do isolamento Blindagem Cobre Alumínio multifilar Alumínio maciço Sem letra L LS Condutores rígidos Condutores flexíveis Condutor ores extra-flexível Sem letra F FF Borracha de etileno-propileno Etileno acetato de vinilo Papel Policloreto de vinilo - PVC Polietileno - PE Polietileno reticulado - XLPE B G P V E X Blindagem individual Blindagem colectiva Blindagem de estanque: - individual; - colectiva HI H 1HI 1H Revestimentos metálicos para protecção mecânica Magnéticos: Fitas de aço Fios de aço Barrinhas de aço Trança de aço galvanizado Não magnéticos: Fitas Fios Barrinhas Trança de cobre 1A 1R 1M Q Forma de agrupa mento dos condu tores isolados Cableados ou torcidos Dispostos paralelamente Cabos auto-suportados Sem letra D S Material das bainhas Comportamento ao fogo Não metálico: Borracha de etileno-propileno Etileno acetato de vinilo Papel Policloreto de vinilo - PVC Polietileno - PE Polietileno reticulado - XLPE Metálico: Alumínio Chumbo Retardante ao fogo Resistente ao fogo Baixa opacidade dos fumos libertados Baixa corrosividade dos fumos libertados Baixa toxicidade dos fumos libertados Isento de halogénEos A R M 1Q B G P V E X L C (frt) (frs) (ls) (la) (lt) (zh)(3) Número de condutores Composição (2)(4) Ausência de condutor verde/amarelo Existência de condutor verde/amarelo x G Secção do condutor (mm2) Tensão estipulada Uo/U kV(5) (1) - Cabo com condutores de cobre isolados a PVC, com bainha exterior de PVC, retardante do fogo, com 3 condutores de 6 mm2, sendo 3 de fase, 1 de neutro e 1 de protecção, para a tensão estipulada de 0,6/1 kV: VV(frt)5G6 0,6/1kV. (2) - Deve ser indicada a secção do condutor envolvente a seguir à secção dos condutores do cabo separada por uma “/”. (3) - Os condutores e os cabos (zh) são, por natureza, também (la), (ls) e (lt). (4) - Quando as secções dos condutores neutro e de protecção forem diferentes das secções dos condutores de fase, a composição deve caracterizar essa alteração. Por exemplo, para um cabo com condutores de fase a 35 mm2e condutores neutro e protecção a 16 mm2, a composição deve ser representada por 3X35+2G16. (5) - Uo - Tensão entre fase e terra ou entre fase e blindagem e U - Tensão entre fases. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 392 - PARTE 5 / Secção 51 ANEXO III Correntes admissíveis nos condutores e nos cabos [E] 1 Generalidades Para cumprimento das regras indicadas na secção 523, são indicados, no presente anexo, os valores: a) das correntes admissíveis; b) dos factores de correcção com a temperatura; c) dos factores de correcção com o agrupamento dos condutores e dos cabos; d) dos factores de correcção com a resistividade térmica do solo. Nota: Os valores das correntes admissíveis para canalizações enterradas estão em estudo no HD 384-5-523 (1998).No entanto, no presente Anexo, são indicados valores também para este tipo de canalizações. Estes valores aplicam-se aos cabos sem armaduras e aos condutores isolados, fabricados segundo as Normas NP 2356, NP 2357, IEC 60502 e IEC 60702, para utilização a tensões nominais não superiores a 1 kV a 50 Hz ou a 1,5 kV em corrente contínua. Os valores indicados nos quadros para os cabos multicondutores podem ser utilizados também para: os cabos armados, desde que cada cabo possua todos os condutores do circuito (os erros cometidos com esta aproximação correspondem a um aumento da segurança); os cabos com condutor concêntrico e écran ou bainha metálica; as canalizações em corrente contínua. As correntes admissíveis indicadas nos quadros foram determinadas para os tipos de condutores e de cabos, isolados e para os modos de instalação correntemente utilizados nas instalações fixas. [E] 2 Dimensões dos cabos Para os cabos multicondutores de isolamento polimérico e de secção não superior a 16 mm2, os valores das correntes admissíveis foram baseados nas dimensões dos cabos com condutores circulares. Para os cabos de secção superior a 16 mm2, os valores das correntes admissíveis foram baseados nas dimensões dos cabos com condutores sectoriais. As variações que se verificam, na prática, na fabricação dos cabos (como, por exemplo, a forma do condutor) e as suas tolerâncias conduzem a uma gama de dimensões possíveis para cada dimensão nominal. Os valores indicados nos quadros foram seleccionados por forma a terem-se em conta essas variações com segurança, sendo os valores obtidos a partir de uma curva regular ajustada à dispersão dos valores existentes para a secção nominal dos condutores. Este procedimento permite utilizar a expressão seguinte: I = A × Sm − B × Sn em que: ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 393 - PARTE 5 / Secção 51 I é a corrente admissível, em amperes; S é a secção nominal do condutor, em milímetros quadrados (para a secção de 50 mm2, o valor a utilizar é 47,5 mm2); A e B, são coeficientes dependentes do cabo e dos métodos de instalação (indicados no quadro 52-C0); m e n, são expoentes dependentes do cabo e dos métodos de instalação (indicados no quadro 52-C0). Os coeficientes e os expoentes, indicados no quadro 52-C0, não devem ser utilizados para o cálculo das correntes admissíveis em condutores de secções diferentes das indicadas nos quadros 52-C1 a 52-C14. Os valores das correntes admissíveis obtidos a partir desta expressão, devem, para valores não superiores a 20 A, ser arredondados para o meio ampere mais próximo e, para valores superiores a 20 A, para o ampere mais próximo. O número de algarismos significativos obtido não deve ser considerado como indicação da precisão do valor da corrente admissível. Na maioria dos casos, apenas o primeiro termo da expressão é necessário (o segundo termo é utilizado apenas em oito casos de cabos monocondutores de grandes secções) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 394 - PARTE 5 / Secção 51 [E] QUADRO 52-C0 Valores dos coeficientes A e B e dos expoentes m e n N.º do quadro Coluna Tensão Cobre Secção Alumínio A m A m - 11,2 0,6118 8,61 0,616 - 13,5 0,625 10,51 0,6254 C ≤ 16 mm2 15,0 0,625 11,6 0,625 C ≥ 25 mm2 15,0 0,625 10,55 0,640 A - 14,9 0,611 11,6 0,615 - 17,76 0,625 13,95 0,627 C ≤ 16 mm2 18,77 0,628 14,8 0,625 C ≥ 25 mm2 17,0 0,650 12,6 0,648 A - 10,4 0,605 7,94 0,612 - 11,84 0,628 9,265 0,627 C ≤ 16 mm2 13,5 0,625 10,5 0,625 C ≥ 25 mm2 12,4 0,635 9,536 0,6324 A - 13,34 0,611 10,9 0,605 - 15,62 0,6252 12,3 0,630 C ≤ 16 mm2 17,0 0,623 13,5 0,625 C ≥ 25 mm2 15,4 0,635 11,5 0,639 2 ≤ 120 mm2 10,8 0,6015 8,361 0,6025 2 ≥ 150 mm2 10,19 0,6118 7,84 0,616 ≤ 120 mm2 13,1 0,600 10,24 0,5994 4 ≤ 120 mm2 10,1 0,592 7,712 0,5984 4 ≥ 150 mm2 9,46 0,605 7,225 0,612 5 ≤ 120 mm2 11,65 0,6005 9,03 0,601 2 ≤ 120 mm2 14,46 0,598 11,26 0,602 2 ≥ 150 mm2 13,56 0,611 10,56 0,615 ≤ 120 mm2 17,25 0,600 13,5 0,613 4 ≤ 120 mm2 12,95 0,598 10,58 0,592 4 ≥ 150 mm2 12,14 0,611 9,92 0,605 5 ≤ 120 mm2 15,17 0,600 11,95 0,605 18,5 0,56 14,9 0,612 16,8 0,59 - - 19,6 0,596 16,24 0,5995 18,0 0,59 A 52-C1 52-C2 52-C3 52-C4 52-C13 52-C14 B B B B 3 3 - - - - - - 1 2 52-C5 500 V 3 - 1 2 3 750 V ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 395 - PARTE 5 / Secção 51 (continua) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 396 - PARTE 5 / Secção 51 [E] QUADRO 52-C0 Valores dos coeficientes A e B e dos expoentes m e n (continuação) N.º do quadro Coluna Tensão Secção A m 22,0 0,60 19,0 0,60 21,2 0,58 24,0 0,60 20,3 0,60 3 23,88 0,5794 1 19,5 0,58 2 16,5 0,58 18,0 0,59 4 20,2 0,58 5 23,0 0,58 1 2 52-C6 500 V 3 - 1 2 3 52-C7 750 V 500 V - B n - - - - 1 - 20,6 0,60 - - 2 - 17,4 0,60 - - 3 - 4 ≤ 120 20,15 0,5845 - - mm2 22,0 0,58 - - 4 ≥ 150 mm2 22,0 0,58 1x10-11 5,25 5 ≤ 120 mm2 25,17 0,5785 - - 5 ≥ 150 mm2 25,17 0,5785 1,9x10-11 5,15 1 24,2 0,580 2 20,5 0,580 23,0 0,570 - - 4 26,1 0,549 5 29,0 0,570 26,04 0,5997 - - 2 21,8 0,600 - - 3 25,0 0,585 - - 27,55 0,5792 - 4,8 3 52-C8 750 V 500 V 1 4 - 750 V 4 27,55 0,5792 1,3x10-10 5 31,58 0,5791 - - 5 31,58 0,5791 1,8x10-7 3,55 (continua) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 397 - PARTE 5 / Secção 51 [E] QUADRO 52-C0 Valores dos coeficientes A e B e dos expoentes m e n (continuação) N.º do quadro B n ≤ 16 mm2 16,8 0,620 - - ≥ 25 mm2 14,9 0,646 - - ≤ 16 mm2 14,3 0,620 - - 2 ≥ 25 mm2 12,9 0,640 - - 3 - 17,1 0,632 - - ≤ 300 mm2 13,28 0,6534 - - 4 ≥400 mm2 13,28 0,6534 6x10-5 2,14 5 ≤ 300 mm2 13,75 0,6581 - - 5 ≥400 mm2 13,75 0,6581 1,2x10-4 2,01 6 - 18,75 0,637 - - 7 - 15,8 0,654 - - 1 ≤ 16 mm2 12,8 0,627 1 ≥ 25 mm2 11,4 0,640 2 ≤ 16 mm2 11,0 0,620 2 ≥ 25 mm2 9,9 0,640 - 12,0 0,653 - - 4 - 9,9 0,663 5 - 10,2 0,666 6 - 13,9 0,647 7 - 11,5 0,668 1 ≤ 16 mm2 20,5 0,623 - - 1 ≥ 25 mm2 18,6 0,646 - - 2 ≤ 16 mm2 17,8 0,623 - - 2 ≥ 25 mm2 16,4 0,637 - - 3 - 20,8 0,636 - - ≤ 300 mm2 16,0 0,6633 - - 4 ≥400 mm2 16,0 0,6633 6x10-4 1,793 5 ≤ 300 mm2 16,57 0,665 - - 5 ≥400 mm2 16,57 0,665 3x10-4 1,876 6 - 22,9 0,644 - - 7 - 19,1 0,662 - - 1 ≤ 16 mm2 16,0 0,625 1 ≥ 25 mm2 13,4 0,649 2 ≤ 16 mm2 13,7 0,623 2 52-C12 m 2 52-C11 A 1 52-C10 Secção 1 52-C9 Coluna ≥ 25 mm2 12,6 0,635 - 14,7 0,654 - - 4 3 4 3 Tensão - - - - ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 398 - PARTE 5 / Secção 51 4 - 11,9 0,671 5 - 12,3 0,673 6 - 16,5 0,659 7 - 13,8 0,676 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 399 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 3 Temperatura máxima de funcionamento Os valores das correntes admissíveis indicados neste anexo foram estabelecidos para os valores das temperaturas máximas de funcionamento admissíveis (veja-se 523.1.1), indicados nos títulos dos quadros 52-C1 a 52-C14 e 52-C30 [E] 4 Temperatura ambiente Os valores das correntes admissíveis indicados neste anexo são válidos para uma temperatura ambiente de: a) 30°C para os cabos instalados ao ar, qualquer que seja o seu modo de instalação; b) 20°C para os cabos enterrados directamente no solo ou em condutas enterradas. Para outras temperaturas ambientes, os valores dos quadros 52-C1 a 52-C14 e 52-C30, devem ser multiplicados pelo factor correspondente indicado nos quadros 52-D1 e 52-D2. O valor da temperatura a considerar é o da temperatura do meio envolvente quando os condutores isolados ou os cabos não estiverem carregados. Devem ser considerados os efeitos das outras fontes de calor na temperatura ambiente [E] 5 Radiação Solar Os factores de correcção indicados no quadro 52-D1 não têm em conta os eventuais aumentos da temperatura devidos à radiação solar ou a outras radiações infravermelhas. Quando os cabos ou os condutores isolados estiverem submetidos a essas radiações, as correntes admissíveis devem ser calculadas por meio dos métodos indicados na Norma IEC 60287. [E] 6 Métodos de instalação [E] 6.1 Métodos de referência A, B e C (veja-se o quadro 52H) Os valores das correntes admissíveis indicados nos quadros 52-C1 a 52-C6 e 52-C13 e 52-C14 são válidos para circuitos simples constituídos pelo número de condutores seguinte: a) métodos de referência A e B dois condutores isolados ou dois cabos monocondutores ou um cabo de dois condutores; três condutores isolados ou três cabos monocondutores ou um cabo de três condutores. b) método de referência B2 um cabo de dois ou de três condutores. c) método de referência C dois cabos monocondutores ou um cabo de dois condutores; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 400 - PARTE 5 / Secção 51 três cabos monocondutores ou um cabo de três condutores. [E] 6.2 Métodos de referência E, F e G (veja-se o quadro 52H) Os valores das correntes admissíveis indicados nos quadros 52-C7 a 52-C12 são válidos para cabos de dois ou de três condutores ou para dois ou três cabos monocondutores, dispostos como se indica, para cada um dos métodos de referência, no quadro 52H. [E] 6.3 Número de condutores carregados Os valores das correntes admissíveis indicados para três condutores carregados são também válidos para circuitos trifásicos com neutro carregado. Os cabos de quatro ou de cinco condutores podem ter correntes admissíveis mais elevados se apenas três desses condutores forem carregados (em estudo). [E] 6.4 Variação das condições de instalação ao longo do percurso Quando, por razões de protecção mecânica, um cabo for instalado numa conduta ou numa calha num comprimento não superior a um metro, não é necessário considerar redução da sua corrente admissível se a conduta ou a calha estiverem instaladas ao ar ou instaladas sobre uma superfície vertical. Quando uma canalização estiver embebida ou montada sobre um material de resistência térmica superior a 2 K.m/W não é necessário considerar redução da sua corrente admissível se esse percurso não for superior a 0,20 m. 7 Resistividade térmica do solo Os valores das correntes admissíveis indicados no quadro 52-C30 para as canalizações enterradas correspondem a uma resistividade térmica do solo de 1 K.m/W. Para os locais onde a resistividade térmica do solo for diferente de 1K.m/W, os valores das correntes admissíveis devem ser multiplicados pelos factores de correcção indicados no Quadro 52E6, excepto se o terreno na proximidade imediata do cabo for substituído por outro mais apropriado, como se faz, em regra, no caso dos terrenos muito secos. Nota: Os valores indicados no quadro 52-C30 foram determinados apenas para percursos no interior ou à volta dos edifícios. [E] 8 Factores de correcção para agrupamentos de circuitos [E] 8.1 Generalidades Quando vários circuitos estiverem agrupados, os valores das correntes admissíveis indicados nos quadros 52-C1 a 52-C14 e 52-C30 devem ser multiplicados pelos factores de correcção indicados nos quadros 52-E1 a 52-E3. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 401 - PARTE 5 / Secção 51 Os factores de correcção dos agrupamentos de circuitos são valores médios calculados para uma dada gama de dimensões dos condutores, para os tipos de cabos e para as condições de instalação consideradas, podendo, em certos casos, ser conveniente proceder-se a um cálculo mais preciso. [E] 8.2 Factores de correcção especificados para certos agrupamentos Para certas instalações, incluindo aquelas em que existam agrupamentos que utilizam o método de referência C do quadro 52H, pode ser necessário usar factores de correcção específicos, obtidos por meio de ensaios ou de cálculos com recurso a um método reconhecido, desde que não sejam excedidas as temperaturas indicadas na secção 523.1.1 para os materiais isolantes. Nos quadros 52-E4 e 52-E5 são indicados exemplos de factores de correcção para os modos de instalação E e F. [E] 8.3 Agrupamento de condutores ou de cabos com secções diferentes Os factores de correcção para o agrupamento de condutores ou de cabos foram calculados supondo que o agrupamento é constituído por condutores ou por cabos igualmente carregados. Quando o agrupamento contiver condutores ou cabos de secções diferentes devem ser tomadas precauções. Nesta situação é preferível utilizar um método de cálculo específico para canalizações com condutores ou com cabos de secção diferente. [E] 8.4 Condutores e cabos com cargas reduzidas Quando os condutores e os cabos forem dimensionados para transportarem correntes não superiores a 30% da sua corrente máxima admissível, esses condutores e esses cabos podem ser ignorados para efeitos da determinação do factor de correcção a aplicar aos restantes condutores e cabos do agrupamento. [E] 8.5 Cargas intermitentes e variáveis Os factores de correcção devidos ao agrupamento de condutores e de cabos foram calculados com base num funcionamento contínuo, com um factor de carga de 100% para todos os condutores activos. Quando das condições de funcionamento da instalação resultarem cargas inferiores a 100%, os factores de correcção a aplicar podem ser superiores. [E] 9 Correntes admissíveis Para canalizações não enterradas, são indicados, nos quadros 52-C1 a 52-C14, os valores das correntes admissíveis em função dos métodos de referência (indicados no quadro 52H). Para canalizações enterradas, são indicados, no quadro 52-C30, os valores das correntes admissíveis (método de referência D, indicado no quadro 52H). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 402 - PARTE 5 / Secção 51 [E] QUADRO 52-C1 Correntes admissíveis, em amperes, para os métodos de referência A, B e C (de acordo com o quadro 52H) Condutores isolados a policloreto de vinilo (PVC), para: dois condutores carregados cobre ou alumínio temperatura da alma condutora: 70°C temperatura ambiente: 30°C Secção nominal dos condutores (mm2) Método de referência A B C(*) Condutores de cobre 1,5 14,5 17,5 19,5 2,5 19,5 24 27 4 26 32 36 6 34 41 46 10 46 57 63 16 61 76 85 25 80 101 112 35 99 125 138 50 119 151 168 70 151 192 213 95 182 232 258 120 210 269 299 150 240 - 344 185 273 - 392 240 320 - 461 300 367 - 530 Condutores de alumínio 2,5 15,0 18,5 21 4 20 25 26 6 26 32 36 10 36 44 49 16 48 60 66 25 63 79 83 35 77 97 103 50 93 118 125 70 118 150 160 95 142 181 195 120 164 210 226 150 189 - 261 185 215 - 298 240 252 - 352 300 289 - 406 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 403 - PARTE 5 / Secção 51 (*) - Para S ≤ 16 mm2, admitiu-se que os condutores eram de secção circular e para S > 16 mm2, de secção sectorial (aplicável também a condutores de secção circular). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 404 - PARTE 5 / Secção 51 [E] QUADRO 52-C2 Correntes admissíveis, em amperes, para os métodos de referência A, B e C (de acordo com o quadro 52H) Condutores isolados a polietileno reticulado (XLPE) ou etileno-propileno (EPR), para: dois condutores carregados cobre ou alumínio temperatura da alma condutora: 90°C temperatura ambiente: 30°C Secção nominal dos condutores (mm2) A 1,5 19,0 23 24 2,5 26 31 33 4 35 42 45 6 45 54 58 10 61 75 80 Método de referência B C(*) Condutores de cobre 16 81 100 107 25 106 133 138 35 131 164 171 50 158 198 209 70 200 253 269 95 241 306 328 120 278 354 382 150 318 - 441 185 362 - 506 240 424 - 599 300 486 - 693 Condutores de alumínio 2,5 20 25 26 4 27 33 35 6 35 43 45 10 48 59 62 16 64 79 84 25 84 105 101 35 103 130 126 50 125 157 154 70 158 200 198 95 191 242 241 120 220 281 280 150 253 - 324 185 288 - 371 240 338 - 439 300 387 - 508 (*) - Para S ≤ 16 mm2, admitiu-se que os condutores eram de secção circular e para S > 16 mm2, de secção sectorial (aplicável também a condutores de secção circular). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 405 - PARTE 5 / Secção 51 [E] QUADRO 52-C3 Correntes admissíveis, em amperes, para os métodos de referência A, B e C (de acordo com o quadro 52H) Condutores isolados a policloreto de vinilo (PVC), para: três condutores carregados cobre ou alumínio temperatura da alma condutora: 70°C temperatura ambiente: 30°C Secção nominal dos condutores (mm2) A 1,5 13,5 15,5 17,5 2,5 18,0 21 24 4 24 28 32 6 31 36 41 10 42 50 57 16 56 68 76 25 73 89 96 35 89 110 119 50 108 134 144 70 136 171 184 95 164 207 223 120 188 239 259 150 216 - 299 185 245 - 341 240 286 - 403 300 328 - 464 Método de referência B C(*) Condutores de cobre Condutores de alumínio 2,5 14,0 16,5 18,5 4 18,5 22 25 6 24 28 32 10 32 39 44 16 43 53 59 25 57 70 73 35 70 86 90 50 84 104 110 70 107 133 140 95 129 161 170 120 149 186 197 150 170 - 227 185 194 - 259 240 227 - 305 300 261 - 351 (*) - Para S ≤ 16 mm2, admitiu-se que os condutores eram de secção circular e para S > 16 mm2, de secção sectorial (aplicável também a condutores de secção circular). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 406 - PARTE 5 / Secção 51 [E] QUADRO 52-C4 Correntes admissíveis, em amperes, para os métodos de referência A, B e C (de acordo com o quadro 52H) Condutores isolados a polietileno reticulado (XLPE) ou etileno-propileno (EPR), para: três condutores carregados cobre ou alumínio temperatura da alma condutora: 90°C temperatura ambiente: 30°C Secção nominal dos condutores (mm2) A 1,5 17,0 20,0 22 2,5 23 28 30 4 31 37 40 6 40 48 52 10 54 66 71 16 73 88 96 25 95 117 119 35 117 144 147 50 141 175 179 70 179 222 229 95 216 269 278 120 249 312 322 150 285 - 371 185 324 - 424 240 380 - 500 300 435 - 576 Método de referência B C(*) Condutores de cobre Condutores de alumínio 2,5 19,0 22 24 4 25 29 32 6 32 38 41 10 44 52 57 16 58 71 76 25 76 93 90 35 94 116 112 50 113 140 136 70 142 179 174 95 171 217 211 120 197 251 245 150 226 - 283 185 256 - 323 240 300 - 382 300 344 - 440 (*) - Para S ≤ 16 mm2, admitiu-se que os condutores eram de secção circular e para S > 16 mm2, de secção sectorial (aplicável também a condutores de secção circular). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 407 - PARTE 5 / Secção 51 [E] QUADRO 52-C5 Correntes admissíveis, em amperes, para o método de referência C (de acordo com o quadro 52H) Condutores com isolamento mineral, para: condutores e bainha em cobre bainha em PVC ou cabo nu e acessível(1) temperatura da bainha: 70°C temperatura ambiente: 30°C NÚMERO E DISPOSIÇÃO DOS CONDUTORES Secção nominal Um cabo de dois Três condutores carregados dos condutores (mm2) condutores ou dois cabos monocondutores carregados(2) Um cabo multicondutor ou três cabos monocondutores em triângulo(2) Três cabos monocondutores em esteira horizontal(2) Coluna ⇒ 1 2 3 1,5 23 19 21 2,5 31 26 29 4 40 35 38 tensão estipulada do cabo: 500 V tensão estipulada do cabo: 750 V 1,5 25 21 23 2,5 34 28 31 4 45 37 41 6 57 48 52 10 77 65 70 16 102 86 92 25 133 112 120 35 163 137 147 50 202 169 181 70 247 207 221 95 296 249 264 120 340 286 303 150 388 327 346 185 440 371 392 240 514 434 457 (1) - Para os cabos nus acessíveis, os valores indicados devem ser multiplicados por 0,9. (2) - Para os cabos monocondutores, as bainhas dos cabos de um mesmo circuito devem ser ligadas em conjunto nas duas extremidades. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 408 - PARTE 5 / Secção 51 [E] QUADRO 52-C6 Correntes admissíveis, em amperes, para o método de referência C (de acordo com o quadro 52H) Condutores com isolamento mineral, para: condutores e bainha em cobre cabo nu e inacessível(1) temperatura da bainha: 105°C temperatura ambiente: 30°C NÚMERO E DISPOSIÇÃO DOS CONDUTORES Secção nominal dos condutores (mm2) Um cabo de dois condutores ou dois cabos monocondutores carregados(2) Um cabo multicondutor ou três cabos monocondutores em triângulo(2) Três cabos monocondutores em esteira horizontal(2) Coluna ⇒ 1 2 3 Três condutores carregados tensão estipulada do cabo: 500 V 1,5 28 24 27 2,5 38 33 36 4 51 44 47 tensão estipulada do cabo: 750 V 1,5 31 26 30 2,5 42 35 41 4 55 47 53 6 70 59 67 10 96 81 91 16 127 107 119 25 166 140 154 35 203 171 187 50 251 212 230 70 307 260 280 95 369 312 334 120 424 359 383 150 485 410 435 185 550 465 492 240 643 544 572 (1) - Para os cabos nus inacessíveis não é necessário, em caso de agrupamento, aplicar factores de correcção. (2) - Para os cabos monocondutores, as bainhas dos cabos de um mesmo circuito devem ser ligadas em conjunto nas duas extremidades. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 409 - PARTE 5 / Secção 51 [E] QUADRO 52-C7 Correntes admissíveis, em amperes, para os métodos de referência E, F e G (de acordo com o quadro 52H) Condutores com isolamento mineral, para: condutores e bainha em cobre bainha em PVC ou cabo nu e acessível(1) temperatura da bainha: 70°C temperatura ambiente: 30°C NÚMERO E DISPOSIÇÃO DOS CONDUTORES Secção nominal dos condutores (mm2) Um cabo de dois condutores ou dois cabos monocondutores carregados(2) Um cabo multicondutor ou três cabos monocondutores em triângulo(2) cabos monocondutores agrupados sem afastamento (na horizontal ou na vertical)(2)(3) cabos monocondutores agrupados com afastamento (na vertical)(2)(3) cabos monocondutores agrupados com afastamento (na horizontal)(2)(3) Mét. refª.⇒ E ou F E ou F F G G Coluna.⇒ 1 2 3 4 5 1,5 25 21 23 26 29 2,5 33 28 31 34 39 4 44 37 41 45 51 Três condutores carregados tensão estipulada do cabo: 500 V tensão estipulada do cabo: 750 V 1,5 26 22 26 28 32 2,5 36 30 34 37 43 4 47 40 45 49 56 6 60 51 57 62 71 10 82 69 77 84 95 16 109 92 102 110 125 25 142 120 132 142 162 35 174 147 161 173 197 50 215 182 198 213 242 70 264 223 241 259 294 95 317 267 289 309 351 120 364 308 331 353 402 150 416 352 377 400 454 185 462 399 426 448 507 240 552 466 496 497 565 (1) - Para os cabos nus acessíveis, os valores indicados devem ser multiplicados por 0,9. (2) - Para os cabos monocondutores, as bainhas dos cabos de um mesmo circuito devem ser ligadas em conjunto nas duas extremidades. (3) - Afastamento não inferior ao diâmetro exterior do cabo monocondutor (De). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 410 - PARTE 5 / Secção 51 [E] QUADRO 52-C8 Correntes admissíveis, em amperes, para os métodos de referência E, F e G (de acordo com o quadro 52H) Condutores com isolamento mineral, para: condutores e bainha em cobre cabo nu e inacessível(1) temperatura da bainha: 105°C temperatura ambiente: 30°C NÚMERO E DISPOSIÇÃO DOS CONDUTORES Três condutores carregados Secção nominal dos condutores (mm2) Um cabo de dois condutores ou dois cabos monocondutores carregados(2) Um cabo multicondutor ou três cabos monocondutores em triângulo(2) cabos monocondutores agrupados sem afastamento (na horizontal ou na vertical)(2)(3) cabos monocondutores agrupados com afastamento (na vertical)(2)(3) cabos monocondutores agrupados com afastamento (na horizontal)(2)(3) Mét. refª.⇒ E ou F E ou F F G G Coluna.⇒ 1 2 3 4 5 1,5 25 21 23 26 29 2,5 33 28 31 34 39 4 44 37 41 45 51 tensão estipulada do cabo: 500 V tensão estipulada do cabo: 750 V 1,5 26 22 26 28 32 2,5 36 30 34 37 43 4 47 40 45 49 56 6 60 51 57 62 71 10 82 69 77 84 95 16 109 92 102 110 125 25 142 120 132 142 162 35 174 147 161 173 197 50 215 182 198 213 242 70 264 223 241 259 294 95 317 267 289 309 351 120 364 308 331 353 402 150 416 352 377 400 454 185 462 399 426 448 507 240 552 466 496 497 565 (1) - Para os cabos nus acessíveis, os valores indicados devem ser multiplicados por 0,9. (2) - Para os cabos monocondutores, as bainhas dos cabos de um mesmo circuito devem ser ligadas em conjunto nas duas extremidades. (3) - Afastamento não inferior ao diâmetro exterior do cabo monocondutor (De). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 411 - PARTE 5 / Secção 51 [E] QUADRO 52-C9 Correntes admissíveis, em amperes, para os métodos de referência E, F e G (de acordo com o quadro 52H) Condutores isolados a policloreto de vinilo (PVC), para: cobre temperatura da alma condutora: 70°C temperatura ambiente: 30°C Secção nominal dos condutores (mm2) Cabos multicondutores Cabos monocondutores Três condutores carregados em esteira Dois condutores carregados Três condutores carregados em triângulo Sem afastamento(2) Horizontal Vertical E F F F G G 1 2 3 4 5 6 7 1,5 22 18,5 - - - - - 2,5 30 25 - - - - - 4 40 34 - - - - - 6 51 43 - - - - - 10 70 60 - - - - - 16 94 80 - - - - - 25 119 101 131 110 114 146 130 35 148 126 162 137 143 181 162 50 180 153 196 167 174 219 197 70 232 196 251 216 225 281 254 95 282 238 304 264 275 341 311 120 328 276 352 308 321 396 362 150 379 319 406 356 372 456 419 185 434 364 463 409 427 521 480 240 514 430 546 485 507 615 569 300 593 497 629 561 587 709 659 400 - - 754 656 689 852 795 500 - - 868 749 789 982 920 630 - - 1 005 855 905 1 138 Dois condutores carregados(1) Três condutores carregados(1) Mét. refª.⇒ E Coluna.⇒ Com afastamento(2) - Para S ≤ 16 mm2, admitiu-se que os condutores eram de secção circular S > 16 mm2, de secção sectorial (aplicável também a condutores de secção circular). (2) - Afastamento não inferior ao diâmetro exterior do cabo monocondutor (De). (1) 1 070 e para ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 412 - PARTE 5 / Secção 51 [E] QUADRO 52-C10 Correntes admissíveis, em amperes, para os métodos de referência E, F e G (de acordo com o quadro 52H) Condutores isolados a policloreto de vinilo (PVC), para: alumínio temperatura da alma condutora: 70°C temperatura ambiente: 30°C Secção nominal dos condutores (mm2) Cabos multicondutores Cabos monocondutores Dois condutores carrega- Três condutores carrega- Dois condutores carrega- dos(1) dos(1) dos Mét. refª.⇒ E E Coluna.⇒ 1 2,5 Três condutores carregados em esteira Três condutores carregados em triângulo Sem afastamento(2) Horizontal Vertical F F F G G 2 3 4 5 6 7 23 19,5 - - - - - 4 31 26 - - - - - Com afastamento(2) 6 39 33 - - - - - 10 54 46 - - - - - 16 73 61 - - - - - 25 89 78 98 84 87 112 99 35 111 96 122 105 109 139 124 50 135 117 149 128 133 169 152 70 173 150 192 166 173 217 196 95 210 182 235 203 212 265 241 120 244 212 273 237 247 308 282 150 282 245 316 274 287 356 327 185 322 280 363 315 330 407 376 240 380 330 430 375 392 482 447 300 439 381 497 434 455 557 519 400 - - 600 526 552 671 629 500 - - 694 610 640 775 730 630 - - 808 711 746 900 - Para S ≤ 16 mm2, admitiu-se que os condutores eram de secção circular S > 16 mm2, de secção sectorial (aplicável também a condutores de secção circular). (2) - Afastamento não inferior ao diâmetro exterior do cabo monocondutor (De). (1) 852 e para ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 413 - PARTE 5 / Secção 51 [E] QUADRO 52-C11 Correntes admissíveis, em amperes, para os métodos de referência E, F e G (de acordo com o quadro 52H) Condutores isolados a polietileno reticulado (XLPE) ou etileno-propileno (EPR), para: cobre temperatura da alma condutora: 90°C temperatura ambiente: 30°C Secção nominal dos condutores (mm2) Cabos multicondutores Cabos monocondutores Dois condutores carrega- Três condutores carrega- Dois condutores carrega- dos(1) dos(1) dos Mét. refª.⇒ E E Coluna.⇒ 1 1,5 Três condutores carregados em esteira Três condutores carregados em triângulo Sem afastamento(2) Horizontal Vertical F F F G G 2 3 4 5 6 7 26 23 - - - - - 2,5 36 32 - - - - - 4 49 42 - - - - - 6 63 54 - - - - - 10 86 75 - - - - - 16 115 100 - - - - - 25 149 127 161 135 141 182 161 35 185 158 200 169 176 226 201 50 225 192 242 207 216 275 246 70 289 246 310 268 279 353 318 95 352 298 377 328 342 430 389 120 410 346 437 383 400 500 454 150 473 399 504 444 464 577 527 185 542 456 575 510 533 661 605 240 641 538 679 607 634 781 719 300 741 621 783 703 736 902 833 400 - - 940 823 868 1 085 1 008 500 - - 1 083 946 998 1 253 1 169 630 - - 1 254 1 088 1 151 1 454 Com afastamento(2) - Para S ≤ 16 mm2, admitiu-se que os condutores eram de secção circular S > 16 mm2, de secção sectorial (aplicável também a condutores de secção circular). (2) - Afastamento não inferior ao diâmetro exterior do cabo monocondutor (De). (1) 1 362 e para ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 414 - PARTE 5 / Secção 51 [E] QUADRO 52-C12 Correntes admissíveis, em amperes, para os métodos de referência E, F e G (de acordo com o quadro 52H) Condutores isolados a polietileno reticulado (XLPE) ou etileno-propileno (EPR), para: alumínio temperatura da alma condutora: 90°C temperatura ambiente: 30°C Secção nominal dos condutores (mm2) Cabos multicondutores Cabos monocondutores Dois condutores carrega- Três condutores carrega- Dois condutores carrega- dos(1) dos(1) dos Mét. refª.⇒ E E Coluna.⇒ 1 2,5 Três condutores carregados em esteira Três condutores carregados em triângulo Sem afastamento(2) Horizontal Vertical F F F G G 2 3 4 5 6 7 28 24 - - - - - 4 38 32 - - - - - Com afastamento(2) 6 49 42 - - - - - 10 67 58 - - - - - 16 91 77 - - - - - 25 108 97 121 103 107 138 122 35 135 120 150 129 135 172 153 50 164 146 184 159 165 210 188 70 211 187 237 206 215 271 244 95 257 227 289 253 264 332 300 120 300 263 337 296 308 387 351 150 346 304 389 343 358 448 408 185 397 347 447 395 413 515 470 240 470 407 530 471 492 611 561 300 543 471 613 547 571 708 652 400 - - 740 663 694 856 792 500 - - 856 770 806 991 921 630 - - 996 899 942 1 154 - Para S ≤ 16 mm2, admitiu-se que os condutores eram de secção circular S > 16 mm2, de secção sectorial (aplicável também a condutores de secção circular). (2) - Afastamento não inferior ao diâmetro exterior do cabo monocondutor (De). (1) 1 077 e para ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 415 - PARTE 5 / Secção 51 [E] QUADRO 52-C13 Correntes admissíveis, em amperes, para os métodos de referência A2 e B2 (de acordo com o quadro 52H) Condutores isolados a policloreto de vinilo (PVC), para: dois ou três condutores carregados cobre ou alumínio temperatura da alma condutora: 70°C temperatura ambiente: 30°C Secção nominal dos condutores (mm2) Dois condutores carregados Mét. refª.⇒ A2 Coluna.⇒ 2 Três condutores carregados B2 A2 B2 3 4 5 16,5 13 15 Condutores de cobre 1,5 14 2,5 18,5 23 17,5 20 4 25 30 23 27 6 32 38 29 34 10 43 52 39 46 16 57 69 52 62 25 75 90 68 80 35 92 111 83 99 50 110 133 99 118 70 139 168 125 149 95 167 291 150 179 120 192 232 172 206 150 219 - 196 - 185 248 - 223 - 240 291 - 261 - 300 334 - 298 - 2,5 14,5 17,5 13,5 15,5 4 19,5 24 17,5 21 Condutores de alumínio 6 25 30 23 27 10 33 41 31 36 16 44 54 41 48 25 58 71 53 62 35 71 86 65 77 50 86 104 78 92 70 108 131 98 116 95 130 157 118 139 120 150 181 135 160 150 172 - 155 - 185 195 - 176 - 240 229 - 207 - 300 263 - 237 - ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 416 - PARTE 5 / Secção 51 [E] QUADRO 52-C14 Correntes admissíveis, em amperes, para os métodos de referência A2 e B2 (de acordo com o quadro 52H) Condutores isolados a polietileno reticulado (XLPE) ou etileno-propileno (EPR), para: dois ou três condutores carregados cobre ou alumínio temperatura da alma condutora: 90°C temperatura ambiente: 30°C Secção nominal dos condutores (mm2) Mét. refª.⇒ Coluna.⇒ Dois condutores carregados A2 2 1,5 2,5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 18,5 25 33 42 57 76 99 121 145 183 220 253 290 329 386 442 2,5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 19,5 26 33 45 60 78 96 115 145 175 201 230 262 307 352 B2 3 Condutores de cobre 22 30 40 51 69 91 119 146 175 221 265 305 Condutores de alumínio 23 31 40 54 72 94 115 138 175 210 242 - Três condutores carregados A2 4 B2 5 16,5 22 30 38 51 68 89 109 130 164 197 227 259 295 346 396 19,5 26 35 44 60 80 105 128 154 194 233 268 - 18 24 31 41 55 71 87 104 131 157 180 206 233 273 313 21 28 35 48 64 84 103 124 156 188 216 - ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 417 - PARTE 5 / Secção 51 QUADRO 52-C30 Correntes admissíveis, em amperes, para o método de referência D (de acordo com o quadro 52H) Canalizações enterradas Secção nominal dos condutores (mm2) Número de condutores carregados e natureza do isolamento 3 PVC 2 PVC 3 XLPE 2 XLPE Condutores de cobre 1,5 26 32 31 37 2,5 34 42 41 48 4 44 54 53 63 6 56 67 66 80 10 74 90 87 104 6 96 116 113 136 25 123 148 144 173 35 147 178 174 208 50 174 211 206 247 70 216 261 254 304 95 256 308 301 360 120 290 351 343 410 150 328 397 387 463 185 367 445 434 518 240 424 514 501 598 300 480 581 565 677 Condutores de alumínio 10 57 68 67 80 16 74 88 87 104 25 94 114 111 133 35 114 137 134 160 50 134 161 160 188 70 167 200 197 233 95 197 237 234 275 120 224 270 266 314 150 254 304 300 359 185 285 343 337 398 240 328 396 388 458 300 371 447 400 520 Para cabos enterrados e colocados dentro de tubos ou de travessias, os valores indicados no quadro devem ser multiplicados por 0,80. Atendendo a que as correntes admissíveis foram calculadas para uma resistividade térmica do solo igual a 1K.m/W, é necessário considerar os factores de correcção. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 418 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 10 Factores de correcção [E] 10.1 Factores de correcção com a temperatura ambiente [E] QUADRO 52-D1 Factores de correcção em função das temperaturas ambientes para canalizações instaladas ao ar (a aplicar aos valores das correntes indicadas nos Quadros 52-C1 a 52-C14) Temperatura ambiente Isolamento PVC Mineral(*) XLPE/EPR (ºC) (a) (b) 10 1,22 1,15 1,26 1,14 15 1,17 1,12 1,20 1,11 20 1,12 1,08 1,14 1,07 25 1,06 1,04 1,07 1,04 30 1,00 1,00 1,00 1,00 35 0,94 0,96 0,93 0,96 40 0,87 0,91 0,85 0,92 45 0,79 0,87 0,76 0,88 50 0,71 0,82 0,67 0,84 55 0,61 0,76 0,57 0,80 60 0,50 0,71 0,45 0,75 65 - 0,65 - 0,70 70 - 0,58 - 0,65 75 - 0,50 - 0,60 80 - 0,41 - 0,54 85 - - - 0,47 90 - - - 0,40 95 - - - 0,32 (*) Para temperaturas ambientes superiores, consultar os fabricantes. (a) - Cabos com bainha em PVC ou cabos nus e acessíveis (70°C). (b) - Cabos nus e inacessíveis (105°C). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 419 - PARTE 5 / Secção 51 QUADRO 52-D2 Factores de correcção em função da temperatura do solo (a aplicar aos valores das correntes indicadas no quadro 52-C30) Temperatura do solo Isolamento (°C) PVC XLPE/EPR 10 1,10 1,07 15 1,05 1,04 20 1,00 1,00 25 0,95 0,96 30 0,89 0,93 35 0,84 0,89 40 0,77 0,85 45 0,71 0,80 50 0,63 0,76 55 0,55 0,71 60 0,45 0,65 65 - 0,60 70 - 0,53 75 - 0,46 80 - 0,38 [E] 10.2 Factores de correcção para agrupamentos de condutores ou de cabos [E] QUADRO 52-E1 Factores de correcção para agrupamento de cabos de diversos circuitos ou de vários cabos multicondutores, instalados ao ar, lado a lado, em camada simples, (a aplicar aos valores dos quadros 52-C1 a 52-C14) Disposição Refª Factor de correcção Quadros e dos N.º de circuitos ou de cabos multicondutores métodos de cabos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 12 16 20 referência 1 Encastrados ou embebidos em elementos da construção 1,00 0,80 0,70 0,65 0,60 0,57 0,54 0,52 0,50 0,45 0,41 0,38 52-C1 a 52-C14 AaF 2 Sobre as paredes ou pisos ou sobre caminhos de cabos não perfurados 1,00 0,85 0,79 0,75 0,73 0,72 0,72 0,71 0,70 O factor de 52-C1 a 52-C6 3 Nos tectos 0,95 0,81 0,72 0,68 0,66 0,64 0,63 0,62 0,61 correcção não C 4 Em canalizações sobre caminhos de cabos, horizontais perfurados ou verticais 1,00 0,88 0,82 0,77 0,75 0,73 0,73 0,72 0,72 diminui a partir de 9 cabos Sobre escadas (para cabos), consola, etc. 1,00 0,87 0,82 0,80 0,80 0,79 0,79 0,78 0,78 5 52-C7 a 52-C12 E, F ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 420 - PARTE 5 / Secção 51 QUADRO 52-E2 Factores de correcção para agrupamentos de cabos enterrados em esteira horizontal, distanciados de, pelo menos, 0,20 m Número de cabos ou de canalizações Factor de correcção 1 1,00 2 0,85 3 0,78 4 0,72 6 0,62 ≥9 0,55 Nota: Quando os cabos forem montados em mais de uma camada, deve-se multiplicar os valores indicados no quadro 52-E1 pelos factores seguintes: 2 camadas: 0,80 4 ou 5 camadas: 0,70 3 camadas: 0,73 9 ou mais camadas: 0,66 6 a 8 camadas: 0,68 Os factores de correcção indicados nos quadros 52-E1 e 52-E2 são aplicáveis a agrupamentos homogéneos de cabos igualmente carregados. Para efeitos de aplicação dos factores de correcção indicados nos quadros 52-E1 e 52-E2, consideram-se equivalentes aos cabos multicondutores os agrupamentos de dois ou de três cabos monocondutores. Se um agrupamento for constituído, simultaneamente, por cabos de dois condutores e por cabos de três condutores, o número total de cabos a considerar deve ser igual ao número de circuitos. O factor de correcção deve ser aplicado aos valores das correntes admissíveis relativos a dois condutores carregados (para os cabos de dois condutores) e aos valores das correntes admissíveis relativos a três condutores carregados (para os cabos de três condutores). Os agrupamentos constituídos por N condutores carregados podem ser considerados equivalentes a N/2 circuitos com dois condutores carregados ou a N/3 circuitos com três condutores carregados Os factores de correcção indicados nos quadros 52-E1 e 52-E2 são a média da gama das dimensões dos condutores e dos modos de colocação indicados nos quadros 52-C1 a 52-C14 e 52-C30. O limite superior do erro inerente a esta aproximação é de 5 %. Não é necessário aplicar factores de correcção quando a distância horizontal entre cabos vizinhos for superior a duas vezes o seu diâmetro exterior. Para certas instalações e para certos modos de instalação não previstos nos quadros podem ser utilizados factores calculados para esses casos (veja-se, por exemplo, o quadro 52-E5). Para condutas agrupadas, lado a lado, os valores das correntes admissíveis nos condutores colocados no seu interior devem ser corrigidos pelos factores indicados no quadro 52-E3. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 421 - PARTE 5 / Secção 51 QUADRO 52-E3 Factores de correcção para agrupamento de condutas com condutores, instaladas ao ar, enterradas ou embebidas no betão, em função da sua disposição (horizontal e vertical) Número de condutas Número de condutas colocadas horizontalmente 1 colocadas verticalmente 2 3 4 5 6 Canalizações instaladas ao ar 1 1,00 0,94 0,91 0,88 0,87 0,86 2 0,92 0,87 0,84 0,81 0,80 0,79 3 0,85 0,81 0,78 0,76 0,75 0,74 4 0,82 0,78 0,74 0,73 0,72 0,72 5 0,80 0,76 0,72 0,71 0,70 0,70 6 0,79 0,75 0,71 0,70 0,69 0,68 Canalizações enterradas ou embebidas no betão 1 1,00 0,87 0,77 0,72 0,68 0,65 2 0,87 0,71 0,62 0,57 0,53 0,50 3 0,77 0,62 0,53 0,48 0,45 0,42 4 0,72 0,57 0,48 0,44 0,40 0,38 5 0,68 0,53 0,45 0,40 0,37 0,35 6 0,65 0,50 0,42 0,38 0,35 0,32 [E] QUADRO 52-E4 Factores de correcção para agrupamento de diversos circuitos de cabos multicondutores, instalados ao ar, lado a lado, em camadas simples, para o método de referência E (a aplicar aos valores dos quadros 52-C7 a 52-C12) N.º de cabos Modo de instalação (veja-se o quadro 52H) N.º de caminhos de cabos 1 2 3 4 6 9 Cabos sem afastamento entre si 1 1,00 0,88 0,82 0,79 0,76 0,73 e afastados dos elementos da 2 1,00 0,87 0,80 0,77 0,73 0,68 construção de d ≥ 20 mm 3 1,00 0,86 0,79 0,76 0,71 0,66 perfurados Cabos com afastamento entre si 1 1,00 1,00 0,98 0,95 0,91 - horizontais ≥ De e afastados dos elementos 2 1,00 0,99 0,96 0,92 0,87 - da construção de d ≥ 20 mm 3 1,00 0,98 0,95 0,91 0,85 - Cabos 1 1,00 0,88 0,82 0,78 0,73 0,72 encostados 2 1,00 0,88 0,81 0,76 0,71 0,70 Caminhos de cabos 13 Caminhos de cabos 13 perfurados Cabos com afastamento 1 1,00 0,91 0,89 0,88 0,87 - verticais entre si ≥ De 2 1,00 0,91 0,88 0,87 0,85 - Cabos sem afastamento entre si 1 1,00 0,87 0,82 0,80 0,79 0,78 Escadas 14 e afastados dos elementos da 2 1,00 0,86 0,80 0,78 0,76 0,73 construção de d ≥ 20 mm 3 1,00 0,85 0,79 0,86 0,73 0,70 16 Cabos com afastamento entre si 1 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 - ≥ De e afastados dos elementos 2 1,00 0,99 0,98 0,97 0,96 - da construção de d ≥ 20 mm 3 1,00 0,98 0,97 0,96 0,93 - (para cabos), 15 consolas, etc. Nota: No quadro 52-E4: ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 422 - PARTE 5 / Secção 51 d - é a distância dos cabos aos elementos da construção, De - é o diâmetro exterior dos cabos. Os factores de correcção são a média da gama das dimensões dos condutores e dos modos de colocação indicados nos quadros 52-C7 a 52-C12. O limite superior do erro inerente a esta aproximação é de 5 %. Os valores indicados são aplicáveis a camadas simples de cabos e não a camadas múltiplas. Para camadas múltiplas, os valores dos factores de correcção são ligeiramente inferiores e devem ser determinados por meio de um método apropriado. Os valores indicados para os caminhos de cabos perfurados horizontais e para as escadas e consolas são válidos quando a distância vertical entre vários destes elementos consecutivos (medida com os cabos colocados) for não inferior a 300 mm. Para distâncias inferiores, os valores devem ser reduzidos. Os valores indicados para os caminhos de cabos perfurados verticais são válidos quando a distância horizontal entre vários destes elementos consecutivos (medida com os cabos colocados) for não inferior a 225 mm. Para distâncias inferiores, os valores devem ser reduzidos. [E] QUADRO 52-E5 Factores de correcção para agrupamento de diversos circuitos de cabos monocondutores, instalados ao ar, lado a lado, em camada simples, para o método de referência F (a aplicar aos valores dos quadros 52-C7 a 52-C12) N.º de circuitos trifásicos(1) Modo de instalação (veja-se o quadro 52H) Caminhos de cabos perfurados 1 2 3 Cabos sem afastamento entre si 0,98 0,91 0,87 2 0.96 0,87 0,81 3 0,95 0,85 0,78 Cabos 1 0,96 0,86 - encostados(3) 13 perfurados verticais 1 e afastados dos elementos da construção de d ≥ 20 mm(2) 13 horizontais Caminhos de cabos N.º de caminhos de cabos 2 0,95 0,84 - Escadas 14 Cabos sem afastamento entre si 1 1,00 0,97 0,96 (para cabos), 15 e afastados dos elementos da 2 0,98 0,93 0,89 consolas, etc. 16 construção de d ≥ 20 mm(2) 3 0,97 0,90 0,86 Cabos com afastamento entre si 1 1,00 0,98 0,96 ≥ De e afastados dos elementos 2 0,97 0,93 0,89 da construção de d ≥ 20 mm(4) 3 0,96 0.92 0,86 Cabos com afastamento 1 1,00 0,91 0,89 entre si ≥ De(4) 2 1,00 0,90 0,86 Caminhos de cabos perfurados 13 horizontais Caminhos de cabos 13 perfurados verticais Escadas 14 Cabos com afastamento entre si 1 1,00 1,00 1,00 (para cabos), 15 ≥ De e afastados dos elementos 2 0,97 0,95 0,93 consolas, etc. 16 da construção de d ≥ 20 mm(4) 3 0,96 0,94 0,90 (1) - Para os circuitos constituídos por vários cabos em paralelo por fase cada grupo de três condutores deve ser considerado com um único circuito para a determinação do número de circuitos trifásicos. (2) - Cada circuito é constituído por três cabos monocondutores em esteira horizontal. (3) - Cada circuito é constituído por três cabos monocondutores em esteira vertical. (4) - Cada circuito é constituído por três cabos monocondutores em triângulo. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 423 - PARTE 5 / Secção 51 Nota: No quadro 52-E5: d - é a distância dos cabos aos elementos da construção, De - é o diâmetro exterior dos cabos. Os factores de correcção são a média da gama das dimensões dos condutores e dos modos de colocação indicados nos quadros 52-C7 a 52-C12. O limite superior do erro inerente a esta aproximação é de 7,5 %. Os valores indicados são aplicáveis a camadas simples de cabos (ou a cabos em triângulo) e não a camadas múltiplas. Para camadas múltiplas os valores dos factores de correcção são ligeiramente inferiores e devem ser determinados por meio de um método apropriado. Os valores indicados para os caminhos de cabos perfurados horizontais e para as escadas e consolas são válidos quando a distância vertical entre vários destes elementos consecutivos (medida com os cabos colocados) for não inferior a 300 mm. Para distâncias inferiores, os valores devem ser reduzidos. Os valores indicados para os caminhos de cabos perfurados verticais são válidos quando a distância horizontal entre vários destes elementos consecutivos (medida com os cabos colocados) for não inferior a 225 mm. Para distâncias inferiores, os valores devem ser reduzidos. 10.3 Factores de correcção com a resistividade térmica do solo QUADRO 52-E6 Factores de correcção aplicáveis a cabos enterrados em função da resistividade térmica do solo Resistividade térmica do terreno (K.m/W) Factor de correcção Humidade Natureza do terreno 0,40 1,25 Cabo imerso Lodo 0,50 1,21 Terreno muito húmido Areia 0,70 1,13 Terreno húmido 0,85 1,05 Terreno normal Argila 1,00 1,00 Terreno seco e 1,20 0,94 1,50 0,86 Terreno 2,00 0,76 muito 2,50 0,70 seco 3,00 0,65 Observações Calcário Cinzas ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 424 - PARTE 5 / Secção 51 ANEXO IV Eléctrodos de terra 1 Generalidades A resistência de contacto de um eléctrodo de terra depende das suas dimensões, da sua forma e da resistividade do terreno no qual ele for implantado. Essa resistividade, que pode variar superficialmente (de um ponto para outro) ou em profundidade, é expressa em ohms x metros (refira-se que a resistividade do terreno é numericamente igual à resistência, em ohms, de um cilindro de terreno com 1 m² de secção e 1 m de comprimento). O aspecto superficial do solo e da sua vegetação podem dar indicações sobre o carácter mais ou menos favorável do terreno para a instalação de eléctrodos de terra, constituindo as medições em eléctrodos de terra realizadas em terrenos análogos um meio mais exacto para fazer essa avaliação. A resistividade de um terreno depende do seu teor de humidade e da temperatura, as quais variam sazonalmente, sendo o teor de humidade influenciado pelas dimensões dos grãos do terreno e pela sua porosidade. Pode dizer-se que, na prática, a resistividade aumenta quando o teor de humidade diminui. Os eléctrodos de terra não devem, em caso algum, ser constituídos por uma peça metálica simplesmente mergulhada na água nem devem ser estabelecidos em poças de água ou em rios. Esta proibição justifica-se não apenas pela medíocre condutibilidade da água mas principalmente pelo risco de secagem e pelo perigo a que poderiam ficar sujeitas as pessoas que entrassem em contacto com a água no momento em que se produzisse um defeito. As camadas do subsolo percorridas por cursos de água subterrâneos, como é o caso das proximidades dos rios, só raramente devem ser usadas, para instalação de eléctrodos de terra pois são, em regra, formadas por terrenos pedregosos, muito permeáveis, lavados por uma água purificada pela filtragem natural, apresentando elevados valores de resistividade. Para tal, seria necessário atravessá-los por meio de varetas profundas para encontrar, em camadas mais profundas terrenos, melhor condutores, caso existam. O gelo aumenta consideravelmente a resistividade dos terrenos, que pode atingir vários milhares de ohms x metros na camada gelada, podendo essa camada, em certas regiões atingir 1 m de profundidade. A secagem do terreno aumenta igualmente a sua resistividade, podendo os seus efeitos fazerem-se sentir, em certos casos, até a uma profundidade superior de 2 m (os valores da resistividade, nesses casos, são da ordem de grandeza dos encontrados para o gelo). 2 Resistividade dos terrenos No Quadro I são indicados, a título informativo, valores da resistividade para um certo número de terrenos, de onde se pode observar que, para um mesmo tipo de terreno, a resistividade pode variar entre limites muito grandes. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 425 - PARTE 5 / Secção 51 QUADRO I Resistividade dos terrenos de acordo com a sua natureza Natureza dos terrenos Terreno pantanoso Resistividade (Ω x m) 1 a 30 Lama 20 a 100 Húmus 10 a 150 Turfa húmida 5 a 100 Argila plástica 50 Mármores e argilas compactas 100 a 200 Mármores do Jurássico 30 a 40 Areia argilosa 50 a 500 Areia silicosa 200 a 3 000 Solo pedregoso nu 1 500 a 3 000 Solo pedregoso recoberto de relva ou erva curta 300 a 500 Calcários macios 100 a 300 Calcários compactos 1 000 a 5 000 Calcários fissurados 500 a 1 000 Xistos 50 a 300 Micaxistos 800 Granito e grés, consoante a alteração geológica Granito muito alterado 1 500 a 10 000 100 a 600 Betão com 1 de cimento e 3 de inertes 150 Betão com 1 de cimento e 5 de inertes 400 Betão com 1 de cimento e 7 de inertes 500 Numa primeira aproximação grosseira, o cálculo da resistência de um eléctrodo de terra pode ser feito recorrendo aos valores médios indicados no quadro II. QUADRO II Resistividade média dos terrenos de acordo com a sua natureza Natureza do terreno Terrenos aráveis gordos e aterros compactos húmidos Terrenos magros, cascalho e aterros grosseiros Solos pedregosos nus, areia seca e rochas impermeáveis Valor médio da resistividade (Ω x m) 50 500 3 000 A medição da resistência do eléctrodo de terra pode permitir, aplicando as expressões indicadas na secção 3 do presente Anexo, estimar o valor médio local da resistividade do terreno, que pode ser útil para ulteriores trabalhos efectuados em condições análogas. 3 Eléctrodos de terra ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 426 - PARTE 5 / Secção 51 3.1 Elementos constituintes Os eléctrodos de terra são realizados por meio de elementos enterrados no solo, podendo estes serem em aço galvanizado a quente, em aço revestido a cobre perfeitamente aderente, em cobre nu ou em cobre revestido a chumbo. Quando houver necessidade de ligar metais de natureza diferente, os elementos de ligação não devem estar em contacto com o solo. Os metais leves só são admissíveis se forem feitos estudos específicos sobre o seu comportamento como eléctrodos de terra. As espessuras e os diâmetros mínimos dos elementos referidos foram estabelecidos apenas para os riscos usuais de deterioração química e mecânica. Essas dimensões podem ser insuficientes, nomeadamente nos casos em que sejam de prever riscos de corrosão importantes, como por exemplo, nos terrenos percorridos por correntes vagabundas (correntes de retorno da tracção em corrente contínua), devendo, nesses casos, tomarem-se as necessárias precauções. Os eléctrodos de terra devem, sempre que possível, ser enterrados nas partes mais húmidas dos terrenos disponíveis, afastados de depósitos ou de locais de infiltração de produtos que os possam corroer (fumeiros, estrumeiras, nitreiras, produtos químicos, coque, etc.) e longe de locais de passagem frequente de pessoas. No quadro III são indicadas as dimensões mínimas dos eléctrodos de terra mais usuais. QUADRO III Características dos eléctrodos de terra Tipos de eléctrodos Material constituinte H Cabos Cobre 1 - - - - 25 1,8 O nus Aço galvanizado(1) 1 - - - - 100 1,8 R Fitas Cobre 1 2 - - - 25 - I Aço galvanizado(1) 1 3 - - - 100 - Z Varões Aço galvanizado(1) 1 - 10 - - - - Cobre 1 2 - - - - - Aço galvanizado(1) 1 3 - - - - - V Cobre - - 15 2 - - - E Varetas Aço revestido a cobre - 0,7(2) 15 2 - - - R Aço galvanizado(1) - - 15 2 - - - T Tubos Cobre - 2 20 2 - - - Aço galvanizado(1) - 2,5 25 2 - - - Aço galvanizado(1) - 3 - 2 60 - - Chapas Perfilados ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 427 - PARTE 5 / Secção 51 HORIZ - Eléctrodos horizontais VERT - Eléctrodos verticais (1) - A protecção deve ser garantida por meio de galvanização por imersão a quente com uma espessura mínima de revestimento de 120 µm. (2) - Espessura de revestimento. Admite-se que este valor seja reduzido desde que os eléctrodos sejam executados com tecnologia adequada e sujeitos a aprovação prévia da Direcção Geral de Energia. 3.2 Estabelecimento dos eléctrodos de terra No estabelecimento dos eléctrodos de terra devem ser observadas as regras seguintes: a) Condutores enterrados horizontalmente Esses condutores podem ser: condutores unifilares ou multifilares em cobre ou recobertos por uma bainha de chumbo e de secção não inferior a 25 mm2; condutores de alumínio recobertos com uma bainha de chumbo e de secção não inferior a 35 mm2 fitas de cobre de secção não inferior a 25 mm2e uma espessura não inferior a 2 mm; fitas de aço macio galvanizado com uma secção não inferior a 100 mm2e uma espessura não inferior a 3 mm; cabos de aço galvanizado de secção não inferior a 100 mm2 Os cabos com fios finos (tranças) são desaconselháveis. A resistência de um eléctrodo de terra constituído por um condutor enterrado horizontalmente no solo pode ser calculada, aproximadamente, por meio da expressão seguinte: R=2 ρ L em que: R é a resistência do eléctrodo de terra, expressa em ohms; ρ é a resistividade do terreno, expressa em ohms x metros; L é o comprimento da vala ocupada pelo condutor, expresso em metros. Chama-se a atenção para o facto de que a colocação do condutor num traçado sinuoso na vala não melhora, de forma sensível, a resistência do eléctrodo de terra. Na prática, estes condutores são dispostos de duas formas: ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 428 - PARTE 5 / Secção 51 - anéis localizados no fundo das valas das fundações dos edifícios, normalmente abrangendo todo o seu perímetro (nesse caso, o valor de L a considerar é o desse perímetro); - valas horizontais, em que os condutores são enterrados a uma profundidade de cerca de 1 m em valas abertas expressamente para o efeito, as quais não devem ser cheias com calhaus, cinzas ou materiais análogos mas sim com terra susceptível de reter a humidade. b) Chapas finas enterradas Na prática, utilizam-se chapas rectangulares de 0,5 m x 1 m enterradas por forma a que o bordo superior fique a uma profundidade de cerca de 0,8 m. A espessura dessas chapas não deve ser inferior a 2 mm, se de cobre, ou a 3 mm, se de aço galvanizado. Para garantir um melhor contacto das duas faces com o solo, as chapas maciças (não perfuradas) devem ser enterradas verticalmente. A resistência de um eléctrodo de terra constituído por uma chapa enterrada verticalmente no solo pode ser calculada, aproximadamente, por meio da expressão seguinte: R = 0,8 ρ L em que: R é a resistência do eléctrodo de terra, expressa em ohms; ρ é a resistividade do terreno, expressa em ohms x metros; L é o perímetro da chapa, expresso em metros. c) Eléctrodos verticais (excepto chapas) Com excepção dos eléctrodos em chapa (veja-se a alínea b), os eléctrodos verticais podem ser: varetas de cobre ou de aço com um diâmetro mínimo de 15 mm; no caso de varetas em aço, estas devem ser cobertas com uma camada protectora aderente de cobre (de espessura adequada) ou serem galvanizadas. tubos de aço galvanizado com um diâmetro exterior não inferior a 25 mm; perfis de aço macio galvanizado com 60 mm de lado; A resistência de um eléctrodo de terra constituído por elementos (varetas, tubos ou perfis) metálicos enterrados verticalmente no solo pode ser calculada, aproximadamente, por meio da expressão seguinte: R= ρ L em que: R é a resistência do eléctrodo de terra, expressa em ohms; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 429 - PARTE 5 / Secção 51 ρ é a resistividade do terreno, expressa em ohms x metros; L é o comprimento do elemento, expresso em metros. É possível diminuir o valor da resistência do eléctrodo de terra dispondo diversos elementos verticais ligados em paralelo e afastados de uma distância não inferior ao seu comprimento (no caso de 2 elementos) ou de uma distância ainda maior (no caso de mais do que 2 elementos). Quando houver riscos de gelo ou de secagem do terreno, o comprimento das varetas deve ser aumentado. No caso de varetas de grande comprimento, como o solo é raramente homogéneo, pode ser possível atingirem-se camadas de terreno de resistividade baixa. 4. Eléctrodos de terra de facto Certas estruturas metálicas enterradas podem ser usadas como eléctrodos de terra de facto desde que sejam respeitadas as condições seguintes: 4.1. Tubos e condutas, metálicos, privados Os tubos e as condutas privados metálicos e enterrados (que não sejam afectos às redes de alimentação dos edifícios, como por exemplo, os de água, os de aquecimento, os de esgotos, etc.) podem ser utilizados como eléctrodos de terra de facto, desde que a sua continuidade eléctrica seja garantida. Estes eléctrodos devem ser ligados em paralelo com o eléctrodo de terra da instalação. 4.2. Pilares metálicos enterrados Os pilares metálicos interligados por estruturas metálicas e enterrados a uma certa profundidade no solo podem ser utilizados como eléctrodos de terra. A resistência de um eléctrodo de terra constituído por pilares metálicos enterrados pode ser calculada, aproximadamente, por meio da expressão seguinte: R = 0,366 ρ 3L log10 L d em que: R é a resistência do eléctrodo de terra, expressa em ohms; ρ é a resistividade do terreno, expressa em ohms x metros; L é o comprimento enterrado do pilar, expresso em metros; d é o diâmetro do cilindro circunscrito do pilar, expresso em metros; O conjunto de pilares interligados e repartidos pelo perímetro do edifício apresenta uma resistência da mesma ordem de grandeza que a do anel constituído por condutores nus estabelecidos no fundo das fundações. O eventual envolvimento dos pilares com betão não impede a utilização destes como eléctrodos de terra nem modifica sensivelmente o valor da sua resistência como eléctrodo. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 430 - PARTE 5 / Secção 51 4.3. Estruturas em betão armado (Em estudo) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 431 - PARTE 5 / Secção 51 ANEXO V Ligação à terra dos descarregadores de sobretensão das instalações telefónicas 1. Os descarregadores de sobretensão das instalações telefónicas podem ser ligados aos eléctrodos de terra das massas das instalações eléctricas desde que sejam respeitadas simultaneamente as seguintes condições: a) a resistência do eléctrodo (apropriada ao valor da corrente de funcionamento diferencial estipulada) seja compatível com as condições exigidas para a ligação à terra dos descarregadores de sobretensão das instalações telefónicas. b) o condutor de ligação à terra dos descarregadores de sobretensão das instalações telefónicas seja ligado directamente ao terminal principal de terra do edifício por meio de um condutor que não seja identificado pela cor verde - amarela (esta interdição destina-se a evitar que este condutor possa ser utilizado como condutor de protecção das massas da instalação eléctrica). 2. Se as características e as disposições do eléctrodo de terras das massas da instalação eléctrica não forem adequadas às correntes resultantes de uma descarga atmosférica, deve ser utilizado um eléctrodo de terra especial para os descarregadores de sobretensão das instalações telefónicas, como pode ser o caso dos eléctrodos que não sejam anéis de fundação dos edifícios. Os dois eléctrodos de terra devem, neste caso, ser interligados por um condutor de equipotencialidade de secção não inferior a 6 mm2, se de cobre, ou de secção equivalente, se de outro material, identificado como condutor de protecção pela cor verde - amarela. 3. Quando for necessário estabelecer o eléctrodo de terra das massas numa instalação já existente, não é permitido usar, para esse fim, os eléctrodos de terra já existentes destinados à ligação à terra dos descarregadores de sobretensão das instalações telefónicas, devendo o eléctrodo satisfazer às condições expressas nas presentes Regras Técnicas (nomeadamente nas secções 531.1 e 542). A interligação dos eléctrodos deve ser feita nas condições referidas no ponto 2 do presente Anexo. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 432 - PARTE 5 / Secção 51 ANEXO VI Condutores de protecção - método para a determinação do factor k (veja-se 543.1.1) O factor k pode ser determinado por meio da expressão seguinte: k= θf − θi Q c (B + 20 ) ) loge (1 + B + θi ρ 20 em que: QC é a capacidade térmica volúmica do material do condutor, em joules por grau celsius e por milímetro cúbico; B é o inverso do coeficiente de temperatura da resistividade a 0°C para o condutor, em graus celsius; ρ20 é a resistividade eléctrica do material do condutor a 20°C, em ohms x milímetros; θi é a temperatura inicial do condutor, em graus celsius; θf é a temperatura final do condutor, em graus celsius. Material B (°C) QC(1) (J / °C mm3) ρ20(2) (Ω mm) Q c (B + 20 ) ρ20 3,45x10-3 17,241x10-6 226 228 2,5x10-3 28,264x10-6 148 Chumbo 230 1,45x10-3 214x10-6 42 Aço 202 3,8x10-3 138x10-6 78 Cobre 234,5 Alumínio (1) - Valores extraídos da revista ELECTRA de 24 de Outubro de 1972, página 63 (2) - Valores extraídos das Normas IEC 60028, IEC 60111 e IEC 60287 (quadro III) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 433 - PARTE 5 / Secção 51 ANEXO VII Ligações à terra e condutores de protecção C M 1 1 4 1 1 A 2 L 3 T 1 - Condutor de protecção; 2 - Condutor da ligação equipotencial principal; 3 - Condutor de terra; 4 - Condutor de equipotencialidade suplementar; A - Canalização metálica principal de água; C - Elemento condutor; L - Terminal principal de terra; M - Massa; T - Eléctrodo de terra. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 434 - PARTE 5 / Secção 51 ANEXO VIII Instalação de baterias de acumuladores As condições de instalação das baterias de acumuladores dependem, nomeadamente, das emanações gasosas dos elementos dos acumuladores. Os elementos dos acumuladores, durante a sua carga, são os responsáveis pelos fenómenos de electrólise (regidos pela lei de Faraday), podendo as correspondentes emanações gasosas originar uma recombinação. Por convenção e no âmbito das presentes Regras Técnicas, quando a taxa de recombinação for inferior a 95%, as baterias são ditas abertas, sendo designadas por baterias com recombinação, no caso contrário. Nota: De referir que, por cada elemento de bateria em carga, 1 Ah produz, por electrólise da água do electrólito, 0,42 l de hidrogénio e 0,21 l de oxigénio. 1 Baterias abertas Estas baterias devem ser instaladas em locais cujo volume de ar a renovar não seja inferior ao obtido pela expressão seguinte: TR = 0,05xNxI em que: TR é a taxa de renovação de ar novo, expressa em metros cúbicos por hora; N é o número de elementos da bateria; I é a corrente definida, nos pontos 1.1 e 1.2 do presente Anexo (consoante o sistema de carga tenha ou não dispositivos de regulação e de vigilância), expressa em amperes. 1.1 Quando o sistema de carga for dotado, simultaneamente, de dispositivos de regulação e de vigilância, a corrente I é o valor máximo Im da corrente rectificada de carga da bateria nas condições definidas para um dos casos seguintes: a) as características eléctricas e de funcionamento da bateria de acumuladores e do rectificadorcarregador associado são conhecidas durante os ensaios de qualificação do conjunto (por exemplo: o conjunto formado por rectificador-carregador, bateria e ondulador de um sistema de socorro em corrente alternada); neste caso, deve ser determinado um limiar de vigilância UDS(1) por forma a que a corrente máxima rectificada de carga Im não seja ultrapassada, devendo o sistema de carga ser equipado, simultaneamente, de: - um dispositivo de limitação da corrente de carga, regulado para o valor máximo IBL(2); _______________________ (1) - Por definição, UDS é o valor da tensão contínua aplicada à bateria que, em regime permanente, faz actuar o dispositivo de vigilância da tensão da bateria, (este valor é indicado pelo fabricante do sistema de carga). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 435 - PARTE 5 / Secção 51 (2) - Por definição, IBL é o valor máximo da corrente contínua susceptível de ser fornecida pelo sistema de carga à bateria em funcionamento normal e em regime permanente (este valor indicado pelo fabricante do sistema de carga). - um dispositivo de vigilância da tensão aos terminais da bateria, independente do da regulação de tensão, que coloque fora de serviço o dispositivo de carga sempre que a tensão atinja o valor pré-definido para o final de carga à corrente IBL. Nestas condições o valor Im deve ser considerado igual a IBL (indicado pelo fabricante do sistema de carga). b) as características eléctricas e de funcionamento da bateria de acumuladores não são conhecidas durante os ensaios de qualificação do rectificador-carregador; neste caso, pode ser determinado um limiar de vigilância IBS(3), por forma a que a corrente máxima rectificada de carga Im não seja ultrapassada, devendo o sistema de carga ser equipado, simultaneamente de: - um dispositivo de vigilância da tensão aos terminais da bateria, independente do da regulação de tensão, que coloque fora de serviço o dispositivo de carga sempre que a tensão ultrapasse a tensão normal de serviço; - um dispositivo de limitação da corrente de carga regulado para o valor máximo IBL; - um dispositivo de vigilância da corrente de carga, independente do da limitação de corrente, regulado para o valor IBS, que coloque fora de tensão o dispositivo de carga sempre que a corrente ultrapasse o valor pré-definido para a corrente máxima rectificada IBL. Nestas condições, o valor Im deve ser considerado igual a IBS (indicado pelo fabricante do sistema de carga). 1.2 Quando o sistema de carga não for dotado dos dispositivos de regulação e de vigilância (previstos no ponto 1.1), o valor da corrente I é o da corrente rectificada de carga correspondente ao funcionamento do dispositivo de protecção da alimentação do sistema de carga, quaisquer que sejam as características do eventual dispositivo de regulação, isto é: I I = Ic × 2 In em que: In é a corrente estipulada do dispositivo de alimentação do sistema de carga; Ic é a corrente rectificada de carga correspondente à corrente In (que, em regra, é superior à corrente estipulada fornecida pelo rectificador em serviço normal); I2 é a corrente de funcionamento efectivo do dispositivo de protecção da alimentação do sistema de carga (veja-se 433.2). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 436 - PARTE 5 / Secção 51 O dispositivo de protecção da alimentação do sistema de carga a considerar é o dispositivo de protecção que lhe está incorporado ou, quando este não existir, o dispositivo de protecção contra sobrecargas do circuito de alimentação do sistema de carga. 1.3 As baterias abertas não devem ser instaladas em locais onde a climatização ambiente seja feita em circuito totalmente fechado. _______________________ (3) - Por definição, IBS é o valor da corrente fornecida à bateria que, em regime permanente, faz actuar o dispositivo de vigilância da corrente no lado da bateria. 2 Baterias com recombinação 2.1 Nas baterias com recombinação que formem um conjunto com o rectificador-carregador próprio (situação comum), o volume de ar a renovar não deve ser inferior ao obtido pela expressão seguinte: TR = 0,0025xNxIBL em que as variáveis têm o significado já definido na secção 1 para as baterias abertas. Quando as baterias forem instaladas em locais de usos gerais, esta exigência considera-se satisfeita se forem cumpridas, para esses locais, as condições de ventilação exigidas pela legislação relativa aos locais de trabalho. Nota: De entre outra, refere-se a legislação seguinte: - Decreto-Lei n.º 347/93, de 1 de Outubro; - Portaria 987/93 de 6 de Outubro. 2.2 Nas baterias com recombinação que não formem um conjunto com o rectificador-carregador e quando este não tiver as características especificadas para a bateria a que se encontrar ligado, o volume de ar a renovar deve ser calculado de acordo com as regras indicadas no ponto 1 do presente Anexo, para as baterias abertas. 3 Condições de instalação e de ventilação 3.1 As baterias podem ser instaladas numa das condições seguintes: a) num local não afecto a serviços eléctricos, desde que: CxU < 1 000 em que: C é a capacidade da bateria, expressa em amperes-horas; U é a tensão nominal da bateria, expressa em volts. b) num local afecto a serviços eléctricos; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 437 - PARTE 5 / Secção 51 c) num armário, que pode ser colocado num local não afecto a serviços eléctricos, desde que a abertura desse armário (por exemplo, por chave) apenas possa ser feita por uma pessoa qualificada, responsável pela manutenção e pela conservação deste equipamento. Em qualquer uma destas situações, os locais devem ser ventilados nas condições indicadas nas secções 1 ou 2. Nas condições indicadas na alínea c) e se o armário tiver orifícios de ventilação, em cima e em baixo, considera-se suficiente a ventilação natural do ar. 3.2 Quando a renovação do ar do local (calculada nas condições indicadas na secção 2.1) necessitar da utilização de uma ventilação mecânica própria ou do funcionamento da climatização prevista para esse local, o tempo máximo de funcionamento do sistema de carga da bateria, após a paragem desses sistemas, não deve ser superior ao indicado pela expressão: T = 400 × V N × IBL em que: T é o tempo máximo de funcionamento, expresso em horas; V é o volume do local, expresso em metros cúbicos; N é o número de elementos da bateria; IBL tem o significado indicado na secção 1. 3.3 No caso de baterias abertas ou similares, a carga deve ser interrompida sempre que haja paragem no sistema de ventilação (mecânica ou climatização). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 438 - PARTE 5 / Secção 51 VERIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO DAS INSTALAÇÕES Secção 60 DEFINIÇÕES Secção 61 VERIFICAÇÃO INICIAL Secção 62 VERIFICAÇÃO APÓS A ENTRADA EM SERVIÇO Secção 63 MANUTENÇÃO DAS INSTALAÇÕES Secção 64 EXPLORAÇÃO DAS INSTALAÇÕES Anexos ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 439 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE 6 VERIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO DAS INSTALAÇÕES 442 60 DEFINIÇÕES 442 [E] 600.1 Verificação 442 [E] 600.2 Inspecção visual 442 [E] 600.3 Ensaios 442 442 61 VERIFICAÇÃO INICIAL [I] 61.1 Generalidades 442 [I] 611 Inspecção visual 443 [E] 612 Ensaios 444 [E] 612.1 Generalidades 444 [E] 612.2 Continuidade dos condutores de protecção e das ligações equipotenciais 445 [I] 612.3 Resistência de isolamento da instalação eléctrica 445 [E] 612.4 Protecção por separação de circuitos 446 [E] 612.4.1 Protecção por TRS 446 [E] 612.4.2 Protecção por TRP 446 [E] 612.4.3 Separação eléctrica 446 [E] 612.5 Resistência de isolamento dos elementos da construção 447 [I] 612.6 Verificação das condições de protecção por corte automático da alimentação 447 [I] 612.6.1 Generalidades 447 [I] 612.6.2 Medição da resistência do eléctrodo de terra 448 [I] 612.6.3 Medição da impedância da malha de defeito 449 [I] 612.6.4 Medição da resistência dos condutores de protecção 449 [I] 612.7 Ensaio da polaridade 450 [I] 612.8 Ensaio dieléctrico 450 [I] 612.8.1 Generalidades 450 [I] 612.8.2 Valores da tensão de ensaio 451 [I] 612.9 Ensaios funcionais 451 [I] 612.10 Protecção contra os efeitos térmicos 451 [I] 612.11 Queda de tensão 451 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 440 - PARTE 5 / Secção 51 62 VERIFICAÇÃO APÓS A ENTRADA EM SERVIÇO 451 63 MANUTENÇÃO DAS INSTALAÇÕES 452 64 EXPLORAÇÃO DAS INSTALAÇÕES 452 641 Utilização das instalações 452 642 Execução de trabalhos 453 642.1 Execução de trabalhos fora de tensão 453 642.2 Execução de trabalhos em tensão 454 643 Equipamentos de reserva e acessórios para a exploração 454 644 Instruções de primeiros socorros 454 645 Acordo com outras entidades 455 [I] ANEXO A Método de medição da resistência de isolamento dos pavimentos e demais elementos da construção 456 [I] ANEXO B Verificação do funcionamento dos dispositivos diferenciais 459 [I] ANEXO C Medição da resistência de um eléctrodo de terra 465 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 441 - PARTE 5 / Secção 51 6 VERIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO DAS INSTALAÇÕES A presente parte das Regras Técnicas destina-se, em complemento das restantes, a indicar as regras técnicas a respeitar com vista a garantir a conformidade das instalações eléctricas com os princípios fundamentais enunciados na Parte 1. Nota: Para a verificação das instalações eléctricas dos locais de uso médico devem, também, observar-se as regras específicas indicadas na secção 801.2.4.2.6. 60 DEFINIÇÕES No âmbito de aplicação da presente parte das Regras Técnicas, devem ser consideradas as definições indicadas nas secções 600.1 a 600.3. [E] 600.1 Verificação Conjunto das medidas através das quais é comprovada a conformidade com as presentes Regras Técnicas de uma instalação eléctrica concluída. A verificação inclui a inspecção visual e os ensaios. [E] 600.2 Inspecção visual Observação de uma instalação eléctrica, com vista a comprovar que as condições em que foi realizada foram correctas. [E] 600.3 Ensaios Realização de medições numa instalação eléctrica por meio de aparelhos apropriados, através das quais se comprova a eficácia dessa instalação. 61 VERIFICAÇÃO INICIAL [I] 61.1 Generalidades Nota: A verificação inicial deve ser feita de acordo com o disposto no Decreto-Lei n.º 517/80 de 31 de Outubro, no Decreto Regulamentar nº 31/83 de 18 de Abril e no Decreto-Lei n.º 272/92, de 3 de dezembro. [I] 61.1.1 As instalações eléctricas, durante a sua execução ou após a sua conclusão, mas antes da sua entrada em serviço, devem ser verificadas (por meio de inspecções visuais e de ensaios), com vista a comprovar, na medida do possível, que as presentes Regras Técnicas foram cumpridas. [I] 61.1.2 As informações indicadas na secção 514.5 devem ser colocadas à disposição dos técnicos que efectuarem essas verificações. Nota: As verificações devem ser efectuadas com base em esquemas actualizados das instalações eléctricas (telas finais) [I] 61.1.3 Durante a realização das inspecções e dos ensaios, devem ser tomadas as medidas adequadas para evitar os perigos resultantes para as pessoas e os danos para os bens e para os equipamentos instalados. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 442 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 61.1.4 Quando se fizerem ampliações ou modificações em instalações eléctricas existentes, deve ser verificado se essas alterações satisfazem ao indicado nas presentes Regras Técnicas e se não comprometem a segurança da instalação existente. [I] 611 Inspecção visual [E] 611.1 A verificação de uma instalação eléctrica por inspecção visual deve preceder a realização dos ensaios e, em regra, deve ser feita com toda a instalação previamente sem tensão. [E] 611.2 A verificação de uma instalação eléctrica por meio de inspecção visual destina-se a comprovar se os equipamentos eléctricos ligados em permanência: a) satisfazem às regras de segurança das Normas que lhes são aplicáveis(1); b) foram correctamente seleccionados e instalados de acordo com as regras indicadas nas presentes Regras Técnicas e com as indicações fornecidas pelos fabricantes; c) não apresentam danos visíveis, que possam afectar a segurança. [E] 611.3 A verificação de uma instalação eléctrica por meio de inspecção visual deve incluir, quando aplicável, pelo menos, a comprovação das características seguintes: a) medidas de protecção contra os choques eléctricos, incluindo a medição de distâncias, por exemplo, no que respeita à protecção por meio de barreiras ou de invólucros, por meio de obstáculos, por colocação fora de alcance, por recurso a locais não condutores(2) (vejam-se 412.2, 412.3, 412.4, 413.3, 471 e 481); b) existência de barreiras corta-fogo ou de outras medidas destinadas a impedir a propagação do fogo e existência de protecção contra os efeitos térmicos (vejam-se 42, 482 e 527); Nota: As regras indicadas na secção 42 dizem respeito à protecção contra os efeitos térmicos em serviço normal, isto é, na ausência de defeitos, sendo as regras relativas à protecção das canalizações contra as sobreintensidades indicadas nas secções 43, 473 e 533. O funcionamento de um dispositivo de protecção em consequência de um defeito, incluindo um curto-circuito, é considerado como sendo um serviço normal. As regras indicadas na secção 482 relativas a locais com riscos de incêndio pressupõem que as sobreintensidades são eliminados segundo as regras indicadas na secção 43. c) selecção dos condutores de acordo com as suas correntes admissíveis e com a queda de tensão (vejam-se 523 e 525); Nota: A selecção dos condutores é verificada a partir dos cálculos do projectista da instalação, elaborados segundo as regras indicadas nas presentes Regras Técnicas, nomeadamente nas secções 41, 43, 53 e 54. d) selecção e regulação dos dispositivos de protecção e de vigilância (veja-se 53); Nota: A selecção e a regulação dos dispositivos de protecção são verificadas a partir dos cálculos do projectista da instalação, elaborados segundo as regras indicadas nas presentes Regras Técnicas, nomeadamente nas secções 41, 43, 53 e 54. e) existência de dispositivos apropriados de seccionamento e de comando, correctamente localizados (vejam-se 46 e 536); ________________________ (1) - Isto pode ser verificado por meio da inspecção visual da marca de conformidade ou da análise de certificados de conformidade (com as normas). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 443 - PARTE 5 / Secção 51 (2) - A regra indicada na secção 413.3 só é verificável se a instalação apenas alimentar equipamentos ligados de forma permanente. f) selecção dos equipamentos e das medidas de protecção apropriadas, de acordo com as condições de influências externas (veja-se 512.2); g) identificação dos condutores neutros e dos condutores de protecção (veja-se 514.3); Nota: Recomenda-se que a identificação dos condutores de fase seja também verificada. h) existência de esquemas, de avisos e de informações análogas (veja-se 514.5); i) identificação dos circuitos, dos fusíveis, dos disjuntores, dos interruptores, dos terminais, etc. (veja-se 514); j) forma como estão feitas as ligações dos condutores (veja-se 526); Nota: Em caso de dúvida sobre a eficácia de uma ligação, deve ser feita uma medição da resistência de contacto nas proximidades dessa ligação. O valor obtido não deve ser superior ao da resistência de um condutor com 1 m de comprimento e com a menor das secção dos condutores ligados, com o máximo de 0,05 Ω. k) acessibilidade para comodidade de funcionamento e de manutenção. Nota: Deve ser verificado se os dispositivos de comando funcional estão facilmente acessíveis às pessoas que os devem manobrar e se as condições de utilização desses dispositivos não foram modificadas pela sua montagem. No que respeita aos dispositivos de corte de emergência (incluindo a paragem de emergência), veja-se a secção 536.4 e no que respeita aos dispositivos de corte para manutenção mecânica, veja-se a secção 536.3. [E] 612 Ensaios [E] 612.1 Generalidades A verificação por meio de ensaios deve incluir, quando aplicáveis, pelo menos, os seguintes ensaios, os quais devem ser realizados, preferencialmente, pela ordem indicada: a) continuidade dos condutores de protecção e das ligações equipotenciais principais e suplementares (612.2); b) resistência de isolamento da instalação eléctrica (612.3); c) protecção por meio da separação dos circuitos (612.4), relativa à: • tensão reduzida de segurança TRS ou TRP (veja-se 411.1); • separação eléctrica (veja-se 413.5). d) resistência de isolamento dos elementos da construção (tectos, paredes, etc.) (612.5); e) corte automático da alimentação (612.6); f) ensaio da polaridade (612.7); g) ensaio dieléctrico (612.8); ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 444 - PARTE 5 / Secção 51 h) ensaios funcionais (612.9); i) protecção contra os efeitos térmicos (612.10); j) quedas de tensão (612.11). Se um dos ensaios conduzir a um resultado não aceitável, esse ensaio, bem como os que o precederam e cujos resultados possam ter sido influenciados pelo ensaio em causa, devem ser repetidos, após ter sido eliminado o defeito. Os métodos dos ensaios descritos nas secções 612.2 a 612.11 são métodos de referência, não sendo de excluir outros métodos, desde que os resultados deles decorrentes sejam igualmente válidos. [E] 612.2 Continuidade dos condutores de protecção e das ligações equipotenciais Deve ser realizado um ensaio para comprovar a continuidade dos condutores de protecção e das ligações equipotenciais principais e suplementares. Recomenda-se que o ensaio seja realizado por meio de uma fonte que tenha, em vazio, uma tensão entre 4 V e 24 V (em corrente alternada ou em corrente contínua) e que possa debitar uma corrente não inferior a 0,2 A. Nota: É conveniente obter dos fabricantes dos equipamentos eléctricos dotados de componentes electrónicos o conjunto das medidas a respeitar durante o ensaio de continuidade para evitar a destruição desses componentes. Devem, ainda, ser tomadas as necessárias precauções para que a corrente usada neste ensaio seja compatível com os riscos de incêndio ou de explosão existentes em cada local. Este ensaio destina-se a comprovar as condições de protecção correspondentes às medidas que usem o corte automático da alimentação (veja-se 612.6) e considera-se satisfatório quando o dispositivo utilizado no ensaio der uma indicação correcta e estável. [I] 612.3 Resistência de isolamento da instalação eléctrica A resistência de isolamento da instalação eléctrica deve ser medida entre cada condutor activo e a terra(3). Este ensaio deve ser feito a uma tensão com o valor indicado no quadro 61A, considerando-se satisfatório o resultado obtido se, em cada um dos circuitos e com os aparelhos de utilização desligados, o valor da resistência de isolamento não for inferior ao valor indicado no referido quadro. QUADRO 61A Valores mínimos da resistência de isolamento e valores da tensão de ensaio Tensão nominal do circuito (V) Tensão de ensaio em corrente contínua (V) Resistência de isolamento (M Ω) TRS e TRP 250 ≥ 0,25 500 ≥ 0,5 1 000 ≥ 1,0 U ≤ 500 V(1) U > 500 V (1) - excepto para os casos referidos na linha anterior (TRS e TRP). As medições devem ser feitas em corrente contínua, devendo o aparelho usado no ensaio ser capaz de fornecer uma tensão com o valor indicado no quadro 61A e uma corrente de 1 mA. Quando, na ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 445 - PARTE 5 / Secção 51 instalação, existirem dispositivos electrónicos, apenas deve ser feita a medição entre os condutores activos (fases e o neutro) ligados entre si e a terra(4). __________________________ (3) - No esquema TN-C, o condutor PEN é considerado como fazendo parte da terra. Durante as medições da resistência de isolamento, os condutores de fase e o condutor neutro podem estar ligados entre si. (4) Esta regra destina-se a evitar a deterioração que poderia ocorrer nos dispositivos electrónicos se não fosse feita a referida ligação entre os condutores activos durante a medição da resistência de isolamento. Nota: As medições devem, obviamente, ser feitas com a instalação sem tensão e com os aparelhos de utilização desligados. Em regra, a medição da resistência de isolamento é feita para o conjunto de uma instalação eléctrica, na sua origem, podendo-se, quando o valor assim obtido for inferior ao indicado no quadro 61A, subdividir a instalação em diversos grupos de circuitos e medir a resistência de cada um dos grupos. Quando a resistência de um dos grupos for inferior ao valor indicado no quadro 61A, deve ser medida a resistência de cada um dos circuitos desse grupo para identificar o(s) circuito(s) responsável(eis) por aquele baixo valor. Quando houver circuitos (ou partes de circuitos) que sejam desligados por meio de dispositivos actuando por mínimo de tensão (por exemplo, actuando por meio de contactores), as resistências de isolamento desses circuitos (ou dessas partes de circuitos) devem ser medidas separadamente, por forma a garantir-se que todos os troços do circuito são medidos. No que respeita aos aparelhos de utilização, é necessário garantir que a sua resistência de isolamento não é inferior ao valor indicado na respectiva Norma, podendo, na ausência de indicação desse valor, considerar-se 0,5 MΩ. Para os cabos de aquecimento embebidos nos elementos da construção, os valores obtidos após a sua colocação no betão não devem ser inferiores a 1 000 Ω/V de tensão estipulada e por elemento de aquecimento, com o mínimo de 250 000 Ω (isto é, 250 000 Ω para os elementos de aquecimento a uma tensão estipulada de 230 V e 400 000 Ω para os de 400 V). Se os cabos de aquecimento com isolamento mineral não apresentarem, na verificação inicial, valores de resistência de isolamento superiores aos indicados, esses valores devem ser acompanhados, em termos de evolução, e deve ser garantido que o valor mínimo prescrito é obtido num prazo razoável (na prática, até à primeira utilização do sistema de aquecimento). [E] 612.4 Protecção por separação de circuitos A separação dos circuitos deve ser verificada de acordo com as regras indicadas nas secções 612.4.1 a 612.4.3. [E] 612.4.1 Protecção por TRS A separação entre as partes activas dos circuitos TRS e as partes activas de outros circuitos e da terra deve, de acordo com o indicado na secção 411, ser verificada por meio da medição da resistência de isolamento. Os resultados obtidos devem satisfazer ao indicado no quadro 61A. [E] 612.4.2 Protecção por TRP A separação entre as partes activas dos circuitos TRP e as partes activas de outros circuitos deve, de acordo com o indicado na secção 411, ser verificada por meio da medição da resistência de isolamento. Os resultados obtidos devem satisfazer ao indicado no quadro 61A. [E] 612.4.3 Separação eléctrica A separação entre as partes activas dos circuitos com separação eléctrica e as partes activas de outros circuitos e da terra deve, de acordo com o indicado na secção 413.5, ser verificada por meio da medição da resistência de isolamento. Os resultados obtidos devem satisfazer ao indicado no quadro 61A. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 446 - PARTE 5 / Secção 51 Nota: O duplo isolamento (exigido nas condições indicadas nas secções 413.5.1.3 e 413.5.1.5) entre os circuitos separados e os outros circuitos deve ser verificado por inspecção visual. Quando um aparelho tiver, simultaneamente, um circuito separado e um outro circuito, o duplo isolamento deve ser realizado por construção do equipamento, por forma a satisfazer as exigências de segurança indicadas na Norma desse aparelho. No caso de fontes de separação fixas, deve ser verificado que o circuito secundário tem um isolamento duplo ou reforçado em relação ao invólucro. Para as fontes moveis, veja-se o indicado na secção 413.5.1.1. [E] 612.5 Resistência de isolamento dos elementos da construção Quando for necessário cumprir as condições indicadas na secção 413.3 (protecção por recurso a locais não condutores), devem ser efectuadas, num mesmo local, no mínimo, três medições da resistência de isolamento dos elementos da construção (paredes, tectos, pavimentos, etc.). Uma dessas medições deve ser feita a cerca de 1 m de um elemento condutor acessível, situado nesse local, devendo as outras duas medições ser feitas a distâncias superiores à indicada. Estas medições devem ser repetidas para cada uma das superfícies importantes desse local. No Anexo A é descrito, a título exemplificativo, um método para este tipo de medições. [I] 612.6 Verificação das condições de protecção por corte automático da alimentação [I] 612.6.1 Generalidades A eficácia das medidas de protecção contra os contactos indirectos por corte automático da alimentação deve ser verificada, consoante o esquema das ligações à terra, por meio de um dos processos indicados seguidamente: a) Esquema TN A verificação da eficácia das medidas de protecção indicadas na secção 413.1.3 deve incluir: • a medição da impedância da malha de defeito (veja-se 612.6.3) ou, em alternativa, a medição da resistência dos condutores de protecção (veja-se 612.6.4)(5). • a verificação das características do dispositivo de corte associado a esta medida de protecção, isto é, a inspecção visual do valor da corrente estipulada dos disjuntores(6) e dos fusíveis e ainda, para os dispositivos diferenciais, a verificação do seu funcionamento(7). Por outro lado, a medição da resistência do eléctrodo de terra global (RB) deve ser feita, se necessário, segundo o indicado na secção 413.1.3.7. Nota: Esta verificação consiste em garantir que a corrente mínima de defeito franco entre um condutor de fase e o condutor de protecção não é inferior à corrente que provoca o funcionamento do dispositivo de protecção no tempo indicado na secção 413.1.3 ou na secção 481.3.1. A referida corrente mínima pode ser determinada por cálculos se os condutores activos e o condutor de protecção estiverem instalados na proximidade imediata uns dos outros, sem interposição de elementos ferromagnéticos. De acordo com o indicado na secção 413.1, essa corrente mínima de defeito não deve ser inferior: a) à corrente que provoca o funcionamento instantâneo do disjuntor, quando a protecção for garantida por disjuntores; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 447 - PARTE 5 / Secção 51 b) à corrente que provoca a fusão do fusível num tempo não superior ao indicado nos quadro 41A ou 41B, em função da tensão nominal da instalação, quando a protecção for garantida por fusíveis. _________________________ (5) - Se for possível conhecer, por cálculo, a impedância da malha de defeito ou a resistência dos condutores de protecção, estas medições são dispensáveis, desde que se possa verificar o comprimento e a secção dos condutores. Nesse caso, é necessário, apenas, proceder à verificação da continuidade dos condutores de protecção (veja-se 612.2). (6) - Para os disjuntores reguláveis, a corrente a verificar é a corrente de regulação. (7) - No Anexo B indicam-se, a título exemplificativo, métodos para o ensaio de dispositivos diferenciais. Quando não for respeitada a condição de proximidade atrás referida entre os condutores activos e os condutores de protecção, a verificação necessita, em regra, da medição da impedância da malha de defeito e do cálculo da corrente de defeito mínima (feito a partir do valor da impedância). No entanto, essa verificação pode ser feita medindo, de acordo com o indicado na secção 612.6.4, a resistência dos condutores de protecção entre a massa em causa e o ponto mais próximo da ligação equipotencial principal (que pode ser uma ligação equipotencial local, de acordo com o indicado na secção 547.1.1). b) Esquema TT A verificação da eficácia das medidas de protecção indicadas na secção 413.1.4 deve incluir: • a medição da resistência do eléctrodo de terra das massas da instalação (veja-se 612.6.2); • a verificação das características do dispositivo de corte associado a esta medida de protecção, isto é: - a inspecção visual da corrente e o ensaio, quando esse dispositivo for diferencial(7), - a inspecção visual da corrente estipulada dos disjuntores(6) e dos fusíveis, quando esse dispositivo for o da protecço contra as sobreintensidades; - a verificação da continuidade dos condutores de protecção (veja-se 612.1). c) Esquema IT A verificação da eficácia das medidas de protecção indicadas na secção 413.1.5 deve incluir o cálculo ou a medição da corrente, no caso de ocorrência de um primeiro defeito(8) Quando ocorrer um segundo defeito que transforme a instalação em condições análogas às que se verificam para o esquema TT (veja-se a alínea a) da secção 413.1.5.5), as verificações devem ser realizadas segundo o indicado na alínea b) da secção 612.6.1 (esquema TT)(9). Quando ocorrer um segundo defeito que transforme a instalação em condições análogas às que se verificam para o esquema TN (veja-se a alínea b) da secção 413.1.5.5), as verificações devem ser realizadas segundo o indicado na alínea a) da secção 612.6.1 (esquema TN)(9). Nota: No caso de as massas estarem interligadas, a verificação das condições de protecção deve ser feita nos termos indicados na alínea a) (esquema TN), tendo em conta os aspectos seguintes: a corrente a considerar deve ser igual a metade do valor da corrente mínima de defeito franco entre um condutor activo e o condutor de protecção do circuito considerado (quando o neutro for distribuído, o condutor activo a considerar deve ser o neutro e, no caso contrário, deve ser um condutor de fase); os tempos de funcionamento do dispositivo de protecção devem ser os indicados nos quadros 41B ou 48A. [I] 612.6.2 Medição da resistência do eléctrodo de terra ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 448 - PARTE 5 / Secção 51 Quando for necessário proceder à medição da resistência de um eléctrodo de terra (vejam-se as secções 413.1.4.2, para o caso do esquema TT ou 413.1.3.3, para o esquema TN ou 413.1.5.3, para o esquema IT), essa medição deve ser feita por meio de um método ________________________ (8) - Não é necessário medir a corrente resultante de um primeiro defeito se todas as massas da instalação estiverem ligadas ao eléctrodo de terra da alimentação dessa instalação (veja-se 312.2.3), quando a instalação estiver ligada à terra por meio de uma impedância (veja-se 413.1.5.1). Apenas deve ser medida a corrente de defeito no caso de não serem conhecidos todos os parâmetros necessários para o seu cálculo. Durante a realização das medições da corrente de defeito, devem ser tomadas precauções para evitar os perigos resultantes de um segundo defeito. (9) - Para a medição da impedância da malha de defeito, é necessário estabelecer, na origem da instalação, uma ligação de impedância desprezável entre o ponto neutro da alimentação e o condutor de protecção. apropriado(10). Nota: Na maior parte dos casos é conveniente medir o valor da resistência do eléctrodo de terra com o terminal principal fechado, para assim verificar se o valor obtido é devido, apenas, ao eléctrodo ou se, pelo contrário, é devido à existência de "ligações à terra de facto". Quando houver necessidade de verificar se dois eléctrodos de terra (T e P) são “electricamente distintos” pode usar-se, o método seguinte, que utiliza dois eléctrodos auxiliares (T1 de corrente e T2 de tensão, vejase a figura C.1 do Anexo C), convenientemente afastados: Faz-se passar entre os eléctrodos T e T1 uma corrente e medem-se as tensões entre os eléctrodos T2 e T (VT) e entre os eléctrodos T2 e P (VP). Considera-se que os eléctrodos de terra T e P são “electricamente distintos” se for verificada a condição seguinte: V P ≤ 0 ,05 xV T [I] 612.6.3 Medição da impedância da malha de defeito A medição da impedância da malha de defeito deve ser feita à frequência nominal do circuito considerado, devendo o valor obtido satisfazer às condições indicadas nas secções seguintes(11): a) 413.1.3.3, para o esquema TN; b) 413.1.5.6, para o esquema IT. [I] 612.6.4 Medição da resistência dos condutores de protecção [I] 612.6.4.1 A verificação consiste em medir o valor da resistência R entre cada uma das massas da instalação e o ponto mais próximo da ligação equipotencial principal(12). Recomenda-se que essa medição seja feita a uma tensão que, em vazio, esteja compreendida entre 4 V e 24 V (em corrente alternada ou em corrente contínua) e com uma corrente não inferior a 0,2 A. O valor obtido deve satisfazer à condição indicada na expressão seguinte: R≤ Uc It em que: Uc é a tensão de contacto presumida, indicada no quadro 61B em função do tempo de corte definido nos quadros 41A e 41B; _________________________ (10) - No Anexo C indicam-se, a título exemplificativo, um método de medição da resistência de um eléctrodo que utiliza dois eléctrodos auxiliares e as condições que é necessário satisfazer para realizar a medição. Quando, ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 449 - PARTE 5 / Secção 51 numa instalação realizada segundo o esquema TT, não for possível dispor-se, na prática, de dois eléctrodos auxiliares (como é o caso das cidades), o valor medido da impedância da malha de defeito pode ser tomado, por excesso, como o valor da resistência do eléctrodo de terra. (11) - No Anexo D indica-se, a título exemplificativo, um método de medição da impedância da malha de defeito. Quando, nas instalações, pela sua constituição e natureza, o valor da impedância da malha de defeito puder ser influenciado por correntes de defeito de valor elevado (como, por exemplo, os conjuntos montados em fábrica, incluindo as canalizações pré-fabricadas, as condutas metálicas e os cabos com bainhas metálicas), podem ser considerados como válidos os valores indicados pelos fabricantes, desde que os ensaios respectivos sejam efectuados com correntes de valor elevado. (12) - Os condutores de protecção incluem as condutas metálicas e todos os invólucros metálicos para protecção dos condutores nas condições indicadas na secção 543.2. It é a corrente que garante o funcionamento automático do dispositivo de protecção no tempo definido no quadro 41A, para o esquema TN, ou no quadro 41B, para o esquema IT. QUADRO 61B Tensões de contacto presumidas, em função do tempo de corte Tempo de corte (s) Tensão de contacto presumida (V) 0,1 350 0,2 210 0,4 105 0,8 68 5,0 50 Os valores da tensão de contacto presumida foram determinados a partir das condições enunciadas na Norma IEC 60479-1. Este método não é aplicável quando, para tempos de corte não superiores a 5 s, forem verificadas as condições indicadas na secção 413.1.3.6. [I] 612.6.4.2 Quando as regras indicadas na secção 612.6.3 ou 612.6.4.1 não puderem ser cumpridas deve ser realizada uma ligação equipotencial suplementar de acordo com o indicado na secção 413.1.6. Em caso de dúvida, a eficácia desta ligação suplementar deve ser verificada de acordo com a regra indicada na secção 413.1.6.2. [I] 612.7 Ensaio da polaridade Quando não for permitida a instalação de dispositivos de corte unipolar no condutor de neutro, deve ser realizado um ensaio de polaridade, com vista a verificar que esses dispositivos estão apenas instalados nos condutores de fase. [I] 612.8 Ensaio dieléctrico Nota: A Norma NP EN 60439 define os métodos deste ensaio e fixa os valores para as tensões de ensaio para os conjuntos montados em fábrica. Para os conjuntos montados no local, e na falta de ensaio dieléctrico, a verificação deve ser feita por meio de uma inspecção visual. [I] 612.8.1 Generalidades ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 450 - PARTE 5 / Secção 51 Este ensaio deve ser realizado nos equipamentos construídos no local segundo o método indicado no Anexo E (em estudo). Nota: Enquanto o Anexo E estiver em estudo e para os equipamentos construídos no local (que não satisfaçam a uma Norma própria), este ensaio pode ser feito pelo método seguinte: A rigidez dieléctrica das instalações eléctricas deve ser tal que, com os equipamentos de utilização desligados, a instalação resista, durante 1 min, a uma tensão de ensaio, expressa em volts, obtida pela expressão seguinte: 2 U m + 1000 com o mínimo de 1500 V, em 50 Hz, e em que Um é a tensão mais elevada da instalação, expressa em volts. [I] 612.8.2 Valores da tensão de ensaio (em estudo) [I] 612.9 Ensaios funcionais Os conjuntos de equipamentos, tais como os conjuntos de aparelhagem, os motores e os seus auxiliares, os comandos, os encravamentos, etc., devem ser submetidos a um ensaio funcional, com vista a verificar que estão correctamente montados, regulados e instalados nas condições indicadas nas presentes Regras Técnicas. Os dispositivos de protecção devem ser submetidos, se necessário, a ensaios funcionais, com vista a verificar que estão correctamente instalados e regulados. [I] 612.10 Protecção contra os efeitos térmicos (em estudo) [I] 612.11 Queda de tensão (em estudo) 62 VERIFICAÇÃO APÓS A ENTRADA EM SERVIÇO Nota: As verificações periódicas devem ser feitas de acordo com o disposto no Decreto-Lei n.º 517/80 de 31 de Outubro, no Decreto Regulamentar n.º 31/83 de 18 de Abril e no Decreto-Lei n.º 272/92, de 3 de Dezembro. 621.1 As verificações que forem feitas após a entrada em serviço de uma instalação, devem incluir, nomeadamente: a) a medição da resistência do isolamento (veja-se 612.3); b) a verificação da eficácia das medidas de protecção contra os contactos indirectos por corte automático da alimentação (veja-se 612.6); Nota: Para as verificações periódicas (após a entrada em serviço) da eficácia das medidas de protecção contra os contactos indirectos não é necessário medir a impedância da malha de defeito (exigida para a verificação inicial), excepto se tiverem sido feitas modificações susceptíveis de fazer variar o valor dessa impedância. Nessas verificações, é suficiente comprovar, nas instalações realizadas segundo os esquemas TN e IT, que a resistência entre qualquer massa e o ponto mais próximo da ligação equipotencial principal não varia de modo significativo em relação a medições anteriores. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 451 - PARTE 5 / Secção 51 c) o controlo dos dispositivos de protecção contra as sobreintensidades (veja-se 612.9); Nota: No caso de instalações em serviço e que não tenham sido objecto de modificações, basta verificar que as correntes estipuladas dos disjuntores(6) e dos fusíveis não foram modificadas. Chama-se a particular atenção para a verificação do calibre dos dispositivos de protecção, uma vez que a sua modificação aleatória pode tornar inoperantes os sistemas de protecção contra as sobreintensidades e, quando esses dispositivos tiverem igualmente uma função de protecção contra os contactos indirectos, essa modificação poder ocasionar perigos graves para as pessoas. d) o controlo dos dispositivos de conexão dos condutores; Nota: No caso de instalações em serviço, basta verificar que as ligações não estão desapertadas e que não aquecem demasiado. e) a inspecção das peças afectadas por arcos eléctricos. 63 MANUTENÇÃO DAS INSTALAÇÕES As instalações devem ser mantidas, em permanência, em bom estado de conservação. Todos os defeitos ou anomalias detectados nos equipamentos eléctricos ou no seu funcionamento devem ser comunicados à pessoa incumbida da vigilância da instalação (Técnico Responsável pela Exploração, nas instalações que deles careçam, nos termos da legislação em vigor), nomeadamente os casos de funcionamento, sem causa conhecida, dos dispositivos de protecção contra as sobreintensidades ou dos dispositivos de protecção contra os choques eléctricos. Devem ser particularmente vigiados: a) a manutenção dos dispositivos que coloquem as partes activas fora do alcance das pessoas; b) as ligações e o estado dos condutores de protecção; c) o estado dos cabos flexíveis que alimentem aparelhos móveis, bem como os seus dispositivos de ligação; d) a regulação correcta dos dispositivos de protecção. Todas as instalações (ou partes das instalações) que apresentem perigos devem ser, imediatamente, colocadas sem tensão e apenas devem ser ligadas após terem sido feitas as necessárias reparações. Nota: A manutenção e a verificação das instalações apenas devem ser confiadas a pessoal devidamente habilitado para o efeito, devendo ser usadas as medidas de segurança adequadas a essas operações. Em particular, as operações de substituição de equipamentos eléctricos só devem ser feitas após o seccionamento do circuito que os alimenta. Para certos equipamentos, deve ser comprovada a ausência de tensão aos seus terminais de alimentação, nomeadamente, quando for de recear a possibilidade de realimentação por meio de um outro circuito. 64 EXPLORAÇÃO DAS INSTALAÇÕES Nota: A exploração das instalações eléctricas deve ser feita de acordo com os princípios gerais indicados na Norma EN 50110-1. 641 Utilização das instalações ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 452 - PARTE 5 / Secção 51 641.1 Na utilização das instalações não deve tocar-se, sem necessidade, em quaisquer condutores eléctricos, peças ou equipamentos desprotegidos, nem manejar, sem tomar os devidos cuidados, objectos que possam provocar contactos com elementos em tensão. 641.2 A substituição de fusíveis (elementos de substituição) só pode ser executada por pessoas instruídas ou qualificadas e empregando dispositivos de segurança adequados. 642 Execução de trabalhos 642.1 Execução de trabalhos fora de tensão 642.1.1 Os trabalhos nas instalações devem ser realizados, em regra, fora de tensão e por pessoas qualificadas (BA5) ou instruídas (BA4), depois de o responsável pela condução desses trabalhos ter procedido ao corte da corrente ou ter recebido comunicação de pessoa idónea que garanta ter sido realizado esse corte. Não é admissível iniciar os trabalhos por prévia combinação de hora ou por simples falta de tensão. Nota: Recomenda-se que os responsáveis pela exploração das instalações entreguem instruções escritas relativas à segurança das pessoas ao responsável pela condução dos trabalhos. Não é admissível combinar a hora para eliminar, a tensão uma vez que este procedimento pode dar lugar a acidentes devidos ao desacerto dos relógios, ao engano nas horas ou a uma incorrecta estimação do tempo necessário para executar a manobra de corte. Não é, também, admissível iniciar os trabalhos por simples falta da tensão, uma vez que esta pode resultar de um incidente na instalação e a tensão pode surgir após a resolução desse incidente. 642.1.2 Se a comunicação indicada na secção 642.1.1 for via rádio ou telefone, quem a receber deve repeti-la, demonstrando que a compreendeu. 642.1.3 Antes de iniciar os trabalhos deve ser comprovada a efectiva ausência de tensão por meio de dispositivos adequados. Deve, ainda, verificar-se se na proximidade da zona onde vão decorrer os trabalhos há condutores ou peças em tensão e, em caso afirmativo, devem tomar-se as precauções adequadas. 642.1.4 Devem ser tomadas as medidas adequadas para evitar que possam ser religados de forma inadvertida os dispositivos de corte ou de protecção acessíveis e por meio dos quais foi eliminada a tensão. Nota: Entre as medidas adequadas cita-se, por exemplo, o bloqueio, por meio de cadeados ou de fechaduras, dos dispositivos de corte ou de protecção e a colocação de placas ou de letreiros de aviso com a indicação “NÃO LIGAR - TRABALHOS”, os quais devem ser mantidos até ao final dos trabalhos. 642.1.5 Quando não houver a certeza de que foi desligada a parte da instalação afectada pelos trabalhos, estes só podem ser realizados como se a instalação estivesse em tensão e de acordo com as regras indicadas na secção 642.2. 642.1.6 O restabelecimento da tensão às instalaões onde decorreram os trabalhos só deve ser feito depois de avisadas as pessoas que os realizaram e de ter sido garantido que a instalação está em condições de ficar em tensão. Não é admissível restabelecer a tensão por prévia combinação de hora. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 453 - PARTE 5 / Secção 51 Nota: Não é admissível combinar a hora para a reposição da tensão uma vez que este procedimento pode dar lugar a acidentes devidos ao desacerto dos relógios, ao engano nas horas ou a uma demora na realização dos trabalhos para além do previsto. 642.1.7 Se o aviso indicado na secção 642.1.6 for via rádio ou telefone, quem o receber deve repetilo, demonstrando que o compreendeu. 642.2 Execução de trabalhos em tensão 642.2.1 Os trabalhos nas instalações podem ser realizados em tensão quando, por motivos de serviço, não for conveniente eliminar a tensão. 642.2.2 Quando forem realizados trabalhos em tensão devem ser verificadas, simultaneamente, as condições seguintes: a) rigoroso cumprimento das regras e das condições próprias para este tipo de trabalhos, as quais devem ter sido elaboradas por forma a prevenir os riscos daí resultantes para a segurança das pessoas e dos bens (incluindo a própria instalação); b) realização dos trabalhos apenas por pessoas qualificadas para este tipo de trabalhos; c) utilização de equipamentos e de ferramentas apropriados a cada trabalho, os quais devem ser verificados antes da sua utilização e controlados periodicamente, de acordo com as regras relativas aos trabalhos em tensão. Nota: De entre os equipamentos e ferramentas, próprios para os trabalhos em tensão, a utilizar consoante o tipo trabalho referem-se: a) luvas isolantes; b) óculos e viseiras protectoras; c) calçado isolante; d) ferramentas isoladas; e) protectores isolantes. 642.2.3 Não são considerados trabalhos em tensão as simples manipulações de aparelhos construídos especialmente para serem manobrados em tensão. 643 Equipamentos de reserva e acessórios para a exploração Para garantir a continuidade de serviço, as instalações eléctricas cuja importância o justifique devem ser dotadas com os equipamentos de reserva e com os acessórios susceptíveis de virem a ser necessários durante a exploração (como, por exemplo, fusíveis, punhos saca-fusíveis, fontes de luz auxiliares). 644 Instruções de primeiros socorros Nos locais afectos a serviços eléctricos devem ser afixados, em locais apropriados, as instruções aprovadas oficialmente, para os primeiros socorros a prestar em caso de acidentes pessoais produzidos pela corrente eléctrica ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 454 - PARTE 5 / Secção 51 Nota: Recomenda-se que: a) as pessoas afectas às instalações pratiquem, regularmente, os exercícios de respiração artificial constantes das instruções referidas; b) sejam, também, colocadas as instruções referidas noutros tipos de locais cuja importância e o perigo o aconselhem; c) sejam colocadas, em locais apropriados, farmácias portáteis equipadas com material para primeiros socorros, incluindo, um frasco, bem rolhado, com bicarbonato de sódio; d) sejam colocadas, nas salas de baterias de acumuladores de chumbo, o material de socorro seguinte: um frasco contendo soro (solução a 1% de cloreto de sódio em água destilada, que pode ser obtida dissolvendo 10 g de sal de cozinha em 1 l de água destilada), destinado à lavagem imediata da vista em caso de acidente com o electrólito que tenha atingido os olhos; uma caixa contendo sal de cozinha destinado a ser deitado sobre a zona atingida, depois de lavada abundantemente com água corrente, em caso de derrame do electrólito sobre a pele ou sobre o vestuário. e) sejam colocadas, nas salas de baterias de acumuladores alcalinas, o material de socorro seguinte: um frasco contendo uma solução de ácido bórico a 5%; uma caixa contendo areia para ser deitada sobre o electrólito, em caso de derrame deste sobre o pavimento. 645 Acordo com outras entidades Quando a realização de quaisquer trabalhos puder pôr em risco a segurança das pessoas que os executam devido à proximidade de outras instalações, eléctricas ou não, ou pôr em perigo ou causar perturbações a essas mesmas instalações, as entidades interessadas devem tomar, de comum acordo as precauções convenientes. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 455 - PARTE 5 / Secção 51 [I] ANEXO A Método de medição da resistência de isolamento dos pavimentos e demais elementos da construção Nestas medições da resistência de isolamento deve ser usado um ohmímetro com gerador incorporado ou um medidor do isolamento dotado de bateria, que produzam, em vazio, uma tensão, de cerca de 500 V, em corrente contínua. Para as instalações de tensão nominal superior a 500 V, a tensão produzida pelo aparelho deve ser de 1 000 V. A resistência deve ser medida entre um eléctrodo de medição e um condutor de protecção da instalação. Como eléctrodos de medição podem ser usados os a seguir descritos, devendo, em caso de contestação dos valores obtidos, ser usado o eléctrodo de medição 1, considerado como sendo o eléctrodo de referência(1). • Eléctrodo de medição 1 Este eléctrodo é constituído por uma placa metálica quadrada, com 250 mm de lado, e por um papel ou por uma tela hidrófila, também quadrada, com 270 mm de lado. O papel (ou a tela) deve ser molhado e, seguidamente, enxuto e colocados entre a placa e a superfície a ensaiar. Durante a realização das medições, deve ser aplicada à placa metálica uma força de valor igual a: a) 750 N, no caso de pavimentos, b) 250 N, no caso de outros elementos da construção (paredes, tectos, etc.). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 456 - PARTE 5 / Secção 51 _________________________ (1) - Recomenda-se que a medição da resistência seja feita antes de serem aplicados os eventuais tratamentos das superfícies a medir (verniz, tinta e produtos similares). • Eléctrodo de medição 2 Este eléctrodo é constituído por um tripé metálico, cujas partes em contacto com a superfície a ensaiar estão dispostas segundo um triângulo equilátero. Cada uma dessas partes é munida de um apoio flexível que garante, quando carregada, a existência de um contacto directo e franco com a superfície a ensaiar, exercido sobre uma área com cerca de 900 mm², devendo a resistência de cada uma dessas partes ser inferior a 5 000 Ω. Antes de se efectuarem as medições, a zona a ensaiar deve ser molhada ou coberta por um tecido humedecido. Durante a realização das medições, deve ser aplicada ao tripé uma força de valor igual a: a) 750 N, no caso de pavimentos, b) 250 N, no caso de outros elementos da construção (paredes, tectos, etc.). ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 457 - PARTE 5 / Secção 51 Fig. A1 - Eléctrodo de medição 2 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 458 - PARTE 5 / Secção 51 [I] ANEXO B Verificação do funcionamento dos dispositivos diferenciais Nota: A corrente de fuga permanente da instalação adiciona-se vectorialmente à corrente de ensaio, pelo que, em caso de dúvida, esta verificação do funcionamento dos dispositivos diferenciais deve ser feita com as cargas desligadas. Durante os ensaios, pode ser verificado o tempo de funcionamento desses dispositivos. Os métodos a seguir descritos são dados a título exemplificativo. • Método 1(1) Na figura B1 está esquematizado o princípio em que se baseia este método, sendo a resistência variável Rp ligada entre um condutor de fase (situado a jusante do dispositivo em ensaio) e as massas. A corrente deve ser aumentada por redução da resistência Rp (no início do ensaio, esta resistência deve estar no seu valor máximo). O valor da corrente que provoca o funcionamento do dispositivo diferencial (I∆) não deve ser superior ao valor da corrente diferencial estipulada I∆n. L1 L2 L3 N DR R P M V A Figura B1 - Princípio de funcionamento do método 1 _________________________ ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 459 - PARTE 5 / Secção 51 (1) - Este método pode ser usado nas instalações realizadas segundo os esquemas TN-S, TT e IT. Para o esquema IT, pode ser necessário ligar à terra um ponto da instalação durante a realização dos ensaios, a fim de fazer actuar o dispositivo. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 460 - PARTE 5 / Secção 51 • Método 2(2) Na figura B2 está esquematizado o princípio em que se baseia este método, sendo a resistência variável Rp ligada entre um condutor activo situado a montante do dispositivo em ensaio e um outro condutor activo, situado a jusante. A corrente deve ser aumentada por redução da resistência Rp (no início do ensaio, esta resistência deve estar no seu valor máximo). Durante o ensaio, as cargas devem ser desligadas. O valor da corrente que provoca o funcionamento do dispositivo diferencial (I∆) não deve ser superior ao valor da corrente diferencial estipulada I∆n. R P DR A Carga desligada Figura B2 - Princípio de funcionamento do método 2 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 461 - PARTE 5 / Secção 51 _________________________ (2) - Este método pode ser usado nas instalações realizadas segundo os esquemas TN-S, TT e IT. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 462 - PARTE 5 / Secção 51 • Método 3(3) Na figura B3 está esquematizado o princípio em que se baseia este método, que necessita de um eléctrodo de terra auxiliar. A corrente deve ser aumentada por redução da resistência Rp (no início do ensaio, esta resistência deve estar no seu valor máximo), devendo ser medido o valor da tensão U entre as massas e o eléctrodo de terra auxiliar independente. O valor da corrente que provoca o funcionamento do dispositivo diferencial (I∆) não deve ser superior ao valor da corrente diferencial estipulada I∆n. Deve ser verificada a condição seguinte: I U ≤ UL x ∆ I∆n em que: UL é a tensão limite convencional. L1 L2 L3 N DR R P M A V R 10 m Figura B3 - Princípio de funcionamento do método 3 _________________________ ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 463 - PARTE 5 / Secção 51 (3) - Este método só pode ser usado se for possível realizar localmente um eléctrodo de terra auxiliar e é utilizável nas instalações realizadas segundo os esquemas TN-S, TT e IT. Para o esquema IT, pode ser necessário ligar à terra um ponto da instalação durante a realização dos ensaios, a fim de fazer actuar o dispositivo diferencial. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 464 - PARTE 5 / Secção 51 [I] ANEXO C Medição da resistência de um eléctrodo de terra Quando for necessário proceder-se à medição da resistência de um eléctrodo de terra, pode ser utilizado o método a seguir descrito (que é dado a título de exemplo). Na figura C1 está esquematizado o princípio em que se baseia este método, que consiste em fazer circular uma corrente alternada de intensidade constante entre o eléctrodo a medir T e um outro eléctrodo auxiliar T1, colocado a uma distância tal que as superfícies de influência dos dois eléctrodos não se interceptem. O eléctrodo auxiliar T2, que pode ser feito a partir de uma vareta metálica espetada no solo, deve ser colocado a meio caminho entre T e T1, medindo-se a queda de tensão entre T e T2. Desde que exista garantia de que não há influência entre os três eléctrodos de terra, o quociente entre a corrente aplicada entre T e T1 e a queda de tensão medida entre T e T2 é igual à resistência de terra do eléctrodo T. A fim de confirmar que o valor assim obtido é correcto, devem ser feitas duas outras medições, deslocando o eléctrodo T2 de cerca de 6 m, para um e para o outro lado da sua posição inicial. Se os três resultados obtidos forem da mesma ordem de grandeza, o valor pretendido será a média destes. Caso contrário, a distância entre T e T1 deve ser aumentada e os três ensaios devem ser repetidos. Quando a corrente utilizada para a medição for à frequência industrial, o voltímetro a usar deve ter uma resistência interna elevada (no mínimo, 200Ω/V). Deve haver uma separação galvânica entre a fonte de corrente utilizada na medição e a rede de distribuição, por exemplo, por meio de um transformador com dois enrolamentos separados ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 465 - PARTE 5 / Secção 51 Alimentação Regulador de corrente A V T X T 2 6m T Y 1 6m d d Zonas de influência dos eléctrodos de terra (sem intersecção) T - Eléctrodo de terra a medir, desligado de quaisquer fontes de alimentação T1 e T2 - Eléctrodos de terra auxiliares. X - Posição inicial de T2 para a medição de controlo. Y - Posições de T2 para as medições de confirmação Figura C1 - Medição da resistência de um eléctrodo de terra. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 466 - PARTE 5 / Secção 51 [I] ANEXO D Medição da impedância da malha de defeito(1) Quando for necessário proceder-se à medição da impedância da malha de defeito no esquema TN, podem ser utilizados os métodos a seguir descritos (que são dados a título de exemplo). • Método 1 - Método das quedas de tensão Na figura D1 está esquematizado o princípio em que se baseia este método, que consiste em medir a tensão entre uma fase e a terra, com e sem uma resistência de carga variável R. O valor da impedância da malha de defeito é calculado a partir da expressão (2): Z= U1 − U2 IR em que: Z é a impedância da malha de defeito, em ohms, U1 é a tensão entre uma fase e a terra, medida sem a resistência de carga R ligada, em volts, U2 é a tensão entre uma fase e a terra, medida com a resistência de carga R ligada, em volts, IR é a corrente que circula na resistência de carga R, em amperes. L1 L2 L3 N R V A PE Figura D1 - Método das quedas de tensão _________________________ (1) - Recomenda-se que seja feita previamente uma verificação da continuidade entre o neutro e as massas (veja-se 612.2) antes de se proceder à medição da impedância. Os métodos descritos neste anexo dão valores aproximados, dado que não têm em conta as componentes vectoriais das tensões, isto é, as condições que existem no momento em que ocorre o defeito à terra. A precisão desta medição é, no entanto, considerada como aceitável desde que a reactância do circuito seja desprezável. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 467 - PARTE 5 / Secção 51 (2) - A diferença entre as tensões U1 e U2 deve ser significativa. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 468 - PARTE 5 / Secção 51 • Método 2 - Método da alimentação separada Na figura D2 está esquematizado o princípio em que se baseia este método, que consiste em desligar a fonte normal, curto-circuitando o primário do transformador, e em alimentar o circuito em ensaio por meio de uma fonte de tensão auxiliar (ligada no secundário). O valor da impedância da malha de defeito é calculado a partir da expressão: Z= U I em que: Z é a impedância da malha de defeito, em ohms, U é a tensão entre uma fase e a terra, em volts, I é a corrente que circula no circuito, em amperes. L1 L2 L3 N A V PE Figura D2 - Método da alimentação separada ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 469 - PARTE 5 / Secção 51 REGRAS PARA INSTALAÇÕES E LOCAIS ESPECIAIS Secção 701 LOCAIS CONTENDO BANHEIRAS OU CHUVEIROS (CASAS DE BANHO) Secção 702 PISCINAS E SEMELHANTES Secção 703 LOCAIS CONTENDO RADIADORES PARA SAUNA Secção 704 INSTALAÇÕES DE ESTALEIROS Secção 705 INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS EM ESTABELECIMENTOS AGRÍCOLAS OU PECUÁRIOS Secção 706 LOCAIS CONDUTORES EXÍGUOS Secção 707 LIGAÇÃO À TERRA DE INSTALAÇÕES DE EQUIPAMENTOS DE TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 470 - PARTE 5 / Secção 51 LOCAIS CONTENDO BANHEIRAS OU CHUVEIROS (CASAS DE BANHO) Secção 701.1 CAMPO DE APLICAÇÃO Secção 701.3 DETERMINAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS INSTALAÇÕES Secção 701.4 PROTECÇÃO PARA GARANTIR A SEGURANÇA Secção 701.5 SELECÇÃO E INSTALAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS (ELÉCTRICOS) Secção 701.71 REGRAS COMPLEMENTARES PARA AS CASAS DE BANHO COM CHUVEIROS Anexo I LIGAÇÃO EQUIPOTENCIAL SUPLEMENTAR Anexo II ELEMENTOS CONDUTORES A LIGAR À LIGAÇÃO EQUIPOTENCIAL Anexo III APARELHOS DE ILUMINAÇÃO (LUMINÁRIAS) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 471 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE [I] 700.1 Introdução 473 [I] 701 LOCAIS CONTENDO BANHEIRAS OU CHUVEIROS (CASAS DE BANHO) 473 [I] 701.1 Campo de aplicação 473 [I] 701.3 Determinação das características gerais das instalações 473 [I] 701.32 Influências externas - classificação dos volumes 473 [I] 701.4 Protecção para garantir a segurança 479 [I] 701.41 Protecções contra os choques eléctricos 479 [I] 701.413.1.6 Ligação equipotencial suplementar 479 701.47 Aplicação das medidas de protecção para garantir a segurança 480 [I] 701.471 Medidas de protecção contra os choques eléctricos 480 [I] 701.5 Selecção e instalação dos equipamentos (eléctricos) 480 [I] 701.51 Regras comuns a todos os equipamentos 480 [I] 701.512.2 Influências externas 480 701.52 Canalizações 480 701.53 Aparelhagem (protecção, comando e seccionamento) 481 701.55 Outros equipamentos (fixos) 482 701.71 Regras complementares para as casas de banho com chuveiros 484 ANEXO I Ligação equipotencial suplementar 487 ANEXO II Elementos condutores a ligar à ligação equipotencial 488 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 472 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 700.1 Introdução As regras indicadas na Parte 7 das presentes Regras Técnicas completam, modificam ou substituem as regras gerais indicadas nas Partes 1 a 6. Os números que se seguem aos da secção específica da Parte 7 são os correspondentes aos das secções das Partes 1 a 6 que são completadas, modificadas ou substituídas. A ausência de referência a uma dada secção das Partes 1 a 6 significa que as regras correspondentes são aplicáveis sem qualquer alteração. Nota: Como exemplo da regra indicada nesta secção referem-se os casos seguintes: a) a secção 471 (Parte 4) é alterada dado que, na presente parte das Regras Técnicas, existe a secção 701.471; b) a secção 473 (Parte 4) é aplicada sem qualquer alteração a este tipo de instalação dado que, na presente parte das Regras Técnicas, não existe a secção 701.473. [I] 701 LOCAIS CONTENDO BANHEIRAS OU CHUVEIROS (CASAS DE BANHO) [I] 701.1 Campo de aplicação As regras particulares indicadas na presente parte das Regras Técnicas aplicam-se às banheiras, às bacias de chuveiros e aos seus volumes envolventes, nos quais os riscos de choque eléctrico são acrescidos devido à redução da resistência eléctrica do corpo humano e ao contacto deste com o potencial da terra(1). Com excepção das regras indicadas na alínea b) da secção 701.53, as regras indicadas na presente parte das Regras Técnicas não se aplicam às cabinas de chuveiros pré-fabricadas que possuam a sua própria bacia e o seu próprio sistema de evacuação de águas. Nota: As regras indicadas nesta secção atenderam aos riscos particulares que apresentam estes locais devido à melhor condutibilidade que o corpo humano pode apresentar quando imerso ou molhado e baseiam-se nos princípios seguintes: a) limitação dos equipamentos eléctricos situados na proximidade da banheira ou da bacia de chuveiro; b) equipotencialização dos potenciais de todos os elementos condutores acessíveis. Tal como na regulamentação anterior (aprovada pelo Decreto - Lei n.º 740/74 de 26 de Dezembro), as regras indicadas na presente secção não se aplicam aos locais ocupados unicamente por lavatórios ou por sanitários. A designação de "casas de banho" engloba os locais afectos à utilização de banheiras, de chuveiros ou semelhantes. [I] 701.3 Determinação das características gerais das instalações [I] 701.32 Influências externas - classificação dos volumes Para efeitos de aplicação das regras indicadas na presente parte das Regras Técnicas devem ser considerados os volumes seguintes (nas figuras 701A, 701B, e 701C são indicados exemplos da delimitação destes volumes): ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 473 - PARTE 5 / Secção 51 ________________________ (1) - Para as salas de balnearioterapia, podem ser necessárias regras especiais. a) Volume 0 Volume interior da banheira ou bacia do chuveiro. Se um local inclui um chuveiro sem bacia, o volume 0 é limitado pelo pavimento e pelo plano horizontal situado a 0,05m acima deste. Neste caso, o volume 0 é limitado pela superfície cilíndrica de geratriz vertical de raio 0,06m à volta da cabeça do chuveiro. b) Volume 1 Volume limitado pelo plano horizontal acima do volume 0 e o plano horizontal situado a 2,25m acima do pavimento acabado e pela superfície de geratriz vertical circunscrita à banheira ou à bacia do chuveiro. Para um chuveiro sem bacia de recepção, o volume 1 é limitado pela superfície de geratriz vertical de raio 0,60m à volta da cabeça do chuveiro. Quando não existir bacia de recepção ou quando o chuveiro estiver situado na extremidade de uma ligação flexível (bicha de chuveiro), a superfície limitadora deve ser medida a partir da origem da ligação flexível e o volume 1 deve ser limitado pela superfície vertical situada a 1,20 m desse ponto. O volume situada por debaixo da banheira ou da bacia do chuveiro pertence ao volume 1 se este for acessível sem meios especiais, sendo classificado como volume exterior no caso de ser acessível apenas com meios especiais, sendo classificado como volume exterior no caso de ser acessível apenas com meios especiais. Quando o fundo da banheira ou da bacia do chuveiro estiver a mais do que 0,10 m acima do pavimento, o plano a considerar na definição dos volumes deve ser o situado a 2,25 m acima do fundo. No caso de banheiras ou de chuveiros completamente encastrados no pavimento, o volume 1 é limitado pela superfície vertical circunscrita ao bordo exterior da banheira ou do chuveiro. No caso de banheiras ou de chuveiros feitos no pavimento, o volume 1 é limitado pela superfície vertical situada a 0,10 m da banheira ou do chuveiro. Limites do volume 1 em banheiras ou chuveiros (com ou sem bacia de recepção) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 474 - PARTE 5 / Secção 51 c) Volume 2 O volume 2 engloba os dois volumes parciais seguintes: c1) o volume limitado pela superfície de geratriz vertical exterior do volume 1 e a superfície vertical paralela situada a 0,60m e pelo pavimento e um plano horizontal situado a 2,25m acima do pavimento acabado; c2) o volume situado acima do volume 1. d) volume 3 O volume 3 engloba os dois volumes parciais seguintes: d1) o volume limitado pela superfície de geratriz vertical exterior do volume 2 e a superfície vertical paralela situada a 2,40 m e pelo pavimento e um plano horizontal situado a 2,25 m acima do pavimento acabado. d2) o volume situado acima do volume parcial 2, definido na alínea c1), até 3,00 m acima do pavimento acabado. As dimensões indicadas devem ser medidas em relação aos elementos da construção fixos (vejamse os exemplos indicados nas figuras 701A e 701B). e) Volume exterior Volume situado no interior da casa de banho e não classificado como volume 0, 1, 2 ou 3. Nota: O volume de interdição definido na regulamentação anterior (aprovada pelo Decreto - Lei n.º 740/74 de 26 de Dezembro) não estabelecia diferença entre o volume interior da banheira e o volume situado acima desta. Para os diferentes volumes, devem ser consideradas as condições de influência externas indicadas no quadro 701GA. Quadro 701GA Condições de influências externas nos diferentes volumes das casas de banho VOLUME ⇒ 0 1 2 3 Temperatura ambiente AA AA4 AA4 AA4 AA4 Humidade AB AB4 AB4 AB4 AB4 Presença de água AD AD7 AD4 AD3 AD2 Resistência eléctrica BB BB3 BB3 BB2 BB2 BC3 BC3 BC3 BC3 Contactos BC Outras condições de influências externas classe 1 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 475 - PARTE 5 / Secção 51 a) banheira sem parede fixa b) banheira com parede fixa c) chuveiro com bacia de d) chuveiro com bacia de recepção recepção e com parede fixa Volume 1 Volume 0 Volume 2 2,40 m 0, 6 0 m Volume 3 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 476 - PARTE 5 / Secção 51 e) chuveiro sem bacia de f) chuveiro sem bacia de recepção recepção e com parede fixa Chuveiro (fixo) Volume 0 Volume 0 Volume 1 Volume 1 0, 60 Volume 3 0, 60 m 0, 60 m (*) A m 2, 40 Volume 2 Volume 3 Chuveiro (fixo) m Volume 2 2, 40 m (*) Raio do arco circular concordante, no ponto A, com o arco circular limite do volume 2. Fig. 701A – Exemplos de dimensões dos volumes em casas de banho (planta) (sem escala) g) banheira h) chuveiro ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 477 - PARTE 5 / Secção 51 i) chuveiro com parede fixa e sem bacia de recepção (*) – Não são permitidas tomadas por cima dos volumes 1 e 2. (**) – Classificado como volume 1, se for acessível sem meios especiais Fig. 701B – Exemplos de dimensões dos volumes em casas de banho (alçado) (sem escala) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 478 - PARTE 5 / Secção 51 [I] 701.4 Protecção para garantir a segurança [I] 701.41 Protecções contra os choques eléctricos(2) [I] 701.411.1.4.3 Quando a protecção contra os choques eléctricos for realizada por meio da tensão reduzida de segurança (TRS), a protecção contra os contactos directos deve ser garantida independente do valor da tensão nominal por meio de um dos métodos seguintes: a) utilização de barreiras ou de invólucros com um código IP mínimo IP2X. b) utilização de isolamentos que possam suportar uma tensão de ensaio à frequência industrial de 500 V (valor eficaz) durante 1 min. Nota: No quadro 701GB resumem-se as condições em que os equipamentos eléctricos podem ser utilizados nos diferentes volumes. Quadro 701GB Condições de instalação dos equipamentos nos diferentes volumes das casas de banho VOLUME ⇒ 0 1 2 3 Canalizações (701.52) X II(a) II(a) II(a) X(b)(d) Separação individual TRS (U ≤ 25 V) DR 30 mA Aparelhagem (701.53) X X(b) Aparelhos de utilização (701.55) X(b) X(b)(c) II X(b)(c)(e) X(e) II III X - Proibidos II - Permitidos, se da classe II de isolamento. III – Permitidos, se da classe III de isolamento e forem alimentados por TRS limitada a 25 V, em corrente alternada, ou a 60 V, em corrente contínua. DR 30 mA - Protecção por dispositivos diferenciais de I∆n≤ 30 mA (a) - Limitadas às canalizações necessárias para alimentar os aparelhos situados neste volume ou no(s) anterior(es). (b) – Permitidos, desde que os circuitos sejam alimentados em TRS limitada a 12 V, em corrente alternada, ou a 30 V, em corrente contínua. (c) - Permitidos os aparelhos eléctricos de aquecimento de água, desde que protegidos por DR 30 mA (veja-se a nota da secção 701.55). (d) - Permitidas tomadas alimentadas por transformadores de separação de pequena potência. (e) - Permitidos, se da classe I de isolamento e o circuito de alimentação for protegido por DR 30 mA. [I] 701.413.1.6 Ligação equipotencial suplementar Nas casas de banho, deve ser feita uma ligação equipotencial suplementar que interligue todos os elementos condutores existentes nos volumes 0, 1, 2, 3 e exterior com os condutores de protecção dos equipamentos colocados nesses volumes. Nota: Nos Anexos I e II são dadas indicações detalhadas sobre a forma como deve ser realizada a ligação equipotencial suplementar. _________________________ (2) - Para a protecção das tomadas, veja-se a alínea a) da secção 701.53. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 479 - PARTE 5 / Secção 51 As arquitraves metálicas das portas, das janelas e partes análogas só se consideram elementos condutores se estiverem ligados à estrutura metálica do edifício. Os pavimentos não isolantes não são elementos condutores. 701.47 Aplicação das medidas de protecção para garantir a segurança [I] 701.471 Medidas de protecção contra os choques eléctricos [I] 701.471.0 No volume 0 das casas de banho, a única medida de protecção contra os choques eléctricos permitida é a correspondente ao uso da tensão reduzida de segurança (TRS) de tensão nominal não superior a 12 V, em corrente alternada (valor eficaz), ou a 30 V, em corrente contínua, devendo a fonte de alimentação de segurança ser instalada fora dos volumes 0, 1 e 2. [I] 701.471.1 Nas casas de banho, não são permitidas as medidas de protecção contra contactos directos por meio de obstáculos (veja-se 412.3) e por colocação fora de alcance (veja-se 412.4). [I] 701.471.2 Nas casas de banho, não são permitidas as medidas de protecção contra contactos indirectos por recurso a locais não condutores (veja-se 413.3) e por ligações equipotenciais não ligadas à terra (veja-se 413.4). [I] 701.5 Selecção e instalação dos equipamentos (eléctricos) [I] 701.51 Regras comuns a todos os equipamentos [I] 701.512.2 Influências externas Os equipamentos eléctricos usados nas casas de banho não devem ter códigos IP inferiores a: a) Volume 0: IPX7; b) Volume 1: IPX5; c) Volume 2: IPX4 (nos balneários públicos: IPX5); d) Volume 3: IPX1 (nos balneários públicos: IPX5). Nota: Entende-se por balneários públicos, os utilizados nas escolas, nas fábricas, nos clubes desportivos, nas piscinas, etc. e os utilizados pelo público, em geral. Para a instalação de termoacumuladores e na parte não contrariada pelas presentes Regras Técnicas aplicase a Norma NP 3401. 701.52 Canalizações 701.520.01 No volume 0, não é permitida a instalação de quaisquer canalizações. 701.52.02 No volume 1, as canalizações à vista e as canalizações embebidas nos elementos de construção até a uma profundidade de 0,05 m devem ser limitadas às estritamente necessárias à alimentação dos equipamentos instalados nos volumes 0 e 1. 701.52.03 No volume 2, as canalizações à vista e as canalizações embebidas nos elementos de construção até a uma profundidade de 0,05 m devem ser as estritamente necessárias à alimentação dos equipamentos instalados nos volumes 0,1 e 2. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 480 - PARTE 5 / Secção 51 701.52.04 No volume 3, as canalizações à vista e as canalizações embebidas nos elementos da construção até a uma profundidade de 0,05 m devem ser limitadas às estritamente necessárias à alimentação dos equipamentos instalados nos volumes 1, 2 e 3. 701.52.05 As canalizações devem ser da classe II de isolamento ou terem um isolamento equivalente, de acordo com o indicado na secção 413.2(3). Nota: Nas casas de banho, a utilização de canalizações com elementos metálicos poderia ocasionar, em caso de defeito de isolamento, a propagação de potenciais para esses elementos e a colocação, em tensão, dos elementos da construção da casa de banho. Por outro lado, as condições de ambiente poderiam causar condensações em condutas que não fossem isolantes. A regra indicada nesta secção impede a utilização de canalizações com armaduras ou com bainhas metálicas, ainda que inacessíveis. A interdição de utilização de condutas não isolantes aplica-se ainda que: a) as condutas sejam revestidas por uma bainha exterior que lhes confira qualidades de resistência aos agentes químicos de não propagação da chama e de estanquidade; b) as condutas sejam introduzidas numa bainha ou noutras condutas isolantes. As condutas isolantes podem ser utilizadas em elementos da construção aquecedores, desde que a temperatura das canalizações de aquecimento não possa, em caso algum, ser superior a 60 °C. Quando a travessia de um elemento da construção de uma casa de banho necessitar de uma protecção mecânica suplementar, podem ser utilizados troços de condutas metálicas, não sendo necessário ligá-las à ligação equipotencial da casa de banho. 701.53 Aparelhagem (protecção, comando e seccionamento) Nota: O termo aparelhagem utiliza-se para quaisquer elementos da instalação como, por exemplo, as tomadas, os interruptores, as caixas de derivação e os ligadores ( veja-se 270.3). 701.53.01 As regras indicadas na secção 701.53 não se aplicam aos interruptores e aos dispositivos de comando integrados em equipamentos apropriados para utilização nos diferentes volumes, desde que satisfaçam a normas próprias, nem às caixas de derivação ou de aparelhagem destinadas a alimentar equipamentos instalados nesses volumes. 701.53.02 A aparelhagem a instalar nas casas de banho deve satisfazer às regras indicadas nas secções 701.53.03 a 701.53.07. 701.53.03 No volume 0, não é permitida a instalação de qualquer aparelhagem. 701.53.04 No volume 1, não é permitida a instalação de qualquer aparelhagem, com excepção de interruptores de circuitos alimentados a uma tensão reduzida de segurança(4) (veja-se 411.1) de tensão nominal não superior a 12 V, em corrente alternada (valor eficaz), ou a 30 V, em corrente contínua, devendo a fonte de alimentação de segurança ser instalada fora dos volumes 0, 1 e 2. 701.53.05 No volume 2, não é permitida a instalação de qualquer aparelhagem, com excepção da indicada nas alíneas seguintes: a) dispositivos de comando e tomadas de circuitos alimentados a uma tensão reduzida de _________________________ ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 481 - PARTE 5 / Secção 51 (3) - As canalizações podem ser, por exemplo, constituídas por condutores isoladas montados em condutas isoladas ou por cabos multicondutores com bainha isolante. segurança(4) (veja-se 411.1) de tensão nominal não superior a 12 V, em corrente alternada (valor eficaz), ou a 30 V, em corrente contínua, devendo a fonte de alimentação de segurança ser instalada fora dos volumes 0, 1 e 2; b) tomadas alimentadas por meio de transformadores de separação da classe II (veja-se 413.5), de pequena potência, integrados nas próprias tomadas, destinadas, por exemplo, a alimentarem máquinas de barbear, de acordo com a Norma EN 60742, capítulo 2, secção 1. 701.53.06 No volume 3, com excepção do volume situado acima do volume 2 e até 3m, são permitidos as tomadas, os interruptores(4) e outra aparelhagem desde que sejam: a) alimentados individualmente por meio de um transformador de separação (veja-se 413.5.1); b) alimentados a uma tensão reduzida de segurança (veja-se 411.1); c) protegidos por meio de um dispositivo diferencial de corrente diferencial estipulada I∆n não superior a 30 mA; 701.53.07 No volume exterior as tomadas são permitidas, desde que sejam alimentadas nas condições indicadas na secção 701.53.06. 701.53.08 Para as cabinas de chuveiro pré-fabricadas instaladas em locais que não contenham banheira ou bacia de chuveiro, os interruptores e as tomadas, que devem, em regra, satisfazer às regras indicadas na secção 701.53.06, devem ser instaladas a uma distância superior a 0,6m da abertura da porta do conjunto pré-fabricado. Quando as tomadas não forem protegidas nas condições indicadas na secção 701.53.06, devem ser instaladas a uma distância superior a 3m da abertura da porta do conjunto pré-fabricado. Fig. 701C - Cabina de chuveiro pré-fabricada (sem escala) 701.55 Outros equipamentos (fixos) Nota: As regras indicadas nesta secção não se aplicam aos equipamentos, que satisfazendo a Normas próprias, sejam especialmente concebidos para utilização nos diferentes volumes das casas de banho. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 482 - PARTE 5 / Secção 51 701.55.01 As regras indicadas nas secções 701.55.02 a 701.55.05 não se aplicam aos aparelhos de utilização fixos alimentados a uma tensão reduzida de segurança (veja-se 411.1, 701.411.1.4.3 e 701.741). _________________________ (4) - Nos volumes 1 e 2 são permitidos interruptores comandados por cordão isolante que satisfaçam à Norma EN 60669-1. 701.55.02 No volume 1, só podem ser instalados aparelhos eléctricos de aquecimento de água, desde que os circuitos que os alimentem sejam protegidos por dispositivos diferenciais de corrente estipulada I∆n não superior a 30 mA. Nota: Os aparelhos de utilização fixos da classe I (como, por exemplo, os aparelhos de secagem da roupa e as máquinas de lavar roupa) não devem, em qualquer caso, ser instaladas no volume 1. Se as dimensões da casa de banho não permitirem a colocação desses aparelhos fora do volume 2 e se não for possível colocá-los noutro local, podem ser instalados de forma fixa no volume 2 desde que sejam tomadas medidas que tornem improvável quaisquer contactos fortuitos de pessoas que se encontrem nos volumes 0 ou 1 com esses aparelhos (por exemplo, por meio da interposição de uma parede fixa e durável, em material não metálico, como se indica na figura 701A). Embora seja permitida, recomenda-se, por questões de segurança, a não instalação de aparelhos de aquecimento eléctrico de água no volume 1, pelos motivos seguintes: - o contacto de uma pessoa molhada ou imersa com os aparelhos de utilização fixos da classe I (que são protegidos contra os contactos indirectos por uma das medidas de protecção previstas na presentes Regras Técnicas), constitui um perigo real para essa pessoa; - nos aparelhos alimentados por cabos flexíveis, a interrupção do condutor de protecção pode pôr em causa a eficácia da medida de protecção adoptada; - actualmente, nas canalizações de alimentação de água (novas ou remodeladas) são usados materiais não metálicos (canalizações plásticas), que, por serem isolantes, agravam muito o risco de electrocussão; nos aparelhos eléctricos de aquecimento de água alimentados por canalizações metálicas de água, ligadas em permanência à ligação equipotencial, este risco é menor; - não haver garantia de manutenção das canalizações metálicas de água (continuidade eléctrica em todo o seu percurso com a ligação equipotencial). 701.55.03 No volume 2, só podem ser instalados os equipamentos indicados nas alíneas seguintes: a) aparelhos eléctricos de aquecimento de água, desde que os circuitos que os alimentem sejam protegidos por um dispositivo diferencial de corrente estipulada I∆n não superior a 30 mA; b) aparelhos de iluminação, aparelhos de climatização ambiente, unidades para hidro-massagem (como, por exemplo, as unidades de ar comprimido), que satisfaçam às normas aplicáveis e a uma das condições seguintes: b1) os equipamentos sejam da classe II de isolamento; b2) os circuitos que alimentam os equipamentos da classe I de isolamento sejam protegidos por dispositivos diferenciais de corrente estipulada I∆n não superior a 30 mA. 701.55.04 As unidades para hidro-massagem (como, por exemplo, as unidades de ar comprimido), que satisfaçam às normas aplicáveis, podem, no entanto, ser instaladas no volume 1 por debaixo da ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 483 - PARTE 5 / Secção 51 banheira, desde que sejam verificadas as regras indicadas na secção 701.413.1.6 e que a referida zona por debaixo da banheira seja acessível apenas com meios especiais. Nota: Recomenda-se que o circuito de alimentação das unidades de hidromassagem estabelecidas no volume 1 por debaixo da banheira, mesmo que os equipamentos sejam apenas acessíveis com meios especiais, seja protegido por meio de um dispositivo diferencial de corrente estipulada não superior a 30mA. 701.55.05 Os elementos de aquecimento eléctrico embebidos nos pavimentos destinados ao aquecimento dos locais (veja-se 801) só podem ser instalados se forem recobertos por uma grelha metálica ou se forem dotados de uma blindagem, também metálica. Estes elementos devem ser ligados à terra e à ligação equipotencial indicada na secção 701.413.1.6. Nota: A grelha metálica referida nesta secção pode ser constituída por uma rede de arame soldado, cujas malhas tenham, por exemplo, 10 cm x 15 cm. 701.55.06 Nas casas de banho, não são permitidos os aparelhos de iluminação suspensos dos condutores (veja-se 559.2.3) e os suportes metálicos acessíveis sem meios especiais. 701.55.07 Os armários de casa de banho equipados com aparelhos de iluminação, com interruptor e com tomada podem ser instalados no volume 2, desde que sejam da classe II e que a tomada seja alimentada por um transformador de separação. Os armários de casa de banho da classe I (metálicos) apenas podem ser instalados nos volumes 3 e exterior. A continuidade eléctrica dos elementos que constituem esses armários deve ser garantida e o seu ligador de massa deve ser ligado ao condutor de protecção. 701.71 Regras complementares para as casas de banho com chuveiros Para além das regras indicadas nas secções 701.1 a 701.55, às casas de banho com chuveiros (com cabinas individuais ou colectivas) aplicam-se as regras indicadas nas secções 701.71.1 e 701.71.2. Nota: As casas de banho com chuveiros são locais onde são instalados diversos chuveiros, separados ou não por meio de divisórias, podendo distinguir-se os casos seguintes: a) casas de banho com chuveiros de cabinas individuais e com vestiário individual; b) casas de banho com chuveiros de cabinas individuais e sem vestiário individual; c) casas de banho com chuveiros e sem cabinas individuais (sem paredes divisórias); Considera-se que uma cabina de chuveiro possui um só chuveiro. 701.71.1 Na definição dos volumes 1 e 2 das casas de banho com chuveiros deve ser considerado o indicado nas alíneas seguintes: a) Quando as casas de banho tiverem cabinas com vestiários individuais (veja-se a figura 701F): - o volume 1 é constituído pelas cabinas de chuveiro; - o volume 2 é constituído pelas cabinas de vestiários. b) Quando as casas de banho tiverem cabinas sem vestiários individuais (veja-se a figura 701G): ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 484 - PARTE 5 / Secção 51 - o volume 1 é constituído pelas cabinas de chuveiro; - o volume 2 é o volume limitado verticalmente pela parte da sala exterior às cabinas de chuveiro e pela superfície vertical paralela situada a 0,60 m desta. c) Quando as casas de banho não tiverem cabinas de chuveiros individuais (veja-se a figura 701H): - o volume 1 é definido, no plano horizontal, pela superfície destinada a garantir o escoamento das águas, eventualmente limitada por uma divisória; - o volume 2 é constituído pela parte da casa de banho exterior ao volume 1. Nota: Nas figuras 701E a 701H apresentam-se exemplos de casas de banho com chuveiros, com indicação da classificação dos diferentes volumes quanto às condições de influências externas. Classes de influências externas: Volume 1: AD5; BB3; Volume 2: AD4; BB2. A divisória ou cortina deve ter uma altura não inferior à da cabeça do chuveiro. Fig. 701E - Casas de banho com chuveiros individuais e sem bacia de recepção Classes de influências externas: Volume 1: AD7; BB3; BC3; Volume 2: AD4; BB3; BC3; Volume 3: AD3; BB2; BC3; Retretes: AD3; BB2; BC3. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 485 - PARTE 5 / Secção 51 Fig. 701F - Casas de banho com cabinas de chuveiro e com vestiários individuais Classes de influências externas: Vestiários (*) - raio de arco circular concordante no ponto A, com a linha limite do volume 2. Volume 3 A 0,60 m (*) Volume 2 Retrete Cabina de chuveiro Cabina de chuveiro Cabina de chuveiro Cabina de chuveiro Volume 1 Volume 1 Volume 1 Volume 1 Retrete Volume 1: AD7; BB3; BC3; Volume 2: AD5 (h ≤ 1,1 m); AD4 (1,1 m < h ≤ 2,25 m); BB3; BC3; Retretes: AD3; BB2; BC3. Fig. 701G - Casas de banho com cabinas de chuveiro e sem vestiários individuais Classes de influências externas: Volume 1: AD7; BB3; BC3; Vestiários Volume 3 Volume 2: AD5 (h ≤ 1,1 m); AD4 (1,1 m < h ≤ 2,25 m); BB3; BC3; Cabeça de chuveiro Chuveiros colectivos Volume 2 Volume 1 Volume 3: AD3; BB2; BC3. Fig. 701H - Casas de banho sem cabinas de chuveiro (chuveiro colectivo) 701.71.2 Nas casas de banho com chuveiros, os aparelhos de iluminação, não podem ser localizados no volume 1 e devem ser instalados a uma altura superior às dos chuveiros. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 486 - PARTE 5 / Secção 51 ANEXO I Ligação equipotencial suplementar I.1 A ligação equipotencial suplementar tem por fim a equipotencialização de todos os elementos condutores da casa de banho e a limitação da tensão de contacto a um valor não perigoso, tendo em conta as condições particulares, nas quais se encontram as pessoas (condição de influências externas BB3). Esta ligação deve ser ligada ao condutor de protecção do circuito que alimenta a casa de banho (veja-se 701.413.1.6). I.2 A ligação equipotencial deve ser feita por um dos meios seguintes: a) um condutor de 2,5 mm2 de secção , no caso de condutores protegidos mecanicamente (isto é, colocado em condutas ou em calhas isolantes) ou de 4 mm2, se não for protegido mecanicamente e se for fixado directamente aos elementos da construção (por exemplo, fixado por cima dos rodapés); b) uma barra de aço galvanizado com uma secção mínima de 20 mm2 e uma espessura mínima de 1 mm. Os condutores indicados na alínea a) não devem ser directamente embebidos nos elementos da construção, podendo, no entanto, ser embebidos (não directamente) nestes, se satisfizerem às regras indicadas na secção 521.9.2 (para as canalizações em condutas embebidas). As barras referidas na alínea b) podem ser embebidas directamente nos elementos da construção. I.3 A ligação equipotencial deve ser feita no interior da casa de banho, não sendo necessário estendê-la a todo o seu perímetro (o importante é que cada casa de banho tenha a sua ligação equipotencial). Quando não for possível interligar certos elementos condutores no interior de uma casa de banho, a ligação equipotencial pode ser realizada no exterior, em locais contíguos à casa de banho. I.5 Não é necessário que a ligação equipotencial seja visível em todo o seu percurso. Contudo, recomenda-se que as ligações fiquem acessíveis. Em caso de necessidade, a continuidade eléctrica da ligação equipotencial pode ser verificada nas condições indicadas na secção 612.2. I.6 Os aros metálicos das portas e das janelas podem ser utilizados como elementos da ligação equipotencial desde que seja verificada a sua continuidade eléctrica. No entanto, os outros elementos condutores, nomeadamente, as canalizações de fluidos, não devem ser utilizados como elementos da ligação equipotencial, devido aos riscos de supressão dessa ligação em caso de desmontagem desses elementos condutores. I.7 Quando a ligação equipotencial principal for realizada no subsolo ou no rés-do-chão num local contíguo à casa de banho, não é necessário fazer uma ligação equipotencial nesta se o corpo da banheira, o tubo de escoamento desta (se for metálico) e os outros elementos condutores da casa de banho forem ligados entre si e ao condutor de protecção do circuito que alimenta a casa de banho. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 487 - PARTE 5 / Secção 51 ANEXO II Elementos condutores a ligar à ligação equipotencial II.1 Todos os elementos condutores, com excepção dos de reduzidas dimensões e que não apresentem riscos de ficarem a um potencial diferente do da ligação equipotencial, devem, em regra, ser ligados à ligação equipotencial. II.2 Estão na situação indicada no ponto II.1, nomeadamente: a) as canalizações metálicas de água quente, de água fria, de ventilação e de esgoto; não é necessário shuntar os elementos de ligação roscados das canalizações metálicas de água montados à vista, dado que a rosca garante uma continuidade suficiente, ainda que sejam dotados de vedantes isolantes (fitas, colas, estopa, etc.); b) o corpo dos aparelhos sanitários metálicos (corpo das banheiras, por exemplo, no ligador de massa ou, quando este não existir, num dos parafusos de fixação de um pé e o tubo de escoamento ou o sifão, se metálicos); c) todos os restantes elementos condutores, com excepção dos que estejam isolados dos elementos da construção (os aros metálicos das portas e das janelas devem ser ligados à ligação equipotencial, dado que podem estar em contacto com elementos metálicos da construção como, por exemplo, as armaduras do betão; no caso dos radiadores do aquecimento central ou de outros elementos aquecedores, é suficiente ligar uma das canalizações de entrada ou de saída. II.3 Não é necessário ligar os equipamentos metálicos não eléctricos (tais como os toalheiros), dado que estes não são susceptíveis de ficarem a um potencial diferente do dos outros elementos condutores; no caso de os elementos de aquecimento eléctrico serem da classe II, as suas massas não devem ser ligadas ao condutor de protecção e, consequentemente, à ligação equipotencial. II.4 As grelhas metálicas de ventilação natural não devem ser ligadas à ligação equipotencial, dado que não são susceptíveis de fiarem a um potencial diferente do dos outros elementos condutores. Os radiadores do aquecimento central, bem como as respectivas válvulas, que sejam ligados por meio de canalizações isolantes não necessitam de serem ligados à ligação equipotencial. II.5 Devem ser ligadas à ligação equipotencial da casa de banho as aberturas de ventilação mecânica, quando estas, bem como a conduta que as servem, forem metálicas (quando as aberturas de ventilação forem em material isolante, a conduta, se metálica, deve ser ligada à ligação equipotencial); esta ligação pode ser realizada na conduta principal de ventilação ainda que o ponto de ligação seja inacessível; a continuidade da ligação equipotencial pode ser verificada por meio de uma medição feita entre a ligação equipotencial propriamente dita e a parte acessível daquela conduta. Não devem ser ligadas à ligação equipotencial principal as aberturas de ventilação nem as respectivas condutas nos casos seguintes: ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 488 - PARTE 5 / Secção 51 a) as aberturas de ventilação se encontrarem completamente fora do volume 2 e a uma altura não inferior a 2,00 m acima do pavimento acabado; b) as aberturas de ventilação estiverem separadas das respectivas condutas por meio de um elemento isolante fixo com um comprimento não inferior a 0,03 m (o elemento isolante deve ser ensaiado através da aplicação de uma tensão de 1 500 V durante 1 min); c) a conduta principal de ventilação for em material não condutor (como, por exemplo, condutas plásticas), seja qual for a natureza da ligação e da abertura de ventilação. No quadro 701GC indicam-se, resumidamente, as condições atrás indicadas. Quadro 701GC Ligações equipotenciais das condutas e das aberturas de ventilação nas casas de banho Natureza das condutas e das aberturas de ventilação Ligação da abertura de ventilação à ligação Conduta principal Conduta derivada Abertura de ventilação equipotencial da casa de banho Metálica Metálica Metálica ou não Sim(1) Metálica Isolante(2) Metálica ou não Não Não metálica Metálica ou não Metálica ou não Não (1) - Se a abertura de ventilação for em material isolante, a conduta de ventilação deve ser ligada à ligação equipotencial. (2) - O isolamento pode ser garantido por meio de um elemento isolante fixo com um comprimento não inferior a 3 cm. II.6 Não é necessário ligar à ligação equipotencial o pavimento dado que este se encontra, praticamente, ao mesmo potencial da ligação equipotencial. II.7 A ligação equipotencial numa casa de banho deve existir, mesmo no caso de o equipamento nela instalado se limitar a um aparelho de iluminação. Esta exigência justifica-se pelo facto de poderem ser instalados, posteriormente, outros equipamentos eléctricos e de existirem riscos de propagação de potenciais provenientes do exterior da casa de banho. II.8 Recomenda-se a não utilização de papéis com revestimentos metalizados nas paredes das casas de banho, dado que esses revestimentos são elementos condutores e a sua continuidade eléctrica não pode ser garantida. ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 489 - PARTE 5 / Secção 51 PISCINAS E SEMELHANTES Secção 702.1 CAMPO DE APLICAÇÃO Secção 702.3 DETERMINAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS INSTALAÇÕES Secção 702.4 PROTECÇÃO PARA GARANTIR A SEGURANÇA Secção 702.5 SELECÇÃO E INSTALAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS (ELÉCTRICOS) ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 490 - PARTE 5 / Secção 51 ÍNDICE [E] 700.1 Introdução 492 [E] 702 PISCINAS E SEMELHANTES 492 [E] 702.1 Campo de aplicação 492 [E] 702.3 Determinação das características gerais das instalações 492 [E] 702.32 Influências externas - classificação dos volumes 492 [E] 702.4 Protecção para garantir a segurança 494 [E] 702.41 Protecção contra os choques eléctricos 494 [E] 702.413.1.6 Ligação equipotencial suplementar 494 702.47 Aplicação das medidas de protecção para garantir a segurança 495 [E] 702.471 Medidas de protecção contra os choques eléctricos 495 [E] 702.5 Selecção e instalação dos equipamentos (eléctricos) 495 [E] 702.51 Regras comuns a todos os equipamentos 495 [E] 702.52 Canalizações 496 [E] 702.53 Aparelhagem (protecção, comando e seccionamento) 496 [E] 702.55 Outros equipamentos 497 ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 491 - PARTE 5 / Secção 51 [E] 700.1 Introdução As regras indicadas na Parte 7 das presentes Regras Técnicas completam, modificam ou substituem as regras gerais indicadas nas Partes 1 a 6. Os números que se seguem aos da secção específica da Parte 7 são os correspondentes aos das secções das Partes 1 a 6 que são completadas, modificadas ou substituídas. A ausência de referência a uma dada secção das Partes 1 a 6 significa que as regras correspondentes são aplicáveis sem qualquer alteração. Nota: Como exemplo da regra indicada nesta secção referem-se os casos seguintes: a) a secção 471 (Parte 4) é alterada dado que, na presente parte das Regras Técnicas, existe a secção 702.471.; b) a secção 473 (Parte 4) é aplicada sem qualquer alteração a este tipo de instalação dado que, na presente parte das Regras Técnicas, não existe a secção 702.473. [E] 702 PISCINAS E SEMELHANTES [E] 702.1 Campo de aplicação As regras particulares indicadas na presente parte das Regras Técnicas aplicam-se às bacias das piscinas, incluindo os lava-pés, e aos seus volumes envolventes, nos quais os riscos de choque eléctrico são acrescidos devido à redução da resistência eléctrica do corpo humano e ao contacto deste com o potencial da terra(1). [E] 702.3 Determinação das características gerais das instalações [E] 702.32 Influências externas - classificação dos volumes Para efeitos de aplicação das regras indicadas na presente parte das Regras Técnicas devem ser considerados os volumes seguintes (nas figuras 702A e 702B são indicados exemplos da delimitação destes volumes): a) volume 0 Volume limitado pelo interior da bacia da piscina e pelas partes das aberturas essenciais existentes nas paredes ou no fundo e que sejam acessíveis às pessoas que se encontrem na bacia; b) volume 1 Volume limitado pela superfície vertical situada a 2 m dos bordos da bacia, pelo pavimento ou pela superfície na qual possam permanecer pessoas e pelo plano horizontal situado a 2,5 m acima do solo ou dessa superfície; Quando a piscina tiver pranchas de mergulho, trampolins, locais de partida ou escorregas, este volume é limitado pela superfície vertical situada a 1,5 m em redor desses elementos e pelo plano horizontal situado a 2,5 m acima da superfície mais elevada sobre a qual as pessoas se possam encontrar; ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 492 - PARTE 5 / Secção 51 _______________________ (1) - Para as piscinas utilizadas para fins medicinais, podem ser necessárias regras especiais. c) volume 2 Volume limitado pela superfície vertical exterior ao volume 1 e pela superfície paralela a uma distância de 1,5 m desta, pelo pavimento ou pela superfície na qual possam permanecer pessoas e pelo plano horizontal situado a 2,5 m acima do solo ou dessa superfície. Fig. 702A - Dimensões dos volumes para as bacias das piscinas e dos lava-pés Fig. 702B - Dimensões dos volumes para as bacias das piscinas acima do pavimento ____________________________ Ministério da Economia Direcção Geral da Energia (Edição de 2000) - 493 - PARTE 5 / Secção 51 Nota: Na medição das dimensões indicadas nas figuras 702A e 702B deve ser tido em conta a eventual existência de paredes ou de outros elementos da construção fixos. Entende-se por "aberturas essenciais" as aberturas pelas quais as pessoas possam passar. Nas piscinas, as condições de influências externas a ter em conta são as indicadas no quadro 702GA. Quadro 702GA Condições de influências externas nos diferentes volumes das piscinas VOLUME ⇒ 0 1 2 Temperatura ambiente AA AA4 AA4 AA4 Humidade AB AB4 AB4 AB4 Presença da água AE AE8 AE8 AE2(1) Resistência eléctrica BB BB3 BB3 BB2 Contactos BC BC3 BC3 BC3 Outras condições de influências externas (1) - classe 1 No caso de piscinas no exterior de edifícios, considerar AE4 [E] 702.4 Protecção para garantir a segurança [E] 702.41 Protecção contra os choques eléctricos(2) [E] 702.411.1.3.7 Quando, na protecção contra os choques eléctricos, for utilizada uma tensão reduzida de segurança (TRS), a protecção contra os contactos directos deve ser garantida, para qualquer valor da tensão nominal, por meio de um dos métodos seguintes: a) utilização de barreiras ou de invólucros com um código IP mínimo IP2X; b) utilização de isolamentos que possam suportar uma tensão de ensaio à frequência industrial de 500 V durante 1 min. Nota: No caso de bombas de alimentação colocadas em locais contíguos à piscina e acessíveis por meio de um alçapão (ou de uma porta) localizado no pavimento que circunda a piscina, a protecção contra os choques eléctricos, pode ser feita através da medida de protecção por corte automático da alimentação (veja-se 413.1), desde que sejam cumpridas, simultaneamente, as condições seguintes: a) as bombas sejam ligadas à bacia da piscina por meio de canalizações de água electricamente isolantes ou, quando metálicas, ligadas à ligação equipotencial da bacia da piscina; b) o alçapão (ou a porta) de acesso só possa ser aberto por meio de uma chave ou de uma ferramenta. Nestas condições, os locais onde se situarem as referidas bombas devem ser considerados como sendo exteriores aos volumes 1 e 2. [E] 702.413.1.6 Ligação equipotencial suplementar Nas piscinas, deve ser feita uma ligação equipotencial suplementar que interligue todos os elementos condutores dos volumes 0, 1 e 2 (incluindo os pavimentos não isolantes) com os condutores de protecção de todas as massas que estejam nesses volumes. Nota São exemplos de e