leon.pdf - Jos\u00e9 Leon Machado A Margem Uma esp\u00e9cie de rromance omance \u00cdndice Ficha T\u00e9cnica 1 Parte I 3 Parte II 35 Parte III 74 Ep\u00edlogo 120 Ficha

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José Leon Machado A Margem A Margem A Margem A Margem A Margem Uma espécie de r Uma espécie de r Uma espécie de r Uma espécie de r Uma espécie de romance omance omance omance
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Índice Ficha Técnica ...................................................................... 1 Parte I .................................................................................. 3 Parte II ............................................................................... 35 Parte III .............................................................................. 74 Epílogo ............................................................................ 120
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Ficha Técnica Título: A Margem © Copyright José Leon Machado 1ª edição: OPSIS, 1997 2ª edição: Projecto Vercial (formato electrónico), 2001 3ª edição: Edições Vercial (formato electrónico), 2003 Todos os direitos reservados Edições Vercial, Setembro de 2003 URL: E-mail: [email protected]
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3 PARTE I I A estrada era famosa pelas curvas e pela sombra das árvores. O Rubro admirava a paisagem que se espraiava para o fundo, enquanto o Rocha mudava de calças por detrás do carro estacionado. Era a hora do equinócio e o calor ia alagando as carnes de suor naquele começo de Agosto. Os dois rapazes esperavam a passagem da camioneta que transportaria mais três companheiros de Braga. Por terem atestado o carro com o material de campismo, não couberam todos. A camioneta passou e nem sinal dos outros. O melhor seria adiantarem-se, que a fome apertava e a ânsia de chegar ao local onde acampariam era grande. O Rocha arrancou e chegaram à Caniçada a arder de sede e de calor. O dono do café Mira-Rio, pai de um antigo colega de escola, acolheu-os muito bem e pôs-se à disposição para tudo o que necessitassem. Teriam a oportunidade de ver o filho ao serão, pois naquele momento estava a trabalhar em Vieira do Minho. Agradeceram a atenção e, não muito longe do café, foram cumprimentar o padre Armindo a casa. Foi ele que lhes arranjou o local para acampar. Colocou-se também à disposição agradecendo a visita com um grande sorriso. Abarrotados de ajudas bem intencionadas, meteram o carro por um caminho abaixo em direcção ao Boco, o local onde passariam uma semana. A cem metros acima do rio, abandonaram a viatura e desceram a explorar o local verdadeiramente paradisíaco mas de acessos dolorosamente
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4 espinhosos e acidentados. O Rocha praguejava cheio de arranhões nas pernas. Que não tivesse tirado de calças, dizia- lhe o Rubro. Quis ir de perna ao léu? Acalmou-se quando embateu no rio enorme e azul e em toda a verdura que os rodeava. Respirou fundo e até pensou que os dias ali passados seriam bastante proveitosos. Entre os fetos verdes e sob a imensa folhagem dos carvalhos, decidiram descarregar a viatura. Iria depois o Rocha buscar os outros três à paragem da camioneta. Perderam a primeira carreira, viriam na próxima. Descarregado o material, o Rocha arrancou de novo. O Rubro lá ficou, sentado no chão junto ao rio, a pensar naquela que lhe andava a desorientar a psique sem frutos palpáveis. Estava ali para esquecer um pouco essa loucura e haveria de consegui-lo. Mas era tão duro querer esquecer aquele sentimento que o invadia e lhe deixava uma sensação de paz e desassossego. Uns finos e isso passava.
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  • Spring '14
  • GBALERIA
  • Luz, Seminário, Braga, Loucura

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