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Guerras do Alecrim e da Manjerona, de Antônio José da Silva Fonte: SILVA, Antônio José. A vida de Esopo e guerras do alecrim e da manjerona . [s.l.]: Ediouro, [19--]. p. 92-169. (Prestígio). Texto proveniente de: A Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro <; A Escola do Futuro da Universidade de São Paulo Permitido o uso apenas para fins educacionais. Texto-base digitalizado por: Simone de Fatima Caixeta – Patos de Minas/MG Este material pode ser redistribuído livremente, desde que não seja alterado, e que as informações acima sejam mantidas. Para maiores informações, escreva para <[email protected]>. Estamos em busca de patrocinadores e voluntários para nos ajudar a manter este projeto. Se você quiser ajudar de alguma forma, mande um e-mail para <[email protected]> ou <[email protected]>. GUERRAS DO ALECRIM E DA MANJERONA Antônio José da Silva (Comédia em duas partes) Ópera Joco-Séria, que se representou no Teatro do Bairro Alto de Lisboa, no carnaval de 1737. INTERLOCUTORES: DOM GILVAZ DOM FUAS DOM TIBURCIO DOM LANCEROTE, VELHO DONA CLÓRIS, Sobrinha de Dom Lancerote. DONA NIZE, Sobrinha de Dom Lancerote. SEVADILHA, Graciosa, Criada. FAGUNDES, Velha, Criada. SEMICÚPIO, Gracioso, Criado de Dom Gilvaz. PRIMEIRA PARTE Cena I Prado, com casario no fim. Entram Dona Clóris, Dona Nize, e Sevadilha, com os rostos cobertos; e Dom Fuas, Dom Gilvaz, e Semicúpio, seguindo-as. Dom Gilvaz: Diana destes bosques, cessem os acelerados desvios desse rigor, pois quando rêmora me suspendeis, sois ímã, que me traís. (Para D. Clóris). Dom Fuas: Flora destes prados, suspendei a fatigada porfia de vosso desdém, que essa discorde fuga com que me desenganais, é harmoniosa atração de meus carinhos; pois nos passos desses retiros forma compasso o meu amor. (Para D.Nize). Semicúpio: E tu, que vem atrás, serás o seringa destas brenhas; e para o seres com mais propriedade, deixa-te ficar mais atrás, pois apesar doa esguichos de teu rigor, hei de ser conglutinado rabo-leva das tuas costas. (Para Sevadilha). Dona Clóris: Cavalheiro, se é que o sois, peço-vos, me não sigais, que mal sabeis o perigo a que me expõe a vossa porfia. (Para D. G.)
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Dom Gilvaz: Galhardo impossível, em cujas nubladas esferas ardem ocultos dos sóis, e se abrasa patente um coração, permiti, que esta vez seja fineza a desobediência; porque seria agravo de vossos reflexos negar-lhe o inteiro culto na visualidade desse esplendor; porque assim, formosa Ninfa, ou hei ver-nos, ou seguir-vos, porque conheça, já que não o sol desse oriente, ao menos o oriente desse sol. Dona Clóris: (à parte): Que será de mim, se este homem me seguir? Dona Nize: Já parece teima essa porfia; vede, senhor, que se me seguis, que impossibilitais o meio para ver-me outra vez. Dom Fuas: Para que são, belíssimo encanto, esses avaros melindres do repúdio? Se já comecei a querer-vos, como posso deixar de seguir-vos? Pois até não saber, ou quem sois, ou aonde habitais, serei eterno girassol de vossas luzes. Sevadilha: Ora basta já de porfia, senão vou revirando. (Para Semicúpio).
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  • Fall '08
  • Staff
  • São Paulo, Dedo, fogo, Virtude, Ombro, Semicúpio

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