A complexidade do paradigma vigente de avaliao da

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Unformatted text preview: , que são geradas tanto pelas agências nacionais de estatística, como pelos registros administrativos de órgãos oficiais ministeriais e/ou órgãos governamentais especificamente voltados para C&T, como a NSF (National Science Foundation), com atuação marcante nos anos 50 nos Estados Unidos. Já as organizações intergovernamentais, como a OECD (Organization for Economic Co-operation and Development); a UN (United Nations): UNESCO (United Nations Educational, 60 Scientific and Cultural Organization) e UNCTAD (United Nations Conference on Trade and Development); o IDB (Inter-American Development Bank) e a EC (European Commission), elaboram estudos de caráter conceitual, metodológico e operacional, que servem de orientação e recomendação para a atuação dos países, tanto em relação à formulação e à avaliação de políticas, quanto à produção de dados. Estas instituições vêm exercendo a liderança no processo de padronização de conceitos e métodos, bem como na construção de indicadores comparáveis internacionalmente (PORCARO, 2005). Neste quadro institucional, a organização intergovernamental que se sobressai, a partir dos anos 60, é a OCDE. Esta organização, um fórum privilegiado de discussão, em geral de países desenvolvidos, vem se constituindo no principal player internacional no campo da mensuração de C&T. A atuação da OCDE tem influenciado a geração de estudos e de estatísticas, sendo essencial seu papel no campo da orientação, formulação e avaliação de políticas (PORCARO, 2005). Nos últimos 40 anos a comunidade internacional, em especial a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a UNESCO, desenvolveram uma série metodologias para a complexa tarefa de elaborar indicadores. Tais metodologias podem ser resumidas em um grupo de três manuais de referência obrigatória, conhecidos como “Manual de Frascati”, “Manual de Oslo” e “Manual de Camberra”. Estes manuais contêm procedimentos metodológicos para medir as atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D), determinar os recursos humanos alocados na área de Ciência e Tecnologia (C&T) e interpretar a inovação tecnológica (SPINAK, 1998). A família de manuais compreende os seguintes assuntos: P&D (Manual Frascati); balanço de pagamentos de tecnologia e estatísticas de inovação (Manual de Oslo); recursos humanos dedicados à Ciência e Tecnologia (Manual Camberra) e, ainda, um quarto manual menos conhecido para estatísticas sobre patentes como indicadores de Ciência e Tecnologia (Patent Manual). O sucesso desses manuais pode ser atribuído em grande parte, ao fato de que, apesar das limitações e imperfeições dos dados e modelos teóricos que contém, eles, ainda assim, provaram ser de grande utilidade, visto que são largamente utilizados tanto por analistas, como por formuladores de políticas públicas. 61 Décadas se passaram e a supremacia da OCDE continua em evidência. Diversas iniciativas foram tomadas pela organização, que continuamente procura aperfeiçoar os seus produtos e metodologias. Em maio de 2005, pub...
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