A viso linear que implicava a anlise isolada de

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Unformatted text preview: rnativamente a esta abordagem, a partir do final do ano de 1960, surge a abordagem denominada demand pull (puxada pela demanda) que em suma considera que a demanda do mercado induz o processo de inovação. Abordagens baseadas no modelo linear e na hipótese da demanda de mercado são atualmente consideradas ineficientes para a interpretação do processo de inovação. “Assim, o papel da ciência no processo de inovação não seria exercido nem como principal fonte a direcioná-la, nem como fonte de conhecimento exógena a uma dinâmica que responde somente a variações da demanda”. (CAMPOS, 2006, P. 152). Durante os anos 1980, essas duas abordagens passam a perder força, caminhando para a visão de que a relação entre ciência e desenvolvimento tecnológico e econômico se dá a partir de uma perspectiva interativa e sistêmica. Tal abordagem surge a partir da visão de que a atividade inovativa da firma, elemento central de análise do progresso técnico, é sistêmica. É sistêmica pelo fato de ser construída de maneira partilhada pelos mais diferentes atores da 54 sociedade (universidades, empresas, institutos de pesquisa, instituições financeiras, agências governamentais de fomento, etc.), sendo estes, por sua vez, determinantes no desenvolvimento de um país. A partir das críticas feitas ao modelo linear, a comunidade científica desenvolveu novas interpretações interativas, buscando melhorar a compreensão de como a inovação se desenvolve na sociedade e nas organizações. Vintergaard (2006) sistematiza essas principais abordagens, destacando Gibbons. et al. (1994); Kline (1985); Kline e Rosenberg (1986); Leydesdorff e Etzkowitz (1996); Stokes (1997). Estes modelos e formas de refletir (Modo 2 de produção de Conhecimento, Hélice Tripla, o Modelo de ligações em cadeia, o Sistema Nacional de Inovação) repensam os processos e autores envolvidos, a partir de um enfoque mais interativo. Outros modelos de inovação, como o quadrante de Pasteur (Stokes, 1997), Stage-Gate Model (Cooper, 1990, 1993) também traz contribuições valiosas para a literatura de inovação. (VINTERGAARD, 2006, p. 33). Dentre o conjunto de desenvolvimentos e abordagens teóricas, que argumentam a existência de fatores, sociais, institucionais e econômicos decisivos na análise do processo de produção, difusão e uso de conhecimentos técnico-científicos, um dos mais difundidos é o conceito de Sistema Nacional de Inovação. No entanto, estimular, entender e medir este “novo” sistema dinâmico e complexo para que a ciência, tecnologia e inovação passem a desempenhar mais plenamente o seu potencial estratégico, contribuindo para aumentar a produtividade, não é tarefa fácil. Construir pontes entre os avanços da ciência. ocorrida na academia, e o setor produtivo e fazer com que ambas passem a interagir de forma mais dinâmica tem sido um grande problema, sobretudo nos países com Sistemas Nacionais de Inovação imaturos. A passagem da ciência para a tecnologia, sua retroalimentação e respectiva capacidade de transferência para o setor produtivo caracteriza o máximo de amadurecimento industrial de um país. “A característica da indústria de ponta é ser caudatária de um sólido aparato de P&D que, por sua vez, se inspira na ciência que avança.” (CASTRO e OLIVEIRA, 19...
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This document was uploaded on 01/24/2014.

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