Accarini 2006 p 56 a rede brasileira de tecnologia de

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Unformatted text preview: m 6 de dezembro de 2004. Uma dessas ações, considerada básica, transformou-se na Lei nº 11.097, de 13.01.2005 (BRASIL, 2005), que inseriu o biodiesel na matriz energética brasileira e estabeleceu a mistura obrigatória de 2% a partir de janeiro de 2008 e de 5% em janeiro de 2013. Além disso, transformou a ANP em Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, passando a ter a função de regular e fiscalizar a produção e a comercialização de biocombustíveis (ACCARINI, 2006). O PNPB apóia-se fortemente na geração de empregos e renda na agricultura familiar e na diminuição de disparidades regionais. Desse modo, para cada estado e região do país está sendo avaliado pelo Ministério da Agricultura o desenvolvimento das cadeias produtivas de diferentes óleos vegetais. Parte-se do princípio que se “[...] deve respeitar a especificidade de cada região produzindo o que, de certa maneira, lhe proporcionará uma vantagem comparativa maior.” (MELLO, PAULILLO e VIAN, 2007, p. 32). 4.1.3 Ciência, tecnologia e inovação na cadeia produtiva do biodiesel O Brasil já possui experiência suficiente para a produção e uso do biodiesel, apesar de ainda existirem alguns gargalos tecnológicos. Mesmo dominando os principais aspectos 45 técnicos e rotas tecnológicas para produção e uso do combustível, o Governo Federal reconhece a importância e potencial da Ciência, Tecnologia e Inovação no processo de inserção do mesmo na matriz energética nacional. Parece se tratar de uma das poucas vezes na história do Brasil em que a Política Científica e Tecnológica passa a ser levada em conta para apoiar a implementação de um programa desta magnitude. A seguir são apresentados os principais processos de produção do biodiesel e alguns aspectos da Política Científica e Tecnológica em biodiesel, assim como alguns obstáculos a serem transpostos. Processo de produção de biodiesel Existem diversos métodos e rotas tecnológicas para obtenção de biodiesel a partir de variadas matérias-primas. Nas principais transformações químicas de óleos, gorduras ou ácidos graxos, para que possam ser usadas como biocombustíveis, são utilizadas as reações de: craqueamento de óleos ou gorduras; craqueamento de ácidos graxos; transesterificação de óleos ou gorduras e esterificação de ácidos graxos (SUAREZ e MENEGHETTI, 2007). Apesar das diversas possibilidades, a transesterificação de triglicerídeos de ácidos graxos (óleos vegetais) e alcoóis primários, principalmente metanol, via catálise básica, atualmente é considerada a melhor rota tecnológica industrial. Esta rota minimiza a formação de subprodutos, possuindo alta eficiência de conversões com cinéticas favoráveis a produções em larga escala, resultando em produtos de qualidade e com mínimas perdas de processo (NEVES NETO e JANNUZZI, 2006). “O País já tem suficiente domínio sobre o processo de produção de biodiesel por meio de rotas tecnológicas alternativas, abrangendo principalmente a transesterificação etílica, mas com avanços importantes também em outras rotas, como a transesterificação metílica e o craqueamento térmico ou catalítico, envolvendo diversas matérias-primas de origem veg...
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This document was uploaded on 01/24/2014.

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