Alguns dos problemas frequentemente apontados pelo

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Unformatted text preview: atuando no “front” da pesquisa. (PRICE, 1976, p. 118). Com o surgimento e popularização da Internet e da web as mudanças nos paradigmas da comunicação cientifica tornam-se ainda mais complexos. O que se convencionou chamar de explosão da informação é cada vez mais latente na sociedade contemporânea, causando confusões terminológicas e conceituais em diversos aspectos da comunicação formal e informal na ciência. Parece que o cinza característico da literatura cinzenta vem, gradativamente, perdendo a cor com o surgimento de bases de dados de teses e dissertações, da publicação online de trabalhos apresentados em eventos, patentes, etc., que são (ou eram) tipicamente considerados literatura cinzenta, devido, sobretudo, ao seu difícil acesso. A partir da Internet torna-se difícil compreender onde começa e onde termina a comunicação formal e a informal. Caso considerássemos o fax como comunicação informal, devemos considerar o e-mail, os blogs, os chats e a conhecida enciclopédia Wikipedia (2008), coletivamente escrita na web, também como meios informais de comunicação? E os Open Access, nos quais, por meio 86 de soluções de Open Archives, é possível o autoarquivamento de trabalhos sem que haja uma pré-avaliação pelos pares, devemos considerar uma comunicação semiformal? Será que estamos diante de uma categoria de comunicação científica que difere da comunicação formal ou informal, surgindo a comunicação eletrônica, conforme transparece no trabalho de Oliveira e Noronha (2005)? As autoras reconhecem os impactos causados pela Internet na Ciência, tanto do ponto de vista da ampliação e velocidade da comunicação, quanto das controvérsias em relação ao seu uso e aceitação, sobretudo, no que diz respeito à comunicação formal. As autoras consideram que na comunicação científica feita por canais eletrônicos há uma mistura de características formais e informais, o que torna seus limites difusos. Procurando diferenciar a comunicação formal e informal em canais eletrônicos de comunicação científica, argumentam: A comunicação científica feita por canais eletrônicos possui tanto características informais quanto formais. Como comunicação informal, ela possibilita o contato entre os pesquisadores, favorecendo a troca rápida de informações e o feedback imediato ao desenvolvimento das pesquisas. Como comunicação formal favorece a divulgação do conhecimento produzido para um público amplo, em tempo menor do que a impressa. Neste panorama, a comunicação eletrônica realizada através do meio informal é feita com o uso de correio eletrônico, listas de discussão e batepapos, e formalmente com a publicação de periódicos, livros, obras de referência, entre outros, editados no formato eletrônico. (OLIVEIRA; NORONHA, 2005, p. 82). Côrtes (2006) contribui para o entendimento da evolução e mudanças ocorridas nos paradigmas de comunicação científica ao longo dos séculos. Apresenta os problemas e distorções decorrentes da falta de um meio de...
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