Avaliao pelos pares vantagens desvantagens e novos

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Unformatted text preview: dos (isto é, tornados públicos) e em seguida armazenados por longos períodos em bibliotecas, de modo que são exemplos arquetípicos de comunicação formais. (MEADOWS, 1999, p.7). São formas de comunicação científicas diferentes para serem utilizadas em momentos diferentes que são, em até certo grau, complementares e interdependentes. Cada uma, em determinada circunstância, poderá ser considerada inferior ou superior, mais adequada ou menos adequada, mais eficaz ou menos eficaz do que a outra em se tratando de comunicação científica. Em tese, pode-se considerar que uma influi na outra, na qual, um bom comunicador na primeira, será um bom comunicador na segunda e vice e versa. Partindo desta ótica, considera-se assertiva a visão de Targino (2000, p.19) ao considerar que os sistemas formais e informais servem à propósitos distintos na comunicação da ciência e que ambos são indispensáveis em determinados momentos e cronologias. Um exemplo bem colocado pela autora é de que “[...] a disseminação através de canais informais precede a finalização do projeto de pesquisa e até mesmo o início de sua execução, pois há propensão para se abandonar um projeto, quando os pares não demonstram interesse”. 85 A complexidade da comunicação científica na sociedade atual é visível, assim como as limitações dos meios formais e informais de comunicação. Com a evolução dos meios e formas de comunicação formal e informal, Price, em 1976 (note que bem antes da explosão informacional advinda com a Internet), retratava a dinâmica e o “estado de emergência” da comunicação da época. Desde então, nota-se que a lentidão do sistema formal quando comparado com o informal, fazendo com que os cientistas dêem preferência à segunda: Através da leitura de publicações especializadas, os cientistas se informavam do trabalho a que colegas seus se vinham dedicando. De início, liam livros; com a aceleração das coisas passaram a ler apenas artigos; aceleração ainda maior os levou a lerem apenas as cartas dirigidas ao editor de revistas de freqüente publicação. Atualmente é tal a aceleração que os cientistas não lêem, mas telefonam uns aos outros, encontram-se em reuniões e conferências, preferivelmente em hotéis de luxo, nas refinadas cidades de qualquer parte do mundo. Reúnem-se nos chamados “colégios invisíveis”, constituídos de reduzido número de integrantes. Trata-se de pequenas sociedades onde se reúnem todos que são alguém em cada particular especialidade. Esses grupos se revelam de grande eficiência quanto aos propósitos que perseguem e, por vezes, surge quem escreva para dar conhecimento do trabalho executado, de sorte que estudantes de pós-graduação possam informar-se do que é feito e achar acesso ao “front” da pesquisa. Quando publicado, o trabalho já é, porém, tão antigo que todos os bons frutos da pesquisa foram recolhidos e a leitura se torna inútil para quem est...
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