Callon courtial e penan 1995 denominam tais

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Unformatted text preview: ciência como um sistema de produção de informação, em particular informação em forma 14 Um exemplo clássico para ilustrar a situação apresentada é o programa de avaliação dos Programas de Pós-graduação brasileiros realizado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Onde, alguns mecanismos de avaliação e controle, como por exemplo, a classificação Qualis para periódicos e eventos são empregados. Para informações detalhadas consulte: <http://www.capes.gov.br/avaliacao/avaliacao-da-pos-graduacao>. 88 de publicações, que são consideradas “informação registrada em formatos permanentes e disponíveis para o uso comum”. A comunicação por meio de publicações, para Simeão (2006), agiliza o processo de aperfeiçoamento e consolidação das comunidades científicas e seus respectivos campos de conhecimento. O periódico científico toma dimensão de destaque diante da sua versatilidade, modelo discursivo e arquitetura dinâmica. Permite flexibilidade da informação veiculada, o que a torna uma publicação com maior demanda, atendendo de forma eficiente e diversificada às necessidades de informação da comunidade científica e tecnológica. Historicamente, desde a criação das primeiras sociedades científicas, como a Royal Society, o periódico científico ganha status de destaque, tornando-se a partir de sua criação no século XVII, o principal meio de registro de informações científicas, sobrepondose, rapidamente ao então dominante livro. A comunicação formal, por meio de publicações, na qual a revista científica notadamente ganha espaço, é uma exigência, uma imposição feita a todos aqueles que se propõem atuar como pesquisadores ou cientistas. A área científica, historicamente, não é rentável e nem tranquila àquele que a exerce, mas uma atividade dinâmica e de muito esforço. Não se faz ciência sem convicção, vocação, comprometimento e ética, assim como, não se faz ciência sem a publicação dos resultados do que se investiga. Diversos são os autores que reconhecem a importância da geração e publicação de novos conhecimentos. Dentre um determinado conjunto de autores, pode-se citar Macias-Chapula (1998, p. 134-136) que considera necessária a comunicação dos avanços no conhecimento produzido pelos pesquisadores, os quais “[...] tem de ser transformado em informação acessível para a comunidade científica”, já que a ciência deve ser considerada como “[...] um amplo sistema social, no qual uma de suas funções é disseminar conhecimentos.” A publicação dos resultados de pesquisa, para Okubo (1997) tem três objetivos: divulgar descobertas científicas, salvaguardar a propriedade intelectual e alcançar a fama. No que diz respeito à divulgação, é importante frisar que a mesma foi impulsionada pela invenção da imprensa, que a tornou mais efetiva, possibilitando a evolução cíclica e cumulativa da ciência. Neste sentido, consi...
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