Fonte torres et al 2006 p 91 poltica cientfica e

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Unformatted text preview: e uma situação de necessidade de grandes subsídios em 1975, para uma forte posição competitiva hoje. Há disponibilidade de terras, clima adequado e tecnologia agronômica, mas não há competitividade, no sentido convencional.” Finalmente, os benefícios mais significativos em termos de inclusão social, relacionam-se à geração de emprego e renda, favorecendo agentes econômicos e regiões mais carentes, de modo a lhes proporcionar condições para que se desenvolvam sob trajetória mais apoiada em bases produtivas sustentáveis do que em programas assistentas. (RODRIGUES et al, 2003). Em suma, algumas das mais diversas possibilidades de ganhos e vantagens, associadas a produção e uso do biodiesel e sua inserção na matriz energética nacional é bem retratada por Rodrigues et al (2003): Sob os pontos de vista social e regional, a produção de biodiesel promove a inclusão social pela geração de emprego e renda, tendo em vista que, embora com rendimentos variáveis, o biodiesel pode ser obtido a partir de diversas matérias-primas de origem vegetal e animal, disponíveis ou passíveis de produção nas diferentes regiões do Brasil. Isso também contribui para a inclusão social ao permitir o suprimento de energia elétrica para comunidades isoladas ainda não atendidas, mediante o uso do biodiesel em motores estacionários – o que também pode ser feito com o emprego do óleo vegetal in natura em motores devidamente adaptados a essa finalidade. No aspecto econômico, incluem-se, como potencialidades do biodiesel, a redução das importações de petróleo e de óleo diesel – que, em 2002, representaram 25% do consumo de diesel, sendo 17% de óleo diesel acabado e 8% de diesel produzido a partir de petróleo importado –, refletindo-se positivamente na diversificação da matriz energética brasileira, na redução do dispêndio de divisas, na autosuficiência, na questão geopolítica (interesses e conflitos relacionados ao petróleo), bem como no adensamento de várias cadeias de agronegócio, com possibilidades de participação de segmentos produtivos de portes diferenciados, incluindo agricultores familiares como produtores de matérias-primas, de óleos vegetais e de biodiesel. (RODRIGUES et al, 2003, p. 7). 4.1.2 O programa nacional para a produção e uso de biodiesel A partir das vantagens e ganhos com a produção e uso do biodiesel, cuja lógica está pautada, sobretudo, em aspectos econômicos, sociais e ambientais, o Brasil, por intermédio do governo federal, decide pela inserção deste combustível na matriz energética 43 nacional, institucionalizado por meio do Programa Nacional para a Produção e uso de Biodiesel (PNPB). A tentativa de inserir o biodiesel na matriz energética brasileira não é novidade. Há algumas décadas houve tentativas de utilizar óleos vegetais como combustível alternativo ao diesel derivado de petróleo. Óleos vegetais foram propostos como vetores energéticos em programas na década de 1950; no Pró-óleo, de 1980; e no Programa OVEG, de 1980. No entanto, sucessivos obstáculos, sobretudo relacionados a custos, impediram a implantação desses empreendimentos (NAE, 2004)....
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This document was uploaded on 01/24/2014.

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