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Unformatted text preview: seguem em seus laboratórios encurtar esse tempo. (DAGNINO, 2006, p.11). As abordagens que privilegiam discussões sobre as relações existentes entre ciência, tecnologia e economia são notadamente mais facilmente encontradas na literatura. São igualmente fundamentais para o entendimento desta complexa dinâmica e suas relações. Não deixam de ter característica integradora, pois o desenvolvimento econômico deve ser considerado uma atividade-meio para se atingir o desenvolvimento social, que normalmente é considerado o objetivo principal. O desenvolvimento econômico somente será pleno se impactar de modo positivo em toda uma sociedade. Do ponto de vista da história econômica, a Segunda Revolução Industrial, sobretudo no período entre a segunda metade do século XIX e o primeiro terço do século XX, foi um período marcado por intensas mudanças que incluem a expansão dos institutos públicos de pesquisa, a massificação da educação universitária e a criação de departamentos e laboratórios de P&D nas empresas de grande porte. Nesse período a ciência e a sua profissionalização tiveram papel decisivo e alinhado com objetivos industriais e econômicos. Campos (2006, p. 142) esclarece que diversos são os indícios de que na segunda metade do século XIX a relação entre ciência e economia dependeu tanto de avanços da ciência quanto da tecnologia. À primeira vista, a série de desenvolvimentos científicos fundamentais ocorridos no período (como, por exemplo, a teoria da evolução de Charles Darwin em 1859; os fundamentos 53 teóricos da genética quantitativa por Gregor Mendel em 1866; o desenvolvimento da tabela periódica por Dimitri Mendeleev em 1871; do eletromagnetismo em 1873 por James Maxwell, etc.), teriam sido os principais determinantes do desenvolvimento industrial dos EUA e Europa Ocidental. No entanto Mowery e Rosenberg (1989) apud Campos (2006, p. 142) apontam que “a relação entre o avanço da ciência e o da tecnologia não foi sempre direta, e que muitas vezes os vínculos da ciência com a aplicação industrial ou econômica foram variáveis e tênues.” Muitas vezes o conhecimento científico não exerce liderança absoluta no processo de inovação, até mesmo pelo fato de que os avanços tecnológicos também podem ajudar a moldar o avanço da ciência e a aplicação econômica desta. “O relacionamento entre o avanço da ciência e da tecnologia de aplicação industrial não era portanto unidirecional, da primeira para a segunda. Havia, sim, certo nível de determinação mútua, e somente em certos casos a ciência tinha aplicação econômica direta”. (CAMPOS, 2006, p. 142). Essa abordagem denominada science push (impulso pela ciência), que é representada pelo desenvolvimento pautado na evolução da pesquisa científica, de acordo com o modelo linear, seguindo a sequência: pesquisa básica pesquisa aplicada desenvolvimento tecnológico, foi aceita durante um longo período. Alte...
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