Desenvolvido em parte como resposta falta de

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Unformatted text preview: E DESENVOLVIMENTO Bunge (1980, p. 23) defende que há quatro subsistemas ou concepções de desenvolvimento da sociedade humana: biológico, econômico, político e cultural. Cada um deles deve estar alinhado e interagindo para que haja um desenvolvimento simultâneo. Em consequência disso, não há como se medir o grau de desenvolvimento de uma sociedade utilizando um só tipo de indicador (por exemplo, econômico), o que produzirá uma visão distorcida da realidade social, inspirando planos de desenvolvimento ineficazes e, portanto, onerosos. Para o autor, um plano razoável de desenvolvimento inclui medidas para promover o progresso simultâneo dos quatro sistemas por ele apresentado. Desde o começo da Idade Moderna, toda cultura desenvolvida possui dois setores mais dinâmicos: a Ciência (básica e aplicada) e a Tecnologia. “Não existe, pois, desenvolvimento cultural e portanto, nem o integral, sem o desenvolvimento científico e tecnológico”. (BUNGE,1980, p. 23). Outra contribuição é dada pelo autor ao propor uma diferenciação entre ciência básica, ciência aplicada e técnica. Para que se entenda em que a ciência e a tecnologia pode auxiliar no desenvolvimento de uma sociedade, tal distinção torna-se fundamental. Note que a distinção dessas atividades não implica separálas, pois, mesmo diferentes, interagem e convergem fortemente. Aquilo que começa como pesquisa científica pode (ou não) se tornar uma mercadoria. A diferença entre ciência básica, aplicada e técnica pode ser resumida através das seguintes palavras de Bunge: [...] tanto a pesquisa básica como aplicada utilizam o método científico para obter novos conhecimentos (dados, hipóteses, teorias, técnicas de cálculo ou medição, etc.). Porém, enquanto o pesquisador de ciência básica trabalha com problemas que interessam só a ele (por motivos cognoscitivos), o pesquisador de ciência aplicada estuda somente os problemas de possível interesse social. [...] A diferença entre ciência (básica ou aplicada) e técnica resume-se nisso: enquanto a primeira se propõe a descobrir leis que possam explicar a realidade em sua totalidade, a segunda se propõe a controlar determinados setores da realidade, com ajuda de todos os tipos de conhecimento, especialmente os científicos. Tanto uma quanto a outra partem de problemas, só que os problemas científicos são puramente cognoscitivos, enquanto que os técnicos são práticos. (BUNGE, 1980, p. 30-31). 52 De modo diferente, mas não a ponto de sobrepor ou questionar totalmente a sistematização proposta por Bunge (1980), Dagnino (2006, p.11), tem a percepção de que na contemporaneidade a ciência e a tecnologia são coisas cada vez mais inseparáveis, com limites “quase indistinguíveis”. Opta por não utilizar o termo tecnociência, no entanto, considerando que as abordagens normalmente utilizadas para diferenciar a ciência (pesquisa básica), da tecnologia (pesquisa aplicada), não têm, atualmente, sentido. Definir a segunda como aquela cujo objetivo é produzir conhecimento com perspectiva de aplicação imediata e a primeira como a que gera um conhecimento de aplicação não apenas longínqua como incerta, não é coerente com a evidência empírica que mostra uma dramática redução do tempo que medeia entre a “invenção” e a inovação. Essa redução, é evidente, interessa às empresas cuja sobrevivência e expansão depende justamente da rapidez com que con...
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This document was uploaded on 01/24/2014.

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