Importante frisar que uma patente tem carter temporal

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Unformatted text preview: a social e humanidades, por outro lado, dependem grandemente de ponderações adotadas para as diferentes categorias de publicações. [...] Mesmo essa tentativa de refinamento de dados não resolve todos os problemas. (MEADOWS, 1999, p.87). Com relação às publicações em coautoria (ou autoria múltipla), Meadows salienta alguns problemas para a definição de produtividade: Por exemplo, se um artigo de periódico tiver três autores, deve-se contá-lo como um terço e um artigo para cada autor? Do mesmo modo, os autores relacionados na publicação não contam toda a história acerca da colaboração, pois nem todo mundo foi necessariamente incluído, e às vezes pessoas que mal tiveram participação no trabalho são nomeadas. (MEADOWS, 1999, p.110). Nesse momento, torna-se relevante discorrer sobre as imposições e políticas adotadas com o paradigma do “publish or perish”. Quantidade definitivamente não é qualidade. Torna-se cada vez mais visível e impactante a visão de que um pesquisador deve publicar cada vez mais e mais rapidamente. É certo que existem bons e maus advogados, assim como existem bons e maus pesquisadores, no entanto há que se tomar cuidado, pois provavelmente esta imposição pode gerar a publicação de pesquisas incompletas ou imaturas. É possível que tal produção acrescente pouco ou nada à ciência, tendo, muitas vezes, o mero objetivo de entrar no páreo por recursos ou manter ou melhorar (no caso brasileiro) a nota de um programa de Pós-graduação. Um livro bastante recente que aborda problemas relacionados a essa nova cultura acadêmica, constituída para estar em sintonia excessiva com o mercado, onde a 97 publicação é considerada apenas números e cifras, foi publicado por Waters, editor da Harvard University Press em 2006, sob o título “Inimigos da esperança: publicar, perecer e o eclipse da erudição”. Diversas são as anomalias causadas pela visão atual do publicar ou perecer, por exemplo: O problema dos artigos ridículos publicados pelos estudiosos das humanidades foi em parte resultado do grande aumento no número de publicações que se espera que eles próprios (e todos os acadêmicos) perpetrem em papel ou despejem uns sobre os outros, na forma de comunicações em congressos. Esse quadro mostra um mundo todo errado, estamos experimentando uma crise generalizada das avaliações, que resulta de expectativas não razoáveis sobre quantos textos um estudioso deve publicar. Não estou dizendo que não haja boas publicações – isso está muito longe de ser o caso -, mas o que as boas publicações têm de bom se perde em meio a tantas produções que são apenas competentes e muitas mais que não são nem isso. [...] O problema é a insistência na produtividade, sem a menor preocupação com a recepção do trabalho. Perdeu-se o equilíbrio entre esses dois elementos – a produção e a recepção. Precisamos restaurar a simetria entre eles. O problema está em fundamentar o acesso ao pos...
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