O fluxo de caixa da operao pois s vezes a empresa

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Unformatted text preview: m buraco no caixa. A empresa está crescendo, vendendo mais mas também aumenta gastos, e enquanto as pessoas não começarem a pagar, precisa viver de algo. Análise do Fluxo de Caixa da Empresa O Fluxo de Caixa (diferentemente de lucro) é a preocupação principal do administrador financeiro. Um fator importante na determinação do fluxo de caixa são custos e despesas que não afetam o caixa – depreciação, amortização, provisões e despesas financeiras de longo prazo (as últimas afetarão a empresa mas só no longo prazo, o efeito no caixa vai ser só lá na frente). Exemplo: Em 2002, o dólar estava a R$2,20 em maio e passou para R$4,00. Uma empresa distribuidora de energia elétrica tinha dívidas em dólar em 2002 – 100 milhões de dólares passou de 220 milhões de reais para 400 milhões de reais. A contabilidade faz a correção da dívida como despesa. A empresa teve prejuízo que o patrimônio líquido ficou negativo. O diretor financeiro não havia feito o head no ano e causou esse imenso prejuízo. A dívida era, entretanto, de longo prazo. Existe um efeito contábil do câmbio, contabilmente a dívida está maior, mas não aconteceu nada em termos de caixa. Se a dívida vencesse em 2003, a empresa teria um problema financeiro sério. As dívidas de longo prazo não afetam o desempenho financeiramente. No curto prazo, deve se proteger. Do ponto de vista financeiro, as empresas se preocupam frequentemente tanto com o fluxo de caixa operacional, utilizado na tomada de decisões, quanto com o fluxo de caixa livre, acompanhado atentamente no mercado de capitais. O fluxo de caixa operacional é o proveniente das operações, mas a empresa não fica efetivamente com todo fluxo de caixa da operação, parte desse fluxo de caixa vai para os investimentos. O FCF é, em linhas gerais, o FCO – Investimentos. Operações: Fluxo de Caixa relacionado com a venda de bens e serviços, isto é, atividade operacional da empresa. O fluxo de caixa das operações deve ser positivo. Investimentos: Fluxo de caixa relacionado com a aquisição ou venda de ativos permanentes. Quando a empresa investe, fluxo de caixa de investimentos é negativo. Se é positivo, é porque está vendendo parte das suas operações para outras empresas. O fluxo de caixa dos investimentos deve ser negativo, é final de financiamento. Se a empresa não investe, porque • • • • • ! 38! não achou nada de bom para fazer com o dinheiro, pode devolvê-lo. Mas se a empresa está em um setor que tem perspectiva, deve investir. Dificilmente a empresa vai ter mais receita de vendas de ativos antigos do que usa para investir. Financiamentos: Longo e curto prazo. Fluxo de Caixa relacionado com passivos e patrimônio líquido; dividendos representam saúdas de caixa de financiamentos. • Se, por exemplo, a empresa tem um FCO de $800 milhões, investiu $500 milhões (FCI -$500 milhões). Sobraram $300 milhões, pode pagar principal de dívida, dividendos, etc. A empresa pode desembolsar esses $300 milhões para pagar dividendos (-$300 milhões). Na segunda situação, a empresa gerou um FCO de $800 milhões, o FCI foi de -$1 bilhão (investe mais do que gerou de caixa). A empresa pode investir mais do que gerou de caixa, não tem como sustentar só com o caixa da operação um crescimento muito forte. Será necessário aumentar o capital social ou lançar debêntures, empréstimos. FCF nesse caso será $200 milhões. Aplicações financeiras entram no fluxo de caixa do investimento. Quando falam em investimento, a preocupação é com o investimento na operação, mas se a empresa não tem algo para investir, não está no tempo de investir, pode aplicar o dinheiro em ativo financeiro. A empresa deve fazer aplicações financeiras? No curto prazo sim, mas de maneira recorrente não. A empresa só deve fazer para o acionista aquilo que ele não pode fazer sozinho. Aplicar o dinheiro temporariamente tudo bem. A dinâmica dos bancos é completamente diferente, não se discute o fluxo operacional, a maior parte do dinheiro que movimenta não é ele, tem muita entrada e saída de caixa e o que tem de diferença fica para ele. As principais informações do DFC são a capacidade de financiamento da empresa (autofinanciamento da empresa, crescimento), necessidade de empréstimos, capacidade de investimento, capacidade de pagamento de financiamentos e distribuição de dividendos. O que gera caixa para a empresa? " Diminuição de ativo (exceto caixa) " Aumento de passivo " Lucro líquido após IR " Aumento de capital O que diminui caixa para a empresa? " Aumento de ativo " Diminuição de passivo (pagamento, quitação de dívidas) " Prejuízo (mais custos e despesas do que receita) " Pagamento de dividendos O método indireto é o mais usado no Brasil. Não é o fluxo de caixa da tesouraria de uma empresa (Entrada – Saída = Saldo de Caixa). O método indireto é aquele que usa o lucro líquido da DRE para chegar no caixa. O esque...
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This document was uploaded on 02/18/2014.

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