Os interc\u00e2mbios online imitam v\u00ednculos estreitos antes formados por meio de

Os intercâmbios online imitam vínculos estreitos

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Os intercâmbios online imitam vínculos estreitos antes formados por meio de intercâmbios pessoais em aldeias e vilas, porém, em uma escala muito maior e não confinada. Em outras palavras, a tecnologia está reinventando antigas formas de confiança. (BOTSMAN, ROGERS, 2011, p. xiii) Para que os serviços colaborativos fortaleçam-se e disseminem-se, Jégou e Manzini (2008) sugerem diretrizes para facilitar o acesso a um espectro maior de usuários ao mesmo tempo em que são mantidas as qualidades relacionais que podem vir a diminuir ao longo do processo. Em relação à facilitação do acesso, as diretrizes são: a) melhorar a visibilidade do serviço para potenciais usuários, seja através do boca-a-boca, de canais de comunicação tradicionais ou plataformas digitais; b) introduzir novas formas de organização e/ou novas tecnologias de suporte; c) reduzir o custo cognitivo de aprender a lidar com algo novo utilizando procedimentos simples e automatizados; d) oferecer diferentes níveis de envolvimento para os usuários; e) apoiar o uso compartilhado de espaços e bens. (JÉGOU; MANZINI, 2008, p.111). Para manter as qualidades relacionais, os autores sugerem: a) promover a disponibilidade do que não é normalmente utilizado e com isso, fomentar as relações sociais entre os usuários; b) manter a escala relacional ao favorecer contatos físicos, face-a-face; c) melhorar o status semi-público dos bens ao incentivar a posse e, consequentemente, o cuidado compartilhado; d)
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72 Revista D.: FOMENTO AO CONSUMO COLABORATIVO ATRAVÉS DO DESIGN ESTRATÉGICO ISSN 2177-4870 proporcionar suporte para a participação facilitando processos e a execução de tarefas; d) construir relacionamentos baseados na confiança com encontros físicos, diálogo e interações personalizadas. (JÉGOU; MANZINI, 2008, p. 117). Botsman e Rogers (2011) recomendam que essas diretrizes elencadas por Jégou e Manzini sejam utilizadas pelos designers para contribuir para o aumento do consumo colaborativo. Neste sentido, identificamos as casas colaborativas de Porto Alegre como terrenos férteis para o desenvolvimento dessas estratégias de design por já possuírem os elementos essenciais para a intensificação e disseminação de tais práticas. 4 AS CASAS COLABORATIVAS No Brasil, o termo "casa colaborativa" surge no começo dos anos 2010 e ganha força com o desenvolvimento da Casa Liberdade, em Porto Alegre e da Madalena80, em São Paulo. Ambas as casas tiveram início como uma forma experimental de trabalhar e empreender em rede a partir de práticas colaborativas e do compartilhamento de um espaço de trabalho. (OLIVEIRA, 2014; VELASQUES, 2016). O modelo de gestão dessas primeiras casas era o mais descentralizado possível, sem administradores específicos para as tarefas. Os frequentadores (em sua maioria jovens empreendedores das mais diversas áreas) colaboravam para a manutenção da casa através de contribuições espontâneas. O compartilhamento dos espaços físicos era livre de burocracias, e em alguns casos, a chave era disponibilizada para qualquer pessoa que desejasse usar a casa.
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  • Summer '20
  • Dr joseph
  • São Paulo, Meio Ambiente, CONHECIMENTO, DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, Relatório Brundtland

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