Para a amostra fb coletada a 15 m de profundidade com

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6a) é oriunda da Formação Barreiras, e a SR (Figura 6b), um solo residual de granito. Para a amostra FB coletada a 1,5 m de profundidade, com umidade natural igual a 12,94 % e índice de vazios igual a 0,84, foram bastante semelhantes os resultados de perda de solo obtidos em função das tensões hidráulicas calculadas para a superfície de fluxo para o solo na umidade natural e para a amostra pré-umedecida (Figura 6a). Já para o solo SR cuja umidade inicial era de 11,34% e o índice de vazios igual a 0,90, esses resultados são distintos, sendo superio- res os resultados de perda de solo obtidos para a umidade natural (Figura 6b). Para ambas as amostras, os resultados de perda de solo obtidos para o solo seco ao ar foram superiores aos demais. Destaca-se que, apesar de o solo FB apresentar umidade um pouco superior ao solo SR, dada a diferença de índice de vazios, o seu grau de saturação (Sr = 40,5%) era ligei- Figura 6. Resultados de Inderbitzen para os solos: a) P-01 FB (1,5 m); b) P-01 SR (4,5 m) (LAFAYETTE, 2006). ramente inferior ao do solo SR (Sr = 41,4%). Com base apenas nessas informações era de se esperar comportamentos semelhantes; no entanto, as curvas características obtidas para os dois solos (Figura 7) explicam as diferenças registradas. Verifica-se que para o solo FB (Figura 7a) o término de entrada de ar nos macroporos se dá para umidade próxima à natural, o que implica comportamentos mecânicos, como, por exemplo, resistência a erosão, similares para umidades maiores ou iguais a esta. A curva característica mostra, ainda, que até esta umidade as sucções presentes no solo são muito pequenas, não superando 10 kPa. Considerando-se a curva característica do solo SR (Figura 7b), observam-se dois aspec- tos importantes: o primeiro é que a macroporosidade tem poros menos uniformes (melhor graduados), levando a um aumento progressivo da sucção até que se atinja o término de en- trada de ar nos macroporos; o segundo é que a umidade natural já se encontrava, nesse caso, aparentemente na zona de microporos, implicando valores de sucção da ordem de 10.000 kPa. Para o solo seco ao ar, a sucção atinge valores da ordem de 50.000 kPa. Com isso, as curvas características obtidas para os dois solos não só explicam os comportamentos distintos
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A infiltração e os fenômenos da inundação, erosão e esqueletização do maciço 559 obtidos quanto à erodibilidade, como também realçam a importância de se considerarem a porosidade, a distribuição dos poros e o estado de umidade em que se encontra o solo quando se avalia o potencial de erodibilidade dos perfis de solos tropicais. (a) (b) Figura 7. Curvas características: a) solo P-01 FB; b) solo P-01 SR (LFAYETTE, 2006). As ravinas e voçorocas, ao se formarem, assumem formas lineares ou em anfiteatro, formas estas geralmente condicionadas pela geomorfologia, geologia estrutural e perfil de intemperismo. Mortari (1994), ao levar em conta a geologia estrutural, propôs como modelo evolutivo para as voçorocas do Distrito Federal o modelo encaixado, no qual, uma vez atingi- do o extrato rochoso, o fluxo se encaixava por meio de erosão nas camadas menos resistentes e era contido lateralmente pelas mais resistentes (Figura 8a). Lima (1999), por outro lado,
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