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O que ocorre de fato é a inconstância de atenção

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o que ocorre de fato é a inconstância de atenção, variando da incapacidade em mantê-la à sua intensa e prolongada focalização em algum estímulo. Assim sendo, a questão pode ser esclarecida. Um DDA que se organize em torno de sua ansiedade, predisposto biologicamente, vulnerável psicologicamente e hiperfocando intensamente em seu corpo e em suas respectivas reações, reúne, em um infeliz somatório, todos os requisitos para desenvolver o Transtorno do Pânico. A capacidade de hiperfocar, tão útil na grande maioria das situações, pode também atrapalhar, e muito, quando inadequadamente direcionada. Esse hiperfoco precisa ser desviado. Se o DDA não for detectado também, em detrimento dos sintomas do pânico, que realmente se sobressaem muito mais, a capacidade de desviar esse hiperfoco pode estar comprometida. Ou pior, pode mesmo nem chegar a constituir-se em um dos objetivos do tratamento. DDA com FOBIAS : Como já foi possível perceber, é comum a comorbidade entre transtornos de ansiedade e DDA. Dentro desse grupo, tenho deparado com vários casos de DDAs fóbicos. Pode-se entender por fobias um medo acentuado e persistente de determinados objetos e situações (fobia simples) ou situações sociais e de desempenho (fobia social). No caso da chamada fobia específica, esse medo é circunscrito e claramente relacionado ao objeto ou à situação. São bastante comuns as fobias a animais; fobias a sangue e ferimentos; fobias a fenômenos naturais, como tempestades; fobias situacionais, tais como medo de elevadores e aviões etc. No caso da chamada fobia social, o medo está relacionado a situações de interação social ou de desempenho na frente de outras pessoas. O indivíduo teme contatos sociais porque tem receio de ser ridicularizado e malvisto, assim como tem expectativas bastante irrealistas do que é ser bem-sucedido socialmente.
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Assim como na depressão e no pânico, os transtornos relacionados à fobia estão associados a disfunções serotoninérgicas. Tais disfunções também cumprem seu papel no DDA, embora de forma secundária. O DDA pode também ser relacionado a fobias, principalmente à social, sob outro enfoque. Não é muito difícil imaginar o porquê. Se uma pessoa que tenha DDA e, ao mesmo tempo, tenha vulnerabilidade biológica à fobia social, tiver crescido em um ambiente crítico e punitivo, certamente será temerosa em relação a situações de interação social. Crianças e adolescentes DDAs são muito suscetíveis a receberem reprimendas sociais por variados motivos. Pela impulsividade que, muitas vezes, os expõe em situações difíceis, fazendo-os cometer gafes. A distração que os coloca alheios a detalhes importantes, em interações sociais, contribui igualmente para as freqüentes gafes. As eventuais dificuldades com linguagem, que provocam situações difíceis, quando trocam ordens de sílabas em palavras e destas em uma frase, isso quando não acontecem aqueles constrangedores brancos totais, que os deixam sem saber o que dizer, quando a palavra parecia estar na ponta da língua...
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  • M, RICHARS
  • São Paulo, Adulto, Cerebro, CONHECIMENTO, PERSONALIDADE, Pensamento

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