De instabilização de massas coluvionares em

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de instabilização de massas coluvionares em movimento de rastejo envolve: parâmetros de re- sistência residual (coesão nula e ângulo de atrito residual), elevação do nível piezométrico da encosta e precipitação pluviométrica. Segundo Lacerda (2002), a instabilização de taludes co- luvionares com nível freático próximo à superfície pode ocorrer devido às seguintes situações: espontaneamente, quando o lençol permanece elevado devido à precipitação contínua – nesse caso, as velocidades de fluência aumentam, mas não há ruptura súbita, pois o solo se deforma no estado plástico, como mostra a Figura 1a; escavações, mesmo de pequena altura, no pé do talude, como pode ser visto na Figura 1b; • carregamento no topo do talude, apresentada na Figura 1c; Figura 1. Processos de Instabilização de massas coluviais saturadas (LACERDA, 1997). • por choque ( AVELAR, 1996) ou carregamento súbito devido ao novo escorregamento a montante. Lacerda (2002) associou quatro processos de movimento em colúvios com as condições de fluxo d’água no talude: injeção de água através de veios permeáveis na rocha matriz, como mostra a Figura 2a; • choque de blocos de rocha de grandes dimensões numa massa saturada, como de - scrito por Lacerda (1997); • bloqueio do fluxo na camada subjacente de solo residual por um dique impermeável, apresentado na Figura 2b; • pequenas variações de permeabilidade na massa coluvial.
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Infiltração e movimentos de massas coluvionares saturadas 505 Figura 2. (a) e (b) Injeção de água sob pressão; (c) e (d) dique impermeável mudando direção do fluxo subterrâneo (LACERDA, 1997). Lacerda (1966) idealizou a distribuição de velocidade de deslocamento ao longo de uma seção AA (Figura 3), inicialmente vertical, para caracterizar o movimento em: a) escorregamento com plano de movimentação BB (Figura 3a); b) escorregamento translacional associado a uma zona de rastejo CC (Figura 3b); c) fenômeno de rastejo típico, em que se acham representadas a zona sazonal, superior, e a zona constante, de posição inferior (Figura 3c). Através do conhecimento da dis- tribuição de velocidades em profundidade, é possível classificar corretamente o tipo de movimento em ação. Figura 3. Distribuição das velocidades de deslocamento ao longo de uma secção (LACERDA, 1966). 3 Infiltração em solos coluvionares A infiltração em solos coluvionares ocorre da mesma forma que nos demais solos, con- forme descrevem Futai et al (2011-a) neste mesmo livro. A diferença básica decorre das carac- terísticas hidráulicas do solo. Os solos coluvionares são mais porosos que os solos residuais, por isso, muitas vezes, apresentam distribuição bimodal de poros que reflete na curva de retenção de água e também na função de condutividade hidráulica do solo. Mesmos os depó- sitos coluvionares saturados têm sua infiltração dependente das características não saturadas do solo. Dificilmente, nos depósitos de encostas, o solo tem nível freático coincidente com o nível do terreno em toda sua extensão. Assim, a parte do solo que interage com a atmosfera
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