Isabella sentia se aliv Acho que ele gosta quase tanto quanto gostou da

Isabella sentia se aliv acho que ele gosta quase

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mencionar a “confissão” que fizera no Natal. Isabella sentia-se aliviada. – Acho que ele gosta, quase tanto quanto gostou da bicicleta. – Já quebrou algum móvel com ela? – Não, mas sem dúvida está tentando. Ontem mesmo ele montou uma pista de corrida na sala de jantar, e colidiu com cinco cadeiras. Riram por um momento, e Isabella levantou-se, espreguiçando-se. Estava alegre porque as festas de fim de ano haviam acabado e satisfeita com o
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trabalho realizado. Com algum esforço, ambos tinham voltado ao velho relacionamento, e até Bernardo notava que Isabella demonstrava uma disposição pacífica. E, então, ele a viu enrijecer ao ouvir o telefone do escritório de Amadeo. – Por que estão ligando para o escritório dele? – Talvez não tenham conseguido chegar até o seu. – Ele tentou mostrar-se descontraído, embora, por um momento, o som o tivesse feito estremecer também. Mas ambos sabiam que os homens que selecionavam as chamadas telefônicas para ela por vezes retinham todas as linhas. – Quer que eu atenda? – Não. Está tudo bem. – Ela entrou depressa na sala de Amadeo, e após uns dois minutos Bernardo ouviu um grito. Correu e encontrou-a pálida e histérica, as mãos tapando a boca e olhando fixamente para o telefone. – O quê? – Mas ela não respondeu, e quando tentou, tudo que saiu de dentro dela foi um grunhido seguido de outro grito. – Isabella, fale comigo! – Ele a segurava pelos ombros, sacudindo-a desesperado, enquanto procurava fitá-la nos olhos. – O que disseram? Teve algo a ver com Amadeo? Foi o mesmo homem? Isabella... – Ele pensava seriamente na possibilidade de esbofeteá-la, quando o guarda que rondava a parte externa do escritório entrou precipitado. – Isabella! – Alessandro! Eles... disseram... eles estão com ele! – Soluçando, ela caiu nos braços de Bernardo. O segurança correu frenético para o telefone, ligando para a villa , sem conseguir completar a ligação. – Chame a polícia! – Bernardo gritou por sobre o ombro enquanto agarrava o casaco e a bolsa de Isabella, arrastando-a pelo escritório, e depois porta afora. – Vamos para casa. – E, então, parando um instante na porta, olhou com firmeza para Isabella, segurando-a pelos dois braços. – Devem ser os maníacos outra vez. Sabe disso, não sabe? Vai ver que ele está bem. – Mas a única coisa que ela pôde fazer foi olhá-lo fixamente e balançar a cabeça com gestos frenéticos, de um lado para outro. – Foi a mesma voz, o mesmo homem? – perguntou ele. Ela tornou a balançar a cabeça. Bernardo fez um sinal para que o segurança o seguisse, e os três desceram correndo as escadas dos três andares em direção à rua. No caminho, chamaram outro segurança para juntar-se a eles. O carro de Isabella já estava esperando por ela, conforme fazia no final de cada dia. Enzo olhou-os, confuso, quando os quatro entraram precipitados no carro, um dos seguranças empurrando-o para o lado, enquanto adentrava o veículo, assumindo a direção. Mas o que ... – começou Enzo, mas um olhar para Isabella lhe disse o que ele não queria saber. – O
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  • Fall '20
  • Estados Unidos, Rio de Janeiro, Amor, Deus, Nova Iorque, The Grave

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