Hoje o capital defende se de institui\u00e7\u00f5es do Estado sem levar preju\u00edzo social

Hoje o capital defende se de instituições do estado

This preview shows page 19 - 21 out of 22 pages.

defesa para o capital contra ideologias mais extremistas. Hoje, o capital defende-se de “instituições” do Estado, sem levar prejuízo social algum. 4. O ser humano será cada vez mais alienado porque quanto mais o dinheiro é produzido, mais o ser humano consome irracionalmente. 5. O individuo, então, troca a sua liberdade pela luta interminável para participar da disputa mercadológica, em que cada qual espera vencer. E a partir do momento que se aceita jogar o jogo, tal cidadão já está alienado perante o capital, portanto, já é escravo do sistema. 6. O capitalismo consegue humanizar tudo, até mesmo robôs em películas cinematográficas, como, por exemplo, Wall-E e Sonmi- 451 [Cloud Atlas]. Enquanto isso se desumaniza o homem sob a ideia de mérito, que é verniz para a sociedade aceitar a desigualdade social como novo normal. 7. Assim como a eficiência do trabalho torna o serviço desprendido mais fácil e até por reduzir esforço e horas dedicação, na parte oposta cria-se o estado de crise existencial, porque o trabalhador acha que não está trabalhando e isso cria um desgaste mental de inutilidade. 8. O capitalismo rompeu a barreira de necessidades e desejos. Tudo que é supérfluo vira algo indispensável para o bem-estar humano, do individuo consumidor daquele momento. 9. Isso cria uma sociedade abastada, mas parasitária, que quer manter esse sistema econômico de criar dinheiro do nada para satisfazer os interesses de tal classe. 10.A classe parasitária já foi analisada no livro Teoria da classe ociosa, de Thorstein Veblen. No entanto, é sabido que se tal classe não existisse espontaneamente, ela seria criada artificialmente. 11.Como a rotina do consumo e da sociedade do espetáculo pressiona atitudes e ações, embora a tecnologia sirva para
Image of page 19
reduzir até mesmo a carga horária, por causa de problemas de consumo, quanto mais a tecnologia avança, paradoxalmente, mais o homem trabalha para manter o padrão de vida artificial. 12.Esse fenômeno cria os bens compensatórios, que são bens inúteis que são desejados justamente por serem inúteis por causa da sua futilidade – a pessoa tem porque pode comprar a bugiganga. Ostentação pela quantidade. 13.Com essa pressão social, os estratos sociais não remunerados devem ser assalariados para rodar essa roda de consumo. Mas esse salário deve ser ajustado para o mínimo, para que esse ser busque a ilusão de perspectiva de obter mais salário para buscar mais inutilidade de mercado. 14.É como se a pessoa não fosse usuária de droga, os amigos pressionassem essa pessoas a usar droga até viciar. Aí a pessoa quer mais droga, não possui dinheiro para sustentar o vício, caindo em degradação total. Essa é a relação: consumo x poder de compra. 15.O capitalismo faz mais ou menos isso quando tem uma infinita gama de mercadorias, mas o salário não dá pra nada. 16.As pessoas com essa lógica social têm cada vez menos tempo para lazer porque tem que trabalhar para comprar aquilo que não gosta. Isso é análogo ao filme: “Clube da Luta”. 17.Se no Estado primitivo os cidadãos viviam com a roupa do dia- dia-dia e tinham só poucas peças como a roupa para ir pra
Image of page 20
Image of page 21

You've reached the end of your free preview.

Want to read all 22 pages?

  • Spring '18
  • GB
  • Monopolio, Burguesía, Capitalismo, Lucro, Xadrez

  • Left Quote Icon

    Student Picture

  • Left Quote Icon

    Student Picture

  • Left Quote Icon

    Student Picture