24 de junho de 2018 fonte direto entenda cada

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_______________. (24 de junho de 2018). Fonte: - entenda-cada-titulo-no-detalhe Vérios. (27 de julho de 2018). Comparação de Fundos . Fonte:
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Realizando projeções realistas Existe um comportamento comum a todas as pessoas que pretendem começar a investir: ao decidirem se vale a pena aportar recursos em uma determinada aplicação, olham primeiro para o rendimento. Se ele for satisfatório, passam para a próxima etapa, a de verificar outras condições; caso contrário, a aplicação é desconsiderada. Esse comportamento é errado por diversos motivos, mas existe uma falha principal nele, a de execução. Isso porque, para descobrirmos se o rendimento de uma aplicação é satisfatório ou não, temos que recorrer a uma projeção. Só que poucos sabem fazer projeções realistas. A maioria das planilhas e cálculos acaba sendo muito mal utilizada, e oportunidades que às vezes não são ruins são abandonadas por simples erros de conta. Há uma maneira de comparar diferentes aplicações no mercado financeiro, que carinhosamente apelidei de “Triângulo de Nigro”. Não inventei a teoria, mas é a fórmula que encontrei para simplificar a avaliação de aplicações no mercado financeiro. O Triângulo de Nigro considera que todo investimento deve ser observado em três pontas: a do risco, a da liquidez e a do rendimento. As três pontas apresentam uma relação muito íntima. Se uma aplicação é arriscada para o investidor, esse risco que será tomado deve ser convertido em um “prêmio” nas demais pontas do triângulo. É preciso ganhar algo com o que está na ponta oposta do que se escolhe.
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É o que vemos, por exemplo, no mercado de ações. Quando o investidor decide entrar na Bolsa de Valores, o risco da operação é muito maior, por ter de lidar com as oscilações de preços e o desempenho das empresas de capital aberto. Todavia, esse risco maior é compensado por maiores possibilidades de ganhos. No período de 1995 até 2018, por exemplo, enquanto o CDI rendeu aproximadamente 9,35% ao ano em retornos reais – ajustado pela inflação –, a ação da Ambev devolveu a seu acionista 18,12% ao ano. Agora podemos pensar em outro exemplo, focando a liquidez: os CDBs. Encontramos no mercado CDBs de uma mesma instituição, mas com diferentes prazos. Por serem da mesma instituição, o risco de crédito é sempre o mesmo, mas a mudança de liquidez também interfere no rendimento da aplicação, como podemos ver a seguir: A imagem apresenta dois CDBs de uma mesma instituição, mas enquanto um vence em 365 dias, o outro termina em 1.096 dias. Essa diferença de vencimento, por sua vez, foi compensada pelo rendimento da aplicação, que passou a ser de 119% do CDI. Imagine que você tenha dinheiro aplicado no banco e pode resgatá-lo a qualquer momento. Seu ganho – hipotético – é de 10% ao ano. Se seu gerente propuser travar essa aplicação por dez anos, o que você vai fazer? Resgatar ou continuar com a aplicação? Depende. Se ele te oferecer uma taxa maior para compensar esse benefício de resgate imediato que você não terá mais, você pode cogitar deixar seu dinheiro aí.
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  • Fall '19
  • São Paulo, POUPANÇA, CONHECIMENTO, Pensamento, Investimento

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