A água precipitada não absorvida pelas plantas

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A água precipitada não absorvida pelas plantas continua, por gravidade, a infiltrar-se até atingir a zona denominada de saturada, onde pode entrar na circulação subterrânea, con- tribuindo para a recarga dos aquíferos. O topo da zona saturada em contato com a pressão atmosférica corresponde ao nível freático. A água subterrânea pode ressurgir na superfície em forma de nascentes. A quantidade e a velocidade com que a água circula em diferentes fases do ciclo hidro- lógico são influenciadas por diversos fatores, como: a cobertura vegetal, altitude, topografia, temperatura, tipo de solo e geologia estrutural. Figura 1. Zonas de ação da água no solo ou zonas de passagem da água no solo. Visando minimizar esses efeitos negativos, existem diversas técnicas na literatura e na engenharia que buscam a adequada destinação dos fluxos de águas superficiais, algumas não estruturais, como a educação ambiental, e outras estruturais, como as galerias de drenagem. Entretanto, enquanto as ações não estruturais são muitas vezes relegadas a um segundo pla- no, as técnicas estruturais convencionais usualmente trazem consigo restrições técnicas, eco- nômicas, ambientais e sociais. Diante disso, surgem, por um lado, a busca de maior ênfase na educação ambiental por meio da popularização da ciência e, por outro, as propostas de técnicas de estruturas alternativas de compensação de fluxos, as técnicas estruturais não con- vencionais. Neste caso, busca-se compensar na fonte a parcela que seria infiltrada natural- mente, mas que, por meio de impermeabilizações diversas, somou-se ao fluxo superficial. No leque de opções estão as trincheiras, as valas e os poços de infiltração. Deve ser avaliada a viabilidade técnica e econômica de cada uma delas, observando-se os contextos urbanístico, paisagístico e arquitetônico. Este capítulo aborda o tema infiltração por meio de trincheiras, tomando como exemplo alguns aspectos e resultados obtidos por Silva (2012) em estudos realizados a partir de ensaios
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Trincheiras como estruturas de infiltração 355 de laboratório e de testes de infiltração realizados em sete trincheiras de pequenas dimensões construídas no Campo Experimental do Programa de Pós-Graduação da Universidade de Brasília. As trincheiras foram construídas usando-se diferentes materiais e, em alguns ca- sos, os mesmos materiais distribuídos em diferentes proporções. O estudo realizado por Silva (2012) sobre trincheiras é muito mais amplo do que o aqui apresentado, podendo ser consul- tado gratuitamente no site . 2 Aspectos relativos aos mecanismos de infiltração Os solos profundamente intemperizados, como é o caso do perfil de solo do Distrito Federal, são compostos predominantemente por macro e microporos (Figura 2a). Os mi- croporos encontram-se majoritariamente integrando os agregados, e os macroporos são constituídos pelos espaços vazios existentes entre os agregados. Enquanto a capacidade de
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