Finalmente a aten\u00e7\u00e3o \u00e0s indica\u00e7\u00f5es referidas assim como a aplica\u00e7\u00e3o correcta

Finalmente a atenção às indicações referidas

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• Finalmente, a atenção às indicações referidas, assim como a aplicação correcta das técnicas ainda a referir, devem conduzir a um equilíbrio inesperado entre os esforços do doente e do médico. Numa situação de ausência de doença o paciente não deve ser capaz de executar o movimento que lhe é pedido, mas o médico terá de se esforçar a um nível sub-máximo para o poder contrariar. Dito isto, consideremos os movimentos e grupos musculares básicos e de pesquisa obrigatória num exame neurológico. 1. Extensão do antebraço A extensão do antebraço é da responsabilidade do tricípete, um músculo de potência intermédia e que, por isso, deve ser colocado numa posição também intermédia entre o estiramento e o encurtamento máximos, ou seja, fazendo um ângulo de cerca de 90° com o braço. Pede-se então ao doente que tente fazer a extensão do antebraço – é provável que tenha de lhe ser dito para “esticar o braço”, uma expressão errada mas talvez mais inteligível – e faz-se oposição segurando firmemente o seu punho (fig. 12).
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106 Figura 12 O médico deve estar ao lado do doente, sobretudo não deve estar em posição de poder usar os músculos do tronco ou o peso do seu próprio corpo, e deve segurar-lhe o ombro com a outra mão. Em condições normais, ou seja, usando uma técnica correcta e na ausência de debilidade, o médico terá de exercer (quase) toda a sua força para evitar a extensão do antebraço. 2. Extensão da mão Os músculo extensores da mão são débeis e devem, por isso, ser colocados na posição que lhes é mais favorável. A posição mais favorável é a que pode apreciar-se na figura, com a mão em dorsiflexão forçada e, portanto, com os músculos em posição de encurtamento máximo (fig. 13).
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