Gundo a proposta da embrapa 1999 figura 10a é melhor

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gundo a proposta da EMBRAPA (1999) (Figura 10a) é melhor do que a relação obtida segundo a proposta formulada por Skempton (1953) para avaliação da atividade do solo (Figura 10b). (a) (b) Figura 10. Relação entre o teor de agregados e o coeficiente de atividade calculado segundo: a) EMBRA- PA (1999); b) Skempton (1953).
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Perfil de intemperismo e infiltração 137 Um aspecto interessante colocado em evidência por Jacintho (2003) é a constatação de que o limite de liquidez em amostras não destorroadas aumenta com o peso específico dos sólidos, embora esse parâmetro tenha apresentado pequena variação. Essa verificação mostra que as propriedades plásticas do solo estudado estão mais relacionadas à natureza químico- -mineralógica do que propriamente à textura, pois o peso específico dos sólidos depende da mineralogia. 4.3.3 Densidade real dos grãos A Tabela 4 mostra os resultados de densidade real dos grãos (Gs) obtidas para solos sa- prolíticos usados em barragens brasileiras. Observa-se que os valores obtidos variam bastante de local para local, pois dependem da mineralogia, a qual, por sua vez, é função do tipo de rocha e da intemperização por ela sofrida ao longo do tempo. Portanto, não é possível asso- ciar diretamente a densidade real dos grãos à infiltrabilidade dos solos, pois esta depende em maior grau de fatores como a porosidade e a própria distribuição dos poros. Conforme mos- tram os resultados apresentados por Jacintho (2003), a densidade real dos grãos depende da mineralogia, e esta, por sua vez, interfere diretamente em parâmetros como a plasticidade e a coesão. Tem-se, portanto, que a densidade real dos grãos termina por influenciar a infiltração da água no solo. Essa relação pode ser explorada de modo mais eficiente para o caso de um perfil de intemperismo ou para uma microrregião. Tabela 4. Densidade real dos grãos de alguns solos de barragens brasileiras. Local Rocha de origem Gs Referência Nova Avanhandava Basalto 2,93 Cruz (1996) Tucuruí Basalto 2,90 Cruz (1996) Tucuruí Diabásio 3,06 Cruz (1996) Tucuruí Metabásio 2,88 Cruz (1996) Tucuruí Filito 2,81 Cruz (1996) AHE Capivara Basalto 2,86 Cruz et al. (1975) UHE Salto Santiago Basalto 2,93 Sardinha et al. (1981) UHE Euclides da Cunha Gnaisse 2,75 Bourdeaux (1983) AHE Corumbá I Micaxisto 2,85 Caproni Júnior et al. (1994) APM Manso Metassiltito / Metarenito 2,71 Jacintho (2005) Na avaliação da porosidade de solos pouco intemperizados como os saprolíticos e os saprólitos, objetivando a análise de infiltrabilidade, faz-se necessário que se leve em conta, quando há presença de argilominerais expansivos, o nível de hidratação dos solos, o qual afeta diretamente a densidade real. Destaca-se, ainda, que as variações volumétricas oriundas do umedecimento e da secagem desses solos não impactam diretamente a infiltrabilidade, pois elas correspondem às variações do volume de vazios e da distância interplanar basal, confor- me apontado por Campos et al. (2008).
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Tópicos sobre infiltração: teoria e prática aplicadas a solos tropicais 138 5 Considerações finais
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