De um modo geral a cobertura natural é a que mais

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De um modo geral, a cobertura natural é a que mais favorece o processo de infiltração, e o solo desnudo constitui a condição crítica de seu compremetimento. Por dois motivos a cobertura vegetal atua no solo melhorando as condições de infiltra- ção: porque reduz o fluxo superficial e porque o sistema radicular e outras formas de biotur- bação criam caminhos que favorecem a infiltração da água. 3 Paisagismo As discussões realizadas no escopo do plano urbanístico são aplicáveis também ao proje- to paisagístico. O que muda é a escala, o nível de detalhe, mas a conceituação geral é a mesma. O projeto paisagístico deve seguir as diretrizes estabelecidas no plano urbanístico.
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Tópicos sobre infiltração: teoria e prática aplicadas a solos tropicais 42 De modo a favorecer a infiltração, o projeto paisagístico deve privilegiar a preservação da cobertura vegetal natural e adotar medidas compensatórias que restrinjam o uso de materiais impermeabilizantes, minimizando os efeitos de áreas impermeabilizadas pelas edificações. Os projetos arquitetônicos, ao sugerirem alterações das formas de relevo e do tipo de cobertura, provocando a diminuição da infiltração de água nos solos, impõem aos projetos paisagísticos a obrigatoriedade não só de contemplar a ampliação das possibilidades de infil- tração das águas pluviais, mas também de viabilizar o uso sustentável dessas águas. Além dis- so, ao se trabalharem as formas do relevo, deve-se evitar que o solo se submeta a desidratação excessiva, a qual seria nociva à vegetação e à propria preservação do balanço hídrico. São elementos críticos na conformação do relevo a declividade e sua forma (côncava, convexa ou plana) e a sua conformação em planta (côncava ou convexa). A literatura dá gran- de ênfase ao fato de ser a encosta ou talude plano, convexo ou côncavo, mas, via de regra, não realça a peculiaridade de em planta ele ser côncavo ou convexo. A Figura 10 (CAMAPUM DE CARVALHO et al ., 2007), obtida para simular duas formas de corte em presença de ní- vel d’água freático, uma convexa (Figura 10a) e outra côncava (Figura 10b), mostra que o rebaixamento do nível d’água é maior no corte convexo que no côncavo. Ensaios realizados sobre modelo físico reduzido, para verificar o que se passava com a umidade do solo acima do lençol freático, levaram os mesmos autores à constatação de que a umidade no lado com corte convexo era mais elevada que no lado com corte côncavo. A explicação para o fenômeno tanto acima como abaixo do nível d’água é relativamente simples. No corte convexo, a área no interior do maciço que alimenta com água ou umidade a sua superfície é superior a esta, pro- piciando nível d’água mais elevado ou solo mais úmido na superfície. O inverso ocorre com o lado côncavo. No caso relatado por esses autores, o fenômeno conduziu à ruptura do talude.
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