Após o processo de colapso ter sido concluído o

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Após o processo de colapso ter sido concluído, o solo foi dessecado sob a tensão de 320 kPa e descarregado à tensão zero com 0,30% de aumento de variação de volume. O solo foi preparado para ser observada a sua estrutura em microscópio ótico. Após colapso, a estrutura é semelhante à da amostra indeformada do solo natural. Há, entretanto, um empacotamento mais denso entre os grãos, causado pela aplicação da tensão e do colapso. A microestrutura do solo após colapso ainda é instável e os grãos de areia encontram-se revestidos com argila iluvial, porém com menor espessura do que na amostra indeformada (< 15 µm). A percolação da água provoca um carreamento das partículas de argilas que passam a preencher os vazios presentes na amostra indeformada. A percentagem de grãos permanece 50% e a de argilas cresce para 18%.
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Tópicos sobre infiltração: teoria e prática aplicadas a solos tropicais 528 Figura 2. Variação do potencial de expansão e colapso associados à tensão de expansão, índice de vazios crítico e grau de saturação crítica. 3 Influência da vazão de inundação O umedecimento do perfil de um solo depende de fatores externos, como precipitação, periodicidade, evapotranspiração, relevo, vegetação, etc., e de fatores internos, como estado tensional, permeabilidade, macro e microfissuras, espessura de camada ativa, etc. A velocidade com que a água penetra nos vazios do solo tem influência na sua desinte- gração estrutural, podendo ser menor, maior ou igual à velocidade de destruição das ligações entre as partículas, estando relacionada, entre outros fatores, à afinidade da superfície interna do solo pela água (permeante) e à intensidade da força de coesão que mantém as partículas agregadas. Nos ensaios edométricos simples ou duplos, costuma-se fazer a inundação de forma rápida (brusca), enquanto nos ensaios edométricos de sucção controlada, o umedecimento é lento, porque depende da permeabilidade da pedra porosa de alta resistência de ar ou da mem- brana de celulose, que normalmente apresenta baixa permeabilidade. Houston et al. (1988) fizeram a inundação dos corpos-de-prova de forma parcial, injetando 10 g de água no topo da pedra porosa e registrando a compressão resultante a cada intervalo de tempo. Colapsos progressivos crescem com o acréscimo do grau de saturação da amostra devido à adição pro- gressiva do fluido permeante. A água foi adicionada, até ao ponto em que não resultasse mais colapso. Cruz et al . (1994) realizaram um ensaio edométrico simples em amostra compacta- da, com baixa umidade e porosidade semelhante à do solo natural, que, após consolidada até 80 kPa, foi umedecida por percolação de vapor d’água por tempos variáveis. Observaram um colapso progressivo com o aumento do teor de umidade, estabilizando-se no momento em que os colapsos atingem a curva de compressão do solo inundado (previamente).
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