Em termos gerais os especialistas coincidem em

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Em termos gerais, os especialistas coincidem em relação aos elementos que devem constituir a gestão do risco e às suas definições. Existe, porém, um desentendimento relacionado com a metodologia de gestão do risco que forneça um caminho bem definido, em que passos sejam indicados para a implementação da GR em um empreendimento civil. O anterior leva, geral- mente, ao fracasso no processo da GR, um dos motivos pelos quais se paralisou a populari- zação e aplicação das metodologias de GR nos seu início quase duas décadas atrás (MENG et al., 2010). 2 Gestão do risco Além da definição dada pela Associação Internacional de Túneis e do Espaço Subter- râneo (ITA), apresentada no início do capítulo, Guglielmetti et al. (2008) apresentam uma definição para Gestão do Risco aplicável em projetos de obras subterrâneas que poderia se es- tender a projetos de engenharia civil. Segundo os mencionados autores, a GR é o processo que consiste em identificar e listar as potenciais ameaças associadas às atividades características das obras subterrâneas, atribuir uma probabilidade de ocorrência a cada ameaça, designar um índice de severidade à consequência e tomar medidas que permitam reduzir a probabilidade de ocorrência da ameaça e/ou a severidade da consequência. Tanto as publicações de Guglielmetti et al. como aquelas da ITA (ESKESEN et al., 2004) constituem o maior avanço no estado do conhecimento da GR em obras geotécnicas. As Me- todologias de Gestão do Risco (MGR) têm coincidências e diferenças. De maneira geral todas coincidem, por exemplo, em relação à importância de incluir a identificação dos riscos (IR), à análise dos riscos (AR) individuais e à necessidade de comparar o risco do sistema com algum critério de aceitação (comparação que Guglielmetti et al. definem como cálculo do risco residual e a ITA como processo de determinação do risco). Por outro lado, diferem, principalmente, em relação ao momento em que a GR deve ser aplicada dentro das diferentes etapas dos empreendimentos. Para alguns autores, é importante considerar a GR tanto na etapa de projeto como nas etapas de contratação e construção. Em contraste, outros opinam que só as etapas de projeto e construção precisam da gestão do risco, deixando fora as etapas menos geotécnicas associadas aos processos de contratação. A seguir, são descritas as etapas do processo da GR segundo apresentado por Eskesen et al. (2004): Etapa 1 – Projeto. Nesta etapa são indispensáveis: 1. Estabelecimento de políticas de risco; 2. Estabelecimento de critérios de aceitação do risco; 3. Determinação qualitativa do risco do projeto; 4. Análise detalhada de áreas de interesse especial ou de particular preocupação.
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