Os ensaios de infiltração realizados por meio do

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Os ensaios de infiltração realizados por meio do rebaixamento do nível d’água em poço foram realizados acompanhando a sazonalidade da umidade no campo, nos meses de abril, julho e agosto-setembro, em profundidades que variaram entre 0,5 e 4 m. A Figura 9 a, b, c, d, e, f apresenta os resultados dos ensaios realizados em 2010 nos meses de abril, julho e agosto- -setembro, considerando as regiões norte e sul de Goiânia. Cabe destacar que, para os meses de abril e julho, os ensaios foram realizados ao longo da profundidade em um único furo, sendo, porém, utilizado um furo para cada mês, pois, após realizado o ensaio em uma camada mais superficial, aprofundava-se o furo e realizava-se o ensaio para a profundidade seguinte. Para o mês de agosto-setembro, optou-se por realizar os ensaios em furos independentes para cada profundidade. (a) (b) (c) (d) Agosto-Set/2010 (e) (f) Figura 9. Variação sazonal da taxa de infiltração: regiões norte e sul de Goiânia/GO. (LUIZ, 2012).
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Tópicos sobre infiltração: teoria e prática aplicadas a solos tropicais 70 Considerando as regiões norte e sul, as taxas de infiltração ao longo dos perfis apresen- taram variações mais expressivas entre os perfis e em profundidade durante os testes execu- tados, principalmente nos meses de abril e julho. Em agosto-setembro, essas variações apre- sentaram diferenças menores. Em ambas as regiões, os menores valores obtidos para as taxas de infiltração a 0,5 m de profundidade apontam para a ação de adensamentos por processos de contração oriundos da interação solo-atmosfera e compactações de origens diversas das camadas mais superficiais do perfil, tais como passagem de veículos e pisoteio de animais. Verifica-se, ainda, para ambas as regiões, que entre 1 m e 2 m de profundidade as taxas de infiltração, independentemente da época do ano em que foram realizados os ensaios, ten- deram a se estabilizar, invertendo-se a partir daí a tendência de variação da taxa de infiltração até 3 m de profundidade, quando aparentemente tende a estabilizar-se. Portanto, depreende- -se desses resultados que, até 1 m de profundidade, as influências externas oriundas do an- tropismo da própria interação solo-atmosfera no que tange à sazonalidade se fazem presentes de modo mais marcante; a partir de 2 m, à medida que se aprofunda no perfil, a taxa de infiltração passa aparentemente a ser mais influenciada por aspectos internos como o nível de intemperização do maciço. A influência geológica, conforme já observado por Cardoso (1995), ao estudar a colapsibilidade de solos do Distrito Federal, é praticamente imperceptível no manto superficial de solo profundamente intemperizado, não marcando, assim, diferenças de comportamento entre as duas regiões. Com isso, é possível concluir que a zona ativa do perfil restringe-se aos três primeiros metros, independentemente da região e formação geo- lógica de base.
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