Na palma de sua m\u00e3o estava um pequeno objeto oval esmaltado em azul escuro Jane

Na palma de sua mão estava um pequeno objeto oval

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Na palma de sua mão estava um pequeno objeto oval, esmaltado em azul-escuro. Jane Plenderleith balançou negativamente a cabeça. — Não, nunca. — Não é seu ou de Mrs. Allen? — Não. Não me parece uma coisa muito feminina, parece? — Ah, então a senhorita o reconhece? — Bem, parece óbvio que é um pedaço de abotoadura de homem, não?
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CAPÍTULO QUATRO — Aquela moça é meio petulante — queixou-se Japp. Os dois homens estavam novamente no quarto de Mrs. Allen. O cadáver tinha sido fotografado e removido; os peritos tinham tirado as impressões digitais e já haviam ido embora. — Mas você não deve tomá-la por tola, pois ela é evidentemente inteligente. Na verdade eu diria que ela é extraordinariamente inteligente e competente. — Você desconfia que ela possa ter matado a amiga? — perguntou Japp, com um raio de esperança, e prosseguiu: — Acho que é bem capaz. Precisamos investigar melhor seu álibi. Quem sabe se as duas não tiveram uma briga por causa desse deputado? O desprezo que ela mostrou sentir por ele pode ser falso. É capaz dela ter se engraçado para cima dele e levado um fora. Ela é o tipo de mulher que mataria alguém se tivesse vontade, e teria calma suficiente para fazê-lo sem deixar vestígios. Sim, vamos ter que investigar melhor aquele álibi. Ele me pareceu arranjado um pouco convenientemente demais, e afinal de contas Essex não é assim tão longe. Há trens para lá com grande freqüência. Ou ela podia ter usado um bom carro. Vale a pena procurar descobrir se ela ontem foi dormir cedo alegando uma dor de cabeça ou algo semelhante. — Você tem razão — concordou Poirot. — De qualquer forma — continuou Japp —, ela está escondendo alguma coisa da gente, você não acha? Aquela moça sabe de alguma coisa. Poirot parecia pensativo. — Sim, ela está escondendo alguma coisa. — Isto é sempre um problema em casos como este — queixou- se Japp. Há sempre gente que esconde os fatos, às vezes até mesmo por motivo justificado. — E neste caso não podemos culpá-los, meu amigo. — Não, mas isto torna nosso trabalho mais difícil — resmungou Japp. Poirot consolou-o:
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— Estas oportunidades servem apenas para realçar seu talento. E por falar nisto, como estamos de impressões digitais? — Não há nenhuma na pistola, o que torna evidente que se trata de um assassinato. O revólver foi cuidadosamente limpo antes de ser colocado em sua mão. Mesmo que ela fosse uma contorcionista que conseguisse ter atirado com a pistola naquela posição, ser-lhe-ia impossível disparar a arma sem segurá-la, e nem ela poderia limpá-la depois de morta. — Não há dúvida de que deve ter havido uma segunda pessoa. — O resto do quarto também não tem impressões digitais. Nenhuma na maçaneta, nenhuma na janela. Curioso, não? Mas diversas impressões de Mrs. Allen nos outros lugares. — Jameson teve algum sucesso? — Com a faxineira? Nenhum. Ela fala muito, mas na verdade não sabe do muito. Confirmou que Mrs. Allen e Miss Plenderleith se davam bem. Mandei agora o Jameson ouvir os outros moradores do beco. Vamos precisar falar também com Mr. Laverton-West. Descobrir onde ele estava ontem à noite e o que estava fazendo. Mas antes vamos
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