{[ promptMessage ]}

Bookmark it

{[ promptMessage ]}

Técnicas de Redação

Álcool o que exigir? o plantio de outros 4 milhões

Info iconThis preview shows pages 27–29. Sign up to view the full content.

View Full Document Right Arrow Icon
álcool, o que exigirá o plantio de outros 4 milhões de hectares de cana-de- açúcar. Isso significaria mais de 1 milhão de empregos diretos e indiretos no setor sucroalcooleiro. Vejamos um exemplo concreto: no fim dos anos 70, a tonelada do suco de laranja valia pouco mais de 600 dólares em razão de uma superoferta mundial. Entre o Natal e o Ano-Novo, houve uma forte geada na Flórida. Em quinze dias, o preço do suco subiu para 950 dólares. Aqui, os produtores da paulista Bebedouro, a capital nacional da laranja, que até então enfrentava uma profunda depressão, começaram a ganhar dinheiro. A primeira coisa que fizeram foi aumentar o salário de seus empregados. Depois, compraram tratores, arados, grades. Adquiriram também liquidifïcadores, máquinas de costura, televisão, roupas para a família. Isso gerou uma grande demanda no comércio. Casas foram reformadas, lojas ganharam pintura nova. Gerou-se emprego para pedreiros, carpinteiros, eletricistas. A prefeitura recolheu muito mais impostos, já que todos passaram a trabalhar e produzir mais. Os agricultores pagaram o que deviam e depois foram comprar terras nos Estados de Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Minas Gerais. A agricultura pode produzir isso tudo, além de transferir riqueza para outros setores da economia. Mas, para que esse processo ocorra de forma consistente e sustentável, é necessário abrir novos mercados, reforma agrária com modelos adequados de crescimento e conquistar fronteiras agrícolas com total respeito ao meio ambiente e à biodiversidade. Esse é o nosso desafio. Especial Agronegócio , p. 22, abr./2004. O lago é de todos Uma discussão elementar em direito é a distinção entre o público e o privado. O direito à propriedade, garantia prevista na Constituição, tem como prerrogativa o respeito ao patrimônio individual. O espaço físico privado é um bem inviolável, que só pode ser invadido se houver mandado judicial. Por seu lado, o espaço público é um bem da sociedade, que não pode ser desrespeitado por vontade de particulares. A situação do lago Paranoá é a completa inversão desses preceitos jurídicos. Protegida por lei federal que a transforma em Área de Preservação Permanente, a orla tornou-se quintal dos brasilienses de classe média e alta. Esse espaço comunitário, que deveria atender a toda a população, foi privatizado para servir aos interesses particulares dos ocupantes das pontas de picolé, os lotes mais valorizados da região mais valorizada do Distrito Federal. Às margens, moradores montam pier, aterram área pública e fecham a passagem da ciclovia. A ocupação generalizada do lago mostra que o governo do Distrito Federal precisa disciplinar o uso de um espaço que deveria ser público, mas está nas mãos de uma parcela de moradores. Na verdade, as irregularidades às margens do Paranoá são um reflexo da desordem urbana no Distrito Federal. O espaço público é 27
Background image of page 27

Info iconThis preview has intentionally blurred sections. Sign up to view the full version.

View Full Document Right Arrow Icon
desrespeitado na proliferação dos condomínios; no avanço das lojas nas quadras
Background image of page 28
Image of page 29
This is the end of the preview. Sign up to access the rest of the document.

{[ snackBarMessage ]}