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No entanto não é isso mesmo que ocorre a

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pretendeu dizer, mas sim do que aquilo significa pra mim. No entanto, não é isso mesmo que ocorre? A interpretação que damos aos textos depende de nossa vivência, de outros textos que lemos, da nossa formação, da nossa realidade social. Para assimilarmos um conteúdo é preciso analisar, introjetar aquilo e, ao devolver – colocar pra fora – a contextualização está feita. É impossível não usar referências próprias: - Não há como assimilar sem contextualizar. A filosofia não está a salvo das interpretações que atribuímos a ela e isso constitui um distanciamento daquela motivação inicial do filósofo, algo que, em teoria não poderia ser perdido, pois se trata de algo essencial – necessário – naquilo que está sendo dito. Conclusivamente, posso até conceber que, se compreender significar reapropriar-se de um conceito, reeditando o significado primeiro, especulando sobre algo que não pertence à nossa realidade atual, então é possível compreender filósofos do passado. Do contrário, nunca chegaremos a
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compreendê-los por completo – será sempre uma compreensão parcial – e iremos recriar – reeditar – uma teoria na tentativa de criar uma nova compreensão. Tenho a nítida impressão de que estamos tentando nos comunicar há muito tempo, sem conseguir, e a filosofia é só mais uma maneira de tentarmos cumprir esse expediente, uma tentativa de aprimorar a forma com que desejamos, com determinação, nos comunicar. Assim, fico com a interpretação de Borges ao abordar essa questão: - Como não é possível tornar-se outro, atingindo originalmente suas motivações – ou acreditar que isso seja possível – estamos fadados a desaparecer. Não como descrito no conto, mas na nossa inquieta mania de falarmos sobre nós, perceberemos que não existem recursos para que possamos ser compreendidos e que não poderemos compreender o outro, ainda que, envolvidos com filosofia – não somente, mas aqui é este o caso – agarramo- nos à nossa tábua de salvação.
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