Atualmente são classificados em função da sua

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anteriormente, em classes em função da gramatura. Atualmente, são classificados em função da sua propriedade mecânica de resistência à tração. O manual da ABINT (2004) adverte que a gramatura é uma propriedade que não for- nece indicações de como o produto é fabricado, ou seja, qual o tipo de fibras (fibras curtas ou filamentos contínuos), como o entrelaçamento dos fios é feito (agulhamento ou não), entre outros aspectos. Portanto, ela não deve ser utilizada isoladamente como propriedade de espe- cificação. Segundo o mesmo manual, os valores típicos de gramatura variam entre 100 e 900 g/cm 2 . 2.2.2 Espessura (t GT ) A espessura nominal dos geotêxteis não tecidos é aquela obtida quando são submetidos a uma pressão confinante de 2 kPa, aplicada numa área de 2500 mm 2 , por duas placas rígidas paralelas (ISO 9863/88, NBR 12569/92). A pressão é normatizada, pois a espessura é função do confinamento a que o geotêxtil está submetido. 2.2.3 Porosidade (n GT ) A porosidade é a relação entre o volume de vazios e o volume total do geotêxtil e pode ser determinada em função da sua gramatura e da sua espessura, da densidade da fibra e/ou do filamento (ρ f ) e da massa específica da água a 4 o C (γ a ) pela seguinte expressão: n GT = 1 – M A ( t GT ∙ ρ f ∙ γ a ) (1)
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Uso de geossintéticos em estruturas de drenagem e infiltração 315 em que: n GT : porosidade (%); M A : gramatura (g/m 2 ); t GT : espessura (mm); ρ f : densidade da fibra; γ a : massa específica da água à 4 o C (g/cm 3 ). Os geotêxteis não-tecidos apresentam porosidades elevadas sob condições não confina- das, da ordem de 90 a 93%. 2.3 Propriedades hidráulicas As propriedades hidráulicas relevantes são a permeabilidade normal à manta (k n ), a per- meabilidade no plano da manta (k p ) e a abertura de filtração (FOS ou AOS). Tendo em vista que os geotêxteis são materiais muito compressíveis e que a espessura varia com a tensão de confinamento imposta pela obra, torna-se mais prático trabalhar com os conceitos de permis- sividade (ψ) e transmissividade (θ). 2.3.1 Permissividade (ψ) A permissividade (ASTM D 4491/89 e NBR Proj 02:153.19-008) é definida como a rela- ção entre a permeabilidade normal e a espessura, permitindo avaliar a facilidade com que o fluido passa através do geotêxtil. É expressa por: ψ = k n t (2) em que: ψ: Permissividade (s -1 ); k n : Coeficiente de permeabilidade normal ao plano do geotêxtil (cm/s); t: Espessura sob uma determinada pressão confinante (cm). 2.3.2 Transmissividade (θ) A transmissividade (ASTM D 4716/87 e NBR Proj 02:153.19-014) é definida como a permeabilidade no plano da manta sintética multiplicada pela sua espessura. Ela permite ava- liar a capacidade de descarga do geossintético quando ele exerce a função de drenagem do fluido (georredes, geoespaçadores, geotêxteis não tecidos agulhados, etc.), conduzindo-o para fora da estrutura. A transmissividade é expressa por: θ = k p t (3) em que: θ : Transmissividade (cm 2 /s); k p : Coeficiente de permeabilidade no plano do geotêxtil (cm/s); t: Espessura sob uma determinada pressão confinante (cm).
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Tópicos sobre infiltração: teoria e prática aplicadas a solos tropicais 316
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